‘PAI QUE PARTICIPA DE CRIAÇÃO GERA FILHOS MAIS INTELIGENTES E FELIZES, DIZ ESTUDO’

Filhos se tornam mais felizes e bem-educados quando seus pais participam mais ativamente e, desde cedo, da educação e das tarefas das crianças, defende um relatório recém-divulgado por uma organização ativista. Os próprios pais que participam mais ativamente da educação dos filhos também são beneficiados, com melhoras observadas na saúde física e mental.

O relatório “State of the World’s Fathers” (“O Estado dos Pais do Mundo”, em tradução livre) foi o primeiro publicado pelos ativistas da MenCare e tem 288 páginas analisando quase 700 estudos de vários países onde este tipo de informação está disponível.

“Quando os homens assumem um papel de ‘cuidador’, pesquisas mostram que o envolvimento do pai afeta a criança da mesma forma que o da mãe. A plena participação dos pais foi ligada a um maior desenvolvimento cognitivo e a um melhor desempenho na escola, mais saúde mental para meninos e meninas e taxas menores de delinquência entre os filhos”, afirma o relatório.

De acordo com o documento, estudos em vários países mostraram – também – que a interação do pai é importante para o desenvolvimento da empatia e habilidades sociais de filhos e filhas. A organização afirma que o relatório não pretende ser um antagonista da relação entre filhos e mães ou colocar as mães em segundo plano.

“(O relatório) Complementa a importante defesa (feita pelo relatório) ‘Estado das Mães do Mundo’, que é publicado pela Save the Children desde 1999, e do ‘Estado das Crianças do Mundo’, que é publicado pela Unicef desde 1996.”

Pais mais saudáveis

O documento da MenCare afirma ainda  que os pais que se envolvem mais na criação dos filhos são mais felizes e saudáveis: “Homens que têm uma participação profunda na vida dos filhos relatam que este relacionamento é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade”.

“Estudos mostram que pais que relatam conexões próximas e não violentas com os filhos vivem mais, têm menos problemas de saúde mental ou física, são menos propensos ao abuso de drogas, mais produtivos no trabalho e relatam ser mais felizes do que os pais que não relatam esta conexão com os filhos.”

O relatório também afirma que pais mais envolvidos permitem que mulheres e meninas consigam atingir seus potenciais completos, no presente e para as futuras gerações. “Globalmente, as mulheres ganham, em média 24% menos do que os homens, em grande parte devido à carga maior no trabalho de cuidadoras. Ao dividir o (trabalho) de cuidadores e o trabalho doméstico, homens dão apoio à participação das mulheres na força de trabalho e à igualdade das mulheres em geral.”

O documento também pontua que o maior envolvimento dos pais nessas tarefas influencia gerações futuras levando as filhas a escolherem mais carreiras consideradas masculinas e que pagam melhores salários e os filhos a encararem com mais naturalidade trabalhos domésticos.

Mais envolvimento 

O relatório salienta que o envolvimento dos homens nos cuidados com a família está aumentando em algumas partes do mundo, mas não é igual ao das mulheres em nenhum dos países. “Mulheres agora são mais cerca de 40% da força de trabalho formal do mundo, mas elas também continuam fazendo entre duas a dez vezes mais trabalhos com os filhos e trabalhos domésticos do que os homens.”

“Um estudo de tendências na participação dos homens (nessas tarefas) realizado entre 1965 e 2003 em 20 países descobriu um aumento de, em média, seis horas por semana na contribuição de homens casados e empregados no cuidado com as crianças e tarefas domésticas.”

De acordo com o documento da MenCare, dados compilados no Brasil, por exemplo, mostraram que o tempo que as mulheres passam em trabalhos não pagos (cuidados com a família) e trabalhos domésticos caiu um pouco entre 2001 e 2011, de 24 horas para 22 horas por semana.”

Mas, o relatório lembra que, neste mesmo período, o tempo que os homens passaram fazendo trabalhos domésticos ou cuidado da família aumentou “apenas oito minutos, de dez horas por semana para dez horas e oito minutos.”

