ASSOCIAÇÕES CRITICAM BIPOLAR DE BÁRBARA PAZ EM “A REGRA DO JOGO”: “NÃO É REAL”

Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos dizem que novela “A Regra do Jogo” não condiz com realidade

Quando Darina Hediard* tinha 13 anos, foi diagnosticada com depressão. Tomou remédios até quase 17 anos e teve acompanhamento psicológico no período. Aos 19, logo depois de entrar na faculdade, os médicos descobriram que o que ela tinha não era uma depressão, mas o transtorno afetivo bipolar, ou bipolaridade. Quem trouxe novamente à tona o tema é a novela “A Regra do Jogo”, em que Nelita, personagem interpretada por Bárbara Paz, é considerada bipolar. No entanto, as cenas da novela não são fiéis àquelas que acontecem na vida real de um bipolar, analisam especialistas.

Crítica à novela

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) se posiciona sobre a novela e diz: “É importante salientar que a personagem da novela não tem nenhuma relação com a realidade de nenhuma patologia psiquiátrica. O quadro apresentado não tem nenhuma relação com o Transtorno de Humor Bipolar”.

A Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) se posicionou contra os estereótipos da novela, em nota. “A novela veicula uma informação incorreta sobre o que é transtorno bipolar e, como foi ressaltado nos capítulos iniciais, confunde transtorno de múltiplas personalidades (ou transtorno dissociativo de identidade) com transtorno bipolar com sintomas psicóticos e mostra o personagem em questão com comportamentos que não se identificam com os sintomas dos Transtornos de Humor”.

Realidade diferente e equilibrada

Darina, hoje com 25 anos, conta o que acha sobre a novela. “A personagem mostra exatamente como são todos os estereótipos que existem sobre o transtorno bipolar, e não gostei nada disso. [A novela] Passa uma ideia de que o bipolar não tem limites hora alguma, que nunca sabe o que quer, que é louco e que tem mais de uma personalidade, como se tudo fosse ou oito ou oitenta, sempre com drogas, dívidas e violência. Isso está fora da realidade”, critica.

Na realidade, o transtorno bipolar não é tão simples de ser diagnosticado. A estudante de design gráfico também critica a banalização do preconceito. “Muitos dizem ter o transtorno simplesmente por mudar de humor repentinamente, dizendo coisas como ‘ah, isso é culpa do meu lado bipolar’ ou ‘nossa, como estou bipolar hoje!’. Isso acaba passando uma imagem de que ser bipolar é legal, levando as pessoas a verem isso tudo como brincadeira, o que diminui a gravidade da doença diante dos outros”.

Darina conta que no início procurou um psiquiatra por causa de ataques de pânico. “Mas ao longo das conversas foi saindo o diagnóstico. Hoje, seis anos depois do diagnóstico, percebo que tive minha primeira crise de mania quando entrei na faculdade. Aquilo era totalmente diferente para mim e me aparentava ser sensacional”, conta ela.

Bebidas e ataque de pânico

“Com isso, comecei a beber, sair e acabei terminando um relacionamento de quase quatro anos. Depois de um tempo vivendo essa vida boêmia, fiquei mal, bem mal mesmo. Comecei a me cortar, ter ataques de pânico e procurei a psiquiatra”.

Ela conta que, quando esteve na fase depressiva, viu o mundo em tons de cinza. “Nada tinha graça, nada me interessava. Não via motivo para sair, estudar, comer ou até tomar banho. Era um sofrimento enorme, uma dor no peito que não me deixava querer ou fazer nada”, conta ela. “Me cortar gerava uma grande descarga de adrenalina que aliviava a dor, ver o sangue escorrendo me acalmava”.

A psicóloga da Clínica Maia Simone Clara Paiva Martins da Silva explica que o transtorno bipolar normalmente acontece em episódios que podem durar longos períodos.

