‘MINDFULNESS: SAIBA COMO APLICAR ESTA TÉCNICA DE MEDITAÇÃO NO SEU DIA A DIA’

Não podemos negar que nossa mente é cheia de distrações. Estamos trabalhando, por exemplo, e do nada começamos a pensar na prestação do carro, em renovar a academia, sem esquecer de dar aquela olhada no celular para não perder nenhuma notificação.

Focar a atenção em apenas uma tarefa é um desafio e a meditação mindfulness pode ser a resposta para se manter presente. De modo geral, o treinamento visa refinar a sua atenção com exercícios diários para desenvolver a concentração.

A técnica afeta até a felicidade. Em um estudo publicado na Science, pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) apontam que em 46,9% do tempo não estamos prestando atenção no que fazemos. Nossa mente “viaja na maionese” e isso nos desanima. Os dados comprovam que somos mais alegres quando ações e pensamentos se alinham.

“Miindfulness é ter atenção plena, deixar de fazer as coisas no piloto automático e começar a notá-las, conseguindo fazer escolhas mais conscientes”, afirma Alexandre Lunardelli, sócio fundador da Academia de Mindfulness, em São Paulo.

A prática melhora o foco, a produtividade e o autocontrole, além de diminuir a ansiedade e o estresse. Quer dar uma chance? É possível ter contato com a técnica durante atividades rotineiras.

De acordo com Katya Stübing, professora de meditação Mindfulness do Núcleo SaberSer, em São Paulo, podemos treinar durante vários momentos do dia. Veja as dicas:

  • Um minuto de atenção: você presta atenção ao escovar os dentes ou aproveita o momento para mexer no celular ou fazer xixi? “A escovação é um começo simples e efetivo. Foque nas ações táteis, tente não se distrair, pense nas cerdas, na gengiva, no gosto da pasta, no momento”.
  • Diminuir o automatismo: o exercício anterior vale para toda ação que você faz em piloto automático como trocar de roupa, tomar banho ou até correr na esteira da academia. Foque nas sensações, no corpo, ambiente, em como você se sente e como se manter presente. “Usar o celular na esteira distrai, mas você se ausenta da ação, sua cabeça sai da academia. Seria bom estar presente de corpo e alma. Desligue o aparelho e foque nas reações dos músculos, no suor, no porquê é importante estar ali”.
  • A mente prega peças: você vai se distrair durante o exercício, mas não se irrite. Perceba a distração, entenda porquê ela apareceu e volte para o momento de foco na atividade inicial.
  • Sem julgar: para treinar o mindfulness é preciso cultivar uma atitude que envolve abrir mão de julgamentos, aceitar as situações como são, reconhecer a realidade e desenvolver curiosidade pela experiência.

Prática formal

A meditação mindfulness é um pacotinho, além das práticas ao longo do dia também é importante tirar alguns minutos para um exercício mais duradouro. “Pode ser por 40 ou 5 minutos, o importante é tirar um tempo do dia para ter os benefícios”, diz Marcelo Demarzo, professor do departamento de medicina preventiva e coordenador do Mente Aberta da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Saiba como tentar

  • Xiiiu: para se concentrar é importante escolher um lugar silencioso e com poucas distrações. Deixe o celular longe e desligue a televisão para não ter interferências.
  • Escolha a pose: ache uma posição confortável para não ter incômodos durante a meditação. Você pode ficar deitado ou sentado, com olhos abertos ou fechados, o que for melhor para você.
  • Mantenha o controle: comece observando as sensações corporais, como o contato com o solo e a temperatura da pele. Aos poucos, concentre nos movimentos do corpo durante a respiração: no tórax e abdômen, na sensação do ar nas narinas.
  • Distrações mentais: se aparecer alguma distração, pensamento ou preocupação, apenas perceba e deixe passar, sem se prender ou julgar, e volte a se concentrar na respiração.
  • Antes do fim: depois de focar ao máximo na respiração, volte sua atenção para as sensações corporais e aos poucos termine a prática.
  • Internet pode ajudar: existem aplicativos e sites que podem ajudar iniciantes. Você pode usar o app gratuito HeadSpace ou ouvir uma técnica meditativa de pouco mais de três minutos do centro Mente Aberta.

 

Matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no UOL em 26/06/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/06/26/mindfulness-saiba-como-aplicar-esta-tecnica-de-meditacao-no-seu-dia-a-dia.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:
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VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

A VOLTA DOS ‘MORTOS VIVOS’

O que acontece se uma pessoa tida como morta subitamente reaparecer? E se o seu marido ou mulher já tiver se casado de novo?

Uma situação incomum surgiu em uma das novelas da Rede Globo, na qual personagens que foram dados como mortos após sofrerem um acidente de helicóptero retornam, vivinhos da silva. Se na ficção uma reviravolta como essa é capaz de causar muita confusão, na vida real não é diferente. O que acontece se a mulher ou o marido de um dos supostos falecidos ou falecidas tiver se casado de novo? Qual dos dois casamentos é válido, o primeiro ou o segundo?

Como sempre acontece, na vida real as coisas costumam ser bem mais complexas e demoradas do que na ficção. Para começar, antes de poder se casar de novo ou ter acesso aos bens do desaparecido, o cônjuge precisa recorrer à justiça para obter um documento chamado decretação de ausência. A decretação de ausência é necessária para aquelas situações nas quais a pessoa se encontra desaparecida, mas não existem evidências que indiquem sua possível morte – exemplo típico é a história do marido que saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. Esse documento é concedido por meio de uma sentença judicial que estabelece a morte presumida do desaparecido, isto é, assume-se que ele morreu, embora seu falecimento não possa ser devidamente constatado.

Cabe lembrar que esse é um processo muito demorado, pois é preciso ter certeza de que não existe possibilidade concreta de que o desaparecido seja encontrado. E, mesmo após a obtenção da sentença, é necessário esperar um longo prazo até que a sucessão (o processo de inventário e partilha da herança) possa ser aberta, ou até que o estado civil do cônjuge possa ser modificado, o que lhe permitiria casar-se outra vez.

