COAUTORA DE “O TEAR DA VIDA” PARTICIPA DO PROGRAMA RELIGAR-TE

Programa RELIGAR-TE – Conectando você com a espiritualidade, da NKK Rádio Web, recebe Irene Monteiro Felippe, coautora de O tear da vida – Reflexões e vivências psicoterapêuticas. Ouça abaixo:
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Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310682

‘CONHEÇA PIAGET, BIÓLOGO QUE REVOLUCIONOU A PEDAGOGIA E INSPIROU O CONSTRUTIVISMO’

Em diversos campos do conhecimento, é comum encontrarmos importantes teóricos que não necessariamente faziam parte daquele meio. Na comunicação, por exemplo, Theodor Adorno é um nome muito conhecido e estudado, entretanto, o filósofo da Escola de Frankfurt não pode ser chamado de jornalista. Na pedagogia, por sua vez, a história se repete: o suíço Jean Piaget, nascido em 9 de agosto de 1896,  era formado em biologia, mas seus estudos influenciaram a criação de um renomado método educacional, o construtivismo.

Para entender as ideias de Jean Piaget, precisamos ter em mente a etimologia da palavra “aluno”. Pode não parecer, mas a linguagem é capaz de revelar sentidos muitas vezes implícitos na repetição exaustiva de expressão. No caso, a palavra “aluno”, do latim, a significa ausência, falta de; enquanto luno remete a “lumni”, que sugere “luz”. Ao pé da letra, o sentido da palavra é “aquele que não tem luz” e, assim, poderia ser “iluminado” pela ação do professor.

Durante muito tempo, as relações escolares estiveram baseadas nessa lógica, mas como explica Fernanda Batista dos Santos, formada em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP), Piaget começou a compreender que “a criança não é uma ‘ tábula rasa ’, na qual apenas se depositam conhecimentos”, e que os processos de aprendizagem durante a infância são determinados por alguns fatores, ultrapassando a simples influência do professor sobre os estudantes.

Antes do biólogo suíço, as teorias sobre o conhecimento eram classificadas em racionalistas, pois defendiam que “o conhecimento humano vinha dele mesmo e de sua razão”, ou como empiristas, ou seja, relacionadas aos estudiosos que defendiam a aquisição do conhecimento através das experiências com o mundo, como salienta Luzia Estevão Garcia, formada em Letras e Pedagogia e mestre em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP).

Por meio da observação do crescimento de seus filhos, desde o nascimento até meados da adolescência, Piaget encontrou novos caminhos ao questionar: “como o ser humano é capaz de aprender?”, assim, a partir dessa premissa, elaborou a chamada Epistemologia Genética. Segundo explica o argumento do teórico, com o propósito de analisar as etapas do desenvolvimento infantil, a criança aprenderia através de suas interações com o meio, em uma troca constante entre o indivíduo e as experiências pelas quais ele passa, portanto.

A Epistemologia Genética

“Piaget não desenvolveu um método de ensino”, enfatiza Luzia ao explicar que um dos principais pontos da obra do biólogo, a Epistemologia Genética, é um estudo sobre os mecanismos de aprendizagem dos seres humanos. Ao identificar as características do crescimento infantil, o suíço traçou um “mapa do desenvolvimento da criança”, como exemplifica a pedagoga e psicopedagoga Ismênia Ribeiro de Faria.

1ª Etapa: Sensório-motora
– Até o 24º mês
Ênfase para a incorporação de elementos externos e desenvolvimento de suas capacidades motoras, como engatinhar

2ª Etapa: Pré-operatória
– Dos 02 aos 07 anos
Domínio da linguagem, formação de imagens mentais e imitação da realidade; destaque para a importância do mundo e exemplos concretos

3ª Etapa: Operatório-concreta
– Dos 07 aos 12 anos
Pensamento lógico e início da capacidade de abstração, porém, o “concreto” ainda é muito presente

4ª Etapa: Operatório-formal
– A partir dos 12 anos
Pensamento hipotético-dedutivo, autonomia e consolidação da personalidade

Ao dividir a infância em quatro faixas etárias, o biólogo mostra como a aprendizagem depende das possibilidades de cada etapa, ou seja, não é possível forçar uma criança a aprender algo antes do seu tempo . Ismênia ainda explica que “alguns pais não entendem, mas nós [educadores] não podemos introduzir um conteúdo antes que a criança esteja apta a entendê-lo”.

A partir deste “mapa”, as análises do estudioso se tornaram matéria-prima para o surgimento de um método educacional, o construtivismo . De acordo com Luzia, quando a pedagogia compreende que são as experiências com o mundo que constroem o conhecimento da criança, esta ideia muda a lógica da sala de aula e propõe uma nova forma de lidar com os alunos. Agora, os professores não são mais os ditos “detentores” do conhecimento, mas facilitadores, que guiam o aluno em sua própria jornada de aprendizado.

O papel do professor na sala de aula

“Ela [a criança] interage com o meio e aprende”, segundo Fernanda. Esta é a síntese do construtivismo, que não espera que o aluno seja um depósito de informações, mas que ele construa o conhecimento a partir de experiências. Assim, o educador passa a apresentar diversas situações para as crianças, que observam e, depois, recebem uma contribuição teórica do professor.

