PROGRAMA ARTE 1 NO CINEMA EXIBE ENTREVISTA COM STEVAN LEKITSCH NESTA QUINTA-FEIRA

O jornalista Stevan Lekitsch, autor do livro Cine arco-íris – 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras (Edições GLS), participa do programa Arte 1 no Cinema, nos canais 101 da Sky e 115 da Net, nesta quinta-feira, dia 28 de março, às 22h30.  Na reportagem, ele fala sobre as melhores produções cinematográficas que giram em torno de personagens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

Tímida no início do século XX, profícua nos últimos anos, a produção de filmes com temática LGBT cresceu à medida que o preconceito diminuiu. Hoje, o público tem uma ampla gama de películas à disposição. Em Cine arco-íris – 100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras, Lekitsch apresenta uma seleção das melhores produções cinematográficas de cunho homo, bi ou transexual.

Fruto de mais de dez anos de pesquisa, o livro apresenta resenha, ficha técnica e curiosidades de bastidores de quase 300 filmes produzidos nos últimos 100 anos. “A ideia não era simplesmente fazer um compêndio de títulos. Procurei ir mais fundo, enfocando os filmes que tiveram importância histórica”, afirma Lekitsch. De clássicos como Morte em Veneza a filmes polêmicos como Transamérica, a obra traz o melhor da produção nacional e estrangeira.

O livro começa fazendo uma análise histórica do surgimento do cinema, em 1895, e chega até o fim da década de 1940 – época em que não havia tanta liberdade para abordar a temática LGBT. Ainda assim, encontram-se boas surpresas, como o sinistro Festim diabólico, de Alfred Hitchcock, em que a homossexualidade dos protagonistas fica apenas subentendida. Outro destaque é o drama histórico A rainha Cristina, estrelado por Greta Garbo, que faz o papel de uma monarca bissexual.

Nos anos 1950, com a relativa abertura vivenciada depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os filmes começam a abordar a homo, a bi e a transexualidade de maneira mais ousada. É o caso, por exemplo, de Glen ou Glenda, do polêmico diretor Edward D. Wood Jr., que fala sobre travestismo e mudança de sexo – isso em 1953. Outro sucesso da época é A malvada, com Bette Davis no papel de uma atriz de Hollywood que mantém um relacionamento platônico com a secretária.

A partir da década de 1960, aumentam as produções de cunho LGBT, inclusive no Brasil, apesar da censura promovida pela ditadura militar instaurada em 1964. Um dos destaques mundiais é Satyricon, dirigido por Federico Fellini, que retrata as vicissitudes do reinado do imperador romano Nero. Na Itália, Pier Paolo Pasolini provoca escândalo com Teorema. Em terras brasileiras, Noite vazia, de Walter Hugo Khouri, está entre os destaques.

Mas é a partir dos anos 1970 que o cinema LGBT dá uma guinada. A liberação sexual faz que a produção aumente progressivamente, chegando a mais de 5 mil filmes por ano. No Brasil, as pornochanchadas atingem o auge, alcançando grande sucesso de público. Entre as muitas pérolas da época estão Calígula, de Tinto Brass, Um dia de cão, de Sidney Lumet – protagonizado por Al Pacino, excelente no papel de um homem que assalta um banco para pagar a operação de mudança de sexo do companheiro –, e As lágrimas amargas de Petra von Kant, dirigido por Fassbinder. No Brasil, O cortiço, de Francisco Ramalho Jr., e A casa assassinada, dirigido por Paulo Cesar Saraceni, rendem boas bilheterias.

De 2000 em diante, os filmes gays saem definitivamente das sombras e passam a concorrer de igual para igual com outras produções. Surgem películas engajadas, como Antes do anoitecer, que traz Javier Barden no papel do escritor cubano Reynaldo Arenas, e Milk – A voz da igualdade, que rendeu a Sean Penn o Oscar de melhor ator por sua atuação como o primeiro gay assumido a ocupar um cargo público nos Estados Unidos. Mas talvez o maior destaque da década seja O segredo de Brokeback Mountain. Estrelado por Heath Ledger (que morreria três anos depois de overdose) e Jake Gyllenhaal, o filme rendeu o Oscar de melhor diretor a Ang Lee e deixou na memória dos espectadores cenas belíssimas.

