‘PESQUISA RECRIA NEURÔNIOS E ENCONTRA GENE LIGADO À ANOREXIA’

Neurônios derivados do organismo de meninas que sofrem de anorexia possuem um padrão característico de ativação do DNA, associado ao sistema que regula a sensação de prazer durante a alimentação.

Os dados sugerem que seria possível projetar medicamentos específicos contra o distúrbio.

“A anorexia ainda carrega muito estigma social, e muitos acreditam que seja algo psicológico. No entanto, é uma doença com bases biológicas claras, gerada a partir de contribuições genéticas e ambientais”, argumenta o biólogo brasileiro Alysson Muotri, que trabalha na Universidade da Califórnia em San Diego, autor do estudo.

Apesar de afetar 1% das pessoas com uma aversão irracional à ideia de ganhar peso (e que pode levar à morte), ainda falta muito para entender como a doença surge.

Para chegar às conclusões descritas em artigo na revista “Translational Psychiatry”, Muotri e colegas adotaram uma abordagem que tem rendido descobertas a respeito de autismo e mal de Parkinson, por exemplo.

Já que é praticamente impossível investigar diretamente o que acontece nas células cerebrais de pessoas com esses problemas enquanto elas ainda estão vivas, os cientistas usaram uma tecnologia que cria neurônios a partir de uma simples biópsia de pele.

A tecnologia em questão é a das células iPS (células pluripotentes induzidas), por meio da qual a amostra de tecido da pele recebe modificações para que as células voltem a um estado extremamente versátil, semelhante ao das células de um embrião com poucos dias de vida.

O passo seguinte é o cultivo delas num “caldo” específico, que propicia a transformação delas no tipo celular desejado –no caso, neurônios do córtex, a “área nobre” do cérebro.

Como os neurônios obtidos por esse método possuem o mesmo material genético dos que estão no cérebro da pessoa que foi submetida à biópsia, espera-se que eles simulem, de forma razoavelmente precisa, o que ocorre no organismo do doente.

Com base nisso, os cientistas obtiveram amostras de quatro adolescentes com um quadro de anorexia severa e refratárias a terapias leves.

Os pesquisadores também produziram neurônios derivados de quatro mulheres e meninas saudáveis, de modo a poder comparar as duas populações de células.

A preferência por pacientes do sexo feminino na adolescência se justifica porque a anorexia é dez vezes mais comum entre mulheres, e os sintomas costumam aparecer alguns anos após a puberdade.

Depois que os neurônios derivados de ambos os grupos do sexo feminino tinham se estabelecido numa cultura de células, os cientistas fizeram uma extensa análise da expressão gênica deles–ou seja, do padrão de ativação ou desativação de DNA nas células, o qual, por sua vez, rege o funcionamento celular por meio da produção maior ou menor de proteínas e outras moléculas.

De maneira geral, as diferenças entre os dois grupos de neurônios são sutis, embora eles pareçam se comportar de forma distinta –os neurônios das jovens anoréxicas têm mais em comum entre si do que com os das mulheres e meninas saudáveis. A ativação elevada de um gene específico nos neurônios “anoréxicos”, porém, chamou a atenção dos pesquisadores.

Trata-se do pedaço de DNA conhecido como TACR1, que contém a receita para a produção de uma fechadura bioquímica na qual se encaixa a taquicinina. “Ela atua no eixo cérebro-intestino e foi associada à sensação de gordura corporal”, explica Muotri.

Ou seja, parece que ajuda a regular a impressão que cada pessoa tem de estar magra ou gorda –uma das peças que fica fora de lugar para quem tem anorexia, um distúrbio que faz pessoas magérrimas continuarem a achar que estão muito acima do peso.

Curiosamente, já existem drogas que são antagonistas do TACR1, ou seja, atrapalham seu funcionamento. São usadas por pacientes que fazem quimioterapia e, por isso, perdem o apetite.

“Seria tentador testar isso agora [em quem sofre de anorexia], mas acredito que ainda é cedo”, diz Muotri. “Essas drogas têm muito efeito colateral e talvez tivessem de ser usadas cronicamente, o que não seria tão vantajoso.”

Para o psiquiatra Antonio Leandro Nascimento, da UFRJ, a abordagem adotada no novo trabalho é muito interessante por tentar investigar os aspectos celulares e genéticos da gênese da anorexia. “Mas não podemos esquecer que são apenas uma parte do quebra-cabeça. O ambiente e os aspectos culturais também são importantes”.

Segundo Nascimento, hoje não existem medicamentos voltados especificamente para os pacientes anoréxicos –o tratamento é centrado na terapia cognitivo-comportamental. Por isso, identificar possíveis alvos para drogas é importante, afirma.

Metéria de Reinaldo José Lopes, publicada originalmente na Folha de S. Paulo. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/03/1866579-pesquisa-recria-neuronios-e-encontra-gene-ligado-a-anorexia.shtml

 

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Quer saber mais sobre anorexia? Conheça os livros do Grupo Summus:

20710ANOREXIA E BULIMIA
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

10241A EXPERIÊNCIA ANOREXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL 

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

10124MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

10693O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL 

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

 

‘LILY COLLINS REVELA TER SE SALVADO DA ANOREXIA; COMO IDENTIFICAR A DOENÇA?’

Quem melhor que uma pessoa que já passou por um quadro de anorexia para viver um personagem com esse problema? No lançamento do filme “To The Bone”, no Festival Sundance de Cinema, a atriz Lily Collins, de 27 anos, revelou que sofreu com o transtorno na adolescência.

A ideia da atriz era revelar a questão em um livro de memórias, mas a experiência catártica de interpretar a personagem Ellen trouxe a reflexão a público. Segundo a estrela, era a oportunidade de exorcizar o passado e alertar os jovens sobre transtornos alimentares.

“Eu escrevi um capítulo cerca de uma semana antes de chegar o script. Era o universo falando que existia um motivo para eu estar falando disso agora”, contou em entrevista ao site InStyle.

Mais celebridades revelaram o problema

Entre as famosas que já revelaram ter sido vítimas de anorexia estão modelos como Isabella Fiorentino, as atrizes Deborah Evelyn  e Raquel Fabbri, além das cantoras Lady Gaga e Demi Lovato.