No entanto, se existirem fortes evidências de que o desaparecido esteja morto (por exemplo, ele foi vítima de um acidente aéreo e o corpo não foi encontrado, desapareceu em combate ou em razão de atividades políticas durante o período do regime militar), então é possível obter uma declaração de morte presumida sem a decretação de ausência. Isso facilita um pouco o processo, mas nem tanto. A declaração de morte presumida só será concedida depois que forem esgotadas todas as buscas pelo desaparecido ou dois anos após o término da guerra (para os que sumiram em combate).

Contudo, por mais remota que seja essa possibilidade, existe a chance de que uma pessoa que foi declarada “presumidamente” morta reapareça. E, é claro, a situação se complica ainda mais se, ao voltar, ele ou ela descobrir que seu cônjuge já se casou novamente. A lei não especifica o que acontece em casos como esses, e as opiniões dos juristas se dividem: para alguns, o primeiro casamento é o que vale e o segundo deve ser considerado nulo ou inválido. Para outros, é o segundo casamento que vale. Ou seja: a solução para esse dilema vai depender do entendimento, do bom senso e da sensibilidade do juiz.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/07/2017. Para acessar na íntegra:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-volta-dos-mortos-vivos/

 

Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

 

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘DIVÓRCIO CONFLITUOSO DOS PAIS PREJUDICA SAÚDE DOS FILHOS POR DÉCADAS, DIZ ESTUDO’

Quando as crianças vivenciam um divórcio ou separação conflituosa de seus pais, a situação parece prejudicar sua saúde por décadas, até a idade adulta, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (5).

O estudo, publicado na científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi feito com 201 adultos saudáveis que concordaram em ser colocados em quarentena, expostos a um vírus que causa o resfriado comum e monitorados por cinco dias.

Aqueles cujos pais se separaram e não se falaram durante anos eram três vezes mais propensos a adoecer, em comparação com aqueles cujos pais se separaram mas permaneceram em contato durante o crescimento das crianças.

Pesquisas anteriores mostraram que os adultos cujos pais se separaram durante sua infância têm um risco aumentado de ter a saúde mais fraca.

O último estudo mostrou que este risco maior de contrair doenças se deve se deve, ao menos em parte, a uma inflamação aumentada em resposta a uma infecção viral, segundo o artigo.

“As experiências estressantes no início da vida fazem algo com a nossa fisiologia e processos inflamatórios que aumenta o risco de uma saúde mais fraca e doenças crônicas”, disse Michael Murphy, associado de pesquisa de pós-doutorado em psicologia na Universidade Carnegie Mellon.

“Este trabalho é um avanço na nossa compreensão de como o estresse familiar durante a infância pode influenciar a susceptibilidade de uma criança a doenças 20-40 anos depois”, acrescentou.

O estudo também mostrou que os filhos adultos de pais que se separaram mas ficaram em contato não eram mais propensos a ficar doentes do que os filhos adultos de famílias intactas.

“Nossos resultados visam o sistema imunológico como um importante portador do impacto negativo a longo prazo do conflito familiar”, disse Sheldon Cohen, coautor e professor de psicologia.

“Eles também sugerem que os divórcios não são todos iguais, e que a comunicação contínua entre os pais amortece os efeitos deletérios da separação nas trajetórias de saúde das crianças”, completou.

Matéria publicada originalmente no UOL, em 05/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2017/06/05/divorcio-conflituoso-dos-pais-prejudica-saude-dos-filhos-por-decadas-diz-estudo.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

SOB FOGO CRUZADO
Conflitos conjugais na perspectiva de crianças e adolescentes
Autora: Maria Dolores Cunha Toloi
EDITORA ÁGORA

Partindo da ideia de que a saúde mental de crianças e adolescentes está diretamente ligada à convivência familiar saudável, Dolores Toloi mostra também que, tanto quanto o divórcio, a manutenção do casamento com alto nível de conflito é prejudicial aos filhos. Ao final, apresenta uma bem-sucedida proposta de sociodrama temático para lidar com esse público.

‘NEM MAL-EDUCADA, NEM SEM LIMITE: VEJA COMO IDENTIFICAR A CRIANÇA HIPERATIVA’

A pedagoga paulistana Ellen de Carvalho Alves sofria ao ver a fama que o filho tinha ganhado na escola. Guilherme, na época com 5 anos, era uma criança impulsiva e, às vezes, até agressiva. Mesmo quando não estava envolvido em brigas entre os coleguinhas, acabava levando a culpa. “Lembro de uma festa de aniversário de um dos meninos da classe em que saiu uma discussão por causa de um brinquedo. Uma das mães logo gritou o nome do meu filho, mas ele estava ao meu lado o tempo todo, longe da confusão”, conta Ellen.

Embora o julgamento premeditado da outra mãe a tenha chateado, não a surpreendeu. Guilherme, em diversas ocasiões, fez jus ao rótulo de “o briguento do colégio”. Depois de procurar muita ajuda para entender o comportamento do filho, a pedagoga finalmente obteve um diagnóstico. Guilherme sofria de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Hoje, aos 7 anos e em tratamento, o garoto está se desenvolvendo muito bem, no mesmo ritmo de outras crianças de mesma idade. Mas, vez ou outra, a família ainda se depara com a discriminação. Crianças hiperativas muitas vezes são taxadas de mal-educadas e encrenqueiras.

Primeiros sinais do TDAH

O TDAH se caracteriza por sintomas como desatenção, inquietude e impulsividade, ou um misto de todas essas características. Isso acontece porque o cérebro dessas crianças apresenta alterações na região frontal, responsável pela atenção, organização, memória e autocontrole, entre outras funções.

