“FILHA DE DONALD TRUMP É ARMA DE ‘SOFT POWER’ DOS EUA”

Ivanka vai no lugar do pai à Cúpula das Américas, em Lima, com discurso feminista

Com a ausência do presidente Donald Trump reforçando a percepção de que a América Latina não é prioridade para Washington, a Casa Branca aposta na presença de Ivanka Trump em Lima para gerar um pouco de boa vontade entre os países da região.

Filha e assessora do republicano, ela participará de uma discussão sobre empoderamento feminino na Cúpula Empresarial, evento paralelo à Cúpula das Américas, que reúne chefes de Estado e governo do continente.

Nesta quarta (11), Ivanka afirmou que também lançará uma iniciativa para “impelir o empoderamento econômico das mulheres na região”, sem dar mais detalhes.

Segundo a Folha apurou, cogitou-se dar a Ivanka a honra de fazer o discurso de abertura da cúpula empresarial, mas a deferência não foi confirmada.

Ela acompanhará o vice-presidente, Mike Pence. Virão para a cúpula também Jared Kushner, marido de Ivanka, o secretário de Comércio, Wilbur Ross, e o representante de comércio, Robert Lighthizer, para debater tarifas anunciadas por Trump que atingem, entre outros, o aço brasileiro.

A vinda do presidente era cercada de tensões, por causa de políticas da Casa Branca que desagradam a região, como o prolongamento do muro na fronteira com o México, a renegociação de acordos comerciais e o endurecimento contra imigração.

O cancelamento foi recebido com um misto de alívio e decepção. Trata-se do primeiro líder americano a não comparecer à cúpula desde a criação do evento, em 1994.

Ivanka é acionada com frequência para fazer “diplomacia presidencial”. Quando ela foi a Pyeongchang para as Olimpíadas de Inverno, o pai tuitou: “Minha filha acaba de chegar na Coreia do Sul. Não poderíamos ter uma pessoa melhor ou mais inteligente representando nosso país”.

Mas o “soft power” de Ivanka nem sempre prospera.

Em abril do ano passado, ela dividiu o palco com a chanceler alemã Angela Merkel e com a diretora do FMI, Christine Lagarde. Mas recebeu vaias ao afirmar que seu pai “era um tremendo defensor de apoio a famílias”.

Chefiando a delegação dos EUA em uma cúpula global de empreendedorismo na Índia, em novembro de 2017, foi alvo de críticas ao fazer campanha por empoderamennto feminino enquanto sua linha de roupas emprega mulheres ganhando salários minúsculos na Índia e em Bangladesh.

Para Ivanka, a cúpula já começou com uma saia justa.

Em briefing, um jornalista perguntou a um funcionário da Casa Branca: “Dado que o tema da cúpula é governança democrática contra corrupção, e a América do Sul teve várias ditaduras que empregavam parentes em altos cargos, vocês sentem que há uma diferença entre isso e sua posição na Casa Branca?”

Não houve resposta.

 

De Patrícia Campos Mello, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 12/04/2018. Para acessar na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/filha-de-donald-trump-e-arma-de-soft-power-dos-eua.shtml

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Que saber mais sobre Soft Power? Conheça:

 

PODER SUAVE (SOFT POWER)
Autor: Franthiesco Ballerini
SUMMUS EDITORIAL

Utilizado pela primeira vez pelo cientista político Joseph Nye na década de 1980, o termo “poder suave” (soft power) designa a capacidade de um Estado ou uma instituição influenciar a opinião pública para que seus objetivos sejam cumpridos. Acompanhando a humanidade há milênios, o poder suave se fez sentir sobretudo na cultura. O exemplo mais clássico é Hollywood, que, com seus filmes e produtos dele derivados, reproduz um estilo de vida que serve muito bem aos interesses americanos no campo da política e da economia. Porém, diversos outros tipos de poder suave têm mostrado sua força ao longo dos séculos, deixando claro que ideias podem, por vezes, ser mais persuasivas que canhões.

Publicação única no Brasil, fruto de mais de dois anos de intensas pesquisas e dezenas de entrevistas, este livro explica os mecanismos de ação do poder suave e sua expressão em áreas como música, cinema, artes plásticas, dança e artes visuais. Obra atual e perene, é dedicada a estudantes e profissionais de Comunicação, Relações Internacionais e Ciências Políticas, mas sobretudo a todos aqueles que desejam conhecer melhor uma força tão sutil e, ao mesmo tempo, inquestionável.

 

 

‘MELHORAR A POSTURA EVITA ESTRESSE, DORES E ATÉ INTESTINO PRESO’

Enquanto lê esse texto, você está sentado “confortavelmente”, todo esparramado e com a coluna curvada? Então, antes de mais nada, ajeite-se na cadeira! Manter a postura correta no dia a dia – ou seja, sentar com as costas retas, apoiadas no encosto, as pernas paralelas e os pés no solo; manter a tela do computador na altura dos olhos; agachar para pegar coisas no chão em vez de dobrar o corpo; andar com o tronco reto etc. – evita não só dores nas costas, como também melhora vários aspectos da sua saúde.

“Como a coluna é nosso pilar de sustentação, a má postura sobrecarrega estruturas pelo corpo todo”, alerta Alexandre Fogaça Cristante, ortopedista do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Sim, aquela dor chata que você sente no calcanhar ou na cabeça podem estar relacionadas com a falta de alinhamento.

“O organismo funciona como um todo e, quando você não o posiciona da forma natural, ele faz compensações”, explica a fisioterapeuta Samira Poliseli, especialista em osteopatia pela Escola de Osteopatia de Madrid. A seguir, mostramos os benefícios que você vai ter ao deixar esse jeito relaxado de sentar –e de caminhar, malhar etc.

Reduz dores e lesões no treino

Quando você não se preocupa em manter uma postura adequada no dia a dia ou nos exercícios, há o encurtamento de músculos, tendões e ligamentos. Aí, um dos lados do corpo fica sobrecarregado. Isso gera desgaste nas articulações e, com o tempo, há risco de hérnias de disco, lesões no quadril e nos joelhos, tendinites e bursites nos ombros, fascite plantar entre outros problemas. “Para as mulheres, vale até repensar o uso diário do salto alto. Ele encurta a musculatura posterior da perna e aumenta a sobrecarga na região lombar”, explica o cirurgião ortopédico Edson Pudles, de Curitiba.

Minimiza a dor de cabeça

Na coluna cervical, entre as vértebras C1 e C2, há várias terminações nervosas importantes. Se elas forem constantemente pressionadas –como quando você fica muito tempo olhando para baixo ao digitar no smartphone — o resultado é uma inflamação. “Isso ativa um gânglio chamado trigeminal, um dos grandes responsáveis pela origem de dor de cabeça e até enxaqueca”, explica Aline Turbino, neurologista especialista em enxaquecas e dores cranianas pela Unifesp e médica da Casa de Saúde Santa Marcelina, em São Paulo.

