‘APÓS OUVIR, É HORA DE CONTAR’

O jornal Extra-RJ publicou entrevista com a escritora Paula Pfeifer, que lança nesta quarta-feira, 29 de abril, na Livraria da Travessa de Ipanema, no Rio, o livro Novas crônicas da surdez (Plexus Editora). A coluna do Ancelmo Gois, em O Globo, também deu destaque para o lançamento. Leia a entrevista do jornal Extra-RJ na íntegra: http://goo.gl/9T4Ayv

Paula ExtraMilhares de pessoas no mundo sabem o que significa ter um ouvido biônico. Paula é uma delas. Ela é surda oralizada: começou a perder a audição na infância até chegar à surdez bilateral profunda aos 31 anos, quando decidiu investigar a possibilidade de fazer um implante coclear para voltar a ouvir. A jornada em direção ao som foi cheia de altos e baixos. No livro, ela retrata com sinceridade os melhores e os piores momentos desse caminho – da decisão de fazer a cirurgia aos meses seguintes à ativação dos eletrodos.

“A cirurgia me proporcionou o reencontro comigo mesma e com uma infinidade de emoções e sentimentos que precisaram ser adormecidos com o passar dos anos”, conta a autora.

A publicação do primeiro livro (Crônicas da Surdez, também da Plexus Editora) mudou completamente a vida da gaúcha de Santa Maria (RS). “Minha vontade de desmitificar a surdez só crescia e o universo começou a conspirar a meu favor para que isso acontecesse”, recorda-se Paula. Com a grande repercussão da obra vieram os convites para falar em público e, a partir daí, uma sucessão de pequenas coincidências que culminaram com a realização do implante. “A melhor coisa que já fiz até hoje”, afirma.

Nessa nova obra, Paula fala sobre a sua opção pelo som e compartilha as suas vivências. É a história de uma pessoa que nasceu ouvinte e ficou surda, trajetória essa muito diferente da de pessoas que já nasceram sem ouvir e não conheceram o som. É um relato humano sobre impressões, descobertas, sentimentos, medos e angústias durante a jornada que teve início em 2013 e seguirá até o fim dos seus dias.

“Como alguém que passou por todos os graus da deficiência considerei perfeitamente possível ser uma pessoa feliz, produtiva e independente até o grau severo”, conta a autora, lembrando que sua personalidade foi mudando imperceptivelmente ao longo dos anos. E isso, diz ela, tem que ver com a dificuldade de interação e comunicação que a surdez traz. “Eu vivia com a sensação de que algo muito importante estava faltando e tornei-me dependente dos outros para coisas tão básicas quanto marcar uma consulta médica”, afirma Paula.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1410/Novas+cr%C3%B4nicas+da+Surdez