‘SAIBA COMO IDENTIFICAR SE SEU FILHO É MAIS UMA VÍTIMA DO CONSUMISMO INFANTIL’

– Compra!

Qual o pai e a mãe que nunca ouviu isso dos filhos? Em alguns casos, pode ser um pedido inocente. Porém, há crianças tomadas pelo consumismo, e por isso os pais devem estar atentos aos sintomas. Se os pais sempre dizem sim ao filho, a criança entenderá que seus desejos serão realizados sem que precise lutar por eles, podendo se tornar uma pessoa mimada e com dificuldades para buscar seus objetivos de vida.

Ao nascer, o bebê passa a expressar seus desejos, através do choro, do olhar e do toque. Aprende a se comunicar, transmitindo para a mãe que está com fome ou frio, por exemplo. O bebê vai se desenvolvendo e aprende outras formas de expressar o seu desejo. Por isso, de acordo com Marcela Clementino, psicóloga da rede Hapvida, crianças que convivem com limites e exemplos saudáveis consequentemente se tornarão adultos mais saudáveis e seguros.

“Quando uma criança ouve um ‘não’ diante de um desejo seu, ela aprende a lidar com as frustrações. Dessa forma, ela entende que as coisas não acontecem na hora e do jeito que ela quer”, explica a psicóloga. Isso fará com que a criança se torne um adulto que sabe lidar com as dificuldades que a vida traz, o que consequentemente traz menos sofrimento e também uma melhor relação com as outras pessoas.

Fique atento aos sinais

Os pais devem ficar atentos às atividades dos filhos que podem incentivar o consumismo desenfreado, como a televisão e a internet, monitorando o que veem, pois a criança ainda não tem discernimento para distinguir a fantasia da realidade. Também não possui capacidade crítica para avaliar se há necessidade de ter aquele bem que está sendo vendido.

É necessário averiguar se a influência ao consumismo não vem dos próprios pais, e depois conversar com o filho fazendo uma reflexão, perguntando se a criança precisa mesmo de tudo o que tem. Já na alimentação, os pais precisam entender a importância que o ato traz para a saúde e para o desenvolvimento da criança.

O mais importante de tudo é que os pais sejam exemplo para o seu filho, pois essa é a melhor forma dele aprender. “De nada adianta dizer que ele tem que comer fruta se os pais não comem, ou que não precisa de tantos brinquedos se a mãe compra uma roupa nova todo dia”, detalha a psicóloga Marcela Clementino. Ela aponta ainda que na hora de fazer as compras, os pais devem ser objetivos e seguros. É importante explicar para o filho e para si mesmo o motivo por qual estão adquirindo aquele produto e não desviar do foco, lembrando sempre da importância de dizer “não”.

 

Texto de Rosana Romão publicado originalmente na Tribuna do Ceara, em em 24/02/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/bemestar/saiba-como-identificar-se-seu-filho-ja-e-mais-uma-vitima-do-consumismo-infantil/

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 Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro:

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A CRIANÇA E O MARKETING
Informações fundamentais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil

Autoras: Luciene Ricciotti Vasconcelos, Ana Maria Dias da Silva

O marketing infantil é, hoje, uma das maiores ferramentas para vender produtos, influenciar famílias e conquistar a fidelidade de clientes. Mas que tipo de mensagem vem sendo direcionada às crianças e como pode prejudicar a autoestima e desvirtuar os valores dos pequenos? Escrita por uma especialista em comunicação e por uma psicóloga, esta obra é fundamental para pais e professores.

‘O NINHO ONDE O HOJE NASCEU’

Em artigo publicado pela Folha de S. Paulo (Seção Opinião) nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, a psicanalista Anna Veronica Mautner questiona o fato de as pessoas se orgulharem de não conhecer ninguém da rua onde mora ou de nunca ter conversado com o vizinho. “Que diabo de orgulho é esse?”, pergunta.
Leia o artigo na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/209529-o-ninho-onde-o-hoje-nasceu.shtml.

