A VOLTA DOS ‘MORTOS VIVOS’

O que acontece se uma pessoa tida como morta subitamente reaparecer? E se o seu marido ou mulher já tiver se casado de novo?

Uma situação incomum surgiu em uma das novelas da Rede Globo, na qual personagens que foram dados como mortos após sofrerem um acidente de helicóptero retornam, vivinhos da silva. Se na ficção uma reviravolta como essa é capaz de causar muita confusão, na vida real não é diferente. O que acontece se a mulher ou o marido de um dos supostos falecidos ou falecidas tiver se casado de novo? Qual dos dois casamentos é válido, o primeiro ou o segundo?

Como sempre acontece, na vida real as coisas costumam ser bem mais complexas e demoradas do que na ficção. Para começar, antes de poder se casar de novo ou ter acesso aos bens do desaparecido, o cônjuge precisa recorrer à justiça para obter um documento chamado decretação de ausência. A decretação de ausência é necessária para aquelas situações nas quais a pessoa se encontra desaparecida, mas não existem evidências que indiquem sua possível morte – exemplo típico é a história do marido que saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. Esse documento é concedido por meio de uma sentença judicial que estabelece a morte presumida do desaparecido, isto é, assume-se que ele morreu, embora seu falecimento não possa ser devidamente constatado.

Cabe lembrar que esse é um processo muito demorado, pois é preciso ter certeza de que não existe possibilidade concreta de que o desaparecido seja encontrado. E, mesmo após a obtenção da sentença, é necessário esperar um longo prazo até que a sucessão (o processo de inventário e partilha da herança) possa ser aberta, ou até que o estado civil do cônjuge possa ser modificado, o que lhe permitiria casar-se outra vez.

No entanto, se existirem fortes evidências de que o desaparecido esteja morto (por exemplo, ele foi vítima de um acidente aéreo e o corpo não foi encontrado, desapareceu em combate ou em razão de atividades políticas durante o período do regime militar), então é possível obter uma declaração de morte presumida sem a decretação de ausência. Isso facilita um pouco o processo, mas nem tanto. A declaração de morte presumida só será concedida depois que forem esgotadas todas as buscas pelo desaparecido ou dois anos após o término da guerra (para os que sumiram em combate).

Contudo, por mais remota que seja essa possibilidade, existe a chance de que uma pessoa que foi declarada “presumidamente” morta reapareça. E, é claro, a situação se complica ainda mais se, ao voltar, ele ou ela descobrir que seu cônjuge já se casou novamente. A lei não especifica o que acontece em casos como esses, e as opiniões dos juristas se dividem: para alguns, o primeiro casamento é o que vale e o segundo deve ser considerado nulo ou inválido. Para outros, é o segundo casamento que vale. Ou seja: a solução para esse dilema vai depender do entendimento, do bom senso e da sensibilidade do juiz.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/07/2017. Para acessar na íntegra:
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-volta-dos-mortos-vivos/

 

Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

 

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘PIADAS E MEMES AJUDAM A SOBREVIVER À CRISE POLÍTICA, DIZ LÍDER BUDISTA’

Quando foi chamada para fazer um livro sobre depressão, a Monja Coen Roshi, 69, tratou de escrever o mais rápido possível. Um dos principais nomes do budismo no Brasil, ela passou por duas depressões e percebeu que, ao mergulhar no assunto de novo, estava ficando para baixo. “Comecei a me sentir deprimida, não queria sair da cama. Aí terminei rapidinho”, conta, com um sorriso alegre, à repórter Letícia Mori.

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Nascida Cláudia Dias Baptista de Sousa, a brasileira conheceu o budismo em 1978, quando morava na Califórnia com o marido –um dos cinco que teve. Sua conversão foi imediata e anos depois ela foi ordenada no Japão. Nos anos 1990, tornou-se a primeira pessoa sem ascendência japonesa e a primeira mulher a ser presidente da Federação das Seitas Budistas do Brasil.