 

Melhora a respiração e o fôlego

Manter os ombros sempre curvados para a frente diminui a expansão da caixa torácica e prejudica a entrada de ar no pulmão. “Aí, a pessoa precisa fazer mais esforço para respirar”, diz Fogaça.

 

Ajuda no funcionamento do intestino

A postura ruim “espreme” o órgão, que tem dificuldades em fazer os movimentos necessários para expulsar as fezes. Aliás, uma das melhores dicas para acabar com o sofrimento no banheiro é sentar de maneira adequada no trono: com os pés em um apoio para que os joelhos fiquem mais elevados que o quadril.

 

Reduz o estresse e evita a depressão

O organismo de quem sente dores constantes e intensas nas costas geralmente sofre um processo inflamatório permanente, que pode até modificar receptores cerebrais ligados ao bom humor e ao relaxamento. “Toda dor crônica pode causar mudanças neuroquímicas e gerar transtornos psiquiátricos como estresse, depressão e ansiedade”, alerta Aline Turbino.

 

Matéria de Manuela Biz publicada no VivaBem, do UOL, em 12/04/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/12/beneficios-que-voce-tem-ao-melhorar-a-postura.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros da Summus específicos sobre postura corporal:
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ALONGAMENTO E POSTURA
Um guia prático
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Disseminado em diferentes países e culturas, o alongamento tornou-se rotina para a maioria da população fisicamente ativa. Porém, posturas inadequadas têm gerado dores e lesões no sistema musculoesquelético. Aqui, os autores apresentam informações atualizadas sobre o tema e fotos com orientações de como realizar com segurança os ajustes posturais necessários aos exercícios de alongamento.
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DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.
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DIAGNÓSTICO CLÍNICO POSTURAL
Um guia prático
Autora: Angela Santos

Um bom diagnóstico é fundamental para definir procedimentos que envolvam a postura do ser humano. Lançando mão da biomecânica, da osteopatia e de técnicas fisioterápicas, a autora apresenta uma linguagem diagnóstica única para os diversos ramos profissionais que lidam com o movimento humano, suas patologias, expressões e desenvolvimento.
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POSTURA CORPORAL: UM GUIA PARA TODOS
Autora: Angela Santos

Aplicação prática dos conhecimentos de anatomia e fisiologia dos ossos, músculos e articulações em reabilitação postural. Contém informações preciosas para profissionais e orientação acessível aos leigos interessados na prevenção e no tratamento de desvios posturais.

‘UMA EDUCAÇÃO PARA O NOSSO TEMPO NÃO DEPENDE SÓ DE RECURSOS DIGITAIS, MAS SIM DE PRÁTICAS INOVADORAS’

Preocupados com a escassez e com o desperdício de água na cidade de Granja, no interior do Ceará, alunos de uma turma do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia e seu professor, Marcos Deames Araújo Silva, assumiram o desafio de colocar a educação ambiental em prática. Aliando o conhecimento que construíram na escola, com tecnologias de uso cotidiano da população, criaram o aplicativo Consustime, para melhorar a gestão dos recursos hídricos residenciais.

A iniciativa é capaz de ajudar qualquer usuário de smartphone a monitorar o consumo e a economizar água nas mais diferentes atividades. Para isso, basta conectar ao chuveiro de uma residência, por exemplo, um dispositivo que se comunica com o celular via bluetooth para medir o fluxo de água e até programar seu desligamento automático quando o consumo atingir o volume de 50 litros, considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mais do que suficiente para o banho. Os alunos ainda criaram uma página em redes sociais em que divulgam a iniciativa e promovem campanhas, concursos e outras atividades interativas entre os usuários do aplicativo.

Já em Belo Horizonte (MG), foi a proliferação do Aedes aegypti – mosquito responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e do zika vírus – que mobilizou os alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais e o professor Humberto Honda a procurarem novas respostas para a identificação de criadouros e combate ao mosquito. Surgiu, assim, o projeto Airgainst Dengue, que consiste no uso de drones para realizar mapeamento fotográfico das áreas mais afetadas e, em seguida, o reconhecimento automático de focos de reprodução do mosquito por meio de machine learning – programação de computador capaz de automatizar processos analíticos.

Ambos os projetos podem ser considerados bons exemplos de como o uso de tecnologias no processo de ensino e aprendizagem pode trazer bons resultados pedagógicos e, ainda, contribuir com soluções inovadoras para problemas para problemas enfrentados pelas comunidades em que as escolas estão inseridas. Por isso, foram também premiados, respectivamente, como vencedor nacional e vencedor regional do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa da Samsung, com coordenação geral do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.

Mas o que o desenvolvimento do Consustime, no Ceará, e do Airgainst Dengue, em Minas Gerais, têm em comum? O que ambos os projetos nos dizem sobre as potencialidades e limites do uso de tecnologias na educação? A complexidade da questão demandaria uma análise mais aprofundada, mas acredito ser oportuno compartilhar com os leitores algumas lições que podemos tirar a partir das experiências premiadas.

A primeira delas é que tanto na Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia, quanto no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais a tecnologia por si só não é tomada como sinônimo de inovação. Ela vem acompanhada de um projeto pedagógico em que a inovação, a mobilização de interesses dos jovens, a possibilidade de construção colaborativa do conhecimento e a promoção do pensamento crítico, da autoria e do protagonismo dos alunos estão no centro do trabalho da escola.

Já passados quase vinte anos no século XXI, sabemos que a simples presença de dispositivos eletrônicos nas salas de aula não significam inovação e mobilização do interesse e envolvimento dos alunos, pois computadores, aplicativos e recursos digitais podem reproduzir velhas práticas de ensino que pouco ajudam os alunos a aprender. Podem, por exemplo, reforçar estratégias como repetição e memorização, que não ajudam a avançar no desenvolvimento do raciocínio lógico, das diferentes linguagens, do conhecimento científico ou da análise de acontecimentos sociais.

Fosse esse o caso, os alunos das duas escolas não seriam sequer capazes de identificar a dimensão e as causas da escassez de água ou da proliferação do Aedes aegypti e menos ainda de propor intervenções capazes de enfrentá-las a partir de seus conhecimentos nas áreas de tecnologia, ciências da natureza e matemática. Ao contrário, o desenvolvimento desses projetos pedagógicos permitiu aos alunos que se apropriassem de conceitos importantes para o desenvolvimento do pensamento científico e do raciocínio lógico e matemático e que avançassem no domínio da linguagem tecnológica, além de ampliarem sua capacidade de ler e compreender a realidade, analisá-la de forma crítica e propor soluções.

