XI CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PSICOTERAPIA E II CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIA DA ABRAP

Com realização da ABRAP – Associação Brasileira de Psicoterapia  e da FLAPSI – Federação Latino-Americana de Psicoterapia acontecem de 19 a 22 de agosto de 2015, na Unip – Campus Paraíso/Vergueiro, o XI CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PSICOTERAPIA e o II CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOTERAPIA DA ABRAP.

O Grupo Editorial Summus apoia o evento e terá suas obras presentes por meio da Livraria Zagodani.

Saiba mais sobre o congresso em http://www.psicoterapia2015.com.br.

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Para conhecer os livros do Grupo Summus da área, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/Psicologia,+Psicoterapia

 

NOITE DE AUTÓGRAFOS DE “A COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO”

Na terça-feira, dia 28, o oncologista Ricardo Caponero autografou seu livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico, da MG Editores.
Veja abaixo alguns momentos do evento que reunião amigos e convidados do autor na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo.

Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1420/Comunica%C3%A7%C3%A3o+m%C3%A9dico-paciente+no+tratamento+oncol%C3%B3gico,+A

“NÓS, MULHERES NEGRAS, SOMOS TRIPLAMENTE DISCRIMINADAS”, DIZ PROFESSORA

Há 23 anos, em 25 de julho de 1992, acontecia pela primeira vez um encontro de mulheres negras latino-americanas e caribenhas nas terras de Santo Domingo, na República Dominicana. Foi quando instituiu-se um dia em memória a todas elas e suas lutas.

Para a professora mineira Luana Tolentino, 25 de julho é um dia para comemorar as conquistas das mulheres negras, assim como também é um momento de reflexão, de luta por mais direitos e de denunciar a situação de opressão e de desvantagem em que vivem as mulheres negras, não só no Brasil, mas em toda a América Latina e no Caribe.

Na última década, é perceptível o aumento significativo de políticas públicas em benefício de jovens, mulheres e homens negros, como a criação da Secretaria da Igualdade Racial e o sistema de cotas. “Ainda temos um caminho longo e tortuoso para percorrer, mas os avanços e as mudanças ocorridas nos últimos anos me deixam bastante esperançosa de que podemos, sim, construir um país melhor para todos nós”, aponta ela.

Mesmo com a humildade e o otimismo de quem aguarda dias mais justos, Luana pensa que a sociedade brasileira ainda precisa passar por um processo de reeducação: “Uma educação antirracista e antissexista, ou como nas palavras da médica e feminista Fátima Oliveira ‘o nosso país precisa passar por uma faxina moral’”.

É necessário assumir que o Brasil é um país extremamente racista, o que ocasiona a exclusão e a marginalização de mais da metade da população. É inaceitável que ainda hoje as negras tenham menor escolaridade, recebam menores salários e apresentem índices maiores de mortalidade materna, quando comparadas a mulheres brancas.

Luana conta que é por meio das ações que ela e outras ativistas buscam educar e denunciar a situação de desigualdade em que se encontram, não somente as mulheres, mas toda a população negra.

Sua história se assemelha a de muitas outras mulheres negras do Brasil. Entre os 13 e 18 anos, ela trabalhou como babá, faxineira e doméstica, quando experimentou diversas formas de humilhações. “Essas profissões continuam sendo ocupadas majoritariamente pelas afrodescendentes, mas fico extremamente feliz que esse quadro esteja mudando”, compara.

Há sete anos ela é professora de História do ensino fundamental e médio e, apesar de todas as dificuldades que envolvem a profissão, dar aula, ensinar e aprender são as atividades que ela mais gosta na vida. Luana também é historiadora, bolsista do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pela UFMG, pesquisa sobre a imprensa feminina e feminista, e também cronista.

“Nós, mulheres negras, somos triplamente discriminadas, em função do gênero, da raça e também de classe, já que a grande maioria das afro-brasileiras pertence às classes mais pobres. Mesmo que ascendamos socialmente, não ficamos imunes ao preconceito e às humilhações.”