Matéria da BBC Brasil publicada no UOL em 27/06/2015. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2015/06/27/pai-que-participa-de-criacao-gera-filhos-mais-inteligentes-e-felizes-diz-estudo.htm

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Se você se quer saber mais sobre participação paterna na criação dos filhos, conheça o livro da Mescla Editorial:

70028EX-MARIDO, PAI PRESENTE
Dicas para não cair na armadilha da alienação parental
Autora: Roberta Palermo

 

Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, este livro traz informações fundamentais para aqueles que desejam evitar e reverter o problema, conquistando assim o direito de participar da vida e do desenvolvimento dos filhos. Com dicas objetivas, ele é uma importante ferramenta para fortalecer a relação pai-filho.

HÁ 135 ANOS, NASCIA “O MESTRE SALA DOS MARES”

A Censura no governo militar

A abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, ocorreu sem inclusão social, restando aos libertos a pobreza, o subemprego e o estigma de séculos de escravidão. Este quadro excludente, o historiador e jornalista gaúcho, Décio Freitas (1922-2004), que foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro, conceituou de “Brasil inconcluso”, título de um de seus livros.

No mês de junho de 1880, há 135 anos, nasceu João Cândido e nada mais justo que nos lembremos do samba que evoca a sua figura e o exemplo de resistência contra a opressão. Essa composição, imortalizada na voz de Elis Regina (1945-1982), poderia, também, ser batizada com o título de “Mestre-Sala da Liberdade”, devido à sua luta contra a injustiça e o desrespeito à dignidade humana. Na escola de samba, o mestre-sala corteja e protege a porta-bandeira. No caso do Almirante Negro, ele defendeu a porta-bandeira da liberdade no bailar das águas.

“O Mestre-Sala dos Mares” nasceu em Encruzilhada, no Rio Grande do Sul, em 24/6/1880. Filho dos ex-escravos João Felisberto e Inácia Cândido Felisberto. João Cândido, com apenas 13 anos, lutou a serviço do governo na Revolução Federalista do Rio Grande do Sul (1893-1895). Aos 14 anos se alistou no Arsenal de Guerra do Exército e com 15 anos ingressou na Escola de Aprendizes Marinheiros de Porto Alegre. Passados cinco anos foi promovido a marinheiro de primeira classe. Ao completar 21 anos, em 1903, foi promovido a cabo-de-esquadra, embora tenha sido rebaixado a marinheiro de primeira classe, por introduzir no navio um baralho para jogar. Serviu na Marinha do Brasil por 15 anos, tempo em que viajou pelo Brasil e outros países.

A Revolta da Chibata /1910

À noite, em 22 de novembro de 1910, eclodiu, no Rio de Janeiro, a “Revolta da Chibata”, devido aos castigos corporais sofridos pelos marujos, que eram punidos com chibatadas como à época da escravidão. Após Marcelino Menezes ter recebido, como castigo, 250 chibatadas, no encouraçado Minas Gerais, a marujada, composta por 90% de negros pobres, rebelou-se. O movimento tramado por marinheiros, como Francisco Dias Martins, o “Mão Negra” e os cabos Gregório e Avelino, teve como porta-voz o timoneiro João Cândido.

O “Mestre Sala dos Mares” era prestigiado pelos colegas, sendo com frequên-

cia designado para exercer liderança a bordo, inclusive, em suas viagens por outros países da Europa. Na Marinha, João Cândido devido a seu bom comportamento nunca sofrera castigos físicos. Em 1910, foi enviado à Inglaterra, para conduzir o encouraçado Minas Gerais ao Brasil.

Durante a viagem inaugural do Minas Gerais, João Cândido e companheiros ficam sabendo do movimento em prol da melhoria das condições de trabalho que exerciam os marinheiros britânicos entre 1903 e 1906. Tomaram conhecimento, também, da insurreição dos russos embarcados no encouraçado Potemkin, em 1905, que se tornaria tema de filme em 1925.

No calor da luta, quando eclodiu a revolta, três oficiais e o comandante do encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves, foram mortos, o que trouxe consequências trágicas para os envolvidos. O motim se estendeu a outros navios, sendo seus comandantes destituídos. Além do Minas Gerais, os marujos tomaram os navios Bahia, São Paulo, Deodoro, Timbira e Tamoio, hasteando bandeiras vermelhas e um pavilhão: “Ordem e Liberdade”.