Outro ponto importante, que ambas as experiências revelam, é que os professores têm papel fundamental na inovação dos processos de aprendizagem. Apesar das inúmeras informações disponíveis na web sobre gestão de recursos hídricos e combate ao Aedes aegypti, tanto o professor Marcos, quanto o professor Humberto e seus colegas de equipe tiveram papel fundamental em orientar seus alunos e em desenvolver suas habilidades para selecionar, analisar, categorizar e checar a veracidade dessas informações, além de relacioná-las com os desafios e os contextos locais. Esse processo precisa ser mediado por um profissional com saberes específicos, por isso a ideia de que a tecnologia pode substituir o professor é um mito.

Uma terceira lição que as escolas de Granja e de Belo Horizonte nos ensinam é que a educação mais significativa quando considera o contexto de relações em que se constrói e seu papel na vida em sociedade. Assim, não só os projetos buscam responder às demandas das comunidades em que as escolas estão inseridas, como também só foram possíveis porque as escolas já trabalhavam a linguagem de programação como um conteúdo escolar, observando que vivemos em uma época em que as relações são fortemente mediadas pela cultura digital e pela comunicação social.

Por último, e não menos importante, o Consustime e o Airgainst Dengue também só foram possíveis porque as escolas em que foram criados contavam com uma infraestrutura mínima, com a disponibilidade de dispositivos, programas, ferramentas e conectividade à internet. Num país em que 20% das escolas de ensino médio não têm laboratório de informática, mais de 44% não têm laboratório de ciências e 20% não têm acesso à internet banda-larga, não é por acaso que esses projetos tenham surgido em colégios técnicos e de tempo integral, as ilhas de excelência da rede pública.

Enfim, o que essas experiências nos mostram é que, embora uma educação com tecnologias por si só não se traduza em inovação e na qualidade a que almejamos, os alunos e a comunidade têm muito a ganhar quando o cotidiano escolar se torna permeável a tecnologias capazes de garantir o direito à educação, de estimular novas formas de aprendizagem explorando as dimensões colaborativas da produção de conhecimento, de formar redes de aprendizagem, de conectar os conhecimentos escolares com os anseios e interesses das crianças, adolescentes e jovens e de trazer respostas para problemas concretos do mundo contemporâneo. Afinal, uma educação para o nosso tempo não depende só de recursos digitais, mas de práticas de ensino inovadoras que eles podem ajudar a construir.

Artigo de  Anna Helena Altenfelder, publicado no UOL Educação em 28/03/2018. Para acessá-lo na íntegra: https://educacao.uol.com.br/colunas/anna-altenfelder/2018/03/28/uma-educacao-para-o-nosso-tempo-nao-depende-so-de-recursos-digitais-mas-sim-de-praticas-inovadoras.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

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TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO
Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas
Autor: Ulisses F. Araújo
SUMMUS EDITORIAL

Nas décadas recentes a sociedade vem passando por mudanças que impactam a sala de aula, o currículo das escolas e os próprios objetivos da educação. Este livro discute como os chamados temas transversais, articulados com a pedagogia de projetos e com os princípios de interdisciplinaridade, podem apontar caminhos inovadores para a educação formal e para uma ressignificação da prática docente.

Conheça outros volumes da coleção em: https://amzn.to/2IeHQVS

 

‘CASTIGOS FÍSICOS NA INFÂNCIA ESTÃO LIGADOS A TRANSTORNOS NA FASE ADULTA’

Uso de palmadas é reprovado  por especialistas; não há indícios de que essas punições possam fazer bem

Nem a ciência nem a Lei da Palmada foram suficientes para convencer boa parte dos pais e cuidadores de que castigos físicos não têm valor educativo, abrem feridas no psiquismo, prejudicam o desenvolvimento e devem, portanto, ser abolidos de vez.

Embora não existam dados posteriores à aprovação da lei, em 2014, especialistas dizem que a ideia da punição física com fins educativos continua arraigada na sociedade brasileira e, portanto, é uma realidade difícil de mudar.

O método pode aparentar eficácia instantânea, porque diante de uma surra ou um tapa a criança tende a interromper o comportamento indesejável, mas não funciona a longo prazo. “É um adestramento, a submissão total”, diz a psicanalista Isabel Kahn, professora na área de infância e família da PUC-SP.

A comunidade científica vem estudando a ligação entre as surras e problemas de saúde mental na vida adulta, e os trabalhos ajudaram a embasar a decisão de 53 países de proibir o castigo físico, incluindo o Brasil.

Uma pesquisa recente publicada no periódico da Sociedade Internacional para Prevenção ao Abuso e à Negligência Infantil concluiu que adultos que apanhavam na infância corriam maior risco de fazer uso abusivo de álcool e de drogas e tinham mais probabilidade de tentar o suicídio.

Foram ouvidos 8.300 adultos da Califórnia, que responderam perguntas sobre situações adversas na infância e saúde mental na vida adulta.

Um trabalho de 2016 no Journal of Family Psychology, analisou dados de 160 mil participantes ao longo de 50 anos e concluiu que as surras não apenas não levam a bom comportamento como estão relacionadas a uma ampla gama de indicadores negativos, incluindo, mais uma vez, prejuízos à saúde mental.

O pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP Renato Alves diz que as pesquisas não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito. Por outro lado, nenhum estudo concluiu que bater melhora o desenvolvimento da criança ou a saúde física ou mental.

“É preocupante porque muita gente diz que apanhou e é um cidadão de bem. O problema desse raciocínio é que se pega o exemplo particular e o generaliza”, afirma Alves.

Nos EUA, onde as pesquisas foram realizadas, surras com fins educativos são moeda corrente e liberadas inclusive em escolas públicas de muitos estados.

No Brasil, um levantamento feito em 2010 pelo NEV revelou que 20% dos entrevistados haviam sido punidos fisicamente e de forma regular na infância. O índice dos que apanharam ao menos uma vez foi bem mais alto (70%).

FALTA DE CONVERSA

A advogada Marília (nome fictício), 32, diz que apanhou poucas vezes da mãe, mas sempre de forma muito agressiva. “Ela quebrou um dedo meu quando eu tinha 15 anos porque fui a uma matinê sem permissão.”

A advogada diz que não tem filhos porque teme ser para eles a péssima mãe que sua mãe foi, mas acredita que dava motivos para apanhar –de forma leve. Ela mesma diz ter dado uns “corretivos” no irmão menor. “Fui uma adolescente inconformada, respondona. Quando eu tinha 12, 13 anos, eu devia mesmo ter levado uma palmada, um puxão de orelha.”

Segundo a psicóloga e psicanalista Juliana Wierman, coordenadora da psicoterapia infantil do Prove (Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência) da Unifesp, muitos pais que apanharam quando pequenos repetem a atitude com os filhos. “Uns acreditam que é a maneira correta de educar e outros não sabem agir de outra forma –e se culpam por isso.”

