‘SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA PROMOVE INCLUSÃO’

De 21 a 28 de agosto se comemora a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Instituída em 1964 com o nome de Semana Nacional da Criança Excepcional, foi pensada para elucidar a condição destas pessoas, cada uma com sua excepcionalidade.

A neuropediatra e médica geneticista da Neurogen Saúde, Iara Brandão disse ao E+ que essa data está voltada a fomentar o conhecimento sobre cada deficiência, com o objeto de incentivar ações de integração na sociedade. “Essa excepcionalidade diz respeito a características individuais: intelectuais, sensoriais, motoras, distúrbios de comportamento, etc.”, explicou.

É uma lista de condições muito ampla que, por si só, demonstra o tamanho e a complexidade do desafio a ser enfrentado. São problemas que afetam de forma definitiva a vida não só dos que possuem algum tipo de deficiência, mas também de seus familiares e amigos. A publicitária Luciana Dutra tem dois filhos com deficiência. Ela conta que o de 11 anos, Aramis, nasceu com malformações cerebrais, o que o caracteriza dentro de paralisia cerebral. Ele anda de cadeira de rodas e isso dificulta Luciana a sair de casa com ele.

“Eu não consigo sair com ele numa cadeira de rodas porque as ruas são ruins; a gente vai nas casas das pessoas, ninguém está preparado para receber um deficiente; até mesmo em um consultório eu já tive constrangimento”, desabafa. O episódio em questão se deu porque a cadeira de rodas não passava pela porta do elevador. Ela teve de carregar o filho no colo para conseguir chegar ao consultório. “Isso é uma marginalização”, diz ela.  “Não só o deficiente é marginalizado, mas toda a sua família, porque se ele não vai a um lugar, a gente também não vai”.

O problema não se resume a acessibilidade de locomoção. Como definiu Iara, a questão está em entender que cada excepcionalidade traz condições específicas e exige atenção para uma multiplicidade de aspectos. Pode parecer difícil de entender o alcance das dificuldades com que os responsáveis por pessoas com deficiência se deparam, mas o desabafo de Luciana ajuda a entender: “Não existe cadeira de carro para criança do tamanho dele; não existe fralda para pessoas da idade dele; não há roupas adaptadas para quem tem mobilidade reduzida. Ninguém faz nada pensando na inclusão da criança com deficiência”.

O ambiente escolar para crianças e adolescentes especiais. Luciana conta que seu filho já foi até negado em uma escola inclusiva, isto é, adaptada para crianças com deficiência, porque ele tinha restrições de locomoção e o local não estava preparado para esse tipo de condição. A médica Iara explica que a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla deveria ser discutida principalmente nas escolas. Instituições de ensino precisam estar por dentro do debate para corrigir suas falhas e se tornarem cada vez mais inclusivas.

“É o ambiente educacional que constrói a vida de uma criança. É onde ela passa a maior parte de sua vida e representa boa parte das queixas dos pais”, explicou. A adaptação deve ocorrer não apenas nas dependências físicas, mas também na instrução dos profissionais que lidam com as crianças. O filho menor de Luciana, Thor, foi diagnosticado com síndrome de Asperger a menos de um ano, condição que faz com que o menino de oito anos tenha problemas de socialização. Atualmente no segundo ano do ensino básico, ele e sua família passaram um ano difícil até que sua síndrome fosse diagnosticada.

“Os professores não estão preparados para lidar com o diferente. Então, até a gente conseguir o diagnóstico foi complicado. O primeiro ano que ele esteve na escola foi horrível porque a professora não soube lidar”, conta. Ele chorava e se recusava a ir para a escola. Foi necessário muito diálogo com o corpo diretivo e apoio da psicóloga do menino para que as adaptações fossem feitas. Agora Thor estuda com pessoas mais capacitadas para lidar com os cuidados diferentes que sua condição demanda.

Segundo Iara, é função dos pais, familiares e comunidade escolar participarem de forma ativa na transformação dos ambientes escolares para que acolham de forma mais assertiva. “Se não defendemos nossos valores, nada vale a elaboração de decretos e semanas para reflexão”, opinou.

Eliminar preconceitos. A neuropediatra acredita que ainda há muito a ser feito para que as pessoas especiais tenham seu direito de inclusão garantido: “A grande palavra é a inclusão, porque muitas vezes ela fica só no papel e não acontece de verdade, infelizmente”. Isso inclui o entendimento da sociedade de que a condição dessas pessoas não impõe maior ou menor grau de felicidade. Ela afirma que este é um exercício diário: “A ideia é desconstruir sua visão de perfeito, pois quem tem uma deficiência pode estar bem ou até melhor do que você”.

Iara entende que a principal intenção da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla é mostrar que as diferenças enriquecem a sociedade. Pessoas especiais não nos limitam, mas são um potencial de desenvolvimento, aprendizado e enriquecimento. Nesse sentido, ela vê que a data especial já rendeu alguns frutos em seus mais de 50 anos de história. Entre eles, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigor em 2015 e que reconhece o quanto a sociedade pode e deve suprir quanto às necessidades das pessoas especiais. “A partir de um estatuto que reafirma direitos de crianças e adolescentes, pode-se construir políticas de proteção social”, afirmou.

No entanto, a luta de Luciana mostra como essa proteção está longe de ser alcançada. Ela conta que o tratamento para a condição do Aramis, seu filho com paralisia cerebral, é muito caro e ela por vezes tem de brigar na Justiça para ter acesso a ele. No entanto, o processo é desgastante e ela prefere não recorrer a esse método para obter todos os direitos que seu filho têm. “Há muitas mães de crianças especiais que brigam na Justiça por absolutamente tudo. Eu decidi que eu vou brigar apenas pelo que realmente preciso, pois essa luta nos amargura e nos faz enxergar o mundo como ele é”.

Matéria de Pedro Prata, publicada originalmente no Estadão e reproduzida no UOL Ciência e Saúde em 21/08/2017. Para acessar na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2017/08/21/semana-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-intelectual-e-multipla-promove-inclusao.htm

 

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Se você tem interesse pelo tema, conheça alguns dos livros do Grupo Summus que abordam o assunto:
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INCLUSÃO E EDUCAÇÃO
Doze olhares sobre a educação inclusiva
Autores: Windyz B. FerreiraCarlos SkliarCatarina TomásDavid RodriguesFátima DenariJoão BarrosoJúlio Romero FerreiraLuiza CortesãoLuís de Miranda CorreiaManuel Jacinto SarmentoMaria Teresa Eglér MantoanNatália FernandesSoraia Napoleão FreitasStephen R. StoerAntónio M. Magalhães
SUMMUS EDITORIAL

Desenvolver uma escola que rejeite a exclusão e promova a aprendizagem conjunta e sem barreiras. Trata-se de um objetivo ambicioso e complexo porque a escola sempre conviveu com a seleção, e só aparentemente é “para todos e para cada um”. Aqui, doze especialistas apresentam suas perspectivas sobre o tema, abrindo horizontes para que os professores reflitam sobre a sua prática.

