‘PUBLICIDADE INFANTIL DEVE SER PROIBIDA?’

A aprovação neste mês de uma resolução que considera abusiva a publicidade infantil, emitida pelo Conanda (Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente), deu início a um verdadeiro cabo de guerra envolvendo ONGs de defesa dos direitos das crianças e setores interessados na continuidade das propagandas dirigidas a esse público.

A resolução do órgão, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, abrange anúncios com linguagem, trilhas sonoras e distribuição de brindes de apelo ao público infantil em anúncios em mídias como TV, sites, rádio, revista e jornal, assim como propagandas em embalagens e merchandising.

Elogiada por pais, ativistas e entidades preocupadas com o crescimento dos índices de obesidade infantil, como o Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), ela estabelece como abusiva toda propaganda dirigida à criança que tem “a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” e que utilize aspectos como desenhos animados, bonecos, linguagem infantil, trilhas sonoras com temas infantis, oferta de prêmios, brindes ou artigos colecionáveis, que tenham apelo às crianças.

Ficam de fora, segundo a resolução, campanhas de utilidade pública referentes “a informações sobre boa alimentação, segurança, educação, saúde, entre outros itens relativos ao melhor desenvolvimento da criança no meio social”.

Ainda há dúvidas, porém, sobre como será a aplicação prática da resolução. E associações de anunciantes, emissoras, revistas e de empresas de licenciamento e fabricantes de produtos infantis criticam a medida e dizem não reconhecer a legitimidade constitucional do Conanda para legislar sobre publicidade e para impor a resolução tanto às famílias quanto ao mercado publicitário.

O debate sobre a validade da resolução também envolve a questão de como serão aplicadas punições, o que torna a questão ainda mais complicada e intensifica a disputa jurídica sobre ela.

Compre e consuma

Em nota conjunta, as associações de anunciantes, radiodifusores, emissoras de rádio e televisão e a ANJ (Associação Nacional de Jornais) disseram reconhecer “o Poder Legislativo, exercido pelo Congresso, como o único foro com legitimidade constitucional para legislar sobre publicidade comercial”.

O grupo defende ainda que a autorregulamentação policiada pelo chamado Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) já seria uma forma de controlar e evitar abusos.

O próprio Conar diz que o código da entidade “proíbe o apelo imperativo de consumo infantil e propõe que os anúncios devam refletir cuidados especiais em relação à segurança”.

O Conar é contra a resolução do Conanda e diz que “a mão pesada do Estado é uma afronta à liberdade de expressão e vilipendia o direito de cada família brasileira de criar seus filhos da maneira que achar correta”.

A Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) também emitiu nota dizendo que a medida “tira da criança o direito do acesso à informação”.

Já a Abral (Associação Brasileira de Licenciamento), que representa empresas que realizam o licenciamento de produtos que usam imagens de personagens infantis, afirmou que o setor precisa “unir forças e atuar conjuntamente para defender nossos interesses”.

Por outro lado, pais envolvidos no combate ao consumismo infantil comemoraram a medida, destacando o que acreditam ser a influência negativa da publicidade.

“É absolutamente positivo e um passo largo em direção à regulamentação”, diz à BBC Brasil Anne Rammi, criadora do portal de conteúdo materno Mamatraca e mãe de duas crianças, de dois e quatro anos.

Ela se diz incomodada com a publicidade voltada ao público infantil, mesmo para crianças que, como seus filhos, não veem TV aberta ou a cabo. “Mesmo sem TV, eles estão expostos o tempo todo a produtos licenciados, inclusive em embalagens de alimentos. Como explicar para uma criança de quatro anos que a salsicha que tem (um personagem infantil) na embalagem não é um produto legal? Tudo é voltado ao compre, consuma, e não é justo que nossa vida seja falar não a isso o dia inteiro.”

Anne participará, neste final de semana, de um fórum da Rede Brasileira de Infância e Consumo, que debaterá a resolução.

“Em outros países, já começam a articular alternativas, de forma que anúncios sejam voltados apenas para o público (adulto), que tem discernimento.”

O publicitário Renato Kaufmann, pai de uma menina de cinco anos, acha que a questão cria dilemas para emissoras dedicadas ao público infantil –muito dependentes de receitas publicitárias–, mas avalia que o objetivo da resolução do Conanda é “acertado”.

“Como publicitário, entendo a necessidade de mercado e me preocupa até que ponto o Estado brasileiro vai agir como babá. Isso abre precedentes (na interferência sobre) liberdades individuais”, diz.