De acordo com o autor Stevan Lekitsch, o número de filmes com temática LGBT tende a aumentar. “Apesar do crescimento de manifestações homofóbicas ao redor do planeta, o cinema gay vai continuar produzindo ainda mais filmes que destoem da heteronormatividade”, acredita.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Cine+arco-%C3%ADris

 

 

 

AUTOR DO LIVRO AFROCIDADANIZAÇÃO AUTOGRAFA NO RIO DE JANEIRO

A Selo Negro Edições e a Livraria Cultura – Cine Vitória (Rio de Janeiro) promovem no dia 4 de abril, quinta-feira, entre 18h30 e 20h30, a noite de autógrafos do livro Afrocidadanização – Ações afirmativas e trajetórias de vida no Rio de Janeiro. O autor, professor Reinaldo da Silva Guimarães, receberá os convidados na livraria, que fica na Rua Senador Dantas, 45 – Centro, Rio de Janeiro.

Afrocidadanização é o processo pelo qual os indivíduos negros, historicamente subalternizados na sociedade brasileira, conquistam efetivamente a cidadania plena. No livro, produzido em coedição com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o professor Guimarães aborda essa ascensão por meio do ingresso na universidade. Ele apresenta a trajetória de vida dos universitários provenientes dos pré-vestibulares comunitários e populares em rede, que foram beneficiados com as ações afirmativas da PUC-Rio depois de sua graduação. O autor dá visibilidade ao peso do racismo no mercado de trabalho, uma vez superada a histórica barreira da formação acadêmica pelos negros brasileiros.

Para pesquisar a trajetória profissional dos bolsistas, Guimarães adotou sua própria história como referência intelectual e emocional para compreender as percepções narradas pelos entrevistados. Eles apontam para um contexto pautado na perseverança e no desejo de superação, mostrando uma realidade pouco conhecida e difícil de ser traduzida, mas repleta de simbolismos.

A trajetória do autor reflete e dá essência e concretude ao conceito de afrocidadanização. Nascido em comunidade pobre, ele conseguiu superar diversos momentos difíceis e ingressar na universidade. Como um dos protagonistas dessa história de sucesso, aproveita sua narrativa para explicitar o processo de construção de identidade racial. “O livro marca um momento positivo na vida brasileira”, diz Elisa Larkin Nascimento, do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), que assina o prefácio da obra.

Resultado de quatro anos de pesquisas desenvolvidas pelo autor no Programa de Pós-graduação em Serviço Social da PUC-Rio, o livro traz a atual realidade profissional de 14 entrevistados, formados em diversas áreas, e o impacto da sua formação universitária sobre sua vida material e sobre suas relações com a família e com a comunidade de onde são provenientes.

Ao apresentar essa análise, que é política e simbolicamente relevante, o autor descreve aspectos ainda desconhecidos, tanto no que diz respeito a esses novos profissionais e sua entrada no mercado de trabalho quanto ao acesso a bens culturais há não muito tempo abertos para os indivíduos da população negra.

“A obra revela o potencial transformador das ações afirmativas, mostrando que o acesso ao ensino superior e a passagem pela universidade ampliam de fato os direitos de cidadania da população negra brasileira”, afirma o autor. Com base em histórias de superação, o livro aborda, em sete capítulos, questões como a construção de identidades raciais; raça e racismo como estruturas de distinção e poder; identidade e reconhecimento; e cidadania como estratégia de luta.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1331/AFROCIDADANIZA%C3%87%C3%83O

 

 

 

REPÓRTER ECO, DA TV CULTURA, EXIBE ENTREVISTA COM ILAN SEGRE NESTE DOMINGO, 24

O psicólogo Ilan Segre, autor do livro Terapia integrativa (Editora Ágora), participa do programa Repórter ECO, da TV Cultura, neste domingo, dia 24 de março, às 17h30. Na reportagem, ele fala basicamente sobre alimentação saudável e defende os princípios da naturopatia como forma de combater as doenças. O programa será reprisado no sábado, 30 de março, às 7h30 da manhã.

