‘QUASE 10 MILHÕES DE PESSOAS AINDA NÃO SE VACINARAM CONTRA A GRIPE’

Matéria publicada no iG, Saúde em 19/06/2018.

Crianças menores de cinco anos compõem o grupo com menos adesão do público-alvo para a campanha de imunização, com 4,4 milhões sem vacina

O Ministério da Saúde informou que 9,5 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não se vacinaram contra gripe. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (19), a apenas três dias para o fim da campanha nacional de vacinação, que termina nesta sexta-feira (22).

Deste total, 4,4 milhões são crianças menores de cinco anos. Por causa da baixa cobertura vacinal contra gripe , o governo já havia prorrogado a campanha por mais uma semana. A meta do governo é atingir 90% do público prioritário, que totaliza 54,4 milhões de pessoas, mas o índice de cobertura alcançado até agora foi 80,7%, o equivalente a 44,8 milhões de pessoas.

As crianças de seis meses a cinco anos de idade e as gestantes, um dos grupos prioritários mais vulneráveis à gripe, registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com cobertura de apenas 65% e 68,9%, respectivamente. Já o público com maior cobertura da vacina contra a gripe é o de professores, com 95,1%, seguido pelas puérperas – mulheres que deram à luz em até 45 dias -, com 94,1%. Os idosos, cujo índice de cobertura é de 88,7% e a população indígena, com 88,5% de vacinação, aparecem em seguida entre os públicos imunizados. Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 86,8%.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Por região

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62% do público-alvo imunizado. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura até agora: de 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%, informou o ministério.

Disponibilidade

Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação contra a gripe poderá ser ampliada para crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. Em nota, o Ministério da Saúde reforçou a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar contra a gripe os grupos prioritários, em especial crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62%. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura: 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%.

Dados

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 9 de junho, foram registrados 2.715 casos em todo o país, com 446 óbitos. Do total, 1.619 casos e 284 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 563 casos e 87 óbitos. Além disso, foram 259 registros de influenza B, com 30 óbitos e os outros 274 de influenza A não subtipado, com 45 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 1.227 casos e 204 óbitos por complicações relacionadas à gripe.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a média de idade foi 52 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes, segundo dados do ministério. Dos 374 indivíduos que foram a óbito por influenza, 267 (71,4%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2018-06-19/gripe-vacinacao-campanha.html

 

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Tem dúvidas sobre vacinação? Conheça:
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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘EM PAÍS QUE VALORIZA A VELHICE, IDOSOS VIVEM COM MAIS SAÚDE’

Pesquisas apontam menor depressão e risco de demência, além de recuperação física mais rápida

Jim Rendon e Olufemi Terry, WASHINGTON. Reproduzido na Folha de S. Paulo de 13/06/32018.

Aos 85 anos, Claude Copin, uma soldadora francesa aposentada, parece ter descoberto o segredo para viver uma vida longa e saudável. Ela se mantém ativa jogando petanca com amigos em Paris.

E ela os atormenta para apresentá-la a seus filhos, muitos deles adolescentes. Esses adolescentes a levam a festas e filmes, às vezes esquecendo da idade que ela tem.

“Faço minha vida ser bonita. Ainda sou saudável porque tenho minhas atividades e conheço gente”, diz Claude.

Ela está certa. Um número crescente de pesquisas e dados globais coletados e analisados pela Orb Media mostram forte conexão entre a forma como vemos a velhice e a nossa qualidade de vida.

Pessoas com visões positivas da velhice tendem a viver mais e com melhor saúde mental e física do que aquelas com visões negativas.

Os mais velhos em países com baixos níveis de respeito pelos idosos também tendem a apresentar níveis mais altos de pobreza.

Como a taxa de envelhecimento da população está subindo rapidamente em muitos países, uma mudança de atitude poderia trazer benefícios.

Se as tendências populacionais continuarem, em 2050 uma em cada cinco pessoas no mundo terá mais de 65 anos, e quase meio bilhão terá mais de 80 anos.

Surpreendentemente, em um mundo repleto de pessoas mais velhas, as visões negativas da velhice são comuns.

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde descobriu que 60% das pessoas em 57 países tinham opiniões negativas sobre a velhice.

As pessoas mais velhas são frequentemente vistas como menos competentes e menos capazes do que as mais jovens e consideradas um fardo para a sociedade e as famílias, em vez de valorizadas por sua sabedoria e experiência.

A Orb Media compilou dados de 150 mil pessoas em 101 países para aprender sobre seus níveis de respeito pelos idosos. O Paquistão ficou entre os países que obtiveram as maiores pontuações.

O respeito pelos idosos é uma tradição de longa data no Paquistão, diz Faiza Mushtaq, professora de sociologia no Instituto de Administração de Empresas em Karachi.

Mas, à medida que mais gente se muda para as cidades, estruturas familiares tradicionais tem se rompido. Sem uma rede de apoio do governo, muitos caem na pobreza extrema, diz a professora.

No entanto, ela afirma que há benefícios tangíveis para o respeito à velhice. “É uma maneira muito mais saudável de assumir o processo de envelhecimento, em vez de ter todas as suas noções de bem-estar, beleza e valor próprio ligados à juventude”, diz Faiza.

Com a expectativa de vida mais longa do mundo e baixas taxas de natalidade, o Japão está à frente dessa mudança demográfica global.

A Orb encontrou baixos níveis de respeito pelos idosos no país. Kozo Ishitobi, um médico de 82 anos que trabalha em um lar de idosos, diz que os idosos eram tradicionalmente vistos como um fardo.