As crônicas de Anna Veronica são famosas. Em 2001, ela reuniu uma parte delas no livro 20800O cotidiano nas entrelinhas, lançado pela Editora Ágora. Na obra, ela escreve com carinho sobre os usos e costumes paulistanos a partir da década de 40, combinando lembranças dos bairros onde passou sua infância e adolescência, com as sensações que a cidade lhe provoca até hoje.

Cientista social, psicanalista e jornalista, Anna Veronica, que nasceu húngara e se fez brasileira, soma seus múltiplos olhares para falar dessa cidade que é tão sua. O chá de Mappin, a televisão, o casamento, a falta de capricho, os cheiros, tudo vira assunto divertido e inteligente em suas crônicas.

A partir de observações cotidianas e de suas lembranças, ela reflete sobre temas como educação, consumismo e cidadania. Com percepção aguda, muita reflexão e um texto que flui gostoso, suas crônicas são ao mesmo tempo registro social e puro deleite.

Para saber mais sobre esse e outros livros da autora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/anna+veronica/all/0

 

‘EX-ALUNOS CONTAM EXPERIÊNCIA DE ENSINO DOMICILIAR, QUE CRESCE NO PAÍS’

Desde 2012, o MEC permite que o desempenho no Enem seja utilizado como certificação de conclusão do ensino médio. O foco era beneficiar alunos de supletivo, mas a medida na prática facilitou também a vida dos jovens que foram educados em casa –o homeschooling.

Segundo a Aned (Associação Nacional de Educação Domiciliar), desde então o número de adeptos no Brasil dobrou e atingiu 2.000 famílias.

A Folha procurou ex-alunos do homeschooling para conhecer suas impressões sobre o sistema em expansão.

Lorena Dias, 17, saiu da escola em 2010, no 8º ano. Ela diz ter pedido para sair, porque sofria bullying e os pais estavam preocupados com as greves e a presença de drogas e no colégio público em que estudava, em Contagem (MG).

“Não tinha muita ideia de como faríamos. Fiquei um pouco perdida no início”, diz.

Ela admite que o padrão rígido de estudos estabelecido pelos pais no começo, determinando horários e os conteúdos, foi flexibilizado com o tempo. Questionada se isso não é ruim, ela responde que não. “Me senti livre para usar meu tempo da forma mais confortável. Na escola, você segue o ritmo do professor.”

Ela diz que sentia falta da convivência diária com crianças. Para tentar compensar, os pais faziam encontros quinzenais de famílias adeptas do homeschooling. Além disso, ela manteve contato com algumas amigas da escola.

Lorena está tentando se matricular em jornalismo em uma universidade de Brasília, onde mora hoje. A falta de um certificado de ensino médio tem sido um problema –para utilizar o Enem, o aluno precisa ter 18 anos, um a mais do que ela. Lorena tenta agora uma liminar judicial.

Vale lembrar que, apesar do Enem, o homeschooling não é regulamentado no Brasil, ao contrário do que ocorre nos EUA. Assim, as famílias precisam estar cientes de que não há consenso sobre sua legalidade.

Uma interpretação judicial possível é que as famílias estão violando o artigo 246 do Código Penal (que considera crime “deixar de prover à instrução primária” aos filhos).

A Aned alega que quem dá homeschooling não está deixando de prover instrução primária. A maior parte das famílias nunca teve problemas legais, mas ficou famoso o caso do casal Cléber e Bernadeth Nunes, de Timóteo (MG), condenado a pagar multa de R$ 9 mil em 2010 por educar os filhos em casa. O conselho tutelar levou o caso ao Ministério Público, que abriu a ação.

Os garotos Jônatas e Davi estão hoje com 20 e 21 anos. Jônatas critica o ensino formal –diz que as provas que fez eram “pura decoreba”. Em casa, não tinham horário para estudar: eram livres para decidir quando pegar nos livros. De família religiosa, liam a Bíblia com frequência.