De acordo com a pedagoga Rosangela Milani Paes, um famoso modelo são as pequenas experiência realizadas nas aulas de ciências. Plantar o feijão no algodão e fazer com que os alunos acompanhem seu crescimento para depois compreenderem, a partir do professor, o processo da fotossíntese, é um bom e simples exemplo.

Além disso, a utilização do Material Dourado nas aulas de matemática une dois conceitos piagetianos, segundo Rosangela: a experimentação por meio das peças e o uso do “concreto”, tão importante nas primeiras fases de desenvolvimento, para que pequenas operações matemáticas sejam compreendidas.

Acompanhando a presença do professor, um importante componente das salas de aula não pode ser deixado de lado: o material didático. Por mais que o construtivismo seja um método muito difundido no Brasil, alguns aspectos do sistema brasileiro de ensino – como o vestibular – ainda perpetuam a ideia do aluno como receptor de conhecimento, o que é refletido em diversos livros e apostilas escolares.

A elaboração de um livro com os conceitos de Jean Piaget, segundo Santos, precisa de elementos que coloquem o aluno como “atuante em seu processo de aprendizagem”, por exemplo, com mecanismos que possam instigar o interesse da criança pelo assunto abordado. Longe do tradicional modelo de aula, em que o professor expõe o conteúdo e espera que os estudantes guardem as informações passadas, tal material deve priorizar a ação da criança , colocando o professor como um “guia” do processo.

Editora de materiais para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, Garcia explicou que a produção dos livros depende das exigências dos departamentos pedagógicos e comercial. “Este ano, por exemplo, encomendaram um livro para crianças de 2 anos, eu pensei logo em Piaget, em um livro cheio de texturas para o bebê explorar, sons diversos, nada de escrita. Mas eu ainda não sei como vai o livro ficar no final”, ilustrou.

Identificar o quanto a criança é inteligente e o seu papel de protagonismo durante a aprendizagem foi um dos grandes feitos de Jean Piaget, o que mostra a importância de sempre repensar as estratégias pedagógicas e as teorias que estão sendo colocadas em prática. Afinal, as transformações sociais e as novas descobertas acontecem a todo o momento, e assim, “o ato de ensinar deve ser reciclado, já que o mundo está em constante mudança ”, como explica Santos.

Artigo publicado no iG Educação em 09/08/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2017-08-09/aniversario-jean-piaget.html

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Saiba mais sobre Piaget, com as obras da Summus:


O JUÍZO MORAL NA CRIANÇA

Autor: Jean Piaget

Obra pioneira de um dos maiores pensadores do século. A partir de entrevistas com crianças, o autor analisa as regras do jogo social e a formação das representações infantis: os deveres morais e as idéias sobre mentira e justiça entre outras. Fundamentalmente para psicólogos e educadores.

 

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM EM PIAGET E VIGOTSKI
A relevância do social
Autora: Isilda Campaner Palangana

Esta obra clássica, agora em edição revista, analisa os processos de aprendizagem e desenvolvimento humano à luz das teorias de Jean Piaget e Lev Semenovich Vigotski. Para tanto, Isilda Campaner Palangana examina os fundamentos metodológicos e as raízes epistemológicas dos postulados desses dois grandes mestres da psicologia da educação. Contribui, assim, para que se compreendam as convergências e divergências conceituais entre eles, sobretudo no que diz respeito ao papel da interação social na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento das capacidades e funções psicológicas caracteristicamente humanas.

A CONSTRUÇÃO DO HOMEM SEGUNDO PIAGET
Uma teoria da educação
Autor: Lauro de Oliveira Lima

Este livro é uma leitura da obra de Jean Piaget do ponto de vista de sua aplicação ao processo educacional. O autor é o maior conhecedor e divulgador de Piaget entre nós, tendo difundido e posto em prática seus ensinamentos. Em 50 pequenos textos, são comentados os pressupostos de toda a visão de Piaget sobre a criança e a Educação, no esforço de construção de um adulto equilibrado, em condições de encontrar seu caminho na sociedade.


PIAGET, VYGOTSKY, WALLON

Teorias Psicogenéticas em discussão
Autores: Yves de La TailleMarta Kohl de OliveiraHeloysa Dantas

Três professores da Universidade de São Paulo, da área de psicologia do desenvolvimento e aprendizado, analisam substantivos em psicologia à luz das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Entre eles, os fatores biológicos e sociais no desenvolvimento psicológico e a questão da afetividade e da cognição.
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PIAGET PARA PRINCIPIANTES
Autor: Lauro de Oliveira Lima

O maior especialista em Piaget no Brasil remiu neste volume mais de 30 artigos e ensaios analisando em seus mínimos detalhes a obra do genial educador suíço em torno da criança, seu desenvolvimento e o adulto.

 

LILIAN FRAZÃO E AUTORAS AUTOGRAFAM O LIVRO “QUESTÕES DO HUMANO NA CONTEMPORANEIDADE”

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Fradique Coutinho – SP) promovem no dia 9 de agosto, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Questões do humano na contemporaneidade – Olhares gestálticos. Lilian Meyer Frazão, uma das pioneiras na abordagem gestáltica no Brasil, organizadora da obra, e as autoras recebem amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, SP. 