Para ela, é preciso mudar a crença de que a conversa não funciona para inibir atitudes impróprias. “Resolve, sim, se vai sendo estabelecida desde cedo. Há diferença entre ser firme e ser violento. Tem que explicar o motivo, ser firme com carinho”, diz.

Já a cabeleireira Meire Gomes, 47, que apanhava quase diariamente dos avós e dos tios, decidiu fazer tudo diferente quando se tornou mãe.

“Eu converso com eles sobre tudo e tento entender a razão de estarem rebeldes. Não quero que sofram o que eu sofri. Eu me sentia envergonhada e culpada, porque tudo era motivo para apanhar”. Ela é mãe de um menino de 8 e um rapaz de 19 anos.

Segundo as psicanalistas, castigos físicos frequentes podem causar na criança sentimentos de pouca valia e levá-la a ver o mundo como um lugar ameaçador, além de passar a ideia de que é legítimo impor a vontade pela força.

Elas também podem reproduzir o lugar de vítima em outras relações. “Vemos isso com crianças que foram vítimas de abuso sexual, que quando recebem carinho ficam desconfiadas. Também há crianças que foram abusadas e se tornam abusadoras”, afirma Wierman.

Texto parcial de matéria de Rachel Botelho, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, em 06/03/1966.  Para ler na íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/castigos-fisicos-na-infancia-estao-ligados-a-transtornos-na-fase-adulta.shtml

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Para saber mais sobre o tema, conheça:

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL

Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘NEM TODO ABUSADOR INFANTIL É PEDÓFILO, DIZ ESPECIALISTA EM VIOLÊNCIA SEXUAL’

Falar de abuso sexual infantil é complicado. Ao mesmo tempo que o tema emocionou os brasileiros na novela “O Outro Lado do Paraíso” (Globo), fora das telas, ele invade milhares de lares. Só em 2015 e 2016 foram 37 mil denúncias feitas ao número de proteção à criança e ao adolescente, o Disque 100, e no aplicativo Proteja Brasil. Mas para a psicóloga Rose Miyahara, essa é só a ponta de um iceberg, pois existe uma enorme subnotificação.

“Quando se fala em abuso sexual da criança e do adolescente, mexe-se em muitos tabus: da casa como local seguro, incesto, criança como agente de desejo sexual, homossexualidade”, diz ela, listando alguns porquês de se evitar encarar a questão.

Rose fala com conhecimento de causa: há mais de 30 anos trabalha no atendimento a crianças vítimas de violência e, mais recentemente, também com os adultos que cometeram o abuso, além de coordenar a formação do Centro de Referência a Vítimas de Violência Sexual do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo.

Rose recebeu a reportagem do UOL em seu consultório, na capital paulista, para abordar as questões que cercam seu tema de estudo.

UOL: Quais tabus surgem quando falamos de abuso sexual contra a criança e o adolescente?
Rosemary  Miyahara: Muitos. A família como lugar mais protegido para a criança, isso é um tabu. A violência sexual contra o menino, ela é menos denunciada pela própria família, porque tem a perspectiva de que o menino possa ser homossexual. Quantas vezes o constrangimento não era pelo abuso e, sim, porque o menino podia ser gay. O adolescente e a criança como sujeitos de desejo sexual é outro tabu, porque pega nessa questão do incesto.

UOL: O que você quer dizer com a criança ou adolescente como sujeito de desejo?
Rosemary: Tem aquilo que é próprio do nosso desenvolvimento. A criança, lá pelos três anos, vai buscar uma interação com o pai ou o menino com a mãe. É a fase do Édipo. Isso é parte da constituição do sujeito sexual, ter passado pelo triangulo edípico: eu desejo minha mamãe e o papai tem de dizer: “Não pode, essa daqui é sua mãe, minha mulher…” Isso é estruturante para uma sexualidade saudável.

UOL: E como isso está ligado com a questão do abuso?
Rosemary: Imagina quando isso não acontece? Quando essa menina vai procurar o pai dentro dessa perspectiva e não acontece a interdição? Ela querer o colo do papai, querer beijar na boca, querer manipular o pênis do pai e, muitas vezes, isso é entendido como um assédio. “A menina quis.” E daí? Ela quis dentro de uma perspectiva do que está vivendo como possibilidade. A responsabilidade de levar isso em uma cena de sexualidade adulta ou não é do adulto. Sempre.

UOL: A violência sexual muda a relação que a criança tem com sentimentos, como amor, atenção, carinho? Ficam distorcidos?
Rosemary: Com certeza. Dando supervisão nos abrigos, por exemplo, os educadores homens relatam que tudo o que as meninas vítimas de violência sexual querem buscam na base da sedução. Elas aprenderam que essa é a forma de serem notadas e amadas. É a confusão de línguas. A criança vai buscar o adulto na linguagem da ternura, recebe uma resposta na linguagem erótica e confunde ternura e erotismo. Percebe? São meninas que têm uma forma de buscar carinho e atenção de uma forma erotizada, e, muitas vezes, isso é interpretado como a menina que quer, levando a novos abusos.

UOL: Que consequências ficam para a vida adulta? É possível tratar?
Rosemary: Esse é o desafio que tomei para mim nesses quatro anos do doutorado: ajudar a pessoa a superar as sequelas psíquicas advindas de uma experiência como essa. Uma coisa que sempre me chamou atenção, na época em que estava na frente da recepção das crianças e famílias que buscavam atendimento, muito frequentemente, aparecia o relato emocionado de uma mãe que tinha vindo trazer a filha, que tinha sido abusada, e essa mãe relatava o abuso que ela própria tinha sofrido, pela primeira vez na vida.

UOL: Toda vítima de abuso fica traumatizada?
Rosemary: Não. A gente conta com a plasticidade do psiquismo infantil. Muitas vezes, se ela viveu em um clima amoroso, quando ela passa a saber que aquilo não podia ter acontecido e tem um apoio para que não se sinta culpada, ela não carrega isso.

UOL: Como os pais podem perceber os sinais e acabar com o abuso?
Rosemary: A primeira perspectiva é realmente apurar o olhar para isso. A grande maioria das vezes, a mãe estava ali na cena, fazendo comida no fogão e o padrasto mexendo com a criança atrás.

