CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO

A criança aprende a escrever bem antes de manusear o lápis para juntar as letras. O corpo é o grande protagonista nessa fase inicial de contato com o letramento e a alfabetização. Por meio dele, a criança narra, cria, brinca, desenha e, finalmente, escreve. Essa é a discussão central do livro Corpo, atividades criadoras e letramento, segundo volume da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil, lançamento da Summus Editorial. O objetivo das autoras – Marina Teixeira de Souza Costa, Daniele Nunes Henrique Silva e Flavia Faissal de Souza – é ampliar o debate sobre o papel do corpo nas atividades criadoras, mostrando que a aquisição da escrita não se restringe aos exercícios psicomotores.

“A obra auxilia o professor da educação infantil a melhor qualificar sua percepção acerca dos processos criativos correntes em sala de aula. As pesquisadoras indicam como o corpo da criança participa do processo de simbolização que antecede a escrita formal. Assim, por meio de sugestões de atividades, o docente pode criar situações pedagógicas que incluam o corpo, a escrita, o faz de conta, a narrativa e o desenho”, afirma Daniele, coordenadora da coleção, lembrando que episódios de sala de aula, sugestão de leituras e exercícios complementam o livro.

Dividido em seis capítulos, o livro trata da aquisição da escrita, fundamentado na perspectiva histórico-cultural, destacando o papel do corpo nas atividades criadoras infantis; as leituras e escritas de mundo que a criança realiza antes da escrita sistematizada.

Aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil são discutidos na obra, enfatizando a importância da criança vivenciar os processos simbólicos em diferentes atividades, em que o corpo se revela como protagonista. Assim, de uma pesquisa feita em uma escola de educação infantil, teoria e prática se entrelaçam para uma melhor compreensão dos processos simbólicos das crianças pequenas e sua relação com o corpo e o letramento.

“De modo geral, o debate que levantamos nessa investigação busca promover uma discussão sobre os processos simbólicos implicados nas atividades criadoras infantis e sua relação com as práticas de letramento e alfabetização”, afirmam as autoras. Para elas, brincar, narrar, desenhar e escrever são experiências essenciais para o desenvolvimento infantil e, portanto, não podem ser vistos de forma subalterna às ações de escrever e ler, como tradicionalmente tratou a escola. “Criar histórias, vivenciar personagens, produzir grafias, entre outras atividades, é escrever e ler o mundo circundante”, complementam.

O livro surge da dissertação de mestrado intitulada O papel do corpo nas práticas de letramento: um estudo sobre as atividades criadoras na infância, escrita por Marina Costa (1ª autora), defendida no Programa de Pós-Graduação em Processos de Desenvolvimento e Saúde (PG-PDS/Universidade de Brasília) e sem perder a profundidade acadêmica necessária à abordagem dos temas selecionados, mas ganhando uma dinamicidade na leitura, a obra inclui boxes explicativos, episódios de sala de aula e sugestão de atividades.

Ao longo dos capítulos, as autoras mostram os processos de apropriação da escrita na perspectiva cultural, apresentam as contribuições do teórico Henri Wallon sobre a importância central do movimento e da gestualidade para o desenvolvimento infantil, demonstram que a criança revela modos de compreender a realidade por meio das brincadeiras e narrativas que cria, identificam as semelhanças e as diferenças segundo as quais o corpo se expressa nas atividades não gráficas e gráficas de letramento e destacam a importância de favorecer espaços dentro do contexto escolar para que a criança expresse seus pensamentos e sentimentos, entre outras questões.

“É importante que os estudos acadêmicos acerca da aquisição da escrita estejam mais vinculados ao processo criativo característico da infância. A escrita não se limita ao aspecto cognoscitivo e motor, mas amplia-se em direção aos processos de simbolização dos quais o corpo é protagonista. Afinal, é o corpo que escreve”, concluem as autoras.