Para Valéria Lemos Palazzo, membro da Academy for Eating Disorders e fundadora do Grupo de Apoio dos Distúrbios Alimentares, a revelação do quadro de anorexia por famosas nem sempre ajuda.

“É positivo quando a pessoa já superou o problema. Porém, quando a pessoa menciona que ainda sofre, só faz parecer que é possível viver e ser bem-sucedido mesmo com anorexia”, diz. Por isso, o padrão magérrimo exaltado nas passarelas e campanhas da moda é considerado um incentivo para quem não contornou o problema.

Problema real

A anorexia é um problema que atinge de 0,5% a 1% das adolescentes e mulheres adultas no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Homens são minoria, mas casos entre eles têm chamado a atenção nos últimos anos.

Há uma predisposição genética para o transtorno, mas, geralmente, é desencadeado por pressões sociais e culturais. A anorexia se caracteriza por uma preocupação excessiva com alimentação, perda drástica de peso e distorção da imagem corporal.

Segundo Valéria, os primeiros sinais de um quadro de anorexia aparecem no comportamento da pessoa, como começar a restringir a alimentação, esconder o corpo com roupas largas, se pesar constantemente, agressividade e isolamento social.

Além disso, há os critérios diagnósticos, como o Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 20.

Como ajudar?

A especialista afirma que abordar uma pessoa anoréxica exige paciência. “O ideal não é apontar o fato de a pessoa estar muito magra, mas perguntar o objetivo da perda de peso pela qual ela está passando. Se a pessoa procura emagrecer com saúde, estabelece uma meta, por exemplo. Se alcançou o peso desejado, se só mantém. A vítima de anorexia mencionará uma meta irreal e sem limite”, diz Valéria.

Uma vez detectado o problema, a profissional indica que o caso seja relatado para um clínico geral ou pediatra que já acompanhe o jovem. Acompanhamento psicológico é essencial.

Matéria de Juliana Simon, publicada originalmente no UOL, em 24/01/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/01/24/lily-collins-revela-ter-se-salvado-da-anorexia-como-identificar-a-doenca.htm

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Para saber mais sobre anorexia e distúrbios alimentares conheça os livros do Grupo Summus sobre o assunto:

 

20710ANOREXIA E BULIMIA
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora:
Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

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10241A EXPERIÊNCIA ANORÉXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL 

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.
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10124MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

10693O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL 

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

‘MINDFULNESS VS. MEDITAÇÃO: AFINAL, QUAL É A DIFERENÇA ENTRE AS TÉCNICAS?’

Mindfulness é meditação, mas meditação não é mindfulness. Os mais críticos dizem que mindfulness é meditação de americano, estilo fast-food. Quem a defende, afirma que é um treino mental e traz os benefícios da prática milenar de forma laica, para o homem moderno.

Há mais de 500 tipos de meditação — hindu, zen budista, cabala e sufi são as mais conhecidas. A maioria delas busca o autoconhecimento e a serenidade. “Siddhartha Gautama, Shakyamuni Buddha ou só Buda foi quem falou que a causa do sofrimento humano estava na mente, por isso essa busca constante em acalmá-la, atingindo a serenidade”, afirma o professor e pesquisador da USP, Rubens Maciel. Especialista em meditação, ele explica que mindfulness bebe muito das técnicas de tradicionais.

Com raízes budistas, mindfulness é o que está na moda por enquanto. Na livraria Saraiva, por exemplo, há mais de 200 títulos sobre a prática — na norte-americana Amazon são mais de 83 mil títulos, entre livros, e-books, CDs e DVDs.

Mas, enquanto Buda buscava a serenidade, a principal promessa do mindfulness é atingir o foco, a atenção plena. “Quando você exercita, como em uma academia, a sua capacidade de focar e estar com a atenção totalmente voltada para uma única coisa ou tarefa, sua produtividade e memória vão melhorar. Mindfulness ensina as técnicas para exercitar a mente”, explica Rita Kawamata, instrutora da Assertiva Mindfulness desde 2014. Ela oferece cursos específicos para crianças hiperativas e pessoas com distúrbios alimentares.

“Mindfulness pode ser praticada por todos, inclusive crianças”, afirma a psicóloga Ingrid Arantes, que indica meditação para os seus pacientes. Para ela, a técnica é um tipo de meditação.

“Meditação mindfulness não é desligar a mente, desativar o pensamento, nem controlar a mente, mas, sim, a capacidade de ficar no momento presente”, explica Stephen Little, físico, budista e diretor de aprendizagem da The School of Life, no Brasil.

Ensinamentos de Buda
O termo mindfulness foi cunhado em 1979 pelo professor Jon Kabat Zinn, na Universidade do Massachusetts, nos EUA, onde também foram feitos os primeiros estudos em pacientes que sofriam com dores crônicas. Adepto do budismo zen, Kabat Zinn sistematizou algumas técnicas que aprendeu após anos de meditação e ioga. O curso Mindfulness Based Stress Reduction (Redução de Stress Baseado em Mindfulness) passou a ser dado em oito semanas e seu principal foco era melhorar a qualidade de vida dos pacientes que estavam sob estresse devido a doenças.

De acordo com Maciel, da USP, a década de 1970 marca a chegada dos ensinamentos orientais ao ocidente, por causa da invasão do Tibet e a ida de muitos monges budistas para os EUA e Europa. “Foi quando o ocidente começou a descobrir os benefícios da meditação, alvo de inúmeras pesquisas científicas”, diz o professor e pesquisador.

Há cinco anos, Maciel dá cursos de meditação para alunos e funcionários do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Os resultados da sua pesquisa, entretanto, ainda não foram publicados. “Muitos sentem as melhorias ainda durante o curso e relatam que estão mais calmos, atentos e menos ansiosos, além de notarem melhoria nas relações familiares”, afirma o especialista.

Esses mesmos benefícios são elencados pelos alunos da instrutora Rita. A reportagem do UOL acompanhou uma aula em uma academia na zona sul de São Paulo, na qual os alunos aprendiam a praticar a fala consciente e a escuta ativa. Em duplas, enquanto um falava o outro apenas ouvia, vigiando a própria mente para não tirar o foco do que o colega dizia. Não era permitido responder. Quem terminava a fala antes dos cinco minutos estabelecidos, ficava em silêncio (que ali é muito bem-vindo).