Normalmente, os sintomas se tornam evidentes por volta dos 5 anos e tendem a acompanhar o indivíduo pelo resto da vida. “Como é um transtorno neurobiológico, o paciente já nasce com ele. Os sinais se tornam mais pronunciados de acordo com as demandas que surgem ao longo dos anos”, explica o neurologista Antônio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR).

É normal que tanto os professores quanto os pais percebam as primeiras dificuldades da criança para manter o foco no período em que se inicia a alfabetização e os exercícios escolares se tornam mais desafiadores. “Nessa fase, a escola começa a propor atividades que exigem questionamento e persistência. Ainda assim, a criança precisa ser avaliada dentro de um contexto e a longo prazo, para descobrimos se não há questões biológicas (como dificuldade para ouvir ou enxergar, por exemplo) e emocionais (como mudança de escola, nascimento de um irmão ou separação dos pais, entre outros) por trás desse tipo de comportamento”, avalia a pedagoga Juliana Hanftwurzel, orientadora educacional da Escola Morumbi, em São Paulo (SP), que já recebeu diversos alunos com o transtorno.

Não é falta de limites

Por ser de origem genética, o TDAH independe do ambiente em que a criança nasceu e cresceu. O problema é que, ainda assim, ela pode ser taxada de mal-educada e os pais, de negligentes. “As pessoas, mesmo os mais próximos, acham que é falta de limites. Na minha casa, entretanto, sempre houve regras: tanto antes quanto depois do diagnóstico do meu filho. Cheguei mudá-lo de escola duas vezes, sendo que em uma delas sofri preconceito dos outros pais, até encontrar uma instituição que nos acolhesse e abraçasse a nossa causa”, desabafa Ellen, que ainda hoje tem receio de que o filho vá brincar na casa de amigos sem ela por perto.

Por outro lado, o ambiente pode ser decisivo para o diagnóstico e tratamento do indivíduo com TDAH. Nos primeiros anos de vida, claro, as crianças geralmente são mais inquietas. Com o amadurecimento do cérebro, entretanto, vão adquirindo capacidades que facilitam a convivência social. As crianças com TDAH tendem a apresentar mais problemas nessa área, especialmente as impulsivas. Existem parâmetros de desenvolvimento, usados por pediatras e educadores, para determinar as aquisições normais esperadas para cada idade.

“Mas somente uma avaliação médica detalhada pode determinar se a criança, de fato, tem o transtorno”, alerta o neurologista. Farias explica que o diagnóstico é clínico, ou seja, com base em uma análise detalhada do histórico da criança e alguns testes neuropsicológicos – levando-se em conta se há casos na família e a intensidade e a frequência dos sintomas, por exemplo.

Por isso, ainda que cada criança tenha um ritmo próprio, vale a pena investigar quando ela ficar muito aquém das expectativas para idade ou tiver dificuldades para se socializar. “Se não tratado, os sintomas do TDAH podem afetar o sono e o desempenho escolar. E, mais adiante, agregar comorbidades (ou seja, doenças relacionadas) como ansiedade e oscilações no humor. Por essa razão, adolescentes com o transtorno, quando não tratados, estão mais suscetíveis a evasão escolar e uso de drogas, por exemplo”, explica o neurologista.

A criança pode ter uma vida normal

A dentista Amanda Abreu desconfiou que a filha Sofia, hoje com 7 anos, poderia ter TDAH há pouco mais de dois anos. “Como meu marido tem o transtorno, sabia que ela também poderia apresentá-lo”, conta. Na época, a maior preocupação de Amanda, como de muitos pais, era certificar-se de que a menina teria uma vida normal ao crescer. “Será que vai conseguir estudar, ter uma profissão, ser independente?”, questionou-se.

Em Sofia, o sintoma predominante é a desatenção, o que gerou insegurança na menina a princípio. “Ela tinha medo de não aprender a ler e acompanhar os colegas, mas atualmente se sente mais confiante”, diz a mãe. De acordo com o neurologista Farias, não existe uma fórmula apenas para tratar a criança com TDAH. Em algumas crianças, é necessário trabalhar habilidades emocionais, enquanto em outras, questões de linguagem. Em alguns casos, também indica-se o uso de medicamentos à base de metilfenidato, entre outras associações.

“Tudo vai depender do tipo de sintoma, do grau do transtorno e do quanto ambos afetam a rotina da criança”, resume o neurologista. A escola e a família, obviamente, também têm papel fundamental no tratamento: o mais comum é que algumas adaptações sejam feitas para ajudar a criança a superar suas dificuldades. “Podemos fazer provas orais ou em ambiente livre de distrações, assim como mediar a comunicação dela com os colegas e propor que ele auxilie o professor a fim de se manter ocupado, entre outras adaptações. Em resumo, o trabalho da escola é ensinar a criança a lidar com os recursos que têm e não com os que faltam e, assim, mostrar que ela também pode aprender”, afirma a educadora Juliana.

O indivíduo com TDAH vai levar uma vida normal, sim. Os especialistas indicam uma boa dose de paciência para família, porém, isso não significa que a criança está livre de seguir as regras sociais. “Quando a Sofia está muito cansada, depois de um dia inteiro se esforçando para ser atenta e organizada, por exemplo, tende a desanimar. Mas aprendi que nessas horas o meu papel é ‘cortar’ o drama, pois deixar com que ela se faça de ‘coitadinha’ não ajuda em nada”, diz a mãe.

