NOITE DE AUTÓGRAFOS DE ‘FRAGMENTOS DE UMA VIDA”, NA UNIBES CULTURAL

Convidados e amigos prestigiaram o lançamento do livro Fragmentos de uma Vida, de Anna Veronica Mautner e Regina Favre. Veja abaixo alguns momentos da noite de autógrafos que aconteceu na última quarta-feira, dia 2 de maio, na Unibes Cultural, em São Paulo.

Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1490/Fragmentos+de+uma+vida

‘ #SemFrescura: VIVE IRRITADO? ENTENDA O QUE O ESTRESSE FAZ NO SEU CORPO ’

Está sem conseguir dormir, irritado, no seu limite? Respire fundo: é estresse! Em tese, o estresse não é ruim. É uma reação normal do organismo. Ele prepara o corpo para encarar uma situação de perigo, em que você precisa “lutar ou fugir”. Como ao dar de frente com um leão.

Diante de um momento estressante, seu corpo produz hormônios que desencadeiam uma série de alterações. A pupila dilata, o coração acelera,

a glicose (combustível) no sangue aumenta e os músculos ficam prontos para agir. Isso é ótimo e garante sua sobrevivência, pois contribui para que não falte força e energia para “se livrar do leão”.

O problema é quando o estresse se repete dia após dia. Viver em estado de alerta pode gerar dores musculares e de cabeça; problemas no coração; e até perda de libido. Pois é, não faz sentido transar quando é necessário escapar de um leão… E o corpo não sabe diferenciar a tensão. Para ele, enfrentar um leão ou o trânsito é a mesma coisa.

Veja no vídeo acima como o estresse provoca essas e outras alterações no seu corpo. As informações foram levantadas com a ajuda de Fabio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo; Denis Bichuetti, professor de neurologia da Unifesp; Ricardo Martins Ouchi, psiquiatra do Hospital São Luiz; e Douglas Sato, neurologista do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.
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Matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no #SemFrescura do VivaBemem 16/04/2018. Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/16/semfrescura-vive-irritado-estresse-causa-dores-falta-de-libido-e-fadiga.htm

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Quer saber mais sobre estresse? Conheça alguns livros do Grupo Summus que falam sobre o assunto:

 

ESTRESSE
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Rochelle Simmons
EDITORA ÁGORA

Informações de caráter prático sobre este “mal do século” tão citado e pouco entendido. Descreve a natureza do estresse, técnicas de relaxamento e respiração, ensina a acalmar os sentidos e a gerenciar o estresse de forma positiva.
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PADRÕES DE DISTRESSE
Agressões emocionais e forma humana
Autor: Stanley Keleman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro analisa as reações — choques, traumas, abusos, negligências — e como estes sentimentos e experiências dolorosos, passados ou presentes, são incorporados e alteram a estrutura das pessoas. Os estados mentais e emocionais possuem uma base anatômica, têm reflexos psicossomáticos e através da análise de casos o autor propõe exercícios para dissolver tensões profundas e reorganizar a ordem interior das pessoas.
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POR UMA VIDA DE VERDADE
Saúde, bem-estar e gerenciamento do estresse
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Esta obra é uma coletânea dos principais artigos de Susan Andrews publicados entre 2006 e 2008 na revista Época, que abordam, entre outros assuntos, qualidade de vida, gerenciamento do estresse, a necessidade de levar uma existência mais calma e pacífica e os males do individualismo. Embora os escritos tenham quase uma década, os assuntos neles abordados continuam atuais e presentes na vida de milhões de pessoas. Entre as maneiras citadas pela autora – cuja linha de trabalho é baseada em sua experiência como psicóloga e educadora – de alcançar o bem-estar físico e emocional estão transformar os sentimentos negativos em energia positiva, resgatar o contato com a natureza, sentir o profundo prazer do altruísmo e da empatia, responder com mais flexibilidade às mudanças que acontecem ao nosso redor e converter o perigo em oportunidade para a transformação. Trata-se de leitura essencial a todos os que desejam viver de forma mais plena e feliz.
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STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Você anda cansado, com dor de cabeça, tonturas, dores musculares, problemas de sono e emoções à flor da pele? Isso, você já sabe, é estresse. Impossível evitá-lo nessa era de incerteza em que vivemos. Para mudar essa situação, é preciso tomar novas atitudes e gerenciar seu estresse para usá-lo a seu favor. Uma maneira de fazer isso é desenvolver a capacidade de transformar a raiva, o medo e a depressão em energia positiva, encontrando assim o centro da estabilidade e da tranquilidade em si mesmo. Para ajudá-lo a alcançar tais objetivos, Susan Andrews desenvolveu uma linha de trabalho baseada em sua experiência como psicóloga, ambientalista e monja. Ela ensina técnicas que nos ajudam a responder com mais clareza e flexibilidade às mudanças aceleradas que acontecem ao nosso redor.
Edição revista.
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘SINAIS DA ANSIEDADE: COMO A DOENÇA AFETA O SEU CORPO’