“Mindfulness está relacionado a sair do piloto automático, não se deixar levar pelos condicionamentos. O outro pilar é a atitude gentil, que não é julgadora e prevê o acolhimento e a compreensão das coisas e dos outros como são”, diz Rita

O professor da USP explica que mindfulness baseia-se muito em duas linhas da meditação: a Theravada e a Vipassana. Essas práticas buscam a quietude e serenidade mental. “A mente da maioria das pessoas é selvagem, como um macaco que pula de galho em galho. Pensa-se sobre muitas coisas ao mesmo tempo. A mente age por conta própria, fazendo correlações. Quem medita, busca viver e focar no presente, aquietar a mente”, explica. Atenção e a produtividade são consequências dessa ordem mental.

Estresse, ansiedade e depressão
Maciel explica que os ansiosos estão em constante sofrimento e isso se manifesta em dores e doenças. “Se você está o tempo todo pensando ‘será que o meu chefe gostou do trabalho? Será que meu namorado vai ligar? Será que vai dar certo?’, o seu corpo reage como se estivesse em constante ameaça e por isso libera mais cortisol, hormônio que afeta o bom funcionamento do sistema imunológico”, diz. E completa: “ao aquietar a mente a meditação isso muda o metabolismo, tornando o sistema imunológico mais resistente”.

Qual escolher?
“Quem quer estender o estado de presença [atenção plena] para o dia, vai achar a orientação de mindfulness mais atraente”, afirma Stephen Little. Para a psicóloga Ingrid, o importante mesmo é meditar, “Independentemente de modismos, fico muito feliz que as pessoas estejam preocupadas em meditar. É algo que te conecta com você mesmo e possibilita um universo interior de paz, tranquilidade e amor”, diz.

Os especialistas, porém, fazem um alerta sobre a massificação dos cursos de meditação: “Mindfulness não é ‘fast’, é uma prática de artesão. Infelizmente, está sendo divulgado cada vez mais como a nova panaceia mental”, afirma Little. Rubens Maciel diz que muita gente faz o curso de oito semanas e já se diz um instrutor, “mas para ser um mestre de meditação é preciso ter, no mínimo, dez mil horas dedicadas à prática”, afirma. Para quem quer começar a meditar, Maciel aconselha buscar locais que seguem a linha Theravada, que é a mais tradicional. Little dá uma dica: “pergunte ao instrutor de mindfulness se ele já deu, ao menos, dez cursos”.

Matéria de Heloísa Negrão, publicada originalmente no UOL, em 07/12/206. Para lê-la na íntegra, acesse: http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2016/12/07/mindfulness-vs-meditacao-qual-e-a-diferenca-entre-as-tecnicas.htm

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Para saber mais sobre meditação, conheça alguns dos livros do Grupo Summus sobre o tema:
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10716VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.
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50065MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar
Autor: Roberto Cardoso
MG EDITORES

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

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60038CHAN TAO
Essência da meditação
Autores: Norva M. Leite, Lilian F Takeda, Jou E. Jia
PLEXUS EDITORA

Este livro foi escrito por um dos melhores médicos acupunturistas do Brasil, o dr. Jou Eel Jia, foi preparado para ensinar meditação e a cultura tradicional chinesa a um número cada vez maior de pessoas. Somos levados, por intermédio de algumas lendas e um pouco de filosofia, aos caminhos do conhecimento de nossa essência através da meditação.
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20039MEDITAÇÃO JUDAICA
Um guia prático
Autor: Aryeh Kaplan
EDITORA ÁGORA 

Este livro, baseado na tradição e com pinceladas de transcendentalismo, é um guia essencial para a meditação judaica. Com explicações claras e exercícios fáceis de fazer, apresenta várias técnicas meditativas – como mantras, contemplação, visualização e preces –, permitindo ao leitor desenvolver uma conexão mais forte com seu lado espiritual.
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20704NÃO FAÇA NADA, SÓ FIQUE SENTADO
Um retiro de meditação budista ao alcance de todos
Autora: Sylvia Boorstein
EDITORA ÁGORA

Um livro indicado para aqueles que, eventualmente, já se sentiram atraídos pela meditação budista mas não souberam como começar a praticar. A autora, Sylvia Boorstein, psicoterapeuta de origem judaica, consegue trazer o budismo para o cotidiano da vida moderna. Em linguagem clara e direta, ela explica os ensinamentos milenares do budismo, de um jeito fácil de entender, acreditar e praticar. Seguindo este guia, com dedicação e perseverança, o leitor estará se iniciando ou se aprofundando na prática da meditação budista.
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20717NOSSA LUZ INTERIOR
O verdadeiro significado da meditação
Autor: J. Krishnamurti
EDITORA ÁGORA

Para os seguidores de Krishnamurti, este livro é um presente de novo milênio. Para quem vai conhecê-lo agora, ele talvez represente um reinício de vida. Trata-se de uma coletânea de textos extraídos de palestras ainda não-publicadas. São insights atemporais sobre onde encontrar as verdadeiras fontes da liberdade, da sabedoria e da generosidade humana dentro de cada um de nós. Ele faz considerações sobre o que é, de fato, a meditação – tema central desta obra – e induz o leitor a procurar o seu próprio modo de colocá-la em prática.

‘5 MÉTODOS PARA CONTROLAR A DOR COM A MENTE’

Apesar de produzir uma sensação física, a dor vai muito além. Ela é fruto de uma relação do corpo e a mente, e é influenciada também por diversos fatores externos.

De acordo com a universidade americana Harvard Medical School, a maneira como se sente a dor tem a ver com as emoções, personalidade, estilo de vida, genética e as experiências anteriores.

Se a pessoa tiver sido exposta à dor durante um longo período de tempo, o cérebro pode ter sido modificado para receber sinais de problemas, mesmo quando eles não existem.

No caso da fibromialgia, uma doença em que o principal sintoma é uma dor generalizada que pode ser sentida por todo o corpo, o componente emocional tem um peso importante, segundo o Serviço Nacional de Saúde Pública do Reino Unido. O desconforto é contínuo: as sensações de dor, ardência e queima estão presentes constantemente, embora possam melhorar ou piorar em momentos diferentes.