“Os japoneses estão começando a perceber que idosos precisam de apoio. Todos nós passamos por isso, então devemos apoiar uns aos outros.”

A atitude de uma pessoa em relação ao envelhecimento tem implicações amplas. Becca Levy, professora de epidemiologia na Faculdade de Saúde Pública da Universidade Yale (EUA), é fascinada pelo poder dos estereótipos sobre idade há décadas.

Ela começou seu trabalho nos anos 90 com um palpite: se os idosos são respeitados na sociedade, talvez isso melhore sua autoimagem. “Isso pode, por sua vez, influenciar sua fisiologia e influenciar sua saúde”, diz Becca.

Nas últimas duas décadas e meia, a professora e pesquisadores que estudaram o assunto descobriram exatamente isso: pessoas com visões positivas sobre a velhice vivem mais e envelhecem melhor.

São menos propensas a ficar deprimidas ou ansiosas; demonstram maior bem-estar e se recuperam mais rapidamente de doenças. São menos propensas a desenvolver demência e características da doença de Alzheimer.

Em um estudo, Becca descobriu que americanos com visões mais positivas sobre o envelhecimento, que foram acompanhados ao longo de décadas, viveram 7,5 anos a mais do que os com visões negativas.

Estudos na Alemanha e na Austrália encontraram resultados semelhantes.

A pesquisa e análise da Orb revelaram que esses efeitos também podem ser vistos entre culturas diferentes. As pessoas mais velhas em países com altos níveis de respeito aos idosos relatam melhor bem-estar mental e físico, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, das Nações Unidas e outros.

Esses países também possuem menores taxas de pobreza entre a população com mais de 50 anos em comparação com jovens do mesmo país.

Parece simples demais: como uma atitude melhor em relação à velhice ajuda alguém a viver mais? Becca descobriu que pessoas com estereótipos negativos sobre idade têm níveis mais altos de estresse, que prejudica a saúde. Aqueles que esperam uma vida melhor na velhice também são mais propensos a se exercitar, comer bem e ir ao médico, diz Becca.

Esse é o caso de Marta Nazaré Balbine Prates, de 57 anos, cuja família se mudou para a casa dos avós em São Paulo, no Brasil, há uma década.

Ela deixou seu trabalho como nutricionista em um hospital para cuidar dos pais (seu pai morreu no início do ano). Foi difícil financeiramente e emocionalmente, mas ela diz que a experiência a fez pensar sobre o tipo de vida que quer para sua velhice. “Procuro cuidar da alimentação, faço atividade física na medida do possível. Quero chegar à velhice em boa condição física.”

Deveríamos estar gratos por nos preocuparmos em envelhecer, diz Marília Viana Berzins. Ela trabalha com idosos no Brasil há 20 anos e fundou a organização não governamental Observatório da Longevidade e Envelhecimento Humano. “A velhice é a maior conquista da humanidade no século passado”, diz ela.

Segundo Marília, “quando a velhice for vista apenas como uma fase da vida, vamos melhorar, e os idosos serão tratados com mais respeito”.

Mudar os estereótipos não é simples. As pessoas criam suas concepções sobre o envelhecimento quando são crianças, diz Corinna Loeckenhoff, professora de gerontologia da Faculdade de Medicina Weill Cornell (EUA), que estuda estereótipos entre culturas.

Infelizmente, as crenças negativas são frequentemente construídas a partir de impressões inexatas.

À medida que as pessoas envelhecem, sua saúde geralmente permanece estável até cerca de cinco anos antes de morrerem, diz Corinna. Só então a maioria das pessoas sofrerá o declínio mental e físico mais associado à velhice.

“As pessoas continuam confundindo envelhecimento com morte”, diz Corinna.

Alguns pesquisadores dizem que o aumento do contato significativo entre jovens e idosos pode derrubar estereótipos negativos.

Nos últimos cinco anos, a Résidence des Orchidées, uma casa de repouso na França, vem tentando fazer isso. Toda semana crianças de uma creche vizinha visitam os moradores. Pierre Vieren, um empresário aposentado de 92 anos, adora ver as crianças.

“Todos acenam para mim para dizer oi. Isso é meu raio de sol pela manhã.”

A diretora da casa de repouso, Dorothee Poignant, diz que a experiência normaliza a velhice para as crianças. “Recria um espírito de família com alegria, crianças rindo, mais velhos rindo”, diz ela. “Não temos apenas idosos: temos crianças, idosos, deficientes. É inclusivo.”

Todo mundo pode sair ganhando com ideias mais positivas sobre a velhice, afirma Corinna. “Você será a vítima ou beneficiário do seu próprio estereótipo à medida que envelhece.”

A Orb Media é uma organização jornalística sem fins lucrativos sediada em Washington, nos EUA. A reportagem original completa pode ser lida no site da organização.

MAIS VELHOS SÃO OS MAIS PREPARADOS, DIZEM BRASILEIROS

Em comparação com os mais novos, são os mais velhos os mais responsáveis, honestos, éticos e dedicados, mostra pesquisa Datafolha que detalhou valores e comportamentos de diferentes faixas etárias.

A cada 4 pessoas, 3 consideram que são os mais velhos que possuem mais essas qualidades. Para 56% dos brasileiros, os mais velhos são também os mais preparados para o trabalho.

Apesar da visão positiva, 90% disseram acreditar que há preconceito contra os idosos no país.

A pesquisa mostrou ainda que 56% dos com 60 anos ou mais estão satisfeitos com seu estado de saúde.

Para ler a reprodução na íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/06/em-pais-que-valoriza-a-velhice-idosos-vivem-com-mais-saude.shtml

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Se você tem interesse pelo tema, conheça:

VELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores.