Numa época em que a saúde se tornou uma das maiores preocupações do ser humano, são poucos os que conseguem levar uma vida plena. De um lado, o ritmo de vida frenético facilita o aparecimento de distúrbios como ansiedade, pânico, depressão e insônia. De outro, a alimentação industrializada contamina nosso organismo com conservantes, hormônios e pesticidas. Então nos tratamos com remédios, o que acaba intoxicando ainda mais o corpo e deixando-o propenso a doenças. Como sair desse círculo vicioso? No livro Terapia integrativa, Segre mostra saídas possíveis para recuperar e manter a saúde. Aliando o amplo conhecimento em ioga, naturopatia e ayurveda à sua formação de psicólogo, ele mostra como a unificação da mente, do corpo, do movimento e da alimentação pode ajudar a estabelecer o bem-estar físico e mental.

O ponto de partida da obra é a própria história do autor. Com um sistema imunológico fraco, Segre sofreu com broncoespasmos e passou boa parte da infância e da adolescência tomando antibióticos para combater recorrentes infecções. A partir dos 16 anos, começou a sofrer também com crises de enxaqueca, que o obrigavam a fazer uso constante de analgésicos. Sem encontrar respostas coerentes para as dúvidas em relação ao funcionamento do seu organismo e depois de tentar inúmeros tratamentos, decidiu descobrir como viviam nossos antepassados, sem toda a parafernália medicinal. E, assim, foi para a Índia.

Durante quase dois anos, ele viveu num quarto pequeno, de apenas nove metros quadrados, sem televisão e sem banheiro. Ali, releu os textos antigos e conheceu as práticas naturopatas de origem alemã, envolvendo dietas e processos naturais para desintoxicação do corpo. Também aprendeu mais sobre a lógica da ayurveda que utiliza alimentos e ervas para prevenir e tratar doenças e intensificou a prática de ioga e de limpeza. Com todo esse aprendizado, a maior descoberta foi constatar que os sintomas de uma doença não aparecem por acaso.

“O que vemos por experiência é que as crianças vivem no consultório do pediatra com o nariz escorrendo, e terão inúmeras infecções respiratórias quando pequenas. Depois, na adolescência ou na idade adulta, vêm os problemas digestivos, enxaquecas, afecções de pele e afins. Em seguida, problemas de coração e de câncer e, por último, as doenças degenerativas. A questão é que aprendemos que tudo isso é natural e ninguém está a salvo. Será?”

Em 16 capítulos, Segre nos instiga a pensar sobre os motivos pelos quais adoecemos, apresenta soluções simples para problemas potencialmente complexos e mostra a aplicação prática dessa técnica, que busca tratar as pessoas de forma integral. Em muitas situações, ocorreu rápida melhora e os sintomas foram minimizados ou controlados.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1324/TERAPIA+INTEGRATIVA

LANÇAMENTO DO LIVRO “CRÔNICAS DA SURDEZ”, EM PORTO ALEGRE

Galeria

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Alguns momentos do movimentado lançamento de Crônicas da surdez, de Paula Pfeifer, em 20 de março de 2013, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre/RS. Um sucesso!

CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Em 21 de março de 1960, no bairro de Shaperville, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul, uma multidão de negros, em sua maioria homens e mulheres jovens, protestava de forma pacifica contra a lei do passe, que os obrigava, em pleno regime de segregação racial, a portar cartões de identificação, especificando os locais onde eles podiam circular. Numa ação que ficou conhecida como o  Massacre de Shaperville, forças militares a serviço desse regime de triste lembrança, o Apartheid, atiraram de forma indiscriminada contra os manifestantes, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Para marcar essa tragédia a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 21, como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

A legislação brasileira instituiu os primeiros conceitos de racismo em 1951 com a Lei Afonso Arinos que classificava a prática como contravenção penal. Somente na Constituição Federal de 1988, o racismo passou a ser considerado crime inafiançável, sujeitando o criminoso à pena de reclusão. De lá para cá, o Brasil somou importantes avanços, principalmente com ações afirmativas, mas há ainda um longo caminho a ser trilhado para corrigir e eliminar as desigualdades históricas.

Um trabalho realizado pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) de 2010 sobre a inserção do negro no mercado de trabalho mostra que a população negra predomina na população brasileira, é mais jovem, tem mais filhos, é mais pobre e está mais exposta à mortalidade por causas externas, especialmente homicídios. Nos últimos anos, com as políticas compensatórias, houve ascensão social. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PNAD), são negros 80% dos mais de 40 milhões de brasileiros que subiram à classe C. Nas universidades, eles são 921 mil entre 3,5 milhões de estudantes. Uma porcentagem pequena se comparada ao total de universitários, mas já grande o suficiente para fazer diferença no mercado de trabalho.