Ellen, mãe de Guilherme, também concorda em agir com firmeza, sem perder a ternura. “Muitas vezes, quando pergunto por que ele fez algo que não aprovamos, ele não consegue responder ao certo. Ou seja, agiu por impulso mesmo e não por falta de educação. É muito difícil, mas deixamos claro que estamos contra o TDAH, e não contra ele”.
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Matéria de Malu Echeverria, publicada originalmente no UOl, em 02/06/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/06/02/hiperativo-ou-mal-educado-conheca-os-sintomas-do-tdah.htm

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça os livros da Plexus:
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HIPERATIVIDADE
Como ajudar seu filho
Autora: Maggie Jones

Livro precioso para pais de crianças que sofrem desse aflitivo distúrbio. A autora fornece informação essencial sobre tratamentos convencionais, tratamentos alternativos, alimentação e dietas adequadas, cuidados específicos para as diversas idades. Mostra os passos práticos que os pais podem dar para compreender, apoiar e cuidar da criança, possibilitando à família inteira progredir de forma positiva.
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TDAH E MEDICALIZAÇÃO
Implicações neurolinguísticas e educacionais do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
Autoras: Rita SignorAna Paula Santana

Esta obra representa uma significativa contribuição a um debate que tem mobilizado pais, educadores, estudantes e profissionais de saúde: o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) e a medicalização da educação. Medicalizar significa transformar aspectos de ordem social, pedagógica, cultural e afetiva em doença (transtorno, distúrbio). Partindo dessa realidade inquietante, Rita Signor e Ana Paula Santana mostram os problemas de deixar de lado o contexto social e a história de cada criança ao avaliá-la, apontando o papel da formação dos profissionais (de educação e saúde) na produção do chamado TDAH. Seguindo esse entendimento, as autoras questionam a qualidade do ensino no Brasil, o excesso de diagnósticos voltados ao campo educacional, os testes padronizados da área da saúde, o crescente consumo de medicamentos e as políticas públicas, entre outros fatores que legitimam o fenômeno da medicalização. Amparadas na perspectiva sócio-histórica, refletem sobre essas e outras questões neste livro corajoso e pioneiro, que conta também com dois estudos de caso que comprovam que a afetividade do educador e o trabalho interdisciplinar na escola podem mudar o futuro de muitos adolescentes e crianças.

 

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“OLHO FOI FEITO PARA DURAR 40 ANOS”: GLAUCOMA ATINGE 900 MIL NO BRASIL

“É uma doença assintomática, não dói. Com o tempo, esse nervo que leva as imagens ao cérebro, para a gente poder enxergar, vai sendo degenerado”, explica Emílio Suzuki, secretário-geral da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). O glaucoma atinge cerca de 3% da população brasileira acima dos 40 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A doença atinge 900 mil pessoas no país, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A doença é responsável, segundo estimativas do órgão, por 10% dos casos de cegueira.

“A pessoa vai perdendo a visão aos pouquinhos e, geralmente, a perda não é aguda, não é de imediato. Nem é central também. É periférica e lenta. Por isso, é muito difícil ser percebida nos estágios iniciais”, diz Suzuki. Daí a importância do diagnóstico precoce para a prevenção do glaucoma.

Ele explicou que o nervo óptico sofre degeneração que, em geral, ocorre por aumento da pressão ocular, e a pessoa não tem sintomas. Um dos fatores de risco para o glaucoma é a idade. Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à doença.

O sistema de drenagem ocular fica mais lento e falha com mais frequência em pessoas acima de 40 anos. “Quarenta anos é uma idade importante para ter, pelo menos, uma consulta básica ao oftalmologista por ano”, recomendou.

O glaucoma tem também uma característica genética e hereditária. Existe uma associação grande entre parentes, e a chance de desenvolver a doença é mais intensa entre irmãos. Segundo Emílio Suzuki, o fato de o pai ou a mãe ter glaucoma não condena o filho a ter glaucoma.

“E o fato de ninguém ter na família também não exclui você da possibilidade de aparecer. Mas os casos familiares te colocam no grupo de risco maior”. A incidência de glaucoma entre irmãos é, às vezes, de seis a nove vezes maior do que em uma pessoa que não tem ninguém na família.

O governo brasileiro tem um programa de assistência aos portadores de glaucoma. Quase 500 mil pessoas cadastradas no programa recebem remédios de graça, destacou o especialista.

Hipertensos e diabéticos devem estar mais atentos Têm mais chance ainda de desenvolver a doença os hipertensos e diabéticos, que apresentam muitas vezes problemas de vascularização do nervo óptico, além dos afrodescendentes.

Em relação a esses últimos, Suzuki disse que ocorre no mundo inteiro maior chance de os afrodescendentes terem glaucoma mais agressivo e avançado. No Brasil, a miscigenação da população aumenta a incidência da doença. Não se sabe ainda a razão de indivíduos da raça negra terem glaucoma, mas estima-se que é um fator ligado à genética. Por isso, a raça negra funciona como um fator de alerta e influencia muito no diagnóstico, afirmou.

A única maneira de descobrir o glaucoma é o médico oftalmologista, porque não é só a pressão do olho que está envolvida. No início da doença, não há sintomas. Crises de glaucoma agudo, em casos esporádicos e raros, podem deixar o olho vermelho.

Suzuki esclareceu, entretanto, que a vermelhidão do olho é sinal de uma gama infinita de doenças. “Pode ser uma simples irritação, uma conjuntivite, uma úlcera de córnea, uma uveíte. Por isso é o médico que vai saber se é glaucoma ou não. De maneira geral, não é.

Texto parcial de matéria publicada no UOL Saúde, em 26/05/2017, Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Leia a matéria completa em
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/26/olho-foi-feito-para-durar-40-anos-glaucoma-atinge-2-milhoes-no-brasil.htm

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Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro da MG Editores:

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GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

‘PIADAS E MEMES AJUDAM A SOBREVIVER À CRISE POLÍTICA, DIZ LÍDER BUDISTA’

Quando foi chamada para fazer um livro sobre depressão, a Monja Coen Roshi, 69, tratou de escrever o mais rápido possível. Um dos principais nomes do budismo no Brasil, ela passou por duas depressões e percebeu que, ao mergulhar no assunto de novo, estava ficando para baixo. “Comecei a me sentir deprimida, não queria sair da cama. Aí terminei rapidinho”, conta, com um sorriso alegre, à repórter Letícia Mori.