Prefácio de Mario Sergio Cortella.

 

‘UM ANO APÓS MEC MUDAR REGRA, POLOS DE ENSINO A DISTÂNCIA AUMENTAM 133%’

…………………………………………………………………Matéria de Júlia Marques, publicada no Estadão Conteúdo e reproduzida no UOL em 28/05/2018.

Mariane Gouveia, de 51 anos, estuda até nas brechas do trabalho. Entre uma reunião e outra como mediadora de conflitos em um centro judiciário de Praia Grande, na Baixada Santista, ela aproveita para assistir a aulas ou rever explicações na tela do celular. Mariane cursa uma graduação a distância – modalidade que cresce no país.

Um ano após a publicação de um decreto que regulamenta a modalidade, o número de polos de ensino a distância (EAD) autorizados no Brasil cresceu 133%. Antes da regra, eram 6.583. Hoje já chegam a 15.394, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). O resultado é a capilarização do EAD no País. Entidades de classe, a maior parte ligada a carreiras da área de saúde, porém, criticam o modelo, enquanto especialistas veem risco de que a expansão resulte em queda na qualidade e falta de fiscalização.

O decreto eliminou a exigência de que o governo fizesse visitas prévias aos câmpus e deu autonomia às instituições para a criação dos próprios polos, desde que elas cumpram parâmetros de qualidade definidos pelo governo. O número de polos que podem ser criados hoje é calculado com base no Conceito Institucional (CI) da escola, obtido em avaliações feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep). Quanto maior o conceito, maior a qualidade. Instituições com CI igual a 3 (o mínimo satisfatório) podem ter até 50 polos; se o CI é igual a 4, o número aumenta para 150 e, se o CI é 5, a instituição pode criar até 250 polos.

A regra também regulamentou o surgimento de centros exclusivos para educação a distância. Mas, desde maio do ano passado, isso não ocorreu. As quatro instituições credenciadas no país para oferecer apenas cursos a distância já existiam antes do decreto.

Logística

Para Mariane, veterana de graduações presenciais, a instalação de um polo da Estácio em Praia Grande pesou na decisão pelo curso de Mediação, um tecnólogo focado na solução de conflitos judiciais. Ela trabalha e mora na cidade e, no início do curso, teve de ir mais vezes ao polo para tirar dúvidas sobre a plataforma. Hoje, elogia a possibilidade de estudar e continuar trabalhando. “Não preciso esperar terminar a faculdade para aí sim entender a prática.”

A unidade foi uma das 171 que passaram a funcionar a partir do segundo semestre do ano passado. Segundo Aroldo Alves, vice-presidente de EAD da Estácio, a quantidade de municípios com unidades quase dobrou no período. “Vamos aos menores, para dar acesso ao ensino superior onde não seria viável a instalação de um câmpus.”

Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Luciano Sathler diz que as regras para a modalidade no Brasil facilitam o acesso ao ensino superior. “Antes, tínhamos um número muito grande de polos com poucas instituições.”

Opção

O ensino a distância não é a primeira opção de brasileiros. É o que mostra estudo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que entrevistou 1.012 pessoas. 56% disseram preferir a graduação presencial, contra 27% que preferem o EAD. Para Celso Niskier, vice-presidente da Abmes, porém, cresce o número de adeptos do ensino a distância, especialmente entre os mais novos. “O jovem tem compreensão maior de como a tecnologia pode ser usada no ensino.” Cursos online na área de Educação são os que registram mais matrículas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Para ler a reprodução no UOL, acesse: https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2018/05/28/um-ano-apos-mec-mudar-regra-polos-de-ensino-a-distancia-aumentam-133.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel MoranJosé Armando Valente
SUMMUS EDITORIAL

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.

‘COMO SEI SE A MINHA TRISTEZA É REALMENTE DEPRESSÃO?’

De Gabriela Ingrid, publicada no VivaBem em 22/05/2018.
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“Suspeito que tenho depressão. Como é feito o diagnóstico da doença? Existem exames para isso?”

O diagnóstico da depressão é feito de maneira clínica, geralmente por meio de uma entrevista com um psiquiatra. O médico aplica um questionário com avaliação de diversos sinais e sintomas. A doença possui múltiplas formas de apresentação, mas um dos sintomas que todo paciente com o problema tem é a tristeza ou o desprazer com a vida.

Além de analisar os sentimentos e as emoções do paciente, o especialista avalia os sintomas físicos, como falta de energia, falta de apetite e falta de sono, e sintomas cognitivos, como falta de concentração e dificuldades com a memória.

Não há exames clínicos que confirmam ou detectam a depressão. O médico costuma pedir exames por outros motivos, já que outras doenças psiquiátricas e não psiquiátricas podem estar associadas à depressão, desencadeando-a ou perpetuando os sintomas depressivos, como o hipotireoidismo.

Apesar de o psiquiatra ser o especialista no assunto, o diagnóstico não é necessariamente feito por ele. A maioria dos casos é detectada pelo clínico geral ou pelo ginecologista, que acabam encaminhando o paciente para o psiquiatra. Muitas vezes a depressão ainda é identificada com o psicólogo, geralmente procurado com maior frequência, que também encaminha para o especialista. Se o indivíduo não tem acesso a um psiquiatra, um clínico geral também está habilitado para tratar inicialmente uma depressão.