O livro Afrocidadanização, recém lançado pela Selo Negro Edições, retrata um pouco desse universo. O autor, professor Reinaldo da Silva Guimarães, partiu da própria história para compreender a trajetória profissional de bolsistas de ação social formados pela PUC-Rio. Pautados na perseverança e no desejo de superação, eles revelam uma realidade difícil de ser traduzida, mas repleta de simbolismos: a realidade das relações raciais no Brasil.

Afrocidadanização é o processo pelo qual os indivíduos negros, historicamente subalternizados na sociedade brasileira, conquistam efetivamente a cidadania plena. No livro, produzido em coedição com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Guimarães aborda essa ascensão por meio do ingresso na universidade. Ele apresenta a trajetória de vida dos universitários provenientes dos pré-vestibulares comunitários e populares em rede, que foram beneficiados com as ações afirmativas da PUC-Rio depois de sua graduação. O autor dá visibilidade ao peso do racismo no mercado de trabalho, uma vez superada a histórica barreira da formação acadêmica pelos negros brasileiros.

Para pesquisar a trajetória profissional dos bolsistas, Guimarães adotou sua própria história como referência intelectual e emocional para compreender as percepções narradas pelos entrevistados. Eles apontam para um contexto pautado na perseverança e no desejo de superação, mostrando uma realidade pouco conhecida e difícil de ser traduzida, mas repleta de simbolismos.

A trajetória do autor reflete e dá essência e concretude ao conceito de afrocidadanização. Nascido em comunidade pobre, ele conseguiu superar diversos momentos difíceis e ingressar na universidade. Como um dos protagonistas dessa história de sucesso, aproveita sua narrativa para explicitar o processo de construção de identidade racial. “O livro marca um momento positivo na vida brasileira”, diz Elisa Larkin Nascimento, do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), que assina o prefácio da obra.

Para saber mais sobre o livro Afrocidadanização, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1331/AFROCIDADANIZA%C3%87%C3%83O

E para saber mais sobre o tema, leia:

Políticas públicas e ações afirmativas
Dagoberto José Fonseca 

 

Racismo, sexismo e desigualdade racial
Sueli Carneiro 

Relações raciais e desigualdade no Brasil
Gevanilda Santos

 

Experiências da emancipação
Petrônio DominguesFlávio Gomes

 

 

Ações afirmativas em educação
Cidinha da Silva (org.) 

Racismo e anti-racismo na educação
Eliane Cavalleiro 

O ESPELHO MÁGICO

Editado pela primeira vez em 1973, O espelho mágico – Um fenômeno social chamado corpo e alma, da Editora Ágora, permanece atualíssimo e toca em um dos assuntos preferidos do saudoso psiquiatra J.A. Gaiarsa: a hipocrisia. Quem de nós realmente encara o espelho e se vê? Mostrando que a dicotomia entre corpo e alma é um dos maiores empecilhos à evolução humana, o autor nos faz perceber que o confronto com nosso eu, embora dolorido, é um dos caminhos para a mudança.

Primeiro título lançado com nova identidade visual depois da morte do psiquiatra, em 2010, a obra está na 14ª edição. Dividida em 24 capítulos ilustrados, chega ao leitor com o texto revisado, porém mantendo a fórmula de escrita bem humorada, característica marcante do autor.

O autoconhecimento, segundo Gaiarsa, é a chave para combater a hipocrisia. Para ele, em geral, nunca dizemos o que pensamos. “Porque queremos crer, porque precisamos crer que não mostramos aquilo que não fica bem, que não é elegante, que é mau ou feio”, afirma. Na opinião do psiquiatra, essa divergência entre o que se acredita estar mostrando e o que o outro vê gerou uma das dicotomias mais falsas de toda a história do pensamento humano – a noção de corpo e alma. Sendo que a alma é aquilo que acho que estou mostrando; e o corpo é aquilo que o outro vê.