Ao trazer a Gestalt-terapia para o centro das discussões, o livro aborda alguns dos dilemas enfrentados na contemporaneidade e apresenta inquietações clínicas ligadas à complexidade do ser humano de se constituir como pessoa e da angústia decorrente desse processo. A busca de uma identidade, as adições, a dificuldade de atingir um ideal de corpo imposto são temas debatidos por seis autoras.

Baseadas em sua vasta experiência, elas utilizam a Gestalt-terapia como pano de fundo para produzir um debate enriquecedor e atual. “Mostrar o papel do terapeuta como canalizador das emoções e de todo o potencial do paciente é uma das tarefas mais desafiadoras para o profissional. Num mundo pós-moderno permeado de tantas vicissitudes, a obra faz reflexões importantes para o trabalho de psicólogos,  psicoterapeutas e leigos”, afirma Lilian.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1471/9788532310729

‘COMO DOR DE CABEÇA INTENSA LEVOU MINEIRA A ENFRENTAR DEPRESSÃO’

Foram oito anos convivendo com crises de enxaqueca quase diárias até que um vazio começou a tomar conta da vida da fotógrafa Aline Resende, 29.

As coisas que a faziam feliz, como a leitura, foram perdendo o sentido. E, por mais que tentasse lutar contra, a única vontade que tinha era ficar na cama dormindo ou vagando em seus próprios pensamentos. O que lhe restou foi o medo de encontrar com as pessoas, a vergonha de falar sobre os seus sentimentos e a culpa.

“Tinha apenas 25 anos e sabia que aquele vazio não era normal”, afirmou ela, que, mesmo que tivesse um histórico de depressão na família, se sentia “inatingível”. “Achava que a doença era algo controlável. Engano meu”.

Diagnosticada com depressão, foram seis meses de tratamento psiquiátrico até afugentar o sentimento de vazio e também suas crises rotineiras de enxaqueca.

A associação entre dor crônica e depressão é recorrente. Um estudo do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) mostra a relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

“Durante todos os anos de enxaqueca era difícil sentir prazer nas coisas. Como sentir prazer diante de uma dor constante?”, questiona a mineira, que se diz hoje feliz e saudável.

Dor crônica, ansiedade e depressão

O levantamento feito na USP mensurou essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e mostra dados preocupantes.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor, como depressão e bipolaridade, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%), artrite (9%) e diabetes (7%).

O estudo mostra que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram incidência duas vezes maior de doenças crônicas. “Muitas vezes fica até difícil saber o que vem primeiro.

” Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos em 23% dos casos.

Como aponta Laura, que coordenou o estudo, os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Com esses números precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário.”

De acordo com a especialista, ainda não se sabe por que a relação entre dor crônica e ansiedade ou depressão é tão intensa, já que os mecanismos da dor crônica são pouco conhecidos.

“O que se sabe é que a inflamação é a base tanto para dores crônicas, que inclui alguns tipos de cefaleia, como para os transtornos de humor e ansiedade. Portanto, todos afetam o sistema imunológico do sistema neurológico.”

Tratamento

No caso de Aline, o tratamento foi marcado por seções semanais com o psiquiatra e o ajuste de doses de antidepressivos, que ela toma até hoje, mas apenas por causa da enxaqueca. “Já fiquei um tempo sem os remédios e não tive recaídas da depressão, mas as dores na cabeça voltaram com toda força. Portanto, a recomendação médica foi continuar com o medicamento.”

A psiquiatra explica que os antidepressivos tratam a depressão e, em alguns casos, também a cefaleia. “Isso porque esses remédios contam com um componente chamado de amitriptilina, que combate diretamente as inflamações neurais –base das duas doenças”, aponta.

De volta a uma vida normal e feliz

“Passei a ter uma vida social normal, que muitas vezes era tolhida pelas minhas dores de cabeça. Sem contar que, atualmente, trabalho com muito mais gás e até tenho ânimo para frequentar a academia”, conta Aline, que lembra o estigma que envolve a depressão.

“A gente não tem vergonha de falar que sofre de uma doença no fígado, mas se sente completamente envergonhado de contar que sofre de uma doença mental. A gente não escolhe ter um problema nos rins, e o mesmo vale para a depressão.”

Matéria de Larissa Leiros Baron, publicada originalmente no UOL, 27/07/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/07/27/como-a-dor-de-cabeca-levou-mineira-a-seis-meses-depressao.htm

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Se você quer saber mais sobre dores crônicas, conheça os livros da Summus que falam sobre o assunto:

DORES CRÔNICAS
Um guia para tratar e prevenir
Autores: Kimeron N. Hardin e Ellen Mohr Catalano

Cada um de nós sofre de alguma dor crônica, ou conhece alguém que sofre. Ela pode variar de um simples incômodo até um verdadeiro inferno. Destinado a todos que queiram enfrentar o problema, este guia ajuda a identificar tipos de dor, fatores que contribuem para seu agravamento, e formas de melhorar a qualidade de vida combatendo as conseqüências da dor crônica.

CONTROLE A DOR ANTES QUE ELA ASSUMA O CONTROLE
Autora: Margaret A. Caudill

O problema da dor mobiliza cada vez mais médicos, psicólogos e pesquisadores. Qual é o significado da dor? Que papel ela desempenha? É possível e desejável controlá-la? Estas são algumas perguntas que a autora, uma das pioneiras do estudo da dor, responde neste livro. Ela apresenta um programa de redução e controle de dores crônicas, com resultados comprovados, e fácil de ser seguido, apresentado de forma direta e detalhada. Um precioso instrumento para todos os que sofrem cronicamente de dores. Em formato 21 X 28 cm.

