VOCÊ SABE RECONHECER QUANDO ALGUÉM ESTÁ MENTINDO?

De acordo com estudos, escutamos, em média, 210 mentiras por dia. Da falsa informação acrescentada no currículo às falácias dos políticos, do conto do vigário ao autoengano, a mentira faz parte da história da civilização. Especialista em grafologia e linguagem corporal, Paulo Sergio de Camargo mergulhou no tema com o objetivo de revelar um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política.

Os métodos, é claro, não são 100% eficazes. “Temos a equivocada propensão a acreditar que somos capazes de identificar mentiras com certa facilidade. Não é bem assim. Após anos de estudos e pesquisas, sei que devemos ter cautela ao tentar reconhecer alguém com capacidade e habilidade cognitivas para enganar quem quer que seja”, afirma Camargo.  Pequenas mentiras, mentiras brancas, mentiras inocentes – ou qualquer que seja o nome dado a elas – uma coisa é certa: elas vão minar a confiança de alguém ao longo do tempo, segundo o especialista. “Toda a mentira – até mesmo a mais inofensiva – tem consequências”, diz.

10805No livro Não minta pra mim! Psicologia da mentira e linguagem corporal, da Summus Editorial, Camargo apresenta definições de mentira e destrincha as principais situações em que ela se instala. Fruto de mais de 15 anos de pesquisa, a obra destaca a realidade nacional em relação ao assunto e aborda os principais sinais da linguagem corporal dos mentirosos.

De acordo com Camargo, não somos um país singular quando o assunto é mentira, mas há muitas diferenças em relação a outras culturas. “Talvez a leniência com que tratamos as mais descaradas mentiras seja nossa característica mais marcante”, diz o especialista.

Em 20 capítulos, Camargo transmite a maior quantidade possível de informações a respeito do tema, mesmo reconhecendo que ainda há muito para ser estudado e até mesmo descoberto. Os capítulos tratam da dificuldade de definir a mentira, dos tipos de mentira, do autoengano, do porque mentimos, da mentira escrita como falsificações e atestados médicos, da mentira como doença, dos sentimentos relacionados à mentira, dos mentirosos em cadeia nacional, da linguagem corporal e das microexpressões no momento da mentira, entre outros temas.

“A mentira influencia grandemente a nossa vida; nascemos, crescemos e evoluímos diante da mentira. Nem sem­pre é possível enfrentá-la. Mesmo tentando nos prevenir contra as mentiras, seremos sempre enganados. De certa forma, essa certeza pode ser até reconfortante, pois nos torna mais sensíveis e humanos”, conclui Camargo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1323/N%C3%A3o+minta+pra+mim!+Psicologia+da+mentira+e+linguagem+corporal

 

O PADRÃO DE BELEZA DITADO POR FAMOSOS: “CORPO SE TORNA MERCADORIA PARA CONSUMO”


Psicanalista dá sua opinião sobre a influência que a busca pela perfeição das celebridades gera nos anônimos

“Agora não tenho mais defeito”. Foi com essa frase que Anitta definiu sua nova aparência durante entrevista para o “Fantástico”, da Globo, após uma recauchutagem geral. A cantora de funk corrigiu uma cirurgia mal-sucedida no nariz e aproveitou para diminuí-lo. Reduziu também o tamanho dos seios, que continuaram crescendo após a colocação de prótese de silicone aos 18 anos, e aproveitou que já estava lá para tirar alguns pneuzinhos. A três dias de completar 20 anos (em 30 de março), ela teve a ousadia de prometer que não vai mais se submeter a nenhuma intervenção cirúrgica. Não seria uma promessa prematura?

De qualquer maneira, se não cumprir, não será a única. Em busca da perfeição, muitos famosos entram na faca e recorrem a tratamentos estéticos sem limite. Na maioria das vezes, perseguem um modelo idealizado que não existe. “A busca pela perfeição física tem se transformado em exigência social para o sucesso. A obrigatoriedade da beleza é um mecanismo mórbido para tentar superar as naturais frustrações humanas”, afirma o psicanalista Jacob Pinheiro Goldberg.