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INCLUSÃO ESCOLAR
O que é? Por quê? Como fazer?
Autora: Maria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL

Escrito por uma das maiores especialistas em inclusão escolar no Brasil, esta obra aborda o assunto de maneira clara e didática. Baseando-se na legislação sobre o tema, a autora explica o que é educação inclusiva, discute os passos necessários para implantá-la e ressalta suas vantagens. Fundamental para educadores que desejam saltar da teoria para a prática.

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INCLUSÃO ESCOLAR: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Rosângela Gavioli Prieto Maria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, as autoras adentram os labirintos da inclusão escolar analisando, com muito rigor científico e competência, suas diferentes facetas. No diálogo que estabelecem, abordam pontos polêmicos e controvertidos, que vão desde as inovações propostas por políticas educacionais e práticas escolares que envolvem o ensino regular e especial até as relações entre inclusão e integração escolar.

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INCLUSÃO NA PRÁTICA
Estratégias eficazes para a educação inclusiva
Autora: Rossana Ramos
SUMMUS EDITORIAL

Atualmente, as escolas brasileiras já estão convencidas de que devem receber crianças com deficiência. Contudo, elas ainda têm dificuldade de lidar com as diferenças. Em linguagem simples e fundamentada teoricamente, a obra – que relata experiências bem-sucedidas – discute as questões reais do processo de inclusão, permitindo ao professor identificar os problemas que precisa solucionar.

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SUPERANDO OBSTÁCULOS
A leitura e a escrita de crianças com deficiência intelectual
Autora: Maria Elisabeth Grillo
PLEXUS EDITORA

A obra descreve a atuação da autora no processo de alfabetização de cinco crianças com deficiência mental. Utilizando a teoria construtivista como base, Elisabeth mostra, passo a passo, como os alunos foram capazes de construir significados ao longo do processo de aprendizagem. Trabalho pioneiro na área, que merece a atenção de educadores, pais, terapeutas, linguistas e fonoaudiólogos.

‘EXAME DE VISTA PODE DETECTAR ALZHEIMER DUAS DÉCADAS ANTES DE SINAIS APARECEREM’

Ainda é preciso mais testes para que avaliação passe a ser utilizada pelos médicos; sintomas da doença podem ser identificados pela retina

Quem não gostaria de poder prever o futuro para conseguir evitar possíveis problemas e saber como agir quando más notícias chegarem? A medicina certamente seria uma das áreas mais beneficiadas com a “habilidade”, podendo usar a vantagem para adiantar o tratamento de doenças comuns durante o envelhecimento, como câncer, Parkinson ou Alzheimer, e dessa forma, salvar milhares de vidas.

Pensando nisso, cientistas americanos desenvolveram um teste que poderá dar um gostinho deste “poder” aos médicos. Com a criação de uma avaliação simples, os profissionais da saúde serão capazes de detectar a possibilidade de o paciente desenvolver  Alzheimer até duas décadas antes dos primeiros sintomas surgirem, por meio de um simples exame oftalmológico.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores testaram a análise em 16 pacientes diagnosticados com a doença. Comparando seus resultados com varreduras cerebrais, o método escolhido para apontar os sinais, o exame de vista , foi muito bem sucedido.

Os especialistas afirmam que a descoberta é um dos maiores avanços já registrados na história da pesquisa sobre a doença, tratando-se ainda de uma avaliação que identifica os primeiros sintomas da condição, em um teste simples e não invasivo.

“Os achados sugerem que a retina pode servir como uma fonte confiável para o diagnóstico de doença de Alzheimer”, declarou o autor principal do estudo, o Dr. Maya Koronyo-Hamaoui, neurocirurgião no Centro Hospitalar Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Uma das principais vantagens de analisar a retina é a repetição, que nos permite monitorar pacientes e potencialmente a progressão de sua doença”, completa Koronyo-Hamaoui.

Muito comum a partir da terceira idade, a condição é um problema neuro-degenerativo, capaz de provocar o comprometimento das funções cognitivas. Um dos sintomas mais comuns é a perda de memória, que com tempo, evolui até provocar demência, diminuindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade.

Resultados

Até cerca de uma década atrás, a única maneira de diagnosticar oficialmente alguém com doença de Alzheimer era analisar seu cérebro de forma póstuma.

Nos últimos anos, a ferramenta mais utilizada para esse fim pelos médicos era a tomografia por emissão de pósitrons (TEP), que era feita a partir dos cérebros de pessoas vivas, para identificar marcadores da doença.

No entanto, a tecnologia é muito cara a avaliação é considerada invasiva, uma vez que é preciso injetar rastreadores radioativos nos pacientes. Como uma alternativa à esse método, a equipe do Dr. Koronyo-Hamaoui decidiu identificar uma técnica mais econômica e menos agressiva.

Para isso, foi preciso que os profissionais da área de pesquisa do Cedars-Sinai contassem com o apoio de pesquisadores da NeuroVision Imaging, da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, da Universidade do Sul da Califórnia e da UCLA para chegarem aos resultados divulgados.

Desenvolvimento

Para o estudo, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico em 16 pacientes com Alzheimer que tomaram uma solução que inclui cúrcuma, um componente natural, conhecido também como açafrão, substância dá origem ao Curry, especiaria indiana.

A cúrcuma faz com que as placas de beta-amilóide, proteínas encontradas no sistema nervoso que indicam possibilidade da doença, fiquem “acesas” na retina e sejam detectadas pela varredura desenvolvida pelos estudiosos.

Os pacientes foram então comparados a um grupo de indivíduos mais jovens e cognitivamente saudáveis. Dessa foram, os pesquisadores descobriram que seus resultados eram tão precisos quanto os encontrados através de métodos invasivos padrão.

Yosef Koronyo, um associado de pesquisa no Departamento de Neurocirurgia, disse que outro achado importante do novo estudo foi a descoberta de placas de beta-amilóide em regiões periféricas previamente negligenciadas da retina.

Ele afirma que a quantidade de placa na retina correlacionou-se com a quantidade de placa em áreas específicas do cérebro. “Agora, sabemos exatamente onde procurar os sinais da doença o mais cedo possível”, completou Koronyo.