Há cerca de dois anos, ao chegar numa escola particular para dar uma palestra, o porteiro perguntou se ela estava procurando vaga para o cargo de serviços gerais. A atitude reflete na concepção de boa parte da sociedade, que acredita que os negros devem estar sempre em ocupações de menor prestígio social e econômico. “Espera-se que não tenhamos voz, que estejamos prontas para servir os outros, numa eterna perpetuação do regime escravagista”, critica.

Matéria de Amanda Garcia , publicada originalmente no iG, em 25/07/2015. Para Lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-07-25/nos-mulheres-negras-somos-triplamente-discriminadas-diz-professora.html

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Se você tem interesse pelo tema, conheça alguns livros da Selo Negro Edições:


40046RACISMO, SEXISMO E DESIGUALDADE NO BRASIL
Consciência em Debate
Autora: Sueli Carneiro

Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

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40070MULHERES NEGRAS NO BRASIL ESCRAVISTA E DO PÓS-EMANCIPAÇÃO
Organizadores:
Juliana Barreto Farias, Giovana Xavier, Flávio Gomes

Como foi a participação das mulheres cativas na sociedade escravista e nas primeiras décadas da pós-emancipação? Como protestaram mirando a escravidão e contrariando a ideia de que aceitaram com passividade a opressão imposta? Os ensaios desta coletânea, que abrange os séculos 18 a 20, constituem um quadro amplo e fascinante das experiências das mulheres africanas, crioulas, cativas e forras.

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40007
OUTROS TIPOS DE SONHOS

Organizações de mulheres negras e políticas de transformação
Autora: Julia Sudbury

Este livro busca repensar e transformar os conceitos do feminismo. Entrevistando uma série de ativistas, a autora traça um quadro histórico das organizações de mulheres negras. As entrevistadas descrevem e teorizam o próprio trabalho, recuperando a imagem da sua ação coletiva para o pensamento atual.

ELIANE BIO AUTOGRAFA O LIVRO “O CORPO NO TRABALHO DE PARTO”, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Vila Madalena-SP) promovem no dia 29 de julho, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro O corpo no trabalho de parto – O resgate do processo natural do nascimento. A fisioterapeuta obstétrica Eliane Bio recebe os convidados no piso superior da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo.

Diante da epidemia atual de cesarianas – que coloca o Brasil numa vergonhosa posição diante de outros países –, um número crescente de mulheres vem buscando recursos que propiciem o resgate do parto normal. Porém, ao longo das últimas décadas, em paralelo à valorização do seu papel social e à capacitação profissional, muitas delas deixam de acreditar nas habilidades naturais do corpo feminino e no próprio poder de dar à luz. Medo de sentir dor, preocupação com o bebê e falta de contato com o próprio corpo são alguns dos obstáculos. No livro, Eliane mostra essencialmente que a mulher é capaz. Partindo de sua experiência de mais de 30 anos como fisioterapeuta obstétrica, ela defende, sem radicalismos, a integração corpo e mente e oferece recursos fundamentais para as mulheres participarem com consciência da experiência do trabalho de parto.

Segundo Eliane, ao longo das últimas quatro décadas, a assistência ao parto normal foi maciçamente medicalizada e institucionalizada com a introdução de tecnologias, exames complementares e equipamentos para rastrear e prevenir riscos ao binômio materno-fetal. “Isso tudo paralelo a um comportamento cada vez mais passivo da mulher e a um gradual ‘desaprendizado’ em relação aos saberes do próprio corpo”, afirma.

No livro, a fisioterapeuta propõe exatamente o caminho inverso, mostrando o significado do resgate feminino e da capacidade inerente da mulher de parir usando meios próprios e naturais.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310255

Corpo no trabalho de parto

 

 

“LIVROS EM REVISTA” RECEBE RENATA DI NIZO, AUTORA DA SUMMUS

Ralph Peter, apresentador do programa Livros em Revista, recebe Renata Di Nizo, fundadora da Casa da Comunicação e autora de Equipes solidárias, da Summus. Assista:

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O programa vai ao ar toda quinta-feira as 17h00 pela TV Geração Z – www.tvgeracaoz.com.br

Conheça o livro:

11018EQUIPES SOLIDÁRIAS
Por que em grupo e não sozinho?
SUMMUS EDITORIAL

O cenário atual impõe às empresas um ambiente multicultural. Sem saída, elas precisam aprender a celebrar a diversidade. Como fazê-lo? Renata Di Nizo explica aqui a lógica do bom funcionamento dos grupos no ambiente corporativo, abordando pontos nevrálgicos como o individualismo e a desconsideração do outro. Para ela, somente os laços solidários mobilizam a solidariedade necessária ao bom desempenho.