Ele diz acreditar que, independentemente dos desejos das celebridades em corrigir o que consideram defeitos (e sempre surge um novo), existe uma pressão da sociedade para que elas estejam sempre perfeitas.

“Cada vez mais as celebridades têm sido organizadas de acordo com o aplauso fácil das tietes. O indivíduo não é mais célebre por mérito e conteúdos, mas por aparência e por espetáculo. O que vale não é mais o desempenho. É o show. E neste show, o corpo se transforma em uma mercadoria a ser vendida para o consumo”, afirma o psicanalista, que completa: “Existe uma pressão interiorizada, que em geral vem de carências íntimas, e uma pressão externa, que vem da mediocridade dos tietes. A tietagem hoje é um flagelo na sociedade brasileira.”

Banalização

O cirurgião plástico Douglas Jorge, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, aponta para a banalização das intervenções exclusivamente estéticas. “Quando a pessoa deseja alguma mudança, não importa a região do corpo, geralmente é por influência externa. O padrão europeu do nariz fino, ou o padrão americano da mama volumosa, por exemplo, são induzidos pelas revistas, pelas celebridades e por tudo o que nos cerca”, diz Jorge, que já se recusou a operar dezenas de pacientes.

“As intervenções estéticas podem ser úteis e benéficas para muitas pessoas que entendem a verdadeira necessidade. Mas o que vemos é que a cirurgia plástica está vulgarizada e banalizada”, continua Jorge.

Das TVs para as ruas

Além de movimentar o mercado da beleza, as celebridades também se tornam inspiração para anônimos. Jamie Sherrill, co-fundadora da Beauty Park Medical Spa, em Santa Mônica, na Califórnia, explicou em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”, que as cirurgias plásticas inspiradas em celebridades são cada vez mais comuns.

Por isso ela diz ter o costume de deixar claro aos pacientes que eles não ficarão iguais às celebridades depois que entrarem na faca. “É óbvio que não posso fazer sósias de celebridades. Se alguém vem aqui e quer os lábios de Angelina Jolie, posso fazer com que eles se pareçam mais com aquele estilo, mas não reproduzir o mesmo.”

A eterna busca dos famosos pela utópica perfeição mexe com a cabeça de fãs e, segundo Goldberg, “costuma desencadear nos anônimos mais influenciáveis um complexo de inferioridade. Um sentimento de autoestima prejudicado. E uma tentativa de imitação dessa celebridade.”

Na contramão do padrão de beleza, Jorge gosta de citar o caso do ator Joaquim Phoenix. “Ele tem lábio leporino mas preferiu conviver com isso a operar. Operar ou não operar compreende riscos, até porque não há precisão matemática do resultado. Uma cirurgia pode ser bem-sucedida para o médico e não agradar o paciente quando ele espera um resultado se comparando a outra pessoa”, alerta o cirurgião.

Às vezes, as inspirações não são caso de cirurgia. Um exemplo é o cantor sertanejo Luciano Camargo que – apesar de admitir ter se submetido a lipoaspiração duas vezes – acaba de perder 20 quilos apenas com dieta e aulas de muay thai. E, como uma exceção, Luciano diz não sentir pressão de fãs, do showbiz ou da mídia para se manter em forma.

“Não ligo quando falam do meu peso. Acho que os fãs não reparam tanto em mim a ponto de quererem que eu fique assim ou assado. Mas posto muitas fotos enquanto estou treinando e muita gente diz que se sente influenciada quando me vê”, diz o cantor.

Além de Luciano, Giovanna Antonelli, Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank, entre outros famosos, aproveitam o Instagram para mostrar seus treinos físicos diários e acabam mesmo inspirando seguidores.

Qual o limite na busca para a perfeição? 

Goldberg diz acreditar que existe um limite para que a busca de famosos ou anônimos pela perfeição não se torne prejudicial à saúde. “O limite é o contato com a realidade. Existem pessoas que navegam na fantasia acreditando que podem modelar seu corpo e aparência de acordo com estereótipos da televisão ou de revistas. Muitas vezes em cima de ilusão porque a própria celebridade que aparece na tela não é assim quando sai de cena e vive na realidade. Uma coisa é o artista na TV, outra coisa é esse mesmo artista no banheiro da sua casa.”

