NOITE DE AUTÓGRAFOS NA LIVRARIA SARAIVA, EM FLORIANÓPOLIS

Convidados e amigos prestigiam o lançamento de Orientação profissional em ação – Volume 1da Summus Editorial. O evento aconteceu na última quarta-feira, 13 de setembro, na Saraiva do Shopping Iguatemi Florianópolis (SC)

Conheça a obra: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1473/9788532310743


 

 

 

‘MUITO ALÉM DO SOM: ENTENDA OS BENEFÍCIOS DA MUSICOTERAPIA PARA IDOSOS’

Saiba como a prática oferecida pelo SUS pode ajudar no envelhecimento ativo e colaborar no tratamento de doenças relacionadas à terceira idade

A sala principal não estava muito cheia quando a terapeuta ocupacional Flávia Kaori Kanegava apareceu. Algumas pessoas estavam espalhadas pelo jardim e outras assistiam à televisão. Mas, bastaram poucos minutos para que ela reunisse todas em uma grande roda. Muitas vieram por iniciativa própria, enquanto aquelas que resistiam, aos poucos, foram cedendo até se juntarem à maioria. Seja em suas cadeiras de roda ou no sofá, em pouco tempo, estavam todos atentos para que estava prestes a começar.

“É para cantar bem bonito”, disse dona Olinda. E assim o fizeram. Ao som de “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, era possível ouvir as vozes de quase 30 senhores e senhoras, residentes do Cora Residencial Sênior, uma Instituição de Longa Permanência para idosos, onde a musicoterapia passou a fazer parte da rotina dos hóspedes.

Envelhecer melhor

A prática não tem muito a ver com entonação ou aulas de canto. A ideia é mais voltada à colaboração direta para o envelhecimento ativo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática estimula a fala, aumenta a criatividade, movimenta o corpo, exercita a memória, reduz sintomas de depressão e age na prevenção de doenças associadas ao aumento de idade e início de doenças crônicas.

“Por desenvolver aspectos cognitivos, como atenção, concentração, memória, organização e planejamento, os exercícios com música são bastante completos, já que a parte física também é trabalhada”, explica Flávia.

Reabilitação

Antes de começar o coral, a terapeuta ocupacional incentiva os idosos a fazerem exercícios vocais, e depois pede para que eles cantem, com o auxílio da letra – impressa e entregue a cada participante. No meio da aula, ela troca de música e, ao som de “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, os sorrisos começam a brotar na sala e o balanço dos corpos fica impossível de ser contido.

Porém, a agilidade de seus corpos já não é a mesma. Os movimentos, sutis, são feitos de seus assentos, com um gingado tímido, mas encorajados pela profissional. “Aqui o objetivo é estimular o cérebro e os movimentos, ainda que singelos, ajudam muito. Temos vários pacientes com demência causada por Alzheimer ou AVE [acidente vascular encefálico] que passam a ficar afásicos com o tempo, mas quando a música toca vejo que eles conseguem participar da atividade de um jeito bem mais natural, colaborando para a reabilitação”, explica Flávia.

A profissional também aproveita o encontro semanal para resgatar memórias provocadas pelas canções escolhidas, sendo esse um outro jeito de desenvolver a atividade cerebral, segundo ela.

“Tem gente aqui que não consegue saber que horas são. Mas, quando a música toca, todo mundo participa. É uma coisa que todos gostamos. Eu gosto porque ajuda a me lembrar do meu tempo de solteira, quando era menina”, contou dona Joice Seabra, de 92 anos.

Quem também reconhece os benefícios da musicoterapia não só para o corpo, mas também para a mente e o coração é dona Viviana Papni, de 97 anos. “Sinto muitas saudades quando escuto as músicas. Lembro-me de quando estudei piano, lembro-me de tudo com muito carinho”.

Doenças

Além de provocar a sensação de bem-estar, maior facilidade em se expressar, reduzir o estresse e melhorar as condições físicas, um estudo comandado pelo Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig, na Alemanha, conseguiu comprovar também que, uma vez que a música está relacionada às emoções mais profundas, as letras e as melodias são raramente esquecidas por pacientes com Alzheimer, por exemplo.

