‘BISBILHOTAGEM DIGITAL: PROTEJA-SE’

Todos nós conhecemos as vantagens da era digital. Entretanto observo que a evolução das ferramentas e usos das tecnologias estão nos transformando em escravos/dependentes de todo esse arsenal tecnológico ao alcance de nossos dedos. Desde as recentes notícias que revelaram a intensa espionagem da qual os países se utilizam para bisbilhotar a vida dos próprios cidadãos e vizinhanças, escancarando, entre outros, que o governo dos EUA tem obrigado o Facebook, Google, Yahoo! e Microsoft a colaborar com a bisbilhotagem, colocando em xeque o futuro dessas empresas quanto a credibilidade e respeito à privacidade dos internautas, também o mundo empresarial vem sofrendo e conhecendo as desvantagens tecnológicas.

Artigo publicado no jornal inglês Daily Telegraph revelou que o uso que os funcionários fazem, para fins pessoais, de redes sociais como Twitter e Facebook durante o expediente causam às empresas britânicas um prejuízo de quase R$ 4 bilhões por ano em tempo desperdiçado. Mais da metade dos empregados entrevistados admitiram recorrer à essa prática. No Brasil, segundo pesquisa da Websense/Harris Interactive, o prejuízo é de pelo menos R$ 3 bilhões ao ano. E com o ingresso no mercado de trabalho de jovens acostumados a ficar plugados a tempo todo, o problema tende a aumentar ainda mais. Fica a questão: o que as empresas podem fazer para evitar, ou pelo menos reduzir essa perda?

Sob o ponto de vista jurídico, a posição predominante é de que o sigilo de correspondência previsto na Constituição Federal não pode ser usado para encobrir abusos. Exemplo de abuso é utilizar o e-mail corporativo, que é uma ferramenta de trabalho, para finalidades que não estão relacionadas ao trabalho. Por esse motivo, é importante que as empresas estabeleçam, de preferência em contrato, uma política muito clara sobre o que é permitido ou não no que diz respeito à utilização de meios eletrônicos pelo funcionário durante o horário de trabalho. Nas grandes organizações, o tema deve constar no Código de Ética Profissional da empresa. Algumas, inclusive, já usam sistemas para monitorar os sites que seus funcionários visitam na internet. Portanto, se um empregado for pego visitando sites pornográficos ou jogando pôquer virtual quando deveria estar trabalhando, ele está, sim, sujeito à demissão por justa causa.

Outra questão importante referente ao uso dos e-mails no ambiente de trabalho é que eles podem ser usados como provas em ações judiciais relativas a assédio moral e assédio sexual. O assédio moral ocorre quando o chefe fere, repetidamente, a dignidade de seu subordinado, dirigindo-se a ele de forma insultuosa, tratando-o de modo abusivo, denegrindo sua imagem etc. Já o assédio sexual é assim definido pela lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001: “Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

O que nem todos se dão conta é que o assédio, seja ele moral ou sexual, não ocorre apenas através de contato pessoal. Eles também podem ocorrer através de e-mails cujo conteúdo possa ser considerado insultuoso ou abusivo, no primeiro caso, ou de conotação sexual, no segundo. E não só podem, como de fato são usados por funcionários em ações movidas contra colegas, chefes e a própria empresa. Afinal, conforme diz o Código Civil, “responde o patrão pelos atos de seus subordinados”. Isto significa que se o empregado sofrer assédio moral ou sexual por parte de colegas de trabalho ou superiores, o empregador poderá ser responsabilizado. Contudo, se a empresa possuir uma política clara sobre o assunto, devidamente comunicada ao funcionário antes da ocorrência, o empregado considerado culpado poderá ser demitido por justa causa.

Sendo assim, todo cuidado é pouco. A desculpa de que aquele e-mail abusivo ou malicioso era “apenas uma brincadeira” não vai colar. Prova disso é o aumento das ações trabalhistas relativas ao assédio nas quais os e-mails são utilizados como evidências. Nessas ações, é bom que se diga, os reclamantes costumam pleitear – e com frequência ganhar – significativas indenizações. É um preço alto demais para se pagar por supostas “brincadeiras”.
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*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP, do IBDFAM- Instituto Brasileiro de Direito de Famíia, e do IASP, é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial – Fanpage: www.facebook.com/IvoneZegerAdvogada e blog: www.ivonezeger.com.br

Artigo publicado no Estadão em 30/11/2017. Para acessá-lo: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/bisbilhotagem-digital-proteja-se/

 

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Conheça os livros da autora:

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FAMÍLIA

Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.