Para o Dr. Keith L. Black, presidente do Departamento de Neurocirurgia do Cedars-Sinai, que também liderou o estudo, ressaltou que os resultados oferecem uma expectativa positiva em relação à identificação precoce da condição.

“Nossa esperança é que, eventualmente, a análise de olho em pesquisa seja usada como um dispositivo de triagem para detectar a doença com antecedência suficiente para intervir e mudar o curso da desordem com medicamentos e mudanças de estilo de vida”, afirmou Black.

Texto parcial de matéria publicada originalmente no iG, em 21/08/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2017-08-21/alzheimer-exame-de-vista.html

 

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Quer saber mais sobre Alzheimer? Conheça o livro da MG escrito por dois dos maiores especialistas mundiais em Alzheimer, os psiquiatras canadenses especializados em neurologia Serge Gauthier e Judes Poirier:

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DOENÇA DE ALZHEIMER
O guia completo
Autores: Serge Gauthier Judes Poirier
Este livro apresenta uma visão geral das últimas novidades médicas e científicas sobre os avanços recentes em pesquisa, as causas e os tratamentos da doença de Alzheimer, formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.

 

 

 

‘CONFIE – MAS PEÇA O RECIBO’

A confiança é a base de qualquer relação. Mas isso não significa ignorar os aspectos jurídicos que envolvem a administração dos bens do casal

Certa vez, sugeri aos organizadores de uma grande feira cujo tema era o casamento a possibilidade de fazer palestras durante o evento, com o propósito de esclarecer alguns assuntos jurídicos essenciais para quem vai se casar. De forma educada, porém, firme, os organizadores rejeitaram a sugestão. Motivo: segundo eles, os noivos não querem saber dessas coisas. “Eles só se preocupam com a festa, os padrinhos, as flores, a decoração…”.

Talvez seja uma questão cultural. Em outros países, tratar de assuntos práticos que vão afetar toda a vida financeira do casal não é visto como algo que “esfria o romantismo”, mas apenas como uma necessidade. Anos atrás, quando os atores Michael Douglas e Catherine Zeta Jones anunciaram seu casamento, a imprensa de todo o mundo acompanhou as extensas negociações feitas pelo casal e por seus advogados para definir o pacto antenupcial (ou pré-nupcial). Catherine, cuja fortuna era bem menor do que a do noivo, resumiu a questão de maneira pragmática e elegante. “Isso é uma forma de proteger o patrimônio dele e deixar tudo esclarecido desde o início. Por que eu deveria ser contra?”

Se pensarmos bem, veremos que o que realmente acaba com o romantismo são as brigas para definir quem tem direito a que. E nem é preciso esperar pela separação para que essas discussões comecem. Suponha que a esposa possua um apartamento em nome dela e decida usar o imóvel como garantia de fiança para um parente que está alugando uma casa. Ela pode fazer isso? Depende. Se for casada pelo regime da separação de bens, pode. Se for casada pelo regime da comunhão parcial de bens – e se tiver adquirido o imóvel antes de casar – também pode. Mas se o regime for o da comunhão universal, ou o da comunhão parcial (e o imóvel foi adquirido após o casamento), então ela só poderá usá-lo para fiança se o marido concordar. Saber desses fatos de antemão é uma boa forma de evitar brigas.

Na hora da paixão, muitos acham que papéis são desnecessários. A confiança mútua é tudo o que importa. E o que fazer quando a paixão acaba e, com ela, lá se vai a confiança? Recentemente, chegou aos tribunais um caso no qual os cônjuges, quando ainda eram namorados, compraram juntos um imóvel. O apartamento ficou em nome dele, porque ela – é claro – confiava totalmente em sua cara metade. Os dois casaram-se pelo regime da comunhão parcial de bens e, tempos depois, separaram-se.

Ela acreditava que teria direito à metade do apartamento. Nessa hora, porém, o marido achou conveniente invocar a lei. “O imóvel foi adquirido antes do casamento e está somente em meu nome. Portanto, é meu”. Revoltada, ela decidiu recorrer à justiça. Tinha alguma prova de que havia contribuído para a aquisição do imóvel? Algum recibo ou documento? É lógico que não. Quem é que pensa em guardar recibos quando está apaixonado? Pois é. Acabou ficando sem o marido – e sem o apartamento.

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Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 16/08/2017. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados): http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/confie-mas-peca-o-recibo/

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Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

 

HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘TESTEMUNHA VERSUS DNA: QUE PROVA VALE MAIS?’

Tribunal causa polêmica ao rejeitar exame genético para comprovação de paternidade.

O uso de material genético dos cidadãos é um assunto que já está preocupando nossos deputados. Uma empresa pode demitir funcionários com base em testes genéticos? A polícia tem o direito de usar material para elucidar um crime? Os exames de DNA para comprovar a paternidade são provas aceitáveis? Esses temas foram discutidos pela Comissão de Justiça da Câmara. Recentemente, a Comissão aprovou o substitutivo ao projeto de lei 4610/98, do Senado, que disciplina o uso de informações genéticas humanas e impõe penas para a discriminação baseada no código genético do indivíduo. Entre outras medidas, o substitutivo, que segue para votação no plenário, classifica a informação genética de cada um como confidencial e inviolável. E especifica quatro situações em que ela pode ser revelada: no diagnóstico e tratamento de doença genética; no desenvolvimento de pesquisa científica, desde que não seja identificada a pessoa doadora do material genético; em exame de paternidade; e em investigação criminal.

Se aprovado, talvez o substitutivo ajude a pôr fim na polêmica causada pela decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que não considerou o exame de DNA prova suficiente para determinar a paternidade em uma ação que se arrasta por quase dez anos. Quando ainda era adolescente, um comerciante do interior de Minas confirmou a identidade de seu pai biológico por meio de um exame de DNA – ele seria um dos pecuaristas mais ricos do estado. Por incrível que pareça, até hoje o comerciante continua lutando para que a justiça reconheça o teste como prova na ação de investigação de paternidade. Segundo o TJ mineiro, seria necessária, também, prova testemunhal da relação entre os pais do comerciante. A decisão vai na contramão do Superior Tribunal de Justiça e de muitos outros tribunais e varas pelo país afora, que têm decidido, repetidas vezes, que o exame de DNA é válido como prova de paternidade.