Fontes: Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico e diretor tesoureiro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), presidente eleito da APAL (Associação Psiquiátrica da América Latina); Fernando Fernandes, médico psiquiatra do Programa de Transtornos do Humor do IPq (Instituto de Psiquiatria) da USP, coordenador do programa de tratamento de depressão.
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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/22/como-e-feito-o-diagnostico-de-depressao.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros:

 

A TRISTEZA PERDIDA
Como a psiquiatria transformou a depressão em moda
Autores: Jerome C. WakefieldAllan V. Horwitz
SUMMUS EDITORIAL

Nos últimos anos, a depressão se transformou no distúrbio mais tratado por psiquiatras. Ao mesmo tempo, o consumo de antidepressivos aumentou significativamente. Neste livro, Horvitz e Wakefield criticam tal postura, mostrando que a tristeza, comum a todo ser humano, vem sendo tratada como doença – e expondo as implicações dessa prática para a saúde.
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

DEPRESSÃO
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Sue Breton
EDITORA ÁGORA

A depressão cobre uma vasta gama de emoções, desde o abatimento por um episódio do cotidiano até o forte impulso suicida. Este guia mostra os diferentes tipos de depressão e explica os sentimentos que os caracterizam, para ajudar os familiares e os profissionais a entender a pessoa em depressão. Ensina também como ajudar a si mesmo e a outros depressivos.
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UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

‘COMO CONTROLAR A ANSIEDADE? DE ONDE ELA VEM?’

O cérebro fica em uma espécie de estado de alerta com relação a situações que ainda não ocorreram

Quando estamos prestes a enfrentar acontecimentos importantes, como uma prova difícil, ou mesmo diante de eventos do dia a dia, como o medo do chefe por aquele trabalho atrasado ou o receio do trânsito na volta para casa, não é incomum ficarmos ansiosos.

Nesses casos, colocamos nosso cérebro em uma espécie de estado de alerta com relação a situações que ainda não ocorreram.

“São situações de ameaça, mas de ameaça não concretizada, algo que imaginamos”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP. “Costumo dizer que a depressão é um excesso de passado, ao passo que a ansiedade é um excesso de futuro.”

Quando o cérebro entende que estamos em uma situação de perigo, ele reage. Há liberações altas de neurotransmissores e do hormônio cortisol, envolvido na reação de estresse –a respiração fica mais curta, os músculos tensionam, o sangue flui da extremidades para o coração, que passa a bater mais rápido.

De acordo com Nabuco, a tecnologia, a despeito de seus benefícios, colabora para criar ou intensificar situação de ansiedade.

“Tudo se processa hoje de forma quase instantânea. Toda hora somos procurados, estimulados, incitados… Esse excesso de estimulação estressa o cérebro”, diz. O Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, segundo dados da OMS: 9,3% da população.

O psicólogo sugere algumas medidas para controlarmos a ansiedade:

  1. Faça apenas uma coisa de cada vez;
  2. Respeite o ritmo biológico e busque manter uma rotina diária e semanal;
  3. Pratique atividades físicas regularmente;
  4. Tente fazer exercícios de respiração;
  5. Experimente fazer alguns minutos de meditação diária.

Em situações em que a ansiedade se torna crônica e a pessoa perde o controle das emoções, é recomendável que ela procure um psicólogo ou um psiquiatra.

O tratamento normalmente envolve terapia e uso de remédios, incluindo ansiolíticos, antidepressivos e sedativos, que não devem ser utilizados sem acompanhamento médico.

Publicado na Folha de S. Paulo, em 17/05/2018. Para acessar na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/05/como-controlar-a-ansiedade-de-onde-ela-vem.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro do psiquiatra Breno Serson, publicado pela MG Editores:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

 

‘GENÉTICA, ESTRESSE, DIETA, DOENÇAS: VEJA 8 RAZÕES PARA A QUEDA DE CABELO’

Ver o ralo do banheiro e a escova sempre lotados de cabelo causa aflição em você? Calma, isso nem sempre é sinal de que você está ficando careca. É natural perder entre 50 e 100 fios por dia, assim como a diminuição do volume da moldura do rosto conforme envelhecemos.

“Geralmente, o cabelo cresce por mais ou menos seis anos, entra numa fase de repouso e cai três meses depois”, explica a dermatologista Fabiana Brenner, assessora do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Isso acontece de forma assincrônica, então, há sempre fios em processo de crescimento ou queda.

O problema é quando a perda dos fios se torna intensa e precoce. Em muitos casos, o problema é causado por doenças, medicamentos, hábitos ou situações que exigem muito do organismo. A boa notícia é que existe solução para a maioria dessas situações, desde que um dermatologista seja consultado o quanto antes, para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado. Comprar produtos por conta própria pode sair caro e não resolver o problema, já que as causas tendem a variar bastante.

A seguir, você vê as principais condições associadas à perda de cabelo.

1 – Genética, a maior vilã

Mais ou menos 50% dos homens e até 40% das mulheres acima dos 50 anos sofrem com a chamada alopecia androgenética, ou seja, a calvície determinada geneticamente. O termo “andro” se refere ao hormônio masculino: nessas pessoas, uma enzima converte a testosterona em DHT (dihidrotestosterona), e essa molécula faz o folículo capilar diminuir de tamanho progressivamente.

O processo é mais intenso para os homens, sendo que a região frontal (entradas) e a coroa são os maiores alvos. “Já nas mulheres o padrão é diferente, e o centro do couro cabeludo é mais afetado”, descreve Brenner. Em ambos, o problema pode ter início na adolescência.

Interromper o processo de queda pode envolver diversas frentes: o uso de loções com princípios ativos como o minoxidil e medicamentos de ação hormonal são as principais indicações para a alopecia androgenética. Entre os homens, a droga mais utilizada é a finasterida. No entanto, muitos têm medo de utilizar o medicamento para calvície por acreditar que ele causa impotência. O problema até está descrito na bula, mas especialistas dizem que isso ocorre em menos de 1% dos casos e pode estar associado a alterações hormonais e estresse, não ao remédio. Já para as mulheres, anticoncepcionais, espironolactona e ciproterona são algumas opções; a finasterida só pode ser indicada após a menopausa.

