POR QUE MENTIMOS TANTO?

A mentira faz parte da história da civilização. Ao longo dos séculos, inúmeros pesquisadores se dedicaram ao tema pelas diferentes vertentes: científica, social, moral e até evolutiva. Apesar da diversidade do assunto, uma conclusão é unânime: toda mentira – até mesmo a mais inofensiva – tem consequências.

De acordo com estudos, escutamos, em média, 210 mentiras por dia. Da falsa informação acrescentada no currículo às falácias dos políticos, do conto do vigário ao autoengano, a mentira faz parte da história da civilização. Especialista em grafologia e linguagem corporal, Paulo Sergio de Camargo mergulhou no tema com o objetivo de revelar um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política.

Os métodos, é claro, não são 100% eficazes. “Temos a equivocada propensão a acreditar que somos capazes de identificar mentiras com certa facilidade. Não é bem assim. Após anos de estudos e pesquisas, sei que devemos ter cautela ao tentar reconhecer alguém com capacidade e habilidade cognitivas para enganar quem quer que seja”, afirma Camargo.  Pequenas mentiras, mentiras brancas, mentiras inocentes – ou qualquer que seja o nome dado a elas – uma coisa é certa: elas vão minar a confiança de alguém ao longo do tempo, segundo o especialista. “Toda a mentira – até mesmo a mais inofensiva – tem consequências”, diz

10805No livro Não minta pra mim! Psicologia da mentira e linguagem corporal, da Summus Editorial, Camargo apresenta definições de mentira e destrincha as principais situações em que ela se instala. Fruto de mais de 15 anos de pesquisa, a obra destaca a realidade nacional em relação ao assunto e aborda os principais sinais da linguagem corporal dos mentirosos.

De acordo com Camargo, não somos um país singular quando o assunto é mentira, mas há muitas diferenças em relação a outras culturas. “Talvez a leniência com que tratamos as mais descaradas mentiras seja nossa característica mais marcante”, diz o especialista.

Em 20 capítulos, Camargo transmite a maior quantidade possível de informações a respeito do tema, mesmo reconhecendo que ainda há muito para ser estudado e até mesmo descoberto. Os capítulos tratam da dificuldade de definir a mentira, dos tipos de mentira, do autoengano, do porque mentimos, da mentira escrita como falsificações e atestados médicos, da mentira como doença, dos sentimentos relacionados à mentira, dos mentirosos em cadeia nacional, da linguagem corporal e das microexpressões no momento da mentira, entre outros temas.

“A mentira influencia grandemente a nossa vida; nascemos, crescemos e evoluímos diante da mentira. Nem sem­pre é possível enfrentá-la. Mesmo tentando nos prevenir contra as mentiras, seremos sempre enganados. De certa forma, essa certeza pode ser até reconfortante, pois nos torna mais sensíveis e humanos”, conclui Camargo.

Paulo Sergio de Camargo é um dos mais bem preparados e conceituados grafólogos brasileiros. Fez pós-graduação em gerência e desenvolvimento de Recursos Humanos na UniFae Centro Universitário, em Curitiba, e atuou como instrutor de grafologia no Centro de Psicologia Aplicada (Cepa), no Rio de Janeiro, entre 1994 e 2002. É constantemente convidado a fazer palestras no Chile, na Argentina e no México, e nos últimos anos tem-se dedicado ao estudo da linguagem corporal. Publicou, pela Ágora, os seguintes livros: A grafologia no recrutamento e seleção de pessoal; Grafologia expressiva; e Sua escrita, sua personalidade. Pela Summus, lançou também Linguagem corporal – Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais.

Saiba mais sobre o livro, acessando: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532308054

MORRE, AOS 73 ANOS, O PSIQUIATRA E PSICOTERAPEUTA FLÁVIO GIKOVATE

gikovate-pbCom muito pesar, informamos que faleceu nesta quinta-feira, dia 13 de outubro, por volta de 18h30, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate. Ele enfrentava um câncer no pâncreas desde abril deste ano. Lutou firme e bravamente contra a doença durante esses meses e se manteve confiante durante o longo e doloroso processo de tratamento.

Desde 1966, quando se formou médico psiquiatra pela USP e foi assistente clínico do Institute of Psychiatry na London University, Flávio Gikovate teve uma certeza sobre sua carreira: nunca se filiaria a escolas ou aceitaria doutrinas acadêmicas.

Isso não quer dizer, claro, que não sofreria influências de vários pensadores. Sua grande fonte de inspiração como escritor, no entanto, em 50 anos de carreira, foram seus próprios pacientes. Cerca de dez mil já passaram pelo seu consultório. Seus livros – 35 publicados – já venderam mais de um milhão de exemplares.

Desde o início da carreira, Gikovate dedicou-se essencialmente ao trabalho de psicoterapeuta. Escrever foi uma forma de transferir conhecimento e ajudar as pessoas a entrarem num ciclo de evolução. E assim ele ficou conhecido: por abordar de forma original, sem subtrair a importância teórica do seu trabalho, as questões e problemas que afligem os relacionamentos pessoais e interpessoais. E fez isso com muito prazer.