Mas, segundo o TJ de Minas, a exatidão do exame é de 99,99% e não de 100%, por isso existe a necessidade de prova testemunhal. A pergunta que não quer calar é: como é que uma testemunha poderia ter mais de 99,99% de certeza que uma pessoa é realmente o pai biológico de outra? Convenhamos, isso não seria possível nem mesmo se a testemunha tivesse presenciado a intimidade do casal. Quando muito, poderia afirmar que fulano e beltrana realmente mantiveram uma relação. Contudo, o teste de DNA já demonstrou que eles não apenas tiveram uma relação, como também tiveram um filho dessa relação. Sendo assim, por que a exigência da prova testemunhal?

Questões como essas devem ser regulamentadas com a máxima urgência. É inadmissível que alguém tenha de esperar décadas para ter o direito de usar o sobrenome paterno, bem como para usufruir os demais direitos que a condição de filho lhe garante, quando sua filiação já foi comprovada – com 99,99% de certeza – pelos testes genéticos.

 

Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 12/08/2017. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados): http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/testemunha-versus-dna-que-prova-vale-mais/

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Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

 

HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

GRUPO SUMMUS APOIA MANIFESTO DO PORTAL 4DADDY

Carta endereçada à sociedade civil e ao estado

Muitos de nós quando pequenos sonhávamos fazer a diferença no mundo. Idealizávamos profissões como bombeiro, policial, astronauta ou jogador de futebol para ganhar a Copa do Mundo e fazer a felicidade do nosso país. Eu, por exemplo, quis ser Lixeiro. Achava bárbaro poder subir e descer do caminhão em movimento, além de poder ajudar a manter a cidade limpa, uma questão que sempre me incomodou desde criança. Uma profissão até hoje que valorizo muito.

Há também aqueles que viam a oportunidade de salvar o mundo se adquirissem superpoderes, como Superman, batman, Homem de Ferro, Flash, Homem-Aranha, entre outros.

Crescemos e, no mundo real, pouco daqueles sonhos e idealismos permaneceram vivos. A maioria de nós sobrevive entre o trabalho e a casa, o supermercado e a padaria, e, quem sabe, uma caminhada no parque de vez em quando.

Até nos tornamos pais! A paternidade é um dos caminhos para se revelar o que temos de mais profundo em nossa construção individual. Como pais vislumbramos a chance de preencher aquele anseio que, desde a infância, incita-nos a ser grandes. A paternidade não acontece somente na geração de uma nova vida, mas em toda formação desse outro ser humano. A cada fase da criança, há uma nova oportunidade de o pai se reinventar enquanto “CUIDADOR” e se melhorar como ser humano.

A importância da figura paterna

A paternidade e o envolvimento nas tarefas domésticas e de cuidado, independente de gênero, importam SIM! É o que revela o crescente conjunto de estudos produzidos no mundo inteiro sobre o tema ao longo das últimas duas décadas. Existem evidências claras sobre o impacto positivo do envolvimento do pai no cuidado, especialmente para a saúde materno-infantil, desenvolvimento cognitivo da criança, empoderamento da mulher, além de apresentar consequências positivas para a saúde e bem-estar dos próprios pais.

A ONG ProMundo lançou em 2016 o primeiro relatório Situação da Paternidade no Brasil , que também pretende  realçar a limitação desses dados e estimular a sua produção por agências do governo, instituições acadêmicas, pesquisadores independentes, ONGs e demais interessados.

Diz a Constituição Federal do Brasil, no Capítulo VII, artigo 266, parágrafo 7º: “Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.”

A construção do conceito de “paternidade responsável” exige uma desconstrução do modelo anterior (pai responsável = pai provedor) para uma visão moderna que ressalta o fenômeno na sua integralidade. A discussão em torno da promoção da paternidade e do cuidado também se relaciona diretamente com a luta pela superação das desigualdades entre homens e mulheres.

Desconstruindo um modelo

Estudos realizados por redes como Rede Nacional Primeira Infância e de Organizações como Instituto Papai, apontam que o investimento em políticas de valorização da paternidade e do papel do homem como cuidador tem o potencial de desconstruir um modelo dominante de masculinidade – patriarcal e machista – que reforça a desigualdade de gênero, abrindo caminho para a construção de outros modelos não violentos, baseados no afeto e no cuidado.

Na psicanálise, a função paterna, é um conjunto de funções/ações que podem ser exercidas por qualquer pessoa que assuma esse papel/figura perante a criança, independentemente do gênero e da sua ligação sanguínea.

Por esse motivo, a plataforma de formação paterna 4daddy levanta as bandeiras da paternidade ativa baseada numa criação afetiva, social e cidadã, e visa reposicionar a figura paterna nessa nova dinâmica.

Uma causa

Queremos aqui formalizar o nosso manifesto: #paternidaderesponsável – Um ato, um direito, uma escolha!

Um ato, pois queremos chamar a sociedade civil para “exercer” a função paterna baseada numa criação afetiva, social e cidadã de nossas crianças e adolescentes. Trata-se de atitude/ato social e político de conscientização.

Um direito, por que ser e ter um “pai” é um direito. Seja homem ou mulher, toda criança tem o direito de ter a figura paterna presente em sua vida. E todo(a) cuidador(a) adulto tem o direito e DEVER de exercer essa figura assistido(a) pelo Estado.

Uma escolha, já que as funções paternas e maternas podem ser exercidas por qualquer adulto que tenha sob sua responsabilidade uma criança e/ou um adolescente. Independente  do gênero ou orientação sexual, grau de parentesco biológico ou afetivo desse adulto. Ser pai, cumprindo suas obrigações legais, não é necessariamente exercer essa paternidade de forma afetiva e social. Ser cuidador, seja mãe ou pai, afetivo ou biológico, é uma escolha!

Apoie essa ideia, compartilhando esse manifesto! Convidamos a todos e todas, Estado, organizações privadas e públicas a se juntarem conosco para continuarmos construindo essa nova ideia. Estamos abertos para conversas e debates sobre o tema, e todos os assuntos a ele correlatos.”

 

Do Portal 4Daddy. Para acessar na íntegra: https://4daddy.com.br/carta-enderecada-a-sociedade-civil-e-ao-estado/

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

CADÊ O PAI DESSA CRIANÇA?
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Pais ausentes, descomprometidos, perdidos em seus papéis. Nessa realidade contemporânea, se A culpa é da mãe, cadê o pai da criança?

Baseada em sua experiência clínica e em pesquisas diversas, Betty Monteiro aborda os conflitos familiares, os modelos inadequados de pais – ilustrados com casos clínicos – e dá sugestões para resgatar a identidade paterna e mostrar sua importância na formação dos pequenos.