Fernanda Lima, considerada símbolo de beleza, concorda com o psicanalista. “Capa de revista é uma coisa, realidade é outra. Quando faço capa de revista, no próprio computador do fotógrafo ele já vai mexendo, mudando. Quando você vê, vira uma coisa que não é aquilo. É impressionante”, afirmou ela em seu programa na Globo, “Amor e Sexo”.

Texto de Marília Neves, publicado originalmente no iG Gente em 27/03/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://gente.ig.com.br/2014-03-27/o-padrao-de-beleza-ditado-por-famosos-corpo-se-torna-mercadoria-para-consumo.html

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Se interessa pelo assunto? Conheça o livro A beleza impossível – Mulher, mídia e consumo, da psicóloga Rachel Moreno20048

A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.

 

PROFISSIONAIS DE CRECHES NÃO ESTÃO PREPARADOS PARA FORMAR LEITORES

Os docentes e responsáveis pelas bibliotecas de creches e berçários públicos não estão preparados para desenvolver atividades de formação de leitores com as crianças de 0 a 3 anos, segundo matéria publicada no site UOL nesta semana. As autoras do livro Corpo, atividades criadoras e letramento, da Summus Editorial, Marina Teixeira de Souza Costa, Daniele Nunes Henrique Silva e Flavia Faissal de Souza, participaram da reportagem dando dicas de brincadeiras que podem melhorar a capacidade de leitura. Leia a íntegra: http://goo.gl/cT0nSm

A criança aprende a escrever bem antes de manusear o lápis para juntar as letras. O corpo é o grande protagonista nessa fase inicial de contato com o letramento e a alfabetização. Por meio dele, a criança narra, cria, brinca, desenha e, finalmente, escreve. Essa é a discussão central do livro, que é o segundo volume da coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil. O objetivo das autoras é ampliar o debate sobre o papel do corpo nas atividades criadoras, mostrando que a aquisição da escrita não se restringe aos exercícios psicomotores.

“A obra auxilia o professor da educação infantil a melhor qualificar sua percepção acerca dos processos criativos correntes em sala de aula. As pesquisadoras indicam como o corpo da criança participa do processo de simbolização que 10885antecede a escrita formal. Assim, por meio de sugestões de atividades, o docente pode criar situações pedagógicas que incluam o corpo, a escrita, o faz de conta, a narrativa e o desenho”, afirma Daniele, coordenadora da coleção, lembrando que episódios de sala de aula, sugestão de leituras e exercícios complementam o livro.

Dividido em seis capítulos, o livro trata da aquisição da escrita, fundamentado na perspectiva histórico-cultural, destacando o papel do corpo nas atividades criadoras infantis; as leituras e escritas de mundo que a criança realiza antes da escrita sistematizada.

Aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil são discutidos na obra, enfatizando a importância da criança vivenciar os processos simbólicos em diferentes atividades, em que o corpo se revela como protagonista. Assim, de uma pesquisa feita em uma escola de educação infantil, teoria e prática se entrelaçam para uma melhor compreensão dos processos simbólicos das crianças pequenas e sua relação com o corpo e o letramento.

“De modo geral, o debate que levantamos nessa investigação busca promover uma discussão sobre os processos simbólicos implicados nas atividades criadoras infantis e sua relação com as práticas de letramento e alfabetização”, afirmam as autoras. Para elas, brincar, narrar, desenhar e escrever são experiências essenciais para o desenvolvimento infantil e, portanto, não podem ser vistos de forma subalterna às ações de escrever e ler, como tradicionalmente tratou a escola. “Criar histórias, vivenciar personagens, produzir grafias, entre outras atividades, é escrever e ler o mundo circundante”, complementam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1327/Corpo,+atividades+criadoras+e+letramento

AO RIR DO PARKINSON, PAULO JOSÉ AJUDA A DESMISTIFICAR A DOENÇA

No filme “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), o galã Paulo José era o paquerador das praias da zona sul do Rio. Hoje, aos 76 anos, o ator que interpreta o vovô Benjamin na novela “Em Família” (Globo) continua admirando as beldades que passam pelo calçadão do Leblon. A diferença é que usa bengala, tem dificuldade na fala e movimentos involuntários. Interpreta a si próprio, um homem idoso convivendo com o Parkinson.