HERANÇA

Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘10 COISAS QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER AO COMEÇAR UMA ATIVIDADE FÍSICA’

Exercícios são muito bem-vindos na nossa rotina, mas quem está começando deve tomar alguns cuidados e se lembrar de coisas bem simples. Veja dicas de um educador físico e evite problemas ao começar uma atividade física

Você decidiu que é a hora de começar a malhar. Sua motivação para deixar o sedentarismo de lado pode a busca por mais qualidade de vida ou também pode ser a proximidade do verão e a vontade de exibir um corpo em forma nas praias por aí. Aproveite esse ânimo extra e invista em sua saúde com uma atividade física regular.

Entretanto, para que a atividade física seja realmente benéfica para o corpo e para a mente, vale tomar alguns cuidados, principalmente se você é iniciante na academia. Você lembrou de se alimentar da maneira correta antes de partir para o treino de bike? Ou está com a roupa adequada para aquela aula puxada de jump (aula na qual você pula em uma cama elástica, seguindo os movimentos do professor e o ritmo da música)?

Conversamos com o educador físico João Gabriel Santos, gerente da Unidade Teotônio Vilela da academia Just Fit, em São Paulo, e para ajudar ele montou uma lista com 10 coisas que você não deve fazer ao começar uma atividade. Veja os detalhes e evite problemas e até lesões:

  1. Não consultar um médico

Não é a toa que personal trainer e academia pedem um aval de um médico antes de o aluno começar a malhar. Esse exame não é mais obrigatório, mas ainda é muito importante, segundo o professor. E ele fala que o mais escuta por aí é “Eu estou bem, não preciso disso”. Entretanto, mesmo que sinta bem e não tenha nenhuma queixa, um check-up completo vai mostrar qual a sua condição física e até ajudar a montar os treinos mais adequados para seu corpo e seus objetivos.

  1. Não seguir orientação de profissional devidamente habilitado

“‘Eu não preciso de professor eu já sei treinar’. Essa é outra frase dita por muitas pessoas que voltam as academias”, lembra o profissional. E se você precisa tomar cuidados quando está começando, quando está retomando o ritmo também precisa de precaução.

Durante o tempo que ficou parada, por exemplo, você provavelmente perdeu tônus muscular e condicionamento físico e, com isso, nem sempre vai conseguir manter o ritmo que seguia antes, pelo menos não nos primeiros dias. Vá com calma.

Além disso, seus objetivos podem ter mudado nesse tempo. “É importante apresentar os objetivos e atualizar os projetos físicos com o apoio de quem sabe as novidades e pode facilitar o caminho do emagrecimento ou da hipertrofia. Um professor de qualidade sempre vai saber encontrar seu limite. Então procure sempre orientação”, ressalta João Gabriel.

  1. Não seguir o treino proposto

Esse erro acontece com iniciante e com os mais experientes. Quem já treina há um tempo pode pensar que já pode fazer tudo sozinho, inclusive mudar os exercícios. De acordo com João Gabriel, isso pode acabar em lesão e o aluno nem vai saber ao certo o que causou o problema, já que estava fazendo um exercício diferente do proposto.

Quem está começando pode não entender o movimento proposto logo de cara e, mesmo assim, tentar fazer tudo sozinho. De novo, há risco de lesão sem nem entender o motivo. Cansou do treino ou tem dúvida? Pergunte ao professor, sempre!

  1. Só fazer o que gosta

“Qual professor nunca ouviu uma aluna falar ‘não vou treinar braço senão vou ficar enorme’, como se isso acontecesse em um passe de mágica”, fala João Gabriel. Sim, é muito comum receber o treino assim que chega na academia e já torcer o nariz para alguns exercícios e colocar ressalvas para não fazer outros. Não caia nessa enrascada.

É preciso treinar o corpo como um todo e o professor que montou seu treino sabe disso. “Independentemente de seu objetivo, o fortalecimento muscular é indispensável para prevenir lesões e trabalhar todos os grupos de forma equilibrada promove o desenvolvimento harmônico e sem desproporções”, afirma o professor.

  1. Fazer o mesmo treino sempre

Uma outra situação também pode acontecer. O aluno pode adorar o treino e querer ficar com ele para sempre. Se já está dando certo e os resultados estão aparecendo, por que mudar, não é mesmo? Porque se ficar eternamente na mesma coisa, esses benefícios vão sumir.

De acordo com o especialista da Just Fit, é preciso mudar o treino periodicamente para oferecer novos estímulos motores e também desafios ao corpo, que ajudam a manter o aluno motivado a seguir na academia. Além disso, é preciso descansar o corpo e os grupos musculares para que eles se recuperem das micro lesões causadas pelos exercícios. O músculo também precisa de um período de descanso.

  1. Não prestar atenção à roupa escolhida para academia

A escolha da roupa que vai usar na academia vai muito além da estética. Um bom top, por exemplo, dará sustentação adequada para os seios para aquela aula de jump citada lá em cima. Uma corrida, mesmo que na esteira, também exige algo que dê sustentação. Sem isso, a mulher pode sentir dores, por exemplo.

