CAPOEIRA É RECONHECIDA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

A Roda de Capoeira ganhou o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta quarta-feira (26/11). O reconhecimento é dado a expressões e tradições culturais que são passadas de geração pelo mundo e foi concedido depois de uma votação na sede da Unesco, em Paris.

Em 2013, as pesquisadoras Elisabeth Vidor e Letícia Vidor de Sousa Reis lançaram o livro Capoeira – Uma herança cultural afro-brasileira, pela Selo Negro Edições40093 Com ilustrações e fotografias, a obra revela como o movimento corporal contribuiu para ampliar o espaço político e social do negro.

Reconhecida hoje como um dos símbolos da cultura brasileira, a capoeira nem sempre teve esse status. Os adeptos foram perseguidos durante muitos anos, especialmente na passagem do Império para a República. Associada à vadiagem e à violência, a capoeira só deixou de ser considerada crime há pouco mais de 80 anos.

No livro, as autoras retratam as origens sociais e culturais do movimento e mostram como a capoeira contribuiu para que os negros conquistassem e ampliassem seu espaço político e social no Brasil.

“A capoeira é ambígua, ao mesmo tempo jogo, dança e luta. Seus movimentos corporais privilegiam os pés e os quadris e, ao inverterem a hierarquia corporal dominante, colocam o mundo literal e metaforicamente de pernas para o ar”, explicam as autoras. Segundo elas, para entender o significado social e simbólico dessa inversão utiliza-se a linguagem do corpo como fonte principal de informação para enunciar as regras da gramática gestual da capoeira.

A partir de uma abordagem inovadora, é possível entender a capoeira também como uma forma de resistência do negro, desde o tempo da escravidão até os dias atuais. Entre as várias culturas de resistência negra desenvolvidas no país, a capoeira é uma das mais significativas, constituída com base em culturas provenientes da África. Dividido em três capítulos, o livro traz, com detalhes, a história da capoeira carioca no século 19. As autoras fazem uma interpretação antropológica dos movimentos corporais da capoeira para a compreensão da especificidade da relação entre negros e brancos no Brasil.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1355/Capoeira

SENADO APROVA MUDANÇA QUE PRIORIZA GUARDA COMPARTILHADA DOS FILHOS

O Senado aprovou na quarta-feira (26 de novembro) uma mudança no Código Civil que prioriza a adoção da guarda compartilhada dos filhos, no processo de separação dos casais. O projeto, que agora segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff, institui a guarda compartilhada mesmo em caso de disputa ou desacordo entre pais separados. Hoje o Código Civil já prevê a guarda compartilhada, mas diz que ela seria adotada sempre que possível.

O novo projeto deixa claro que o juiz deve repartir a guarda com equilíbrio. Ela só não será adotada se um dos pais não puder, não tiver condições ou se disser ao juiz que não deseja a guarda. O tempo de convivência dos filhos deverá ser dividido entre mãe e pai. Hoje, em apenas 6% das decisões judiciais é dada a guarda compartilhada.

70028Segundo a terapeuta familiar, Roberta Palermo, autora do livro Ex-marido, pai presente (Mescla Editorial), exigir a guarda compartilhada como regra é uma forma de garantir que pai e mãe sejam responsáveis pela criança mesmo depois da separação. “Ainda é comum que a mãe detenha a guarda e para o pai restem apenas alguns dias de convivência. O pai passa a ser um mero coadjuvante após a separação, sem muito espaço para participar dos cuidados e da educação da criança”, afirma.

Para Roberta, a lei ajuda a corrigir distorções principalmente nos casos em que há grande desentendimento entre os pais. “Com a lei, a mãe terá simplesmente de obedecer. Terá de dar espaço para o pai participar. Não poderá desqualificar e falar mal dele”, diz.

Uma confusão comum no caso da guarda compartilhada é a questão de alternância de residências. A guarda compartilhada pode existir com ou sem alternância. Isso significa que a criança pode morar com a mãe e ter seu quarto na casa do pai para quando estiver lá. Pode conviver com o pai em finais de semanas alternados e dormir uma vez na semana.