UOL: E em caso de dúvida?
Rosemary:  Nenhum pai, nenhuma mãe, nenhum professor tem a obrigação de ser um expert nessa área para dizer “isso é abuso ou não é abuso”. Qualificar como abuso é sempre uma coisa muito delicada. Então procure o serviço especializado. O Conselho Tutelar, para fazer  uma notificação. Isso não significa que é uma denúncia, que já vai prender a pessoa. É a notificação que vai disparar um processo de averiguação, de avaliação dessa situação.
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Texto parcial de matéria de Helena Bertho, publicada no UOL em  26/02/2018. Para ler na íntegra e assistir ao vídeo, acesse: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/26/nem-todo-abusador-infantil-e-pedofilo-diz-especialista-em-violencia-sexual.htm

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A psicóloga Rosemary Miyahara é coautora de dois livros sobre o assunto publicados pelo Grupo Summus. Conheça-os:

A VIOLAÇÃO DE DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Perspectivas de enfrentamento
Organizadoras: Rosemary Peres MiyaharaDalka Chaves de Almeida FerrariChristiane Sanches
SUMMUS EDITORIAL

Muitos são os dilemas e impasses dos profissionais que compõem a rede de proteção integral à criança e ao adolescente em situação de violência. Muitas também têm sido suas iniciativas e possibilidades no enfrentamento da questão. Trata-se, sem dúvida, de um campo em constante construção. Este livro comemora os 20 anos do Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae, trazendo importantes contribuições ao debate nessa área. Escritos por profissionais da equipe e por parceiros de percurso de atuação, os textos retratam de forma vívida as conquistas e os desafios daqueles que lutam pelo direito que crianças e adolescentes têm de crescer e viver num ambiente seguro e acolhedor.
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O FIM DO SILÊNCIO NA VIOLÊNCIA FAMILIAR
Teoria e Prática
Autores: Tereza Cristina Cruz VecinaArlete Salgueiro ScodelarioBeatriz Dias Braga LorenciniCecília Noemi M. Ferreira de CamargoDalka Chaves de Almeida FerrariGisela Oliveira de MattosIrene Pires AntônioLígia FromerMaria Amélia de Sousa e SilvaMárcia Rosana Cavalheiro GarciaRonaldo Pereira de SantanaRosemary Peres MiyaharaAna Carolina Cais
EDITORA ÁGORA

Os artigos aqui reunidos foram escritos por profissionais de centro de referência às vítimas de violência – CNRVV. O livro aborda temas como a retrospectiva da questão da violência, o modo de funcionamento de uma sociedade e as intervenções possíveis.

É uma obra de grande importância para todos que lidam com esse tema devastador, mostrando que há, sim, saídas possíveis.

“DANÇA E EDUCAÇÃO”, LANÇAMENTO DA SUMMUS EDITORIAL

…………..Neste livro inspirador, Fernanda de Souza Almeida mostra as diferentes possibilidades para expandir o potencial do uso da dança na educação de crianças. Em 30 sequências didáticas, ela revela como despertar o interesse por uma educação mais prazerosa, colocando os pequenos como centro do processo, valorizando talentos, imaginações e inteligências criativas.

A criança tem outro campo de percepção. Sua curiosidade, sensibilidade e capacidade de produção simbólica são expressas em gestos e movimentos. Portanto, a valorização do movimento, do brincar, das relações e das interações, oferecendo diversas possibilidades para expandir suas potencialidades, é fundamental. No livro Dança e educação – 30 experiências lúdicas com crianças, lançamento da Summus Editorial, a educadora e mestre em Artes Fernanda de Souza Al­meida apresenta 30 sequências didáticas com­pletas que almejam a expansão da criatividade, da sensibilidade, da expressividade e do conhe­cimento de si, do outro e do meio. Sem reduzir o processo a passos, repetições, elaborações de coreografias para datas festivas ou mímicas de letras de música, a autora inspira o docente a criar novas perspectivas educacionais.

O objetivo é que as experiências socializadas no livro despertem o interesse por uma educação mais prazerosa que coloque os pequenos como centro do processo, valorizando seus talentos, suas imaginações e suas inteligências criativas ao compreender o mundo. “Um passo em direção a uma melhor qualidade do processo educacional infantil, no qual a arte seria um dos pilares centrais”, complementa a professora.

“Em nossas (an)danças por muitos contextos, presenciamos ações que priorizam essa linguagem como lazer, brinquedos cantados, processos de musicalização, catarse para liberar as emoções, gastar energia, desenvolvimento da autoestima, atividade física e em datas comemorativas”, conta a autora. No entanto, diz ela, a dança como arte, com seus elementos próprios, metodologias e processos de criação, ainda está pouco presente nos universos educacionais formais em relação à demanda brasileira com a infância.

A obra nasceu de um dinamismo complexo entre dança, criança, lúdico e educação proveniente de vivências profissionais, especialmente das ações em projetos de extensão e de pesquisa com crianças entre 2 e 10 anos de idade. “Trata-se de um desejo de compartilhar essas experiências, que são propostas em dança ora com seus elementos gerais, ora com o cerne nas danças de rua (breaking e krump), balé, danças brasileiras (coco, cacuriá, capoeira) e creative dance; inundadas de dicas de músicas, vídeos e leituras extras”, conta a autora. Segundo ela, são atividades que privilegiam a expansão da criatividade, da sensibilidade, da pesquisa do movimento, do conhecimento de si, do outro e do meio, além da integração das linguagens e do brincar.

Para saber mais sobre o livro, acesse http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1482/9788532310897

Fernanda também é autora do livro Que dança é essa?, publicado pela Summus em 2016.

‘PAIS, AVÓS E O CABO DE GUERRA’

Você conseguiu a proeza de ter uma relação bacana com sua sogra/sogro ou pai/mãe, mas eis que chegou o pimpolho e tudo desandou? Ou ainda, era uma batalha até então, mas se tornou uma guerra declarada sem trégua depois que o bebê nasceu? Se você se reconhece nessa cena, seguem algumas reflexões.

Do lado dos pais recém-empossados na função, vivemos em tempos cujo equívoco (cada tempo terá sua própria propaganda enganosa sobre a criação de filhos) é supor que os pais, mas acima de tudo a mãe, são tudo que o pimpolho quer e precisa. Na realidade, bebês e crianças precisam de sujeitos adultos que se dediquem insanamente a eles por um bom período, mas não é imprescindível que seja a mãe e tampouco que seja uma mulher.

A propaganda enganosa de que os pais são tudo para os pequenos leva a crer que eles saberiam instintivamente como cuidar dos bebês. No entanto, eles não sabem e vão ter que inventar a roda com o carro andando, como todos nós. A insegurança que assombra os pais na atualidade passa também por uma experiência geralmente nula, pois não criamos mais os bebês de forma coletiva. Cada um tem o seu e tem que se virar para aprender como lidar com ele. Resumindo, não há instinto que garanta um saber, e tampouco podemos contar com a transmissão cultural de como cuidar dos bebês.

Quando você tem filhos, pode ficar assombrado pelo imperativo de fazer tudo melhor do que seus próprios pais fizeram e provar que suas inúmeras queixas sobre eles têm fundamento. Mas eis que as coisas vão saindo do controle no dia a dia e, por melhor que você seja, se descobre tão distante do que esperava ser. Nesses momentos de insegurança e cobrança excessivas, as sugestões mais inócuas dos avós podem cair como uma bomba na sua autoestima cambaleante.