“A roupa é fundamental para um bom período de treino. Fazer tividade física com trajes inadequados gera desconforto e, em alguns casos, o aluno nem consegue treinar”, ressalta o professor da academia de São Paulo.

  1. Não prestar atenção ao tênis que será usado

Quem está começando por cair no erro de achar que basta o calçado ser confortável que ele já é o ideal para a atividade física. Nem sempre. O conforto é importante, mas escolher o calçado ideal também.

É importante, por exemplo, saber se o tênis tem o formato indicado para sua pisada – se ela é neutra, plana, pronada ou supinada. Diversas lojas especializadas oferecem esse tipo de ajuda. O calçado errado pode sobrecarregar articulações como joelho e tornozelo e resultar em dores no futuro.

Ele também precisa dar estabilidade para o exercício escolhido. Para a corrida, por exemplo, é interessante é seja leve e absorva o impacto. Para uma pedalada, há sapatilhas que se encaixam no pedal da bike e podem ser usadas na rua ou nas aulas de spinning.

  1. Não se alimentar direito

“O corpo é uma máquina e precisa de combustível adequado para funcionar”, comenta João Gabriel. Mesmo com tanta informação disponível sobre como levar uma vida e uma alimentação saudável, tem gente que ainda acredita que um caminho para emagrecer é apenas comer menos, sem pensar nas consequências. Não é o suficiente faz um almoço leve, passar a tarde sem comer nada e ir treinar a noite. Há um risco muito grande de sentir fraqueza e passar mal na academia.

Segundo o educador físico, o ideal é fazer um lanche que use como fonte de energia um carboidrato complexo uma hora antes do exercícios. Esse carboidrato, encontrado, por exemplo em pães integrais, é consumido lentamente e fornece energia de forma mais equilibrada ao corpo.

Depois do treino também é fundamental se alimentar de maneira adequada para repor o que o corpo perdeu e ainda ter melhores resultados das atividades. E o ideal é não demorar muito para fazer essa refeição. “Após o treino, o organismo tem uma baixa de nutrientes, vitaminas e minerais, então dentro de no máximo uma hora devemos buscar carboidratos e proteínas de alto ou moderado índice glicêmico, que serão rapidamente absorvidos pelo organismo, atuando diretamente em sua recuperação”, comenta o profissional. Nesse caso pode ser um pão de farinha branca com proteína magra, como carne magra ou frango.

  1. Não beber água

Se até na correria do dia a dia é comum esquecer de beber água, imagina entre um exercício e outro. Mas alunos novatos e experientes devem lembrar sempre de beber água antes, durante e depois da atividade física para se manter hidratado.

Segudno João Gabriel, a falta de água pode levar a desidratação, que traz problemas como fadiga muscular e queda no desempenho. Portanto, tenha sempre uma garrafinha a mão e dê alguns goles de vez em quando. Também não exagere não tome muita água de uma vez para não correr o risco de ficar com aquela sensação de ter um aquário no estômago. Sabe aquele dita: “Devagar e sempre”? Pois bem, ele funciona muito bem por aqui. Beba aos poucos e sempre.

João Gabriel ainda diz que, em linhas gerais, a indicação é beber dois litros de água por dia.

  1. Perder o foco

O celular pode ser um grande aliado ou um inimigo gigante da atividade física. Estudos mostram, por exemplo, que ouvir música é um ótimo estímulo para o exercício. Ajuda a ditar o ritmo da caminhada, deixa a atividade mais divertida e pode te fazer relaxar e esquecer do mundo lá fora. E para aproveitar todos esses benefícios, basta celular, fone de ouvido e qualquer aplicativo de música.

Por outro lado, o celular pode virar uma distração. São mensagens que não de chegar, pausas para fotos e selfies… E aí mora o perigo. “De nada adianta fazer uma boa série e ter um intervalo de 10 minutos entre os exercícios por estar no celular ou batendo papos longos. A sociabilização é importante, mas manter o foco nos exercícios potencializa seus resultados com a atividade física”, destaca João Gabriel.

Matéria de Aretha Martins, publicada originalmente no iG, em 29/11/2017. Para acessá-la na íntegra: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2017-11-29/atividade-fisica-erros.html

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Quer saber mais sobre a prática de atividades físicas? Conheça:

MANUAL DA SAÚDE
150 perguntas e respostas sobre exercício e vida saudável
Autor: Alexandre Vieira
MG EDITORES

A fim de esclarecer conceitos e oferecer dicas úteis e eficazes sobre a prática de exercícios, a obra traz as 150 perguntas mais comuns relacionadas ao tema. Com respostas claras e objetivas, ela aborda assuntos como fisiologia, alimentação, lesões, perda de peso, sedentarismo e prevenção de doenças. Uma seção especial dirige-se a mulheres, crianças e idosos. Para sedentários, esportistas e professores.