“Quando em crise, o paciente pode ter um episódio de mania (euforia), e aí fica com uma sensação de poder, de que pode fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Ele perde a crítica social e às vezes pode agir de forma um pouco grosseira ou inadequada, durante uma festa ou no trabalho”, conta ela.

“Alguma coisa vai destoar do padrão. Esse período pode ser longo, mas a família deve ficar atenta porque a pessoa não fica estável, e vai da mania para a depressão”. A transição dos estados de humor, no entanto, não é rápida como mostra a novela.

A internação de um paciente bipolar, conta Clara, só é necessária se ele estiver com sintomas psicóticos. Caso contrário, poderá ser tratado com medicação e terapia e viver a vida fora de uma clínica.

Parte do texto de Elioenai Paes, publicado no iG, em 28/09/2015. Para ler a matéria na íntegra, acesse:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2015-09-28/associacoes-criticam-bipolar-de-barbara-paz-em-a-regra-do-jogo-nao-e-real.html

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Quer saber mais sobre transtorno afetivo bipolar? Conheça o livro da MG Editores:
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50051ENIGMA BIPOLAR
Consequências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor: Teng Chei Tung

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

O CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA – UMA AUTOBIOGRAFIA

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Walter Clark foi um dos mais importantes profissionais da televisão brasileira.
Em sua autobiografia, escrita com o jornalista Gabriel Priolli seis anos antes
de sua morte, ele conta sua trajetória pessoal – marcada por grandes paixões, inúmeras mulheres e muito luxo – e profissional – sobretudo na TV Rio e, mais tarde, na Globo. Trata-se de leitura indispensável para entender
a implantação e a consolidação da TV no Brasil – até hoje 
o veículo
de comunicação mais poderoso do país.

11035“Vou construir uma estrutura que vai resistir aos tempos, a mim e ao senhor.” Quando soltou essa frase profética em dezembro de 1965, na saída do primeiro encontro com Roberto Marinho, que selou sua contratação como diretor-executivo da TV Globo, Walter Clark sabia exatamente o que estava dizendo. Jovem, ambicioso e apaixonado pelo mundo do entretenimento, ele pensava grande. Não apenas salvou a TV de Marinho da falência como a levou à liderança de audiência, transformando-a na principal emissora do país, posto que ocupa até hoje. A trajetória de Clark, no entanto, não se resume aos anos que esteve no comando da Globo. Muito antes, ainda na antiga TV Rio, ele se mostrava um desbravador, revolucionando a maneira de fazer e ver televisão. Uma dedicação profissional intensa – que lhe consumiu boa parte da vida –, mas decisiva para tornar o Brasil uma das maiores potências mundiais no setor de televisão.

Em 1991, seis anos antes de morrer, já distante da televisão, Clark contou com o apoio do jornalista Gabriel Priolli para relembrar e descrever, de forma minuciosa e com todos os detalhes, os fatos que marcaram essa rica trajetória. Em O campeão de audiência – Uma autobiografia , reeditada agora pela Summus Editorial, ele se expõe, sem nenhuma autocensura, e desnuda os meandros da comunicação na TV, recheados de inovações, pioneirismos e conquistas, mas também carregados de percalços, desventuras e muitas tensões.

O menino louco por cinema e fanático pelo rádio começou a trabalhar na televisão aos 20 anos como assistente da direção comercial da TV Rio, em 1956. Naquela época, o amadorismo reinava em todas as esferas, principalmente na publicidade. Convicto de que a matéria-prima da televisão era o tempo, Clark tratou de criar critérios técnicos para comercializá-lo. O conceito de “segundagem”, que vigora até hoje, permitiu calcular o custo industrial do segundo de televisão. A partir daí, a TV cresceu e passou a ter recursos para investir em produção e programação.