Alternativa mais saudável

Uma maneira de lidar com condições crônicas, ou quase qualquer outra doença física, é mudar a percepção mental de dor. Isso aumenta o limite de tolerância e, assim, reduz a necessidade de medicamentos que podem causar efeitos colaterais e até mesmo dependência.

Por isso, a Harvard Medical School recomenda uma série de técnicas mentais para ajudar a combater a dor. Os estudos científicos mostram que estas terapias alternativas têm sido eficazes no alívio da dor de cabeça e a fibromialgia.

1) Atenção plena

“Esta técnica envolve basicamente focar no presente, sem julgamento”, diz o neurocientista Sara Lazar, Massachusetts General Hospital.
Para muitos, o primeiro impulso à dor é tentar se desligar de qualquer maneira. Ao usar a atenção plena para controlar a dor, no entanto, o que se busca é aproximar a sensação e aprender a conhecê-la “assistindo-a” objetivamente. A idéia é concentrar-se no momento em que ele você está vivendo, evitando preocupações passadas e futuras.
Tem-se que considerar os seguintes elementos: Onde começa o que se sente? Isso muda com o passar do tempo? Como você pode descrever?

2) A respiração profunda

Esta técnica é fundamental para o resto das alternativas que podem ser usadas para ajudar a controlar a dor.Trata-se de respirar profundamente por alguns segundos e depois expirar. Para ajudar a manter a concentração e ritmo da respiração, podem ser usadas palavras ou frases. Por exemplo, cada vez que você respira, você pode dizer “bem-vindo, relaxamento”. Ao expirar, “adeus, negatividade.”

3) Meditação e visualização

Neste caso, o processo inicia-se prestando-se atenção à respiração seguindo a técnica ensinada acima. Isso é feito em uma atmosfera de relaxamento completo, sem ruídos ou estímulos que possam distrair, como música de fundo. Além disso, você pode pensar em um lugar que está associado com tranquilidade, paz e prazer. Uma praia com o som das ondas. Pássaros cantando em uma paisagem bucólica. Se a mente se distrair e começar a pensar em outras coisas, traga de volta a imagem que causa tranquilidade.

4) Concentração e positividade

Escolher uma atividade que você goste é outra opção. Pode ser qualquer coisa que gera prazer: leitura de poesia, fazer caminhadas em espaços verdes, culinária ou dedicar-se à jardinagem. O objetivo é concentrar-se de forma absoluta no que você está fazendo e prestar atenção nos mínimos detalhes, observando como os sentidos reagem e quais são as sensações que você sente. Quando uma pessoa não está bem, muitas vezes pensa apenas no que não pode fazer. Direcionar a atenção para o que pode fazer ajuda a parar de pensar na dor. Ter um diário e registrar regularmente as razões ou coisas de que você gosta, é uma maneira de fazer isso, explica a professora de psiquiatria do Harvard Medical School, Ellen Slawsby.

5) Gerar a resposta de relaxamento

É o antídoto para o estresse que gera a dor. Permite controlar o aumento da frequência cardíaca e as reações do corpo, que entra em alerta com estresse. Neste caso, a primeira coisa a fazer é fechar os olhos e relaxar todos os músculos do corpo. Em seguida, prestar atenção na respiração. Se os pensamentos começam a aparecer, devemos recorrer à palavra “recarga” para voltar a concentrar na respiração. Neste processo, passaram-se de dez a 20 minutos. Posteriormente, permita o retorno dos pensamentos. Finalmente, abra os olhos.

Da BBC Brasil, publicado no UOL em 10/10/2016. Para ler na íntegra, acesse:
http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/bbc/2016/10/10/5-metodos-para-controlar-a-dor-com-a-mente.htm\

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Saiba mais sobre controle da dor com os livros:

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10716VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL 

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life. 

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10640CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill
SUMMUS EDITORIAL

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

20058IMAGENS QUE CURAM
Práticas de visualização para a saúde física e mental
Autor: Gerald Epstein
EDITORA ÁGORA

As últimas descobertas da ciência comprovam que corpo e mente são indissociáveis, principalmente quando se trata de saúde. Neste livro, o dr. Gerald Epstein, baseado em sua prática como médico e terapeuta, ensina técnicas de visualização que ajudam a curar os mais diversos distúrbios, como depressão, asma, artrite, hipertensão, ansiedade e tensão pré-menstrual.

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50108FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

 

DIA 30/09 – DIA INTERNACIONAL DO SURDO

O Dia Internacional do Surdo é comemorado por membros da comunidade surda de todo o mundo (surdos e ouvintes) no dia 30 de setembro ou no último domingo do mês de Setembro de cada ano. No dia 26 de setembro, a Comunidade Surda Brasileira comemora o Dia Nacional do Surdo, data  da inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES- Instituto Nacional de Educação de Surdos. Já a Federação Mundial dos Surdos celebra o dia 30 de setembro como o Dia Internacional do Surdo com objetivo de relembrar as lutas da comunidade ao longo das eras como, por exemplo, a luta em prol do reconhecimento da língua gestual nos diversos países do globo.

Neste 30/09 conheça alguns dos livros do Grupo Summus que abordam a surdez:

60073
CIDADANIA, SURDEZ E LINGUAGEM
Desafios e realidades
Autoras: Zilda Maria Gesueli, Samira Kauchakje, Ivani Rodrigues Silva
PLEXUS EDITORA
248 págs.…..

60092
CRÔNICAS DA SURDEZ

Autora: Paula Pfeifer
PLEXUS EDITORA
152 págs.

 

60094
NOVAS CRÔNICAS DA SURDEZ

Epifanias do implante coclear
Autora: Paula Pfeifer
PLEXUS EDITORA
152 págs.
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60068


COMO BRINCAM AS CRIANÇAS SURDAS

Autora: Daniele Nunes Henrique Silva
PLEXUS EDITORA
120 págs.