A dermatologista Valéria Marcondes, membro da SBD e da Academia Americana de Dermatologia, conta que tratamentos feitos em consultório, como laser, mesoterapia e aplicação de LED, ajudam a estimular as células do couro cabeludo e trazem resultados positivos para os pacientes. A cada dia surgem novidades na área: “Algo que já está bem estabelecido na Europa e deve vir para o Brasil em breve é o tratamento com plasma rico em plaquetas, retiradas do sangue do próprio paciente e reinjetadas no couro e reinjetadas no couro cabeludo”, conta a médica.

2 – Estresse ou ansiedade

Após situações que envolvem sobrecarga física e/ou emocional, como infecções, cirurgias, gravidez, parto, dietas radicais, luto ou quadros depressivos, muita gente observa tufos de cabelo ficarem no travesseiro ou na escova, o que os médicos chamam de eflúvio telógeno. Em geral, o problema surge cerca de três meses depois do momento de grande tensão e pode se resolver sozinho, assim que o corpo se recupera do baque. Mas também pode ocorrer de forma crônica e gerar um dano maior.

“O estresse faz com que a pessoa não coma direito e, sempre que há um emagrecimento rápido, com perda de proteína, o cabelo é afetado, já que os fios são estruturas proteicas”, comenta Marcondes. Sem contar que o excesso de cortisol (hormônio do estresse) pode favorecer quadros inflamatórios que também prejudicam a saúde dos fios.

Algumas pessoas ainda sofrem de um transtorno conhecido como tricotilomania, que consiste em arrancar o próprio cabelo de forma compulsiva, e isso tende a se agravar com a ansiedade. Técnicas de relaxamento e terapia, em qualquer um desses casos, podem ser úteis também para aparência.

3 – Carências nutricionais

A queda acentuada dos fios pode ser sintoma de uma deficiência nutricional, como a anemia por falta de ferro –mineral envolvido no transporte de oxigênio, que é fundamental para o crescimento do cabelo. Hábitos alimentares inadequados e dietas restritivas demais podem deflagrar o quadro, que também envolve fadiga e deve ser tratado com suplementação. Entre as principais fontes de ferro estão a carne vermelha, a couve, o feijão e castanhas.

Vale mencionar que um cardápio com a proporção adequada de proteínas é garantia de cabelos e unhas fortes. Outros micronutrientes, como a biotina (presente no ovo) e o silício (na aveia), podem melhorar a resistência dos fios a agressões externas. Por isso, costumam fazer parte de fórmulas indicadas pelos dermatologistas.

4 – Doenças inflamatórias

Em algumas pessoas, o organismo passa a encarar uma estrutura do próprio organismo como uma ameaça e gera um processo inflamatório –reação chamada de “autoimune”. Na alopecia areata, os fios caem em uma ou mais áreas arredondadas, formando as chamadas “peladas”. Ao renascer, os fios em geral são brancos, mas a coloração normal volta com o tratamento, que pode envolver medicamentos tópicos, orais ou injetáveis.

O apoio psicológico é importante, já que o estresse pode tanto deflagrar uma crise de alopecia areata como ser consequência dela. Outras doenças autoimunes, como o lúpus, também têm a queda de cabelo entre os sintomas, , e o problema deve ser tratado pelo reumatologista.

5 – Problemas na tireoide

Esta glândula localizada no pescoço produz os hormônios T3 e T4, que regulam todo o metabolismo. Por isso, quando seu funcionamento é prejudicado, corpo prioriza o envio de nutrientes para os órgãos vitais, deixando cabelo, unhas e pele de lado.

Além de provocar a queda dos fios, o problema na tireoide é caracterizado por sintomas como fadiga, depressão, inchaço e inchaço e intolerância ao frio. A perceber esses sinais, a pessoa deve consultar o médico e fazer exames de sangue. Se o hipotireoidismo for confirmado, é preciso fazer a reposição hormonal com um endocrinologista. Na maioria das vezes, essa disfunção é provocada por uma reação autoimune, chamada de tireoidite de Hashimoto.

6 – Dermatite seborreica

Embora seja uma inflamação de pele, caracterizada por descamações (caspa) e vermelhidão, algumas pessoas com esse tipo de dermatite também podem apresentar queda de cabelo. As causas não são totalmente conhecidas, mas parece haver uma propensão genética somada a agentes externos, como estresse, abuso de álcool, alergia ou excesso de oleosidade. O fungo Pityrosporum ovale também pode estar envolvido. Xampus específicos e cremes ou pomadas com medicamentos controlam o problema.

7 – Alopecia cicatricial

Esse grupo de doenças raras envolve a perda permanente dos folículos capilares. A principal delas é a alopecia frontal fibrosante, que, apesar de incomum, tem aumentado de forma alarmante entre mulheres na pós-menopausa. Cerca de 40% delas também sofrem de alopecia androgenética, e 15%, de hipotireoidismo. Uma pesquisa publicada em 2016 no British Journal of Dermatology identificou uma possível associação entre a incidência e o uso mais frequente de cremes faciais ou protetores solares, mas a suspeita ainda está em estudo. O aumento da gordura abdominal é outro possível fator de risco que está na mira dos pesquisadores, segundo Fabiana Brenner.