Para ver todos os títulos de Renata Di Nizo publicados pelo Grupo Editorial Summus, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/renata+di+nizo/all/0

PNL, A ARTE DA EXCELÊNCIA HUMANA

Ápice_vetorA Ápice Desenvolvimento Humano, um dos melhores institutos de PNL do Brasil, oferece aos leitores da Summus Editorial um presente especial: 10% a 15% de desconto* na Formação Practitioner em PNL, curso inicial para quem deseja um entendimento profundo da PNL.

*15% à vista ou 10% parcelado em 10 vezes sem juros no cartão ou no cheque.

O QUE É PNL ou Programação Neurolinguística?

É muito mais do que uma maneira de falar ou de pensar positivamente, este sistema de conhecimentos, surgido na Califórnia (EUA) no início dos anos 70, e que se mantém em desenvolvimento até hoje, vem revolucionando os métodos de comunicação e desenvolvimento humano, sendo largamente procurado por pessoas das áreas de terapia, gestão de pessoas, vendas, treinamento, educação e comunicação, entre outras.

É desafiante definir de forma concisa o que é PNL, porque ela é muitas coisas ao mesmo tempo e traz resultados surpreendentes, sendo usada por pessoas com diferentes finalidades. Resumidamente, como Richard Bandler, um dos criadores da PNL, diz “a Programação Neurolingüística é um processo educacional sobre como usar melhor o nosso cérebro”.

Ela é exatamente isso. Talvez a coisa mais importante a saber sobre a PNL é que através dela é possível utilizar o cérebro para alcançar quaisquer resultados que desejamos, tornando possível conseguir excelência em qualquer campo de interesse.

A PNL surgiu do interesse em compreender, descrever e ensinar modelos comportamentais e linguísticos de pessoas consideradas excelentes naquilo que faziam, e por isso também é conhecida como a arte da Excelência Humana.

Também pode ser definida como o estudo da experiência subjetiva humana. De uma forma mais ilustrativa, podemos considerá-la como o manual de instrução do funcionamento do cérebro humano, ou seja, de como o cérebro capta e registra informações através dos 5 sentidos, de como estrutura e processa estas informações e a partir disso mantém e produz padrões de pensamentos, padrões emocionais, comportamentais e comunicacionais que se apresentam de forma consciente ou inconsciente em nosso dia a dia.

Neste manual também estão contempladas orientações de como intervir nestes registros de modo a obter respostas emocionais ou comportamentais mais positivas, mudando padrões que estão limitando seu crescimento pessoal ou profissional. Com as ferramentas da PNL é possível obter as mudanças que queremos em nossas vidas de maneira rápida e precisa, e surpreendentemente sem esforço.

Uma das razões que faz da PNL um conjunto de ferramentas de resultados extremamente eficientes e rápidos é que ao invés de investigar e discorrer pela vida toda da pessoa, ela age cirurgicamente, assertivamente, justamente sobre as estruturas ou registros inconscientes específicos referentes àquelas mudanças que se deseja obter, economizando-se assim tempo e dinheiro.

A PNL é hoje considerada um dos modelos mais eficientes em processos de mudanças breves e objetivas. Pode ser utilizada tanto para questões emocionalmente complexas como depressão, pânico, vícios, fobias, timidez e insegurança, como para questões comportamentais mais simples como uma dificuldade de estudar ou resistência para praticar exercícios. Mais do que um tratamento, a PNL oferece um processo catalisador de desenvolvimento pessoal em qualquer área da vida.

Além disso, a PNL também é um modelo poderoso de comunicação que traz resultados altamente positivos nos relacionamentos e na aprendizagem.

Saiba mais sobre a formação practitioner em PNL: http://www.apicedesenvolve.com.br/pessoal/practitioner-em-pnl.html

Serviço:

Curso: Practitioner em PNL
Org.: Ápice Desenvolvimento Humano
Mais informações no link acima ou pelo telefone (11) 2361-5000
OBS.: Para ter acesso ao desconto, basta mencionar que é leitor da Summus Editorial.