Os garotos se dedicaram também à informática. Adolescentes, criavam sites para clientes da região. Em 2011, ganharam R$ 30 mil de prêmio na Campus Party, por um projeto de melhora para o AcessaSP (rede de acesso gratuito à internet de São Paulo).

Davi é hoje responsável pela informatização da nefrologia do hospital municipal de Betim (MG). “Vou querer educar meus filhos com ensino domiciliar”, diz.

Não seria o primeiro caso. A família Brennan, aliás, já está na terceira geração de homeschooling.

Os pais de Timothy Brennan Jr., 41, estudaram em casa porque, quando a família se mudou dos EUA para o Pará, a escola mais próxima ficava muito longe. Depois a família se mudou para o Rio Grande do Sul, mas ele foi educado da mesma forma.

Hoje em Chapecó (SC), onde é dono de uma escola de inglês, ele até tentou colocar os filhos em uma escola, mas ficou decepcionado com os resultados. Resolveu ensinar em casa Marky, 14, e Ellen, 12.

Um desafio, diz, é que ele morava numa fazenda, com liberdade para brincar e muitas crianças ao redor. Já Marky e Ellen estão em uma cidade, onde o contato com jovens é menor, assim como os espaços para lazer.

Outra limitação é que o sistema exige muito dos pais. Ricardo Dias, 44, pai de Lorena, diz que vários pais o procuram para saber como é o ensino em casa. “O pai fica o dia inteiro fora, a mãe também. Eu falo: não dá, não faz.”

“Por isso, a família tem de ter um nível financeiro bom”, afirma Luciane Barbosa, doutora em educação pela USP e autora de uma tese sobre o assunto. “É muito difícil dar certo em outras condições.”

É a opinião também do pedagogo Fabio Schebella. “Ao menos um dos pais vai ter que ficar em tempo quase integral com os filhos, e muitas vezes vai ter de estudar antes deles.

Texto de Mateus Luiz de Souza, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 25/02/2015: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2015/02/1594329-ex-alunos-contam-experiencia-de-ensino-domiciliar-que-cresce-no-pais.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Educação formal e não-formal: pontos e contrapontos, da Summus:

10501EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL: PONTOS E CONTRAPONTOS

Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Jaume Trilla, Elie Ghanem

Neste livro, os autores discorrem sobre os diferentes aspectos que contemplam essas duas perspectivas das práticas educativas, analisando seu aspecto histórico, social e político. Os pontos e contrapontos tecidos no diálogo estabelecido por Ghanem e Trilla sinalizam a importância da cooperação e da complementariedade entre a educação formal e a não formal, na busca de uma educação mais justa e mais democrática.

 

VOLTA ÀS AULAS: PAIS DEVEM REDOBRAR ATENÇÃO NO LANCHE DAS CRIANÇAS

Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, a nutricionista Claudia Lobo, autora do livro Comida de criança (MG Editores), destacou a importância de selecionar corretamente os alimentos para montar uma lancheira adequada para as crianças. Segundo ela, os pais devem ter uma alimentação equilibrada e comer bem para incentivar os pequenos. Ouça abaixo a entrevista na íntegra.

 

Hábitos alimentares saudáveis estão sempre entre os assuntos de saúde e qualidade de vida. O que também é motivo de muita conversa, só que restrita ao ambiente familiar, é a dificuldade de fazer as crianças comerem adequadamente. Em paralelo, dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apurados na POF – Pesquisa de Orçamento Familiar – mostram que os brasileiros estão abusando de alimentos industrializados e que o consumo exagerado de açúcar é comum em todas as faixas de renda. Geralmente responsáveis pelo abastecimento da casa, as mães são as que mais interferem nas decisões que podem ser definitivas para uma vida saudável. Então, por que não aplicar medidas diárias de boa alimentação?