‘ALIMENTAÇÃO INFANTIL: 11 ERROS QUE A GENTE COMETE SEM PERCEBER’

É comum que cometermos erros acreditando que estamos fazendo o melhor pelas crianças. Por isso, o UOL lista os principais, de acordo com Priscila Maximino, nutricionista do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, e com a médica nutróloga Ana Luisa Vilela.

  1. Dar qualquer suco de caixinha

Muitas vezes a gente prefere suco de caixinha ao refrigerante. Mas, dependendo da composição, um é tão cheio de açúcar quanto o outro. Para ser saudável, o produto precisa ser feito apenas de água e suco de fruta. Como saber isso? Veja a lista de ingredientes na caixinha. Se tiver açúcar, esqueça, principalmente para os menores de dois anos.

  1. Dar suco natural à vontade

Dar um suco natural, sem ser como parte de um dos dois lanches (no meio da manhã ou à tarde), que devem compor a alimentação diária, pode prejudicar o apetite da criança. Um suco que contenha 200 calorias pode representar 20% das necessidades nutricionais de uma criança de três anos, por exemplo. Com isso, ela não sente fome nas refeições principais.

  1. Trocar fruta por suco

Entre dar a fruta para a criança comer ou o suco natural dela, prefira a primeira opção. Ingerir a fruta é uma experiência enriquecedora para a educação alimentar da criança. Ela vai mastigar, conhecer a textura … Além de consumir fibras, elemento importante para o bom funcionamento gastrointestinal, que às vezes se perdem no preparo do suco.

  1. Substituir refeições principais

A criança não se alimentou direito no almoço ou no jantar, e os pais trocam por um iogurte, suco ou copo de leite. Não faça isso. Por mais difícil que seja ver o filho sem comer, tenha em mente uma coisa: criança com acesso a comida não passa fome. Espere o horário da próxima refeição.

  1. Deixar os filhos escolherem o que comer

Crianças pequenas não têm capacidade cognitiva de escolher o melhor alimento para elas. Não pergunte o que a criança quer comer. Você pode, sim, oferecer opções dentro de um mesmo grupo alimentar. Exemplo: hoje você quer macarrão ou purê de batata? Ambos são fontes de carboidrato.

  1. Forçar ou chantagear

Já falamos aqui que ver um filho sem comer pode parecer desesperador. Mas, nessa guerra, não vale tudo. Chantagear e/ou forçar fisicamente estão fora de questão. Quando se trata de alimentação, os pais decidem o que a criança come e somente ela decide o quanto.

  1. Deixar biscoitos a mão

Biscoitos de maisena e de polvilho não são tão inocentes quanto parecem. O primeiro é feito basicamente de gordura vegetal e açúcar e o segundo, de gordura e sal. Depois de um ano, podem ser consumidos eventualmente, como parte de um lanche. Mas nada de fazer deles parte da alimentação diária.

  1. Engrossar o leite com farinhas

A maioria das crianças não precisa tomar leite engrossado com farinhas. O recurso só deve ser usado por indicação do pediatra ou de um nutricionista, em casos específicos de baixo de peso ou de déficit de crescimento.

  1. Fazer papinha com muitos legumes misturados

Na expectativa de o filho ingerir o maior número de nutrientes, pais fazem papinhas com vários legumes e/ou verduras batidos. Com isso, a criança não aprende a mastigar nem a distinguir o sabor e a textura dos alimentos. O melhor é fazer receitas com poucos ingredientes e amassados, para que existam pedaços a serem mastigados.

  1. Fazer da sobremesa um presente

No dia a dia, você não dá sobremesa, mas cria a regra de doce nos finais de semana. Ao fazer isso, você torna esse tipo de alimento um hábito. Em vez disso, deixe que a criança peça e você atenda, quando possível, lembrando que os menores de dois anos não devem ingerir açúcar.

  1. Liberar embutidos “magros”

Crianças até três anos, pelo menos, não devem consumir embutidos, nem os ditos magros, como peito de peru e de frango. Com muito sal e conservantes em sua composição, esses alimentos têm potencial de causar alergia.

 

Matéria de  Adriana Nogueira, publicada originalmente no UOL, em 14/11/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/11/14/alimentacao-infantil-11-erros-que-os-pais-cometem-achando-que-estao-certos.htm

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Quer saber mais sobre alimentação infantil? Conheça os livros da nutricionista Claudia Lobo:
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
MG EDITORES

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

LIVROS EM REVISTA – “OS ANIMAIS E A PSIQUE”, COM MARIA DO CARMO DE BIASE E MARIA HELENA MONTEIRO BALTHASAR

Ralph Peter recebeu no programa Livros em Revista duas das seis autoras do livro Os Animais e Psique – Volume 2, Maria Helena Monteiro Balthasar e Maria do Carmo de Biase, ambas psicólogas. No livro elas explicam a relação dos animais e os sonhos com a psique humana. Assista à entrevista no vídeo abaixo.