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Para ver os títulos de PNL publicados pela Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/PNL+(Programa%C3%A7%C3%A3o+Neuroling%C3%BC%C3%ADstica)

‘LUTO NÃO RECONHECIDO PODE LEVAR AO ADOECIMENTO – COMO RESOLVER ISTO?’

O luto não reconhecido vem de perdas como o de um filho prematuro, uma traição conjugal, aposentadoria, o desaparecimento de um parente, a perda de um animal de estimação… São experiências muitas vezes ignoradas ou desacreditadas pelo próprio enlutado ou pela comunidade e quando isto acontece, pode levar ao adoecimento. É preciso entender a reação de quem está passando por isto, ser empático e tentar se colocar no lugar dessa pessoa, porque viver isolado e ignorado torna o luto mais intenso e prolongado.

A psicóloga Gabriela Casellato, organizadora do livro O resgate da empatia – Suporte psicológico ao luto não reconhecido diz que, ao longo de sua experiência, foi observando que muitas vezes as pessoas procuram ajuda, não necessariamente porque estão adoecidas, mas porque estão sozinhas nas suas perdas. Muitas dessas situações têm a ver com essa dor que não pode ser compartilhada, seja porque o próprio enlutado não a valoriza como algo significativo ou porque a própria sociedade não reconhece.

No livro, várias histórias ilustram situações de pessoas que sofrem por não aceitar o luto ou não por saber lidar com isto e apresenta soluções para cada caso abordado.

Confira abaixo a entrevista ao programa Cotidiano, com apresentação da jornalista Luiza Inez Vilela, na Rádio Nacional de Brasília.

 

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Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310088

 

RICARDO CAPONERO AUTOGRAFA O LIVRO “A COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO” EM SÃO PAULO

A MG Editores e a Livraria da Vila (Shopping JK Iguatemi) promovem no dia 28 de julho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares. O oncologista Ricardo Caponero, autor da obra, receberá os convidados na livraria, que fica na Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, SP.

Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo se descobre portador da doença, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos na área, o oncologista Ricardo Caponero dispôs-se a criar um guia sobre como dialogar com esses pacientes. No livro, ele explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica.

Embora seja uma atividade comum e rotineira na área da saúde, a arte da comunicação assume um papel muito mais significativo em situações particulares em que a mobilização de grande quantidade de conteúdo emocional está em evidência. Na oncologia, ela se dá entre o profissional e um paciente que não gostaria de estar ali, que sabe que vai ouvir muitas coisas que não desejaria ouvir ou nega a doença que tem. Se a comunicação já apresenta dificuldades, nessas circunstâncias ela se torna ainda mais desafiadora.

Por isso, segundo Caponero, os oncologistas deveriam conhecer em profundidade os meandros da comunicação dinâmica, já que ela é parte fundamental do tratamento. “Os profissionais que participam do diagnóstico devem estar minimamente esclarecidos sobre a importância e o impacto que a comunicação exerce – tanto como alento quanto como sofrimento”, afirma.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
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Comunicacao medico-paciente

‘POR QUE A TRAGÉDIA ATRAI TANTO?’

As notícias de tragédias prendem a atenção das pessoas mais facilmente do que fatos de outras naturezas. Isso acontece pela combinação de dois fatores: o cérebro e a informação.

O cérebro: Aprendemos mais rapidamente comportamentos relacionados a emoções negativas, a exemplo de medo, do que aqueles relacionados a emoções positivas como prazer, alegria ou amor. Basta levar um choque uma única vez ao enfiar um arame na tomada para nunca mais repetir tal comportamento. Isso ocorre porque a consolidação da memória para eventos aversivos tem uma estrutura especial no cérebro, a amígdala (não confundir com as amídalas linfoides situadas na faringe), tamanha a importância para a sobrevivência de se aprender a evitar situações perigosas.