Uma forma de começar a mudança dos hábitos alimentares já no início do ano é aprender a preparar uma lancheira saudável. Para ser prática, rápida, eficiente, gostosa e saudável, ela não precisa conter uma refeição completa, isso se faz em casa, no café da manhã, almoço e jantar. “Essas são as refeições principais e devem ser caprichadas; os lanches são simples complementos, embora também precisem ser saudáveis”, afirma Claudia.

50066Claudia apresenta no livro 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas, para ajudar pais e responsáveis a levar à mesa alternativas práticas, econômicas, nutritivas e muito saborosas de refeições para as crianças e para toda a família.

Na obra – que ficou entre os finalistas ao Jabuti, na categoria gastronomia, em 2010 -, ela também explica que quem prepara a lista de compras precisa se convencer de que o cardápio ideal requer dedicação além da observação do prazo de validade dos alimentos. Começando por pequenos truques como convidar a criança para ajudar na elaboração do prato, as mudanças podem ser mais radicais, principalmente na hora da compra, quando se dever estar atento para evitar “pegadinhas” das promoções e da praticidade disfarçando os industrializados.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1241/Comida+de+crian%C3%A7a

 

MORRE MARSHALL B. ROSENBERG, O CRIADOR DA COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA

Lamentamos informar que faleceu, no dia 7 de fevereiro de 2015, aos 80 anos, o psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, vítima de câncer. Pacifista, ele criou na década de 1960, com base em sua experiência de vida, uma forma de comunicação para substituir a violência. De acordo com a teoria da comunicação não-violenta, os conflitos entre as pessoas podem ser amenizados e frequentemente evitados apenas com palavras. Para isso, é preciso exercitar o respeito mútuo, a compaixão e a compreensão.

Incansável, Rosenberg dedicou a vida a disseminar suas ideias. Para apoiar esse processo, ele escreveu o livro Comunicação não-violenta, publicado no Brasil pela Editora Ágora em 2006. A obra, que traz um compêndio da sua filosofia, foi traduzida em mais de 30 idiomas e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares.

Tendo crescido em um bairro turbulento de Detroit, nos Estados Unidos, Rosenberg se interessou por novas formas de comunicação para criar alternativas pacíficas de diálogo que amenizassem o clima de violência. A comunicação não-violenta foi resultado de sua especialização em psicologia social, de seus estudos de religião comparada e de suas vivências pessoais.

Em 1984, Rosenberg fundou, na Califórnia, o Center for Nonviolent Communication (CNVC), que se transformou em uma organização sem fins lucrativos, com dezenas de pessoas habilitadas a dar treinamentos em todo o mundo. O trabalho tem sido realizado com educadores, profissionais da área de saúde, mediadores, empresários, detentos e guardas, policiais, militares, membros do clero e funcionários públicos.

O autor introduziu programas de paz em regiões assoladas por guerras, como Sérvia e Croácia, Burundi e Sri Lanka, e as técnicas da CNV estão sendo ensinadas em escolas na antiga Iugoslávia e em Israel. Rosenberg fez várias viagens para mediar conflitos.

No Brasil, o responsável por difundir a teoria foi o cientista social inglês Dominic Barter, discípulo de Rosenberg. Atualmente, ele preside a sede da CNVC, nos Estados Unidos. A entidade brasileira, criada em 2003, é sustentada por doações. Os profissionais ajudam a mediar conflitos em presídios, em morros do Rio de Janeiro, em empresas e até em ambientes familiares.

“Não há como descrever o impacto de Marshall na vida de tantas pessoas, por seu trabalho, por sua maneira de ser e pelo extraordinário equilíbrio entre ambos. Professor amado por milhares de pessoas em todos os continentes, ele tocou o coração delas”, afirma Barter.

Rosenberg, que ao longo da vida recebeu diversos prêmios, morreu em paz em sua casa, ao lado da mulher, Valentina, e dos filhos.