Somente quando nos conhecermos melhor passaremos a agir de forma mais livre e espontânea, cobrando menos dos outros. “Quando olhamos [no espelho], fazemos a cara que nos apraz ou vemos a cara que nos convém. […] Sempre olhamos para o espelho com alguma intenção e, por isso, nada mais vemos fora dessa intenção. A intenção é um seletor de estímulos. Por isso o espelho não serve para nos mostrar nossa face, que, lembremos, é uma estranha face para nós”, afirma Gaiarsa.

A cegueira que temos em relação a nossa imagem e a influência que ela tem sobre as pessoas determina um tipo de jogo nas relações pessoais, segundo o psiquiatra. “A verdade simples é que ninguém esconde muito o que sente nem consegue disfarçar quando está disfarçando, mas como na própria classe todos usam o mesmo artifício e praticam o mesmo embuste ninguém denuncia ninguém. E a mentira de cada um subsiste à custa da mentira de todos”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1333/ESPELHO+M%C3%81GICO,+O

15 DE MARÇO – DIA MUNDIAL DO CONSUMIDOR

Há 51 anos, nos Estados Unidos, teve início um movimento mundial de luta pelos direitos do consumidor. Em discurso no dia 15 de março de 1962, o então presidente americano John Fritzgerald Kennedy defendeu quatro direitos básicos dos consumidores: à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido.  Em 1985, a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou os direitos do consumidor como diretrizes, instituindo o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.

O nível de conscientização do brasileiro sobre os seus direitos como consumidor tem crescido nos últimos anos. Esse movimento tem forçado o governo a adotar medidas de proteção. No dia 1º de março deste ano, entrou em vigor a lei que proíbe ações de publicidade indireta colocada em programas dirigidos ao público infantil em qualquer veículo. A norma faz parte das novas recomendações para a publicidade que envolve crianças e adolescentes, definidas no Código Brasileiro de Autorregulação Publicitária.

PAra saber mais sobre este livro clique aquiO livro A criança e o markenting, da Summus Editorial, traz informações fundamentais para auxiliar os adultos a proteger as crianças dos apelos do marketing infantil. A obra, escrita pela psicóloga Ana Maria Dias da Silva e pela especialista em comunicação Luciene Ricciotti Vasconcelos, analisa como se dá a formação do caráter, desvenda o funcionamento das principais ferramentas de marketing e da comunicação e mostra como a publicidade atinge as crianças.

Partindo do pressuposto de que pais e professores podem, desde a mais tenra infância, ajudar as crianças a se tornarem consumidores conscientes, as autoras reuniram informações fundamentais para auxiliar os adultos a proteger as crianças dos apelos do marketing infantil. Segundo elas, com mais consciência de seu poder como consumidor, de sua influência na criação de produtos e na divulgação dos mesmos, será possível criar adultos capazes de escolher o que comprar, com base naquilo que realmente querem e necessitam.

Segundo as autoras, atualmente, pessoas de todos os níveis sociais e de todas as idades estão escolhendo o consumo como atitude de vida e não como meio de satisfazer suas reais necessidades. Refletir sobre essa questão e suas consequências é responsabilidade de todos: empresas, governos, famílias, educadores, publicitários e executivos. “Entendemos que a consciência vigilante da população diante do marketing infantil é um trabalho coletivo”, completam.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Crian%C3%A7a+e+o+marketing,+A

Conheça outros livros da Summus Editorial sobre o assunto:

 

 

CONSUMIDOR VERSUS PROPAGANDA
Gino Giacomini Filho

 

 

DAS AMÉLIAS ÀS MULHERES MULTIFUNCIONAIS
A emancipação feminina e os comerciais de televisão
Marie Suzuki Fujisawa

 


ESTRATÉGIAS EMPRESARIAIS DIANTE DO NOVO CONSUMIDOR
Relações públicas e aspectos jurídicos
Wilson Cesca e Cleuza G. Gimenes Cesca

AUTORA DO LIVRO CRÔNICAS DA SURDEZ AUTOGRAFA EM PORTO ALEGRE

A Plexus Editora e a Livraria Cultura (Porto Alegre/RS) promovem no dia 20 de março, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Crônicas da surdez. A autora Paula Pfeifer receberá os convidados na livraria, que fica no Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, 80 – Passo da Areia – Porto Alegre – RS).