Coleção

A coleção “Imaginar e criar na educação infantil” tem como objetivo ampliar a discussão sobre as atividades criadoras da criança pequena e seus desdobramentos educacionais. Partindo, centralmente, da contribuição teórica da perspectiva histórico-cultural (Lev Seminovich Vygotsky e colaboradores), os textos que compõem a coleção buscam preencher uma lacuna nas publicações voltadas para educadores, profissionais de áreas afins e pais. Aqui, a brincadeira de faz de conta, a narrativa e o desenho, entre outros, são dimensões que caracterizam e qualificam a produção cultural da criança pequena e, por isso, merecem um olhar privilegiado e atenção especial.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1296/Imagina%C3%A7%C3%A3o,+crian%C3%A7a+e+escola

Para conhecer o livro “Imaginação, criança e escola”, também da coleçao, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1296/Imagina%C3%A7%C3%A3o,+crian%C3%A7a+e+escola

“APRENDER A ESCRITA, APRENDER COM A ESCRITA”

Como se caracterizam a escrita e a cultura escrita? Como se relacionam a cultura escrita e a escola? Que fatores atuam nessa relação? Como se aprende a escrever? Como podemos conceber, em termos críticos, práticas pedagógicas intimamente associadas com práticas sociais letradas? O livro Aprender a escrita, aprender com a escrita, lançamento da Summus Editorial, apresenta reflexões sobre a prática de produção de textos em sala de aula, na perspectiva de um processo de ensino-aprendizagem complexo e contínuo. Onze especialistas partem da produção de crianças, jovens e adultos em diferentes momentos do processo de escolarização. Tendo como referência a teoria da enunciação do filósofo Mikhail Bakhtin, as autoras indicam que, desde os anos iniciais do ensino fundamental, se ensine e se aprenda a escrita em uso, ou seja, no processo de interação com os pares, professores e alunos, e no diálogo com conhecimentos de variadas origens.

Para as educadoras Cecília M. A. Goulart e Victoria Wilson, organizadoras da obra, o compromisso da escola de trabalhar por mudanças estruturais da sociedade continua sendo um desafio ético-político para os educadores neste país com tantas desigualdades.

Com uma abordagem inovadora, o livro mostra o processo de escrever na escola em perspectiva transversal, destacando diferentes aspectos desse método. “Ordenamos a sequência dos estudos de acordo com o segmento e ano escolar que abrangem”, complementam as organizadoras. Em oito capítulos, as autoras destacam os passos que levaram à produção dos textos pelos alunos e os métodos utilizados para compreender e superar as dificuldades e para encontrar soluções.

No primeiro capítulo, “Aspectos semióticos da aprendizagem inicial da escrita”, as professoras Cecilia Goulart e Angela Vidal Gonçalves analisam textos de crianças dos primeiros anos do ensino fundamental de uma escola pública do Rio de Janeiro. O estudo evidencia estratégias semióticas utilizadas pelas crianças no processo de aprender a escrever, com base em conhecimentos de variadas naturezas que já possuem e que estão relacionados à construção de sistemas sociais de referência que vão sendo organizados como formas de representação do mundo.

“A apropriação enunciativa no processo de aquisição da linguagem escrita” é tema do segundo capítulo. A professora Cláudia Cristina dos Santos Andrade avalia textos narrativos de crianças do quarto ano do ensino fundamental. A tarefa solicitada foi a reescrita do conto “A moura torta”, que havia sido lido e discutido pelas crianças e pela professora. “O objetivo da reescrita é fazer que as crianças produzam um texto que já conheçam bem, a fim de que possam preocupar-se mais com o como vão escrever do que com o conteúdo propriamente dito”, afirmam as autoras.

Na sequência, a obra traz avaliações sobre “A escrita de registros de experiência científica por crianças do quarto ano de escolaridade: ‘Será que vai dar certo? ’”. As especialistas Eleonora Abílio e Vanêsa de Medeiros descrevem como essas crianças elaboram registros de experiências científicas feitas por colegas da turma e originadas da leitura de textos de divulgação científica para crianças. Segundo elas, os registros escritos das crianças expressam a importância da palavra dos que apresentam as experiências científicas.

No capítulo “A escrita da História nos cadernos escolares”, a professora Helenice Rocha trata dos usos de cadernos em aulas de História e das condições relativas aos textos e exercícios em duas escolas, uma pública e uma particular. O tema “A revisão de textos por alunos do nono ano do ensino fundamental”, de Solange Maria Pinto Tavares, visa compreender o sentido que os alunos atribuem à revisão de textos quando têm a oportunidade de refletir sobre eles.