Assim como ele, o ator norte-americano Michael J. Fox, conhecido pela trilogia “De Volta para o Futuro” no cinema, encara a doença de frente e com leveza, sem pieguices. Aos 52 anos e diagnosticado com Parkinson desde 2001, faz piadas sobre as suas limitações físicas no seu programa “O Show de Michael J. Fox” (exibido no Brasil no canal Comedy Central).

Impossível não se emocionar com algumas cenas, rir de outras e, sobretudo, aprender com a obstinação e com o esforço de ambos em enxergar graça mesmo em ocasiões que parecem desesperadoras.

Descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson, o Parkinson é uma doença que causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Não é fatal, nem contagiosa. Também não afeta a memória ou a capacidade intelectual da pessoa. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável. É progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje.

Ao expor suas fragilidades para o Brasil e para o mundo, os dois atores ajudam a desmistificar a doença e encorajam àqueles que enfrentam o Parkinson a sair do casulo, a serem felizes mesmo que às vezes a comida caia do garfo antes de chegar à boca ou que as pernas insistam em não obedecer os comandos do cérebro.

Sim, ambos têm recursos que possibilitam o que há de melhor em terapias, o que não é o caso de muitos brasileiros que enfrentam a doença.

Mas uma lição que Paulo e Michael dão é que é possível encarar as dificuldades de frente para que as coisas tenham a proporção que devam ter. Para nenhum deles o enfrentamento inicial da doença foi fácil. Michael conta que no começo afogou as mágoas na bebida e se afastou da família. “Mas não durou, porque a doença é muito presente. Precisei parar e lidar com a dificuldade”, disse entrevista à revista “Rolling Stone”.

Paulo relata em depoimento à revista “Época” que já teve depressão muitas vezes. “Quando acordo, tenho de fazer uma escolha. Decido sair da cama. Hoje será um dia melhor. Ao me deitar, não penso se o dia foi mesmo melhor. Só penso: ‘Amanhã será um outro dia’. Assim, sigo trabalhando e vivendo dia por dia”.

Ele nunca parou de trabalhar. Nos últimos 20 anos, dirigiu dez peças, participou de 19 filmes e 18 programas de TV, entre séries e novelas. Dirigiu mais de 200 comerciais. Em todos esses trabalhos, o Parkinson estava lá. Foi o seu companheiro de palco, de estúdio, de vida.

Texto de Claudia Collucci, publicado originalmente na Folha de S.Paulo em 25/03/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2014/03/1430281-ao-rir-do-parkinson-paulo-jose-ajuda-a-desmistificar-a-doenca.shtml

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60055Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro Conhecendo melhor a doença de Parkinson, da Plexus, organizado pelo médico João Carlos Papaterra Limongi.

Um livro especializado, com textos simples, dirigido ao leitor que precisa de mais informação do que aquela recebida no consultório médico. Esclarece as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador da doença quanto a sua família. Inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e esclarecimentos sobre alimentação adequada.

 

SUMMUS LANÇA “FAZENDO CINEMA NA ESCOLA”

Em sintonia com a era digital em que estamos imersos, o novo livro de Alex Moletta orienta o leitor a criar, produzir e realizar uma obra audiovisual dentro ou fora do ambiente escolar com poucos recursos financeiros. Extremamente didática, a obra também auxilia os educadores a trabalhar com os alunos realizando obras audiovisuais com as tecnologias hoje disponíveis – celulares, tablets, smartphones e câmeras fotográficas.