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Nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, a brasileira conheceu o budismo em 1978, quando morava na Califórnia com o marido –um dos cinco que teve. Sua conversão foi imediata e anos depois ela foi ordenada no Japão. Nos anos 1990, tornou-se a primeira pessoa sem ascendência japonesa e a primeira mulher a ser presidente da Federação das Seitas Budistas do Brasil.

*

Hoje é conhecida pela presença em eventos ecumênicos e pelo sucesso de seus vídeos na internet. Em época de crise, os convites para palestras em eventos e empresas tiveram um pico. “Me chamam porque as pessoas estão amedrontadas e não conseguem trabalhar”, diz.

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“Mas é claro! Estão com receio de perder o emprego, sem esperança de galgar uma posição melhor e sendo bombardeadas de notícias ruins o tempo. Aí aumenta a depressão, a síndrome do pânico”, diz ela, que vai lançar a obra “O Sofrimento é Opcional” nos próximos dias. Embora pouco retratadas no livro, suas experiências pessoais serviram de inspiração.

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Na primeira vez que teve depressão, aos 20 e poucos anos, ela chegou a tentar suicídio. Era jornalista. “Ficava muito perto da dor, dos problemas. Tinha um relacionamento amoroso complicado e a gente bebia muito. A vida era um drama profundo”, conta, suspirando e apertando os olhos. “Uma hora eu cansei e tomei um monte de remedinhos lá, mas não morri”, conta ela, que depois foi passar um tempo na Europa e chegou a ser presa por traficar LSD.

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Na última crise de depressão, anos depois de ter se convertido, o gatilho foi um problema com a comunidade japonesa tradicional no templo onde ela atuava, no bairro da Liberdade. “Fizemos um novo estatuto para brasileiros e mulheres poderem votar na eleição para a direção. Acharam que estávamos querendo tomar o templo.”

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“Foi um período difícil. Quando tinha folga eu só dormia. Eu pensava: essa realidade está feia, está ruim. Então não quero participar disso, quero fugir, quero sonhar. Foi um desencanto. Eu sentava para meditar e não conseguia ficar 5 minutos. Aquilo que seria um remédio, eu não conseguia tomar”, conta. “Grandes místicos cristãos também falam sobre isso: um momento na vida que a gente tem que atravessar esse grande deserto. Que você perde a crença, que você duvida de tudo.”

“Aí foram vindo certas forças. Um grupo de amigos me chamou para dar meditação. Ele me ajudou muito”, diz, apontando para a foto de um monge japonês na parede

–seu último marido, Shozan Murayama, que morreu há alguns anos. Foi depois desse episódio, quando tinha 50 e poucos anos, que ela montou o templo no Pacaembu –onde hoje recebe discípulos e mora com cinco cachorros.

*

Um deles late ao fundo enquanto ela reflete: “Meu caso foi pontual, nem precisei tomar remédio. Mas às vezes é uma questão da mente, um desequilíbrio químico, e é preciso buscar ajuda profissional”, diz ela, reforçando que o budismo não substitui tratamento médico.

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Diz que é preciso cuidar para não chegarmos a esse ponto –aprendendo a lidar com o sofrimento. Critica a mídia por “mostrar sempre só o lado ruim da realidade”. “Os mentirosos, os ladrões e a sujeira têm muita visibilidade. E esquecemos as coisas boas. Não tem um país no mundo onde há políticos honestos? Soluções inteligentes para os problemas? O que podemos aprender com tudo isso?”

*

“Se não vemos isso, só o que fica é essa sensação de impotência, essa desesperança. E aquela pessoa que achou dinheiro e devolveu? E a que ajudou quem tinha necessidade? Parece tão sem importância, mas nos lembra que a gente pode ser bom, pode se unir e cooperar. Porque, como diz o [teólogo] Leonardo Boff, ou nós ganhamos todos juntos, ou perdemos todos juntos.”

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“Olha essas brincadeiras lúdicas, engraçadas”, diz, se referindo aos memes e piadas na internet sobre a gravação em que o presidente Michel Temer fala de propina. “Diz aqui: para que vou ver Netflix? A ficção não consegue competir com a realidade”, lê, rindo. “São leves. Nos ajudam a lidar com a indignação.”

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Diz que os “mentirosos e ladrões” precisam responder na Justiça, mas que ficar com raiva não vai resolver. E conta uma parábola: “Buda encontrou um monge que tinha sido torturado e perguntou o que foi pior: o frio, as dores, o desespero, a escuridão? O monge respondeu: ‘o pior foi que, por um instante, quase deixei de sentir compaixão pelos meus torturadores'”.

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“Não é fácil sentir compaixão, pena, da miséria espiritual dessas pessoas. Mas bom não é aquele que está julgando, pedindo vingança, ou que está delatando. Quem assumiu dizendo que é o salvador da pátria também está envolvido com as mesmas coisas.”

*

“O único jeito de acabar com essa violência é se ela for compensada com a não-violência. Tem gente escolhendo um vilão e querendo matá-lo. Que horror! A mudança só vai vir se cada um de nós aprender a viver coerentemente com nosso princípios éticos. Quando eu me transformo para o bem, eu transformo a sociedade.”

Publicado na Folha de S. Paulo, em 22/05/2017. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/05/1885736-piadas-e-memes-ajudam-a-sobreviver-a-crise-politica-diz-lider-budista.shtml

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Conheça toda a trajetória de Monja Coen com o livro:

MONJA COEN
A mulher nos jardins de Buda
Autora: Neusa C. Steiner
MESCLA EDITORIAL

Neste livro, história e ficção se misturam para contar a trajetória da Monja Coen, primaz fundadora da comunidade Zen Budista do Brasil. Como muitos jovens da geração baby boom – os nascidos no pós-guerra –, buscou independência e liberdade, viveu seu tempo, carregou sonhos e utopias e fez sua escolha. Esta história interessa a todos que carregam um quê de inconformismo e uma vontade de soltar as amarras.