Do outro lado do ringue temos os avós, com suas próprias questões. No mundo ideal, eles seriam os melhores candidatos a ajudar nessa inédita função, uma vez que a sobrevivência dos seus filhos é a prova de que eles devem ter feito alguma coisa certo. Mas a necessidade de justificarem seus erros e a busca por reconhecimento de seus acertos como pais podem criar uma tensão com as escolhas diferentes dos filhos. Os palpites “quase sempre” bem-intencionados dos avós podem estar a serviço de provar que no fundo eles é que tinham razão.

Além disso, os netos tão amados nos lembram o quanto ficamos velhos, e que somos os próximos candidatos à extinção. Nesse sentido, os netos têm um lado “presente de grego”. Eles são nossa continuidade e a marca de nosso fim. A resistência em passar cetro e coroa para a nova geração, assumindo o próprio envelhecimento, faz alguns avós ditarem regras e diagnósticos, desqualificando os pais novos.

Mas como fica o pimpolho, enquanto tudo isso ocorre?!

Dormindo, chorando, mamando, sujando as fraldas e assistindo ao cabo de guerra. Torçamos para que ele não seja a corda do jogo. Mas quer saber? Salvo raras exceções, os bebês vão muito bem obrigada, estando a salvo do narcisismo das pequenas diferenças, que se repete a cada nova geração. Afinal, não se trata do bebê a questão, não é? Mas sim, de nossas profundas inseguranças diante dos novos papéis tão arrebatadores, tanto de pais, quanto de avós.

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Artigo de  Vera Iaconelli publicado originalmente em sua coluna na Folha de S. Paulo. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2018/01/1952603-pais-avos-e-o-cabo-de-guerra.shtml

 

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Tem interesse pelo tema? Conheça:
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AVÓS E SOGRAS
Dilemas e delícias da família moderna
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Que papel é reservado às avós no mundo de hoje? E às sogras? Certamente elas não são mais aquelas velhinhas que passavam o dia todo tricotando. Hoje, trabalham fora, cuidam ativamente dos netos e muitas vezes sustentam toda a família. Nesta obra, Betty Monteiro fala sobre o lugar dos avós na sociedade moderna, aponta limites para a intervenção na família e aponta caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa.

‘POSTURA E SAÚDE’

Professora de Educação Física do Colégio PM aborda a postura corporal em relação à integridade física dos estudantes

Falar sobre “postura” remete a discussões e informações que parecem estar relacionadas ao passado, mas, ao oposto do que possa parecer, sempre será um diálogo atual. Como confirma a estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população apresenta dores nas costas, com grande parte dos casos provocados pela inércia aliada à má postura.

No âmbito escolar, persistem os hábitos posturais incorretos e frequentemente repetidos, gerando danos físicos e também de aprendizagem. A começar pelo peso da mochila nas costas que, segundo pesquisas, seria adequado carregar apenas 10% do peso corporal. Nas salas de aula, durante o tempo que permanecem em aulas expositivas, muitos alunos sentam-se “deitando na cadeira”, recostando-se sobre a mesa ou ainda apoiando os pés na cadeira, entre outros.

A fisioterapeuta Mei Wang, especialista em neurologia e ortopedia pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que “a má postura causa a sobrecarga e desvios da coluna vertebral, o que provoca a redução da capacidade respiratória, pois se a respiração não está correta, o ar não vai chegar de forma satisfatória ao cérebro, prejudicando a aprendizagem e a capacidade de guardar informações”.

Além disso, a dificuldade em manter uma postura adequada também está relacionada à insuficiência de conscientização corporal, pois com a imobilidade suprindo a mobilidade, crianças e jovens muitas vezes só percebem seu corpo quando estão diante de desafios cognitivos, motores e socioemocionais proporcionados nas aulas de Educação Física. Ao atravessar um percurso, por exemplo, precisam manter a concentração, têm que perceber a disposição dos materiais para poder adotar diferentes posturas (passar por cima/por baixo/entre obstáculos, subir/descer…), devem saber onde inicia e onde termina etc. Já os jogos demandam a criação de estratégias, com organização e planejamento, mediante a interação com os membros da própria equipe e dos adversários, assim como executar as habilidades específicas da modalidade esportiva.

Muitos são os benefícios físicos e de aprendizagem diante do conhecimento de si. Por essa razão, “aprender sobre o corpo deve estar no contexto do jogo e da brincadeira”, como diz André Trindade, autor do livro “Mapas do corpo”.


Por Simone Gagliardi Saldys – Professora de Educação Física, especialista em Psicomotricidade (Educação e Clínica) –, publicado originalmente no Portal Cruz Azul, em 03/01/2018. Para acessar na íntegra: http://www.cruzazulsp.com.br/postura-e-saude/
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Conheça o livro Mapas do corpo:

MAPAS DO CORPO
Educação postural de crianças e adolescentes
Autor: André Trindade
SUMMUS EDITORIAL

Este livro resume a experiência de mais de 25 anos de André Trindade como psicomotrista e psicólogo. Profundamente ligado à área do movimento, o autor domina magistralmente a arte de orientar crianças e adolescentes a adquirir e manter uma boa postura. Dividida em sete partes, a obra trata, entre outros temas, da linguagem corporal, da pele, dos ossos, músculos e articulações e do que ele denomina “Mapas do corpo” – conjunto de referências capazes de determinar distâncias, direções e ligações entre as partes do corpo, a fim de facilitar o movimento coordenado.

O objetivo de André é que professores – não apenas os de educação física – e pais auxiliem crianças e adolescentes a conhecer o próprio corpo e relacionar-se de modo saudável com o ambiente. Em cada uma das partes citadas o autor, generosamente, compartilha conosco dezenas de atividades para estimular a boa postura, a flexibilidade, a autoconfiança, o prazer da brincadeira. Com reflexões profundas, ele mostra que as novas tecnologias trouxeram muitos benefícios, mas também problemas, como o isolamento, a desestruturação postural e a entrada precoce no mundo adulto. Totalmente ilustrado com desenhos e belíssimas fotografias, o livro é um convite – sem broncas nem lições de moral – para que nós, adultos, repensemos a maneira como lidamos com crianças e adolescentes. Prefácio de Rosely Sayão.

‘BISBILHOTAGEM DIGITAL: PROTEJA-SE’

Todos nós conhecemos as vantagens da era digital. Entretanto observo que a evolução das ferramentas e usos das tecnologias estão nos transformando em escravos/dependentes de todo esse arsenal tecnológico ao alcance de nossos dedos. Desde as recentes notícias que revelaram a intensa espionagem da qual os países se utilizam para bisbilhotar a vida dos próprios cidadãos e vizinhanças, escancarando, entre outros, que o governo dos EUA tem obrigado o Facebook, Google, Yahoo! e Microsoft a colaborar com a bisbilhotagem, colocando em xeque o futuro dessas empresas quanto a credibilidade e respeito à privacidade dos internautas, também o mundo empresarial vem sofrendo e conhecendo as desvantagens tecnológicas.