Conheça os dois volumes de Os animais e a psique:

OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 1
Baleia, carneiro, cavalo, elefante, lobo, onça, urso

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Luiza Piva Rodrigues, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos
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OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 2
Asno, camelo, gato, golfinho, morcego, raposa, rato

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos

‘BULLYING E VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS AINDA SÃO TEMAS SEM DIAGNÓSTICO NO PAÍS’

O Brasil não tem um mapeamento claro sobre a dimensão da violência dentro das escolas. Não há estudos abrangentes sobre a temática, o que, segundo especialistas, dificulta não só um diagnóstico do problema, mas também uma intervenção mais adequada.

Na sexta-feira, um estudante de 14 anos atirou contra colegas de sala em uma escola particular de Goiânia. Dois morreram e outros quatro ficaram feridos.

O próprio autor dos disparos disse à polícia que era vítima de bullying. Colegas relataram que o estudante, tímido e retraído, era vítima de gozações contínuas e era xingado de “fedorento”.

Pesquisadora sobre violência nas escolas, Miriam Abramovay afirma que não é possível saber, por exemplo, quais são os fatores de risco aos quais os estudantes estão envolvidos, nem tampouco possíveis estratégias de proteção -essa realidade é foco, inclusive, de estudo que ela coordena atualmente em dois Estados.

“Não temos diagnósticos. Estados e municípios não querem ver expostos dados negativos em geral, muito menos sobre a violência nas escolas”, diz ela, ligada à Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais). “No sistema privado talvez seja ainda mais difícil.”

Em parceria com o MEC (Ministério da Educação) e OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos), a Flacso realizou uma pesquisa em 2015 com 6.700 estudantes das sete capitais mais violentas do país. Divulgado no ano passado, é o último levantamento de maior fôlego feito no país.

Mesmo que parcial, os dados indicam um cenário preocupante da escola como reprodutora da violência social, mas também produtora de uma violência particular.

Quatro em cada dez estudantes (do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do médio) afirmaram já terem sofrido violência física ou verbal dentro da escola no último ano.

Em 65% dos casos, o agressor foi um colega –15% assumem já ter cometido alguma violência. Um quarto das agressões relatadas ocorreram dentro da sala de aula.

Sem uma sistematização dos desafios, as escolas têm dificuldade de lidar com desafios de violência e bullying -uma sequência contínua de ataques. “A escola está muito ligada no ensino e aprendizagem e não olha corretamente para isso. Não consegue detectar inclusive casos extremos como esse”.

Em Goiânia, o estudante, que é do 8º ano, relatou ter planejado o ataque por três meses. O pai disse que o filho havia passado por tratamento psicológico. Ele deu 11 onze tiros, mas uma das vítimas era seu alvo principal.

A psicopedagoga Quézia Bombonatto afirma que a problemática envolve alunos, escolas e famílias. “As escolas precisam sempre conversar com o grupo, é um trabalho que precisa ser feito permanentemente, sem esperar que algo aconteça”, diz ela, conselheira vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia. “E as famílias devem ficar muito atentas”.

Mudanças de comportamento, queda de rendimento e desinteresse em ir à escola, por exemplo, podem ser sinais de que algo pode estar errado. “Tanto a vítima de ataques quanto o algoz precisam de atendimento.”

A falta do diagnóstico mais confiável não significa que as escolas não tem feito nada. Embora, pela falta de informações, é difícil mensurar a efetividade de ações no nível nacional.

Nas escolas públicas de ensino fundamental, 74% dos diretores dizem que têm projetos nas escolas com a temática da violência e 83%, sobre bullying. Os dados são do questionário aplicado na realização da Prova Brasil de 2015. Naquele mesmo ano, 17% dos gestores relataram terem identificado alunos com armas como faca e 3%, com revólver.

Pesquisas nacionais e internacionais mostram que o clima escolar –em que a identificação e combate a conflitos é parte fundamental– contribui para melhores resultados da escola, como de aprendizado e de redução das desigualdades. Abramovay, da Flacso, vai além. “Essa violência prejudica não só o alunos e a escola, mas tem consequências sociais e econômicas”, diz. “Ninguém sai incólume”.

A Folha questionou o MEC sobre a existência de dados, bem como acerca da atuação federal na temática, mas não obteve resposta. A pasta lamentou o episódio e, em nota, disse reafirmar “o compromisso com a busca de uma sociedade mais justa e solidária, pautada no respeito à diversidade, à convivência harmônica e à tolerância entre crianças, adolescentes e jovens”.

