‘DEPRESSÃO JÁ É A DOENÇA MAIS INCAPACITANTE, AFIRMA A OMS’

De acordo com previsões da OMS (Organização Mundial da Saúde) feitas no século passado, em 2030 o mal seria responsável por 9,8% do total de anos de vida saudável perdidos para doenças. Pois esse índice foi atingido em 2010.

E as perspectivas de melhora não são nem um pouco otimistas, segundo Kofi Annan, ex-secretário geral das Nações Unidas, que abriu o seminário “The Global Crisis of Depression” (A crise global da depressão), promovido pela revista britânica “The Economist” e realizado em Londres em novembro.

“A depressão atinge hoje quase 7% da população mundial –cerca de 400 milhões de pessoas”, apontou ele. “Incapacita os atingidos pela doença, coloca enorme peso em suas famílias e rouba da economia a energia e o talento das pessoas.”

Segundo ele, em 2010 os custos diretos e indiretos da depressão eram estimados em US$ 800 bilhões (mais de R$ 2 trilhões) no mundo todo. “E, de acordo com as previsões, esse custo deve mais do que dobrar nos próximos 20 anos”, alertou ele.

Um estudo apresentado no evento pelo diretor do Instituto de Psicologia Clínica e Psicoterapia da Technische Universitaet de Dresden, Alemanha, Hans-Ulrich Wittchen, sustenta esse cálculo.

A pesquisa analisou dados de 30 países de 2001 a 2011 para medir o tamanho das doenças mentais no continente e seu custo.

“Os males da mente são os mais prejudiciais e limitantes entre todos os grupos de doenças”, disse ele. “E a depressão, individualmente, é a mais incapacitante das doenças”, afirmou, citando dados da OMS e os que sua pesquisa levantou.

Os resultados, para a economia, são também gigantescos: em média, pessoas com depressão perdem cerca de oito dias de trabalho por mês, contra apenas dois da população “saudável”.

Doença familiar

O mal atinge principalmente as mulheres, especialmente em seu período fértil e mais produtivo.

“Há muitas implicações para as vidas das crianças e das famílias, pois há a transmissão de comportamentos depressivos para os filhos. Há dados que mostram que isso pode acontecer até mesmo na gravidez”, afirma Wittchen.

Os números, segundo ele, mostram que o risco de filhos de mães deprimidas terem depressão até os 25 anos é duas vezes mais alto do que entre filhos de mães que não sofreram de depressão.

Uma nova pesquisa Datafolha, encomendada pelo laboratório Eurofarma, também apontou que a depressão é uma condição familiar. Mais da metade (57%) dos entrevistados que têm a doença disse que tem outro membro na família com depressão.

O Datafolha ouviu 430 moradores de São Paulo–222 que receberam diagnóstico de depressão e fazem ou já fizeram tratamento e 208 familiares de pessoas com a doença.

A margem de erro é de sete pontos percentuais, taxa comum nesse tipo de estudo com amostra relativamente pequena, segundo Paulo Alves, gerente de pesquisa de mercado do Datafolha.

A principal causa da depressão citada tanto por doentes como por familiares são os problemas de saúde.

Já o segundo lugar da lista mostrou divergências curiosas. Questões familiares foram apontadas como causa da depressão por 28% dos doentes. Já os próprios familiares minimizaram sua parcela de culpa: só 21% citaram essa como causa da doença.

A pesquisa corrobora ainda o impacto que a depressão tem no trabalho: 37% dos doentes não fazem parte da população economicamente ativa, 11% deles por problemas decorrentes da doença.

Reportagem de Rodolfo Lucena e Mariana Versolato, publicado na Folha de S. Paulo em 17/12/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/12/1563458-depressao-ja-e-a-doenca-mais-incapacitante-afirma-a-oms.shtml

 

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Universo da depressão, da psiquiatra Elisabeth Maria Sene- Costa:

20007UNIVERSO DA DEPRESSÃO
Histórias e tratamentos pela psiquiatria e pelo psicodrama
Autora: Elisabeth Maria Sene- Costa
EDITORA ÁGORA

Este livro é o resultado de uma ousada proposta para obtenção do título de mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. A autora, psicóloga, estudou com profundidade os aspectos fisiológicos e clínicos da depressão e em seguida desenvolveu um tratamento apoiado no psicodrama. Tese inovadora e muito bem embasada, útil para profissionais das áreas médica e psi.