8 – Hábitos nada saudáveis

A dermatologista Valéria Marcondes lembra que, além das doenças citadas acima, alguns hábitos podem provocar a queda exagerada dos fios –ou acentuar o problema em quem já tem a propensão — como puxar a raiz ao prender o cabelo (tração), aplicar condicionador ou leave-in no couro cabeludo, dormir com o cabelo molhado, exagerar no gel ou cera e usar boné o tempo todo são alguns exemplos. O alisamento com formol, bem como o uso de esteroides anabolizantes, também podem deixar você careca.

 

Matéria de Tatiana Pronin, publicada originalmente no Portal Viva Bem, do UOL em 11/05/2018. Para acessá-la íntegra:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/11/genetica-estresse-dieta-doencas-veja-8-razoes-para-a-queda-de-cabelo.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior:
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É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar
MG EDITORES

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.
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SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!
MG EDITORES

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

‘SEXO NA TERCEIRA IDADE É MAIS COMUM E IMPORTANTE DO QUE VOCÊ IMAGINA’

De acordo com um estudo recente, 73% das pessoas entre 65 e 80 anos se dizem satisfeitas com o que acontece entre quatro paredes; veja detalhes

Sexo é coisa de gente jovem e, conforme as pessoas vão envelhecendo, a frequência com a qual transam diminui até tornar-se baixíssima durante a velhice, certo? Bom, apesar de muita gente ter horror à ideia de que os avôs e avós ou pais e mães ainda transam, dados de um estudo recente mostram que a frequência do sexo na terceira idade e o entusiasmo das pessoas com relação a ele é maior do que costumamos imaginar.

Tem vontade e satisfação, sim!

Divulgado na última semana, o estudo em questão foi realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e levantou alguns dados curiosos sobre o sexo na terceira idade . Se você pensa que pessoas mais velhas não têm sexo em mente, se engana: das mil pessoas entre 65 e 80 anos entrevistadas para o estudo, 84% dos homens e 69% das mulheres acreditam que o sexo é algo importante no relacionamento.

Quando os interesses são levados para a prática, os números caem um pouco, mas seguem mostrando que o fogo não precisa se apagar conforme a pele vai ficando enrugadinha. Entre as pessoas de 65 e 70 anos que foram entrevistadas, 46% delas são sexualmente ativas, enquanto para os idosos de 71 a 75 anos a porcentagem cai para 39% e, para os que têm entre 76 e 80, cai para 25%.

E quanto à satisfação com o que acontece entre quatro paredes? De acordo com o estudo, 73% dos entrevistados pelos pesquisadores afirmam estar satisfeitos com a vida sexual (sendo 37% dessas pessoas extremamente felizes e 36% relativamente felizes). Conforme mostram os dados, as mulheres se mostram mais contentes que os homens com o sexo (43% ante 31% deles), assim como as pessoas comprometidas são mais satisfeitas que as solteiras (40% versus 30%).

Obviamente, a saúde também tem parte nessa satisfação, já que, conforme mostram os dados, pessoas que estão em melhores condições de saúde se mostram bem mais contentes com a vida sexual do que aquelas que sofrem com problemas de saúde (40% contra 28%).

Falar sobre é importante

Apesar de os  dados do estudo mostrar que o sexo na terceira idade é algo importante e relativamente frequente para os idosos, falar sobre essa situação é uma história completamente diferente; de acordo com a pesquisa, apenas 17% dos participantes conversaram sobre suas vidas sexuais com médicos nos últimos dois anos.

Dado que, de acordo com outro estudo , o que mais faz a libido da mulher cair conforme a idade vai avançando é o medo de sentir dor na relação e problemas como incontinência urinária, discutir a vida sexual com médicos pode fazer com que o sexo na terceira idade melhore expressivamente.

Publicado originalmente no Delas – iG, em 07/05/2018. Para acessar na íntegra:
http://delas.ig.com.br/amoresexo/2018-05-07/sexo-na-terceira-idade-estudo.html

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis
SUMMUS EDITORIAL

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

 

‘COMER PEIXE AJUDA NA PREVENÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON’

Há muito tempo que o peixe é ligado à melhoria da saúde cognitiva a longo prazo, mas as razões para isso nunca foram muito claras. Acreditava-se apenas que isso poderia ter alguma relação com os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6. Agora, um novo estudo da Chalmers University of Technology, na Suécia, descobriu que a proteína parvalbumina, comum em muitas espécies de peixes, contribui para esse efeito.

Uma das características da doença de Parkinson é a ormação de uma proteína chamada alfa-sinucleína. O que os pesquisadores de Chalmers descobriram agora é que a parvalbumina pode formar estruturas amilóides que se ligam à proteína alfa-sinucleína. Simplificando, a parvalbumina “limpa” eficazmente as proteínas da alfa-sinucleína, utilizando-as para seus próprios propósitos, evitando assim que elas formem amilóides potencialmente prejudiciais.

“A parvalbumina recolhe a alfa-sinucleína e impede que ela se agregue, simplesmente se agregando primeiro”, explica Pernilla Wittung-Stafshede, principal autora do estudo. Com a proteína parvalbumina tão abundante em certas espécies de peixes, aumentar a quantidade de peixe em nossa dieta pode ser uma maneira simples de combater a doença de Parkinson. Arenque, bacalhau, carpa e peixe vermelho, incluindo salmão e pargo, têm níveis particularmente altos da proteína.

Outras doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer, também são causadas por certas estruturas amilóides que interferem no cérebro. Por esse motivo, a equipe está interessada em pesquisar este tópico mais adiante, para ver se a descoberta relacionada à doença de Parkinson poderia ter implicações em outros distúrbios neurodegenerativos.