“Mas como pai, não acho necessários (os anúncios voltados ao público infantil). A criança não tem de ser apresentada a opções de consumo dessa forma, feitas com o objetivo de causar desejo e ansiedade pelas coisas que ela não pode ter.”

Embate moral e jurídico

Para Pedro Affonso Hartung, advogado da ONG Instituto Alana, voltada à defesa dos direitos das crianças, e conselheiro do Conanda, a divulgação da resolução “foi um passo histórico no sentido de pôr fim aos abusos gerados na hora em que você direciona publicidade para o público infantil, utilizando-se da vulnerabilidade da criança.”

O advogado defende que anúncios para crianças são injustos, pois inflamam um sentimento consumista e tiram proveito de alguém que ainda está em desenvolvimento, e que, portanto, não tem senso crítico formado para conseguir perceber o caráter persuasivo da publicidade.

“O Conanda fiscaliza com os olhos do Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma Hartung. “E a resolução agora define, mais especificamente, o que já estava previsto no Código de Defesa do Consumidor de uma maneira mais geral.”

Segundo o advogado, a resolução em si não apresenta as sanções, mas já está implícito que as punições serão justamente as previstas no Código.

No entanto, para a advogada Fernanda Kac, do escritório Fialdini Einsfeld, o fato de não ser explícita pode dificultar a aplicação da resolução: “O problema da resolução é que ela não traz uma penalidade vinculada.”

Para Fernanda, em vez de uma ferramenta para tentar lhe ajudar determinar uma punição, a resolução pode ser encarada por um juiz como um novo problema, o de não poder aplicar uma pena sem indicação expressa, o que pode dificultar outros trâmites.

Para muitos analistas, a disputa jurídica sobre o tema deve fazer com que o desfecho do embate ocorra somente após o julgamento dos primeiros casos relacionados à publicidade direcionada para crianças.

Texto de Paula Adamo Idoeta e Mariana Della Barba da BBC Brasil, publicado em  25/04. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2014/04/25/publicidade-infantil-deve-ser-proibida.htm

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Se você se interessa pelo assunto, conheça o livro A criança e o marketing – Informações fundamentais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil, das autoras Ana Maria Dias da Silva e Luciene Ricciotti Vasconcelos:

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O marketing infantil é, hoje, uma das maiores ferramentas para vender produtos, influenciar famílias e conquistar a fidelidade de clientes. Mas que tipo de mensagem vem sendo direcionada às crianças e como pode prejudicar a autoestima e desvirtuar os valores dos pequenos? Escrita por uma especialista em comunicação e por uma psicóloga, esta obra é fundamental para pais e professores.

DOENÇAS NOS OLHOS SÃO SILENCIOSAS

Síndrome do Olho Seco surge por questões ambientais como exposição à fumaça (cigarro e poluição do ar), ficar muito tempo em locais com ar-condicionado, clima seco e uso excessivo de computador

Cerca de 40% da população brasileira acima dos 60 anos de idade, mesmo sem predisposição, pode desenvolver doenças nos olhos. Os números são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.  Mas não são só idosos que sofrem com problemas oculares. Os mais comuns vão desde a Síndrome do Olho Seco até doenças como o glaucoma que, se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem até causar cegueira.

Algumas causam desconforto e outras são silenciosas e perigosas, mas a maioria das doenças pode ser resolvida se o problema for identificado logo no início. Assim, a melhor prevenção é a consulta periódica ao oftalmologista e nunca se automedicar ou comprar óculos sem receita.

“Há uma série de doenças nos olhos que não dão sintomas. O ideal é ir a uma consulta na qual o médico irá medir a pressão dos olhos e fazer um mapeamento da retina”, afirma o oftalmologista Francisco Max Damico, do Hospital Sírio e Libanês, de São Paulo.

Ele afirma que se a pressão estiver muito alterada, é possível que a pessoa sofra um glaucoma, por exemplo. Quando isso acontece, os neurônios dos olhos morrem e não são substituídos. Por isso a importância de se diagnosticar o problema precocemente.

“A pessoa pode achar que o problema que está sentindo é apenas uma necessidade de aumento no grau dos óculos, ou vista cansada, e que é só trocar as lentes. Só que nem sempre é só isso. Pode ser o começo de uma degeneração macular, de uma catarata ou de um glaucoma, como falei”, alerta Damico.