Essa constatação também pode ser percebida no documentário “Alive Inside”, produzido nos Estados Unidos, que mostra a atividade sendo capaz de fazer com que o cérebro de pacientes com Alzheimer ficasse mais ativo depois de terem que lidar com canções conhecidas, fazendo com que respondessem melhor a estímulos após a terapia.

Além disso, pessoas portadoras de doenças como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, autismo, ou que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) são beneficiadas com a prática, conforme constatam outras pesquisas.

SUS

Diante de tantas vantagens, a atividade foi incorporada recentemente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Desde janeiro deste ano, outras terapias como meditação, reiki e quiropraxia são oferecidas gratuitamente à população.

Para saber onde encontrar o local adequado onde as sessões de musicoterapia são aplicadas e participar, é preciso entrar em contato com a secretaria de saúde do seu estado ou cidade.

Matéria de Marina Teodoro, publicada originalmente no iG, em 26/07/2017. Para acessá-la na íntegra: http://saude.ig.com.br/2017-07-26/musicoterapia-idosos.html

***

Quer saber mais sobre musicoterapia? Conheça os livros da Summus:

MÚSICA E SAÚDE
Autora: Even Ruud

Compilação de textos das conferências do Congresso de Musicoterapia (Oslo, 1985). Especialistas internacionais mostram as ligações entre a musicoterapia e outros campos do conhecimento, como a neurologia, a percepção corporal e a semiótica. O leitor encontra aqui reflexões e métodos sobre as diferentes formas de trabalhar com música em terapia.

CAMINHOS DA MUSICOTERAPIA
Autora: Even Ruud

Este livro pretende esclarecer as relações entre a musicoterapia e os diferentes caminhos existentes na área da saúde mental e observar como estes diversos procedimentos estão vinculados a tendências filosóficas distintas.

TEORIA DA MUSICOTERAPIA
Contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal
Autor: Rolando Benenzon

A musicoterapia é uma técnica que explora a relação entre emoções e música dentro de um processo terapêutico. Neste livro, o Dr. Benenzon esclarece os fundamentos teóricos da musicoterapia, contribuindo para a orientação na formação de musicoterapeutas em nível universitário.

O DESPERTAR PARA O OUTRO
Musicoterapia
Autora: Clarice Moura Costa

A partir de um embasamento teórico e de casos clínicos, a autora traça os objetivos e os limites da proposta psicoterápica apoiada na música. São mostradas as possibilidades de restauração dos processos de sociabilização e as reações dos pacientes.

PRIMEIRA REDE SOCIAL PARA USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR É CRIADA NO BRASIL

A blogueira e autora do Crônicas da Surdez, Paula Pfeifer Moreira, acabou de lançar a primeira rede social exclusiva para usuários de Implante Coclear. O CI Users World Map é um site destinado à promoção de contato e compartilhamento de experiências entre implantados do mundo inteiro, com versões da plataforma em inglês, português e espanhol.

Paula conta que teve a ideia do projeto em uma viagem ocorrida no ano passado. “Num brainstorming durante um voo Rio-POA em 2015, decidi que queria criar uma rede social de surdos oralizados. Eram muitas ideias ao mesmo tempo! Em parceria com o Dr. Luciano Moreira, do Portal Otorrino (meu marido), decidimos otimizar e criar a primeira rede social exclusiva para implantados no mundo, o CI Users World Map”.

Funciona assim: o usuário de IC cadastra o seu PIN no mapa mundi do site e então pode enviar e receber mensagens de qualquer usuário – ou de outra pessoa, como, por exemplo, candidatos ao implante. Segundo Paula, o objetivo é aproximar e conectar os “cyborgs” do planeta, além de mostrar como a perda auditiva é comum no mundo moderno e divulgar o máximo possível a reabilitação auditiva.