“O MÍNIMO PARA VIVER”: COMO ESCAPAR DOS GATILHOS DE TRANSTORNOS ALIMENTARES

Filmes, séries, novelas e reportagens podem fragilizar pessoas que já passaram pelo problema ou têm algum tipo de predisposição

Uma jovem que sofre com anorexia, depois de inúmeros tratamentos falhos, inicia um novo tratamento contra o problema com um médico nada convencional. Ao lado dela, outros seis jovens com transtornos alimentares.

Essa é a história do filme “ O Mínimo Para Viver ”, da Netflix. A ideia é retratar a realidade das pessoas que sofrem com transtornos alimentares , mostrar que elas não seguem necessariamente um padrão estético e que a luta não é exatamente conta a balança, mas contra a mente da pessoa. Entretanto, essas mesmas informações que podem ser de grande aprendizado para o público em geral podem desencadear pensamentos ruins naqueles que já passaram pelos problemas ou têm alguma predisposição.

Gatilhos para os transtornos

Rita Calegari, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica em entrevista ao Delas que isso acontece porque esse tipo de filme, assim como a série “13 Reasons Why”, que trata sobre suicídio, promove muita angústia pela forma com que são contados. “Pode fragilizar quem tem alguma aproximação com o tema, dependendo do indivíduo, da fase do tratamento ou a gravidade do transtorno”, afirma a especialista.

A psicóloga alerta que a fragilidade pode ser momentânea também. Um determinado mês ou uma determinada semana em que a pessoa está mais frágil e um filme, série ou até reportagem não cai bem. E os “gatilhos” podem não dar nenhum sinal antes de serem iniciados, como ocorre no filme da Netflix.

Sendo assim, aconselha Rita, se você acha que não está em uma fase boa para assistir a um produto com esse tema, não assista. “Se acha que pode fazer mal, respeite. É importante escutar a voz de dentro. Ninguém precisa provar nada para ninguém, e estamos falando de transtornos sérios, que matam aos poucos. Se você não se sente pronta, não precisa nem ficar se justificando. Apenas ouça a voz interior. Ela precisa ser reconhecida.”

É preciso respeitar os limites do próprio corpo e mente. A psicóloga explica que o objetivo da arte é realmente gerar sentimentos nas pessoas, nesse caso, a angústia. Então até pessoas que não têm problema algum podem ficar mais pensativas após assistir ao filme.

Já se a pessoa assistiu uma produção que não lhe fez bem, é importante ter com quem conversar. “Pense nisso como um bom mecanismo: conversar com um grupo de apoio, com um psicólogo, amigo, família. Fale o que incomodou, com o que se identificou, além de respeitar seus limites – se começou a assistir e percebeu que não vai ser legal, pode parar de assistir.”

Se você é mãe ou responsável de algum jovem, é interessante assistir junto, conversar, se interessar sobre o assunto para que seja possível ajudar os mais novos. Para Rita, o maior problema ainda é o tabu e o silêncio em torno do tema, e os adultos têm obrigação educativa de se informar sobre o assunto. “É bom conversar, dar um interpretação e significado para tudo o que foi visto e sentido. Nunca deixar os jovens sozinhos, já que eles precisam de nossas mãos como guias.”

Tabus

A produção da Netflix conta detalhes da vida de pessoas com transtornos alimentares. Se por um lado mostrar isso pode atingir pessoas com fragilidades, não falar disso pode criar um tabu ainda maior sobre o problema. O ponto, segundo Rita, é a sociedade aprender a conviver com toda a tecnologia que temos hoje.

“Estamos falando da primeira geração que já nasceu digital. A forma de falar dos problemas mudou, e a forma como lidamos com eles também deve mudar. Mas ainda são precisos estudos para avaliar os malefícios e benefícios dessas produções, não dá para falar se são totalmente boas ou ruins.”

Mesmo assim, a psicóloga encara com bons olhos a produção. Ainda mais pelo fato dela não ter romantizado os transtornos alimentares. “Pelo que eu vi do filme e das críticas, parece que há um conheço de que não há romantização do problema, e essa é a grande crítica dos órgãos sobre essas produções, que não se glamurize o problema, para servir mesmo para discussão.”

O problema de não se discutir essas questões é que elas se tornam tabus até mesmo para as pessoas mais próximas, familiares e amigos. Há muitas críticas que são mal fundamentadas, algumas pessoas não entendem que se trata de um problema de saúde e, pior, ainda acham que a pessoa está apenas querendo chamar atenção. O resultado? O indivíduo acaba se isolando quando não é compreendido, e isso só piora a situação.

Transtornos alimentares

Os mais conhecidos são a Bulimia e a Anorexia, mas não sãos os únicos transtornos alimentares. Normalmente, a pessoa passa a ter hábitos alimentares diferentes, como comer demais à noite ou ingerir coisas não nutritivas, como terra e plástico, só que o mais importante sobre esses transtornos é entender que se tratam de transtornos mentais associados à alimentação.

A psicóloga ainda explica que muitas pessoas acreditam que a pessoa que tem anorexia, por exemplo, não está fazendo algo saudável para a vida dela. Mas o problema é que para a pessoa que sofre com o transtorno ficar sem comer ou fazer muitos exercícios é algo bom.

“O conceito de saudável depende muito da boca de quem está falando. Muito anoréxicos, como a jovem do filme, olham para o espelho e se veem gordos. É preciso ter muito cuidado por conta da alteração de percepção, porque o saudável muda de sentido. É como se colocássemos óculos com lentes rosa, e aí passamos a enxergar e a julgar o mundo com essa coloração.”

As mulheres jovens são as principais pacientes dos transtornos alimentares, mas não são as únicos. Já percebe-se um aumento de casos entre homens e até mesmo em crianças. No caso das mulheres, a maior parte dos casos ocorre da adolescência até a faixa dos 30 anos, uma fase em que a mulher precisa afirmar seu lugar no mundo. A relação comida e família também tem grande importância, então os hábitos familiares e as cobranças que são feitas aos pequenos podem aumentar o risco desses problemas nos mais novos.

“É muito importante a avaliação médica e o diagnóstico correto. Muitas vezes, as pessoas adiam a ida ao médico, e o problema se agrava”, alerta Rita. No caso dos transtornos alimentares, o tratamento é feito por um equipe multidisciplinar, formada por médico, nutricionista e psicólogo. Caso suspeite que algum conhecido esteja passando por um problema ou se você mesma não está bem, procure um desses profissionais.