Cerca de 2.300 homens comandaram os navios de guerra, direcionando mais de 80 canhões para o Palácio do Catete (RJ). Além da anistia, os marujos exigiam o fim dos castigos, aumento do soldo e redução da carga horária. Em 25/11/1910, o presidente Hermes da Fonseca (1855-1923) lhes deu anistia, porém, três dias depois, decretou as expulsões da Marinha e prisões. Os marujos, após devolverem os navios aos oficiais, foram surpreendidos: haviam sido traídos. Na imprensa, neste ínterim, alguns periódicos começaram a criticar a fragilidade do Governo e da Marinha ao concederem a Anistia aos revoltosos. Alguns membros da Marinha, inclusive, de alta patente faziam declarações públicas no mesmo sentido. Os jornais da época registram que a população local teve o reflexo de buscar abrigo fora do centro da cidade e das regiões litorâneas, temendo os canhões dos poderosos navios que estavam apontados para o Palácio do Catete. Embora o receio, uma parte da imprensa manifestou simpatia pelas reivindicações dos marujos.

Texto de Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite via Guest Post, publicado originalmente no Portal Geledés. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.geledes.org.br/ha-135-anos-nascia-o-mestre-sala-dos-mares/#ixzz3e0FJdxH1

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Para saber mais sobre o Almirante Negro, conheça o livro:

40045JOÃO CÂNDIDO
Autor: Fernando Granato
SELO NEGRO EDIÇÕES

Conhecido como “Almirante negro”, João Cândido Felisberto foi o líder da Revolta da Chibata, ocorrida no Rio de Janeiro em 1910. Figura importante na luta por melhores condições na Marinha, esse herói brasileiro só teve sua anistia concedida em 2008, 39 anos após sua morte. Fruto de ampla pesquisa, esta biografia mostra o lado humano de João Cândido, cuja vida foi marcada por tragédias, perseguições e miséria.
……….
Esta obra faz parte da coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O objetivo da Coleção é abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Para conhecer a coleção completa, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/colecao/Retratos%20do%20Brasil%20Negro

CLÁUDIA LOBO AUTOGRAFA O LIVRO “ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA”, NA LIVRARIA LEITURA, EM GOIÂNIA

A MG Editores e a Livraria Leitura (Goiânia) promovem no dia 30 de junho, terça-feira, das 19h às 21h30, o lançamento do livro Alimentação saudável na infância, da nutricionista Cláudia Lobo. No início do evento, às 19h, a autora fará uma palestra sobre o tema do livro. Em seguida, haverá uma sessão de autógrafos. A livraria fica no Goiânia Shopping, Av. T – 10, no 1.300, Piso 3, Setor Bueno, Goiânia, GO.

Há cerca de 20 anos, a desnutrição infantil era um problema de saúde pública causado por falta de comida. Hoje, o Brasil está se tornando um país de obesos anêmicos por mau uso da alimentação. Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que quase 35% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso. Doenças como diabetes, hipertensão arterial e até mesmo câncer vêm sendo apontadas como consequências da obesidade. Como mudar esse quadro e garantir às crianças saúde e longevidade?

No livro Alimentação saudável na infância, Cláudia mostra o caminho para implantar – e manter – uma alimentação saudável na rotina dos pequenos. Com dicas e soluções práticas, ela ensina a escolher os alimentos adequados e prepará-los de forma saborosa e nutritiva.

Ao longo da obra, dividida em 20 capítulos, a autora indica com profundidade o passo a passo para selecionar, comprar, preparar e armazenar os alimentos ideais para uma boa nutrição. Ela aborda também a importância da mastigação e a melhor forma de apresentar diferentes pratos às crianças, além de oferecer dicas de como lidar com manhas e birras na hora das refeições. Trata-se de um guia para ajudar a transformar os hábitos alimentares de toda a família. Mudanças no cotidiano, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados pela nutricionista.

“É extremamente difícil alimentar adequadamente uma criança nos dias de hoje. Falta tempo para preparar refeições equilibradas em casa, os pequenos estão voluntariosos e cheios de vontades, não aceitam a maioria dos alimentos que deveriam comer e só querem aqueles que não acrescentam nada de bom à saúde. Além do mais, certas comidas são mais saborosas que outras e as mais gostosas nem sempre são saudáveis”, afirma Cláudia. Ao mesmo tempo, ela acrescenta, todos os dias surgem informações, muitas vezes desencontradas, de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos.