O médico lembra que as pessoas têm dificuldades de acessar o sistema de saúde pública e, mesmo pelo convênio, podem demorar para agendar a consulta, assim, acabam desistindo de ir ao oftalmologista. “Para piorar, alguns fatores, como a facilidade em se comprar óculos em farmácias, mesmo sem receitas, também colaboram. Eles são encontrados em graus que vão de um a três. A pessoa vai testando até achar um que fica ‘bom’. Daí, compra e usa, sem acompanhamento especializado”.

Quando começar

Segundo o cirurgião-oftalmologista Renato Augusto Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, e autor do livro “Seus Olhos” (Editora CLA), a primeira visita ao oftalmologista deve acontecer até os seis primeiros meses de vida. Depois, a criança deve ser examinada entre os quatro e os seis anos e novamente na adolescência, entre 12 e 15 anos.

“Quando não há problemas de visão a serem tratados, a pessoa pode seguir consultando um médico oftalmologista a cada três anos até completar 40 anos, faixa etária na qual as visitas passam a ser a cada dois anos. Só a partir dos 60 é que o check-up oftalmológico deve acontecer anualmente. Obviamente, na existência de qualquer doença ocular, o médico oftalmologista é quem irá determinar a regularidade com que precisa acompanhar o paciente”, ensina Neves.

Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada pela lesão do nervo óptico relacionada a pressão ocular alta. Pode ser crônica ou aguda. Damico conta que nos Estados Unidos, 50% das pessoas que têm glaucoma desconhecem esse fato; no Brasil, 75% a 90% também desconhecem. Ou seja, a cada dez pessoas com o problema, oito podem não saber.

“Não há um sinal claro, mas o problema vai crescendo e, aos poucos, a pessoa vai perdendo a visão periférica. Quando se chega aos 70%, o campo visual vai se fechando e não tem como recuperar a visão. É um ladrão silencioso, entra e vai roubando aos poucos e quando a pessoa perceber, já levou a visão”, alerta Damico.

Neves lembra que o glaucoma pode danificar as fibras dos nervos ópticos lenta e progressivamente, levando ao desenvolvimento de pontos cegos.

E quais seriam os sintomas? “Vale ressaltar que, por ser uma doença silenciosa, mais da metade das pessoas que têm glaucoma desconhece o fato. Mas, em geral, quem tem pode apresentar vista embaçada ou perda súbita da visão; dor forte no olho; dor de cabeça; formação de auréolas de arco-íris ao redor de luzes; náuseas e vômitos”, diz Neves.

É importante frisar que o problema, se descoberto no início, pode se tratado com simples gotas de um colírio que faça baixar a pressão, lembra Damico.

Esse medicamento é o meio, até o momento, mais seguro de manter o controle da pressão do olho e, como já foi comprovado que o controle da pressão retarda a evolução do glaucoma, é necessário o uso contínuo desse tipo de colírio para proteger o olho da lesão.

Como identificar e tratar

Neves afirma que exames regulares, realizados por um oftalmologista, é a melhor forma de se detectar o glaucoma, já que medem a pressão intraocular (tonometria), inspecionam o ângulo de drenagem do olho (gonioscopia), avaliam qualquer lesão ao nervo óptico (oftalmoscopia) e testam o campo visual de cada olho (perimetria).

“Para quem já tem glaucoma, colírios, remédios e intervenções cirúrgicas são empregados para prevenir ou deter a ocorrência de mais lesões. Os exames periódicos são fundamentais para prevenir a perda da visão”, conta Neves.

Ele explica as formas de tratamento, começando com o medicamentoso: o glaucoma costuma ser controlado com o uso de um colírio aplicado várias vezes ao dia, às vezes combinado com medicações ingeridas oralmente. Tais medicamentos diminuem a pressão ocular, retardando a produção do humor aquoso dentro do olho e melhorando o fluxo que sai pelo ângulo de drenagem.

“A cirurgia a laser pode ser eficaz para diferentes tipos de glaucoma. No de ângulo aberto, o próprio ângulo de drenagem é tratado – sendo que o laser serve para aumentar o dreno e controlar a pressão. Já no de ângulo fechado, o laser cria um furo na íris (iridotomia) para melhorar o fluxo de humor aquoso para o ângulo de drenagem”, esclarece o diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos.