“O que fará diferença mesmo é a participação do pai nas decisões. A mãe terá de informá-lo sobre as situações corriqueiras e as mais complicadas. Ele será responsável por tarefas como levar e/ou buscar a criança na escola, aulas extras, médico, festa do amigo tc. Vai participar dos eventos e reuniões escolares. Mesmo um pai que more distante do filho terá a oportunidade de participar mais se a mãe ajudar. Se ela não ajuda, com a lei, será obrigada a fazer isso. O filho não é propriedade da mãe”, conclui.

Se você tem interesse pelo tema, leia o livro Ex-marido, pai presente, da Mescla Editorial: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788588641280

MAPEAMENTO REVELA QUE MORTES POR CÂNCER VOLTARAM A CRESCER NO BRASIL

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer entre 2014 e 2015. No mundo, houve um aumento de 20% na incidência da doença na última década. Até 2030, são esperados mais 27 milhões de novos casos.

O número de mortes por tipos de câncer mais agressivos aumentou no país, depois de anos em queda, revela mapeamento da doença realizado pelo Inca. Entre as mulheres, o câncer de mama é o que mais mata. Já, entre os homens, o principal vilão é o tumor no pulmão. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura da doença.

O mapeamento mostra que entre os homens a taxa de mortalidade por câncer de brônquios e de pulmão estava em queda desde 2004, mas voltou a subir em 2012. Em dez anos, o número de mortes subiu 32%. Nas mulheres, o câncer de mama é o que mais mata e o de pulmão vem em segundo lugar. O índice de mortalidade das duas doenças cresceu de 2009 a 2012.

Segundo o instituto, em 2015 a previsão é de aproximadamente 576 mil casos novos da doença no país. O câncer de pele é o tipo com mais casos no Brasil, mas não é o que mais mata (182 mil casos novos).

Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça o livro Câncer e prevenção, da MG Editores:

50102CÂNCER E PREVENÇÃO
Organizadores: Ricardo Caponero, Artur Malzyner

Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

 

RÁDIO CBN ENTREVISTA COAUTOR DE “FORÇA DINÂMICA”

10954O programa CBN Madrugada entrevistou Marcelo Semiatzh, fisioterapeuta especialista em reeducação postural e no estudo do movimento, e coautor do livro Força dinâmica – Postura em movimento, recém-lançado pela Summus. Ouça abaixo a entrevista, onde o autor fala sobre o inovador método da força dinâmica.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//FOR%C3%87A+DIN%C3%82MICA

RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA ENTREVISTA FLÁVIO GOMES, UM DOS AUTORES DE “POLÍTICAS DA RAÇA”

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Confira abaixo a entrevista de Flávio Gomes, um dos organizadores de Políticas da raça - Experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, lançamento da Selo Negro, à Rádio Nacional de Brasília.

 

 

Esta coletânea, escrita por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, aborda um longo período da história do nosso país: dos anos 1870, com o início do movimento abolicionista, a 2010, quando o STF julgou constitucionais as cotas raciais na Universidade de Brasília. Entre outros assuntos abordados estão: a formação dos quilombos; a migração de libertos por São Paulo e Rio de Janeiro; os negros no movimento republicano brasileiro; as representações culturais dos negros na música, na cultura, nas artes e na religião; linchamentos raciais no Oeste paulista; a luta entre imigrantes e ex-escravizados pela posse de terra e por moradia; a atuação dos negros na luta contra a monarquia; as relações entre o movimento operário e os trabalhadores negros; comunismo, integralismo e a Frente Negra Brasileira. Trata-se de uma obra completa, lastreada tanto pelo uso de fontes e abordagens diversas quanto pela pluralidade de ideias e pela multiplicidade de interpretações.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/selonegro/livro/1392/POL%C3%8DTICAS+DA+RA%C3%87A

 

 

FLÁVIO GIKOVATE PARTICIPA DO ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES, DA TV GLOBO, NESTA SEGUNDA, DIA 24/11

Encontro_com_fátima_bernardes_logoO psicoterapeuta Flávio Gikovate estará nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, no programa Encontro com Fátima Bernardes (TV Globo). Dessa vez, o bate papo é sobre o livro Deixar de ser gordo, da MG Editores.  O programa vai ao ar das 10h40 ao meio dia.