Mais de 18 milhões de brasileiros vivem com algum transtorno de ansiedade (são 9 subtipos). Veja sinais comuns da ansiedade

Ansiedade é um processo do cérebro, desencadeado quando estamos diante de um desafio, como uma prova ou uma entrega do trabalho. O problema é quando, seja por estímulos estressantes constantes ou outros fatores, a angústia cresce sem parar. Veja sinais de que você está ansioso. Por Chloé Pinheiro, colaboração para o VivaBem*

Pavio curto

A pessoa fica mais irritadiça e nervosa, sente-se no limite, aborrecida e perde a paciência rapidamente, como se fosse explodir a qualquer momento. Não estamos falando de ficar bravo ou irritado toda segunda-feira ou quando uma reunião vai mal. Para que isso seja um sintoma, é preciso que esses sentimentos e emoções ocorram com frequência

Preocupação por nada

Eis um dos traços clássicos do TAG (transtorno de ansiedade generalizada): quando a preocupação deixa de ser pontual para virar angústia contínua e incontrolável em relação a eventos futuros que não deveriam ter tanto peso. Sentir medos irreais de que coisas horríveis aconteçam com você ou com os outros também é um sinal

Noites em claro

A insônia que dura dias e aparece por meses seguidos é um dos principais indícios de que a tensão talvez tenha virado doença. Com a mente acelerada, a cabeça não engrena no sono. Ao mesmo tempo, as poucas horas de descanso são facilitadoras da ansiedade

A mil por hora

O turbilhão de pensamentos faz da agitação uma constante: às vezes, é difícil até permanecer sentado por muito tempo. A dificuldade de concentração também pode aparecer, assim como o cansaço fácil

Comportamento mudado

Às vezes, estamos tão presos na teia de preocupações e angústias que não percebemos as mudanças no nosso próprio comportamento. Pessoas mais próximas podem comentar que você anda acelerado demais, grosso, ou muito tenso. Não deixe de escutar essas pessoas

O supertrabalhador

Pessoas que têm TAG costumam se dar bem empregos com muitas demandas. A mente inquieta se distrai com os afazeres múltiplos e, assim, elas parecem meros funcionários eficientes

Perdendo o controle

A falta de organização é uma característica da pessoa preocupada ao extremo. Nesse afã de dar conta de tudo, ela pode se atrapalhar no planejamento e acumular muitas tarefas para realizar ao mesmo tempo. Mais uma fonte de angústia

Quando o corpo sente

A apreensão cansa e bagunça não só o cérebro, mas o organismo todo. As dores de cabeça surgem, assim como outras dores musculares –principalmente nas costas– provocadas por tensão. Os anos de ansiedade não tratada também aumentam o risco de doenças cardíacas, como a hipertensão

Outros sintomas

Dor intensa no peito, dificuldade de respirar, tremedeiras, comportamentos compulsivos, medo extremo de morrer ou enlouquecer e outros podem ser sinais de outros transtornos da mesma família, que frequentemente coexistem na mesma pessoa. Vale fazer a diferenciação no médico, até mesmo porque eles têm tratamentos diferentes

* Matéria publicada no portal VivaBem, do UOL. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/album/2018/04/09/sinais-da-ansiedade.htm?foto=1