A terceira opção é a cirurgia convencional, porém, neste caso, a ideia central é controlar o glaucoma criando um novo canal de drenagem, a fim de que o humor aquoso (líquido transparente que preenche o espaço entre a córnea e a íris) saia do olho e a pressão possa baixar, se estabilizando. Esse procedimento é chamado de trabeculectomia.

Olho seco

Segundo Damico, o olho seco é um dos problemas oculares mais comuns e surge especialmente por questões ambientais como exposição à fumaça (cigarro e poluição do ar), ficar muito tempo em locais com ar-condicionado, clima seco e uso excessivo de computador.

Neves concorda: “Uma das causas mais comuns, hoje em dia, é o uso do computador associado aos efeitos do ar-condicionado e da poluição. A pessoa que fixa os olhos no monitor por muito tempo acaba piscando menos e ressecando os olhos”.

Ele esclarece que as lágrimas têm origem em várias glândulas e formam uma película na superfície do olho. São compostas por água, sais minerais, proteínas e gorduras. O olho seco pode ter várias causas, mas geralmente está associado a uma deficiência ou ausência nessa composição ou ainda nas glândulas lacrimais.

“Pessoas com síndromes autoimunes (síndrome de Sjogren, artrite reumatoide ou lúpus, por exemplo) ou que fazem uso de determinados medicamentos podem vir a sofrer de olho seco”, afirma Neves.

Como as lágrimas são essenciais para a saúde dos olhos, outros problemas podem surgir, comprometendo a visão. Neves afirma que a Síndrome do Olho Seco acomete entre 50% e 90% das pessoas que usam computador no trabalho ou em longos períodos de estudo – podendo ser bastante desgastante e resultar em fadiga física, declínio da produtividade, queda de resultados positivos, aumento de erros e, muito frequentemente, problemas na visão que vão desde coceira nos olhos até uma grave irritação.

Os sintomas mais comuns – e que costumam afetar os dois olhos – segundo Neves são: sensação de queimação ou de que os olhos estão grudados logo pela manhã; irritação ou fadiga ocular; sensibilidade aumentada para ambientes claros e iluminados; vermelhidão; coceira; sensação de haver areia nos olhos; períodos de lacrimejamento excessivo; visão embaçada ao final do dia ou depois de trabalhar por longos períodos na frente do computador.

Segundo Neves, o tratamento da síndrome do olho seco é basicamente apoiado na lubrificação artificial do olho: “Por isso, recomendamos o uso de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, sob a forma de colírio ou pomada. Eles tendem a aliviar os sintomas e, geralmente, não costumam ter efeitos adversos. É indispensável, porém, identificar as causas do distúrbio para poder controlar assertivamente o problema e isso só pode ser feito por um profissional”.

Menopausa

Damico destaca que mulheres após os 50 anos representam um grupo representativo com o problema e o maior motivo seria a menopausa. “De dez casos, nove serão com elas, porque a flutuação nos hormônios, especialmente do estrogênio, afeta a produção dos componentes aquosos e oleosos das lágrimas”.

“Muitos estudos estão sendo realizados para definir a razão por que a Síndrome do Olho Seco aflige quase que exclusivamente as mulheres – embora haja casos em crianças e homens. Mas, pode estar relacionado às alterações hormonais da perimenopausa (que antecede a menopausa). Por isso, a investigação tem envolvido os campos da bioquímica, fisiologia, imunologia, endocrinologia e biologia molecular e tem levado a uma visão única para o controle da função da glândula lacrimal e meibomiana”, explica Neves.

Ele acrescenta que, em princípio, diferenças relacionadas aos gêneros se devem a mudanças na estrutura e na função da glândula lacrimal e que alguns estudos mostram um papel importante dos hormônios sexuais. Mulheres com falência prematura dos ovários têm maior propensão a apresentar danos na superfície ocular e sintomas de olho seco do que mulheres com função ovariana normal de idade comparável, por exemplo. “Embora não haja estudos conclusivos, essas são as evidências mais claras”, afirma.

Degeneração macular

Damico ainda chama a atenção para outro problema comum entre os mais velhos: a degeneração macular. Trata-se de uma doença que provoca uma perda gradativa da visão na região central do olho. Ela surge por causa do envelhecimento das células da retina e é a causa mais comum de cegueira a partir dos 65 anos, mas pode surgir já aos 50 anos.

“A perda da visão central afeta a leitura, o dirigir, assistir a televisão, fazendo até com que os idosos sofram quedas dentro de casa e se machuquem. Esse problema causa depressão e muitas pessoas acabam não saindo mais de casa, por exemplo”, encerra.