“A surdez não é homogênea.” Essa é a lição mais importante que a gaúcha Paula aprendeu quando decidiu enfrentar o desafio de desvendar, aceitar e entender a deficiência auditiva. Sim, nem todo surdo é mudo ou usa necessariamente a Língua Brasileira de Sinais. Existem diferentes graus e tipos de surdez e diversas formas de comunicação. Paula é surda oralizada: usa aparelho, se comunica pela fala e precisava contar sua história para ajudar as pessoas que estão descobrindo a surdez agora. O livro Crônicas da surdez traz um relato franco e arrebatador sobre experiências e descobertas em meio às dificuldades e às agruras da surdez. Temas como preconceito, tecnologia, mercado de trabalho e bullying são apresentados de forma leve, sem julgamentos, permitindo aos deficientes auditivos, a seus familiares e a profissionais de saúde refletir sobre o cotidiano e sobre a capacidade de superação inerente a todos nós.

Funcionária pública em Santa Maria (RS), Paula nunca se deixou rotular. Claro que, ao receber o diagnóstico de deficiência auditiva bilateral neurossensorial progressiva na adolescência, ficou abalada. Depois da negação, veio a necessidade de saber mais, de conhecer o problema e de encontrar maneiras de superar os obstáculos. Em 2003, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria e fez seu trabalho de graduação sobre a escolha da modalidade linguística pelas famílias de crianças com deficiência auditiva. Era o primeiro passo para desvendar esse universo.

Apaixonada por viagens, Paula coleciona carimbos no passaporte. Em uma de suas investidas em terras longínquas, teve a ideia de escrever. Em 2007, criou o blogue Sweetest Person, que trata de moda, beleza, maquiagem e literatura. Em pouco tempo, o espaço ganhou milhares de fãs. Foi o impulso de que precisava para, em 2010, dar o segundo passo. Também com milhares de acessos, inclusive de países como Portugal, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Argentina, o blogue Crônicas da Surdez já foi notícia em importantes jornais e revistas brasileiros. “Foi com a criação desse canal que me dei conta da quantidade de pessoas que têm vivenciado a surdez presas numa bolha de solidão e falta de conhecimento”, afirma Paula.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1328/CR%C3%94NICAS+DA+SURDEZ

 

PESQUISADORA AMERICANA FALA SOBRE OS EFEITOS DA MEDITAÇÃO

As últimas pesquisas sobre meditação a relacionam com a melhora nos sintomas da ansiedade, da depressão e até de doenças crônicas como artrite. Para Sara Lazar, pesquisadora em neurociência, não é exagero usar a prática milenar como tratamento.

Lazar, pesquisadora do Departamento de Psiquiatria do Massachusetts General Hospital, em Boston (EUA), estará quinta-feira no Brasil para o Seminário Internacional Neurociência e Meditação, realizado pela Associação Palas Athena com apoio do Hospital Israelita Albert Einstein (a inscrição pode ser feita no site www.palasathena.org.br e custa R$ 120).

A neurocientista americana medita desde 1994 e é pioneira no uso de imagens da atividade cerebral para investigar os efeitos da prática.

Em 2011, seu grupo publicou estudo mostrando que oito semanas de meditação são capazes de aumentar a massa cinzenta em certas regiões do cérebro, mesmo em pessoas sem experiência anterior.

À Folha, ela fala sobre os benefícios da prática.

*

Folha – Quais são os principais benefícios da meditação?
Sara Lazar – A meditação reduz o estresse e pode diminuir os sintomas de algumas doenças. Há boas evidências associadas à depressão. Mas pessoas com distúrbios psiquiátricos graves, como transtorno bipolar ou esquizofrenia, devem ser cautelosas e praticar no máximo de cinco a dez minutos por dia.

A meditação pode vir a ser usada como tratamento?
Sim, há muitas pesquisas que mostram isso. A prática reduz sintomas, mas não cura completamente essas doenças crônicas. É uma terapia complementar, e não alternativa. Significa que deve ser feita em conjunto com tratamentos da medicina convencional, não no lugar deles.