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Hoje é conhecida pela presença em eventos ecumênicos e pelo sucesso de seus vídeos na internet. Em época de crise, os convites para palestras em eventos e empresas tiveram um pico. “Me chamam porque as pessoas estão amedrontadas e não conseguem trabalhar”, diz.

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“Mas é claro! Estão com receio de perder o emprego, sem esperança de galgar uma posição melhor e sendo bombardeadas de notícias ruins o tempo. Aí aumenta a depressão, a síndrome do pânico”, diz ela, que vai lançar a obra “O Sofrimento é Opcional” nos próximos dias. Embora pouco retratadas no livro, suas experiências pessoais serviram de inspiração.

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Na primeira vez que teve depressão, aos 20 e poucos anos, ela chegou a tentar suicídio. Era jornalista. “Ficava muito perto da dor, dos problemas. Tinha um relacionamento amoroso complicado e a gente bebia muito. A vida era um drama profundo”, conta, suspirando e apertando os olhos. “Uma hora eu cansei e tomei um monte de remedinhos lá, mas não morri”, conta ela, que depois foi passar um tempo na Europa e chegou a ser presa por traficar LSD.

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Na última crise de depressão, anos depois de ter se convertido, o gatilho foi um problema com a comunidade japonesa tradicional no templo onde ela atuava, no bairro da Liberdade. “Fizemos um novo estatuto para brasileiros e mulheres poderem votar na eleição para a direção. Acharam que estávamos querendo tomar o templo.”

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“Foi um período difícil. Quando tinha folga eu só dormia. Eu pensava: essa realidade está feia, está ruim. Então não quero participar disso, quero fugir, quero sonhar. Foi um desencanto. Eu sentava para meditar e não conseguia ficar 5 minutos. Aquilo que seria um remédio, eu não conseguia tomar”, conta. “Grandes místicos cristãos também falam sobre isso: um momento na vida que a gente tem que atravessar esse grande deserto. Que você perde a crença, que você duvida de tudo.”

“Aí foram vindo certas forças. Um grupo de amigos me chamou para dar meditação. Ele me ajudou muito”, diz, apontando para a foto de um monge japonês na parede

–seu último marido, Shozan Murayama, que morreu há alguns anos. Foi depois desse episódio, quando tinha 50 e poucos anos, que ela montou o templo no Pacaembu –onde hoje recebe discípulos e mora com cinco cachorros.

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Um deles late ao fundo enquanto ela reflete: “Meu caso foi pontual, nem precisei tomar remédio. Mas às vezes é uma questão da mente, um desequilíbrio químico, e é preciso buscar ajuda profissional”, diz ela, reforçando que o budismo não substitui tratamento médico.

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Diz que é preciso cuidar para não chegarmos a esse ponto –aprendendo a lidar com o sofrimento. Critica a mídia por “mostrar sempre só o lado ruim da realidade”. “Os mentirosos, os ladrões e a sujeira têm muita visibilidade. E esquecemos as coisas boas. Não tem um país no mundo onde há políticos honestos? Soluções inteligentes para os problemas? O que podemos aprender com tudo isso?”

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“Se não vemos isso, só o que fica é essa sensação de impotência, essa desesperança. E aquela pessoa que achou dinheiro e devolveu? E a que ajudou quem tinha necessidade? Parece tão sem importância, mas nos lembra que a gente pode ser bom, pode se unir e cooperar. Porque, como diz o [teólogo] Leonardo Boff, ou nós ganhamos todos juntos, ou perdemos todos juntos.”

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“Olha essas brincadeiras lúdicas, engraçadas”, diz, se referindo aos memes e piadas na internet sobre a gravação em que o presidente Michel Temer fala de propina. “Diz aqui: para que vou ver Netflix? A ficção não consegue competir com a realidade”, lê, rindo. “São leves. Nos ajudam a lidar com a indignação.”

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Diz que os “mentirosos e ladrões” precisam responder na Justiça, mas que ficar com raiva não vai resolver. E conta uma parábola: “Buda encontrou um monge que tinha sido torturado e perguntou o que foi pior: o frio, as dores, o desespero, a escuridão? O monge respondeu: ‘o pior foi que, por um instante, quase deixei de sentir compaixão pelos meus torturadores'”.