 

60071
A MUSICALIDADE DO SURDO
Representação e estigma
Autora: Nadir Haguiara-Cervellini
PLEXUS EDITORA
216 págs.
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Educação de surdos: pontos e contrapontos

 

EDUCAÇÃO DE SURDOS: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autoras: Autoras: Regina Maria de Souza, Núria Silvestre
SUMMUS EDITORIAL

 

‘PAIS NÃO PODEM AFASTAR AVÓS DOS NETOS, PRINCIPALMENTE APÓS SEPARAÇÃO’

Pais não têm o direito de afastar avós de seus netos. Existe até uma lei que garante aos avós o direito à convivência com os netos em caso de separação dos pais.

Regina Beatriz Tavares da Silva, especialista em direito de família e presidente da ADFAS (Associação Brasileira de Direito de Família e das Sucessões), diz que os avós podem entrar com uma ação caso um dos pais dificulte a visita ao neto.

“O pedido de regulamentação das visitas dos avôs é muito bem visto pelos juízes, até por existir diversas pesquisas que mencionam o benefício dessa convivência para  as crianças e adolescentes”, afirma a advogada.

A psicopedagoga Elizabeth Monteiro, autora de vários livros sobre convivência familiar, diz que os pais deveriam aproveitar a experiência dos avós, principalmente em momentos de crise, como a separação do casal.

“Os avós podem ser aliados dos pais neste momento, podem ajudar a criança a compreender melhor o que está ocorrendo”, diz Betty.

Segundo ela, os pais precisam entender que quem está se separando são eles. “Os avós não têm nada a ver com isso.”

Betty afirma que os pais não podem falar mal dos avós para as crianças, nem mesmo quando estão com a razão. “Nada justifica denegrir a imagem de uma pessoa que a criança ama. Deixa a criança crescer e ela mesmo saberá fazer suas escolhas.”

Para a psicopedagoga, os pais devem estimular a convivência entre netos e avós. “Existem pesquisas mostrando que crianças que convivem com avós são mais felizes.”

VIVER MELHOR EM FAMÍLIA

Autora do livro “Viver Melhor em Família”, publicado pela Mescla Editorial, Betty estreia um programa com o mesmo nome em setembro no SBT. O programa será exibido nas manhãs de domingo.

Segundo ela, o programa será totalmente diferente daqueles no estilo ‘super nanny’. “Não vamos dar a receita, objetivo é fazer a pessoa pensar. Não existe uma fórmula mágica O que funciona para uma pessoa pode não ser bom para outra.”

No caso de crianças que fazem birra, por exemplo, Betty sugere que os pais se coloquem no lugar dela e entendam por que está agindo daquela maneira. “E também pensem sobre as atitudes que têm que podem interferir. Vamos estimular a pessoa a se colocar no lugar do outro para entendê-lo melhor.”

Texto da jornalista Fabiana Futema, publicado originalmente no blog Maternar, em 20/07/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse (restrito a assinantes da Folha ou do UOL):
http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2016/07/20/pais-nao-podem-afastar-avos-dos-netos-mesmo-apos-separacao/? 

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Conheça os livros da psicopedagoga Elizabeth Monteiro, publicados pelo Grupo Summus, clicando nas capas abaixo:

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‘SABE O QUE SIGNIFICA SONHAR QUE ESTÁ CAINDO? CURSOS AJUDAM A DECIFRAR’

Os analistas junguianos –profissionais que seguem os métodos e conceitos do psicólogo e psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961)– acreditam que todos os dias o inconsciente dá um presente a cada indivíduo. São os sonhos que trazem informações valiosas sobre as pessoas. Em busca de autoconhecimento, há quem se inscreva em cursos para interpretá-los.

Mediado por um analista junguiano, os grupos se encontram semanal ou quinzenalmente, durante duas horas, para discutir os próprios sonhos.

“O sonho tem uma linguagem simbólica e aparentemente não faz o mínimo sentido, parece até bobo. Quando uma pessoa o analisa em profundidade, percebe que existe coerência e uma grande sabedoria”, afirma a psicoterapeuta e analista junguiana Marion Rauscher Gallbach, coordenadora do Núcleo de Sonhos da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica) e mediadora há 30 anos de vários grupos, com integrantes na faixa etária entre 25 e 60 anos.

Segundo Jung, o sonho manda recados do inconsciente e pode servir como forma de compensação ou complementação a fim de reestabelecer o equilíbrio da mente.

Para compreender melhor essa ideia, é só pegar o exemplo de uma pessoa que sofre de sentimentos de insegurança e inferioridade e, em um sonho, vê-se no papel de um herói. É como se o inconsciente dissesse: “Você está sofrendo por ser inseguro, melhore isso para ser mais feliz”.

“O significado do sonho é sempre aquilo que a pessoa precisa perceber para se tornar quem ela realmente é, por isso ele é terapêutico”, declara Marion, autora do livro “Aprendendo com os Sonhos” (Paulus).

Na prática, o psicoterapeuta ajuda a pessoa a fazer o processamento do próprio sonho, observando tudo o que está presente em sua estrutura dramática e estimulando um detalhamento minucioso de todas as partes. É como entrar em um filme, interagir com os personagens e tentar descobrir o final (a solução).

Depois de compartilhar a informação, o significado se revela. E os especialistas garantem que é muito mais fácil e rico interpretar um sonho em grupo do que sozinho.

“Tenho grupos que estão há anos juntos. Cria-se uma cumplicidade entre eles incrível e muitas coincidências significativas, que Jung chama de sincronicidade. Não é raro o grupo sonhar com o mesmo tema ou ter o mesmo símbolo repetido no sonho de cada um”, diz o filósofo e psicoterapeuta junguiano Ascânio Jatobá, que anota diariamente todos os seus sonhos, há mais de 30 anos.

Para Denise Ramos, professora titular do programa de psicologia clínica da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, entender o sonho é uma questão de prática.

“Aconselho todos os meus alunos e pacientes a pegar um caderno e anotar os sonhos com frequência. Depois de um tempo, é possível entender esse universo e utilizar todas essas informações preciosas para equilibrar a vida. Jung mesmo falava que se uma pessoa lembrar dos seus sonhos todas as noites, dificilmente, ela fica doente.”