 

FRANTHIECO BALLERINI LANÇA “JORNALISMO CULTURAL NO SÉCULO 21”, EM SÃO PAULO, NO DIA 4 DE MARÇO

A Summus Editorial e a Livraria Martins Fontes Paulista promovem no dia 4 de março, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Jornalismo cultural no século 21, do jornalista Franthiesco Ballerini. O autor receberá amigos e convidados na livraria, que fica Av. Paulista, 509 – São Paulo.

Amparado em ampla pesquisa e entrevistas com quase 50 profissionais da área, entre eles os jornalistas culturais mais importantes em atividade no país, Ballerini faz uma análise completa e aprofundada do tema. Partindo do histórico do surgimento e da consolidação do jornalismo cultural no Brasil e no mundo, ele mostra como a atuação nesse nicho se consolidou ao longo dos séculos.

A proposta, segundo Ballerini, é fornecer as bases para entender a prática do jornalismo cultural no século 21, pois, ainda que a tecnologia a tenha revolucionado, é impossível compreender seus reais delineamentos sem um contexto histórico. “Afinal, é conhecendo os hábitos, os erros e as estratégias de seus protagonistas ao longo do tempo que se pode propor um futuro mais próspero para o campo”, afirma.

Depois de apresentar o conteúdo histórico, o autor mergulha nas principais áreas cobertas pelo jornalismo cultural: literatura, artes visuais, teatro, cinema e música.  “Procurei investigar com nomes fundamentais de todas as áreas quais eram as fragilidades, os pontos fortes e as grandes mudanças na cobertura. O que significa a entrada de novos personagens no jornalismo cultural, como gastronomia, moda, games. Mas, acima de tudo, de que forma a internet, as redes sociais e o predomínio cada vez maior do digital sobre o papel altera o trabalho do jornalista cultural”, afirma Ballerini.

O livro traz também um capítulo dedicado ao ensino universitário da especialidade e um ensaio sobre as inter-relações entre consumo e cultura. “A maior contribuição que os bons cursos de jornalismo podem dar ao mercado é formar profissionais que consigam, por meio de um texto claro, coeso e estilisticamente atraente, atrair leitores não para a óbvia historinha de super-herói do quinto filme da franquia hollywoodiana, mas para aquele curta-metragem estudantil do interior do Pará que, de forma simples, abordou uma grande questão cultural e social do momento. Em suma, levar o leitor a consumir mais cultura e não só entretenimento”, afirma o autor.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1399/Jornalismo+cultural+no+s%C3%A9culo+21

Jornalismo cultural no século 21

 

 

‘FUMAR CAUSA MAIS DOENÇAS E MORTES DO QUE SE IMAGINAVA, INDICA ESTUDO’

Um novo estudo acrescenta pelo menos cinco doenças e 60 mil mortes por ano ao mal causado pelo tabaco nos Estados Unidos. Antes do estudo, o fumo já era culpado por quase meio milhão de mortes por ano no país devido a 21 doenças, incluindo 12 tipos de câncer.

Os novos resultados são baseados em dados de saúde de quase 1 milhão de pessoas que foram acompanhadas por 10 anos. Além dos riscos conhecidos de câncer de pulmão, doenças arteriais, ataques cardíacos, doenças pulmonares crônicas e acidentes vasculares, os pesquisadores descobriram que o fumo também está associado a risco significativamente maior de infecção, doenças renais, doenças intestinais causadas por fluxo sanguíneo inadequado e doenças cardíacas e pulmonares antes não atribuídas ao tabaco.

Apesar das pessoas já serem bombardeadas com mensagens sobre os riscos de fumar, os pesquisadores dizem que é importante informar ao público que há ainda mais notícias ruins.