 

 

‘DEPRESSÃO PÓS PARTO: SAIBA O QUE FAZER’

Falta de humor, insônia, alteração na qualidade do sono e do apetite, falta de energia, irritabilidade, diminuição da libido e perda da capacidade de sentir prazer são apenas algumas características de uma possível depressão pós-parto, um quadro que atinge de 7 a 13% das mulheres no primeiro ano após a gravidez.

Quem já sofreu dessa doença tem mais chances de voltar a ser diagnosticada, tanto durante os nove meses quanto após o parto. Porém, também é importante ficar atento a outros fatores que podem evidenciar a depressão, como ideia de culpa e pensamentos suicidas.

O motivo

Alguns dos fatores que podem desenvolver a depressão na mulher são:

- Estresse
- Falta de apoio
- Violência doméstica
- Ansiedade materna
- Gravidez indesejada
- Baixa renda
- Baixa escolaridade
- Conflitos com o companheiro
- Histórico de depressão na família
- Perda gestacional anterior

Segundo a obstetra Roseli Nomura não existem explicações claras da patogênese da depressão pós -parto. “Algumas teorias explicam que a prolongada exposição aos esteroides ovarianos durante a gestação poderia precipitar a depressão, ou piorar uma depressão pré-existente. A interação entre a susceptibilidade genética e os fatores estressantes maiores, juntamente com as variações hormonais, poderiam explicar a depressão pós-parto”, afirma.

O diagnóstico

Ela também explica que é muito importante não deixar os sintomas da depressão serem persistentes e causar impacto negativo nas atividades diárias da mulher, prejudicando sua qualidade de vida. “A principal estratégia para prevenir a depressão pós-parto é identificar as mulheres de risco e realizar o diagnóstico precoce, que permitirá as medidas terapêuticas apropriadas”, diz.

Neste período, Nomura aconselha as mulheres a ficarem atentas, principalmente as que já tiveram depressão. Alterações de humor, sono, apetite, prazer e sentimentos em relação ao bebê são alguns dos sinais

Essa prática serve para detectar precocemente o quadro clínico e evitar sequelas a saúde física e mental da mãe e da criança.

A depressão é um distúrbio afetivo que, imprescindivelmente, necessita de acompanhamento médico e tratamento adequado.  Muitas vezes ela pode, inclusive, prejudicar a interação entre a mãe e o bebê, dificultando o aleitamento materno. “O método mais eficaz para prevenir o transtorno é a adoção de hábitos de vida saudável”,  aponta Roseli.

Texto de Felipe Tellis publicado no postal Papo Feminino. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://papofeminino.uol.com.br/mulher/saude-e-bem-estar/depressao-pos-parto-saiba-o-que-fazer/

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Para saber mais sobre o assunto conheça o livro:

20806DEPRESSÃO PÓS-PARTO
Esclarecendo suas dúvidas
Coleção Guias Ágora
Autora: Erika Harvey
EDITORA ÁGORA

O livro mostra a diferença entre a depressão conhecida como “baby blues”, que afeta quase todas as mulheres após o parto, sem maiores conseqüências, e a depressão grave que requer intervenção de profissional capacitado. Saber identificar essa diferença, às vezes bastante sutil, cabe à própria mulher, aos familiares à sua volta e aos seus médicos, e esta leitura é de grande utilidade para todos.

Para conhecer todos os volumes da coleção Guias Ágora, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/colecao/Guias%20%C3%81gora

TODOS TÊM MEDO DA FELICIDADE, DIZ PSIQUIATRA FLÁVIO GIKOVATE

Em entrevista ao portal UOL, o psicoterapeuta Flávio Gikovate esmiúça os mecanismos do medo, que paralisa as conquistas, e fala como é possível modificar o modo de agir. Segundo ele, todo mundo teme a felicidade e costuma sabotá-la. Leia a entrevista na íntegra: http://goo.gl/C4bLrQ

Por que é tão difícil mudar, mesmo quando sabemos que determinados hábitos ou atitudes nos são prejudiciais? Que mecanismos estão por trás da nossa resistência à mudança e como entendê-los para, então, desmantelá-los? No livro Mudar – Caminhos para a transformação verdadeira, da MG Editores, Gikovate vai ao âmago dessas questões. 50109O psicoterapeuta não apresenta fórmulas prontas nem conselhos fáceis.  Percorrendo os caminhos que moldam o indivíduo – a biologia, a cultura e a personalidade –, o autor leva-nos a refletir sobre a capacidade que todos temos de mudar.