Interpretando sonhos

Ser perseguido está entre os enredos mais comuns, segundo o livro “The Top 100 Dreams” (os cem principais sonhos, em tradução livre do inglês) do psicólogo escocês Ian Wallace, que estuda sonhos universais há 30 anos. Outros temas corriqueiros são ficar nu, voar, cair bruscamente, perder um dente, entre outros.

Acompanhe a seguir a interpretação genérica de alguns sonhos comuns, que podem mudar de significado de acordo com o contexto pessoal.

Perseguição

Esse sonho costuma causar profunda angústia. Há um problema a enfrentar, mas você tem medo e tenta fugir dele. A única saída é estabelecer um diálogo com o perseguidor: quem é ele, afinal? É um alerta de que você precisa enfrentar uma situação em vez de sair correndo. Pode-se tornar recorrente caso você se recuse a encarar a questão.

Voo

Voar é uma forma de aliviar as tensões e costuma ser mais frequente em jovens. Pode significar às vezes o receio de fazer alguma coisa muito ousada e não se dar conta de que é necessário aterrissar, fincar o “pé no chão”. Ou seja, entrar em contato com a realidade e lidar com as coisas do cotidiano.

Nu em público

Você está se sentindo muito fragilizado, sem proteção. Tem medo de ser exposto, ridicularizado, sofrer bullying ou rejeição. Pode ser também um momento de transformação, não sei com que roupa eu vou. Estou mudando, preciso de uma forma diferente de me comportar no mundo.

Descontrole do carro

Você acelera e dirige sem controle, dando trombadas. Está relacionado ao modo de conduzir sua vida. Você está dirigindo mal e suas atitudes demonstram isso. Desacelere, observe e mude o caminho, em outras palavras, seu comportamento.

Texto de Daniela Venerando, publicada originalmente no UOL, em 23/06/216. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/06/23/sabe-o-que-significa-sonhar-que-esta-caindo-cursos-ajudam-a-decifrar.htm

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Conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema:

10193OS ANIMAIS E A PSIQUE
Baleia, carneiro, cavalo, elefante, lobo, onça, urso
Organizadora: Denise G. Ramos
SUMMUS EDITORIAL

Presente no cotidiano, nos sonhos, nas fantasias, nos mitos, nos contos, no folclore e nas artes, o animal é uma das imagens mais poderosas para o ser humano, tanto em seu universo externo quanto no interno. Pela compreensão de suas relações com esse domínio, o leitor terá em suas mãos uma chave para autocompreender-se e entender o mundo em que vive. Perceberá, então, como a relação homem–animal–ambiente compõe uma unidade indissolúvel e indispensável ao equilíbrio, seja ele o do organismo individual, o ecológico ou o das nossas sociedades.
Só agora a humanidade desperta para a força dessas ligações e começa a entender seu profundo e rico significado.
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20526A SABEDORIA DOS SONHOS
Para desvendar o inconsciente feminino
Autora: Karen A. Signell
EDITORA ÁGORA

Após ter estudado durante mais de dez anos os sonhos de mulheres, a autora condensou sua pesquisa neste livro, no qual analisa oitenta tipos de sonhos femininos universais. Recorrendo a exemplos de contos de fada, folclore e mitologia como referência, K. Signell ajuda a mulher moderna a desvendar seus problemas atuais de relacionamento, trabalho e sexualidade, através dessas imagens do inconsciente. Um livro rico e intenso, tanto para profissionais como para a leitora que procura entender seus sonhos sozinha.
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10667SONHOS EXÓTICOS
Como utilizar o significado dos seus sonhos
Autores: Stanley Krippner, André Percia de Carvalho
SUMMUS EDITORIAL

Este livro se propõe a estudar alguns tipos especiais de sonhos curiosos. A partir de uma perspectiva multidisciplinar os autores apresentam uma visão criativa e fascinante dos sonhos lúcidos, proféticos, compartilhados, criativos e outros. Além de buscar o significado genérico de cada tipo analisado, os autores enriquecem o trabalho sugerindo caminhos para que o leitor descubra o conteúdo e o sentido de seus próprios sonhos. Assim, trata-se de um livro valioso para estudantes e pesquisadores, bem como para o leigo desejoso de saber mais sobre os sonhos para seu conhecimento e crescimento pessoal.
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20145SONHOS E SÍMBOLOS NA ANÁLISE PSICODRAMÁTICA
Glossário de símbolos
Autor: Victor R. C. Silva Dias
EDITORA ÁGORA 

Com base em seu trabalho de observação clínica, o autor desenvolveu o que chamou de método da decodificação dos sonhos. O método interpreta o símbolo do sonho e, por meio da repetição de sonhos, tenta desvendar sua mensagem simbólica. Além desse tema, o livro – fundamental para profissionais que trabalham com sonhos – traz ainda um glossário de signos e sonhos. Edição revista.
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10771GESTALT E SONHOS
Nova edição revista e atualizada
Autor: Alberto Pereira Lima Filho
SUMMUS EDITORIAL

Esta obra visita as origens da Gestalt-terapia e investiga cuidadosamente o desenrolar do trabalho de Frederick Perls, fundador da abordagem, para descrever o método de experimentos com sonhos. Acompanhando passo a passo o raciocínio de Perls, o autor focaliza os critérios que orientam suas intervenções, bem como as pistas que o psicoterapeuta colhe no discurso, no comportamento e nas manifestações expressivas do cliente.

 

TERAPIA ESPECIALIZADA EM ‘LUTO COMPLICADO’ GANHA ESPAÇO NO PAÍS

Texto de Sabine Righetti publicado originalmente no Equilíbrio e Saúde, da Folha de S.Paulo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://folha.com/no1781223

Confira algumas dicas de leitura no final da matéria.

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Há sete anos, a publicitária Mariane Maciel, 38, estava se recuperando da perda da mãe, vítima de um câncer havia poucos meses, quando teve sua vida transformada mais uma vez. Seu noivo, Leo, estava entre os 228 passageiros do avião da AirFrance que caiu na costa brasileira.

Ele tinha vindo da França, onde fazia um doutorado, para formalizar o pedido de casamento a Mariane.

As duas perdas consecutivas fizeram com que a publicitária procurasse uma terapia de luto –especialidade da psicologia que visa ajudar a pessoa a processar sua perda. A modalidade, dizem especialistas, cresce no Brasil.