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“Não é fácil sentir compaixão, pena, da miséria espiritual dessas pessoas. Mas bom não é aquele que está julgando, pedindo vingança, ou que está delatando. Quem assumiu dizendo que é o salvador da pátria também está envolvido com as mesmas coisas.”

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“O único jeito de acabar com essa violência é se ela for compensada com a não-violência. Tem gente escolhendo um vilão e querendo matá-lo. Que horror! A mudança só vai vir se cada um de nós aprender a viver coerentemente com nosso princípios éticos. Quando eu me transformo para o bem, eu transformo a sociedade.”

Publicado na Folha de S. Paulo, em 22/05/2017. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/05/1885736-piadas-e-memes-ajudam-a-sobreviver-a-crise-politica-diz-lider-budista.shtml

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Conheça toda a trajetória de Monja Coen com o livro:

MONJA COEN
A mulher nos jardins de Buda
Autora: Neusa C. Steiner
MESCLA EDITORIAL

Neste livro, história e ficção se misturam para contar a trajetória da Monja Coen, primaz fundadora da comunidade Zen Budista do Brasil. Como muitos jovens da geração baby boom – os nascidos no pós-guerra –, buscou independência e liberdade, viveu seu tempo, carregou sonhos e utopias e fez sua escolha. Esta história interessa a todos que carregam um quê de inconformismo e uma vontade de soltar as amarras.

‘FAMÍLIAS E ESCOLAS DEVEM FICAR MAIS ATENTAS À POSTURA CORPORAL DAS CRIANÇAS’

Compre este livro com desconto no site da Livraria da FolhaPedro, senta direito, menino!”; “João, olha seu tênis desamarrado, você vai cair.”; “Lena, você tropeçou de novo! Olhe por onde você anda!”; “Mariana, você vai ficar com dor no pescoço com todo esse tempo olhando para o celular”.

Frases como essas, que ouço sempre e que, provavelmente, você também já ouviu ou disse, caro leitor, nos apontam para uma questão com a qual temos tido pouco cuidado na atualidade: a relação das crianças e adolescentes com o próprio corpo.

Vamos observar os mais novos um pouco? Vemos crianças correndo sem muita direção e sem se preocupar por onde andam e correm e que, por isso, esbarram uns nos outros e em adultos. Constatamos que não sabem se sentar adequadamente nos diferentes locais que frequentam: da mesma maneira que sentam em casa, relaxados, sentam-se também na escola, no cinema, no restaurante, em qualquer local público, enfim.

E como elas se machucam por levar tantos tombos! Pequenos acidentes poderiam ser evitados com mais organização corporal e maior domínio da relação do corpo das crianças com o espaço por onde circulam.

E os adolescentes? Justamente no período em que o corpo passa por rápidas transformações que exigiriam adaptações graduais, alguns se dedicam a atividades que pouco exigem do corpo, que parece ficar esquecido, e outros exageram nas atividades físicas e até usam suplementos alimentares por causa da dedicação a algum esporte ou em busca de um corpo invejável e cobiçado segundo os modelos que são levados a eles. Isso quando não sentem vergonha de seu corpo!

A habilidade que muitos deles têm nas mãos é uma coisa incrível! Os jovens que jogam exercitam tanto os dedos, que estão conectados com o que eles veem na tela, e chegam a alcançar uma velocidade enorme nos movimentos, tamanha é a coordenação que ganham. Em compensação, a postura corporal global, que adotam quando jogam, em geral não é positiva para a saúde deles, e eles pouco se dão conta disso.

Talvez, devido à informalidade de nosso tempo, estejamos andado desatentos em relação a essa questão corporal dos mais novos. Entretanto, devemos nos ocupar mais disso, porque conhecer o próprio corpo é condição importante para uma saudável relação consigo mesmo, com o ambiente e com os outros. Estar atento às necessidades do corpo, às expressões dele, ao que ele comunica, propicia um melhor desenvolvimento e conhecimento de si e, consequentemente, oferece condições para que o autocuidado seja efetivamente praticado. E como o autocuidado é importante para a vida!