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Quer saber mais sobre o transtorno de ansiedade? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta especialista na área Breno Serson:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO DIÁRIA PODEM SE ESTENDER POR ATÉ SETE ANOS, DIZ ESTUDO’

Pesquisa acompanhou 60 participantes em retiro de três meses e mediu as variações cognitivas seis meses, 18 meses e sete anos depois após encontro

Meditar com frequência melhora a capacidade de atenção do cérebro por até sete anos, mostrou um estudo publicado no Journal of Cognitive Enhancement. A prática também traria outros benefícios a longo prazo, além de diminuir as perdas cognitivas que acontecem conforme envelhecemos.

“Esse estudo é o primeiro a oferecer evidências de que a prática intensiva e contínua de meditação está associada a melhorias duradouras na atenção sustentada e inibição de resposta, com o potencial de alterar trajetórias longitudinais de mudanças cognitivas na vida de uma pessoa”, aponta o relatório.

Para conseguir medir tais melhorias, os pesquisadores reuniram 60 pessoas e as classificaram de acordo com a idade, gênero e tempo de experiência com meditação  em dois grupos. O primeiro grupo foi enviado para um retiro de meditação por três meses. O segundo foi monitorado nesses três meses iniciais e, em seguida, enviado para o mesmo retiro onde os participantes recebiam treinamento de um mestre budista durante seis horas por dia, passando por sessões de meditação em grupo e individual.

Os cientistas, então, acompanharam os participantes em três momentos: seis meses, 18 meses e sete anos após o retiro. No último encontro, foi pedido aos participantes que estimassem a quantidade de tempo que dedicaram à meditação semanal e anualmente ao longo dos sete anos, como foi essa prática e se eles chegaram a participar de outro retiro (por quantos dias e quantas vezes). Entre os resultados iniciais, viram que 85% deles compareceram a pelo menos um retiro de meditação após o inicial.

Além do questionário, os participantes foram submetidos a uma série de estímulos e atividades durante 32 minutos para determinar a capacidade de atenção deles em cada etapa do monitoramento. Os pesquisadores observaram que, logo após o retiro de três meses, no início da pesquisa, as capacidades cognitivas de todos os participantes haviam melhorado.

Sete anos depois, os benefícios  se mantiveram parcialmente entre os participantes que praticavam meditação durante pelo menos uma hora por dia e frequentaram outros retiros.

Em comparação, nos outros participantes, com rotinas menos intensas de prática de meditação, para os quais se esperava uma perda nos benefícios obtidos, foi observado surpreendentemente que as melhoras cognitivas também se mantiveram, ainda que parcialmente, e o declínio da capacidade de atenção, típica do envelhecimento, se mostrou menor do que o normal.

Contratempos e conclusões

O estudo admite que o estilo de vida e a personalidade dos participantes, bem como a honestidade deles nas respostas do questionário pode ter interferido de forma pequena na pesquisa.

Estas alterações, entretanto, não seriam significativas, pois os resultados dos testes de estímulo, que não podiam ser burlados, mostraram que os efeitos da meditação se estabilizaram entre todos os participantes e foram bastante similares, mesmo com as variações na intensidade de treinamento.

Para os pesquisadores, isso pode levar a novas reflexões sobre o quanto a meditação pode, de fato, interferir no funcionamento do cérebro. Para conferir o estudo completo  clique aqui.
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Artigo publicado no iG, em 08/04/2018. Para acessar na íntegra: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2018-04-08/estudo-meditacao-beneficios-cognitivos.html

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Tem interesse por meditação? Conheça o livro do médico Roberto Cardoso:


MEDICINA E MEDITAÇÃO

Um médico ensina a meditar
MG EDITORES

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

RÁDIO CBN ENTREVISTA EDITORA-EXECUTIVA DO GRUPO SUMMUS SOBRE FLÁVIO GIKOVATE

No dia 13/10/2017, completou um ano de falecimento do nosso autor Flávio Gikovate. Neste dia, a editora-executiva do Grupo Editorial Summus, Soraia Bini Cury, foi entrevistada por Tania Morales, no programa CBN Noite Total, da rádio CBN. Elas conversaram sobre a vida do psicoterapeuta, suas obras e o ebook, lançado pelo selo MG Editores em homenagem a Gikovate e que pode ser baixado gratuitamente nas melhores livrarias virtuais.