A autora do estudo ainda enfatiza a importância de encontrar maneiras de combater essas condições neurológicas no futuro: “Essas doenças vêm com a idade e as pessoas estão vivendo mais e mais. Haverá uma explosão dessas doenças no futuro – e a parte assustadora é que, atualmente, não temos cura. Então, precisamos dar seguimento a qualquer coisa que pareça promissor.”

Matéria publicada no VivaBem, em 24/04/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/24/comer-peixe-ajuda-na-prevencao-da-doenca-de-parkinson.htm

Quer saber mais sobre a Doença de Parkinson? Conheça o livro:

CONHECENDO MELHOR A DOENÇA DE PARKINSON
Uma abordagem multisciplinar com orientações práticas para o dia a dia
Organizador: João Carlos Papaterra Limonji
PLEXUS EDITORA

Um livro especializado, com textos atraentes, simples, dirigido ao leitor que precisa de mais informação do que aquela recebida no consultório médico. Esclarece as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador da doença quanto a sua família. Inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e esclarecimentos sobre alimentação adequada.

‘O FILHO SURPRESA E A LEI’

Acontece nas melhores famílias. Um belo dia, o ilustríssimo senhor e respeitável cidadão, que já constituiu sua prole dentro dos laços do sagrado matrimônio e acha que a vida não tem mais nenhuma surpresa a lhe reservar – a não ser, talvez, acompanhar com orgulho as proezas escolares de filhos, ou quem sabe netos – recebe uma inesperada visita do passado.

Às vezes, a visita aparece sob a forma de uma ex-namorada, amante ou relacionamento casual, portadora de uma mensagem cujo resumo é mais ou menos o seguinte: “Toma que o filho é teu”.

Outras vezes, o visitante é um perfeito estranho, que alega ter com o cidadão um dos laços mais íntimos que pode haver entre duas pessoas: o de pai e filho.

O que fazer nessas situações?

O suposto pai é obrigado a fazer teste de DNA? Ele tem que dividir seus bens com o filho “surpresa”? E, do outro lado, como uma pessoa pode provar que é filha de outra? Qual é o caminho para reivindicar seus direitos? Para esclarecer essas e outras questões, preparei um guia rápido sobre investigação e reconhecimento de paternidade. Aproveite para tirar suas dúvidas.

Quem pode pedir a investigação de paternidade?

O processo de investigação de paternidade de um menor de 18 anos deve ser aberto pela mãe do menor, representada por um advogado. Sendo maior de idade, a própria pessoa pode abrir o processo – mas também deve ser representada por um advogado.

O suposto pai é obrigado a fazer o exame de DNA?

Não. Nossa legislação não obriga ninguém a fazer exame de DNA, sob o princípio de que ninguém pode ser forçado a produzir provas contra si mesmo.

O que acontece quando o suposto pai se recusa a fazer o exame de DNA?

Se ele se recusar, passa a existir uma “presunção relativa” de paternidade. Isso significa que a recusa irá pesar contra ele, mas não basta para confirmar a paternidade. Ou seja, a pessoa que abriu o processo terá que apresentar outras provas, como por exemplo, evidências de que houve um relacionamento entre a mãe do requerente e o suposto pai, e do qual a gravidez poderia ter resultado. Mas isso nem sempre é fácil – principalmente quando se trata de um relacionamento casual.

Cabe lembrar que , o presidente Lula teria vetado um projeto de lei aprovado pelo Senado que tratava do assunto. A alegação da presidência é que o veto ocorreu porque o projeto apenas repetia o que já estava previsto em nossa legislação – isto é, a “presunção relativa” da paternidade nos casos em que o pai se recusa a fazer o exame.

O próprio relator do projeto de lei no Senado, Antônio Carlos Júnior (DEM-BA), admitiu que a matéria em pouco altera na lei em vigor, mas que funcionaria como um “reforço”. Se era apenas um reforço, por que se dar ao trabalho de criar a lei? Ou por que se dar ao trabalho de vetá-la? Mais um mistério de Brasília, caro leitor…

Existe limite de tempo para ingressar com um processo de investigação de paternidade?

Não. A investigação pode ser aberta a qualquer tempo. Se por exemplo, uma pessoa de 60 anos descobrir que uma outra, de 80 anos, pode ser seu pai, ela pode ingressar com a ação.

E se o suposto pai já tiver falecido, ainda é possível realizar a investigação de paternidade?

Sim. Nesse caso, os parentes sanguíneos mais próximos do falecido podem ser solicitados a fazer o exame de DNA. Mas vale o mesmo princípio: se eles não concordarem, não se pode obrigá-los a fazer o teste.

Se o filho for reconhecido, ele pode usar o sobrenome paterno mesmo contra a vontade do pai?

Se a paternidade for legalmente reconhecida, o pai não tem como impedir que o filho use seu sobrenome. A alteração na certidão de nascimento pode ser feita após o juiz expedir a sentença na qual a filiação é reconhecida, e isso independe da vontade do pai.

Filhos reconhecidos mediante processos judiciais têm os mesmos direitos do que os filhos nascidos no casamento?

Com certeza. Os direitos são os mesmos, inclusive no que diz respeito à pensão alimentícia e herança.

E se o pai tiver deixado um testamento que exclui o filho reconhecido na justiça?