A organização corporal de crianças e adolescentes, porém, não é responsabilidade apenas das famílias. A escola deveria entrar como corresponsável nessa questão. Entretanto, poucas a contemplam em seu planejamento, já que se ocupam exageradamente dos conteúdos escolares. Os pais deveriam perguntar à escola o que ela pratica nesse sentido além de dizer “Senta direito na carteira, menina/o!”.

Pais e educadores que desejam incluir a educação corporal na formação de seus filhos e alunos contam com a valiosa ajuda que o livro “Mapas do Corpo“, de André Trindade, oferece. Nele você vai encontrar, caro leitor, mais do que ideias a esse respeito. Dezenas de atividades que colaboram para a boa postura e para uma harmoniosa relação com o corpo são sugeridas. Boa leitura!

Texto de Rosely Sayão, publicado em sua coluna na Folha de S. paulo, em 16/05/2017. Para acessar na íntegra: http://livraria.folha.com.br/livros/fisioterapia/mapas-corpo-andre-trindade-1353811.html?tracking_number=1411

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Saiba mais sobre a obra, que tem prefácio por Rosely Sayão:

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MAPAS DO CORPO
Educação postural de crianças e adolescentes
Autor: André Trindade

Este livro resume a experiência de mais de 25 anos de André Trindade como psicomotrista e psicólogo. Profundamente ligado à área do movimento, o autor domina magistralmente a arte de orientar crianças e adolescentes a adquirir e manter uma boa postura. Dividida em sete partes, a obra trata, entre outros temas, da linguagem corporal, da pele, dos ossos, músculos e articulações e do que ele denomina “Mapas do corpo” – conjunto de referências capazes de determinar distâncias, direções e ligações entre as partes do corpo, a fim de facilitar o movimento coordenado.

O objetivo de André é que professores – não apenas os de educação física – e pais auxiliem crianças e adolescentes a conhecer o próprio corpo e relacionar-se de modo saudável com o ambiente. Em cada uma das partes citadas o autor, generosamente, compartilha conosco dezenas de atividades para estimular a boa postura, a flexibilidade, a autoconfiança, o prazer da brincadeira. Com reflexões profundas, ele mostra que as novas tecnologias trouxeram muitos benefícios, mas também problemas, como o isolamento, a desestruturação postural e a entrada precoce no mundo adulto. Totalmente ilustrado com desenhos e belíssimas fotografias, o livro é um convite – sem broncas nem lições de moral – para que nós, adultos, repensemos a maneira como lidamos com crianças e adolescentes.

‘POSTURAS, GESTOS E EXPRESSÕES: A LINGUAGEM CORPORAL DE LULA NO DEPOIMENTO A MORO’

Segundo especialistas, ex-presidente demonstra raiva, ansiedade e contradições

RIO – O ex-presidente Lula titubeou e mostrou sinais de desconforto, raiva, ansiedade e enfrentamento durante o interrogatório de quarta-feira ao juiz Sergio Moro, apontam especialistas em linguagem corporal que analisaram o vídeo da íntegra do interrogatório a pedido GLOBO. Segundo eles, pela postura, gestos, expressões e até as roupas usadas por Lula é possível inferir suas emoções, embora ressaltem que nesta situação não é possível afirmar o porquê de o ex-presidente estar se sentindo daquele jeito.

— São visíveis durante o interrogatório os sinais de tensão, na face, nas mãos e no corpo de Lula, o que é natural em qualquer interrogatório — avalia o professor Paulo Sergio de Camargo.

Já Wandy Casalecchi, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Leitura Corporal, destaca que a postura de enfrentamento de Lula para o depoimento começou já na sua escolha de figurino. De acordo com ele, a gravata grossa, se estendendo abaixo do cinto e com listras coloridas gerava um grande contraste no centro do tronco e chamava demasiada atenção.

Casalecchi, no entanto, é mais comedido ao apontar o que chama de “incongruências” entre as declarações e a linguagem corporal de Lula, evitando usar a palavra “mentira”.