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

‘5 MITOS E VERDADES SOBRE PILATES QUE VOCÊ PRECISA SABER’

O pilates é um exercício físico bastante recomendado para quem quer cuidar do corpo e não é fã das academias convencionais

Apesar de ser uma atividade relativamente nova no Brasil, com 26 anos de atuação no país, o pilates já ganhou bastante popularidade e atinge cada vez mais adeptos. As aulas ajudam a melhorar a flexibilidade, a postura, o fortalecimento dos músculos e a emagrecer. Porém, alguns mitos sobre a atividade ainda circulam por aí, impedindo que muita gente conheça os benefícios da prática por preconceito ou falta de conhecimento. Outro ponto que pode pesar é o peço, já que para praticar pilates é preciso investir uma quantia considerável por mês. O preço médio, em São Paulo, varia entre R$ 200 a R$ 600 (semanal ou três vezes na semana), dependendo da região, e se as aulas são particulares ou em grupo. O educador físico Douglas Paiva, também fundador da Pure Pilates, respondeu pra gente algumas questões sobre o exercício.

Sobre os valores, ele comenta: “O pilates muitas vezes é visto como uma atividade cara porque é comparado às aulas de academia, em que muitas pessoas são atendidas pelo mesmo instrutor. Porém, as turmas são enxutas, com no máximo com três alunos, o que acaba tornando as aulas mais personalizadas e, consequentemente, com resultados mais satisfatórios. Além disso, se você comparar com uma sessão de fisioterapia, no caso de praticar pilates para reabilitação, o valor acaba se tornando justo. Outro ponto que deve ser levado em conta é o investimento na prevenção de doenças, que quando instauradas acabam saindo muito mais caro do que as sessões.”

Pilates é só alongamento? O Pilates também é alongamento mas não se resume a isso como muitas pessoas pensam. Grávidas não devem praticar Pilates A não ser que haja alguma recomendação médica em casos de gravidez de risco, Pilates pode e deve ser praticado por grávidas. Pilates é coisa de mulher Pilates é coisa de mulher, mas também de homem. Para começar, ele foi criado por um homem, Joseph Pilates, que aplicou a técnica nele mesmo, obtendo ótimos resultados. Até um tempo atrás os estúdios eram dominados pela classe feminina, culturalmente mais preocupada com a saúde e estética, mas de um tempo pra cá a realidade mudou. Idosos não devem praticar Pilates

O pilates é um ótimo aliado dos idos e deve sim ser praticado por quem não tenha restrição médica. Além de proporcionar mais autonomia e energia ao praticante, que geralmente possui limitações, previne doenças típicas da terceira idade.

Pilates solo e pilates em estúdio são a mesma coisa Não são, apesar de terem a mesma essência. O pilates solo não conta com o apoio de equipamentos e exige do aluno um controle maior, já que tudo depende da força do próprio corpo. Algumas vezes são usadas bolas ou outros acessórios para diversificar os exercícios. No pilates em estúdio existem os equipamentos para a realização das aulas, que permitem aumento de carga e personalização deacordo com o objetivo de cada um.Ambas atividades são benéficas, vale verificar qual delas mais se encaixa com o seu perfil.

Matéria publicada originalmente na Revista Viva Mais. Para acessá-la na íntegra: http://vivamais.uol.com.br/noticias/viva-saudavel/5-mitos-e-verdades-sobre-pilates-que-voce-precisa-saber.phtml

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Para saber mais sobre pilates, conheça os livros da Summus:

O CORPO PILATES
Um guia para fortalecimento, alongamento e tonificação sem o uso de máquinas
Autora: Brooke Siler

O método desenvolvido por Joseph Pilates prioriza os movimentos realizados sem aparelhos, utilizando o corpo como ferramenta única e para desenvolver força, resistência e flexibilidade. Neste livro, encontramos a sequência de movimentos fiéis às intenções originais de Pilates, com instruções e desenhos explicativos precisos e esclarecedores.

 

DESAFIOS DO CORPO PILATES
Na academia, em casa e no dia a dia
Autora: Brooke Siler

Um programa de condicionamento físico deve possibilitar força, flexibilidade e condicionamento cardiovascular. Partindo das práticas de Pilates no solo, descritas em O corpo Pilates, Brooke Siler demonstra neste livro de que forma esses objetivos podem ser atingidos em um mesmo programa de exercícios. Também propõe algumas formas de levar para o dia-a-dia, sob supervisão de um orientador, os princípios de controle corporal do Pilates.

‘ENSINO DE MATEMÁTICA ENGATINHA ATÉ NAS ESCOLAS PRIVADAS DE ELITE DO PAÍS’

A enorme dificuldade do Brasil no ensino da matemática vai muito além do universo da rede pública.

O desempenho das escolas privadas de elite do país na disciplina só supera o obtido por alunos de nível socioeconômico inferior à média das nações desenvolvidas.

Quando comparadas a instituições de ensino que atendem alunos de renda elevada na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), as notas de escolas brasileiras com perfil socioeconômico equivalente são decepcionantes.