As questões sobre sexualidade e amor sempre atraíram Gikovate. Por isso, foi um dos pioneiros no Brasil a publicar trabalhos nessas áreas. Seu primeiro livro, lançado em 1975, é um clássico. E, nesses mais de 48 anos de vida como escritor, sua maior preocupação sempre foi manter a coerência de pensamento e de argumentação.

Gikovate se preocupava e levava a sério seu compromisso social. Foi conferencista solicitado tanto para atividades acadêmicas como para as que se destinam ao público em geral. Além de colaborar muitos anos com revistas e jornais brasileiros de grande circulação, ele participou de diversos programas de televisão.

Em 2010, aceitou o convite do amigo Silvio de Abreu e encarou o desafio de atuar na novela Passione, da TV Globo, interpretando ele mesmo. A motivação para integrar um elenco de novela foi a mesma que sempre permeou sua carreira: divulgar a profissão para o maior número de pessoas possível.

Antes de adoecer, apresentava o programa “No divã do Gikovate”, gravado no teatro Eva Herz da Livraria Cultura Conjunto Nacional, em São Paulo, com a participação do público, semanalmente, todas as terças-feiras. Sempre participativa, a plateia lotava os 150 lugares do teatro a cada evento. O programa completou nove anos em agosto de 2016. Em 2012, recebeu o prêmio APCA, na categoria rádio variedades.

Gikovate nunca deixou de fazer aquilo em que acreditava. Entre 1982 a 1984, aceitou um convite que gerou grande polêmica na época. Em plena era da democracia corinthiana, encarou o desafio de comandar o time psicologicamente.

Entre as obras de sua autoria, estão: Dá pra ser feliz… Apesar do medo; O Mal, O Bem E Mais Além; Uma história do amor…Com final feliz; Nós, os Humanos; Ensaios sobre o amor e a solidão; Homem: o sexo frágil?; A Liberdade Possível; Uma nova visão do amor; Cigarro: um adeus possível; Deixar de Ser Gordo; Sexo; Sexualidade sem Fronteiras; Mudar– Caminhos para a transformação verdadeira; Gikovate além do divã – Autobiografia. Todos publicados pela MG Editores.

Em 2009, lançou a versão em espanhol de “Uma história do amor…Com final feliz”, pela editora colombiana Panamericana Editorial. O livro também ganhou versão em inglês, ao lado de “O Mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos”.

“Para ser feliz no amor” foi seu último livro. O lançamento aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, no dia 13 de setembro, com palestra.

Ao lado do amigo nos últimos momentos, Silvio de Abreu deu a seguinte declaração poucas horas depois do falecimento: “Eu acho que o Brasil perde uma grande inteligência, de um homem extremamente preparado para o trabalho que fazia. Um homem que influenciou a cabeça de muitas pessoas importantes no país. Um homem que teve a humildade de colocar o seu trabalho de uma maneira muito mais popular, atendendo pessoas pelo rádio e divulgado seus livros, passando suas ideias. E fazendo isso sempre com muito respeito pelo trabalho e pelas pessoas. Hoje o Brasil perde um grande profissional. Eu estou perdendo um grande amigo”.

O editor do Grupo Editorial Summus, Raul Wassermann, que publicou a maioria dos seus livros, também falou sobre Gikovate: “Nestes muitos anos de convivência com esse importante autor de nossa editora tornei-me amigo e admirador de Flávio. Ele nos deixa e fica um grande vazio, mas sua memória será perene.”

Gikovate deixa a esposa, Cecília, e filhos. Ele será cremado em uma cerimônia simples e reservada à família e aos amigos próximos.

 

 

 

FALECE ZERKA T. MORENO, COCRIADORA DO PSICODRAMA

zerka-t-morenoLamentamos informar o falecimento de Zerka T. Moreno, aos 99 anos de idade. Cocriadora do psicodrama, juntamente com seu marido, J.L. Moreno, exerceu um papel pioneiro não só na criação e consolidação do psicodrama como no desenvolvimento da psicoterapia de grupo. Ao longo de seus sessenta anos de prática, ela foi responsável pela formação de muitos profissionais, em vários países.  Até 1982, foi diretora do Instituto Moreno em Beacon, Nova York, e presidente da American Society of Group Psychoterapy and Psychodrama. Teve vários artigos publicados em livros e revistas e esteve no Brasil por várias vezes, a última delas como convidada especial do XI Congresso Brasileiro de Psicodrama, realizado em Campos do Jordão, em 1998.

Para saber mais sobre a importância de Zerka para o meio psicodramatista, leia a apresentação de José Fonseca ao livro A quintessência de Zerka, publicado pela Ágora em 2008:  http://www.gruposummus.com.br/indice/20038.pdf

Zerka deixa um filho, o americano Jonathan Moreno, filósofo e historiador que sempre lutou para perpetuar o trabalho dos pais.

INSCRIÇÃO DE TRABALHOS NO 20º CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICODRAMA

Atenção: o prazo para inscrição de trabalhos no 20º Congresso Brasileiro de Psicodrama, que ocorrerá em São Paulo, se encerra na próxima semana, no dia 2 de fevereiro. 