“A epidemia de fumo prossegue e há a necessidade de avaliar o quanto o fumo nos prejudica como uma sociedade, de apoiar os clínicos e as políticas de saúde pública”, disse Brian D. Carter, um epidemiologista da Sociedade Americana do Câncer e o primeiro autor de um artigo sobre o estudo, publicado no “The New England Journal of Medicine”. “Não é uma história encerrada.”

Em um editorial que acompanha o artigo, o dr. Graham A. Colditz, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis, disse que os novos resultados mostraram que as autoridades nos Estados Unidos subestimaram substancialmente o efeito do fumo sobre a saúde pública. Ele disse que os fumantes, particularmente aqueles que dependem do Medicaid (o seguro-saúde público para pessoas de baixa renda), não receberam ajuda suficiente para abandonar o fumo.

Cerca de 42 milhões de americanos fumam –15% das mulheres e 21% dos homens– segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças. Pesquisa mostra que a taxa de mortalidade deles é duas ou três vezes mais alta do que o de pessoas que nunca fumaram e que, em média, eles morrem mais de uma década antes dos não fumantes. Os fumantes apresentam uma probabilidade mais de 20 vezes maior de morrerem de câncer de pulmão. Pessoas pobres e aqueles com menor escolaridade formal apresentam maior probabilidade de fumar.

Carter disse que foi inspirado a explorar mais a fundo as causas de morte de fumantes após dar uma olhada inicial em dados de cinco grandes pesquisas de saúde sendo realizadas por outros pesquisadores. Os participantes eram 421.378 homens e 532.651 mulheres com 55 anos ou mais, incluindo quase 89 mil fumantes. Como esperado, as taxas de mortalidade eram maiores entre os fumantes. Mas doenças conhecidas como causadas pelo tabaco foram responsáveis por apenas 83% das mortes a mais entre as pessoas que fumavam.

“Eu pensei, ‘Uau, isso é realmente baixo’”, disse Carter. “Nós temos esse grupo imenso. Vamos mais a fundo, lançar uma rede mais ampla e ver o que está matando os fumantes que nós ainda não sabemos.”

A pesquisa foi paga pela Sociedade Americana do Câncer e Carter trabalhou com cientistas de quatro universidades e do Instituto Nacional do Câncer.

O estudo foi observacional, o que significa que olhou para os hábitos das pessoas, como fumar, e notou as correlações estatísticas entre o comportamento delas e sua saúde. A correlação não prova causa e efeito, de modo que esse tipo de pesquisa não é considerada tão forte quanto experimentos nos quais participantes são designados aleatoriamente a tratamentos ou placebo e depois comparados. Mas as pessoas não podem ser eticamente instruídas a fumar para um estudo, de modo que muitos dados sobre os efeitos do fumo sobre as pessoas vêm de estudos observacionais.

Analisando as mortes entre os participantes de 2000 a 2011, os pesquisadores descobriram que, em comparação a pessoas que nunca fumaram, os fumantes apresentavam o dobro da probabilidade de morrer por infecções, problemas renais e males respiratórios antes não associados ao tabaco, e cardiopatia hipertensiva, na qual a pressão alta leva a insuficiência cardíaca. Os fumantes também apresentavam uma probabilidade seis vezes maior de morrer de uma doença rara causada por fluxo insuficiente de sangue nos intestinos.

Carter disse ter confiança nos resultados porque biologicamente faz sentido que essas condições estejam relacionadas ao tabaco. O fumo pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de infecção, ele disse. Também se sabe que ele causa diabete, pressão alta e doenças arteriais, que podem levar a problemas renais. A doença arterial também pode reduzir o fluxo de sangue aos intestinos. Danos no pulmão causados pelo fumo, combinados com o aumento da vulnerabilidade a infecções, podem levar a múltiplos males respiratórios.

As doenças antes estabelecidas como sendo causadas pelo fumo eram os cânceres de esôfago, estômago, cólon, fígado, pâncreas, laringe, pulmão, bexiga, rim, colo do útero, lábio e cavidade oral; leucemia mieloide aguda; diabete; doenças cardiovasculares; acidentes vasculares; aterosclerose; aneurisma da aorta; outras doenças arteriais; doenças respiratórias crônicas; pneumonia e gripe; e tuberculose.