Ouça a entrevista abaixo:

 

Baixe o seu gratuitamente clicando em uma das imagens abaixo. Você será redirecionado automaticamente para a página do e-book na loja.

 

 

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Conheça todas as obras de Flávio Gikovate, publicadas pela MG Editores:
http://www.gruposummus.com.br/mg/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

 

AUTORES DO LIVRO “A ESCOLA PARA TODOS E PARA CADA UM” AUTOGRAFAM EM SÃO PAULO

A Summus Editorial, Livraria Brainstore e Fecap promovem no dia 4 de outubro, quarta-feira, das 18h às 21h, a noite de autógrafos do livro A escola para todos e para cada um. Os autores – Andreia Pinto, Augusto Galery, Deigles Giacomelli Amaro, Edith Rubinstein e Patrícia Vieirarecebem amigos e convidados na livraria, que fica na Av. Liberdade, 532 – Campus Fecap.

No início do segundo semestre de 2015, os educadores se reuniram para organizar um curso para professores e profissionais que atuam em escolas. A proposta era desmistificar diversas situações observadas no cotidiano escolar. Por exemplo, se a escola é um espaço institucional para aprender, por que tantas crianças e adolescentes tem sido trazidos aos consultórios com o intuito de fazê-los “aprender”? Por que se observa a necessidade de diagnosticá-los e medicalizá-los para justificar uma “não aprendizagem”? Quem são os alunos de “inclusão” e por que eles, muitas vezes, são considerados “vasos” na escola?

Essas e outras perguntas formaram o fio condutor para criar o curso, que precisava de muito estudo e reflexão. Dessa imersão surgiram vários textos. Dos textos nasceu o livro. Uma escola para todos e para cada um é um projeto inovador, que demanda radical e contínua transformação nas abordagens de ensino e aprendizagem. Para os autores, mais do que uma crítica à instituição escolar atual, o paradigma inclusivo de educação requer a reinvenção da escola e de todas as suas práticas e didáticas.

Trata-se de uma abordagem que não menospreza a complexidade do sujeito que aprende, inserido em contextos sociais, econômicos, ambientais e culturais diversos. Tendo ou não deficiência, transtorno ou qualquer outra privação cultural e/ou social, eles merecem o melhor, de acordo com os autores.

Destinado a professores e estudantes de educação e da saúde, como professores de todos os níveis, gestores, psicólogos, terapeutas ocupacionais e alunos dos cursos de pedagogia e psicologia – e também a pessoas com deficiência e seus representantes –, o livro apresenta, entre outros temas:

  • o conceito de inclusão;
  • os entraves à verdadeira educação inclusiva;
  • as principais dúvidas e angústias de pais e professores;
  • a inclusão na perspectiva da legislação brasileira;
  • recursos, procedimentos e práticas que ajudam os alunos  – com e sem dificuldades físicas e/ou psíquicas – a estabelecer uma relação rica e prazerosa com o aprendizado;
  • casos reais de sucesso em escolas públicas e particulares de diversas localidades do país;
  • possibilidades de superar as barreiras à inclusão.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1475/9788532310781

‘TERAPIA ME AJUDOU A ASSUMIR QUE SOU TRANS’: O PAPEL DA PSICOLOGIA NA IDENTIDADE DE GÊNERO

Quando criança, Gabriel Graça Oliveira, batizado Maria Graça Oliveira, já se sentia desconfortável com o próprio corpo. Não gostava de roupas de menina, se identificava com personagens masculinos quando via televisão e se juntava às brincadeiras dos garotos da rua e do colégio.

Por causa do jeito de falar e vestir, chegava a ser confundido por menino na escola. Mas no início da adolescência, decidiu se “adequar” ao gênero que esperavam que tivesse. Passou a observar e imitar o modo de falar, andar e gesticular da mãe e das tias.