Os dados foram levantados pela Fundação Lemann com base no Pisa, exame internacional de aprendizagem.

No último teste, em 2015, alunos brasileiros de instituições privadas de elite tiveram uma média de 497,2 pontos em matemática, contra 541 pontos obtidos pelos estudantes de classe mais alta que frequentam todos os tipos de escolas na OCDE.

A distância de 43,8 pontos equivale, segundo a escala do Pisa, a um atraso na aprendizagem superior a um ano.

“É uma diferença muito significativa, considerando que se trata de uma classe socialmente privilegiada”, diz Ernesto Martins Faria, economista da Fundação Lemann, responsável pelo estudo.

O recorte do Pisa por nível socioeconômico revela que o desempenho das escolas brasileiras da classe super alta também perde para o obtido por instituições cujos alunos têm renda apenas um pouco acima da média na OCDE.

O nível socioeconômico tem forte correlação com o desempenho escolar. Alunos mais ricos contam com contexto cultural e social mais sólido para alcançar melhores resultados. Além disso, escolas privadas são, em geral, mais bem estruturadas.

As questões de matemática do Pisa buscam testar a capacidade de jovens de 15 anos de identificar padrões e resolver problemas da vida real. Assim, o raciocínio é mais importante que a memorização.

“Não ensinamos os alunos a raciocinar porque ainda prevalece a cultura de treinamento para provas”, afirma Antonio José Lopes, doutor em didática de matemática e autor de livros didáticos.

Lopes diz que nem o ensino da tabuada deveria se pautar apenas na memorização e ilustra com um exemplo:

“O aluno pode não se lembrar quanto é 7 vezes 9. Mas, se ele sabe raciocinar, vai se dar conta que 9 é próximo de dez. E é mais fácil multiplicar 7 por 10 e depois subtrair 7”.

CULTURAL

O problema do Brasil, dizem especialistas, envolve várias dimensões e que atingem todo tipo de escola. Passa por falta de apoio às escolas e deficiências na formação de professores. “Parece existir uma fragilidade na forma como ensinamos matemática”, diz Faria, da Lemann.

Existe, ainda, uma cultura familiar e social de aversão à matemática. “Começamos a incutir na cabeça das crianças desde muito cedo que matemática é difícil, é para poucos”, diz Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do Movimento Todos Pela Educação.

A OCDE divide a aprendizagem em seis patamares de proficiência. Entre as escolas privadas brasileiras, apenas 0,4% dos alunos se enquadra no nível 6, o mais elevado.

Nesse estágio, os jovens atingiram o que a organização chama de “pensamento e argumentação avançados”, conseguindo atacar novos problemas matemáticos.

A fatia de alunos da rede privada brasileira que não consegue atingir o nível 2 (capazes de empregar algoritmos básicos, fórmulas e convenções) é de 30%. Nas públicas, o cenário é pior. São 77%. No Chile, por exemplo, o percentual é de 14%. No Japão, 9%.

DIFICULDADE

Você recebe uma pergunta matemática e a primeira coisa que vem à cabeça não é a solução, mas sim: não sei matemática, vou errar. É o que se chama de “ansiedade matemática”, explica o professor Flavio Comin, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

“Essa sensação ocupa a memória de trabalho e é quase uma profecia autorrealizável”, completa Comin.

O pesquisador afirma que dificuldades dos alunos com o aprendizado de matemática tem uma relação forte com as famílias. “Os pais não sabem matemática e, a partir do 4º e 5º ano, começam a se desengajar no acompanhamento dos estudos dos filhos.”

A falta de estímulos para que os estudantes se interessem pela disciplina atinge todo tipo de aluno.

“Mas em um país com grande desigualdades, as crianças de classe média alta podem ter a impressão de que não precisam se esforçar, elas sabem o lugar onde estão”, diz o docente, que coordena estudos sobre o conhecimento matemático de adultos, em relação a outros países.

Diretor do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), Marcelo Viana também insiste na imagem negativa do tema. “O Brasil é de longe o país que tem menos contato com a matemática pura”, diz ele, que é colunista da Folha. “O discurso que a matemática é difícil, só para gênios, cria um álibi de que não é preciso aprender”, diz.

Ambos pesquisadores ressaltam o impacto da qualidade de professores.

“Todos os estudos mostram a importância do professor. E a dificuldade aqui do ponto de vista da gestão da sala de aula é que a formação ainda é muito teórica”, completa Comin, da UFRGS.

E o problema é mais grave. Em todo o país, 67,5% dos professores de matemática do ensino médio nem sequer têm formação na área.

A Base Nacional Comum Curricular é vista por especialistas como um potencial de mudança. Além de definir o que os alunos devem aprender a cada ano da educação básica, o documento –ainda em análise– deve impactar em alterações no modelo de formação docente no país.

Antonio José Lopes, especialista em didática para o ensino da matemática, não é tão otimista. “A base engessa o conteúdo por série. Não prevê que a aprendizagem da matemática evolua como um processo. Limita o ensino a tópicos fragmentados.”

O custo de o país ir mal em matemática se tornará, segundo estudos, cada vez mais alto. Sobretudo porque praticamente todo o desenvolvimento tecnológico tem forte ligação com a área.