Matéria de Gabriela Brito, publicada no iG Delas em 02/08/2017. Para acessá-la na íntegra: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2017-08-02/transtornos-alimentares.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça as obras do Grupo Summus que falam sobre o tema:

ANOREXIA E BULIMIA
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

A EXPERIÊNCIA ANORÉXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

‘SIGA 8 PASSOS PARA PERDOAR DE VERDADE UMA TRAIÇÃO E SEGUIR EM FRENTE’

Ser alvo de uma infidelidade provoca vários sentimentos: mágoa, raiva, ciúme, vontade de se vingar… Por amor, muita gente decide relevar uma traição, mas desculpa o par somente da boca para fora. No íntimo, o ressentimento continua crescendo, impedindo a pessoa de seguir em frente e reconstruir a relação. Conversar muito sobre o que houve e fugir de culpas inúteis são alguns dos conselhos para conseguir perdoar de verdade. Veja outros, se você quiser, de verdade, relevar e tocar a vida do casal adiante:

Não faça de conta que nada aconteceu

Varrer a sujeira para debaixo do tapete só ajuda a acumular mais pó. Se quer mesmo perdoar e seguir em frente, não se reprima. Ser traído é muito dolorido, mas ignorar qualquer tipo de emoção significa não curar verdadeiramente a ferida. Sentir raiva, culpa, mágoa, decepção, fracasso, vergonha e sensação de perda faz parte do processo luto. Dói, mas é uma dor necessária.

Esgote o assunto com o par

Entender o que levou a pessoa a trair é fundamental, inclusive para motivar e selar o perdão. Portanto, converse muito com a pessoa e elimine todas as dúvidas e fantasmas de sua cabeça. Falar sobre o assunto é doloroso, claro, mas transformá-lo em tabu é pior ainda. Ao tentarem entender o que levou à infidelidade é possível compreender o que falta (ou não) na relação e, assim, reinventá-la.

Evite buscar mais detalhes

Os dois conversaram a fundo sobre o assunto e você decidiu superar o chifre e continuar o romance? Ótimo, então nada de ficar repetindo na mente cada trecho da conversa ou, pior, ir atrás de detalhes e informações sobre a vida da pessoa com quem o par traiu você, por exemplo. Fuçar redes sociais e alimentar a imaginação com fantasias só vão reviver e prolongar o sofrimento. E mais: você corre o risco de se tornar uma pessoa obsessiva e até adoecer, além de comprometer o futuro da relação.

Não caia no jogo da culpa

Pare de se martirizar procurando entender como e onde você errou. Evite, também, acusar as outras pessoas de mau-caratismo, maldade e frieza, entre outras coisas. Em vez de buscar culpados para a infidelidade, encare a experiência como uma oportunidade de olhar a relação de modo diferente e de fazer ajustes.

Pare de jogar na cara

Se resolveu perdoar e seguir em frente, vire a página. Não traga a história à tona a todo momento, seja na forma de indiretas ou de ameaças. Não use o que aconteceu para manter o outro sob controle ou de lembrá-lo o quanto você sofreu.

Dê um voto de confiança

Voltar a confiar é fundamental. A vontade de fiscalizar cada passo do outro é grande, mas é uma armadilha. Se você usar o controle para sufocar uma pessoa, será muito difícil seguir em frente. Cuidado para não transformar sua relação em uma prisão e criar novos problemas.

Não torne o episódio um reality show

Se há a mínima chance de perdão, evite sair contando o que houve por aí, ainda mais para gente que não tem relação alguma com o ocorrido. Embora você esteja buscando acolhimento, acredite, essas pessoas não ajudarão em nada. Ou, pior ainda, ajudarão de forma torta, usando as próprias experiências como parâmetro para dar pitacos inúteis. E lembre-se: publicar desabafos nas redes sociais é uma exposição desnecessária. Bico calado e discrição são as palavras-chave se você quer mesmo dar uma nova chance ao amor.

Valorize o que é bom

Em um primeiro momento, pode parecer uma tarefa árdua. Mas assim que conseguir organizar as ideias e pensar com clareza, faça uma lista mental dos momentos agradáveis e desagradáveis, das situações de gratidão, cuidado e entrega versus as de frustração, mágoa e decepção. Se a parte boa for mais relevante do que a ruim, você terá condições de sentir motivação para perdoar.

Fontes consultadas | Luciano Passianotto, psicoterapeuta e terapeuta de casais; Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC–SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica, de São Paulo (SP), e Thais Rabanea, psicóloga

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 03/08/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/08/03/siga-8-passos-para-perdoar-de-verdade-uma-traicao-e-seguir-em-frente.htm

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Conheça a obra da Ágora que tem a psicóloga Marina Vasconcellos entre os coautores:

PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
AutoresDalmiro M. Bustos, Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina da Costa Manso VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. Mauro, Vivien Bonafer Ponzoni
EDITORA ÁGORA

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

‘SEXO NA TERCEIRA IDADE! OS BENEFÍCIOS E OS ALERTAS PARA ESSA FASE DA VIDA’

Ter uma vida sexual ativa é a realidade de muitos idosos. Desequilíbrio hormonal, brinquedos sexuais e aplicativos de encontro envolvem o assunto

Ainda há quem pense que o sexo é algo raro quando se entra na terceira idade, mas a prática sexual  nessa fase da vida traz muitos benefícios para a saúde física e mental. O assunto pode parecer um tabu para algumas pessoas, porém não tem idade para o amor e os idosos estão cada vez mais ativos e usando até a tecnologia para encontrar parceiros.

“Tivemos grandes mudanças, para melhor, com o passar dos anos. O tabu diminuiu e os idosos estão se permitindo viver experiências novas”, afirma a sexóloga Priscila Junqueira. “Na terceira idade , normalmente, as pessoas já sabem o que gostam no sexo e estão mais confiantes”, completa.

Ser sexualmente ativo na terceira idade também é extremamente saudável. O andrologista e cirurgião geral e vascular Carlos Araujo Pinto explica que naturalmente os idosos não têm a mesma condição física dos jovens e algumas complicações com a saúde, que geralmente aparecem com a idade, podem até modificar as relações, mas o sexo não deixa de ser algo prazeroso.

“Por este motivo é sempre necessário consultar um especialista para verificar se está tudo bem clinicamente. Até mesmo porque muito idosos, principalmente homens, acabam se automedicando o que é extremamente perigoso e errado”, alerta o especialista.

Visitas ao médico ajudam no sexo

O acompanhamento clínico deve ser feito, mas a dúvida de muito idosos é saber com que frequência é necessário ir ao médico. Para Carlos, o ideal é visitar um profissional de confiança de uma a duas vezes por ano para fazer o famoso check-up geral. “É importante avaliar toda parte circulatória, hormonal, verificar se o idoso está na andropausa ou menopausa, além de uma avaliação de uma gama de fatores com exames de sangue”, fala.