Um grupo de alunos, estimulado por seu professor, decide realizar um curta-metragem para exibir na mostra anual da escola. Nesse projeto, eles aprendem sobre a linguagem audiovisual, o trabalho em equipe e a responsabilidade de expor suas ideias para o público. Mostrando como criar, produzir e realizar uma obra audiovisual com pouquíssimos recursos, Alex Moletta retoma no livro Fazendo cinema na escola – Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula, 10933lançamento da Summus Editorial, todo o didatismo de seu livro anterior, Criação de curta-metragem em vídeo digital. Em capítulos curtos e diretos, ele aborda temas como a elaboração do roteiro, a escolha das locações, a definição do elenco, a composição do cenário, a direção de fotografia e de arte e a edição, entre outros.

O leitor, ao acompanhar o trabalho dessa equipe de esforçados amigos, penetra profundamente no mundo do audiovisual e aprende sobre as novas tecnologias digitais, hoje acessíveis a boa parte da população. Um glossário ao final da obra e indicações de sites e livros encerra com este manual imprescindível para todos aqueles que se interessam por cinema, dentro ou fora da sala de aula.

A obra também concentra uma vasta pesquisa sobre criação audiovisual com ferramentas gratuitas disponíveis na internet e aborda o processo de criação artística por meio dessas ferramentas. Aliando prática e teoria, Moletta move professores e alunos da condição de espectadores para a de realizadores. 

O autor, Alex Moletta, cursou Artes Cênicas na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Roteiro de Cinema na Escola Livre de Cinema e Vídeo e Dramaturgia na Escola Livre de Teatro, ambas em Santo André. Graduado em filosofia, dramaturgo, roteirista e curta-metragista, atua há mais de uma década como realizador e orientador de oficinas cinematográficas na região da Grande São Paulo. Autor de Criação de curta-metragem em vídeo digital (Summus, 2009), escreve peças teatrais, histórias em quadrinhos e roteiros de curtas e longas metragens. Atualmente, trabalha com projetos transmídia de animação e com webséries.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1364/Fazendo+cinema+na+escola

HOJE É DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

A ONU instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do massacre de Shaperville.

Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a transportar um cartão que continha os locais onde era permitida a sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada, resultando em 69 mortos e 186 feridos.

O tema escolhido para as comemorações em 2014 é “O papel dos líderes na luta contra o racismo e a discriminação racial”. Escolhido pelo Escritório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), visa destacar o papel fundamental que os líderes desempenham na mobilização da “vontade política” em combater o racismo e a discriminação racial.

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40056Principal marco legal da política de promoção da igualdade racial no Brasil, o Estatuto da Igualdade Racial entrou em vigor em 20 de outubro de 2010 e reúne um conjunto de diretrizes para a igualdade de oportunidades e o combate à discriminação em virtude de raça/etnia. Para saber mais sobre o assunto, conheça a obra O estatuto da igualdade racial (Selo Negro Edições), de Sidney de Paula Oliveira. Além de abordar os dispositivos mais significativos do texto legal, esta obra analisa a importância do documento, os pontos que ficaram de fora quando de sua aprovação e as consequências desse marco fundamental para a igualdade racial no Brasil.

O Estatuto da Igualdade Racial faz parte da Coleção Consciência em Debate, que pretende discutir assuntos prementes que interessam não somente aos movimentos negros como a todos os brasileiros. Conheça todos os volumesda coleção, acessando: http://www.gruposummus.com.br/selonegro/colecao/Consci%C3%AAncia%20em%20Debate

 

“TODO MUNDO TEM O DIREITO DE SER FELIZ”

“Que tipo de vida o meu filho vai ter?”, perguntou a mulher que estava com medo, pois acabara de descobrir que seu filho nasceria com Síndrome de Down. A campanha da CoorDown – organização italiana de apoio à Síndrome de Down –  criada especialmente para celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down, que acontece nesta sexta-feira, 21 de março, escolheu 15 portadores para responder a pergunta da mãe, mostrando as alegrias e os desafios que o filho possivelmente enfrentará. A peça publicitária, que promove a diversidade e a integração na sociedade, especialmente na escola e no trabalho, adota um conceito simples, porém ignorado pela maioria das pessoas: “Todo mundo tem o direito de ser feliz” (assista ao vídeo no final desta nota).