‘FAMÍLIAS E ESCOLAS DEVEM FICAR MAIS ATENTAS À POSTURA CORPORAL DAS CRIANÇAS’

Compre este livro com desconto no site da Livraria da FolhaPedro, senta direito, menino!”; “João, olha seu tênis desamarrado, você vai cair.”; “Lena, você tropeçou de novo! Olhe por onde você anda!”; “Mariana, você vai ficar com dor no pescoço com todo esse tempo olhando para o celular”.

Frases como essas, que ouço sempre e que, provavelmente, você também já ouviu ou disse, caro leitor, nos apontam para uma questão com a qual temos tido pouco cuidado na atualidade: a relação das crianças e adolescentes com o próprio corpo.

Vamos observar os mais novos um pouco? Vemos crianças correndo sem muita direção e sem se preocupar por onde andam e correm e que, por isso, esbarram uns nos outros e em adultos. Constatamos que não sabem se sentar adequadamente nos diferentes locais que frequentam: da mesma maneira que sentam em casa, relaxados, sentam-se também na escola, no cinema, no restaurante, em qualquer local público, enfim.

E como elas se machucam por levar tantos tombos! Pequenos acidentes poderiam ser evitados com mais organização corporal e maior domínio da relação do corpo das crianças com o espaço por onde circulam.

E os adolescentes? Justamente no período em que o corpo passa por rápidas transformações que exigiriam adaptações graduais, alguns se dedicam a atividades que pouco exigem do corpo, que parece ficar esquecido, e outros exageram nas atividades físicas e até usam suplementos alimentares por causa da dedicação a algum esporte ou em busca de um corpo invejável e cobiçado segundo os modelos que são levados a eles. Isso quando não sentem vergonha de seu corpo!

A habilidade que muitos deles têm nas mãos é uma coisa incrível! Os jovens que jogam exercitam tanto os dedos, que estão conectados com o que eles veem na tela, e chegam a alcançar uma velocidade enorme nos movimentos, tamanha é a coordenação que ganham. Em compensação, a postura corporal global, que adotam quando jogam, em geral não é positiva para a saúde deles, e eles pouco se dão conta disso.

Talvez, devido à informalidade de nosso tempo, estejamos andado desatentos em relação a essa questão corporal dos mais novos. Entretanto, devemos nos ocupar mais disso, porque conhecer o próprio corpo é condição importante para uma saudável relação consigo mesmo, com o ambiente e com os outros. Estar atento às necessidades do corpo, às expressões dele, ao que ele comunica, propicia um melhor desenvolvimento e conhecimento de si e, consequentemente, oferece condições para que o autocuidado seja efetivamente praticado. E como o autocuidado é importante para a vida!

A organização corporal de crianças e adolescentes, porém, não é responsabilidade apenas das famílias. A escola deveria entrar como corresponsável nessa questão. Entretanto, poucas a contemplam em seu planejamento, já que se ocupam exageradamente dos conteúdos escolares. Os pais deveriam perguntar à escola o que ela pratica nesse sentido além de dizer “Senta direito na carteira, menina/o!”.

Pais e educadores que desejam incluir a educação corporal na formação de seus filhos e alunos contam com a valiosa ajuda que o livro “Mapas do Corpo“, de André Trindade, oferece. Nele você vai encontrar, caro leitor, mais do que ideias a esse respeito. Dezenas de atividades que colaboram para a boa postura e para uma harmoniosa relação com o corpo são sugeridas. Boa leitura!

Texto de Rosely Sayão, publicado em sua coluna na Folha de S. paulo, em 16/05/2017. Para acessar na íntegra: http://livraria.folha.com.br/livros/fisioterapia/mapas-corpo-andre-trindade-1353811.html?tracking_number=1411

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Saiba mais sobre a obra, que tem prefácio por Rosely Sayão:

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MAPAS DO CORPO
Educação postural de crianças e adolescentes
Autor: André Trindade

Este livro resume a experiência de mais de 25 anos de André Trindade como psicomotrista e psicólogo. Profundamente ligado à área do movimento, o autor domina magistralmente a arte de orientar crianças e adolescentes a adquirir e manter uma boa postura. Dividida em sete partes, a obra trata, entre outros temas, da linguagem corporal, da pele, dos ossos, músculos e articulações e do que ele denomina “Mapas do corpo” – conjunto de referências capazes de determinar distâncias, direções e ligações entre as partes do corpo, a fim de facilitar o movimento coordenado.

O objetivo de André é que professores – não apenas os de educação física – e pais auxiliem crianças e adolescentes a conhecer o próprio corpo e relacionar-se de modo saudável com o ambiente. Em cada uma das partes citadas o autor, generosamente, compartilha conosco dezenas de atividades para estimular a boa postura, a flexibilidade, a autoconfiança, o prazer da brincadeira. Com reflexões profundas, ele mostra que as novas tecnologias trouxeram muitos benefícios, mas também problemas, como o isolamento, a desestruturação postural e a entrada precoce no mundo adulto. Totalmente ilustrado com desenhos e belíssimas fotografias, o livro é um convite – sem broncas nem lições de moral – para que nós, adultos, repensemos a maneira como lidamos com crianças e adolescentes.

‘POSTURAS, GESTOS E EXPRESSÕES: A LINGUAGEM CORPORAL DE LULA NO DEPOIMENTO A MORO’

Segundo especialistas, ex-presidente demonstra raiva, ansiedade e contradições

RIO – O ex-presidente Lula titubeou e mostrou sinais de desconforto, raiva, ansiedade e enfrentamento durante o interrogatório de quarta-feira ao juiz Sergio Moro, apontam especialistas em linguagem corporal que analisaram o vídeo da íntegra do interrogatório a pedido GLOBO. Segundo eles, pela postura, gestos, expressões e até as roupas usadas por Lula é possível inferir suas emoções, embora ressaltem que nesta situação não é possível afirmar o porquê de o ex-presidente estar se sentindo daquele jeito.