Matéria de Cármen Guaresemin publicada originalmente no UOL, em São Paulo 22/04/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/04/22/doencas-nos-olhos-sao-silenciosas-faca-o-teste-e-veja-se-precisa-se-cuidar.htm

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O RESGATE DA PRÓPRIA HISTÓRIA

A Revista do Correio, encarte do Jornal Correio Braziliense, publicou em março ampla reportagem sobre o livro Reencontro (Editora Ágora), de Denise Kusminsky. Na primeira parte, contou histórias de mães que decidiram doar seus filhos. Na segunda, a reportagem entrevistou os filhos dessas mães. Leia a íntegra dessa reportagem: http://goo.gl/pVVtdq

20113A história de Denise não é incomum. Diante da alternativa de abortar o filho na adolescência, milhares de adolescentes ainda optam pela vida. Uma parte enterra os planos de juventude e assume a maternidade; a outra, da qual Denise faz parte, entrega o filho para adoção. O que torna esse relato único é o ato de coragem. Coragem de vir a público depois de quase 40 anos e contar, pela primeira vez, detalhes do que viveu e ainda vive. Com dignidade, ela encarou os erros para seguir em frente. Quis o destino que ela reencontrasse o filho. Uma história verídica emocionante de mágoa e silêncio, mas também de luta, intuição e amor. Esse é o enredo do livro Reencontro.

“Trata-se de um desabafo e de um meio de organizá-lo em meu coração, além de ser um legado para que meus descendentes conheçam a minha versão de acontecimentos ocorridos tão precocemente na minha vida, mas que me acompanham até hoje”, afirma a autora.

Denise ficou grávida aos 18 anos, em 1975, em uma época de repressões que não provinham apenas da ditadura. Sexo era tabu. Jovem paulistana de classe média, vivia cercada do carinho dos pais e cheia de planos de vida quando encarou a dura realidade. O pai do seu filho, jovem como ela, sugeriu o aborto. Inicialmente, parecia o melhor a ser feito. Depois de percorrer algumas clínicas, no entanto, ela desistiu e preferiu lutar. Empenhada em preservar a vida do filho a qualquer custo, se viu obrigada a aceitar a única alternativa que se apresentou: entregar o bebê a outra família que teria melhores condições de criá-lo.

Sem que ninguém soubesse da gravidez, Denise foi levada à casa dos pais do médico que se encarregaria do parto. Ele também seria o responsável por entregar a criança à família adotiva. Para os amigos e familiares, Denise havia partido para uma viagem de intercâmbio aos Estados Unidos. Isolada, passou cinco meses de gestação acariciando a barriga e tentando dar ao filho um amor intenso, que pudesse compensar o que não poderia oferecer depois.

No dia 7 de setembro de 1975, Denise deu à luz. “Por toda a minha vida eu haveria de levar a lembrança daquele dia. Por anos e anos, bastava fechar os olhos para ouvir de novo aquele choro e reviver o desespero daquele instante”, conta. Para facilitar o rompimento, o médico optou pela cesárea. Segundo ele, o parto normal poderia criar um vínculo que não se pretendia naquele momento. Ele acreditava que a anestesia pudesse aliviar todas as dores. Ledo engano. De volta ao lar, Denise enterrou o assunto com toda a tristeza que ele carregava e decidiu retomar a vida. Casou, teve filhos, depois netos, mas não houve um único dia em que ela não se lembrasse do filho.

Movida pelo desejo de reencontrá-lo, cinco anos depois, contou ao marido o que se passara. Apesar de ter ficado abalado, ele a apoiou e pensaram na hipótese de reaver o menino na justiça. Os advogados, contudo, desaconselharam, afirmando que o melhor a fazer era deixar a criança em paz com a família que tão bem o acolhera. Como, de repente, uma criança já com 5 anos receberia uma mãe que nunca conhecera?

Era um pacto de silêncio que, a princípio, deveria durar para o resto da vida. Mas o destino foi contra. Em outubro de 2009, 34 anos depois, o filho de Denise decidiu procurá-la. O desejo que ela acalentou durante anos, enfim, se tornaria realidade. Um abraço forte, um pedido de desculpas e a certeza de que nada mais seria como antes.