Quanto tempo é preciso meditar para ter algum resultado?
No estudo (de um programa de oito semanas), os indivíduos foram orientados a praticar 40 minutos por dia, todos os dias. Algumas pessoas fizeram isso, mas outras praticavam menos tempo. A média foi de 27 minutos por dia. Não se sabe qual é o tempo mínimo para que se tenham mudanças no cérebro. Outros pesquisadores descobriram que até 10 minutos diários podem ser úteis.

Esse seu estudo mostrou que há um aumento de massa cinzenta. Como isso acontece?
Não sabemos exatamente. No entanto, estudos com animais indicam que, quando alterações semelhantes acontecem, três tipos de mudanças cerebrais podem ser detectadas. Primeiro, há mais conexões entre os neurônios. Em segundo lugar, pode haver mais vasos sanguíneos ou um aumento no diâmetro dos vasos nas áreas afetadas. Finalmente, pode haver um aumento das “células auxiliares”, tais como as células gliais (dão suporte aos neurônios). Há um aumento da atividade cerebral.

É como se a pessoa exercitasse o cérebro meditando?
De forma coloquial, sim.

O aumento de volume em áreas do cérebro está ligado a mudanças comportamentais?
É outra coisa que não sabemos. A questão agora é entender o que essa mudança na massa cinzenta significa. Estamos fazendo outro estudo. Já sabemos que alterações na amígdala são relacionadas com redução do estresse.

Por que a técnica “mindfulness” (atenção plena) é a mais usada nas pesquisas?
Muitas técnicas de meditação são úteis, mas há um programa de oito semanas desenvolvido há muitos anos e que usa a atenção plena. A técnica pode ser definida como prestar atenção ao momento presente. Basta a pessoa se concentrar em uma experiência sensorial (som, tato, olfato). Não se deve pensar sobre o que está produzindo a sensação ou julgar se você gosta ou não, apenas sentir. Isso é atenção plena.

O relaxamento obtido com a meditação teria o efeito de uma boa noite de sono?
Há semelhanças, mas não é a mesma coisa. O sono não produz alteração no cérebro, não melhora estresse, a ansiedade ou a depressão.

Texto de Juliana Vines, publicado originalmente na Folha De S.Paulo em 12/03/2013. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1244511-pesquisadora-americana-fala-sobre-os-efeitos-da-meditacao.shtml

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Se interessa por meditação? Conheça alguns livros do Grupo Summus sobre o tema: 

MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar
Roberto Cardoso
MG EDITORES

 

 

VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

 

 

MEDITAÇÃO JUDAICA
Um guia prático
Aryeh Kaplan
EDITORA ÁGORA

 

 

E outros: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/medita%C3%A7%C3%A3o/all/1

REVISTA PAIS E FILHOS ENTREVISTA O PEDIATRA LEONARDO POSTERNAK

Leia entrevista do pediatra Leonardo Posternak, coautor do livro E agora, o que fazer? – A difícil arte de criar os filhos (Editora Ágora), à revista Pais e Filhos (edição de março). Acesse: http://goo.gl/A6VyP.

Em seu livro, escrito em coautoria com a psicóloga Magdalena Ramos, Posternak faz pensar sobre a missão da família, esclarecendo desde as alterações que a gravidez provoca no relacionamento do casal até as crises previsíveis no crescimento da criança que os pais terão de enfrentar.

A fase da criança observada pelos profissionais vai de 0 a três anos. “Escolhemos trabalhar com o desenvolvimento normal da criança e suas crises previsíveis até os 3 anos por considerar que essa é uma etapa importante, na qual se formam os vínculos familiares e se organiza a base psíquica da personalidade da criança”, explicam Leonardo e Magdalena. É nessa fase, segundo eles, que criam-se os alicerces, que vão servir de base para a vida toda. “Se os pais não querem ter problemas de relacionamento depois, tem de cuidar muito bem da criança nesse período. É quando tudo começa”, afirmam.

O livro, de 252 páginas, traz dicas e orientações claras e de bom senso para inúmeras situações – desde explicar como é o desenvolvimento psicoemocional dos primeiros três anos de vida e as características de cada fase até o brincar e a escolaridade, passando por todos os pequenos problemas do dia-a-dia de uma criança. “Acreditamos que a informação e o bom senso atrelados a um constante questionamento são ingredientes para levar a cabo a importante e gratificante tarefa de educar”, dizem.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/890/E+agora,+o+que+fazer%C2%A7