Artigo publicado no jornal inglês Daily Telegraph revelou que o uso que os funcionários fazem, para fins pessoais, de redes sociais como Twitter e Facebook durante o expediente causam às empresas britânicas um prejuízo de quase R$ 4 bilhões por ano em tempo desperdiçado. Mais da metade dos empregados entrevistados admitiram recorrer à essa prática. No Brasil, segundo pesquisa da Websense/Harris Interactive, o prejuízo é de pelo menos R$ 3 bilhões ao ano. E com o ingresso no mercado de trabalho de jovens acostumados a ficar plugados a tempo todo, o problema tende a aumentar ainda mais. Fica a questão: o que as empresas podem fazer para evitar, ou pelo menos reduzir essa perda?

Sob o ponto de vista jurídico, a posição predominante é de que o sigilo de correspondência previsto na Constituição Federal não pode ser usado para encobrir abusos. Exemplo de abuso é utilizar o e-mail corporativo, que é uma ferramenta de trabalho, para finalidades que não estão relacionadas ao trabalho. Por esse motivo, é importante que as empresas estabeleçam, de preferência em contrato, uma política muito clara sobre o que é permitido ou não no que diz respeito à utilização de meios eletrônicos pelo funcionário durante o horário de trabalho. Nas grandes organizações, o tema deve constar no Código de Ética Profissional da empresa. Algumas, inclusive, já usam sistemas para monitorar os sites que seus funcionários visitam na internet. Portanto, se um empregado for pego visitando sites pornográficos ou jogando pôquer virtual quando deveria estar trabalhando, ele está, sim, sujeito à demissão por justa causa.

Outra questão importante referente ao uso dos e-mails no ambiente de trabalho é que eles podem ser usados como provas em ações judiciais relativas a assédio moral e assédio sexual. O assédio moral ocorre quando o chefe fere, repetidamente, a dignidade de seu subordinado, dirigindo-se a ele de forma insultuosa, tratando-o de modo abusivo, denegrindo sua imagem etc. Já o assédio sexual é assim definido pela lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001: “Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

O que nem todos se dão conta é que o assédio, seja ele moral ou sexual, não ocorre apenas através de contato pessoal. Eles também podem ocorrer através de e-mails cujo conteúdo possa ser considerado insultuoso ou abusivo, no primeiro caso, ou de conotação sexual, no segundo. E não só podem, como de fato são usados por funcionários em ações movidas contra colegas, chefes e a própria empresa. Afinal, conforme diz o Código Civil, “responde o patrão pelos atos de seus subordinados”. Isto significa que se o empregado sofrer assédio moral ou sexual por parte de colegas de trabalho ou superiores, o empregador poderá ser responsabilizado. Contudo, se a empresa possuir uma política clara sobre o assunto, devidamente comunicada ao funcionário antes da ocorrência, o empregado considerado culpado poderá ser demitido por justa causa.

Sendo assim, todo cuidado é pouco. A desculpa de que aquele e-mail abusivo ou malicioso era “apenas uma brincadeira” não vai colar. Prova disso é o aumento das ações trabalhistas relativas ao assédio nas quais os e-mails são utilizados como evidências. Nessas ações, é bom que se diga, os reclamantes costumam pleitear – e com frequência ganhar – significativas indenizações. É um preço alto demais para se pagar por supostas “brincadeiras”.
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*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP, do IBDFAM- Instituto Brasileiro de Direito de Famíia, e do IASP, é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial – Fanpage: www.facebook.com/IvoneZegerAdvogada e blog: www.ivonezeger.com.br

Artigo publicado no Estadão em 30/11/2017. Para acessá-lo: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/bisbilhotagem-digital-proteja-se/

 

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Conheça os livros da autora:

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FAMÍLIA

Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.


HERANÇA

Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘10 COISAS QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER AO COMEÇAR UMA ATIVIDADE FÍSICA’

Exercícios são muito bem-vindos na nossa rotina, mas quem está começando deve tomar alguns cuidados e se lembrar de coisas bem simples. Veja dicas de um educador físico e evite problemas ao começar uma atividade física

Você decidiu que é a hora de começar a malhar. Sua motivação para deixar o sedentarismo de lado pode a busca por mais qualidade de vida ou também pode ser a proximidade do verão e a vontade de exibir um corpo em forma nas praias por aí. Aproveite esse ânimo extra e invista em sua saúde com uma atividade física regular.

Entretanto, para que a atividade física seja realmente benéfica para o corpo e para a mente, vale tomar alguns cuidados, principalmente se você é iniciante na academia. Você lembrou de se alimentar da maneira correta antes de partir para o treino de bike? Ou está com a roupa adequada para aquela aula puxada de jump (aula na qual você pula em uma cama elástica, seguindo os movimentos do professor e o ritmo da música)?

Conversamos com o educador físico João Gabriel Santos, gerente da Unidade Teotônio Vilela da academia Just Fit, em São Paulo, e para ajudar ele montou uma lista com 10 coisas que você não deve fazer ao começar uma atividade. Veja os detalhes e evite problemas e até lesões:

  1. Não consultar um médico

Não é a toa que personal trainer e academia pedem um aval de um médico antes de o aluno começar a malhar. Esse exame não é mais obrigatório, mas ainda é muito importante, segundo o professor. E ele fala que o mais escuta por aí é “Eu estou bem, não preciso disso”. Entretanto, mesmo que sinta bem e não tenha nenhuma queixa, um check-up completo vai mostrar qual a sua condição física e até ajudar a montar os treinos mais adequados para seu corpo e seus objetivos.

  1. Não seguir orientação de profissional devidamente habilitado

“‘Eu não preciso de professor eu já sei treinar’. Essa é outra frase dita por muitas pessoas que voltam as academias”, lembra o profissional. E se você precisa tomar cuidados quando está começando, quando está retomando o ritmo também precisa de precaução.

Durante o tempo que ficou parada, por exemplo, você provavelmente perdeu tônus muscular e condicionamento físico e, com isso, nem sempre vai conseguir manter o ritmo que seguia antes, pelo menos não nos primeiros dias. Vá com calma.

Além disso, seus objetivos podem ter mudado nesse tempo. “É importante apresentar os objetivos e atualizar os projetos físicos com o apoio de quem sabe as novidades e pode facilitar o caminho do emagrecimento ou da hipertrofia. Um professor de qualidade sempre vai saber encontrar seu limite. Então procure sempre orientação”, ressalta João Gabriel.

  1. Não seguir o treino proposto

Esse erro acontece com iniciante e com os mais experientes. Quem já treina há um tempo pode pensar que já pode fazer tudo sozinho, inclusive mudar os exercícios. De acordo com João Gabriel, isso pode acabar em lesão e o aluno nem vai saber ao certo o que causou o problema, já que estava fazendo um exercício diferente do proposto.