— As interpretações são diversas para estes tipos de eventos e ratificamos que apenas apontamos as incongruências entre o ato em si/palavras e os sinais não verbais. Qualquer conclusão sem uma investigação das incongruências é mera especulação — explica Casalecchi.

IRRITAÇÃO

Quando Moro apresenta os termos do processo, acusando-o de fazer parte de um esquema de corrupção, Lula inicia um sutil movimento de cutucar o dedo médio com o polegar, num sinal de agressividade e raiva pelo fato de ser acusado de fazer parte dele, diz Casalecchi: “sua face mostra uma austeridade natural para o momento, mas seus dedos deixam clara sua revolta por estar ali naquelas condições”.

DESCONFORTO

Iniciado o depoimento, Moro fala sobre o apartamento no Guarujá e Lula se mexe na cadeira, tenta se ajustar, arruma o terno e ajeita a gravata, indicações de estresse e desconforto com a questão, avalia Camargo. Logo em seguida, Lula vira a cabeça para a esquerda e olha de “canto de olho” para Moro. “Isso significa que está desconfiado das intenções do juiz ao realizar esta pergunta”, diz Casalecchi.

CONTRADIÇÃO

Ao dizer que quando chegar no processo do sítio de Atibaia vai responder tudo com prazer, a boca de Lula diz sim, mas a cabeça balança negativamente. Mais à frente, novamente, perguntado se sabia do envolvimento da OAS com a reforma do sítio de Atibaia, o ex-presidente se vira de lado e toca o nariz. “Todos são gestos clássicos de mentira nos estudos de linguagem corporal”, aponta Camargo.

ENFRENTAMENTO

Quando Lula sugere que haja uma conspiração contra ele, o que chamou de “mês Lula”, o ex-presidente o faz com flagrante elevação do queixo, sinal de enfrentamento. Além disso, ele utiliza muito os indicadores como sinal de acusação bélica e ataque, e os polegares para baixo, sugerindo imposição de ideias de forma ostensiva. “Ele está sinalizando: ‘Isso eu quero discutir’, afirma Casalecchi.

INCONSISTÊNCIA

De volta ao interrogatório envolvendo documentos relativos ao apartamento do Guarujá e datas, Lula junta as mãos como se estivesse rezando ao afirmar que só ouviu voltar falar do imóvel em 2013. “É uma falsa reza. Ele quer convencer o outro, mas não tem argumentos consistentes”, diz Camargo.

Texto parcial de matéria de Cesar Baima, publicada no jornal O Globo, em 12/05/2017. Para ler na íntegra, acesse: https://oglobo.globo.com/brasil/posturas-gestos-expressoes-linguagem-corporal-de-lula-no-depoimento-moro-21327251

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Conheça os livros do especialista Paulo Sergio de Camargo publicados pela Summus. Conheça-os:

10707
LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais
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Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

 

10805NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

‘A LEI NÃO MANDA, MAS A MORAL EXIGE’

O pai biológico não tem que pagar pensão enquanto seu nome não estiver na certidão de nascimento. É o que diz a legislação. Mas e a questão ética, como fica?

O pai que paga pensão alimentícia à filha menor deve continuar pagando se ela se casar? E se ela for morar com o namorado em vez de casar, ainda terá direito à pensão? E se estiver grávida? Essa complexa situação me foi relatada em um e-mail que recebi. E como o caso envolve tantas e tão variadas questões referentes ao Direito de Família, vale a pena comentá-lo aqui.

A autora da mensagem me diz que, há pouco tempo, seu noivo descobriu que tinha uma filha, fruto de um breve relacionamento, e que hoje está com 16 anos. Na época do nascimento, a mãe da menina casou-se com outro homem. Ele se propôs a assumir a paternidade da criança, desde que ela não contasse nada ao pai biológico. Tempos depois, porém, o casamento se desfez, e a menina, ao saber da verdade, entrou em contato com o pai biológico. Após um exame de DNA, a paternidade foi comprovada.