“É preciso ousar, tentar realizar os sonhos que elaboramos. Quem não acha que terá condições de ousar e tratar de perseguir seus sonhos não deve construí-los”, afirma Gikovate. Segundo ele, viver sem sonhos pode ser triste, mas mais doloroso é tê-los e não persegui-los. “Isso é muito mais terrível que tentar e fracassar. No fim das contas, todo processo de mudança deveria ter como objetivo principal o crescimento pessoal, tanto emocional como moral. Aqueles que alcançarem esse patamar saberão muito bem o que desejam fazer da vida e terão coragem, disciplina e determinação para ir atrás de seus sonhos.”

No livro, Gikovate analisa os obstáculos que enfrentamos quando nos propomos a mudar um comportamento e aponta caminhos para vencer os entraves. A vontade pessoal e a autoanálise são ingredientes fundamentais, mas a razão também tem papel primordial: o que de fato queremos mudar? Quem desejamo-nos tornar? Estaremos dispostos a abrir mão da estabilidade para alcançar nossos objetivos? Conseguiremos suportar a dor das perdas imediatas para gozar de benefícios em longo prazo?

Tecendo considerações acerca de como nos tornamos aquilo que somos, o autor contempla todas as possibilidades sem se deixar aprisionar por nenhuma das hipóteses teóricas que povoaram o território da psicologia do século XX. “Penso que só podemos chamar de ciência um sistema aberto e eternamente incompleto, no qual hipóteses e ideias vêm e vão, sendo sempre substituídas por outras mais abrangentes”, diz. Para ele, todo saber é temporário, sendo isso particularmente verdadeiro num terreno como o da psicologia.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Mudar

 

‘PRESSÃO SOCIAL CONTRIBUI PARA OBSESSÃO POR CORPO PERFEITO, DIZ PSIQUIATRA’

Os casos de pessoas que arriscam a própria vida na busca por um corpo perfeito têm sido cada vez mais comuns. Em entrevista ao UOL, a psiquiatra Ana Gabriela Hounie afirma que um dos motivos para isso é a pressão da sociedade ao estimular um padrão de beleza ilusório.

“O que você vê sempre são modelos lindas, maravilhosas, perfeitas e que não têm nenhum defeito. Não tem ninguém com defeito porque sai tudo no Photoshop. Isso cria uma ilusão da realidade”, afirma a médica, que é membro da Associação Brasileira de Psiquiatria. “As pessoas começam a ter um ideal, um objetivo, que não existe na realidade.”

Um dos temas pesquisados por Hounie é o transtorno dismórfico corporal, ou dismorfofobia, que ocorre quando uma pessoa tem uma preocupação obsessiva com um defeito pequeno, ou que sequer existe, em sua aparência física.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com a psiquiatra Ana Gabriela Hounie sobre os casos em que a busca por um ideal de beleza se torna um problema de saúde.

UOL – Em que circunstâncias a insatisfação com o próprio corpo pode ser considerada um transtorno de imagem?
Ana Gabriela Hounie –
Existe o que a gente chama de distúrbio do esquema corporal, que é maneira como a pessoa se percebe. Uma pessoa que tem anorexia nervosa, apesar de estar extremamente magra, até esquelética, se acha e se vê gorda. Se você pede pra ela fazer o desenho dela própria, ela é capaz de fazer o desenho de uma baleia. É uma modificação na percepção que a pessoa tem do próprio corpo.

Quando isso se refere a um defeito no corpo, é um transtorno dismórfico corporal. A pessoa acha que tem uma deformidade. Há os casos em que a pessoa é perfeita, não tem nenhum problema, e aí ela se vê deformada. E há aqueles casos em que às vezes ela tem um defeito pequeno, real, mas exagera e sofre enormemente com aquilo e acaba procurando cirurgias plásticas, tratamento etc.