“Foi um milagre tê-lo reencontrado, mas infelizmente não deu tudo certo, nem poderia ter dado. Qual foi a sua primeira palavra? Como era a sua voz? Eu nunca saberei. O tempo passou e não admite volta. Queria tê-lo levado na porta da escola em seu primeiro dia de aula. Ter beijado a sua testa desejando boa sorte. Não ensinei nada ao meu filho. Não temos fotos juntos. Mesmo assim uma vida inteira se passou e nos reencontramos. Temos o direito de ser felizes e de conviver como mãe e filho para sempre, ainda que de forma torta, diferente”, conclui Denise.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1334/REENCONTRO

ELIZABETH MONTEIRO PARTICIPA DO DOMINGO ESPETACULAR, DA TV RECORD

A psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz (Summus Editorial), participou do programa Domingo Espetacular, da TV Record. Ela falou sobre o comportamento das crianças que discutem com os pais. Assista à reportagem no vídeo abaixo:…..

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Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? 10890Para Elizabeth – psicóloga, psicopedagoga e mãe de quatro filhos – participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

Elizabeth defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo a psicóloga, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1335/Criando+filhos+em+tempos+dif%C3%ADceis

Para conhecer todos os livros da autora pela Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

 

ELIZABETH MONTEIRO PARTICIPA DO PROGRAMA SBT MANHÃ

Betty_Monteiro_SBTA psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis (Summus Editorial), participou nesta quinta-feira, dia 17 de abril, do programa SBT Manhã, do SBT. Ela comentou o caso do menino Bernardo, que supostamente teria sido assassinado pela madrasta no Rio Grande do Sul. Veja a entrevista na íntegra no minuto 5’02: http://goo.gl/gtl3dS

Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? Para Elizabeth – psicóloga, psicopedagoga e mãe de quatro filhos – participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro Criando filhos em tempos difíceis, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

Elizabeth defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo a psicóloga, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1335/Criando+filhos+em+tempos+dif%C3%ADceis

 

‘COMO ESCREVER BEM’

A tecnologia avança o quanto pode, mas a escrita ainda é essencial. Uma mensagem para avisar ao marido que vai chegar um pouco mais tarde para o jantar, desejos de feliz aniversário para a melhor amiga na rede social, a ata da última reunião com os diretores da empresa ou um bilhetinho para a diarista não se esquecer de deixar o arroz pronto. Seja lá qual for o motivo do texto, o mais importante é se fazer entender.

Mas, em tempos de corretor ortográfico automático e textos de apenas 140 caracteres, como fazer para melhorar a escrita? Alexandre Moreira, facilitador do Projeto Redigir; Maria Aparecida Custódio, professora de redação no Curso e Colégio Objetivo, em São Paulo; e Francisco Platão, supervisor de Língua Portuguesa do Anglo ensinam o caminho para desenvolver as ideias com mais facilidade, no papel ou na tela do computador.

1. Leia muito (diferentes tipos de textos) 

Pode parecer clichê, mas a leitura realmente é fundamental para quem quer escrever melhor. “O hábito de ler deve ser criado em qualquer momento da vida. O que o estimula a ser um leitor assíduo? Procure livros, revistas e sites que abordem temas com os quais você tenha afinidade”, recomenda Alexandre.

Maria Aparecida concorda, mas alerta que a leitura, por si só, não é o passaporte para a boa escrita: “É comum achar que pessoas que leem muito têm maior habilidade para escrever. Não é bem assim.” Ela sugere buscar diferentes autores e estilos: crônicas, artigos e editoriais de jornal são um bom ponto de partida.

“Diz-se que, quanto mais colorido for um prato, mais nutrientes ele tem. O princípio é o mesmo. Quanto mais diversificada for a leitura, maiores são as possibilidades de expandir horizontes”, completa Maria Aparecida.

2. Copie (à mão ou no computador) 

A imitação é um dos métodos mais eficazes de aprendizado, o que pode ser explicado, por exemplo, pelo sotaque, na fala. “A cópia é um exercício produtivo e vai além da leitura: treina a concentração, a pontuação e ainda internaliza formas de escrever de alguém que já sabe”, diz Maria Aparecida.

Mas é necessário reproduzir um texto do começo ao fim para ganhar noção de estrutura – um bom formato são os editoriais com os principais acontecimentos políticos, culturais e sociais. O autor americano Truman Capote – que escreveu o clássico “Bonequinha de Luxo”, cuja protagonista foi eternizada nos cinemas por Audrey Hepburn, e o aclamado “A Sangue Frio” – costumava copiar obras inteiras de outros escritores.