Então, está esperando o quê para participar? Já são mais de 410 PIN’s cadastrados, dos mais diferentes países: Brasil (líder em cadastros), Colômbia, Austrália, Índia, Nova Zelândia, Suécia, Inglaterra, Portugal e Havaí. Conheça mais o projeto em http://www.cochlearimplantusers.com/

Publicado no site da ADAP – Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear. Acesse na íntegra: http://adap.org.br/site/index.php/artigos/293-primeira-rede-social-para-usuarios-de-implante-coclear-e-criada-no-brasil

*** 

Paula Pfeifer é autora dos livros Crônicas da surdez e Novas crônicas da surdez, publicados pela Plexus Editora. Conheça mais sobre as obras:

60092CRÔNICAS DA SURDEZ

Nesta obra, Paula Pfeifer discute um assunto que, por vezes, se torna tabu: a deficiência auditiva, que tanto afeta a comunicação e a interação humanas. Porém, a autora passa longe da autocomiseração e mostra que os surdos podem e devem levar uma vida feliz, independente e produtiva. Dividido em três partes, o livro relata como Paula lidou com as dificuldades e as agruras da surdez, traz textos que ela escreveu no blogue Crônicas da Surdez – que tem milhares de acessos mensais –, além de apresentar depoimentos emocionantes de leitores. Temas como preconceito, tecnologia, mercado de trabalho e bullying são apresentados de forma leve, sem julgamentos, permitindo aos deficientes auditivos, a seus familiares e a profissionais de saúde refletir sobre as experiências cotidianas e sobre a capacidade de superação inerente a todos nós.

60094NOVAS CRÔNICAS DA SURDEZ
Epifanias do implante coclear

Aqui, Paula Pfeifer conta como foi perder a audição desde a infância até chegar à surdez bilateral profunda aos 31 anos e, então, fazer um implante coclear e voltar a ouvir. A jornada em direção ao som foi cheia de altos e baixos, e o livro mostra com sinceridade os melhores e os piores momentos desse caminho: da decisão de fazer a cirurgia aos meses seguintes à ativação dos eletrodos.

Clique nas capas ou nos títulos acima para adquiri-los com desconto no site da Amazon.

‘APÓS PERDER BEBÊ, MÃE CRIA LOGO PARA SINALIZAR LUTO NA MATERNIDADE’

Símbolo em hospital avisa que bebê era parte de uma gestação múltipla em que nem todos sobreviveram

Símbolo em hospital avisa que bebê era parte de uma gestação múltipla em que nem todos sobreviveram

Símbolo em hospital avisa que bebê era parte de uma gestação múltipla em que nem todos sobreviveram

Na maternidade, uma mãe cansada tentando acalmar seus gêmeos recém-nascidos olha para a outra, na cama ao lado, e diz: “Você tem sorte de ter apenas um”. A intenção era fazer uma brincadeira, mas a afirmação ganhou ares de tragédia, pois a vizinha de leito também tinha tido uma gravidez múltipla e somente uma das duas bebês sobreviveu. As informações são do site americano “Babble”.

Embora prematura, Callie nasceu normal, mas Skye teve anencefalia (má formação caracterizada pela ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana) e viveu apenas três horas. Mesmo sabendo da condição da bebê desde a 12ª semana de gestação, os pais, Milli Smith e Lewis Cann, ficaram arrasados com sua morte.

Contrariando as previsões médicas, que diziam que Skye não seria capaz de fazer sons, ela chorou quando nasceu e mexeu os braços, o que emocionou o casal.

O Kingston Hospital, no Reino Unido, onde o parto aconteceu, dispõe de uma sala especial, chamada Daisy, onde os pais de um bebê em estado terminal podem permanecer ao seu lado até o fim. E foi isso que eles fizeram.

Fazia pouco tempo que Skye tinha morrido quando a outra paciente fez o comentário infeliz, mas não intencional, deixando Milli devastada.