A proposta da obra é mostrar o “caminho das pedras”, ensinando como fazer, na prática, que as crianças se alimentem bem sempre. Segundo a autora, as mudanças devem acontecer com planejamento e calma, sem estresse.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1415/9788572550796

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SUMMUS LANÇA O LIVRO “EQUIPES SOLIDÁRIAS”, DE RENATA DI NIZO

Com as constantes mudanças, os avanços tecnológicos e a forte necessidade de inovação, o universo corporativo virou uma torre de babel, impondo às empresas um ambiente multicultural. Diante desse cenário, é preciso estimular uma ética comportamental capaz de valorizar o semelhante e, incondicionalmente, ser receptivo às distintas culturas, ao outro, ao grupo, à integração. Segundo Renata Di Nizo, garantir um clima aberto à cooperação é condição de sobrevivência necessária à natureza intrínseca da inteligência coletiva. No livro Equipes solidárias – Por que em grupo e não sozinho?, lançamento da Summus, ela faz uma 11018reflexão sobre a necessária transição do mundo individualista para aquele em que os grupos são possíveis, mesmo diante da contínua dualidade entre real e virtual. Para a autora, somente os laços solidários mobilizam o bom desempenho no ambiente corporativo.

“Sabe-se hoje que uma boa política de cargos e salários não é suficiente para reter talentos”, afirma Renata. Segundo ela, as empresas reconhecem a importância de ter uma proposta estruturada que assegure o engajamento – o vínculo afetivo, a vontade de ir além, o entusiasmo pelo trabalho e pela organização. Para que isso se concretize, segundo ela, nada confere tanto peso como o fato de a liderança se importar genuinamente com o desenvolvimento das equipes e de cada pessoa. “Sustentar a força grupal que move montanhas é remar a favor da diversidade”, complementa a autora, lembrando que a criatividade das pessoas está intimamente relacionada à qualidade dos relacionamentos.

Partindo da dinâmica dos grupos de ajuda mútua – como Alcóolicos Anônimos, Tabagistas e Mulheres que Amam Demais Anônimas, entre outros –, a autora explica a lógica do bom funcionamento grupal no ambiente corporativo. Baseando-se em leis e premissas que orientam e auxiliam indi­víduos que não teriam sucesso sem o apoio dos pares, ela aborda pontos nevrálgicos que atingem as organizações, como o individualismo e a desconsideração do outro. Segundo Renata, alguns gaps comportamentais incidem negativamente no desempenho das equipes e, por conseguinte, no resultado dos negócios. “Por mais que se busquem novas estratégias de gestão de pessoas, é importante saber como motivá-las. Promover um foco compartilhado de propósito não basta”, afirma.

A autora mostra ainda que assegurar uma cultura de valor norteada por uma perspectiva ética e pelo princípio da responsabilidade é uma estratégia clara e simples que implica direção e, consequentemente, visão de futuro. Em função do dinamismo do mercado globalizado, ações comuns e colaborativas tornam-se mais ágeis e capazes de antecipar respostas, assegurando uma vantagem competitiva.

Segundo Renata, o potencial colaborativo, por meio de redes de inovação entre indivíduos e entre empresas, parece fornecer respostas mais adequadas às demandas ambientais. Em vista disso, pessoas e organizações estão interligadas por um conjunto de relacionamentos e redes que surgem, com base em elos de confiança, como uma linguagem de vínculos. É uma maneira compartilhada de interagir com a realidade, de enxergar e explorar limitações, diferenças e distintos aspectos de um problema. “A eficiência e a eficácia do capital social dizem respeito aos processos e às dinâmicas grupais, à qualidade de relacionamento e à comunicação. Para tanto, é fundamental a troca de experiências, a disseminação de estratégias, informações e conhecimentos”, explica a autora.

A obra inclui depoimentos de funcionários dos mais diversos escalões que participa­ram de treinamentos em Recursos Humanos conduzidos pela autora.