Entre 1980 e 2012, ocupações que exigiam, ao mesmo tempo, elevadas habilidades matemáticas e características como a capacidade de trabalhar em grupo aumentaram 7,2 pontos percentuais em relação ao total da força de trabalho nos Estados Unidos, de acordo com pesquisa do economista David Deming, da Universidade Harvard (EUA).

OUTRAS ÁREAS

Além de matemática, o Pisa avalia, a cada três anos, a aprendizagem de alunos de 15 anos em ciências e leitura.

Nessas outras duas disciplinas, o déficit de aprendizagem entre as escolas privadas de elite do Brasil e as das nações ricas é menor do que em matemática. Em ciências, a nota de alunos brasileiros de nível socioeconômico mais alto é 27,3 pontos menor que dos alunos mais ricos da OCDE. Em leitura, a desfasagem do Brasil é de 25,3 pontos.

 

Matéria de Érica Fraga e Paulo Saldaña, publicada na Folha de S. Paulo em 09/07/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/07/1899625-ensino-de-matematica-engatinha-ate-nas-escolas-privadas-de-elite-do-pais.shtml

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

ENSINO DE MATEMÁTICA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Ubiratan D’Ambrósio e Nilson José Machado
SUMMUS EDITORIAL

A análise sobre a teoria e a prática do ensino da matemática (bem como suas dificuldades) é o foco desta obra. Nela, os autores discorrem sobre diferentes aspectos do ensino da matemática, analisando questões históricas, epistemológicas, sociais e políticas. Esse profícuo diálogo nos conduz a uma disciplina concebida como meio para a formação pessoal e para o exercício da cidadania.

FRANTHIESCO BALLERINI APRESENTA SUA OBRA “PODER SUAVE (SOFT POWER)”

Utilizado pela primeira vez pelo cientista político Joseph Nye na década de 1980, o termo “poder suave” (soft power) designa a capacidade de um Estado ou uma instituição influenciar a opinião pública para que seus objetivos sejam cumpridos. Acompanhando a humanidade há milênios, o poder suave se fez sentir sobretudo na cultura.

Publicação única no Brasil, fruto de mais de dois anos de intensas pesquisas e dezenas de entrevistas, este livro explica os mecanismos de ação do poder suave e sua expressão em áreas como música, cinema, artes plásticas, dança e artes visuais.

Assista ao vídeo abaixo com a apresentação da obra pelo próprio autor:

 

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Franthiesco Ballerini é jornalista e mestre em Comunicação Social, foi repórter e crítico do Grupo Estado por oito anos, tendo realizado reportagens em países como México, Canadá, Estados Unidos, Índia e Argentina. Foi colaborador de diversas revistas, como Bravo! e Cult, além de colunista cultural da Rádio Eldorado e da TV Gazeta. Ex-coordenador geral da Academia Internacional de Cinema, é professor de Comunicação e Audiovisual na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e nas Faculdades Integradas Rio Branco.

Para mais informações, acesse http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1464/9788532310644, ou compre este livro com desconto na Amazon em http://amzn.to/2s1zn0z.

‘MEC ALIVIA REGRAS PARA OFERTA DE ENSINO A DISTÂNCIA: ISSO É BOM OU RUIM?’

Uma série de mudanças na regulamentação do EAD (Ensino a Distância) para ensino superior, realizada pelo MEC (Ministério da Educação) no último dia 21, acendeu o debate: até que ponto pode se falar em democratização no acesso ao ensino ou em exagero na flexibilização do EAD?

Entre suas modificações, a portaria publicada pelo MEC possibilita que instituições de ensino superior passem a oferecer cursos EAD mesmo sem possuir credenciamento para cursos presenciais.

Também não será mais necessária a aprovação prévia do MEC para a abertura de polos EAD. A restrição será, nesse caso, feita com base no CI (conceito institucional), indicador de qualidade calculado anualmente após a visita de técnicos do ministério às instalações da instituição de ensino. Junto a isso, essas visitas para efeito de avaliação, que antes eram feitas nas sedes das instituições e também em seus polos, passarão a ser realizadas apenas nas sedes.

A escala de notas do CI varia de 1 a 5. Com a nova regulamentação, instituições de ensino superior que possuírem CI 3 poderão criar até 50 polos por ano, enquanto as com CI 4 poderão criar 150 e as com CI 5 poderão abrir até 250 novos polos EAD por ano.

Já as instituições públicas de ensino estarão automaticamente credenciadas para a oferta de cursos a distância. A exigência do MEC, nesse caso, é que elas passem por um processo de recredenciamento em até cinco anos após a oferta do primeiro curso EAD.

Avanço ou retrocesso?

Para Ronaldo Mota, reitor da Universidade Estácio de Sá e ex-secretário nacional de educação a distância e de educação superior do MEC, na gestão Haddad, as mudanças são positivas e poderiam ter sido “até maiores”, permitindo, por exemplo, que instituições que chegam a notas como 4 ou 5 possam ofertar 40% de seus cursos a distância ao invés dos atuais 20%.

Se não há um elemento vinculante que restrinja pela qualidade, não tem por que você ficar reprimindo o crescimento ou as alternativas que se tem de oferecer oportunidades para o educando”, defende.