“Às vezes me sentia um ator”, conta. Gabriel não se via como mulher, mas carregou o nome, as roupas e a aparência da Maria por 48 anos.

“Eu sou um homem transgênero. Tenho conhecimento disso desde a infância. Mas só aos 48 anos consegui assumir essa identidade e iniciar o tratamento de transição de gênero, com cirurgia e hormônio”, relata à BBC Brasil.

O longo processo de autoconhecimento incluiu muitos anos de terapia até que, em novembro de 2015, Maria deu lugar a Gabriel nos documentos de identidade.

“A psicoterapia me ajudou a compreender melhor como eu me sentia, a identificar com maior clareza minha identidade. Ajudou a compreender que é um fenômeno humano”, diz.

Ele estava em um relacionamento sério com uma mulher quando decidiu iniciar o tratamento para ganhar aparência masculina. O desconforto que sentia com o próprio corpo era tão grande que começara a afetar a vida sexual do casal.

“Meu constrangimento com meu corpo feminino não me deixava à vontade na intimidade. Enquanto éramos apaixonados, conseguíamos passar por cima dessa minha dificuldade, mas depois que a paixão acabou fomos oprimidos pela minha inadequação física”, conta.

“A mudança na aparência me trouxe conforto”, explica. Casado desde abril deste ano, feliz com o próprio corpo e confortável com identidade masculina, Gabriel Oliveira critica a liberação de tratamentos psicológicos para mudança de orientação sexual.

O verdadeiro papel da terapia, defende, é promover o autoconhecimento.

Neste mês, o juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar que autoriza psicólogos do Brasil a oferecerem aos pacientes formas de terapia de reversão sexual, a chamada “cura gay”.

A justificativa, segundo o juiz, seria a de não impedir os profissionais “de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”.

A liminar atende parcialmente uma ação movida contra o Conselho Federal de Psicologia por Rozangela Alves Justino, psicóloga que teve seu registro profissional cassado em 2009 por oferecer “terapias para curar a homossexualidade masculina e feminina”. Resolução do órgão proíbe desde 1999 tratamentos de reversão da orientação sexual.

O argumento é que homossexualidade não representa doença, distúrbio nem desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação. Mas Rozangela Justino argumenta, na ação, que a resolução do conselho representa ato de “censura” e impede psicólogos de “desenvolver estudos, atendimentos e pesquisas acerca de comportamentos e práticas homoeróticas”.

Na sexta, o Conselho Federal de Psicologia recorreu da decisão judicial que libera o tratamento de “cura gay”. Diretor do órgão, Pedro Paulo Bicalho nega que a resolução impeça pesquisas sobre orientação sexual e identidade de gênero.

“Isso não faz o menor sentido, porque o órgão que regulamenta pesquisa no Brasil é a Coordenação Nacional de Ética em Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Saúde. Os conselhos profissionais não têm a menor interlocução com pesquisa cientifica.”

Função da terapia

Além da experiência pessoal com terapia no reconhecimento da própria identidade de gênero, Gabriel Oliveira é psicoterapeuta e professor de psiquiatria da Universidade de Brasília. Ele argumenta que a função do processo terapêutico é permitir que o indivíduo, com interlocução do psicólogo, organize os próprios pensamentos e identifique os fatores causadores de angústias e sofrimentos.

“A terapia precisa ajudar o paciente a se conhecer mais profundamente, compreender, acessar sua real identidade e se aceitar, aceitar sua orientação, como algo que faz parte do humano, da vida”, defende.

“Ao existir tratamento para a homossexualidade parte-se do pressuposto de que a homossexualidade é uma doença, algo que precisa ser tratado, como se você pudesse, através da psicoterapia, ser heterossexual. Vai levar as pessoas a não se aceitarem, a se sentirem inadequadas”, diz.

É esta também a posição do Conselho Federal de Psicologia. “O papel da terapia é empoderar o sujeito para que ele possa conviver da melhor maneira possível com a sua orientação sexual e identidade de gênero e dar a ele condição de entender os processos históricos e sociais que fazem com que setores da sociedade tenham preconceitos e fobia LGBT”, explica Bicalho, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“É um processo muito importante. O Conselho Federal de Psicologia nunca impediu tratamento psicológico. O que proíbe é terapia vinculada a um processo de reversão da orientação sexual ou da identidade de gênero”, completou.