A busca de sentidos em textos de alunos do ensino médio, em atividades de reescritura, é o foco do capítulo sobre “As relações dialógicas na produção de textos do ensino médio”, da professora Lídia Maria Ferreira de Oliveira. A autora parte do princípio de que a escola trabalha com um tipo de letramento que prepara tecnicamente o estudante para a atividade da escrita, sem se preocupar em ajudá-lo a construir um saber.

A análise que Inez Helena Muniz Garcia e Marta Lima de Souza fazem de respostas escritas de jovens e adultos a testes de avaliação se traduz no capítulo “Linguagem escrita de adultos: análise de avaliação e atividades didáticas”. As educadoras observam que os jovens e adultos escrevem tendo como ponto de partida o contexto específico de produção, ou seja, a própria experiência na elaboração dos enunciados esperados nas atividades propostas, considerados dentro da realidade ali criada.

No último capítulo, “A institucionalização da escrita no contexto acadêmico: tradição e ruptura”, a professora Victoria Wilson investiga textos produzidos por graduandos do curso de Letras de uma universidade pública do estado do Rio de Janeiro. “Trata-se de textos redigidos como trabalho final de avaliação de uma disciplina, cuja ementa está direcionada para a escrita de gêneros acadêmicos em linguagem formal na norma culta da língua”, explica a professora. “O objetivo dos estudos é contribuir para um trabalho com a linguagem na escola, em qualquer ano escolar, segmento e disciplina, que forme pessoas comprometidas socialmente com a liberdade de expressão e também responsáveis pela mesma expressão”, afirmam as organizadoras da obra.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1326/APRENDER+A+ESCRITA,+APRENDER+COM+A+ESCRITA

 


SILVIA COLELLO APRESENTA SEU LIVRO “A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER”

A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, A escola que (não) ensina a escrever levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

Silvia Colello é formada em Pedagogia pela Faculdade de Educação da USP (Feusp), fez mestrado e doutorado nessa mesma instituição e nela atua como docente nos cursos de graduação e de pós-graduação. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal). Veja no vídeo a seguir o que ela diz sobre o assunto e a proposta de sua obra.

Para mais informações, acesse http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1313/Escola+que+(n%C3%A3o)+ensina+a+escrever,+A

CORREIO BRAZILIENSE ENTREVISTA ANNA MEHOUDAR

O jornal Correio Braziliense de domingo, 24 de fevereiro, fez ampla reportagem sobre o tema tristeza materna e entrevistou a psicanalista Anna Mehoudar, autora do livro Da gravidez aos cuidados com o bebê (Summus Editorial). Acompanhe a reportagem: http://goo.gl/RFfYq

A tristeza materna ou baby blues é a alteração psicólogica mais comum depois do nascimento do bebê. Caracteriza-se por um estado de humor depressivo que acontece a partir da primeira semana pós-parto. Acomete cerca de 70% a 80% das mulheres e pode durar até 30 dias. Às vezes, a mãe sente-se incapaz de lidar com o filho, embora cuide dele com responsabilidade. Tem crises de choro sem motivo aparente ou chora junto com o bebê. Tristeza, cansaço e irritação convivem com alegria e euforia.

Mas é preciso atenção aos sinais que demonstram uma alteração psicológica mais intensa. “É fundamental conhecer um pouco mais sobre elas, identificá-las e tratá-las se for necessário”, afirma Anna.

Diferentemente do baby blues, a depressão pós-parto materna é um quadro clínico mais grave, que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois muitas vezes é necessária uma intervenção com medicamentos. É importante que outro adulto cuide do bebê (ou ajude a cuidar dele) até que a mãe se recupere. Esse tipo de depressão atinge entre 10% e 15% das mulheres. Pode começar na primeira semana após o parto e perdurar por até dois anos. As mulheres costumam se sentir culpadas e tentam esconder um sofrimento intenso, muitas vezes mal compreendido pela família e pelos médicos. Em geral elas experimentam tristeza profunda e choro incontrolável. Apresentam irritabilidade e mudanças bruscas de humor, além de indisposição, falta de concentração e distúrbios do sono e/ou apetite. Mostram preocupação excessiva com o bebê ou perda de interesse por ele. Algumas têm medo de machucar os filhos. No extremo, surgem pensamentos suicidas e homicidas.