“A autonomia dada às instituições de ensino, baseada em aferição de qualidade, não desfavorece a qualidade, ela na verdade fortalece. Hoje nós fazemos o Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] anualmente, e em pouco tempo a instituição de ensino que não tiver uma qualidade de conceito será penalizada. Sabemos que o crescimento de forma desordenada afetará a própria qualidade do ensino que você está ofertando”, explica Mota.

osé Carlos Rothen, professor da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), pensa o contrário. Para ele, as mudanças podem ser vistas como um mecanismo para a “massificação da educação”.

“Na minha avaliação, representa um retrocesso. Um processo de democratização pressupõe que se compartilhe cursos de qualidade”, avalia o professor, que defende que “nem toda flexibilização é boa”. Ele afirma que é perigoso dar uma autonomia “de universidade” para instituições de ensino menores, como faculdades e centros universitários.

“Como você vai ter essa autonomia inicial, você pode ter alguns aventureiros que vão demorar para serem avaliados pelo CI. Com CI 3 você pode ter 50 polos, e é um CI ruim. Você pode estar proliferando já de cara instituições com muitos polos de baixa qualidade”, defende.

Para ele, a nova forma de fiscalização permitirá, ainda, que se tenha “muitos polos fantasia”. “Muitas instituições não vão passar por um processo de fiscalização efetiva”, afirma o professor.

PNE

O objetivo da ampliação na oferta de cursos a distância, segundo o MEC, é ajudar o Brasil a atingir a meta 12 do PNE (Plano Nacional de Educação). Ela determina uma elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior –que mede o acesso de todas as faixas etárias à graduação– para 50% e a taxa líquida –que mede o acesso da população de 18 a 24 anos, faixa etária prevista para estar no ensino superior– para 33%.

Dados de 2015, os mais recentes do acompanhamento feito pelo Simec (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação), mostram números ainda bastante abaixo da meta: 32,6% na taxa bruta e 21,3% na taxa líquida.

Para Mota, é difícil dizer se as mudanças no ensino farão com que o país atinja a meta do PNE. “O que posso dizer é que esses índices hoje são fracos e seriam ainda mais se não tivéssemos EAD. O Brasil só não está indo para trás nesse índice porque o crescimento que existe é no EAD”, defende.

Já Rothen afirma: “No sentido de atingir a meta, pode ser que atinja, sim, porque se está aumentando a oferta. Mas aí a gente vai ter um problema de expansão inadequada.

Para ele, a questão a se pensar é: vamos ter, no futuro, profissionais capazes de atender a demanda do mercado?

“Com uma expansão desordenada, com grupos educacionais que visam apenas o lucro, pode ser que a gente chegue daqui a 20 anos com menos profissionais formados de maneira adequada do que temos hoje”, pontua.

O EAD é uma modalidade de ensino que vem crescendo muito no Brasil nos últimos anos, como mostram dados do Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Em 2009, existiam no país cerca de 677 mil alunos matriculados em cursos de graduação a distância. Quatro anos depois, em 2013, o número mais que dobrou: eram cerca de 1,5 milhões de alunos fazendo um curso EAD de graduação. Na modalidade presencial, o aumento foi de cerca de 7 milhões, em 2009, para aproximadamente 12 milhões de alunos, em 2013.
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Texto de Ana Carla Bermúdez, publicado no UOL, em 28/06/2017. Para ler a reportagem na íntegra, acesse: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/06/28/mec-alivia-regras-para-oferta-de-ensino-a-distancia-isso-e-bom-ou-ruim.htm

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Para saber mais sobre ensino a distância, conheça:

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel MoranJosé Armando Valente
SUMMUS EDITORIAL

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.

 

MELINA SCIALOM AUTOGRAFA “LABAN PLURAL” NA LIVRARIA CULTURA DE CAMPINAS (SP)

A Summus Editorial e a Livraria Cultura – Shopping Center Iguatemi (Campinas (SP) promovem no dia 29 de junho, quinta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos de Laban plural – Arte do movimento, pesquisa e genealogia da práxis de Rudolf Laban no Brasil. Melina Scialom, autora da obra, recebe amigos e convidados na livraria, que fica Av. Iguatemi, 777 – Piso 1, Campinas – SP. Das 19h às 19h45 haverá uma apresentação sobre o livro no auditório da livraria (piso superior).

A obra é uma combinação de movimentos diversos – dança, pesquisa, passado e presente – que envolvem a vida e obra de Rudolf Laban (1879-1958) e da reverberação de seu pensamento artístico, filosófico e científico no Brasil. Embora seja considerado um dos grandes teóricos da dança do século XX, Laban baseia-se na observação, na prática e na experiência do corpo em movimento. Melina Scialom resgata aqui a introdução dos ensinamentos de Laban no Brasil e sua repercussão entre bailarinos e educadores, criando uma espécie de genealogia que explica os caminhos percorridos por diversos profissionais da arte do movimento.

“Este livro segue pegadas ao vento, rastros e ressonâncias que ecoam uma origem futura de renovação imanente. A obra de Rudolf Laban tem como matriz a pulsão espacial da própria vida. Essa criatividade auto‑organizada reverbera nas diferenças infinitas de cada obra sob sua influência. A proposta desafiadora de Melina Scialom é se deixar ser dançada por esse traço dinâmico, pessoal e coletivo, único e plural, arqueológico e visionário.
[…] A contribuição brasileira para o método Laban é relevante não apenas por continuar um legado, mas justamente por transformá‑lo criativamente, o que sempre foi o eixo da proposta de Laban.”