O advogado Mauro Finatti, por exemplo, diz que encontrou na terapia uma forma de se conhecer melhor e de abordar com clareza diferentes aspectos da vida pessoal e profissional. Casado há cinco anos com outro homem, ele conta que a psicologia o ajudou a lidar com o modo como familiares e colegas de trabalho reagem à sua orientação sexual.

“A terapia me fez fazer uma análise da minha vida como um todo, de aspectos familiares a questões de trabalho e, dentro desses aspectos, a questão da homossexualidade, de relacionamentos”, relata.

“O processo terapêutico me ajudou muito a ajustar expectativas, até com relação à aceitação da minha sexualidade no ambiente familiar e de trabalho. Eu tinha a expectativa de que tinha que explorar de forma mais aberta a minha sexualidade com a minha família e que eles tinham que me aceitar. Tinha essa inconformação de não ter uma relação mais aberta na minha família. A terapia me ajudou a resolver essa questão comigo mesmo”, detalha.

Texto parcial extraído de matéria de Nathalia Passarinho, da BBC Brasil em Londres, publicado em 25/09/2017. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41360867

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Que saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa:
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MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS
Amor, sexo e relacionamentos na terapia homoafetiva
Edições GLS

Gays, lésbicas e bissexuais não costumam encontrar referências ou representações sobre a natureza de seus relacionamentos. Questões como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito são comuns na clínica homoafetiva. Escrito por um especialista em terapia afirmativa, este livro apresenta uma seleção de casos nos quais esses problemas foram tratados de uma perspectiva não heteronormativa.

 

TERAPIA AFIRMATIVA
Uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais
Edições GLS

Para a psicologia afirmativa – base teórica do trabalho do autor –, a homofobia, e não a homossexualidade, é a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. Por isso, os psicoterapeutas que adotam a abordagem afirmativa oferecem a seus pacientes absoluto respeito por sua sexualidade, cultura e estilo de vida. Para gays, psicólogos e todos os que querem se instrumentalizar para combater o preconceito.

NOITE DE AUTÓGRAFOS NA LIVRARIA SARAIVA, EM FLORIANÓPOLIS

Convidados e amigos prestigiam o lançamento de Orientação profissional em ação – Volume 1da Summus Editorial. O evento aconteceu na última quarta-feira, 13 de setembro, na Saraiva do Shopping Iguatemi Florianópolis (SC)

Conheça a obra: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1473/9788532310743


 

 

 

‘MUITO ALÉM DO SOM: ENTENDA OS BENEFÍCIOS DA MUSICOTERAPIA PARA IDOSOS’

Saiba como a prática oferecida pelo SUS pode ajudar no envelhecimento ativo e colaborar no tratamento de doenças relacionadas à terceira idade

A sala principal não estava muito cheia quando a terapeuta ocupacional Flávia Kaori Kanegava apareceu. Algumas pessoas estavam espalhadas pelo jardim e outras assistiam à televisão. Mas, bastaram poucos minutos para que ela reunisse todas em uma grande roda. Muitas vieram por iniciativa própria, enquanto aquelas que resistiam, aos poucos, foram cedendo até se juntarem à maioria. Seja em suas cadeiras de roda ou no sofá, em pouco tempo, estavam todos atentos para que estava prestes a começar.

“É para cantar bem bonito”, disse dona Olinda. E assim o fizeram. Ao som de “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, era possível ouvir as vozes de quase 30 senhores e senhoras, residentes do Cora Residencial Sênior, uma Instituição de Longa Permanência para idosos, onde a musicoterapia passou a fazer parte da rotina dos hóspedes.

Envelhecer melhor

A prática não tem muito a ver com entonação ou aulas de canto. A ideia é mais voltada à colaboração direta para o envelhecimento ativo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática estimula a fala, aumenta a criatividade, movimenta o corpo, exercita a memória, reduz sintomas de depressão e age na prevenção de doenças associadas ao aumento de idade e início de doenças crônicas.