20892No livro Inclusão começa em casa – Um diário de mãe (Editora Ágora), Iva Folino fala da dificuldade de aceitação do diagnóstico, da rejeição, das agruras dessa caminhada e, com grande alegria, das soluções que a família encontrou para integrar um filho com Síndrome de Down. Num relato emocionante e sincero, ela mostra como é difícil para a família, principalmente para a mãe, aprender a lidar e a se relacionar com uma criança com necessidades especiais.

“Um filho perfeito é a expectativa de todo casal. No entanto, muitas vezes, acontece o inesperado. Aquela criança desejada e amada nasce portando uma doença grave ou uma síndrome que pode representar anos e anos de sofrimento, não só para os pais mas para a família inteira. Não é aceito que a mãe coloque sua decepção e sua dor. É cobrado dela que seja forte e ajude os que estão a sua volta. Ninguém percebe sua solidão”, afirma Iva.

A autora relata que, desde o diagnóstico, passando pelas fases de negação, de rejeição, de “negociação com Deus”, de completo desespero, até a aceitação, viveu um processo tão intenso e tão doloroso que hoje, quando olha para trás, mal pode acreditar que conseguiu chegar onde está.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/907/Inclus%C3%A3o+come%C3%A7a+em+casa

 

 

‘QUAL A REAÇÃO A UM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER?’


Pesquisa mostra que 70% pensam em morte e desespero; nervosismo impede esperança na possibilidade de cura 

Quando estava grávida de seis meses, Renata Berzoini, 38 anos, descobriu que tinha um tumor na mama. O obstetra que também é mastologista notou algo estranho no seio e pediu exames. “Fui ver como estava o bebê e recebi uma notícia destas. Pânico total. Só pensava que precisava cuidar dos meus filhos e que não podia morrer”, disse Renata.

Ela fez quimioterapia durante a gravidez e não amamentou Gustavo, hoje com 1 ano e quatro meses. Durante os exames para a cirurgia, no entanto, ela teve uma notícia ainda mais assustadora: tinha um tumor da bacia e metástase óssea. “Descobri da pior maneira possível, numa sexta-feira, ao ler a palavra metástase no exame. Fiquei completamente desesperada”, disse.

A reação de Renata – que segue em tratamento – ilustra o resultado de um estudo que perguntou a 443 pessoas com câncer qual foi o primeiro pensamento ao serem  informados do diagnóstico da doença. Medo, desespero e morte são as palavras que vêm à cabeça de pacientes quando é dada a fatídica notícia de que há um câncer no corpo. Especialistas afirmam que em geral o paciente pouco consegue atentar às informações passadas, muito menos aos próximos procedimentos. O raciocínio fica apenas na palavra maldita que buzina sem parar.

No estudo realizado pela Oncoguia no ano passado, 70% relataram ter pensamentos negativos e apenas 30% pensaram na cura, fé e superação. Entre os pessimistas, 88 pessoas afirmaram pensar em desespero, 85 morte, 49 ficaram em choque, outros 49 sentiram medo, 21 pensaram em tristeza e 13 em dúvida.

“Infelizmente, a gente ainda tem este peso na palavra câncer. Vemos que em geral a pessoa desaba logo após a notícia e precisa de um segundo momento para se recuperar e para saber quais são os próximos passos”, diz a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia Luciana Holtz. Ela afirma que se o médico, ao contar o diagnóstico, disser tumor e não câncer, o paciente não se assusta porque não se dá conta do que é. Mas, quando o médico pronuncia câncer, a reação tende a ser de desespero.

A onco-psicóloga afirma que a falta de conhecimento e o fato de a maioria das pessoas relacionar o câncer a morte gera mais desespero que o necessário. “No ano passado fizemos uma pesquisa onde foram ouvidas mais de 2 mil pessoas. Sessenta por cento respondeu que câncer é a doença que mais mata e sabemos que isto não é verdade”, disse. No Brasil e em todo o mundo, doenças cardiovasculares são as que mais matam.

Renata lembra até hoje que a notícia do câncer de mama foi numa quarta  e a confirmação do diagnóstico num sábado, e que o diabnóstico da metástase foi lido numa sexta-feira. “Senti muito medo. Cheguei até a negar, mas encarei tudo muito rápido.Acho que se não estivesse grávida e não tivesse o meu filho mais velho talvez não tivesse segurado a barra tão rápido”, diz a gerente financeira que afirma que quer viver até os 90 anos.