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Matéria publicada no The New York Times e reproduzida pelo portal UOL. Para lê-la na íntegra, acesse: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/the-new-york-times/2015/02/12/fumar-causa-mais-doencas-e-mortes-do-que-se-imaginava-indica-estudo.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros da MG Editores:

50059CIGARRO: UM ADEUS POSSÍVEL
Autor: Flávio Gikovate

Conseguir parar de fumar é algo parecido com a conquista de uma medalha olímpica. É uma conquista que honra o vencedor, resgata sua auto-estima, a força e a confiança na razão. A obra é uma proposta prática e cheia de calor humano para você se livrar de vez desse inimigo íntimo. E da saudade dele.

 

50050DEIXAR DE FUMAR FICOU MAIS FÁCIL
Edição atualizada
Autora: Dra. Jaqueline Scholz Issa

O grande mérito deste simpático trabalho é tratar o assunto com respeito e objetividade. Ele informa o que é necessário saber, baseado em pesquisa e na longa prática da autora, cardiologista que coordena o Ambulatório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração da FMUSP – Incor. Essencial para quem está flertando com a idéia de parar de fumar, ou já tentou largar o cigarro e não conseguiu. Prefácio do Dr. Adib Jatene.

‘ESTUDO SUGERE QUE ASSUMIR ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA É MELHOR PARA O ALUNO’

Adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) que “saem do armário” quando estão na escola tendem a ter uma autoestima mais elevada e níveis mais baixos de sintomas depressivos ao chegar à idade adulta, em comparação com jovens que escondem sua orientação sexual. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no American Journal of Orthopsychiatry, é um dos primeiros a documentar os benefícios de se assumir a orientação sexual na escola, apesar do fato de muitos jovens sofrerem bullying por causa disso.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Stephen Russel, analisou dados de uma iniciativa conhecida como Projeto Aceitação Familiar, que inclui pesquisas e intervenções promovidas pela Universidade do Estado de São Francisco para o bem-estar de crianças e adolescentes GLBT.

A pesquisa contou com 245 jovens brancos de 21 a 25 anos do projeto, que relataram ter sofrido bullying na escola por causa de sua orientação sexual, tendo saído ou não do armário. O grupo que assumiu a condição na escola apresentava uma autoestima mais elevada, mais satisfação com a vida e menos índices de depressão.

Russell comenta que adolescentes GLBT com frequência são orientados pelos adultos a manter sua orientação sexual em segredo, até para se protegerem de agressões e constrangimentos. Mas a pesquisa mostra que o conselho pode não ser o melhor para esses jovens a longo prazo, já que esconder algo tão importante sobre a própria identidade pode afetar a saúde mental.

Um dos fatos que incentivou Russell a fazer a pesquisa foi o caso de uma escola, na Flórida, que em 2008 foi processada por vetar a criação de um grupo de gays assumidos. Os diretores argumentaram que isso seria prejudicial aos próprios estudantes, e o pesquisador, na época, viu o quanto faltavam trabalhos para fundamentar a decisão da Justiça.

De qualquer forma, antes que qualquer adolescente tome a decisão de sair do armário, é preciso pesar bem os prós e os contras, pois nem tudo que é bom para a maioria é bom para todo mundo. Também vale a pena levar em consideração que alguns indivíduos demoram mais para definir sua orientação sexual do que outros.