Do Prefácio de Ciane Fernandes

Melina Scialom é coreologista pelo Trinity Laban (Londres, Reino Unido), doutora em Dança pela University of Roehamton (Reino Unido), mestre em Artes Cênicas pela UFBA e bacharel e licenciada em Dança pela Unicamp. Vem explorando o universo labaniano desde 2002, publicando artigos e capítulos de livros envolvendo a temática. Atua profissionalmente desenvolvendo, dirigindo e atuando em performances de dança solo e em colaboração com artistas de outras linguagens como circo, teatro, música e vídeo, tendo sua atividade artística espalhada pelo mundo. Como cofundadora do núcleo de dança Maya-Lila, tem colaborado na direção e apresentação de performances e espetáculos de dança desde 2005.

‘MINDFULNESS: SAIBA COMO APLICAR ESTA TÉCNICA DE MEDITAÇÃO NO SEU DIA A DIA’

Não podemos negar que nossa mente é cheia de distrações. Estamos trabalhando, por exemplo, e do nada começamos a pensar na prestação do carro, em renovar a academia, sem esquecer de dar aquela olhada no celular para não perder nenhuma notificação.

Focar a atenção em apenas uma tarefa é um desafio e a meditação mindfulness pode ser a resposta para se manter presente. De modo geral, o treinamento visa refinar a sua atenção com exercícios diários para desenvolver a concentração.

A técnica afeta até a felicidade. Em um estudo publicado na Science, pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) apontam que em 46,9% do tempo não estamos prestando atenção no que fazemos. Nossa mente “viaja na maionese” e isso nos desanima. Os dados comprovam que somos mais alegres quando ações e pensamentos se alinham.

“Miindfulness é ter atenção plena, deixar de fazer as coisas no piloto automático e começar a notá-las, conseguindo fazer escolhas mais conscientes”, afirma Alexandre Lunardelli, sócio fundador da Academia de Mindfulness, em São Paulo.

A prática melhora o foco, a produtividade e o autocontrole, além de diminuir a ansiedade e o estresse. Quer dar uma chance? É possível ter contato com a técnica durante atividades rotineiras.

De acordo com Katya Stübing, professora de meditação Mindfulness do Núcleo SaberSer, em São Paulo, podemos treinar durante vários momentos do dia. Veja as dicas:

  • Um minuto de atenção: você presta atenção ao escovar os dentes ou aproveita o momento para mexer no celular ou fazer xixi? “A escovação é um começo simples e efetivo. Foque nas ações táteis, tente não se distrair, pense nas cerdas, na gengiva, no gosto da pasta, no momento”.
  • Diminuir o automatismo: o exercício anterior vale para toda ação que você faz em piloto automático como trocar de roupa, tomar banho ou até correr na esteira da academia. Foque nas sensações, no corpo, ambiente, em como você se sente e como se manter presente. “Usar o celular na esteira distrai, mas você se ausenta da ação, sua cabeça sai da academia. Seria bom estar presente de corpo e alma. Desligue o aparelho e foque nas reações dos músculos, no suor, no porquê é importante estar ali”.
  • A mente prega peças: você vai se distrair durante o exercício, mas não se irrite. Perceba a distração, entenda porquê ela apareceu e volte para o momento de foco na atividade inicial.
  • Sem julgar: para treinar o mindfulness é preciso cultivar uma atitude que envolve abrir mão de julgamentos, aceitar as situações como são, reconhecer a realidade e desenvolver curiosidade pela experiência.

Prática formal

A meditação mindfulness é um pacotinho, além das práticas ao longo do dia também é importante tirar alguns minutos para um exercício mais duradouro. “Pode ser por 40 ou 5 minutos, o importante é tirar um tempo do dia para ter os benefícios”, diz Marcelo Demarzo, professor do departamento de medicina preventiva e coordenador do Mente Aberta da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Saiba como tentar

  • Xiiiu: para se concentrar é importante escolher um lugar silencioso e com poucas distrações. Deixe o celular longe e desligue a televisão para não ter interferências.
  • Escolha a pose: ache uma posição confortável para não ter incômodos durante a meditação. Você pode ficar deitado ou sentado, com olhos abertos ou fechados, o que for melhor para você.
  • Mantenha o controle: comece observando as sensações corporais, como o contato com o solo e a temperatura da pele. Aos poucos, concentre nos movimentos do corpo durante a respiração: no tórax e abdômen, na sensação do ar nas narinas.
  • Distrações mentais: se aparecer alguma distração, pensamento ou preocupação, apenas perceba e deixe passar, sem se prender ou julgar, e volte a se concentrar na respiração.
  • Antes do fim: depois de focar ao máximo na respiração, volte sua atenção para as sensações corporais e aos poucos termine a prática.
  • Internet pode ajudar: existem aplicativos e sites que podem ajudar iniciantes. Você pode usar o app gratuito HeadSpace ou ouvir uma técnica meditativa de pouco mais de três minutos do centro Mente Aberta.

 

Matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no UOL em 26/06/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/06/26/mindfulness-saiba-como-aplicar-esta-tecnica-de-meditacao-no-seu-dia-a-dia.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:
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VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena (mindfulness) e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.