O evento, que conta com o patrocínio da Ágora em mais esta edição, ocorrerá na UNIP Campus Vergueiro, de 25 a 28 de maio.

Saiba mais sobre o evento em: Saiba mais em: http://www.cbpfebrap.com.br/

Para conhecer todos os livros de psicodrama publicados pela Ágora, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/Psicodrama
Flyer setembro

MORRE MOYSÉS AGUIAR

Moyses_Aguiar

Lamentamos informar que faleceu no sábado, dia 14 de novembro, o psicólogo e psicodramista Moysés Campos de Aguiar Netto, vítima de câncer no pulmão. Um dos líderes do movimento psicodramático brasileiro, ele é um dos principais autores de psicodrama da Editora Ágora. Escreveu os livros “Teatro espontâneo e psicodrama” e “Psicodrama e emancipação” e traduziu diversas obras. Também é coautor de uma dezena de outros livros, alguns deles publicados na Alemanha, na Inglaterra e na Hungria. Em 2016 já estava previsto o lançamento de “Psicodrama público na contemporaneidade”, mais um livro com sua coautoria.

Moysés Aguiar lutava contra doença há um ano. Mesmo em tratamento, segundo amigos, ele não se afastou de suas atividades como psicoterapeuta, professor e diretor de Teatro Espontâneo. Seu conhecimento, criatividade e espontaneidade eram intensos na direção e no ensino, conta Sergio Serrano, diretor da Febrap – Federação Brasileira de Psicodrama, em texto divulgado nas redes sociais.

“Já estava inscrito para o 20º Congresso Brasileiro de Psicodrama e ia para o Chile ministrar uma atualização de Teatro Espontâneo. Essa era a prova de sua vontade de viver e continuar produzindo”, conta Serrano.

Moysés Aguiar foi precursor de várias trupes de Teatro Espontâneo pelo Brasil, quando criou a Escola de Teatro Espontâneo na cidade de Tietê. No livro “Psicodrama e emancipação”, lançado em 2009, ele conta, por meio de relatos, depoimentos e reflexões, a história da Escola de Psicodrama de Tietê, uma experiência pedagógica pioneira no ensino de psicodrama, comandada por ele e ocorrida na década de 1990, cuja metodologia antecipou algumas propostas consideradas hoje extremamente avançadas em termos educacionais.

 

MORRE O JORNALISTA EDSON FLOSI

Lamentamos informar que faleceu nesta quarta-feira, 5 de junho de 2013, aos 73 anos, o professor e jornalista Edson Flosi, vitima de câncer. Um dos mais destacados jornalistas do Brasil, ele lutava há sete anos contra a doença e estava internado desde sexta-feira (31) no Hospital AC Camargo.

Edson Flosi nasceu em São Paulo em 1940. Iniciou-se no jornalismo em 1960 e exerceu a profissão durante 30 anos, passando pelos jornais Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, O Globo e outros órgãos da imprensa. Ocupou quase todos os cargos da Redação: repórter, redator, pauteiro, chefe de reportagem, editor e secretário.

Sempre que podia voltava às ruas para fazer o que mais gostava: reportagem. Em toda a sua carreira foi essencialmente repórter policial. Militou durante 20 anos no Fórum de São Paulo como advogado criminalista.

A paixão pela reportagem levou Flosi a escrever o livro Por trás da notícia – O processo de criação das grandes reportagens, que foi lançado pela Summus Editorial em janeiro de 2012. A obra traz 15 reportagens históricas produzidas por ele. Flosi também escreveu o livro-reportagem O Assalto dos 500 milhões (Best Seller, 1965) e o ensaio político A Renúncia do Presidente Jânio Quadros (1961).

Flosi estava trabalhando no segundo volume do livro Por trás da notícia. Ele foi professor e assessor da diretoria da Faculdade Cásper Líbero de 1996 a março de 2012, quando foi demitido em meio ao tratamento contra o câncer. Ele estava licenciado e cumpria funções administrativas na faculdade. “Demitir um professor doente é legal. Pode não ser moral, mas é legal. O trabalhador não pode esperar atitude humanitária da empresa. Afinal, vivemos em um regime capitalista”, escreveu Flosi, na época.

A demissão causou revolta entre os estudantes da faculdade de jornalismo e levou a instituição a tentar recontratar o professor. Em nota, a instituição disse que “em consideração ao trabalho desenvolvido pelo professor Edson Flosi na instituição e atendendo a demanda dos alunos, convida, publicamente, o docente a reassumir suas funções”.

Flosi, no entanto, recusou o convite. No Twitter, ele escreveu a frase “Todo poder aos estudantes”. Segundo a família, a Cásper Líbero seguiu custeando metade do valor do plano de saúde dele. Em março deste ano ele lançou um blog e mantinha uma grande atividade nas redes sociais.

O velório será das 17h às 23h no cemitério Chora Menino, em Santana, São Paulo. O corpo de Flosi será cremado no Crematório da Vila Alpina, nesta quinta-feira (6), às 10h.