Já a psicose puerperal é um distúrbio mental ainda mais grave, mas tende a se manifestar em menos de 1% das puérperas, de forma inesperada, nas duas primeiras semanas após o parto. A família precisa intervir de imediato. A puérpera tem comportamentos bizarros e desorganizados, delírios, alucinações e agitação psicomotora. A principal temática dos delírios está ligada ao bebê e a mulher pode ficar agressiva. Também há risco de suicídio. Nesse estado, a mulher precisa de acompanhamento, medicação psiquiátrica e, em casos graves, internação hospitalar.

De acordo com Anna, a mulher precisa de espaço para elaborar o luto no pós-parto. Ela perde a barriga; a condição de ser apenas filha, pois agora é mãe; a atenção de todos, porque o bebê rouba a cena. O seu tempo não mais lhe pertence, pois será dedicado ao recém-nascido; o casal dificilmente consegue ficar sozinho. Desconfia-se, como na canção de Caetano Veloso, que “alguma coisa está fora da ordem”.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1318/Da+gravidez+aos+cuidados+com+o+beb%C3%AA

REVISTA BRASILEIROS INDICA LIVRO DA SELO NEGRO

A edição de fevereiro da Revista Brasileiros sugeriu a leitura do livro Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação (Selo Negro Edições). Com pesquisas originais, que esmiúçam fontes e privilegiam as biografias, a obra oferece um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres negras, primeiras agentes da emancipação da comunidade de africanos e de seus descendentes na diáspora. Veja a nota: http://goo.gl/DXHSB

Os temas da escravidão e da presença africana tiveram destaque no chamado pensamento social brasileiro desde o alvorecer do século XX. Por meio de inúmeras publicações, sabemos cada vez mais sobre as estruturas sociais, demográficas, econômicas e culturais de várias regiões, assim como de sua população de africanos e descendentes. Entretanto, pouco se sabe sobre as experiências de mulheres negras. Como foi a participação das cativas na organização da sociedade escravista e nas primeiras décadas do pós-emancipação? Como elaboraram sociabilidades, modificando a própria vida e a de seus familiares? Como protestaram com obstinação, minando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? O livro Mulheres negras no Brasil escravista e do pós-emancipação, organizado pelos historiadores Giovana Xavier, Juliana Barreto Farias e Flavio Gomes, começa a descortinar essa história.

A obra reúne artigos de 20 importantes especialistas na temática, cobrindo o Brasil de norte a sul em termos teóricos e no uso de fontes diversas. A coletânea passeia por cidades, plantations e áreas de mineração nos séculos XVIII, XIX e primeiras décadas do século XX. “São textos de pesquisa que dão conta não só de cidades, engenhos, fábricas, mansões, mas que fundamentalmente reconstroem cenários e desenham paisagens revelando sombras, suspiros e formas de vida, do corpo, da mente e da alma das mulheres na escravidão e nas primeiras décadas do pós-emancipação”, afirmam os organizadores. Além dos organizadores, assinam os textos Adriana Dantas Reis, Antônio Liberac Cardoso Simões Pires, Camillia Cowling, Eduardo França Paiva, Flavia Fernandes de Souza, Isabel Cristina Ferreira dos Reis, Luciano Figueiredo, Marcelo Paixão, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Maria Helena P. T. Machado, Mary Karasch, Paulo Roberto Staudt Moreira, Petrônio Domingues, Sandra Lauderdale Graham, Sandra Sofia Machado Koutsoukos, Solange P. Rocha, Valéria Gomes Costa.