De acordo com o e-mail, a menina engravidou, desentendeu-se com a mãe e foi morar com o namorado. O pai biológico lhe paga uma pensão alimentícia, mas sem nenhum acordo formal. Ainda assim, a garota lhe pede dinheiro constantemente. Ele quer saber se é obrigado a pagar-lhe pensão, apesar dela estar grávida e vivendo com o namorado.

A resposta é: sim, mesmo nessas condições, o pai deve pagar pensão até que ela complete 18 anos (ou mais, caso ela esteja estudando). Antes disso, a obrigação só cessaria se ela se casasse – situação na qual não poderia mais exigir pensão. Contudo, é preciso lembrar que, embora o resultado do teste de DNA tenha sido positivo, o nome que consta na certidão de nascimento da garota é o do outro homem, o que assumiu sua paternidade ao casar-se com a mãe dela. Assim, para todos os efeitos, até que essa situação seja modificada, cabe a ele, e não ao pai biológico, pagar a pensão.

Assumir voluntariamente a paternidade de um filho que não é seu é um ato que traz uma série de responsabilidades. Não basta separar-se da mãe da criança para que essas responsabilidades desapareçam. Enquanto seu nome constar na certidão de nascimento, a filha é dele – bem como todas as obrigações que isso acarreta.

O teste de DNA não é, por si só, o reconhecimento da paternidade. Para colocar o nome do pai biológico na certidão seria necessário, primeiro, ingressar com uma ação para destituir o outro pai. E, como a menina é menor, isso só poderia ser feito pela mãe, que é sua representante legal. Mas, apesar de não ter obrigação de pagar a pensão enquanto seu nome não constar na certidão, o pai biológico pode se sentir moralmente compelido a ajudar a filha. Nesse caso, ele poderá recorrer à justiça, explicar a situação e pedir que seja estipulado um valor fixo, de acordo com suas posses. É uma forma de ficar em paz com sua consciência sem ser explorado.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/05/2017. Para acessar na íntegra: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-lei-nao-manda-mas-a-moral-exige/

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Conheça os livros da autora:

70012FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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70040HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.
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70042DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

 

 

‘A ARTE E AS NOVAS PAISAGENS DA VELHICE’

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

Sinto-me numa paisagem estonteante, onde a maturidade permitiu que olhasse para os lados com uma certeza absoluta da realidade apresentada. Isso não quer dizer que minha paisagem não comporta sonhos e desejos, muito pelo contrário. Mas percebo a vida como um fato incontestável cujo poder de sonhar colabora para um florescer do entorno. Recentemente entrei em contato com as ideias da psicóloga Maria Celia de Abreu, onde em um encontro para refletir sobre seu novo livro “Velhice: Uma nova paisagem”, com atenção, a ouvimos falar sobre a importância de criarmos uma imagem mental para ressignificar o sentido do envelhecimento.

“Não gosto nem um pouco da imagem bastante difundida de que a vida consiste em nascer ao sopé da montanha, ir subindo, subindo, subindo até chegar ao topo, no auge da vida adulta, e depois começar a descer, descer, descer… até encontrar o fim da jornada em algum ponto imprevisto” (p.44) , diz a autora sobre essa ideia que nos remete a um caminho repleto de derrotas.

Pensar na vida como um caminho que nos é oferecido a percorrer com diversas paisagens, parece mais interessante.

Como regra, sabemos que neste trajeto, não é possível voltar atrás e caminhar é o fazer que nos cabe, sem contestação. E desta forma vamos vivendo a vida encontrando paisagens que ao longo do percurso vão se transformando em novas realidades. “Haverá ladeiras íngremes a ser galgadas ou descidas penosamente; haverá trechos desérticos, sob sol escaldante, coberto por pedregulhos pontiagudos; haverá trechos sob árvores frondosas, que fornecerão sombra e frutos; ou nossa estrada atravessará paisagens com campos floridos, riachos de águas cristalinas, lindos lagos serenos.” (p.47)

Cabe a nós escolher se caminharemos de mãos dadas ou sozinhos, mas se haverá luz ou escuridão, sol ou chuva, não sabemos, mas se faz necessário definir a paleta de cores que pretendemos usar nessa construção.