Absolutamente todas as vias sensoriais têm conexões com essas duas amígdalas nos lobos temporais do cérebro. Assim, quando entramos em contato com uma situação de tragédia, gerando emoções negativas, a ativação da amígdala nos coloca em estado de alerta e recruta todas as áreas cerebrais necessárias para a aprendizagem. Ou seja, é natural interessar-se pela tragédia do outro porque ela desperta medo e ansiedade, duas emoções essenciais para garantir a sobrevivência, ou seja, é impossível para o cérebro ignorar uma situação de tragédia com a qual entre em contato.

A informação: O desenvolvimento dos meios de comunicação permite que a informação circule com muita facilidade. Quando um fato novo acontece, ele pode alcançar potencialmente boa parte da população mundial quase que instantaneamente. Este é o poder combinado da internet e do satélite. Só para exemplificar, no último domingo (19), uma quase-tragédia correu o mundo em poucas horas pela TV e, principalmente, pelas redes sociais. As imagens do surfista australiano Mick Fanning quase sendo atacado por um tubarão chamaram a atenção no mundo todo. Nosso interesse imediato dependeu exatamente do funcionamento das amígdalas cerebrais. O perigo da situação impacta por nos imaginarmos no mesmo cenário, mesmo não sendo surfistas.

É raro testemunhar pessoalmente tragédias como essas. Portanto, é a combinação desses dois fatores (cérebro e informação em massa) que faz com que cultivemos socialmente e de forma massiva o interesse pela tragédia alheia.

Obviamente há um desdobramento mais complexo dessa conjunção, que é o uso dessa constatação pela mídia, que está interessada em audiência. Para tal, muitas vezes ela lança mão desse interesse natural pela tragédia na hora de selecionar sua pauta. Já mencionei aqui como telejornais sensacionalistas fazem mal à saúde.

Lembro de estar certa vez assistindo ao programa Datena na sala de espera do dermatologista. Um corpo havia sido encontrado no Rio Tietê. Um helicóptero do telejornal ficou mostrando o resgate ao vivo por “longos” minutos sob uma enérgica narração do apresentador. Aos poucos, pessoas começaram a se aglomerar na ponte próxima para acompanhar o trabalho dos bombeiros. Datena disparou: “O que eu não entendo é a curiosidade dessas pessoas em cima de um corpo!”.

Embora esta dúvida tenha partido do jornalista que manteve uma aeronave por mais de dez minutos sobre o mesmo defunto, eu espero que este texto tenha esclarecido a dúvida. Não podemos modificar o que a evolução determinou mas, conscientes de como ela funciona, podemos voluntariamente evitar nos expor tanto assim às tragédias pois essa superexposição, além de não ajudar a evitá-las ou compreendê-las, ainda é prejudicial à saúde.

Texto de publicado originalmente no blog Em Terapia, de Arnaldo Cheixas Dias, em 21/07/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://vejasp.abril.com.br/blogs/terapia/2015/07/21/por-que-tragedia-atrai-tanto/?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejasp

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 Tem interesse pelo assunto? Conheça:

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10496ESPREME QUE SAI SANGUE
Um estudo do sensacionalismo na imprensa
Autor: Danilo Angrimani
SUMMUS EDITORIAL 

O autor investiga o fenômeno do sensacionalismo na imprensa sob várias dimensões: sua história através dos tempos, sua produção, e as razões mais profundas que fazem com que um amplo público seja atraído por este produto. O livro analisa como a linguagem utilizada remete ao inconsciente dos consumidores atendendo a necessidades psicológicas coletivas, e investiga os mecanismos que interagem no processo de atração e compra sensacional.

RÁDIO UNESP ENTREVISTA ONCOLOGISTA AUTOR DA MG EDITORES

Ouça entrevista da Rádio UNESP com Ricardo Caponero, autor da obra A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico:
http://podcast.unesp.br/perfil-17072015-ricardo-caponero-entrevista-2330

Ricardo CaponeroGraduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Caponero é especialista em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e em Cancerologia Clínica pela Associação Médica Brasileira (AMB), além de mestre em Oncologia Molecular pelo Centro de Investigaciones Oncológicas de Madri, Espanha. Membro da American Society of Clinical Oncology (Asco), da European Society for Medical Oncology (Esmo), da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (Mascc), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO) e da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP), é ex-presidente e atual diretor científico dessa última instituição. Atua como oncologista na Clinonco – Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo. É ainda coautor do livro Câncer e prevenção, também da MG editores.