Renata Di Nizo formou-se pela tradicional Escola Superior de Arte Dramática de Barcelona. Em seguida, dedicou-se à pesquisa e à experimentação da criatividade em grupos, no Instituto de Ciências da Educação da Universidade Central de Barcelona. Em Paris, estudou teatro com Augusto Boal e juntou-se a outros educadores, empenhados em fomentar metodologias arrojadas. Estudou criatividade em Paris com o sociólogo Guy Aznar e dinâmica e funcionamento de grupos na pós-graduação da Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos e Coaching Integrado (International Coaching Institute). Em 2000, criou a Casa da Comunicação, empresa especializada em soluções de aprendizagem que visam estimular a expressão criativa e o diálogo multicultural, repensar velhas formas de fazer as coisas e buscar outras melhores, inovando – em conjunto – continuamente. Sua prática profissional inspirou e embasou diversos livros, que constituem importantes subsídios para o desenvolvimento de competências de comunicação e criatividade.

Para saber mais sobre o livro Equipes solidárias, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Equipes+solid%C3%A1rias

Para conhecer os outros livros da autora publicados pelo Grupo Summus, acesse:

 

‘COMO MELHORAR A RELAÇÃO ENTRE MÃE E BABÁ’

Respeito e cumprimento das regras são essenciais para que o dia a dia não seja conflituoso.

Ter uma babá para ajudar a cuidar dos filhos é uma necessidade para muitas mães, mas a relação com a profissional pode ser complicada. O contato intenso com os filhos dos chefes e a proximidade da rotina da família podem trazer à tona sentimentos e rancores mútuos.

Para evitar transtornos na relação mãe-babá, os esforços devem começar já na contratação da profissional. Fernando Souza, diretor administrativo da agência Prendas Domésticas, afirma: “É necessário se certificar que a babá tenha as qualificações e competências necessárias para exercer a função que a contratante deseja”.

Ainda na contratação está uma das etapas mais importantes, segundo Renata Simonetti, consultora da agencia de babás Alô Babá. “As pessoas têm que ser bem claras ao estabelecer as regras da casa”. Ela reforça ainda que é fundamental que os pais criem uma rotina de atividades com horários de alimentação, banho entre outras tarefas para as babás seguirem.

Mas apenas instituir as regras não é o suficiente, é preciso respeitá-las. “O principal para a relação de trabalho ter sucesso é o que foi combinado na contratação ser mantido” defende Fernando. De ambos os lados, reforça.

Ele também diz que qualquer contratempo, como um dos pais precisar sair mais tarde do trabalho, ou outra mudança nas regras pré-estabelecidas devem ser avisados e explicados à babá. Ter consideração pela profissional e sua vida fora do trabalho também são pontos importantes para o bom relacionamento.

Pode ou não pode

Muitas vezes, os conflitos aparecem diante da determinação das tarefas que as babás devem ou podem exercer. Fernando esclarece: “A babá deve fazer todas as tarefas relacionadas à criança”. Ou seja, lavar as roupas da criança que cuida e fazer a comida dela, mas o cuidado com o resto da família não é uma obrigação dessa profissional.

Outra função que não pode se exigir da babá é a de educar a criança. “Quem dita as regras são o pai e a mãe. A baba faz só a manutenção do que foi determinado”.

Mas os problemas na relação entre mãe e babá não existem apenas com relação às tarefas. Uma questão importante é o relacionamento entre as partes. Por estar dentro de casa e muito próxima ao filho, acaba existindo a dúvida se o tratamento deve ser estritamente profissional ou se pode haver intimidade.

“Os pais têm que construir uma relação íntima com a babá, para criar confiança”, sugere Renata. Mas ela lembra que não se pode confundir intimidade com total liberdade: “Deve-se sempre manter o respeito”.

Os conflitos podem ser mais frequentes no período de adaptação. Por mais que a profissional seja experiente, cada família tem um ritmo diferente com o qual a babá precisa se acostumar. A criança também precisa se adaptar com uma nova pessoa cuidando dela, e esta pode ser uma etapa complicada.

Fernando recomenda para as mães que têm mais de duas crianças, com idades muito distantes, que tenham duas babás. Além da quantidade de trabalho e atenção que se deve ter com tantas crianças, quando as idades não são próximas, as necessidades são diferentes. No caso de ter apenas uma babá, Renata recomenda que se deixe claro em quais atividades as crianças podem estar juntas e quais devem ser feitas separadamente.