Se fizermos uma analogia com os diversos tipos de paisagens da História da Arte, podemos entender a loucura do viver que ora nos acolhe ora nos amedronta.

O fato é que as paisagens de nossa vida, assim como as que nos foram contadas pelos grandes artistas, modificam-se ao longo dos períodos e se não tivermos flexibilidade para aderir a cada nova situação apresentada, não daremos conta de pertencer ao tempo atual.

Nossa vida nada mais é do que o caminho que nos é ofertado a percorrer.

Ao pensarmos no Barroco Francês, movimento que aconteceu durante o século XVII cuja característica era criar um efeito avassalador através da fusão de várias artes, percorremos uma paisagem de total deslumbre. E de tão deslumbrados, não sabemos para onde olhar. Seguimos o percurso nos perdendo em meio a tanta beleza. O Palácio de Versalhes é um exemplo deste tipo de arte que une a arquitetura, pintura, escultura e jardinagem em uma fusão que conjuga a harmonia como resultado. Caminhar por seus jardins assemelha-se aos momentos em que precisamos nos perder para enfim prosseguir. Labirintos muitas vezes desenham o caminho do viver e compõem nossas vidas com seus percursos intrincados.

“Perder-se também é caminho”, como já dizia Clarice Lispector.

O percurso não para de se modificar, assim como os movimentos diversos que fazem a História da Arte algo tão engrandecedor. Do Barroco seguimos adiante até o Realismo, movimento que emergiu na França no início da revolução de 1848 como uma reação ao Romantismo que por volta de 1800, mostrava através da Arte um mundo de beleza que propunha elevar os sentimentos acima dos pensamentos. Devo dizer que em meu viver, paisagens românticas são corriqueiras e me trazem certa dificuldade de racionalizar a própria vida. Com o Realismo combatia-se essa ideia romântica de ver o mundo. Suas paisagens retratam a vida tal qual ela se apresenta de maneira pragmática, afinal a realidade deve ser maior do que a sensação.

Nos momentos de viver as paisagens reais, nos endurecemos como humanos e muitas vezes perdemos de vista nossa condição de contemplar o entorno.

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida dos Fovistas que entre 1905 e 1907, revolucionaram a arte com cores violentas pintadas de forma arbitrária. Desejo um viver, para mim e para os idosos que cruzam meu caminho, que seja capaz de transformar toda e qualquer realidade em uma paisagem a nossa própria vontade. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

No Centro Dia público onde trabalho, o livro da Maria Célia foi tema de conversa durante a aula de História da Arte, começamos com as paisagens do Barroco Francês para nas semanas seguintes desbravarmos novos cenários. Para o atelier de Arteterapia, a continuidade do tema se fez presente na pintura de telas onde cada idoso falava da sua paisagem atual.

Paisagens floridas, lago em meio às árvores e mares tranquilos compuseram as pinturas. O Centro Dia veio para modificar paisagens e suas velhices. O que era turvo, ganhou cor e luz e os trabalhos mostraram uma felicidade de existência em estética e em sorrisos.

Paisagens diversas para um único caminho. E assim seguimos vivendo a vida. Das de Monet com suas paisagens embaçadas, mescladas, à força das retratadas pelos expressionistas, uma vida rica é aquela que nos coloca a prova para aprendermos a sair do conforto. Tem outro jeito de existir? Para os que pensam na velhice como paisagens apagadas, a Arte possibilita ascender os holofotes e modificar a paleta de cores.

O caminho é o mesmo. O viajante segue os passos com a única e certeira incumbência de caminhar.

A passos lentos, muitas vezes trêmulos, mas passos certeiros rumo ao desejo de existência que se faz presente em todas as paisagens do nosso caminho.

Texto de Cristiane T. Pomeranz, publicado no Portal do Envelhecimento. Acesse na íntegra: http://www.portaldoenvelhecimento.com.br/arte-e-novas-paisagens-da-velhice/

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Conheça o livro:

Velhice: uma nova paisagemVELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA 

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

“VELHICE – UMA NOVA PAISAGEM” MAIS UMA VEZ INDICADO NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

Fausto Silva destaca a relevância do lançamento da obra Velhice – Uma nova paisagem em seu programa do dia 19 de março. Assista no vídeo abaixo.