— São visíveis durante o interrogatório os sinais de tensão, na face, nas mãos e no corpo de Lula, o que é natural em qualquer interrogatório — avalia o professor Paulo Sergio de Camargo.

Já Wandy Casalecchi, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Leitura Corporal, destaca que a postura de enfrentamento de Lula para o depoimento começou já na sua escolha de figurino. De acordo com ele, a gravata grossa, se estendendo abaixo do cinto e com listras coloridas gerava um grande contraste no centro do tronco e chamava demasiada atenção.

Casalecchi, no entanto, é mais comedido ao apontar o que chama de “incongruências” entre as declarações e a linguagem corporal de Lula, evitando usar a palavra “mentira”.

— As interpretações são diversas para estes tipos de eventos e ratificamos que apenas apontamos as incongruências entre o ato em si/palavras e os sinais não verbais. Qualquer conclusão sem uma investigação das incongruências é mera especulação — explica Casalecchi.

IRRITAÇÃO

Quando Moro apresenta os termos do processo, acusando-o de fazer parte de um esquema de corrupção, Lula inicia um sutil movimento de cutucar o dedo médio com o polegar, num sinal de agressividade e raiva pelo fato de ser acusado de fazer parte dele, diz Casalecchi: “sua face mostra uma austeridade natural para o momento, mas seus dedos deixam clara sua revolta por estar ali naquelas condições”.

DESCONFORTO

Iniciado o depoimento, Moro fala sobre o apartamento no Guarujá e Lula se mexe na cadeira, tenta se ajustar, arruma o terno e ajeita a gravata, indicações de estresse e desconforto com a questão, avalia Camargo. Logo em seguida, Lula vira a cabeça para a esquerda e olha de “canto de olho” para Moro. “Isso significa que está desconfiado das intenções do juiz ao realizar esta pergunta”, diz Casalecchi.

CONTRADIÇÃO

Ao dizer que quando chegar no processo do sítio de Atibaia vai responder tudo com prazer, a boca de Lula diz sim, mas a cabeça balança negativamente. Mais à frente, novamente, perguntado se sabia do envolvimento da OAS com a reforma do sítio de Atibaia, o ex-presidente se vira de lado e toca o nariz. “Todos são gestos clássicos de mentira nos estudos de linguagem corporal”, aponta Camargo.

ENFRENTAMENTO

Quando Lula sugere que haja uma conspiração contra ele, o que chamou de “mês Lula”, o ex-presidente o faz com flagrante elevação do queixo, sinal de enfrentamento. Além disso, ele utiliza muito os indicadores como sinal de acusação bélica e ataque, e os polegares para baixo, sugerindo imposição de ideias de forma ostensiva. “Ele está sinalizando: ‘Isso eu quero discutir’, afirma Casalecchi.

INCONSISTÊNCIA

De volta ao interrogatório envolvendo documentos relativos ao apartamento do Guarujá e datas, Lula junta as mãos como se estivesse rezando ao afirmar que só ouviu voltar falar do imóvel em 2013. “É uma falsa reza. Ele quer convencer o outro, mas não tem argumentos consistentes”, diz Camargo.

Texto parcial de matéria de Cesar Baima, publicada no jornal O Globo, em 12/05/2017. Para ler na íntegra, acesse: https://oglobo.globo.com/brasil/posturas-gestos-expressoes-linguagem-corporal-de-lula-no-depoimento-moro-21327251

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Conheça os livros do especialista Paulo Sergio de Camargo publicados pela Summus. Conheça-os:

10707
LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais
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Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

 

10805NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

‘O QUE PENSAM E O QUE QUEREM OS JOVENS – DA ESCOLA E DO (NOSSO) FUTURO’

São tantos os clichês que ouvimos sobre os jovens que é até difícil enumerá-los – inclusive já falamos sobre eles aqui. Com certeza você já ouviu (ou mesmo falou) alguma coisa do tipo “essa juventude de hoje em dia não quer nada com nada” ou “no meu tempo, a gente queria mudar as coisas”.

Na tentativa de quebrar esses “pré-conceitos” e de entender o que realmente querem os nossos jovens, o Todos Pela Educação, com apoio do Itaú BBA e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e realização da Multifocus, lançou e publicou a pesquisa Repensar o Ensino Médio (saiba mais aqui). O estudo conta com a participação de 1.551 jovens entre 15 e 19 anos que opinaram sobre temas relativos aos professores, a participação social e a educação técnica.

Entre os dados revelados, gostaria de concentrar-me no que o jovem pensa e quer da escola, já que vivemos, desde o ano passado, um período de bastante discussão envolvendo a chamada reforma do Ensino Médio. Quando questionados sobre quais os aspectos mais importantes e menos satisfatórios em seus colégios, as respostas foram: segurança, atenção às pessoas com deficiência, professores presentes e boa infraestrutura.

Tal diagnóstico mostra como os jovens na verdade têm consciência das demandas reais do sistema de ensino, uma vez que os quatro itens citados ainda são grandes entraves para a educação brasileira. A questão da segurança é o exemplo mais palpável: em março, todos acompanhamos com grande pesar a morte da estudante Maria Eduarda, durante uma aula de educação física em sua escola, no Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que os jovens também sabem olhar para dentro da escola e para si mesmos. Isso porque eles apontam o próprio comprometimento e o comportamento escolar como fundamental, porém não veem a situação atual de forma satisfatória, o que mostra que têm consciência da educação como um compromisso de toda a comunidade escolar.

Os dados do estudo revelam ainda que 71,4% dos jovens entrevistados estão cursando o ensino médio com o objetivo de se prepararem para o vestibular. Ou seja: para a maioria, a etapa serve apenas como um caminho que leva à educação superior. Somente 10,2% veem esses três anos ao fim da educação básica como uma formação para a vida, e 16,6% os enxergam como um preparo básico para o mundo do trabalho.