Péssima notícia 

Em um estudo da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a enfermeira Talitha Bordini de Mello constatou que a escolha das palavras e o local onde é feita a comunicação influenciam muito sobre compreensão sobre a doença. “A comunicação influencia muito o jeito como a doença repercute na vida das pessoas”, explica.

Thalita entrevistou 24 mães do setor de oncologia pediátrica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mulheres que enfrentavam a pior notícia de suas vidas. De acordo com Thalita, uma mãe chegou a relatar que era como se tivessem dado a sentença de morte do filho.

“Elas recebem uma notícia muito difícil e vinculam isso logo à morte. Mas percebi que mesmo quando o tratamento é difícil, ou quando não tem cura, mesmo assim elas continuam com esperança”, disse.

Pensar no pior contraria os dados do sucesso do tratamento contra a doença. Em crianças, a curabilidade do câncer no Brasil chega a 70%. “Por isso é importante que a notícia seja dada por um médico próximo, com informações claras, que possa responder a todas as dúvidas e que dê um direcionamento. Não existe receita, mas algumas regras precisam ser cumpridas“, diz.
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Matéria de Maria Fernanda Ziegler, publicada originalmente no Portal iG, em 18/03/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-03-18/qual-a-reacao-a-um-diagnostico-de-cancer.html

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Quer saber mais sobre psico-oncologia? Conheça alguns livros do Grupo Summus sobre o assunto:

20536HISTÓRIAS QUE CURAM 
Conversas sábias ao pé do fogão
Esta é uma obra de reflexão e de histórias sobre pessoas, contadas em tom intimista, como as antigas conversas nas mesas de cozinha, ao pé do fogão. Rachel N. Remen é médica e terapeuta, especializada em psico-oncologia e tem outro livro publicado pela Summus, O paciente como ser humano.
Rachel Naomi Remen

10642PSICO-ONCOLOGIA
Caminhos e perspectivas
Nesta obra, a psico-oncologia é abordada por meio de três diferentes referenciais teóricos: psicanalítico, fenomenológico e sistêmico. Além disso, apresenta trabalhos realizados com crianças e adultos com câncer, familiares e profissionais de saúde. Destinado a psicooncologistas, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde.
Carmen M. Bueno Neme

 

10665RESGATANDO O VIVER 
Psico-oncologia no Brasil
Maria Margarida M. J. de Carvalho
Um livro que oferece alguns modelos de atendimento psicológico ao paciente de câncer, em serviços hospitalares de psico-oncologia e em grupos de apoio particulares. Os relatos, provenientes de diferentes partes do Brasil, são depoimentos ao mesmo tempo didáticos e emocionantes, facilitando a leitura e envolvendo fortemente o leitor. A organizadora, Maria Margarida M. J. de Carvalho, é conselheira do CORA (Centro Oncológico de Recuperação e Apoio).

 

10383TEMAS EM PSICO-ONCOLOGIA
Vicente A. de Carvalho, Rita de Cássia Macieira, Regina Paschoalucci Liberato, Maria Teresa Veit, Maria Julia Kovács, Maria Jacinta Benites Gomes, Maria Helena Pereira Franco, Luciana Holtz de C. Barros
Nesta obra de referência, endossada pela Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia, diversos especialistas discutem a abrangência e as especificidades da psico-oncologia, bem como a transdisciplinaridade de sua abordagem. Falam também de seus aspectos psicossociais e dos diversos tipos de tratamento, bem como de bioética e pesquisa de ponta.

 

Para ver todos os livros do Grupo que abordam o tema, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/c%C3%A2ncer/all/0

NOITE DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO “PSICODRAMA EM ESPAÇOS PÚBLICOS”

Alguns momentos do movimentado lançamento do livro Psicodrama em espaços públicos, organizado por Regina Fourneaut Monteiro e Mariângela Pinto da Fonseca Wechsler, em 18 de março de 2014, na Livraria da Vila (Vila Madalena – São Paulo). Um sucesso!