A humanidade nunca se preocupou tanto com a obesidade. Não é para menos. Estudos recentes revelam que 40% da população global sofre com a doença, que passou a figurar como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. O pior nesse quadro é que as famosas dietas não apenas não funcionam como têm contribuído seriamente para agravar a situação. 50043Utilizando uma linguagem clara e direta e a sua própria história de ex-obeso, Gikovate mostra no livro como funciona o círculo viciosos da obesidade — cujos componentes principais são a privação, a compulsão e a culpa. O objetivo é ajudar aqueles que querem deixar de ser gordos, e não apenas emagrecer.

As dietas, em geral, pregam a privação e não a reeducação alimentar, diz Gikovate. “A privação leva ao desejo, por isso elas não funcionam. Impor uma dieta rigorosa ao indivíduo que é submetido diariamente a milhões de ofertas dos mais variados tipos de comida vai torná-lo um obsessivo.” O psiquiatra explica que quando o cérebro é obrigado a prestar muita atenção em algo, ele responde de maneira inversa, pois a obsessão vira desejo: “Por isso, quem está fazendo dieta começa bem o dia, seguindo corretamente a lista de ‘privações’, e, no fim do dia, termina atacando a geladeira”.

O maior insucesso, segundo o autor, é exatamente a preocupação excessiva com o emagrecimento. A neurose é tão grande que mesmo se a pessoa não comer, ela tenderá a não perder peso. Soma-se a esse quadro a necessidade de se adaptar a um novo mundo. “O avanço tecnológico, com máquinas que fazem o trabalho do homem, bastando apertar um botão, tornou a vida sedentária. A oferta de alimentos quintuplicou. E pior: podemos comer a qualquer hora do dia”, afirma. Além disso, Gikovate lembra que indústria da cultura do emagrecimento aumenta a cada dia a oferta de milagres, como remédios que permitem que se coma loucamente e depois se elimine a gordura ingerida.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Deixar+de+ser+gordo

MARCELO SEMIATZH E ALEXANDRE BLASS AUTOGRAFAM O LIVRO “FORÇA DINÂMICA” NA LIVRARIA DA VILA, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Vila Madalena – SP) promovem no dia 25 de novembro, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Força dinâmica – Postura em movimento. Os autores – o fisioterapeuta Marcelo Semiatzh e o treinador Alexandre Blass – recebem amigos e convidados no piso inferior, no auditório da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo.

De tão natural e corriqueiro, o ato de caminhar é praticamente ignorado pelas pessoas. A maioria não tem consciência de que está andando desalinhado ou desequilibrado. Compreender como se dá a aplicação de força em um movimento corporal tão simples como a marcha humana requer atenção, interesse e conhecimento de como acontecem suas diferentes fases. Uma postura adequada ao caminhar ou correr significa favorecer uma boa aplicação de força nos gestos – o que depende da interferência na percepção corporal e no controle motor da marcha e de outros gestos cotidianos. Desse modo, é possível organizar a transmissão de força entre as articulações e os ossos, preservar os tecidos corporais, além de melhorar a estética, o condicionamento físico e o desempenho motor. Em outras palavras, significa ganhar mais saúde reaprendendo a caminhar.

Essa é a base da força dinâmica, um método inovador criado pelos autores. A linha de trabalho, apurada em anos de prática clínica e treinamento, está descrita no livro Força dinâmica – Postura em movimento, que apresenta, além da força dinâmica, os princípios teóricos das ciências do movimento – como biomecânica, aprendizagem motora e fisiologia do exercício.

“Ao criar o método, nossa principal preocupação era alterar condicionamentos motores que já estavam internalizados e consolidados desde a infância”, afirmam Blass e Semiatzh. A marcha, segundo os especialistas, é um excelente instrumento para trabalhar os principais elementos envolvidos no controle do movimento. “Trata-se de uma tarefa motora básica, acessível e comum a todos nós, correspondendo a uma quantidade de carga suportável pela maioria das pessoas”, explicam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532309549

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SELO NEGRO LANÇA “POLÍTICAS DA RAÇA”

Organizado pelos professores Flávio Gomes e Petrônio Domingues, o livro reúne vários historiadores, nacionais e estrangeiros, que aceitaram o desafio de apresentar textos originais sobre a experiência histórica dos negros no período da escravidão e pós-escravidão.