UOL – Este tipo de distúrbio está se tornando mais comum?
Hounie - Ele é mais comum atualmente por conta das exigências da sociedade, que estimula esse consumo do perfeito, do melhor. O que você vê sempre são modelos lindas, maravilhosas, perfeitas e não têm nenhum defeito. Não tem ninguém com defeito porque sai tudo no Photoshop. Isso cria uma ilusão da realidade. As pessoas começam a ter um ideal, um objetivo que não existe na realidade. E isso é uma pressão da cultura. Isso favorece que as pessoas predispostas a ter problemas psiquiátricos, como a depressão ou a ansiedade, adoeçam neste sentido.

UOL – A incidência é maior entre mulheres? Está crescendo entre homens?
Hounie - Em geral, são as mulheres que têm mais este tipo de problema. Mas, mais recentemente, tem aumentado entre os homens. Com a popularização do fisiculturismo e do uso de anabolizantes, até criaram um termo novo, que é a vigorexia, quando o cara é todo fortão, saradão, mas se olha no espelho e se acha esquálido.

UOL – Como se dá esse processo de insatisfação permanente com o próprio corpo?
Hounie - A pessoa tem uma obsessão por ficar com aquele corpo perfeito ou por ter determinado atributo. É uma coisa que toma a vida da pessoa, que só pensa naquilo, vive em função daquilo. Em geral, começa com uma cirurgia mais simples, no nariz, por exemplo. Depois, começa a achar que o queixo também não é perfeito, aí vai e faz uma operação no queixo. São pessoas que ficam sempre insatisfeitas, mesmo se o resultado da cirurgia ficar bom, elas continuam achando que precisam mudar mais. A pessoa começa aos pouquinhos, mas daqui a pouco está deformada. O Michael Jackson, por exemplo, era um e morreu outro.

Se o cirurgião plástico não for uma pessoa ética e operar tudo o que as pessoas pedem, então a quantidade de cirurgias vai ser infinitamente alta. O que acontece é que, muitas vezes, os cirurgiões percebem quando o paciente tem um problema (psiquiátrico). Quando desconfiam que tem alguma coisa neste sentido, os cirurgiões pedem avaliação psiquiátrica e psicológica.

UOL – Como diferenciar o que é apenas um traço de comportamento de um distúrbio psiquiátrico?
Hounie - Depende da importância que a pessoa dá àquilo na vida. Se a pessoa vive em função daquilo, só se preocupa com aquilo, deixa de ter relacionamentos normais por conta de um defeito, é o caso. Sempre que há um prejuízo na vida da pessoa, seja social, profissional ou familiar, se tem um sofrimento ou algum impacto na vida, isso já é considerado patológico.

UOL – Quais as consequências mais graves dos transtornos de imagem?
Hounie - As cirurgias podem dar errado, podem acontecer infecções. Ela vai acabar deformada. No caso de pessoas que usam anabolizantes, elas podem ter problemas por conta do uso de substâncias: desenvolver câncer, hepatite tóxica – porque essas substâncias são tóxicas para o fígado. Depende do tipo de sintoma que a pessoa tem.

UOL – Quem sofre de um transtorno de imagem tem consciência dos riscos dos procedimentos estéticos a que se submete?
Hounie - Algumas pessoas têm noção do risco, mas elas se sentem tão angustiadas com esse ‘defeito’ que encaram o risco e dizem que vale a pena. E tem outros que não têm a menor noção. Por isso que elas vão para vários cirurgiões. Se ela vai para um cirurgião, e ele se recusa a fazer a operação, vai para outro e acaba conseguindo ser operada.

UOL – Quais são os tipos mais comuns de transtornos de imagem?
Hounie – Tem a anorexia nervosa, em que a pessoa está magra e acha que está gorda. Na bulimia, são pessoas que não estão satisfeitas com o próprio corpo e comem porque têm compulsão por comida, depois se sentem culpadas, ficam com medo de engordar e provocam o vômito. Enquanto a anoréxica é magra, a bulímica, em geral, é gordinha, tem o peso normal ou está acima do peso.

Tem também a compulsão alimentar periódica: são pessoas que não chegam à gravidade de vomitar ou de usar diurético, laxante, esse tipo de coisa, mas têm uma compulsão por comida. Quando estão angustiadas, elas atacam a geladeira, tomam dois litros de sorvete e, depois, ficam arrasadas porque comeram demais, acabam passando mal porque comeram muito.