Mas atenção: é importante que o ato de copiar não se transforme em uma tarefa mecânica. “É uma técnica que ajuda a enriquecer o vocabulário, desde que agregada a outros estímulos. Preste atenção ao que está fazendo e tente compreender o porquê dessa prática”, reforça Alexandre.

3. Releia e peça opiniões

Sabe quando você está escrevendo um e-mail com pressa, vai reler e percebe vários erros de digitação, concordância, ortografia e coesão? Tudo isso pode ser evitado apenas com o hábito da releitura. “A segunda frase poderia ficar melhor no parágrafo final”, “Nesse caso, é ‘mau’ ou ‘mal’?”, “Será que esta parte está confusa?” Releia e não tenha receio de pedir para pessoas próximas opinarem sobre a clareza da mensagem.

“Quem escreve com atenção e comprometimento sempre melhora, mas tem gente que cria uma frase canhota e não tem paciência de reformular. Portanto, coloque-se sempre em uma posição de autovigilância”, aconselha Francisco.

4. Não fique ansioso com ortografia e gramática

Grafar corretamente não é algo que se aprende do dia para a noite – é preciso dedicação, prática e atenção. “Percebo que, quando a gramática é ensinada isoladamente, sem a aplicação, os alunos ficam assustados, inseguros e passam a errar em pontos nos quais não costumavam ter problemas. A gramática é um complemento e deve ser assimilada naturalmente durante o estudo”, afirma Maria Aparecida. Por isso, não trave o texto por causa de uma palavra. Se tiver dúvida, volte a ela com calma, procure o significado no dicionário, veja qual é o jeito certo de escrevê-la e se está apropriada ao contexto.

“No Projeto Redigir, incentivamos a ideia de língua viva, que muda de acordo com as pessoas, o tempo, a região e o contexto histórico-social. Muitas pessoas que nos procuram sofrem preconceito linguístico, o que as impede de se posicionar no mundo. Quando os alunos cometem erros, não os enfatizamos com uma caneta vermelha, mas colocamos uma legenda e explicamos como eles poderiam fazer de outra forma”, conta Alexandre.

5. Descarte palavras muito complexas

“A simplicidade é o máximo da sofisticação. A ideia de que termos pomposos valorizam a frase não é verdadeira”, ressalta Maria Aparecida. Isso significa que o texto precisa ser elegante, mas deve ser acessível. “Pode ser que a pessoa ache a palavra ‘inquietação’ mais bonita do que ‘insegurança’, mas talvez ela não seja adequada naquele momento”, lembra a professora.

6. Não escreva como se fala

Fazer isso é um equívoco muito comum. O problema é que o texto fica extremamente repetitivo, com ideias fragmentadas e superficiais. “Deixamos passar muita coisa quando conversamos, senão perderíamos a espontaneidade. É normal. Mas se nos basearmos apenas na fala a pontuação, por exemplo, não será perfeita. Antes diziam que a vírgula era pausa, mas tenho visto tanta vírgula em lugar errado que brinco que as pessoas estão respirando errado”, diverte-se Maria Aparecida.

7. Organize as ideias

Segundo Alexandre, escrever é como cozinhar: no começo, é preciso seguir uma fórmula. Os ingredientes seriam as ideias e as palavras, enquanto a receita seria o caminho para planejar os pensamentos.

“Depois de um tempo, você pega a prática e consegue fazer sozinho, sem olhar a receita”, compara. Para organizar suas ideias, um bom caminho é:

– Determinar o tema
– Selecionar as palavras-chave que remetem a este tema
– Relacionar (com coerência) os argumentos escolhidos
– Prestar atenção à gramática
– Pensar sempre em quem irá ler o texto e no que você deseja com ele – convencer ou informar, por exemplo
– Se tiver tempo, fazer um rascunho

8. Desenvolva um estilo

Um músico sofre influências de outros instrumentistas, compositores e cantores até encontrar o próprio rumo. O mesmo acontece com um escritor: é preciso prestar atenção à forma e ao processo para evoluir. E é com muita prática que o estilo é desenvolvido.

“É quando você se apaixona por um texto e começa a procurar outras obras do mesmo autor. Ou pensa: ‘Queria ter escrito isso!’. Chamamos de marca de autoria, você consegue enxergar a personalidade e reconhecer o escritor mesmo se o nome dele não aparecer”, exemplifica Maria Aparecida.