 

Matéria de Paulo Saldaña, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, em 22/10/2017. Para acessá-la na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/10/1929183-bullying-e-violencia-nas-escolas-ainda-sao-temas-sem-diagnostico-no-pais.shtml

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

A SOCIEDADE DA INSEGURANÇA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Autora:
Flávia Schilling
SUMMUS EDITORIAL

Entre os discursos da violência como uma epidemia e o silêncio por ela provocado, há discursos inauditos e imprevistos que apontam para uma compreensão ampliada das questões que nos preocupam. Este livro discute a violência que está na escola, apresentando as várias dimensões que cercam o problema e apontando algumas ações possíveis que estão ao alcance de todos nós.

 

A VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Autores: M. PerdriaultG. MangelC. Colombier
SUMMUS EDITORIAL

O tema da violência escolar é uma presença cada vez mais constante em todos os veículos de imprensa. Ele encontra um enfoque atualizado e detalhado neste livro, do ponto de vista da pedagogia institucional. São quatro monografias que abordam a violência na escola, com descrições do ambiente opressivo que circunda os adolescentes, a agressividade entre professores e alunos entre si. É o relato de uma experiência visando meios de trabalhar com uma classe especialmente violenta. A violência selvagem e a violência simbólica aqui analisadas tornam esse livro um instrumento esclarecedor e necessário. Um texto forte e realista, de leitura imprescindível.

COAUTORAS DE “OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 2” NA RÁDIO CBN

Ouça a entrevista de Denise Gimenez Ramos e Neusa Maria Lopes Sauaia, coautoras de “Os animais e a psique – Volume 2”, recém-lançado pela Summus, no programa CBN Noite Total. Tania Morales conversou com as psicólogas junguianas sobre o simbolismo dos animais na psique humana.

Conheça os dois volumes de Os animais e a psique:

OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 1
Baleia, carneiro, cavalo, elefante, lobo, onça, urso

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Luiza Piva Rodrigues, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos
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OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 2
Asno, camelo, gato, golfinho, morcego, raposa, rato

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos

 

NOITE DE AUTÓGRAFOS NA LIVRARIA DA VILA DO SHOPPING PÁTIO HIGIENÓPOLIS, EM SÃO PAULO

Convidados e amigos prestigiaram o lançamento de Os animais e a psique –
Volume 2
, da Summus Editorial. O evento aconteceu na última terça-feira, 17 de outubro, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis em São Paulo.

AUTORAS O SEGUNDO VOLUME DO LIVRO “OS ANIMAIS E A PSIQUE” AUTOGRAFAM EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Shopping Pátio Higienópolis) promovem no dia 17 de outubro, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do segundo volume do livro Os animais e a psique. As autoras – Denise Gimenez Ramos, Maria do Carmo De Biase, Maria Helena Monteiro Balthazar, Neusa Maria Lopes Sauaia, Roseli Ribeiro Sayegh e Stella Maia T. Cerquinho Malta – recebem os amigos e convidados na livraria, que fica no Shopping Pátio Higienópolis, piso Pacaembu (Av. Higienópolis, 618 – São Paulo).

Presente no cotidiano, nos sonhos, nas fantasias, nos mitos, nos contos, no folclore e na arte, o animal é uma das imagens mais poderosas para o ser humano. Essa proximidade foi objeto de estudo de um grupo de psicólogas que dedicou anos de pesquisas a expandir a compreensão dessa rica relação. No segundo volume do livro Os animais e a psique, as autoras analisam sete animais – asno, camelo, gato, golfinho, morcego, raposa e rato – e mostram como a energia deles se manifesta simbolicamente no homem, na forma de forças variadas e significativas.

Os animais são abordados no livro em suas várias dimensões, tanto no aspecto biológico quanto no aspecto simbólico. Na parte biológica, as autoras ressaltam aspectos etológicos, ou seja, relativos aos hábitos de cada animal e sua relação com o ambiente, além de características anatômicas e fisiológicas. Na parte simbólica, contos, mitos, histórias, sonhos e fantasias das mais diferentes origens ajudam a compor a importância desses animais na cultura e na mente humana, com ênfase à cultura brasileira, sobretudo lendas e costumes folclóricos.

“Não é mais possível viver sem considerar o significado dos animais em nossa vida. Eles exercem grande fascínio sobre nós, como podemos observar na enorme quantidade de livros e filmes que retratam de modo antropomórfico ou realista as qualidades peculiares de muitos deles. Por meio dessa fácil e imediata identificação, valores humanos são transmitidos e vivenciados por crianças e adultos, permitindo a incorporação de diversas qualidades desses animais”, afirmam as psicólogas.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310774

http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1478/Animais+e+a+psique,+Os+-+Vol.+2

Clique aqui e saiba mais sobre o livro a ser lançado

 

‘MULHERES CONTAM AS MAIORES CULPAS QUE SURGIRAM COM A MATERNIDADE’

Por mais injusto que possa parecer, o sentimento de culpa é algo que chega junto com a maternidade. Os motivos vão dos mais comuns, como os planos de parto e amamentação não saírem como o desejado, até aqueles que surgem depois do período de licença, como o fato de deixar o filho para voltar ao trabalho. Cada uma segue e lida com suas dores de uma forma.