Nos homens, você pode ter também a anorexia nervosa. É raro, mas pode acontecer. E agora tem essa variante, a vigorexia, em que ele se acha fraco, mas, na verdade, está forte. Então ele não precisaria fazer nada, mas mesmo assim acha que está fraco e aí toma mais bomba, tem uns que injetam silicone para parecer que o músculo é maior.

E tem o transtorno dismórfico corporal, em que as pessoas acham que têm algum defeito — defeitos no rosto ou cabelo, por exemplo. Agora há pessoas que fazem muito implante de cabelo porque não aceitam a calvície.

UOL – É correto falar em vício em exercícios físicos? Quando o excesso de atividade física pode configurar um problema psiquiátrico?
Hounie - O exercício físico pode viciar porque a liberação de adrenalina e endorfina é prazerosa. O problema é quando isso foge do normal, e a pessoa prefere fazer exercícios em vez de sair para namorar ou ir ao cinema, por exemplo. Ela limita toda a outra parte da vida dela porque o exercício físico toma um lugar preponderante. E um exercício físico que não seria necessário porque ela está bem. Mas fica obcecado por exercício.

Texto publicado originalmente no UOL, em 11/12/2014. Papa lê-lo na íntegra, acesse: http://bit.ly/1zC4XkI

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça:

20048A BELEZA IMPOSSÍVEL
Mulher, mídia e consumo
Autora: Rachel Moreno

A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.

 

SHALOM BRASIL COBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO “FORÇA DINÂMICA”

A TV Shalom Brasil fez a cobertura do lançamento do livro Força dinâmica – Postura em movimento, da Summus Editorial, que aconteceu no dia 25 de novembro, na Livraria da Vila – Vila Madalena.  Acompanhe a reportagem, com entrevista dos autores da obra Marcelo Semiatzh e Alexandre Blass, no vídeo abaixo.

De tão natural e corriqueiro, o ato de caminhar é praticamente ignorado pelas pessoas. A maioria não tem consciência de que está andando desalinhado ou desequilibrado. Compreender como se dá a aplicação de força em um movimento corporal tão simples como a marcha humana requer atenção, interesse e conhecimento de como acontecem suas diferentes fases.

10954Uma postura adequada ao caminhar ou correr significa favorecer uma boa aplicação de força nos gestos – o que depende da interferência na percepção corporal e no controle motor da marcha e de outros gestos cotidianos. Desse modo, é possível organizar a transmissão de força entre as articulações e os ossos, preservar os tecidos corporais, além de melhorar a estética, o condicionamento físico e o desempenho motor. Em outras palavras, significa ganhar mais saúde reaprendendo a caminhar.

Essa é a base da força dinâmica. A linha de trabalho, apurada em anos de prática clínica e treinamento, está descrita no livro Força dinâmica – Postura em movimento, que apresenta, além da força dinâmica, os princípios teóricos das ciências do movimento – como biomecânica, aprendizagem motora e fisiologia do exercício.

“Ao criar o método, nossa principal preocupação era alterar condicionamentos motores que já estavam internalizados e consolidados desde a infância”, afirmam Blass e Semiatzh. A marcha, segundo os especialistas, é um excelente instrumento para trabalhar os principais elementos envolvidos no controle do movimento. “Trata-se de uma tarefa motora básica, acessível e comum a todos nós, correspondendo a uma quantidade de carga suportável pela maioria das pessoas”, explicam.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/9788532309549

 

“QUEBRAR A CARA” É FUNDAMENTAL PARA QUE O ADOLESCENTE AMADUREÇA

Em entrevista ao portal UOL, a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando adolescentes em tempos difíceis (Summus Editorial), fala da importância de dar espaço ao jovem para que ele aprenda a lidar com situações difíceis. “Crescer envolve sofrimento, porque muitas coisas a gente só aprende quebrando a cara. Com os adolescentes, não é diferente”, afirma. Para ler a reportagem na íntegra, acesse: http://goo.gl/trmCUY

10645Numa época em que reina a falta de limites e os jovens são vistos como irresponsáveis, o diálogo entre pais e filhos é fundamental. Para a psicóloga, nunca foi tão importante dar exemplos. No livro, ela revela que o jovem precisa de modelos seguros para enfrentar a árdua etapa da adolescência. Já os pais devem parar de estigmatizar os filhos, oferecendo-lhes a oportunidade de mostrar seu valor. “O objetivo do livro é resgatar a dignidade do adolescente que é discriminado pelos próprios pais”, afirma a autora.