Para evitar que outras famílias passem por constrangimentos como esse, ela criou um símbolo (uma borboleta roxa) que indica que o bebê presente em determinado leito ou incubadora é parte de uma gestação múltipla em que nem todos os fetos sobreviveram. Assim, a família pode ser tratada, tanto pela equipe do hospital quanto pelos visitantes e pacientes, de maneira mais gentil e respeitosa.

Para viabilizar o projeto, Milli criou uma campanha para arrecadar fundos e espera que, no futuro, a iniciativa se transforme em uma fundação para homenagear a filha e apoiar outras famílias que passarem por perdas como a dela.

………..
Texto publicado originalmente no UOL, em 29/06/2016. Para lêlo na íntegra, acesse:
http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/06/29/apos-perder-bebe-mae-cria-logo-para-sinalizar-luto-na-maternidade.htm

***

Para entender melhor  os processos de dor e luto da perda gestacional, conheça:
20060MATERNIDADE INTERROMPIDA
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

29 DE JANEIRO, DIA DO JORNALISTA

Promoção relâmpago em comemoração ao Dia do Jornalista, 29 de Janeiro: livros com 50% de desconto em 3 supercombos especiais. Aproveite, os kits ficarão no ar só até 31/01! Clique nas imagens abaixo para ir direto aos combos.

Kit Dia do Jornalista 1 2016

Assessoria de imprensa +
Media training +
Jornalismo
freelance
De R$ 150,40
Por R$ 75,20

Kit Dia do Jornalista 2 2016

O papel do jornal +
A arte de tecer o presente +
A notícia como fábula
De R$ 149,00
Por R$ 74,50

Kit Dia do Jornalista 3

Nada mais que a verdade +
Por trás da notícia +
Pragmática do jornalismo
De R$ 184,40
Por R$ 92,20

 

 

 

 

………
Para conhecer todos os livros de jornalismo da Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/Jornalismo

 

‘O QUE TIRA O SEU BEM-ESTAR NO DIA A DIA?’

cbnA dio CBN entrevistou a antropóloga e psicóloga Susan Andrews, autora de Por uma vida de verdade – Saúde, bem-estar e gerenciamento de estresse. Ela falou sobre qualidade de vida em meio à correria cotidiana. Confira abaixo.
…………………………

………

20175Por uma vida de verdade é uma coletânea dos principais artigos de Susan Andrews publicados entre 2006 e 2008 na revista Época, que abordam, entre outros assuntos, qualidade de vida, gerenciamento do estresse, a necessidade de levar uma existência mais calma e pacífica e os males do individualismo. Embora os escritos tenham quase uma década, os assuntos neles abordados continuam atuais e presentes na vida de milhões de pessoas. Entre as maneiras citadas pela autora de alcançar o bem-estar físico e emocional estão transformar os sentimentos negativos em energia positiva, resgatar o contato com a natureza, sentir o profundo prazer do altruísmo e da empatia, responder com mais flexibilidade às mudanças que acontecem ao nosso redor e converter o perigo em oportunidade para a transformação. Trata-se de leitura essencial a todos os que desejam viver de forma mais plena e feliz.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788571831759

Para conhecer todos as obras da autora pela Ágora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/susan+andrews/all/0

‘LIVRO ANALISA CAMINHOS DO CINEMA BRASILEIRO A PARTIR DA RETOMADA’

Cineasta, professor e crítico de cinema Marcelo Ikeda conversa com o Arte Clube, da Rádio MEC. Ouça abaixo.

 

.

Os altos e baixos do cinema brasileiro, desde o sucesso do filme “Carlota Joaquina”, tido como marco da retomada até o início do governo Dilma são o foco do livro “Cinema brasileiro a partir da retomada – Aspectos econômicos e políticos” (Summus Editorial). O autor, cineasta, professor e crítico de cinema Marcelo Ikeda conversou com o Arte Clube sobre a obra. Ele também falou sobre os rumos do cinema nacional neste momento de crise econômica. Clique no player para conferir a entrevista.