E é bom que seja assim. Segundo Anna Mehoudar, psicanalista do Gamp 21 (Grupo de Apoio à Maternidade e Paternidade), ser mãe [e pai] é um aprendizado contínuo, que não termina no primeiro mês ou ano dos filhos.

“No começo da vida materna, a mulher precisa lidar com a ambivalência de ter nos braços algo que sempre quis (ou não necessariamente) e sofrer por tê-lo. O conflito psíquico está presente. Nesses momentos, o entendimento de que a figura dela como pessoa não se desfez com a chegada do bebê é essencial.”

Além disso, a especialista cita a pressão da sociedade, que idolatra a infância e faz a mãe se sentir culpada por não cuidar da criança da forma “ideal”. “É perfeitamente aceitável que os pais queiram dar tudo do bom e do melhor, mais do que tiveram e o famoso discurso de não cometer os erros daqueles que os criaram. Entretanto, não é possível ter controle de tudo e, muitas vezes, os planos não saem como previstos e o filho está ‘muito bem, obrigada'”.

Diante de todos esses embates, é preciso procurar ajuda, seja especializada, na terapia, ou em grupos para que encontre semelhantes.

A seguir, conversamos com cinco mulheres sobre as culpas que as acompanham na caminhada da maternidade.

Terapia me fez entender que não posso fazer o papel do pai

“Desde que meus filhos tinham 2 e 3 anos, sou separada do pai e me sinto muito culpada pela responsabilidade de cria-los sozinha. Preciso responder pela educação, valores e tudo o que tange a formação deles como ser humano, e não sinto que faço com excelência. Tento dividir esses conflitos com meu ex-marido, que só convive com as crianças de 15 em 15 dias, mas sou ignorada. Além dessa falta de apoio do pai deles, conto com a cobrança dos familiares. Quando me vi sem ânimo, paciência e descontando nos meus filhos toda essa frustração, comecei a fazer terapia. Estava enxergando o meu papel como ‘o chato’ da vida deles, mas, hoje, também com a ajuda de grupos relacionados à maternidade, consegui ampliar minha visão sobre o assunto. Sigo sem apoio e reconhecimento, mas entendi que não posso deixar de fazer o meu papel de mãe, mas que não sou o pai. A responsabilidade é dele e não devo me culpar pela atitude dos outros”, Daniela, 34, mãe de duas crianças, de 7 e 8 anos.

Minha filha estava abaixo do peso por minha culpa

“Ser mãe é a experiência mais legal e sofrida que o ser humano pode viver. É uma mistura de sentimentos. Ao mesmo tempo que amo minha filha de uma forma indescritível, já tive (e tenho) pensamentos de arrependimento por ter decidido tê-la. Então, no primeiro sorriso, vem a culpa de ter sentido isso. Eu não tive o parto que desejei, passei por uma cesárea depois de cerca de sete horas em trabalho de parto. Fiquei muito frustrada. Depois disso, quando ela estava com três meses, em uma consulta com o pediatra, descobri que meu leite não era o suficiente. Aquilo me arrasou. Minha filha estava abaixo do peso porque eu não era capaz de alimentá-la da maneira correta? Até hoje não consigo entender como tinha tanto leite, ouvia o choro e não percebia que era fome porque ela tinha acabado de passar mais de uma hora no peito. Acho que esse remorso seguirá para sempre, mas também penso que faz parte dessa loucura que é a maternidade”, Sandra, 32, mãe de uma menina de 2 anos.

Texto parcial extraído de reportagem de Thais Carvalho Diniz, publicada no UOL em 06/10/2017. Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/10/06/mulheres-contam-as-maiores-culpas-que-surgiram-com-a-maternidade.htm

 

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A psicanalista Anna Mehoudar é autora da Summus Editorial. Conheça seu livro:

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DA GRAVIDEZ AOS CUIDADOS COM O BEBÊ
Um manual para pais e profissionais

A gravidez e o parto são marcos na vida da mulher e da família. Neste livro, dedicado a pais e a profissionais de saúde, a psicanalista Anna Mehoudar aborda os aspectos clínicos e psicológicos da gestação e dos primeiros meses com o bebê. Voltada para o parto humanizado e a atenção global à gestante, a obra tem caráter prático e cobre uma vasta gama de assuntos, da mala a ser levada na maternidade à amamentação.

‘7 FATOS QUE PROVAM O LADO BOM DA ROTINA PARA OS RELACIONAMENTOS’

Rotina nem sempre é sinônimo de tédio, chatice, monotonia. Bem dosada, traz tranquilidade para um casal ficar mais unido, enfrentar problemas e ganhar tempo para curtir os momentos a dois.