9. Tenha cuidado com a linguagem de internet

Nos textos da geração digital, as abreviações e gírias da internet já estão presentes no nosso dia a dia e não é nenhum pecado mortal fazer uso delas em algumas situações. “O perigo está em reproduzir este tipo de linguagem em circunstâncias formais”, alerta Alexandre.

Texto de Larissa Drumond , publicado originalmente no portal iG. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2014-04-14/como-escrever-bem.html

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10526Quer se aprofundar no assunto? Conheça o livro Escrita criativa – o Prazer da linguagem (Summus), de Renata Di Nizo:

Sim, todos podem escrever bem – e, principalmente, gostar de escrever. Neste livro, Renata Di Nizo oferece numerosas técnicas de criatividade que possibilitam a descoberta do potencial criativo – muitas vezes oculto por uma rotina cansativa e a falta de estímulos adequados. Indicado para todas as pessoas que desejam se comunicar melhor por escrito, especialmente profissionais, acadêmicos e estudantes.

BRASIL POSSUI CERCA DE 250 MIL CASOS DE PARKINSON

No dia 11 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Parkinsoniano. A data foi escolhida em homenagem ao aniversário do médico inglês James Parkinson, que nasceu em 1817. O aumento da expectativa média de vida da população brasileira tem feito crescer o número de portadores de Parkinson. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida ao nascer no Brasil subiu para 74,6 anos em 2012. A doença, que afeta principalmente idosos acima de 65 anos, atinge cerca de 250 mil pessoas somente no país.

O médico João Carlos Papaterra Limongi, doutor em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP, escreveu o livro Conhecendo melhor a doença de Parkinson, 60055da Plexus Editora, para ajudar a entender como funciona o mecanismo da doença. São informações complementares, que esclarecem as mudanças que a enfermidade ocasiona, auxiliando tanto o portador quanto a sua família.

“A doença de Parkinson ainda não tem cura. O mais indicado para manter a qualidade de vida do paciente ainda é o tratamento com medicamento, fisioterapia e fonoaudiologia”, afirma dr. Limongi. A cirurgia, segundo o médico, é um recurso que deve ser avaliado caso a caso.

O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa, caracterizada pela diminuição dos neurônios produtores de dopamina, substância que permite a comunicação entre células nervosas. A manifestação característica da enfermidade é a lentidão dos movimentos. Outros sintomas são enrijecimento dos músculos, tremores, dificuldade de caminhar, desequilíbrio com quedas, dificuldade de falar e engolir.

No livro, Limongi procura ajudar os pacientes a entender e aceitar as mudanças que os sintomas da doença provocam em seu corpo. Também é dirigido às famílias, que assistem a transformações cada vez mais evidentes do paciente e necessitam de esclarecimento para suas dúvidas e angústias.

Segundo o médico, é muito difícil para pacientes e familiares se defrontar com o diagnóstico da doença. Além disso, a medicina ainda desconhece os obstáculos e as evoluções no contexto da doença.

O livro, escrito em linguagem simples, inclui informações sobre a doença em si, exposição ilustrada de exercícios físicos, recomendações para melhorar o desempenho no falar e orientações sobre alimentação adequada.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/748/Conhecendo+melhor+a+doen%C3%A7a+de+Parkinson

“FAZENDO CINEMA NA ESCOLA”, POR ALEX MOLETTA

A proposta do livro Fazendo cinema na escola – Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula apresentada pelo próprio autor. Veja no vídeo abaixo.

Alex Moletta cursou Artes Cênicas na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, Roteiro de Cinema na Escola Livre de Cinema e Vídeo e Dramaturgia na Escola Livre de Teatro, ambas em Santo André. Graduado em filosofia, dramaturgo, roteirista e curta-metragista, atua há mais de uma década como realizador e orientador de oficinas cinematográficas na região da Grande São Paulo. Autor de Criação de curta-metragem em vídeo digital (Summus, 2009), escreve peças teatrais, histórias em quadrinhos e roteiros de curtas e longas metragens. Atualmente, trabalha com projetos transmídia de animação e com webséries.

Saiba mais sobre o livro, acessando:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Fazendo+cinema+na+escola

Para conhecer sua outra obra, Criação de curta-metragem em vídeo digital, também publicada pela Summus, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Cria%C3%A7%C3%A3o+de+curta-metragem+em+v%C3%ADdeo+digital