Dos anos 1870, com o início do movimento abolicionista no Brasil, a 2012, quando o Superior Tribunal Federal (STF) julgou constitucionais as cotas raciais na Universidade de Brasília, inúmeros e decisivos foram os processos de abolição e emancipação no país. Apesar disso, pouco se sabe das dezenas de milhares de homens e mulheres escravos que, com seus filhos, conheceram a liberdade no século XIX, ainda numa sociedade escravista. Será que a liberdade significava o simples fim da escravidão? O livro Políticas da raça – Experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, lançamento da Selo Negro Edições, 40098reúne uma coletânea de artigos de grandes pesquisadores brasileiros e estrangeiros que buscaram essa resposta, enfrentando o desafio de pensar a abolição e o pós-emancipação no Brasil.

Trata-se de uma obra completa, que aborda assuntos como: a formação dos quilombos entre 1880 e 1881; a migração de libertos por São Paulo e pelo Rio de Janeiro; os negros no movimento republicano brasileiro; os ex-escravizados em Salvador; um novo enfoque sobre o quadro A redenção de Cã, de Modesto Brocos; os linchamentos raciais no Oeste paulista; a luta entre imigrantes e ex-escravos pela posse da terra e de moradia; os negros que ajudaram a lutar contra a monarquia; o fortalecimento do maracatu, da capoeira e dos instrumentos africanos; as relações entre o movimento operário e os trabalhadores negros; comunismo, integralismo e a Frente Negra Brasileira; e as representações da Mãe Preta ao longo dos anos.

“São 17 capítulos que versam sobre temas variados, lastreados tanto pelo uso de fontes e abordagens diversas quanto pela pluralidade de ideias e pela multiplicidade de interpretações”, afirmam os historiadores Flávio Gomes e Petrônio Domingues, organizadores do livro. Outro grande mérito, segundo eles, é responder em certa medida as questões ligadas à lei 10.639, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira na rede de ensino em todo o país.

Quando começam e quando terminam as histórias do pós-emancipação? Se ainda precisamos conhecer muito sobre as experiências e os debates acerca da liberdade, da cidadania, das culturas políticas, das expectativas de direitos e das perspectivas da sociedade brasileira que não necessariamente iniciaram no dia seguinte ao 13 de maio de 1888, também deveríamos (precisaríamos?) definir quando se dá o fim da pós-emancipação. Tais balizas e definições – para além de arcabouços conceituais, universos empíricos e temas transversais – ainda aguardam mais e mais pesquisas, evidências, argumentos e interpretações, na avaliação dos organizadores.

Colocando a experiência histórica brasileira em tela, o livro demonstra que o legado não resolvido da emancipação é uma parte do tempo presente da nação mesmo após mais de 120 anos do fim da escravidão. “O anseio por autodeterminação, reconhecimento, políticas redistributivas, igualdade nas relações sociais, direitos humanos e acesso aos recursos da terra e aos frutos do próprio trabalho ainda continua no horizonte de milhares de brasileiros”, concluem.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/selonegro/livro/9788587478986

‘BAIXA AUTOESTIMA: ALGUNS ESTUDOS’

A construção da autoestima é um processo que tem início em nossa infância, o que não é novidade para ninguém. E o tema, há tempos, tem atraído a atenção de muitos clínicos e pesquisadores.

Cada abordagem ou sistema psicológico sempre defendeu uma possível razão para explicar as “experiências” que não saíram muito bem na vida de alguém e que podem, potencialmente, comprometer o equilíbrio na vida adulta.

Já se tornou um clássico, inclusive, que muitos profissionais de saúde mental tenham desenvolvido o péssimo hábito junto a seus pacientes de culpabilizar a mãe ou o pai pelas mazelas do passado (costumo chamar isso de “terceirização do problema”).

Mas, antes de continuarmos, seria interessante compreender melhor esse conceito.

