A MUDANÇA DO PAPEL DA MULHER

Reportagem publicada por O Estado de S.Paulo neste domingo, dia 18 de janeiro, destacou a importância do Suplemento Feminino, encarte do jornal publicado entre 1953 e 2011. A matéria, que traz entrevista da jornalista Dulcília Buitoni, autora do livro Mulher de papel – A representação da mulher pela imprensa feminina brasileira (Summus Editorial), afirma que, por 58 anos, em meio a dicas de moda, beleza e culinária, o caderno acompanhou uma revolução no país. Leia reportagem na íntegra: http://goo.gl/rVtdGe

10521No livro Mulher de papel, clássica obra do jornalismo, Dulcília analisa a representação feminina na mídia impressa, destacando padrões e tendências em mais de 150 anos de páginas dedicadas à mulher. Em segunda edição – revista, atualizada e ampliada –, a obra aborda desde a mocinha casadoira e pouco alfabetizada de 1880 até a celebridade siliconada de 2001, mostrando como meninas, jovens e adultas estiveram e estão sob a influência poderosa da mídia impressa especializada. “Passadas algumas décadas, continuo a procurar mulheres de verdade nas revistas femininas, embora saiba que publicidade e consumo lidam principalmente com mitologias”, revela a autora.

Fruto de uma tese de doutorado desenvolvida em 1980, o livro traz um levantamento histórico, incluindo informações e imagens a respeito dos diversos periódicos para mulheres na imprensa brasileira. “Trata-se de uma amostragem representativa, servindo para dar uma ideia bem concreta do que se fazia no século passado até chegar a nossos dias”, afirma a autora, que pesquisou a iconografia da área durante quase dois anos para compor um livro de abordagem histórica pioneira.

Em que medida jornais e revistas difundiram conteúdos modeladores da consciência da mulher brasileira? Baseando-se no contexto sociocultural de cada época – de meados do século XIX até o começo do século XXI –, a autora mostra que a mulher ainda tem muito que fazer para deixar de ser representação e virar realidade. A reprodução de páginas e capas de algumas revistas permite visualizar as transformações na construção dos modelos de mulher.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1175/Mulher+de+papel

 

LEIA ENTREVISTA DE FLÁVIO GIKOVATE PARA O CADERNO 2, DO ESTADÃO

O psicoterapeuta Flávio Gikovate falou sobre o seu novo livro – Mudar – Caminhos para a transformação verdadeira (MG Editores) – em entrevista para o Caderno 2, do jornal O Estado de S.Paulo, publicada neste domingo, 5 de outubro. Na reportagem, ele afirma que a sociedade está caminhando para o individualismo e, segundo ele, isso pode ser bom. Leia a entrevista na íntegra: http://goo.gl/UrU2Nc.

50109Por que é tão difícil mudar, mesmo quando sabemos que determinados hábitos ou atitudes nos são prejudiciais? Que mecanismos estão por trás da nossa resistência à mudança e como entendê-los para, então, desmantelá-los? O novo livro de Gikovate vai ao âmago dessas questões. Em Mudar, ele não apresenta fórmulas prontas nem conselhos fáceis.  Percorrendo os caminhos que moldam o indivíduo – a biologia, a cultura e a personalidade –, o autor leva-nos a refletir sobre a capacidade que todos temos de mudar.

“É preciso ousar, tentar realizar os sonhos que elaboramos. Quem não acha que terá condições de ousar e tratar de perseguir seus sonhos não deve construí-los”, afirma Gikovate. Segundo ele, viver sem sonhos pode ser triste, mas mais doloroso é tê-los e não persegui-los. “Isso é muito mais terrível que tentar e fracassar. No fim das contas, todo processo de mudança deveria ter como objetivo principal o crescimento pessoal, tanto emocional como moral. Aqueles que alcançarem esse patamar saberão muito bem o que desejam fazer da vida e terão coragem, disciplina e determinação para ir atrás de seus sonhos.”

No livro, Gikovate analisa os obstáculos que enfrentamos quando nos propomos a mudar um comportamento e aponta caminhos para vencer os entraves. A vontade pessoal e a autoanálise são ingredientes fundamentais, mas a razão também tem papel primordial: o que de fato queremos mudar? Quem desejamo-nos tornar? Estaremos dispostos a abrir mão da estabilidade para alcançar nossos objetivos? Conseguiremos suportar a dor das perdas imediatas para gozar de benefícios em longo prazo?