Em 272 páginas, Ikeda percorre os últimos 25 anos para traçar um panorama das políticas públicas – sobretudo as cinematográficas – para o setor audiovisual no Brasil, mesclando um referencial teórico sobre as transformações do Estado brasileiro no período com uma extensa compilação de dados de captação de recursos e da performance de filmes nacionais no mercado local.11023No livro, o autor pesquisou três grandes momentos do cinema nacional nesse período. O primeiro corresponde à reconstrução do apoio estatal ao cinema brasileiro, com a implantação do modelo de fomento indireto, baseado nas leis de incentivo fiscal (Lei Rouanet e Lei do Audiovisual) no governo Collor; o segundo, é a consolidação do modelo estatal no fim do mandato do governo FHC, com base na atuação de um “tripé institucional” formado pelo Conselho Superior do Cinema, pela Secretaria do Audiovisual e, sobretudo, pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). E o terceiro grande momento, já no governo Lula, corresponde à reavaliação desse modelo e aos novos rumos na política cultural brasileira, com o Estado retomando seu poder ativo de proposição das políticas culturais. Por fim, no epílogo, Ikeda trata das políticas audiovisuais na primeira fase do governo Dilma e se estende a uma projeção da atividade para os próximos anos.
..
..

‘LUZ, CÂMERA E AÇÃO: FICÇÃO DO CINEMA VIRA REALIDADE NA ESCOLA’

Curta-metragens, documentários e técnicas de cinema têm sido usados por colégios particulares de São Paulo para atrair alunos às disciplinas tradicionais. A estratégia é unir História, Geografia, Português, Redação e até Ciências em projetos audiovisuais que levem os estudantes do ensino fundamental a usar o que viram nos livros na prática.

Embora nem sempre o objetivo seja torná-los jovens cineastas, a lição é completa: assistem aos clássicos, aprendem a fazer roteiros, entrevistas, filmagem e até edição. No Colégio Santo Américo, no Jardim Colombo, na zona oeste de São Paulo, o 9.º ano do ensino fundamental realiza um projeto anual obrigatório que unifica as disciplinas em um documentário que tem por objetivo discutir os problemas da cidade de São Paulo.

Os alunos, divididos em grupos de até oito pessoas, precisam escolher um tema polêmico e atual – neste ano, por exemplo, estão trabalhando com o fechamento do Elevado Costa e Silva (Minhocão), a discussão sobre a criação do Parque Augusta, ambos na região central, o lazer da juventude e a diversidade.

A fusão de disciplinas tem início logo na discussão do tema. “Em Geografia e História, eles têm o trabalho de levantar as discussões sobre a cidade, a origem dos problemas”, explicou o coordenador pedagógico do ensino fundamental 2 do Santo Américo, José Ruy Lozano. Português e Redação são os responsáveis por dar forma ao trabalho. “É nessas disciplinas que eles vão ter o trabalho de elaboração do roteiro, escolher que tese vão defender em relação ao problema.”

Para introduzir os estudantes à linguagem audiovisual, são exibidos diversos documentários ao longo do ano. A filmagem é feita com equipamentos dos próprios alunos, seja com câmeras digitais ou até smartphones. Já a parte de edição é feita em um estúdio do colégio.

A vantagem, explica Lozano, é a transversalidade do trabalho. “Trabalhar com cinema é trabalhar com as múltiplas inteligências. Aprende não só o aluno que gosta de pesquisa, mas o que prefere a escrita, a linguagem audiovisual”, disse. A nota do documentário compõe uma das avaliações das disciplinas envolvidas, além de realização das provas comuns. “Estamos diante de um problema concreto, não só de algo teórico. O aluno percebe o problema que o aflige na cidade, não só de maneira abstrata.”

Matéria publicada originalmente no Estadão.com, em 06/09/2015. Para lê-la na íntegra, acesse: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,luz-camera-e-acao-ficcao-do-cinema-vira-realidade-na-escola,1757528

Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça os livros:

FAZENDO CINEMA NA ESCOLA
Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula
Autor: Alex Moletta
Summus Editorial

Em sintonia com a era digital em que estamos imersos, este livro orienta o leitor a criar, produzir e realizar uma obra audiovisual dentro ou fora do ambiente escolar com poucos recursos financeiros. Extremamente didático, ele também auxilia os educadores a trabalhar com os alunos realizando obras audiovisuais com as tecnologias hoje disponíveis – celulares, tablets, smartphones e câmeras fotográficas.