“Por desenvolver aspectos cognitivos, como atenção, concentração, memória, organização e planejamento, os exercícios com música são bastante completos, já que a parte física também é trabalhada”, explica Flávia.

Reabilitação

Antes de começar o coral, a terapeuta ocupacional incentiva os idosos a fazerem exercícios vocais, e depois pede para que eles cantem, com o auxílio da letra – impressa e entregue a cada participante. No meio da aula, ela troca de música e, ao som de “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, os sorrisos começam a brotar na sala e o balanço dos corpos fica impossível de ser contido.

Porém, a agilidade de seus corpos já não é a mesma. Os movimentos, sutis, são feitos de seus assentos, com um gingado tímido, mas encorajados pela profissional. “Aqui o objetivo é estimular o cérebro e os movimentos, ainda que singelos, ajudam muito. Temos vários pacientes com demência causada por Alzheimer ou AVE [acidente vascular encefálico] que passam a ficar afásicos com o tempo, mas quando a música toca vejo que eles conseguem participar da atividade de um jeito bem mais natural, colaborando para a reabilitação”, explica Flávia.

A profissional também aproveita o encontro semanal para resgatar memórias provocadas pelas canções escolhidas, sendo esse um outro jeito de desenvolver a atividade cerebral, segundo ela.

“Tem gente aqui que não consegue saber que horas são. Mas, quando a música toca, todo mundo participa. É uma coisa que todos gostamos. Eu gosto porque ajuda a me lembrar do meu tempo de solteira, quando era menina”, contou dona Joice Seabra, de 92 anos.

Quem também reconhece os benefícios da musicoterapia não só para o corpo, mas também para a mente e o coração é dona Viviana Papni, de 97 anos. “Sinto muitas saudades quando escuto as músicas. Lembro-me de quando estudei piano, lembro-me de tudo com muito carinho”.

Doenças

Além de provocar a sensação de bem-estar, maior facilidade em se expressar, reduzir o estresse e melhorar as condições físicas, um estudo comandado pelo Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig, na Alemanha, conseguiu comprovar também que, uma vez que a música está relacionada às emoções mais profundas, as letras e as melodias são raramente esquecidas por pacientes com Alzheimer, por exemplo.

Essa constatação também pode ser percebida no documentário “Alive Inside”, produzido nos Estados Unidos, que mostra a atividade sendo capaz de fazer com que o cérebro de pacientes com Alzheimer ficasse mais ativo depois de terem que lidar com canções conhecidas, fazendo com que respondessem melhor a estímulos após a terapia.

Além disso, pessoas portadoras de doenças como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, autismo, ou que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) são beneficiadas com a prática, conforme constatam outras pesquisas.

SUS

Diante de tantas vantagens, a atividade foi incorporada recentemente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Desde janeiro deste ano, outras terapias como meditação, reiki e quiropraxia são oferecidas gratuitamente à população.

Para saber onde encontrar o local adequado onde as sessões de musicoterapia são aplicadas e participar, é preciso entrar em contato com a secretaria de saúde do seu estado ou cidade.

Matéria de Marina Teodoro, publicada originalmente no iG, em 26/07/2017. Para acessá-la na íntegra: http://saude.ig.com.br/2017-07-26/musicoterapia-idosos.html

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Quer saber mais sobre musicoterapia? Conheça os livros da Summus:

MÚSICA E SAÚDE
Autora: Even Ruud

Compilação de textos das conferências do Congresso de Musicoterapia (Oslo, 1985). Especialistas internacionais mostram as ligações entre a musicoterapia e outros campos do conhecimento, como a neurologia, a percepção corporal e a semiótica. O leitor encontra aqui reflexões e métodos sobre as diferentes formas de trabalhar com música em terapia.

CAMINHOS DA MUSICOTERAPIA
Autora: Even Ruud

Este livro pretende esclarecer as relações entre a musicoterapia e os diferentes caminhos existentes na área da saúde mental e observar como estes diversos procedimentos estão vinculados a tendências filosóficas distintas.