Essa possibilidade prevê duas situações diferentes. Na primeira, o pai ainda está vivo quando o processo de investigação de paternidade teve início e opta por excluir o suposto filho de seu testamento. Nesse caso, sendo a paternidade comprovada, o filho reconhecido terá direito à legítima – isto é, à parte da herança que cabe aos herdeiros necessários (como os filhos e o cônjuge) e que, por isso, não pode ser disponibilizada por meio de testamento. Na segunda situação, a investigação de paternidade é aberta após o falecimento do pai. Nesse caso, como ele desconhecia a existência desse filho ao fazer o testamento, o juiz poderá anular esse documento, dando ao filho reconhecido o direito de participar da partilhar de todos os bens do pai, e não apenas da legítima.

Se o suposto filho tiver falecido, seus herdeiros podem ingressar com a ação de investigação de paternidade?

Os herdeiros do filho falecido não podem ingressar com uma ação de investigação de paternidade em nome de seu pai. Podem, no entanto, dar entrada em uma ação de investigação de parentesco com seu suposto avô. Esse precedente foi aberto pelo Superior Tribunal de Justiça, ao julgar caso semelhante. No entender da relatora, ministra Nancy Andrighi, “se o pai não propôs ação investigatória em vida, a via do processo encontra-se aberta aos seus filhos”.

*Advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP, do Instituto Brasileiro de Direito de Família, e do IASP, é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas”, todos da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 12/04/2018. Para acessar na íntegra:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-filho-surpresa-e-a-lei/

 

Conheça os livros da autora:Direito de Família

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

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HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

 

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.
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DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

“FILHA DE DONALD TRUMP É ARMA DE ‘SOFT POWER’ DOS EUA”

Ivanka vai no lugar do pai à Cúpula das Américas, em Lima, com discurso feminista

Com a ausência do presidente Donald Trump reforçando a percepção de que a América Latina não é prioridade para Washington, a Casa Branca aposta na presença de Ivanka Trump em Lima para gerar um pouco de boa vontade entre os países da região.

Filha e assessora do republicano, ela participará de uma discussão sobre empoderamento feminino na Cúpula Empresarial, evento paralelo à Cúpula das Américas, que reúne chefes de Estado e governo do continente.

Nesta quarta (11), Ivanka afirmou que também lançará uma iniciativa para “impelir o empoderamento econômico das mulheres na região”, sem dar mais detalhes.

Segundo a Folha apurou, cogitou-se dar a Ivanka a honra de fazer o discurso de abertura da cúpula empresarial, mas a deferência não foi confirmada.

Ela acompanhará o vice-presidente, Mike Pence. Virão para a cúpula também Jared Kushner, marido de Ivanka, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, e o representante de comércio, Robert Lighthizer, para debater tarifas anunciadas por Trump que atingem, entre outros, o aço brasileiro.

A vinda do presidente era cercada de tensões, por causa de políticas da Casa Branca que desagradam a região, como o prolongamento do muro na fronteira com o México, a renegociação de acordos comerciais e o endurecimento contra imigração.

O cancelamento foi recebido com um misto de alívio e decepção. Trata-se do primeiro líder americano a não comparecer à cúpula desde a criação do evento, em 1994.

Ivanka é acionada com frequência para fazer “diplomacia presidencial”. Quando ela foi a Pyeongchang para as Olimpíadas de Inverno, o pai tuitou: “Minha filha acaba de chegar na Coreia do Sul. Não poderíamos ter uma pessoa melhor ou mais inteligente representando nosso país”.

Mas o “soft power” de Ivanka nem sempre prospera.

Em abril do ano passado, ela dividiu o palco com a chanceler alemã Angela Merkel e com a diretora do FMI, Christine Lagarde. Mas recebeu vaias ao afirmar que seu pai “era um tremendo defensor de apoio a famílias”.

Chefiando a delegação dos EUA em uma cúpula global de empreendedorismo na Índia, em novembro de 2017, foi alvo de críticas ao fazer campanha por empoderamennto feminino enquanto sua linha de roupas emprega mulheres ganhando salários minúsculos na Índia e em Bangladesh.

Para Ivanka, a cúpula já começou com uma saia justa.

Em briefing, um jornalista perguntou a um funcionário da Casa Branca: “Dado que o tema da cúpula é governança democrática contra corrupção, e a América do Sul teve várias ditaduras que empregavam parentes em altos cargos, vocês sentem que há uma diferença entre isso e sua posição na Casa Branca?”

Não houve resposta.

 

De Patrícia Campos Mello, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 12/04/2018. Para acessar na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/filha-de-donald-trump-e-arma-de-soft-power-dos-eua.shtml

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Que saber mais sobre Soft Power? Conheça:

 

PODER SUAVE (SOFT POWER)
Autor: Franthiesco Ballerini
SUMMUS EDITORIAL

Utilizado pela primeira vez pelo cientista político Joseph Nye na década de 1980, o termo “poder suave” (soft power) designa a capacidade de um Estado ou uma instituição influenciar a opinião pública para que seus objetivos sejam cumpridos. Acompanhando a humanidade há milênios, o poder suave se fez sentir sobretudo na cultura. O exemplo mais clássico é Hollywood, que, com seus filmes e produtos dele derivados, reproduz um estilo de vida que serve muito bem aos interesses americanos no campo da política e da economia. Porém, diversos outros tipos de poder suave têm mostrado sua força ao longo dos séculos, deixando claro que ideias podem, por vezes, ser mais persuasivas que canhões.

Publicação única no Brasil, fruto de mais de dois anos de intensas pesquisas e dezenas de entrevistas, este livro explica os mecanismos de ação do poder suave e sua expressão em áreas como música, cinema, artes plásticas, dança e artes visuais. Obra atual e perene, é dedicada a estudantes e profissionais de Comunicação, Relações Internacionais e Ciências Políticas, mas sobretudo a todos aqueles que desejam conhecer melhor uma força tão sutil e, ao mesmo tempo, inquestionável.