  1. A rotina não é a principal inimiga do sucesso de uma relação

Em geral, é apontada como vilã, mas são outras questões que promovem o distanciamento do casal: excesso de trabalho, problemas financeiros, divergências de objetivos, chegada de filhos, ciúme, mágoas. Se o relacionamento já está fragilizado, a rotina pode chamar a atenção para o problema e fazer com que os envolvidos tenham que encarar e lidar com a questão.

  1. Rotina não tem nada a ver com monotonia

Ter um dia a dia organizado não é sinônimo de uma relação monótona. Aliás, quanto mais disciplinado for o cotidiano de um casal, mais tempo os dois terão para curtirem bons momentos juntos. A distância emocional, a falta de comunicação e a ausência de carinho envenenam a rotina, levando as pessoas a entrarem em uma zona de conforto movida a pessimismo, pouca ação e baixo investimento na relação. Isso, sim, traz tédio, insatisfação constante e aprisionamento.

  1. A previsibilidade é saudável

Ao organizar a vida, a rotina pode nos ajudar a ganhar mais tempo de qualidade e abre espaço para fazer planos. Ela dá tranquilidade, evita ansiedade e combate a montanha-russa de sentimentos que uma vida muito dinâmica provoca. O relacionamento evolui melhor quando há uma rotina porque é menor a possibilidade de gerar expectativas frustrantes em relação aos compromissos mútuos.

  1. A sensação de pertença faz bem

A estabilidade amorosa permite que os dois se expressem sem receios e desenvolvam suas individualidades. É bom saber que há alguém com quem se pode contar e fazer planos em comum. Ter segurança na esfera amorosa ajuda a lidar melhor com os problemas em outros campos, como o trabalho e os conflitos familiares. O apoio quando um dos dois enfrenta algum perrengue estreita o vínculo e cria força para encarar o que quer que seja. Há mais ação e menos vitimização.

  1. Rotina é sinônimo de boa comunicação

As piadas internas, que criam intimidade e fortalecem o vínculo, provam dia após dia que o casal pode lidar com suas fragilidades e falhas com humor, que é um dos melhores antídotos contra a monotonia no relacionamento. Rir de histórias comuns traz leveza à relação. Outro benefício importante é as delícias proporcionadas pela comunicação só com o olhar, resultado de uma relação baseada em vivência, empatia, carinho e admiração.

  1. Uma vida agitada também tem suas armadilhas

Um cotidiano mais movimentado com festas, viagens e surpresas nem sempre significa uma vida emocionante. Na verdade, a busca por tanta animação pode ser uma forma de defesa. Um dos dois, ou ambos, não consegue encarar a realidade, vive fugindo e preenchendo o espaço para mascarar as insatisfações.

  1. Compartilhar é reconfortante

Ter uma rotina permite que o casal possa fazer atividades juntos que lhe tragam prazer e dissipem o estresse do cotidiano, seja assistir TV juntos, fazer academia, sentar à mesa para jantarem, conversar, desabafar, pedir conselhos, bater papo. Um relacionamento saudável necessita da rotina: é gostoso estar junto e ter hábitos. Há prazer em chegar em casa, conversar, dar e receber carinho, ter seu porto seguro para seguir em frente.
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Fontes: Triana Portal, psicóloga clínica e terapeuta de casal, de São Paulo (SP), e Vanda Lucia Di Yorio Benedito, psicóloga, coordenadora do Núcleo de Casal e Família na Clínica da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica) e organizadora do livro “Terapia de Casal e de Família” (Ed. Summus).

 

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 03/10/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/10/03/7-fatos-que-provam-o-lado-bom-da-rotina-para-os-relacionamentos.htm

 

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Conheça o livro:
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TERAPIA DE CASAL E DE FAMÍLIA NA CLÍNICA JUNGUIANA
Teoria e prática
Organizadora: Vanda Lucia Di Yorio Benedito
Autores: Vanda Lucia Di Yorio BeneditoAurea Afonso M. CaetanoCláudia NejmeDeusa Rita Tardelli RoblesIrany de Barros AgostinhoIsabel Cristina Ramos de AraujoJane Eyre Sader de SiqueiraLiriam Jeanette EstephanoMaria Beatriz Vidigal Barbosa de AlmeidaMaria da Glória G. de MirandaMaria Silvia C. PessoaMarli TagliariOlga Maria FontanaSusan Carol AlbertAdriana Lopes Garcia

Este livro preenche uma lacuna existente na literatura da psicologia analítica no que se refere ao atendimento de casais. A coletânea aborda, entre outros assuntos, o histórico da abordagem no Brasil, a conjugalidade, o sonho como recurso terapêutico, o uso do sandplay e o processo de individuação.