Baseada em sua experiência como psicóloga, psicopedagoga e mãe, a autora fala da necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar a autonomia deles. O amor parental não é estático. Ele muda com o tempo, conforme os filhos crescem. Por isso, segundo Elizabeth, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar os adolescentes.

O livro é resultado de um trabalho que durou seis anos. Nesse período, ela colheu experiências em seu consultório e observou, em diferentes lugares e momentos, o comportamento de pais e adolescentes. “Trata-se de uma constatação de tudo que eu vivo”, revela a psicóloga.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1191/Criando+adolescentes+em+tempos+dif%C3%ADceis

‘MAUS HÁBITOS COLOCAM O PAÍS ENTRE OS LÍDERES EM OBESIDADE’

Vice-campeão mundial em cirurgia bariátrica, quinto lugar no ranking mundial de obesidade. Sim, esses títulos nada honrosos são nossos. E deveriam preocupar a todos, não apenas os 60 milhões de brasileiros que estão acima do peso.

Antes considerados problemas de países ricos, o sobrepeso e a obesidade estão em alta nos países de baixa e média rendas, em especial nos grandes centros urbanos. No mundo todo, já são responsáveis por mais mortes do que a desnutrição.

A genética contribui com menos de 10% dos casos de obesidade. E as doenças endócrinas, como hipotireoidismo e problemas no hipotálamo, representam menos de 1% dos casos de excesso de peso. Ou seja, a vasta maioria dos casos está associada ao consumo de alimentos altamente calóricos, ricos em gordura, sal e açúcar, e ao sedentarismo.

O consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco ou mais porções ao dia.

Ao mesmo tempo, é excessivo o consumo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente.

Os refrigerantes também têm consumidores fieis. Um quarto (26%) dos brasileiros toma esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana. E isso, acreditem, já começa no berço.

O documentário sobre obesidade infantil “Muito Além do Peso” mostra que já existe no Brasil uma geração de crianças condenadas a morrer cedo ou a ter problemas de saúde por causa dos maus hábitos alimentares.

Segundo o filme, 56% dos bebês brasileiros com menos de um ano de idade tomam refrigerantes. Com essa informação, não é de se admirar que um terço das nossas crianças esteja acima do peso ou obesa.

O Ministério da Saúde tem algumas ações importantes para reverter esse quadro, como o lançamento recente do novo guia alimentar brasileiro, que prioriza o consumo de alimentos frescos em detrimento dos processados. Também tem feito um pacto com a indústria alimentícia para a redução do sódio dos alimentos industrializados.

Mas a verdade é que a obesidade ainda não entrou pra valer na agenda política do país. Receio do enfrentamento de interesses da indústria alimentícia ou apenas desinteresse total pela saúde da população e pelas finanças públicas?

Só para vocês terem uma ideia, o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas a ela gera um custo de R$ 488 milhões por ano ao governo brasileiro.

O fato é que, independentemente de políticas públicas, temos razões de sobra para buscar mudanças pessoais que nos levem a uma vida mais saudável. Isso se o nosso objetivo for viver e envelhecer com qualidade.

Pesquisa publicada na última quinta-feira (4) na revista médica “The Lancet” mostrou que a obesidade está roubando oito anos da expectativa de vida. Se levarmos conta os anos de vida sem doença, o rombo é ainda maior: 19 anos! Nunca é tarde para começar a comer melhor, vencer a preguiça e praticar atividades físicas.
Texto de Claudia Collucci, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 09/12/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2014/12/1559313-maus-habitos-colocam-o-pais-entre-os-lideres-em-obesidade.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro Maus hábitos alimentares, do médico Paulo Eiró Gonsalves:

20793MAUS HÁBITOS ALIMENTARES
Esclarecendo suas dúvidas
Coleção Guias Ágora
Autor: Paulo Eiró Gonsalves
EDITORA ÁGORA

Às vezes sabemos que determinada coisa não é muito saudável, mas, na dúvida, continuamos a usá-la. Outras vezes, desconhecemos totalmente a composição do que ingerimos. Este livro vai ajudar a esclarecer todas as dúvidas sobre o teor dos “maus” alimentos, naturais ou manipulados, e será de grande ajuda para quem já percebeu que a boa saúde requer bons hábitos alimentares.