Texto publicado originalmente no Blog do Jairo Bouer, em 10/02/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2015/02/10/estudo-sugere-que-assumir-orientacao-sexual-na-escola-e-melhor-para-o-aluno/

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Uma outra verdade, do psicólogo Claudio Picazio:

30058UMA OUTRA VERDADE
Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência
Autor: Claudio Picazio
EDIÇÕES GLS
A adolescência é, por si só, uma fase complexa. Porém, quando o jovem se descobre homo ou bissexual, as complicações aumentam. Especialista no atendimento desse público, Claudio Picazio aborda neste livro os problemas enfrentados pelos adolescentes LGBT e aponta soluções baseadas na ética e no resgate da dignidade.

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/claudio+picazio//all/0

GUARDA COMPARTILHADA É A MELHOR OPÇÃO APÓS O DIVÓRCIO?

O programa Desafio, do portal IG Delas, entrevistou a terapeuta familiar Roberta Palermo, autora do livro Ex-marido, pai presente – Dicas para não cair na armadilha da alienação parental  (Mescla Editorial), e o advogado Sérgio Marques da Cruz Filho, presidente estadual do Instituto Brasileiro do Direito da Família (IBDFAM), sobre a lei que estabelece que o juiz deve conceder a guarda compartilhada dos filhos também em casos de litígio – ou seja, quando o casal divorciado não entra em acordo. Para assistir a entrevista, acesse o link http://goo.gl/WVlqp4

70028No livro, Roberta apresenta informações fundamentais para os pais que desejam evitar e reverter a alienação parental, conquistando assim o direito de participar da vida e do desenvolvimento dos filhos.

Nos dias de hoje, fala‑se muito sobre alienação parental, fato que, para a terapeuta familiar, trata-se de um importante avanço. “A divulgação do tema alertou famílias e, principalmente, especialistas que lidam com os casos de abuso emocional em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro cônjuge depois da separação”, diz. Segundo ela, psicólogos, terapeutas, psiquiatras, advogados, conselhos tutelares e juízes – responsáveis pelas decisões finais nos processos que acabam nos fóruns de família – agora são capazes de conduzir o assunto com muito mais critério.

Embora ainda não haja números precisos sobre o tema, alguns dados ajudam a entender por que a mãe tem mais chance de se tornar alienadora. De acordo com as Estatísticas de Registro Civil, divulgadas em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 87,3% dos casos são elas que detêm a guarda dos filhos em casos de separação. Nesse contexto, ainda segundo o IBGE, cerca de 1/3 dos filhos perde contato com os pais, sendo privados do afeto e do convívio com o genitor ausente.

“O objetivo da obra é fortalecer o pai para que ele não permita que a mãe atrapalhe sua convivência com o filho depois da separação”, afirma a autora. Ao longo do livro, ele encontra todas as explicações necessárias sobre essa forma de abuso psicológico. “O pai precisa entender alguns pontos importantes sobre o papel de cada um, principalmente quando já existe um novo relacionamento”, complementa a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1311/Ex-marido,+pai+presente

PROGRAMA COTIDIANO ENTREVISTA ORGANIZADORA DE “CÉU DA BOCA”

No dia 30 de janeiro foi comemorado o Dia da Saudade. Em homenagem à data, a jornalista Luiza Inez, do programa Cotidiano (Rádio Nacional de Brasília), entrevistou a editora Edith Elek, organizadora da obra Céu da Boca, da Ágora.  Acompanhe abaixo a entrevista .

 

20023O livro nasceu de um trabalho realizado com pacientes com câncer, em que em um dos exercícios desenvolvidos, que pedia que os pacientes relembrassem de uma cena marcante da infância ou adolescência, e ela observou que a maioria das lembranças era ligada a uma cena de refeição, seja muito boa ou ruim. Todos tinham histórias marcantes e sentiam saudades do passado.

Para a editora, cenas como as que ocorriam naqueles grupos se repetem e mobilizam as pessoas. Segundo ela, todos têm uma história para contar sobre memórias da infância e lembranças que marcaram negativa ou positivamente. Edith Elek analisa que saudade são lembranças ou memórias, que despertam a vontade de voltar no tempo.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/990/C%C3%A9u+da+boca