Matéria publicada originalmente no iG, em 12/06/2015. Para lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/filhos/2015-06-12/como-melhorar-a-relacao-entre-mae-e-baba.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro:

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Manual de instruções
Autora: Roberta Palermo
MESCLA EDITORIAL

Escrito para mães e babás, este livro visa melhorar o relacionamento entre ambas. De um lado estão dicas para que a mãe encontre uma boa babá, ajude-a a se adaptar à rotina familiar e conheça a legislação trabalhista. Do outro, a babá encontrará dicas para trabalhar bem, lidar com conflitos e transmitir segurança aos pais.

 

‘CONTADOR DE HISTÓRIAS E COM DNA DE ESCRITOR, RICARDO VIVEIROS COMEMORA MEIO SÉCULO DE CARREIRA NA COMUNICAÇÃO’

O jornalista Ricardo Viveiros completa, em 2015, meio século de carreira no mundo da comunicação com muitas histórias para contar. Histórias que ele mesmo destaca gostar de contar, conforme deixou claro ao receber à reportagem do Portal Comunique-se na sede da agência criada há quase três décadas e que leva o seu nome: Ricardo Viveiros & Associados. “Falo demais”, disse, mais de uma vez, durante a conversa que teve quase uma hora de duração. E boas histórias não faltaram. Ele relatou que começou a atuar na mídia como uma “brincadeira de garoto”, explicou o modo inusitado com o qual passou a atuar do “outro lado do balcão”, sendo assessor de imprensa, e fez questão de evidenciar que foge de rótulos como empresário, gestor ou chefe. “Sou jornalista”, enfatiza.

De família tradicional, filho de um industrial farmacêutico e de uma atriz, Viveiros valoriza profundamente a educação que recebeu em sua juventude pelos padres jesuítas do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Comunicador nato, o executivo declara que nasceu vocacionado e que carrega “DNA de escritor”. O início de sua caminhada como jornalista se deu na revista Nova Geração, para a qual desenvolveu projetos como colunista, repórter e entrevistador. “Era apenas uma experiência, embora eu já tivesse carteira assinada”.

Profissional versátil, o próprio jornalista define sua carreira como atípica. “Diferentemente de outros colegas que trabalharam durante muitos anos na mesma área, tive oportunidade de passar por todas as mídias. Trabalhei em rádio, TV, jornal, revista e agência de notícias”. Com estas experiências, Viveiros atuou ao lado de grandes nomes, referências da comunicação, e se envolveu na luta contra a ditadura militar no Brasil, período em que foi preso e torturado. Assim, o profissional foi forçado a fugir para o exterior, onde atuou como correspondente internacional, palestrante e professor.

Após o exílio, Viveiros iniciou projeto diferente no Diário do Comércio. Ele foi encarregado de entrevistar os 300 diretores das maiores empresas nacionais. Com os textos da coluna ‘Palavra de Empresário’ publicados, o jornalista era procurado frequentemente pelos entrevistados, que o convidavam para desenvolver trabalhos como assessor de imprensa. Apesar de negar os convites, a ideia despertou a vontade de seguir carreira na área. “Comecei a desenvolver uma tese de doutorado sobre essas relações das forças produtivas com a mídia. Concluí e a submeti a um ilustre professor da época, que me disse que isso não funcionaria como tese de doutorado, mas sim como estudo de viabilidade técnica e econômica para montar uma assessoria de imprensa. E eu fiquei com aquilo na cabeça”.

Com a “frustrada” tese de doutorado, Viveiros seguiu na imprensa e em determinado momento participou de um processo de seleção para ser o diretor geral de jornalismo de uma grande empresa de televisão. “Fui o escolhido”, conta, sem revelar o nome do canal. “Acontece que o dono da emissora era supersticioso. Ele foi tratar uma doença no exterior e na volta foi entrevistado por dois bons colegas que fizeram com ele uma bela matéria. Ele entendeu aquilo como sinal divino e derrubou o processo de seleção. Fiquei desempregado e resolvi seguir o conselho do professor de montar a assessoria de imprensa”.