O clínico geral e geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, Paulo Camiz, completa dizendo que a necessidade de consultar um médico pode sofrer uma variável, dependendo das doenças e do estado de saúde que o paciente apresenta.

“Na consulta devem ser abordados temas como a libido, a qualidade das ereções, a lubrificação vaginal e possíveis queixas de dor local. O principal exame complementar é o da dosagem de testosterona para o homem, sem esquecer a avaliação médica em consulta, a chamada anamnese”, diz o geriatra.

Métodos contraceptivos

Com o passar dos anos, as mulheres chegam à fase da menopausa e passam a não ter mais a ovulação. Mas passar dos 50 não é garantia para evitar uma gravidez indesejada. Carlos conta que conhece vários casos em que as mulheres passaram dessa idade e conseguiram engravidar. “Comumente, elas devem procurar o ginecologista para verificar o melhor método contraceptivo, porém o mais importante é o preservativo que além de prevenir a gravidez indesejada, evita as DST”, aconselha.

Já para os homens o mais indicado é a vasectomia e também o preservativo. “É muito comum que os homens acima de 50 anos não utilizem preservativos, o que é um erro. No consultório, me deparo sempre com homens mais maduros que adquirem doenças por ter preconceito com a camisinha ou por terem relacionamentos parcialmente ‘duradouros’ e, por isso, acreditam que não existe mais a necessidade do uso do preservativo”, aponta o andrologista.

Para se ter uma ideia, o número de casos de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) simplesmente dobrou entre as pessoas acima dos 50 anos na última década. É um dado preocupante ao levar em consideração que cerca de 80% dos adultos entre 50 e 90 anos são sexualmente ativos.

Dados do Ministério da Saúde indicam que de 4% a 5% das pessoas que possuem mais de 65 anos são portadores do vírus HIV, essa porcentagem representa um aumento de cerca de 103% entre os homens e mulheres da terceira idade no últimos anos. Por esses e outros motivos, é sempre importante se prevenir durante o sexo.

Desequilíbrio hormonal

Vale ressaltar que conforme a idade avança, o corpo vai passando por mudanças, então é preciso alguns cuidados. “Investigar como estão os hormônios é importante, pois o desequilíbrio hormonal pode trazer queda na libido, disfunção erétil e outras disfunções sexuais”, explica a sexóloga Priscila Junqueira.

Assim que a mulher vai entrando na menopausa, o casal paralelamente entra em uma frigidez e as relações sexuais passam de duas a três vezes por semana para uma vez a cada quinze dias e, em alguns casos, acontece somente uma vez por mês.

Isso é péssimo para o relacionamento! Por este motivo, é preciso avaliar toda parte hormonal de ambos e nunca aderir à automedicação. “É preciso verificar se há pré-existência de problemas circulatórios associados. É essencial ambos buscarem tratamentos médicos para uma vida sexual plena”, ressalta Carlos.

Em alguns casos, o uso da medicação é necessário, mas é preciso ficar atenta a alguns detalhes:

  • Automedicação é errado, então nada de utilizar o remédio que uma amiga, irmã, prima indicou;
  • Também não faça o contrário, é extremamente contraindicado o repasse de medicamentos;
  • Cada caso é um caso, então antes de tomar qualquer atitude ou conclusão precipitada é preciso ser avaliada por um especialista.

Existem também métodos naturais que podem ajudar. Segundo Paulo, a prática de atividade física e a proximidade do casal são alguns deles. “Ambos podem ter relações satisfatórias e prazerosas de maneira natural desde que saibam se estimular e tenham paciência um com o outro. A atividade física, além de deixar o casal fisicamente mais atrativo, também ajuda na libido”, explica.

Comunicação entre o casal

O sexo pode se tornar um assunto delicado com o passar dos anos, mas o diálogo entre o casal é fundamental. “Para muitos idosos, a sexualidade é um assunto bastante sensível e pouco explorado entre os casais. Isso faz com que muitos se privem de explorar uma condição que pode ser muito prazerosa e fonte de felicidade e união também nesta fase da vida”, fala Paulo.

A falta de comunicação pode atrapalhar a vida sexual, já que o tratamento não será completo se um dos dois tiver dificuldades de dividir os problemas que estão passando. “Recentemente atendi um paciente que não disse para a companheira que está com problemas na parte hormonal, circulatória e falhas no desempenho sexual”, expõe Carlos.

O tratamento precisa envolver o casal. O andrologista explica que é importantíssima a presença de ambos, pois muitas vezes na consulta, o homem conta parte dos sintomas e a companheira contribui com o restante das informações e assim o profissional consegue identificar qual é o real quadro clínico.

No Brasil, mais de 80% dos homens fazem uso de medicamentos para estimular a ereção sem uma prescrição médica e não dividem isso com a esposa. “O machismo ainda é muito presente, e isso faz com que eles se calem e acreditem que dividir o problema os farão ‘menos homens’. Alguns têm DST e acabam passando para a companheiras por falta de diálogo e uma conversa franca”, acrescenta Carlos.

 

Texto parcial de matéria de William Amorim, publicado originalmente no iG Dela, em 29/12/2016 e atualizado em 26/07/2017. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/amoresexo/2016-12-29/sexo-terceira-idade.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler e Myrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira, ou seja, cerca de 66,5 milhões de pessoas. Assim, todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

‘CONHECE A ASTROLOGIA VOCACIONAL? TEM GENTE USANDO PARA MUDAR DE CARREIRA’

A jornalista Lívia*, 32, iniciou a transição para uma nova carreira após receber os resultados da sua consulta astrológica voltada à área profissional. A médio prazo, planeja abandonar a área de produção de conteúdo para turismo e tornar-se escritora. “Já comecei a escrever e tenho me sentido bem satisfeita”, conta.

Segundo a astróloga Lilian Marins, a maior parte das pessoas tem habilidades múltiplas e nem sempre consegue utilizar todas as suas potencialidades em uma única profissão. E a astrologia vocacional – uma técnica de análise focada na carreira – pode ajudar a encontrar aptidões que, até então, não estavam sendo utilizadas no trabalho, indicando um novo caminho a seguir.

Como faz?

Toda a avaliação é feita a partir do Mapa Natal, que é a fotografia dos astros no céu no momento e local de nascimento da pessoa. Para tirar conclusões, os astrólogos avaliam a posição de cada astro e também os aspectos que formam entre si. “Os planetas, asteroides, Sol e Lua mostram uma relação e, por meio dessa linguagem simbólica que é a astrologia, explicam, definem e informam o funcionamento físico, emocional e intelectual da pessoa”,  explica a astróloga Elizabeth Nakata.