 

CRIAÇÃO DE CURTA-METRAGEM EM VÍDEO DIGITAL
Uma proposta para produções de baixo custo
Autor: Alex Moletta
Summus Editorial

Este livro apresenta uma proposta de trabalho para a criação, organização e realização de curtas-metragens em vídeo digital para produções de baixíssimo custo, possibilitando que qualquer pessoa interessada em fazer cinema crie e produza seus vídeos com estética cinematográfica. Um guia imprescindível para interessados em cinema.

 

PAULA PFEFER LANÇA SEU SEGUNDO LIVRO NO RIO DE JANEIRO

Paula Pfeifer recebeu convidados em animada noite de autógrafos do Novas crônicas da surdez, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro. Veja abaixo alguns momentos:

Saiba mais sobre o livro lançado, acessando:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1410/Novas+cr%C3%B4nicas+da+Surdez

‘REGRAS PARA REDIGIR ROTEIROS’

Em sua coluna publicada na Folha de S.Paulo aos sábados, o jornalista, escritor e diretor de cinema cubano Leonardo Padura elogiou Doc Comparato, autor do livro Da criação ao roteiro – Teoria e prática, da Summus Editorial. Padura disse que teve o privilégio de estar com o premiado roteirista em Havana, Cuba. Segundo ele, os livros de Comparato sobre roteiros para cinema e televisão “são o mais próximo da Bíblia”. Leia a coluna na íntegra: http://goo.gl/72KhYe.

Depois de uma longa temporada na Europa, Comparato voltou ao Brasil com uma meta: reescrever a obra que se tornou referência para roteristas do mundo todo. O trabalho foi árduo, mas a missão foi cumprida. 10540Muito além de um compêndio sobre dramaturgia e comunicação de massa, a obra – lançada originalmente em 1987 e revista, ampliada e atualizada em 2009 – traz conceitos únicos, contemplando todas as esferas da arte e da técnica de escrever para televisão e cinema.

Com exercícios atualizados, análises de roteiros e planilhas de avaliação, o livro trata dos tipos de diálogo, da estrutura dramática, da filosofia da ideia e das qualidades criativas necessárias ao roteirista. Em trechos inéditos, Doc mostra como escrever roteiros para as mídias digitais e apresenta o diário secreto de um roteirista, no qual conta os dias em que trabalhou ao lado de Gabriel García Márquez.

A obra é adotada pelas melhores escolas de comunicação do mundo, tais como o Real Instituto Oficial de Rádio e Televisão da Espanha, as universidades do Cone Sul, de Portugal e da Itália e as Escolas de Cinema de Berlim e Munique.

“A nova edição traz ampliações propícias para os dramaturgos do século XXI”, revela o autor. Trata-se de um livro didático, voltado em primeiro lugar para os principiantes na arte de escrever roteiros. Transmite experiência e saber de maneira metódica e sistemática, tendo em vista a formação de profissionais capacitados.

Dividida em quinze capítulos e três anexos, a obra aborda desde a ideia e os primeiros apontamentos até o roteiro em sua forma final, passando por tópicos como conflito, personagem, ação, tempo e unidade dramáticos. A edição atualizada inclui um capítulo que classifica roteiro para shows musicais, abordando desde a introdução temática de um show da Broadway até as especificações de um musical brasileiro e a sequência criativa da passagem de uma escola de samba. “É o único livro reconhecido no exterior por estimular o leitor por meio da filosofia da ideia, da criatividade e dos conceitos de cena. Um modo único de pensar, fazer e aprender dramaturgia”, destaca Doc.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1186/Da+cria%C3%A7%C3%A3o+ao+roteiro