A principal proposta do livro, segundo os historiadores, foi não somente caminhar a partir das mulheres, mas com elas e por meio delas. Por conta disso, os textos tiveram como centro da análise os percursos de pequenas biografias, em uma diversidade territorial que abrange grandes cidades escravistas, destacando principalmente os Estados de Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Goiás, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

Referências nos estudos de gênero, escravidão e pós-emancipação não só no Brasil como nas Américas, os autores apresentam textos com uma narrativa diferenciada da abordagem acadêmica tradicional.  A qualidade dos artigos e a originalidade da temática somam-se à diversidade de fontes documentais utilizadas nas pesquisas. Processos, jornais, literatura, inventários, músicas, poesias, registros de óbito, de batismo, iconografia etc. foram fartamente explorados para apresentar um panorama amplo da história da mulher negra, contemplando sua presença e participação em diferentes partes do país.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1322/MULHERES+NEGRAS+NO+BRASIL+ESCRAVISTA+E+DO+P%C3%93S-EMANCIPA%C3%87%C3%83O

 

“TEXTOS EM CONTEXTOS”, POR SILVIA COLELLO, ORGANIZADORA DA OBRA

Neste vídeo, Silvia Colello apresenta o livro Textos em contextos – Reflexões sobre o ensino da língua escrita.

Com o objetivo de discutir a alfabetização em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.

Para saiber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Textos+em+contextos

RÁDIO TRANSAMÉRICA ENTREVISTA ELIZABETH MONTEIRO

A psicóloga Elizabeth Monteiro participa ao vivo nesta sexta-feira, dia 22 de fevereiro, às 8h, do programa 2 EM 1, da rádio Transamérica. Ela conversa com os apresentadores Gislaine Martins e Ricardo Sam sobre o livro A culpa é da mãe – Reflexões e confissões acerca da maternidade (Summus).  Acompanhe a entrevista em São Paulo na frequência 100.1 FM ou acesse: http://www.transanet.com.br/programas.aspx?codPrograma=1&codPraca=1&codMundo=1

No livro, a psicóloga sentencia: a maternidade pode ser menos árdua e mais prazerosa. Para isso, as mães devem se permitir fazer o que consideram melhor para si e para seus filhos sem se guiar por regras ou modelos que, na maioria das vezes, não se adaptam ao seu modo de ser e à sua dinâmica de vida.

Para convencer as mães sobre a importância de valorizar seus próprios métodos, Elizabeth conta sua experiência na difícil tarefa de criar quatro filhos. Com relatos emocionantes e muitas vezes cômicos, ela fala sobre a dor e a delícia da maternidade, mostrando que a perfeição não existe quando se trata de cuidar de crianças. “Recebo em meu consultório centenas de mães culpadas, perdidas e sofridas. Elas buscam uma receita milagrosa para criar os filhos e contam‑me seus dilemas. Muitas vezes vejo‑me em cada uma delas. Recordo‑me da infância dos meus filhos e das muitas bobagens e erros que cometi simplesmente por não saber, por estar cansada, cheia, impaciente e por ter sido uma mãe jovem e inexperiente”, conta a autora.

O livro traz histórias de três gerações de mulheres de uma mesma família, promovendo o acompanhamento e a comparação das mudanças ocorridas até os dias de hoje. Nos dois primeiros capítulos, a autora fala sobre sua avó e sua mãe, narrando atitudes e comportamentos relativos às respectivas épocas. O terceiro capítulo contempla suas experiências com os filhos, acompanhadas de um tratamento psicológico, que explica os fatos apresentados, contextualizando-os na atualidade e propondo algumas formas de lidar com situações semelhantes. Elizabeth aborda questões como culpa, limites, educação, bullying, emoções, violência, ciúmes, drogas, morte, sexualidade, separação, amizades e projetos de vida, entre outros.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1300/Culpa+%C3%A9+da+m%C3%A3e,+A

“CRÔNICAS DA SURDEZ”, LANÇAMENTO DA PLEXUS EDITORA

“A surdez não é homogênea.” Essa é a lição mais importante que a gaúcha Paula Pfeifer aprendeu quando decidiu enfrentar o desafio de desvendar, aceitar e entender a deficiência auditiva. Sim, nem todo surdo é mudo ou usa necessariamente a Língua Brasileira de Sinais. Existem diferentes graus e tipos de surdez e diversas formas de comunicação. Paula é surda oralizada: usa aparelho, se comunica pela fala e precisava contar sua história para ajudar as pessoas que estão descobrindo a surdez agora.

O livro Crônicas da surdez, lançamento da Plexus Editora, traz um relato franco e arrebatador sobre experiências e descobertas em meio às dificuldades e às agruras da surdez. Temas como preconceito, tecnologia, mercado de trabalho e bullying são apresentados de forma leve, sem julgamentos, permitindo aos deficientes auditivos, a seus familiares e a profissionais de saúde refletir sobre o cotidiano e sobre a capacidade de superação inerente a todos nós.