Algumas áreas específicas do Mapa merecem mais atenção, como acontece com as Casas 2, 6 e 10, que respondem pela realização material e profissional.

Quem procura?

Segundo os astrólogos, um dos focos da astrologia vocacional é dar suporte para decisões relacionadas a mudanças de função, de emprego ou mesmo de área profissional. Porém, a técnica também pode auxiliar os jovens em época de vestibular. “O Mapa permite que o estudante possa escolher de forma mais consciente entre um extenso leque de opções, para contemplar o uso adequado de suas habilidades, em sintonia com a sua verdadeira vontade”, explica o astrólogo Patrick Mesquita.

A estudante Juliana Mattos, 21, estava em dúvida sobre qual curso escolher, até fazer o Mapa Natal com esse objetivo. “Eu me surpreendi com as coisas que o astrólogo falou sobre mim! E uma das primeiras observações que ele fez foi que eu poderia me dar bem trabalhando com tecnologia”, conta. Era o impulso que faltava para ela mudar de cidade e iniciar um curso de informática. “Atualmente, estou bem feliz com a minha decisão”, diz.

Qual é o resultado?

Após a análise do Mapa, o astrólogo deve apontar algumas possibilidades ao cliente, mas jamais apresentará um resultado determinante sobre o futuro profissional. “O astrólogo que eu consultei me mostrou informações que o Mapa trazia sobre minhas características pessoais, potencialidades e até dificuldades relacionadas ao lado profissional. Eu tomei minha decisão entre os vários caminhos que ele me apontou”, diz Lívia.

Também é possível descobrir que se está na área certa, porém, em um local de trabalho inadequado. “Na astrologia vocacional, identificamos aspectos como necessidade de segurança, habilidade para lidar com assuntos financeiros, ambientes de trabalho mais propícios, entre outros”, afirma a astróloga Titi Vidal.

*Nome trocado a pedido da entrevistada.

Reportagem de Gabriela Guimarães e Rita Trevisan publicada originalmentne no UOL, em 26/07/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/horoscopo/noticias/redacao/2017/07/26/conhece-a-astrologia-vocacional-tem-gente-usando-para-mudar-de-carreira.htm

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Se interessou pelo assunto? Conheça:

VOCAÇÃO, ASTROS E PROFISSÕES
Manual de astrologia vocacional (acompanha CD)
Autores: Márcia Mattos e Ciça Bueno
EDITORA ÁGORA

A astrologia, neste livro de duas das mais conceituadas profissionais da área, se mostra uma ferramenta poderosa para auxiliar na identificação da verdadeira vocação. Um CD para que cada um faça a própria análise astrológica, completa esta obra dirigida a jovens e adultos em busca do melhor caminho profissional.

‘HOTEL DO SONO EM SP QUER ENSINAR COMO DORMIR MELHOR’

Coisas que eu aprendi depois de passar uma noite no Hotel do Sono, em São Paulo: quarto e banheiro com iluminação indireta de fato ajudam a ligar o botão da sonolência, não é só o chá de camomila que ajuda a dormir melhor (alface, cereja e aveia também estão na lista) e é muito, muito difícil desapegar do celular pelo menos duas horas antes de dormir, como foi recomendado.

Confesso que, na falta de TV no quarto, às vezes uso o aplicativo da Netflix como sonífero. Eu sei que muitos médicos torceriam o nariz –tanto para as luzes fortes a essa hora como para a proximidade do aparelho na cama–, mas para mim funciona. Infelizmente, não sou do tipo que deita na cama e apaga.

Mas, depois de ter recebido várias recomendações para ter um sono melhor, me senti na obrigação de colocá-las em prática. Fiz uma refeição leve, bebi suco de maracujá, tomei um banho quente à meia luz e fui pra cama já com sono.

Fiquei quietinha por uns 50 minutos, mas barulhos inusuais (caminhões passando, o ruído do frigobar) não ajudaram. Ansiosa, não resisti e peguei o celular (no modo noturno, com pouca luz). Sanada a abstinência, o sono veio.

COMO FUNCIONA

Instalado em um casarão na Vila Mariana onde normalmente funciona o We Hostel, o Hotel do Sono é temporário e talvez se torne itinerante, dependendo de seu sucesso.

Ele funciona até o dia 24 de julho e, até lá, oferece atividades gratuitas ao público: palestras com médicos do sono, tour guiado com dicas de como dormir melhor e exemplos de um bom quarto e aulas de meditação e respiração. Só é preciso agendar um horário no site do projeto. A hospedagem, porém, não é aberta ao público.

A iniciativa é da Medley, que não revela quanto gastou no empreendimento, que incluiu uma reforma no hostel e novo mobiliário.

A empresa, junto com a Sanofi, lidera o mercado de tratamentos terapêuticos para a insônia, segundo Carlos Aguiar, diretor da Medley. “Mas não estamos fazendo propaganda de remédio, não há nenhuma menção a isso no hotel. Estamos levantando a bandeira do problema e dizendo ‘você precisa cuidar do seu sono e, se não conseguir melhorá-lo mudando o comportamento, procure seu médico'”, afirma ele.

“Não dormir bem não é normal. Ter problema no sono é um problema de saúde e pode ter consequências a curto e longo prazo, mas muita gente não reconhece isso”, diz Rosa Hasan, neurologista especialista em sono e médica assistente no laboratório do sono do IPq (Instituto de Psiquiatria do HC da USP).

Segundo ela, dormir mal pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, de obesidade e de alterações cognitivas, perda de libido e piora a aparência da pele.

O quadro é pior em cidades grandes. Segundo estudo publicado na revista científica “Sleep Medicine”, até 40% das pessoas que moram na cidade de São Paulo sofrem de insônia em algum grau. O transtorno é a dificuldade de manter o sono (e não só de pegar nele) e causa cansaço, irritação, dificuldade de concentração e dor de cabeça.

Além das dicas já conhecidas para ter uma boa e reparadora noite de sono, Hasan faz uma recomendação pertinente e atual: quando estiver prestes a dormir, evite entrar em contato com conteúdo que cause preocupação, aborrecimento e brigas (leia-se: talvez seja a melhor hora para silenciar aquele grupo no WhatsApp).

Matéria de Mariana Versolato, editora-adjunta de “Cotidiano, publicado na Folha S. paulo, em 18/07/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/07/1902032-hotel-do-sono-em-sp-quer-ensinar-como-dormir-melhor.shtml

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Quer saber mais sobre problemas do sono e tratamentos? Conheça o livro:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz
MG EDITORES

Quando os problemas de sono de repetem com freqüência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.