O que é autoestima?

Em Psicologia, o termo autoestima foi usado pela primeira vez por Willian James em 1892, ao descrever a sensação geral que uma pessoa apresenta em relação ao seu valor pessoal.

Segundo alguns teóricos, a autoestima é semelhante a um traço de personalidade, o que significa dizer que ela tenderia a ser estável e duradoura.

Assim, a autoestima pode envolver uma variedade de crenças que incluem a opinião da própria aparência, das necessidades que eu tenho, das minhas emoções e, finalmente, de meus comportamentos.

Mas, como ela pode se tornar negativa?…

Pesquisas empíricas

Uma baixa autoestima tem sido correlacionada a um número de resultados negativos vividos em fases iniciais, tais como a depressão, abandono, estilos parentais evitativos, baixo rendimento escolar, preconceito, obesidade etc.

Como efeito, pessoas com autoestima mais baixa são aquelas mais cercadas por ideias de fracasso, tendendo a exagerar as situações de vida como sendo fundamentalmente negativas. Por exemplo, muitos desses indivíduos interpretam comentários neutros como sendo uma crítica pessoal, por isso, muitas vezes se tornam mais pessimistas e descrentes das relações interpessoais.

Além disso, como se sentem incapacitados, alguns estão mais propensos a sofrer de ansiedade social em função dos sentimentos de perigo e de ameaça constantes. Isso faz com que a interação com outros seja sempre mais complicada e difícil, derivada, portanto, do alto nível de desconforto emocional que naturalmente os acompanham.

O resultado? Uma inabilidade de se expressar de maneira espontânea, reforçando assim seu senso de inadequação.

Bem, e as pessoas com uma boa autoestima?…

Simples, faça todo esse raciocínio no sentido inverso. Apenas para lhe dar uma pista, como esses indivíduos sempre se sentiram mais confortáveis consigo mesmo e em seu entorno (ou seja, viveram mais emoções neutras ou positivas), isso lhes transmitiu uma possibilidade de ter um maior foco no crescimento e na melhoria das coisas, estando naturalmente mais abertos e sociáveis.

Autoestima na infância

Se eu for resumir esse processo, eu diria que as crianças, naturalmente, não sofrem por uma baixa autoestima, ou seja, ninguém nasce se sentindo menor ou inferior, entretanto, na medida que nos desenvolvemos, somos rodeadas por centenas de experiências que nos oferecem um maior ou menor nível de tensão ou de dificuldades. Quem já passou pela infância, sabe do que eu estou falando… Há lares para todos os gostos.

Como temos uma urgência de buscar proteção dos mais velhos – processo esse fundamentalmente biológico -, quanto mais atentos estiverem as pessoas a respeito de minhas necessidades, melhor e maior serão as sensações de proteção que eu construirei, tendo como participantes de minha identidade.

Assim, ambientes positivos geram maior prestígio pessoal, uma melhor autoestima e, portanto, maiores serão as chances de sucesso na vida. Já um ambiente empobrecido de trocas, mais crítico e engessado emocionalmente, menos confortável, fará com que eu me sinta mais hesitante.

E o resultado? Mais desencorajado eu ficarei para fazer novas coisas, diminuindo as chances de eu me tornar uma pessoa mais estruturada.

É por isso que a baixa autoestima se relaciona a escolhas pobres de parceiros, gravidez precoce, bullying, uso abusivo de álcool e drogas etc, ou seja, pessoas dotadas de uma maior dificuldade de administrar as circunstâncias chamam para si situações e pessoas mais adversas.

O que fazer?

Bem, esta é a parte que mais nos interessa.

Costumo dizer que a vida e as pessoas nos ofereceram aquilo que efetivamente podiam em um determinado momento de sua existência, portanto, acho realmente injusto culpar os cuidadores (ou alguém mais) por nossas dificuldades atuais.

Se não foi culpa dos demais, talvez não seja também nossa culpa ter experienciado ambientes negativos, pois certas configurações familiares são apenas repetições de estruturas do passado e que se mantêm inalteradas com o passar do tempo.