Assim, surgiram as primeiras atividades da RV&A, sigla pela qual a agência também é conhecida. “Olhando para os 50 anos que se passaram, vejo que trabalhei em todos os meios e em grandes veículos. Visitei 106 países do mundo fazendo matérias, dei aulas durante 25 anos, escrevi 33 livros e tenho uma empresa com esse perfil”.

Com 28 anos de existência e clientes de diversas áreas em seu portfólio, a agência chega a 2015 com diversos prêmios conquistados ao longo das quase últimas três décadas, como o “Selo Agência de Confiança” do ano (H2R Pesquisas Avançadas). Além disso, o fundador da empresa faz questão de ressaltar: a Ricardo Viveiros & Associados está entre as 20 maiores companhias do setor do país, sendo a única com 100% de capital brasileiro e a não possuir contas governamentais.

E justamente no ano em que seu fundador completa meio século na comunicação, a RV&A ganhou novas instalações. A estrutura da empresa deixou, no primeiro trimestre de 2015, o bairro paulistano da Vila Madalena para funcionar em Pinheiros, também na cidade de São Paulo, onde possui amplo espaço para 40 colaboradores, com computadores de última geração e identidade visual clean. A sala do CEO, no último andar, remete à ideia do executivo de trabalho em equipe, com paredes de vidro, abertas aos olhos de seus funcionários e receptiva a novas ideias, conforme ressalta o próprio Viveiros.

Dentro do escritório, os funcionários são estimulados pela meritocracia e investimento para o desenvolvimento de quem está na casa. Para isso, existe o programa “Banco de Talentos”, pelo qual os colaboradores ganham financiamento de cursos universitários. Além da graduação, oito empregados são beneficiados, atualmente, com o projeto cursando pós-graduação. “Investimos muito em tecnologia de ponta e capacitação dos recursos humanos. Acreditamos muito no desenvolvimento dos profissionais que fazem a diferença e têm os valores do jornalismo”, declara Viveiros.

Os ideais da empresa refletem a experiência adquirida por seu criador durante os 50 anos dedicados à comunicação. “Trabalhamos com assessoria de imprensa, mas fazemos jornalismo institucional”, afirma. Todas as operações da agência são realizadas com base na ética jornalística, com compromisso de qualidade, de produtividade, de velocidade e segurança de dados, faz questão de destacar o fundador e presidente da Ricardo Viveiros & Associados.

Dos primeiros passos aos grandes veículos

Cresci num ambiente de muita educação, cultura e informação. Desde pequeno, estudei com os padres jesuítas do Colégio Santo Inácio e era bom aluno de redação, história, geografia e filosofia. Com o passar do tempo, fui entendendo que meu negócio era escrever. Eu era um menino muito curioso, sempre perguntava por que, como, onde…

A revista Nova Geração era editada pelos padres jesuítas e tirava 35 mil exemplares. Lá, eu comecei escrevendo colunas, depois fazendo reportagens e entrevistas. Mas aquilo ainda era visto como uma brincadeira, um hobby. Embora eu tivesse salário e carteira assinada.

Meu pai, um homem inteligente, logo percebeu que eu não ia seguir a carreira dele e me encaminhou para trabalhar na Tribuna da Imprensa, com o Carlos Lacerda. Fiz uma carreira atípica, não por mérito meu, mas por destino. Isso é muito raro. Se você pegar grandes profissionais, vai ver que sempre trabalharam com um só foco. Tive a felicidade e a oportunidade de ter passado por todos os meios e em vários grandes veículos.

Convivi com grandes jornalistas, como Carlos Drummond de Andrade, Alberto Dines, Samuel Wainner, Oldemário Touguinhó, Carlinhos de Oliveira, Alceu de Amoroso Lima e Sérgio Porto. Foram anos de grande aprendizado. Também trabalhei no início da televisão, em emissoras que já foram extintas, casos de Continental, Rio e Excelsior.

Exilado

Em meados dos anos 1960, me envolvi com a luta contra a ditadura militar no Brasil. Acabei indo para o exílio porque era necessário. Amigos morrendo, pessoas sendo assassinadas, sumindo. Eu já tinha sido preso, então aproveitei o momento para ir para fora. E no exterior, sobrevivi fazendo trabalhando para agências de notícias. Além disso, ministrava palestras e lecionava. Como eu tinha boa base de educação dada pelos padres jesuítas e boa base de cultura dada pela família, pude sobreviver razoavelmente bem. Nunca pensei em desistir da carreira em comunicação. Nasci vocacionado, com esse DNA de escritor. No começo, eu não sabia exatamente o que era, mas depois foi se encaminhando para o jornalismo.