 

 

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Conheça o livro:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1463/Velhice

 

 

‘PAIS NÃO PODEM AFASTAR AVÓS DOS NETOS, PRINCIPALMENTE APÓS SEPARAÇÃO’

Pais não têm o direito de afastar avós de seus netos. Existe até uma lei que garante aos avós o direito à convivência com os netos em caso de separação dos pais.

Regina Beatriz Tavares da Silva, especialista em direito de família e presidente da ADFAS (Associação Brasileira de Direito de Família e das Sucessões), diz que os avós podem entrar com uma ação caso um dos pais dificulte a visita ao neto.

“O pedido de regulamentação das visitas dos avôs é muito bem visto pelos juízes, até por existir diversas pesquisas que mencionam o benefício dessa convivência para  as crianças e adolescentes”, afirma a advogada.

A psicopedagoga Elizabeth Monteiro, autora de vários livros sobre convivência familiar, diz que os pais deveriam aproveitar a experiência dos avós, principalmente em momentos de crise, como a separação do casal.

“Os avós podem ser aliados dos pais neste momento, podem ajudar a criança a compreender melhor o que está ocorrendo”, diz Betty.

Segundo ela, os pais precisam entender que quem está se separando são eles. “Os avós não têm nada a ver com isso.”

Betty afirma que os pais não podem falar mal dos avós para as crianças, nem mesmo quando estão com a razão. “Nada justifica denegrir a imagem de uma pessoa que a criança ama. Deixa a criança crescer e ela mesmo saberá fazer suas escolhas.”

Para a psicopedagoga, os pais devem estimular a convivência entre netos e avós. “Existem pesquisas mostrando que crianças que convivem com avós são mais felizes.”

VIVER MELHOR EM FAMÍLIA

Autora do livro “Viver Melhor em Família”, publicado pela Mescla Editorial, Betty estreia um programa com o mesmo nome em setembro no SBT. O programa será exibido nas manhãs de domingo.

Segundo ela, o programa será totalmente diferente daqueles no estilo ‘super nanny’. “Não vamos dar a receita, objetivo é fazer a pessoa pensar. Não existe uma fórmula mágica O que funciona para uma pessoa pode não ser bom para outra.”

No caso de crianças que fazem birra, por exemplo, Betty sugere que os pais se coloquem no lugar dela e entendam por que está agindo daquela maneira. “E também pensem sobre as atitudes que têm que podem interferir. Vamos estimular a pessoa a se colocar no lugar do outro para entendê-lo melhor.”

Texto da jornalista Fabiana Futema, publicado originalmente no blog Maternar, em 20/07/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse (restrito a assinantes da Folha ou do UOL):
http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2016/07/20/pais-nao-podem-afastar-avos-dos-netos-mesmo-apos-separacao/? 

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Conheça os livros da psicopedagoga Elizabeth Monteiro, publicados pelo Grupo Summus, clicando nas capas abaixo:

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MATERNIDADE, TRABALHO E CARREIRA NO PROGRAMA PONTO DE ENCONTRO

RadioMEga Brasil OnlineNo programa Ponto de Encontro, da Rádio Mega Brasil Online, Vany Laube conversa com a psicopedagoga, psicóloga, escritora e mãe de quatro filhos, Elizabeth Monteiro, autora do best seller A Culpa é da mãe, da Summus, e do recém-lançado Viver melhor em Família, da Mescla Editorial.

Ouça:

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Para saber mais sobre o livro Viver melhor em família, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1438/9788588641440

Para conhecer todas as obras da autora, publicadas pelo Grupo Editorial Summus, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

GOWHERE GASTRONOMIA PUBLICA MATÉRIA SOBRE A NOVA EDIÇÃO DE “OS SEGREDOS DO VINHO PARA INICIANTES E INICIADOS”

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788588641372

Para conhecer o livro Queijos do Brasil e do mundo para iniciantes e apreciadores, também de José Osvaldo Albano do Amarante, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1428/9788588641358