Saiba, portanto, que nossos pais reproduzem conosco aquilo que aprenderam com seus pais (nossos avós), que também assimilaram de seus pais (nossos bisavós), criando uma legítima cadeia de interações. Sabia que 74% dos estilos parentais se mantêm inalterados por até quatro gerações?

Assim, nossa responsabilidade, neste momento, seria a de não perpetuar o sofrimento, evitando assim passá-lo adiante.

Recordo-me sempre de uma frase antiga que dizia o seguinte: “não importa o que fizeram conosco, mas sim, o que fazemos com aquilo que fizeram de nós”.

Dessa forma, o primeiro passo para quebrar essa cadeia e alterar a autoestima é fazer as pazes com o passado. Ao fazer isso, estamos mais aptos para desenvolver novas conexões afetivas (que sejam mais respeitosas e suportivas – caso você não aprecie as anteriores). Ao produzirmos isso, aumentamos nosso senso de autoeficácia e bem querer pessoal, que é o elemento chave de nossa experiência de satisfação e prazer.

Segunda dica: entenda que nossas imperfeições e dificuldades não nos diminuem, em absoluto, mas apenas nos ajudam a trabalhar na direção de um aprimoramento pessoal.

E, finalmente, tenha confiança em si mesmo e em sua vida. Não é porque certas coisas no passado saíram fora do planejado, que o futuro lhe aguardará com as mesmas armadilhas. A vida pode sim, potencialmente, ser positiva. Agora depende absolutamente de nós mesmos.

Concluindo: “É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si mesmo” – Dalai Lama.

Texto publicado originalmente no Blog do Dr. Cristiano Nabuco. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/2014/11/12/baixa-autoestima-alguns-estudos/

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Se você tem interesse em saber mais sobre o assunto, conheça:

20893BAIXA AUTOESTIMA
Esclarecendo suas dúvidas
Coleção Guias Ágora
Autora: Elaine Sheehan

A autora, que é psicóloga, ensina exercícios para fortalecer a autoconfiança, ajudando o leitor a perceber o próprio potencial. O livro mostra como lidar com formas de enfrentar a raiva e a autocrítica excessiva, deixar as mágoas do passado e assumir o controle para ter uma vida mais tranqüila e criativa.

FOLHA DE S.PAULO DESTACA LIVROS DO GRUPO SUMMUS

Dois livros do Grupo Editorial Summus ganharam destaque na Folha de S.Paulo no último sábado, dia 8 de novembro. Políticas da raça – Experiências e legados da abolição e da pós-emancipação, da Selo Negro Edições,  foi destacado na coluna Painel das Letras, do caderno Ilustrada.  Já Os públicos justificam os meios – Mídias customizadas e comunicação organizacional na economia da atenção, da Summus Editorial, mereceu nota na coluna Cifras & Letras, do caderno Mercado. Veja os links: http://goo.gl/Tay0xi e http://goo.gl/yeHkb5

40098O livro Políticas da raça reúne uma coletânea de artigos de grandes pesquisadores brasileiros e estrangeiros que aceitaram o desafio de pensar a abolição e o pós-emancipação no Brasil. Dos anos 1870, com o início do movimento abolicionista no Brasil, a 2012, quando o Superior Tribunal Federal (STF) julgou constitucionais as cotas raciais na Universidade de Brasília, inúmeros e decisivos foram os processos de abolição e emancipação no país. Apesar disso, pouco se sabe das dezenas de milhares de homens e mulheres escravos que, com seus filhos, conheceram a liberdade no século XIX, ainda numa sociedade escravista. Será que a liberdade significava o simples fim da escravidão? Esse é o grande debate do livro, que foi organizado pelos professores Flávio Gomes e Petrônio Domingues.

10956A obra Os públicos justificam os meios é destinada àqueles que se dedicam à árdua tarefa de conquistar e manter a atenção dos públicos organizacionais em tempos de comunicação cada vez mais abundante e, por isso, desafiante. O jornalista e professor José Antonio Martinuzzo mostra como adquirir conhecimento sobre o público-alvo e traçar estratégias eficazes, que resultem num relacionamento duradouro baseado na atenção mútua. O caminho? As mídias customizadas.
Para saber mais sobre os livros, clique nas capas acima.