Para conhecer outros livros do autor, acesse
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/Paulo+Eir%C3%B3+Gonsalves/all/0 e para conhecer todos os volumes da coleção Guias Ágora, acesse http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/colecao/Guias%20%C3%81gora

 

RÁDIO CBN ENTREVISTA ROBERTA PALERMO, AUTORA DE EX-MARIDO, PAI PRESENTE

70028
O programa CBN Madrugada conversou com a terapeuta familiar Roberta Palermo, autora de Ex-marido, pai presente – Dicas para não cair na armadilha da alienação parental, da Mescla, sobre a mudança no Código Civil que prioriza a adoção da guarda compartilhada dos filhos, no processo de separação dos casais.

Ouça a entrevista:

Para conhecer o livro da autora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

 

GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA DISPARA NO PAÍS E DIVERSIFICA LEQUE DE CURSOS

Em uma década, a quantidade de alunos de graduação a distância cresceu 23 vezes. A oferta de vagas diversificou —saltando de 8 para um leque de 84 cursos. Os formandos, antes pouco além de 4.000, alcançam 161 mil.

Os indicadores mostram como a graduação a distância ganhou espaço no país e conseguiu se expandir para setores até então inexplorados.

Em 2003, esses cursos beiravam 50 mil matrículas —1,3% do total da graduação. Em 2013, 1,15 milhão— 15,7%.

“É uma tendência mundial e irreversível. As empresas também estão investindo em treinamento a distância, em cursos corporativos. Elas estão acreditando nisso”, diz Ivete Palange, consultora da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

A maioria absoluta das matrículas —97,2%— estava concentrada antes na área de educação, como pedagogia. Agora, essa fatia caiu para 38,9% devido ao crescimento de outros cursos —que incluem ciências contábeis, enfermagem e engenharia.

Para Palange, as tecnologias de informação e comunicação superam entraves como a falta de interatividade entre alunos e professores.

Se antes a plataforma online de educação a distância se limitava a textos e gráficos, hoje é recorrente acesso a videoaulas e softwares que simulam experimentos.

Matriculado no primeiro semestre de engenharia civil a distância do Iesb, centro universitário privado de Brasília, Mauricio Meuren, 43, reconhece que a modalidade exige foco do estudante.

“Tenho esse perfil de aprender sozinho e sou muito focado. Separo meus horários, dou uma estudada e continuo minhas atividades”, afirma o empresário.

A cada 15 dias, ele tem aulas presenciais na instituição. “Eu me sentiria desestimulado em fazer um curso todo presencial, vendo um professor falando dez vezes a mesma coisa sendo que você já aprendeu e quer caminhar.”

DEBATE

A expansão do ensino a distância, entretanto, é motivo de debate entre entidades de classe. O Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), por exemplo, criou um grupo para discutir “medidas de regulação”.

“O conselho reconhece que os cursos estão crescendo e, portanto, se prepara para quando houver demanda de registros de graduados em cursos a distância”, diz Daniel Salati, coordenador da comissão de educação da entidade.

Na avaliação de Paulo Speller, secretário de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), eventuais resistências são motivadas por “desconhecimento.”

“As pessoas começam a ver que isso existe em outros países e com qualidade e não tem porque isso não acontecer aqui também”, afirma.

Para a consultora da Abed Ivete Palange, a tendência é que haja desenvolvimento de cursos “híbridos”, em que não haja mais distinção entre as modalidades.

Ela lembra que, de acordo com as regras atuais, 20% do conteúdo de um curso presencial já pode ser realizado a distância.

Texto de Flávia Foreque, de Brasília, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 05/12/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/12/1557892-graduacao-a-distancia-dispara-no-pais-e-diversifica-leque-de-cursos.shtml

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 Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro Educação a distância: pontos e contrapontos:

10715EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel Moran e José Armando Valente
Coleção Pontos e Contrapontos

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.