“Quando comecei a trabalhar com isso, ouvia piadinhas. As pessoas me perguntavam: mas luto não é normal? Pode ser ou pode não ser”, diz a psicóloga Maria Helena Franco, criadora, há 20 anos, do Laboratório de Estudos do Luto na PUC-SP.

“Tínhamos poucos pacientes no começo. Hoje, temos lista de espera”, diz.

No caso de Mariane, foram cinco meses de terapia de luto. Primeiro, com dois encontros na semana; depois, um. Ela procurou a clínica de psicologia especializada Quatro Estações, em São Paulo.

Nas sessões, fazia exercícios, recebia indicações de leitura e falava bastante.

“Aos 30 anos, meus amigos ainda não tinham lidado com perdas como as minhas”, diz a publicitária. “Você se vê sozinho e pressionado para ficar bem logo.”

Não é todo enlutado, porém, que “precisa” da terapia de luto. Quem perdeu seus entes de maneira repentina ou em situação de violência pode se beneficiar mais da abordagem. Pode ser o caso também de quem sofre o chamado luto complicado –o antigo “luto patológico”.

Segundo Luciana Mazorra, especialista no atendimento a enlutados da Quatro Estações, o luto é uma oscilação entre o sofrimento da perda com momentos em que a pessoa segue a vida. “Quando o indivíduo fica preso no sofrimento e não consegue seguir a vida, o luto é complicado.”

A proposta do terapeuta varia de acordo com o caso. Um dos exercícios envolve a criação de uma caixa de lembranças da pessoa que morreu, conta Luciana. Mas, para quem se sente desconfortável, há outras propostas.

A também publicitária Rita Almeida, 56, fez terapia de luto e terapia convencional –que já fazia antes– após a morte de seu filho, Paulo, 28, há quatro anos. Ela recebeu a notícia pelo telefone. O filho estava trabalhando em Londres. “As pessoas não querem falar sobre morte”, diz. “A terapia de luto me ajudou a entender o que eu estava sentindo. Você descobre formas de conviver com a dor.”

O luto das mães também é bastante valorizado –incluindo a perda gestacional.

“Haverá momentos de muita tristeza ao longo da vida”, diz Ana Beatriz dos Santos, psicóloga do HC da USP e membro do Laboratório de Estudos sobre a Morte da USP.

Mães que perderam seus filhos costumam ser ativas em grupos de ajuda. Rita ajudou a criar o “Vamos falar sobre o luto”, site que reúne histórias de enlutados e é comandado por sete amigas com diferentes experiências –incluindo Mariane.

“Há uma espécie de cerco do silêncio. Quem sofre, quem está doente ou por perto evita falar sobre o assunto”, diz Ana Beatriz. Para quem está convivendo com enlutados, a indicação é estar por perto e ouvir sempre que a pessoa quiser falar a respeito.

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Para saber mais, conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema, incluindo alguns com a participação da psicóloga Maria Helena Franco, citada na matéria:

AMOR E PERDA 
As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Amor e luto são duas faces da mesma moeda: não podemos amar sem temer a perda do ser amado. Neste livro, Colin Parkes traz uma nova visão sobre o apego, o amor e o luto. Ele aborda a perda de pais, filhos ou cônjuges na vida adulta, explica o mecanismo de isolamento por que passam os enlutados e mostra maneiras de oferecer apoio. Leitura imprescindível para estudantes e profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e sociologia.

 

CONVERSANDO SOBRE O LUTO  
Autores: Maria Aparecida de Assis Gaudereto MautoniEdirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

Embora a morte seja nossa única certeza, ela se tornou um fenômeno mitificado e temido. Este livro se propõe a ajudar as pessoas a lidar melhor com momentos de tanta angústia. Por meio de depoimentos, orientações e reflexões, ele nos ajuda a perceber que o sofrimento causado pelo luto e os questionamentos que vivemos são comuns a todo ser humano.

 

FORMAÇÃO E ROMPIMENTO DE VÍNCULOS  
O dilema das perdas na atualidade
Organizadora: Maria Helena Pereira Franco
SUMMUS EDITORIAL

Este livro reúne grandes especialistas em formação e rompimento de vínculos. Entre os temas abordados estão os dilemas dos estudantes de medicina diante da morte, a questão das perdas em instituições de saúde, o atendimento ao enlutado, a morte no contexto escolar, as consequências psicológicas do abrigamento precoce, as possibilidades de intervenção com crianças deprimidas pela perda e a preservação dos vínculos na separação conjugal.

 

LUTO  
Estudos sobre a perda na vida adulta
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

Muitas vezes as pessoas sentem-se desorientadas quando perdem um parente ou um amigo querido. O estudo do sentimento de perda e do luto tem ocupado, na última década, um espaço considerável no campo da psicologia. O autor, um dos pioneiros dessa área, desenvolve novas e atualizadas teorias que ajudam a entender as raízes do pesar e do sofrimento causados pelo luto. É uma abordagem baseada na sua experiência clínica, que apresenta propostas concretas para minimizar os efeitos emocionais e psicológicos da perda. Indicado para médicos, clérigos, psicólogos e advogados que lidam com o assunto, e também para pessoas que se interessem em entender melhor esta situação emocional.

 

LUTO  
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de lidar com a perda de alguma pessoa querida. Alguns enfrentarão o luto com sabedoria inata; outros, encontrarão dificuldades em retomar suas vidas. Este livro ajuda o leitor a entender os estágios do luto, principalmente nos casos mais difíceis como os das crianças enlutadas, a perda de um filho ou, ainda, os casos de suicídio.

 

LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE  
Autora: Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

A perda de um filho é um dos acontecimentos mais difíceis de aceitar, pois nenhuma mãe espera enterrar um filho. O livro focaliza as manifestações do luto em mães que perderam seu filho ainda jovem, pelo câncer, ou por uma doença repentina e fatal. A obra identifica e analisa o luto materno através de uma abordagem terapêutica individual e faz uma extensa revisão sobre psicoterapia breve, de orientação psicanalítica, apresentando vários casos com suas avaliações psicológicas.