Quem está começando pode não entender o movimento proposto logo de cara e, mesmo assim, tentar fazer tudo sozinho. De novo, há risco de lesão sem nem entender o motivo. Cansou do treino ou tem dúvida? Pergunte ao professor, sempre!

  1. Só fazer o que gosta

“Qual professor nunca ouviu uma aluna falar ‘não vou treinar braço senão vou ficar enorme’, como se isso acontecesse em um passe de mágica”, fala João Gabriel. Sim, é muito comum receber o treino assim que chega na academia e já torcer o nariz para alguns exercícios e colocar ressalvas para não fazer outros. Não caia nessa enrascada.

É preciso treinar o corpo como um todo e o professor que montou seu treino sabe disso. “Independentemente de seu objetivo, o fortalecimento muscular é indispensável para prevenir lesões e trabalhar todos os grupos de forma equilibrada promove o desenvolvimento harmônico e sem desproporções”, afirma o professor.

  1. Fazer o mesmo treino sempre

Uma outra situação também pode acontecer. O aluno pode adorar o treino e querer ficar com ele para sempre. Se já está dando certo e os resultados estão aparecendo, por que mudar, não é mesmo? Porque se ficar eternamente na mesma coisa, esses benefícios vão sumir.

De acordo com o especialista da Just Fit, é preciso mudar o treino periodicamente para oferecer novos estímulos motores e também desafios ao corpo, que ajudam a manter o aluno motivado a seguir na academia. Além disso, é preciso descansar o corpo e os grupos musculares para que eles se recuperem das micro lesões causadas pelos exercícios. O músculo também precisa de um período de descanso.

  1. Não prestar atenção à roupa escolhida para academia

A escolha da roupa que vai usar na academia vai muito além da estética. Um bom top, por exemplo, dará sustentação adequada para os seios para aquela aula de jump citada lá em cima. Uma corrida, mesmo que na esteira, também exige algo que dê sustentação. Sem isso, a mulher pode sentir dores, por exemplo.

“A roupa é fundamental para um bom período de treino. Fazer tividade física com trajes inadequados gera desconforto e, em alguns casos, o aluno nem consegue treinar”, ressalta o professor da academia de São Paulo.

  1. Não prestar atenção ao tênis que será usado

Quem está começando por cair no erro de achar que basta o calçado ser confortável que ele já é o ideal para a atividade física. Nem sempre. O conforto é importante, mas escolher o calçado ideal também.

É importante, por exemplo, saber se o tênis tem o formato indicado para sua pisada – se ela é neutra, plana, pronada ou supinada. Diversas lojas especializadas oferecem esse tipo de ajuda. O calçado errado pode sobrecarregar articulações como joelho e tornozelo e resultar em dores no futuro.

Ele também precisa dar estabilidade para o exercício escolhido. Para a corrida, por exemplo, é interessante é seja leve e absorva o impacto. Para uma pedalada, há sapatilhas que se encaixam no pedal da bike e podem ser usadas na rua ou nas aulas de spinning.

  1. Não se alimentar direito

“O corpo é uma máquina e precisa de combustível adequado para funcionar”, comenta João Gabriel. Mesmo com tanta informação disponível sobre como levar uma vida e uma alimentação saudável, tem gente que ainda acredita que um caminho para emagrecer é apenas comer menos, sem pensar nas consequências. Não é o suficiente faz um almoço leve, passar a tarde sem comer nada e ir treinar a noite. Há um risco muito grande de sentir fraqueza e passar mal na academia.

Segundo o educador físico, o ideal é fazer um lanche que use como fonte de energia um carboidrato complexo uma hora antes do exercícios. Esse carboidrato, encontrado, por exemplo em pães integrais, é consumido lentamente e fornece energia de forma mais equilibrada ao corpo.

Depois do treino também é fundamental se alimentar de maneira adequada para repor o que o corpo perdeu e ainda ter melhores resultados das atividades. E o ideal é não demorar muito para fazer essa refeição. “Após o treino, o organismo tem uma baixa de nutrientes, vitaminas e minerais, então dentro de no máximo uma hora devemos buscar carboidratos e proteínas de alto ou moderado índice glicêmico, que serão rapidamente absorvidos pelo organismo, atuando diretamente em sua recuperação”, comenta o profissional. Nesse caso pode ser um pão de farinha branca com proteína magra, como carne magra ou frango.

  1. Não beber água

Se até na correria do dia a dia é comum esquecer de beber água, imagina entre um exercício e outro. Mas alunos novatos e experientes devem lembrar sempre de beber água antes, durante e depois da atividade física para se manter hidratado.

Segudno João Gabriel, a falta de água pode levar a desidratação, que traz problemas como fadiga muscular e queda no desempenho. Portanto, tenha sempre uma garrafinha a mão e dê alguns goles de vez em quando. Também não exagere não tome muita água de uma vez para não correr o risco de ficar com aquela sensação de ter um aquário no estômago. Sabe aquele dita: “Devagar e sempre”? Pois bem, ele funciona muito bem por aqui. Beba aos poucos e sempre.

João Gabriel ainda diz que, em linhas gerais, a indicação é beber dois litros de água por dia.

  1. Perder o foco

O celular pode ser um grande aliado ou um inimigo gigante da atividade física. Estudos mostram, por exemplo, que ouvir música é um ótimo estímulo para o exercício. Ajuda a ditar o ritmo da caminhada, deixa a atividade mais divertida e pode te fazer relaxar e esquecer do mundo lá fora. E para aproveitar todos esses benefícios, basta celular, fone de ouvido e qualquer aplicativo de música.

Por outro lado, o celular pode virar uma distração. São mensagens que não de chegar, pausas para fotos e selfies… E aí mora o perigo. “De nada adianta fazer uma boa série e ter um intervalo de 10 minutos entre os exercícios por estar no celular ou batendo papos longos. A sociabilização é importante, mas manter o foco nos exercícios potencializa seus resultados com a atividade física”, destaca João Gabriel.

Matéria de Aretha Martins, publicada originalmente no iG, em 29/11/2017. Para acessá-la na íntegra: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2017-11-29/atividade-fisica-erros.html

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Quer saber mais sobre a prática de atividades físicas? Conheça:

MANUAL DA SAÚDE
150 perguntas e respostas sobre exercício e vida saudável
Autor: Alexandre Vieira
MG EDITORES

A fim de esclarecer conceitos e oferecer dicas úteis e eficazes sobre a prática de exercícios, a obra traz as 150 perguntas mais comuns relacionadas ao tema. Com respostas claras e objetivas, ela aborda assuntos como fisiologia, alimentação, lesões, perda de peso, sedentarismo e prevenção de doenças. Uma seção especial dirige-se a mulheres, crianças e idosos. Para sedentários, esportistas e professores.