Funcionária pública em Santa Maria (RS), Paula nunca se deixou rotular. Claro que, ao receber o diagnóstico de deficiência auditiva bilateral neurossensorial progressiva na adolescência, ficou abalada. Depois da negação, veio a necessidade de saber mais, de conhecer o problema e de encontrar maneiras de superar os obstáculos. Em 2003, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria e fez seu trabalho de graduação sobre a escolha da modalidade linguística pelas famílias de crianças com deficiência auditiva. Era o primeiro passo para desvendar esse universo.

Apaixonada por viagens, Paula coleciona carimbos no passaporte. Em uma de suas investidas em terras longínquas, teve a ideia de escrever. Em 2007, criou o blogue Sweetest Person, que trata de moda, beleza, maquiagem e literatura. Em pouco tempo, o espaço ganhou milhares de fãs. Foi o impulso de que precisava para, em 2010, dar o segundo passo. Também com milhares de acessos, inclusive de países como Portugal, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Argentina, o blogue Crônicas da Surdez já foi notícia em importantes jornais e revistas brasileiros. “Foi com a criação desse canal que me dei conta da quantidade de pessoas que têm vivenciado a surdez presas numa bolha de solidão e falta de conhecimento”, afirma Paula.

A autora acredita que entender a diversidade desse universo é fundamental para acabar com o preconceito. Sem aparelhos auditivos, ela não ouve quase nada. Ao colocá-los, volta ao mundo dos sons. “Mas isso não me torna menos surda do que ninguém”, afirma. Além disso, ela está inserida em uma sociedade de ouvintes e faz questão de ficar longe das representações estereotipadas acerca da surdez, tais como: “Todo surdo é mudo”, “Todo surdo se comunica pela língua de sinais”, “Todo surdo deve estudar em escola especial”, “Todo surdo precisa de intérprete”.

“Convivo com a surdez, mas não vivo em função dela”, afirma a autora. Para Paula, não existe certo nem errado quando se trata da forma pela qual um surdo escolheu para se comunicar e viver. “Sou a favor do respeito à diversidade de escolha. O que funciona para mim pode não funcionar para outras pessoas e vice-versa”, complementa.

A obra traz ainda depoimentos de deficientes auditivos do Brasil e do exterior, com histórias de superação. “Meu desejo é inspirar as pessoas a buscar essa luz interior que vai iluminar o caminho e mostrar que, ouvindo ou não, temos de correr atrás de nossos sonhos e transpor barreiras reais e emocionais. A surdez não precisa ser um caminho solitário”, conclui.

A autora

Paula Pfeifer tem 31 anos. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é técnica do Tesouro do estado do Rio Grande do Sul. Recebeu o diagnóstico de deficiência auditiva bilateral neurossensorial progressiva aos 16 anos. É surda oralizada e fala português, inglês e espanhol. Seu blogue Crônicas da Surdez tem milhares de acessos mensais e leitores de países como Portugal, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Argentina, além de já ter sido notícia nos mais importantes jornais e revistas brasileiros. Escreve, ainda, o blogue Sweetest Person. Matéria de sua autoria publicada na revista TAM nas Nuvens em 2012 foi incorporada ao XI Manual of Pediatric Otorhinolaryngology.

 

 

 

DR. IVAN MARIO BRAUN FALA SOBRE DROGAS EM ENTREVISTA À RÁDIO CBN

O dr. Ivan Mario Braun, autor do livro Drogas – Perguntas e respostas (MG Editores), foi entrevistado neste domingo, dia 17 de fevereiro, pelo programa Revista CBN, da rádio CBN. Entre outros temas, ele explicou porque algumas pessoas têm mais propensão a se viciar em substâncias. Para ouvir a entrevista, acesse: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2013/02/17/ALGUMAS-PESSOAS-TEM-MAIS-PROPENSAO-A-SE-VICIAR-EM-SUBSTANCIAS.htm

O que é vício? O que é dependência? Que drogas levam a abuso ou dependência? Por que algumas pessoas podem usar entorpecentes esporadicamente enquanto outras desenvolvem abuso ou dependência? Essas perguntas permeiam a vida de pessoas que se envolvem com as drogas direta ou indiretamente. No livro, o psiquiatra esclarece com objetividade as principais questões relacionadas ao assunto. A obra trata de maneira aprofundada sobre cigarro, álcool, cafeína, maconha, cocaína, anfetaminas, inalantes, heroína, anabolizantes e diversas outras substâncias, como o crack.