Tecendo considerações acerca de como nos tornamos aquilo que somos, o autor contempla todas as possibilidades sem se deixar aprisionar por nenhuma das hipóteses teóricas que povoaram o território da psicologia do século XX. “Penso que só podemos chamar de ciência um sistema aberto e eternamente incompleto, no qual hipóteses e ideias vêm e vão, sendo sempre substituídas por outras mais abrangentes”, diz. Para ele, todo saber é temporário, sendo isso particularmente verdadeiro num terreno como o da psicologia.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Mudar

 

ESTADÃO DESTACA O LIVRO “CRÔNICAS DA SURDEZ”

O caderno Divirta-se, encartado no jornal O Estado S. Paulo, publicado nesta sexta-feira, dia 12 de abril, deu destaque para o livro Crônicas da surdez (Plexus Editora), da gaúcha Paula Pfeifer. O artigo, assinado por Ricardo Freira, afirma que é um “livro de auto-ajuda para deficientes auditivos, seus familiares e amigos, mas serve como material educativo para todos nós que ajudamos a estigmatizar o aparelho no ouvido”. Leia a íntegra: http://goo.gl/n9LEM.

Funcionária pública em Santa Maria (RS), Paula nunca se deixou rotular. Claro que, ao receber o diagnóstico de deficiência auditiva bilateral neurossensorial progressiva na adolescência, ficou abalada. Depois da negação, veio a necessidade de saber mais, de conhecer o problema e de encontrar maneiras de superar os obstáculos. Em 2003, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria e fez seu trabalho de graduação sobre a escolha da modalidade linguística pelas famílias de crianças com deficiência auditiva. Era o primeiro passo para desvendar esse universo.

Apaixonada por viagens, Paula coleciona carimbos no passaporte. Em uma de suas investidas em terras longínquas, teve a ideia de escrever. Em 2007, criou o blogue Sweetest Person, que trata de moda, beleza, maquiagem e literatura. Em pouco tempo, o espaço ganhou milhares de fãs. Foi o impulso de que precisava para, em 2010, dar o segundo passo. Também com milhares de acessos, inclusive de países como Portugal, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Argentina, o blogue Crônicas da Surdez já foi notícia em importantes jornais e revistas brasileiros. “Foi com a criação desse canal que me dei conta da quantidade de pessoas que têm vivenciado a surdez presas numa bolha de solidão e falta de conhecimento”, afirma Paula.

A autora acredita que entender a diversidade desse universo é fundamental para acabar com o preconceito. Sem aparelhos auditivos, ela não ouve quase nada. Ao colocá-los, volta ao mundo dos sons. “Mas isso não me torna menos surda do que ninguém”, afirma. Além disso, ela está inserida em uma sociedade de ouvintes e faz questão de ficar longe das representações estereotipadas acerca da surdez, tais como: “Todo surdo é mudo”, “Todo surdo se comunica pela língua de sinais”, “Todo surdo deve estudar em escola especial”, “Todo surdo precisa de intérprete”.

“Convivo com a surdez, mas não vivo em função dela”, afirma a autora. Para Paula, não existe certo nem errado quando se trata da forma pela qual um surdo escolheu para se comunicar e viver. “Sou a favor do respeito à diversidade de escolha. O que funciona para mim pode não funcionar para outras pessoas e vice-versa”, complementa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//CR%C3%94NICAS+DA+SURDEZ

LANÇAMENTOS DA SELO NEGRO TÊM DESTAQUE NO ESTADÃO

A coluna Babel, publicada no caderno Sabático do jornal O Estado de S.Paulo, no sábado, dia 27 de outubro, deu destaque para os livros Você conhece aquela? e Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação, ambos lançamentos da Selo Negro Edições. Para ler a nota, acesse: http://goo.gl/3cHD8

No livro Você conhece aquela?, o antropólogo Dagoberto José Fonseca analisa como as piadas sobre negros contribuem para propagar o racismo e abre caminho para que se discuta mais profundamente as relações etnorraciais em nosso país. Ele catalogou diversas anedotas contadas no território brasileiro, interpretando-as à luz das relações raciais entre negros e brancos. Nesse percurso, descobriu nas piadas novas e antigas manifestações sociais que ganham vida num universo engendrado pela produção cultural e pela história local, fazendo parte de um intercâmbio entre a língua, o poder, a força da palavra e de suas representações.
Já o livro Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação, organizada por Giovana Xavier, Juliana Barreto Farias e Flavio Gomes, traz vários ensaios de importantes especialistas na temática. Os temas da escravidão e da presença africana tiveram destaque no chamado pensamento social brasileiro desde o alvorecer do século XX. Por meio de inúmeras publicações, sabemos cada vez mais sobre as estruturas sociais, demográficas, econômicas e culturais de várias regiões, assim como de sua população de africanos e descendentes. Entretanto, para algumas temáticas ainda há muitas indagações. Como foi a participação das mulheres cativas na organização da sociedade escravista e nas primeiras décadas do pós-emancipação? Como elaboraram sociabilidades, modificando a própria vida e a de seus familiares? Como protestaram com obstinação, minando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? A coletânea avança nessa direção. Os vários ensaios passeiam por cidades, plantations e áreas de mineração de norte a sul do Brasil, nos séculos XVIII, XIX e primeiras décadas do XX. Com pesquisas originais, que esmiúçam fontes diversas e privilegiam as biografias, temos um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras – primeiras agentes da emancipação da comunidade de africanos e de seus descendentes na diáspora.

Para saber mais sobre os livros, clique nas capas acima.