 

MATERNIDADE INTERROMPIDA   
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

 

O RESGATE DA EMPATIA 
Suporte psicológico ao luto não reconhecido
Organizadora: Gabriela Casellato
SUMMUS EDITORIAL

O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste volume, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como prematuridade, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e, o luto de cuidadores profissionais. Estratégias para lidar com a perda e os transtornos psiquiátricos decorrentes dela também fazem parte da obra.

‘O QUE O SEU FILHO APRENDE QUANDO BRINCA’

De 22 a 28 de maio, acontece a Semana Mundial do Brincar, mobilização que reúne pais, educadores, instituições privadas e governamentais, entre outras pessoas, para realizar um conjunto de ações com o intuito de ressaltar a importância do brincar. Mas por que o gesto é tão relevante assim, a ponto de mobilizar diferentes setores da sociedade? “É por meio da brincadeira que a criança conhece a si e ao mundo”, explica a pedagoga e coordenadora do Laboratório de Brinquedos da Faculdade de Educação da PUC, Maria Ângela Barbato Carneiro. “A brincadeira é a linguagem da criança. Simples assim. É também ‘a’ ferramenta dela para crescer e se desenvolver com equilíbrio”, completa a publicitária Patrícia Marinho, autora do site Tempo Junto, no qual ela explora e compartilha as tantas brincadeiras possíveis para pais e filhos fazerem juntos.

No entanto, uma pesquisa realizada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que promove a articulação de ideias e a disseminação de conhecimento sobre a infância, apontou que apenas 19% dos pais entendem a brincadeira como importante para o desenvolvimento da criança, enquanto 55% acredita que colocar os pequenos para ver desenhos animados é uma atitude que estimula o desenvolvimento – e o número é igualmente baixo em todas as regiões do país e níveis de escolaridade. “Ou, então, muitas vezes os pais entendem o brincar como importante, mas não sabem exatamente para quê”, acredita Maria Ângela.

Os pais também se culpam por não ter muito tempo para brincar, de acordo com a especialista, e acabam tentando suprir isso comprando brinquedos. Some-se a isso as agendas lotadas das crianças e a falta de repertório de brincadeiras dos pais e demais adultos de referências, e temos crianças que brincam muito menos do que poderiam. É por isso que estamos aproveitando a deixa da Semana Mundial do Brincar para chamar a atenção sobre algumas das tantas coisas que ele aprende enquanto “apenas” brinca.

1) Conhecer a si e ao mundo

“A criança, enquanto brinca, se movimenta, olha, cheira, sente. Isso faz com que ela conheça os objetos e os espaços e, assim, comece a formar conceitos. Ou seja, ela percebe e entende o que é mais alto, mais baixo, o que quebra. Ela desenvolve os conceitos de ir e vir, de lateralidade, de espaço…”, explica Maria Ângela.

2) Formar as bases da comunicação

Por meio das brincadeiras formam-se nas crianças as imagens de representatividades mentais, que geram os símbolos tão importantes para a comunicação. Ou seja, é assim que aprendemos a nos referir a uma flor não apenas com o objeto em si em mãos, mas por meio de desenhos, outros objetos e, mais para frente, com a escrita da palavra “flor”.

3) Socializar

É brincando junto, seja com adultos ou outras crianças, que se aprende as regras e a conviver. Esse aprendizado se dá desde bem pequeno, mas fica mais intenso após os cinco anos, quando as brincadeiras passam a ser mais estruturadas e ganham regras.

4) Lidar com as emoções

“O desenvolvimento se dá em quatro pilares importantes: cognitivo e motor, que são os mais falados, e também social e emocional. Brincar é o que faz com que esse desenvolvimento aconteça de forma equilibrada”, explica Patrícia. “Do ponto de vista das emoções, as brincadeiras podem ensinar a criança a ter paciência, como é o caso dos jogos de tabuleiro e do simples plantar de um feijão, e também a exercitar a empatia. E esses são só alguns exemplos”, diz ainda. “É por meio dos faz-de-conta que as crianças elaboram os próprios sentimentos e lidam com os problemas. Você vai ver uma criança brincando de vilão e matando os bandidos. Ela sabe que não vai matar de verdade, que ‘é brincadeira’, mas assim ela trabalha questões que precisa entender”, diz Maria Ângela.

5) Ser criativo

Essa qualidade é uma das consequências mais conhecidas do brincar. Mas é tão importante e garante ganhos para toda a vida, que não podia ser deixada de lado. Não há provavelmente nada melhor para estimular a criatividade do que a fantasia e o faz-de-conta porque o brincar expande os horizontes das possibilidades e da imaginação.

Texto de Isabel Malzoni, publicado originalmente no blog itmãe em 19/05/2016. Para acessá-lo na íntegra: http://itmae.uol.com.br/baby-and-kids/cultura-e-diversao/o-que-o-seu-filho-aprende-quando-brinca

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Para saber mais sobre o brincar, conheça alguns livros do Grupo Summus que abordam o tema:

10994VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Cuidado e educação no desenvolvimento infantil
Organizadores: Fabrício Santos Dias de Abreu , Daniele Nunes Henrique Silva
SUMMUS EDITORIAL

A obra foi estruturada com o objetivo de problematizar com docentes as ações do brincar que emergem no cotidiano escolar, e o seu papel essencial para o desenvolvimento da criança. A leitura organiza-se em um formato mais dinâmico, no qual, com base em uma proposta teórico-prática, busca-se fomentar nos professores um olhar mais sensível para a infância e suas produções. As análises tecidas pelos autores, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão, majoritariamente, presentes. Vale salientar que o livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka, grande especialista em Vigotski.

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60068COMO BRINCAM AS CRIANÇAS SURDAS
Autora: Daniele Nunes Henrique Silva
PLEXUS EDITORA

O brincar, fonte promotora do desenvolvimento da criança, é a melhor forma de conhecermos os seus processos mentais, refinados com a mobilização da imaginação, da cognição e do afeto. E este é o tema que a autora há muito tempo estuda, trazendo agora ao leitor suas constatações da importância da relação entre a linguagem e o brincar. Suas reflexões mostram a riqueza da atividade infantil vista nos enunciados recriados no jogo imaginário que estão vinculados a cenas realmente vividas e observadas; essas relações compõem o tema central com ênfase nas possibilidades imaginativas da criança surda.