A intenção é oferecer informações mais completas, respondendo desde perguntas simples até questionamentos sobre composições químicas e tratamentos. “Tudo de maneira que o leigo entenda em uma consulta rápida”, explica dr. Braun. Partindo de sua experiência no Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, ele sintetizou na obra as perguntas mais comuns feitas por oitenta usuários e os familiares destes.

Para exemplificar a falta de conhecimento sobre o tema, o médico cita um caso de uso do ecstasy, quando uma pessoa teria morrido em razão do consumo da droga. “Vários autores acreditam que a morte, nesse caso, provavelmente ocorre por causa da associação da ingestão com exercício físico intenso (geralmente dança) em ambientes quentes e sem consumo adequado de água. A temperatura do corpo se eleva, e essa acaba sendo, possivelmente, a mais frequente causa de morte associada ao consumo de ecstasy”, explica o psiquiatra.

O livro traz dados sobre definições, causas, efeitos, tratamentos, recaídas, internações e pós-tratamento, além de informações adicionais sobre as drogas. O psiquiatra relata aspectos da intoxicação, da abstinência, do abuso e da dependência das substâncias com ações psicotrópicas, divididas em grupos como álcool, alucinógenos, anfetaminas e substâncias semelhantes, nicotina, cafeína, cocaína, drogas projetadas e outros, esclarecendo as dúvidas sobre cada um.

Outro objetivo da obra é complementar os conhecimentos dos profissionais de saúde não especializados em drogas. Segundo o médico, é importante que especialistas de outras áreas conheçam peculiaridades fundamentais para contribuir efetivamente com o tratamento.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1024/Drogas

 

O PODER DO AFETO

A edição de fevereiro da revista Máxima traz uma reportagem sobre a importância do vínculo afetivo. De acordo com a reportagem, cobrir o filho de carinho é tão importante quanto cuidar da sua saúde. A psicóloga Dina Azrak, autora de A linguagem da empatia (Summus Editorial), é uma das entrevistadas. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/7GlJp

Por meio de técnicas simples e eficazes, Dina mostra no livro de que forma podemos utilizar a linguagem da empatia no cotidiano para lidar com os filhos. Os pais vão aprender a: usar uma linguagem específica para falar com os filhos; exprimir seus sentimentos de forma respeitosa; entender o que os filhos estão sentindo; criar alternativas à crítica; incentivar a autonomia nas crianças; evitar os rótulos; e, principalmente, agir calmamente quando nada mais parece funcionar.

Para a psicóloga, os pais modernos precisam vencer o desafio de colocar-se no lugar da criança e compreender seus sentimentos para estabelecer com elas uma relação de respeito e companheirismo. No livro, ela mostra de que forma os pais podem utilizar a linguagem da empatia no cotidiano. A obra traz sugestões práticas que garantem relações pautadas pelo respeito, valorização, autonomia e cooperação.

A nova linguagem, adotada pela psicóloga como base de seu trabalho, foi desenvolvida pelo terapeuta infantil e educador Haim Ginott, cujos livros revolucionaram o relacionamento entre pais e filhos. “A linguagem da empatia baseia-se apenas em comunicar-se com as crianças de maneira atenciosa, demonstrando compreensão, evitando as avaliações e os julgamentos”, explica a autora. Para ela, os pais não devem impor respeito e sim fazer-se respeitar.

Baseada em sua experiência na realização de workshops de orientação de pais, a autora reuniu no livro exemplos que mostram situações de conflito entre pais e filhos. A partir das histórias, típicas da vida urbana, que conta no início de cada capítulo, ela aponta os erros dos pais e em seguida sugere a utilização de gestos e frases positivas para melhorar a saúde emocional da família. “A empatia é uma atitude eficiente para harmonizar a comunicação entre pais e filhos”, complementa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1204/Linguagem+da+empatia,+A