Do outro lado do balcão

Assessor de imprensa é como cirurgião plástico. Se você notar que o serviço foi feito, é porque foi mal feito. Se há uma regra para dar certo como assessor de imprensa é ser insatisfeito o tempo todo. O elogio não contribui, a crítica constrói. O fato de eu ter vindo de 22 anos na mídia, quando fundei a empresa, me ajudou muito. Naquele tempo não tinha internet e celular. O que tinha era máquina de escrever, sem ser elétrica e sem tecla corretiva! Eu lembrava do tempo que estava na redação com um monte de releases iguais na minha mesa. Metade, ou mais, ia para o lixo.

No começo da RV&A, eu tinha quatro clientes. O que eu fiz? Comprei papeis marrom, verde, amarelo e azul. Uma cor para cada. Montava o título do cliente em duas linhas e datilografava em duas colunas. Fiz carimbos com os logos de cada veículo, escritos ‘Exclusivo para você’. Comecei inovando aí. O colega da redação recebia aquele monte de releases todos iguais e tinha aquele que eu havia enviado, que se destacava. Como o texto era bom, tinha apuração de informação, o sujeito se entusiasmava. Era um negócio diferente na formatação e correto no conteúdo. 

Texto escrito por Tácila Rubbo e Anderson Scardoelli, publicado originalmente no Portal Comunique-se. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/especiais/77452-contador-de-historias-e-com-dna-de-escritor-ricardo-viveiros-comemora-meio-seculo-de-carreira-na-comunicacao-info

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Para saber mais sobre a experiência de sucesso de Ricardo Viveiros, conheça:

10365O SIGNO DA VERDADE
Assessoria de imprensa feita por jornalistas
Autores: Ricardo ViveirosMarco Antônio Eid
SUMMUS EDITORIAL

Dirigido a estudantes e profissionais de comunicação, este livro apresenta a experiência de sucesso da Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação, uma das maiores e mais respeitadas assessorias de imprensa do Brasil. Além de trazer cases instigantes e atuais, a obra explica a estrutura do jornalismo institucional no país e oferece um modelo de media training.

JOÃO DORIA JR. ENTREVISTA GIKOVATE

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Em entrevista a João Doria Jr., no programa Show Business, da Band, o psicoterapeuta Flávio Gikovate falou sobre carreira, depressão e vaidade humana. O bate-papo foi exibido no último sábado, dia 6 de junho. Veja a entrevista na íntegra: http://goo.gl/k109LU


Conferencista e autor consagrado, Gikovate lançou em 2014 o livro Mudar - Caminhos para a transformação verdadeira. Na obra, ele reconhece as dificuldades para quem deseja mudar e lembra que vontade pessoal e autoanálise são importantes, mas não só. A razão também tem papel primordial.

“É preciso ousar, tentar realizar os sonhos que elaboramos. Quem não acha que terá condições de ousar e tratar de perseguir seus sonhos não deve construí-los”, afirma Gikovate. Segundo ele, viver sem sonhos pode ser triste, mas mais doloroso é tê-los e não persegui-los. “Isso é muito mais terrível que tentar e fracassar. No fim das contas, todo processo de mudança deveria ter como objetivo principal o crescimento pessoal, tanto emocional como moral. Aqueles que alcançarem esse patamar saberão muito bem o que desejam fazer da vida e terão coragem, disciplina e determinação para ir atrás de seus sonhos.”

50109No livro, Gikovate analisa os obstáculos que enfrentamos quando nos propomos a mudar um comportamento e aponta caminhos para vencer os entraves. A vontade pessoal e a autoanálise são ingredientes fundamentais, mas a razão também tem papel primordial: o que de fato queremos mudar? Quem desejamo-nos tornar? Estaremos dispostos a abrir mão da estabilidade para alcançar nossos objetivos? Conseguiremos suportar a dor das perdas imediatas para gozar de benefícios em longo prazo?

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1380/Mudar