TEORIA DA MUSICOTERAPIA
Contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal
Autor: Rolando Benenzon

A musicoterapia é uma técnica que explora a relação entre emoções e música dentro de um processo terapêutico. Neste livro, o Dr. Benenzon esclarece os fundamentos teóricos da musicoterapia, contribuindo para a orientação na formação de musicoterapeutas em nível universitário.

O DESPERTAR PARA O OUTRO
Musicoterapia
Autora: Clarice Moura Costa

A partir de um embasamento teórico e de casos clínicos, a autora traça os objetivos e os limites da proposta psicoterápica apoiada na música. São mostradas as possibilidades de restauração dos processos de sociabilização e as reações dos pacientes.

PRIMEIRA REDE SOCIAL PARA USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR É CRIADA NO BRASIL

A blogueira e autora do Crônicas da Surdez, Paula Pfeifer Moreira, acabou de lançar a primeira rede social exclusiva para usuários de Implante Coclear. O CI Users World Map é um site destinado à promoção de contato e compartilhamento de experiências entre implantados do mundo inteiro, com versões da plataforma em inglês, português e espanhol.

Paula conta que teve a ideia do projeto em uma viagem ocorrida no ano passado. “Num brainstorming durante um voo Rio-POA em 2015, decidi que queria criar uma rede social de surdos oralizados. Eram muitas ideias ao mesmo tempo! Em parceria com o Dr. Luciano Moreira, do Portal Otorrino (meu marido), decidimos otimizar e criar a primeira rede social exclusiva para implantados no mundo, o CI Users World Map”.

Funciona assim: o usuário de IC cadastra o seu PIN no mapa mundi do site e então pode enviar e receber mensagens de qualquer usuário – ou de outra pessoa, como, por exemplo, candidatos ao implante. Segundo Paula, o objetivo é aproximar e conectar os “cyborgs” do planeta, além de mostrar como a perda auditiva é comum no mundo moderno e divulgar o máximo possível a reabilitação auditiva.

Então, está esperando o quê para participar? Já são mais de 410 PIN’s cadastrados, dos mais diferentes países: Brasil (líder em cadastros), Colômbia, Austrália, Índia, Nova Zelândia, Suécia, Inglaterra, Portugal e Havaí. Conheça mais o projeto em http://www.cochlearimplantusers.com/

Publicado no site da ADAP – Associação de Deficientes Auditivos, Pais, Amigos e Usuários de Implante Coclear. Acesse na íntegra: http://adap.org.br/site/index.php/artigos/293-primeira-rede-social-para-usuarios-de-implante-coclear-e-criada-no-brasil

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Paula Pfeifer é autora dos livros Crônicas da surdez e Novas crônicas da surdez, publicados pela Plexus Editora. Conheça mais sobre as obras:

60092CRÔNICAS DA SURDEZ

Nesta obra, Paula Pfeifer discute um assunto que, por vezes, se torna tabu: a deficiência auditiva, que tanto afeta a comunicação e a interação humanas. Porém, a autora passa longe da autocomiseração e mostra que os surdos podem e devem levar uma vida feliz, independente e produtiva. Dividido em três partes, o livro relata como Paula lidou com as dificuldades e as agruras da surdez, traz textos que ela escreveu no blogue Crônicas da Surdez – que tem milhares de acessos mensais –, além de apresentar depoimentos emocionantes de leitores. Temas como preconceito, tecnologia, mercado de trabalho e bullying são apresentados de forma leve, sem julgamentos, permitindo aos deficientes auditivos, a seus familiares e a profissionais de saúde refletir sobre as experiências cotidianas e sobre a capacidade de superação inerente a todos nós.

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Epifanias do implante coclear

Aqui, Paula Pfeifer conta como foi perder a audição desde a infância até chegar à surdez bilateral profunda aos 31 anos e, então, fazer um implante coclear e voltar a ouvir. A jornada em direção ao som foi cheia de altos e baixos, e o livro mostra com sinceridade os melhores e os piores momentos desse caminho: da decisão de fazer a cirurgia aos meses seguintes à ativação dos eletrodos.

Clique nas capas ou nos títulos acima para adquiri-los com desconto no site da Amazon.