Temos aí, porém, um problema. As consequências disso não são nada boas, uma vez que a mesma pesquisa mostra que 86% alegam encontrar dificuldades para seguir com os estudos, sendo que 42% dizem ter obstáculos financeiros, e 19%, problemas em conciliar o emprego com o estudo. Dessa maneira, para alguns deles, o ensino médio atual infelizmente acaba não servindo para nada.

Em suma, os dados nos mostram jovens brasileiros que têm clareza do mundo à sua volta, da escola de que dispõem e do que querem para o futuro, mesmo que esse futuro esteja cheio de percalços. Desde 2015, com as ocupações de escolas, eles vêm reivindicando com mais ênfase uma educação de qualidade, democrática e participativa, na ânsia de serem finalmente ouvidos. Que tal darmos uma chance para eles – e para o nosso próprio futuro?

*Com colaboração de Mariana Mandelli

Artigo de Priscila Cruz, publicado em sua coluna no UOL Educação, em 10/05/2017. Para acessá-lo na íntegra:  https://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2017/05/10/o-que-pensam-e-o-que-querem-os-jovens—da-escola-e-do-nosso-futuro.htm

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

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10535O QUE O JOVEM QUER DA VIDA?
Como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes
Autor: William Damon
SUMMUS EDITORIAL

Por que muitos jovens, atualmente, não conseguem encontrar um objetivo de vida, ao passo que uns poucos sabem direitinho o que querem? Baseado em entrevistas e pesquisas, o autor oferece métodos simples para encorajar os jovens e orientá-los para uma vida produtiva e plena em todos os sentidos.

 

11066A ESCOLA E A PRODUÇÃO TEXTUAL
Práticas interativas e tecnológicas
Autora: Silvia M. Gasparian Colello
SUMMUS EDITORIAL

Como as crianças entendem o papel da escola? Como o vínculo que estabelecem com ela afeta a aprendizagem? Por que os alunos têm tanta dificuldade de se alfabetizar? Como compreender o ensino da escrita no mundo tecnológico? Em um momento de tantas inovações, de que forma lidar com os desafios do ensino e renovar as práticas pedagógicas?

Na busca de um projeto educativo compatível com as demandas de nosso tempo e o perfil de nossos alunos, Silvia Colello discute aqui como as condições de trabalho na escola podem interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Para tanto, lança mão da escrita como resolução de problemas em práticas tecnológicas e interativas. Conhecer as muitas variáveis desse processo é, indiscutivelmente, um importante aval para a construção de uma escola renovada. Afinal, é possível transformar a leitura e a escrita em uma aventura intelectual?

‘A LEI NÃO MANDA, MAS A MORAL EXIGE’

O pai biológico não tem que pagar pensão enquanto seu nome não estiver na certidão de nascimento. É o que diz a legislação. Mas e a questão ética, como fica?

O pai que paga pensão alimentícia à filha menor deve continuar pagando se ela se casar? E se ela for morar com o namorado em vez de casar, ainda terá direito à pensão? E se estiver grávida? Essa complexa situação me foi relatada em um e-mail que recebi. E como o caso envolve tantas e tão variadas questões referentes ao Direito de Família, vale a pena comentá-lo aqui.

A autora da mensagem me diz que, há pouco tempo, seu noivo descobriu que tinha uma filha, fruto de um breve relacionamento, e que hoje está com 16 anos. Na época do nascimento, a mãe da menina casou-se com outro homem. Ele se propôs a assumir a paternidade da criança, desde que ela não contasse nada ao pai biológico. Tempos depois, porém, o casamento se desfez, e a menina, ao saber da verdade, entrou em contato com o pai biológico. Após um exame de DNA, a paternidade foi comprovada.

De acordo com o e-mail, a menina engravidou, desentendeu-se com a mãe e foi morar com o namorado. O pai biológico lhe paga uma pensão alimentícia, mas sem nenhum acordo formal. Ainda assim, a garota lhe pede dinheiro constantemente. Ele quer saber se é obrigado a pagar-lhe pensão, apesar dela estar grávida e vivendo com o namorado.

A resposta é: sim, mesmo nessas condições, o pai deve pagar pensão até que ela complete 18 anos (ou mais, caso ela esteja estudando). Antes disso, a obrigação só cessaria se ela se casasse – situação na qual não poderia mais exigir pensão. Contudo, é preciso lembrar que, embora o resultado do teste de DNA tenha sido positivo, o nome que consta na certidão de nascimento da garota é o do outro homem, o que assumiu sua paternidade ao casar-se com a mãe dela. Assim, para todos os efeitos, até que essa situação seja modificada, cabe a ele, e não ao pai biológico, pagar a pensão.

Assumir voluntariamente a paternidade de um filho que não é seu é um ato que traz uma série de responsabilidades. Não basta separar-se da mãe da criança para que essas responsabilidades desapareçam. Enquanto seu nome constar na certidão de nascimento, a filha é dele – bem como todas as obrigações que isso acarreta.

O teste de DNA não é, por si só, o reconhecimento da paternidade. Para colocar o nome do pai biológico na certidão seria necessário, primeiro, ingressar com uma ação para destituir o outro pai. E, como a menina é menor, isso só poderia ser feito pela mãe, que é sua representante legal. Mas, apesar de não ter obrigação de pagar a pensão enquanto seu nome não constar na certidão, o pai biológico pode se sentir moralmente compelido a ajudar a filha. Nesse caso, ele poderá recorrer à justiça, explicar a situação e pedir que seja estipulado um valor fixo, de acordo com suas posses. É uma forma de ficar em paz com sua consciência sem ser explorado.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/05/2017. Para acessar na íntegra: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-lei-nao-manda-mas-a-moral-exige/

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Conheça os livros da autora:

70012FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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70040HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.
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70042DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.