Para tornar a TV um negócio ainda mais sério e organizado, Clark introduziu também o conceito de “grade” de programação, pensada verticalmente, nas diversas faixas horárias, e horizontalmente, nos diversos dias da semana. “Foi Clark quem ‘amarrou’ a programação com telenovelas diárias, que chamam público e induzem-no à fidelidade. Foi ele quem ‘ensanduichou’ as novelas com telejornais. Foi ele também que comprou e produziu o dramalhão cubano O direito de nascer, até hoje o maior sucesso da telenovela em todos os tempos. Tudo isso foi feito – diga-se – antes da Globo”, lembra Priolli.

Uma das grandes habilidades de Clark era reunir em torno de si os melhores e mais qualificados profissionais. Quando assumiu a TV Globo, chamou os amigos Zé Otávio Castro Neves para direção comercial e José Ulisses Alvarez Arce para a diretoria de marketing. O time ficou completo quando Clark conseguiu trazer José Bonifácio de Oliveira Sobrinho para a direção de produção e programação. Uma equipe afinada, que já havia atuado na TV Rio e fez história na Globo.

O exército de Clark venceu enormes desafios, das mudanças provocadas pelo videoteipe, ainda na TV Rio, até a chegada avassaladora da TV em cores, na TV Globo. Em três anos, a emissora de Roberto Marinho saiu do vermelho para se tornar a primeira televisão funcionando em rede nacional. “Equipando emissoras país afora, espalhando transmissores de micro-ondas e utilizando pioneiramente os recém-inaugurados sistemas de telecomunicações da Embratel, Clark estruturou a Globo nos moldes das ‘networks’ americanas, centralizando a produção no Rio de Janeiro, reduzindo custos e faturando e escala nacional”, destaca Priolli.

Os jogos de interesse, os anos de ditadura e as divergências, inclusive com o amigo Boni, foram minando as forças de Clark, que, àquela altura, tinha uma fama inquestionável de boêmio e bon vivant da televisão. Sempre cercado de belas mulheres, ganhou mais destaque que o próprio Roberto Marinho, o que acabou por inviabilizar sua permanência na emissora. Em 1977, depois de um episódio envolvendo militares em Brasília, ele foi convidado a se retirar.

Viciado em poder, Clark viveu um período de desilusão ao se desligar da TV, mas depois se dedicou a outros projetos bem-sucedidos no cinema – com destaque para Eu te amo, de Arnaldo Jabor, que Clark financiou e gravou no seu próprio apartamento – e no teatro, com o musical A chorus line, um investimento altíssimo que arruinou suas finanças.

Os anos finais de sua vida, no entanto, foram de depressão. No posfácio, incluído na nova edição, Priolli descreve o que se passou do final do livro, em 1991, até a morte de Clark por insuficiência cardíaca, em 24 de março de 1997.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310354

ELIANE BIO AUTOGRAFA O LIVRO “O CORPO NO TRABALHO DE PARTO”, NA LIVRARIA DA TRAVESSA, EM RIBEIRÃO PRETO, SP

A Summus Editorial, a Livraria da Travessa e o RibeirãoShopping promovem no dia 25 de setembro, sexta-feira, às 17h, o lançamento do livro O corpo no trabalho de parto, da fisioterapeuta obstétrica Eliane Bio. Antes da sessão de autógrafos, a autora fará um bate-papo com os convidados sobre o tema da obra. O evento faz parte da programação do Projeto Vida Saudável “Edição Gestantes”. A Livraria da Travessa fica no RibeirãoShopping, que fica na Av. Coronel Fernando Ferreira Leite, 1540 – Jd. Califórnia – Ribeirão Preto, São Paulo.

Diante da epidemia atual de cesarianas – que coloca o Brasil numa vergonhosa posição diante de outros países –, um número crescente de mulheres vem buscando recursos que propiciem o resgate do parto normal. Porém, ao longo das últimas décadas, em paralelo à valorização do seu papel social e à capacitação profissional, muitas delas deixam de acreditar nas habilidades naturais do corpo feminino e no próprio poder de dar à luz. Medo de sentir dor, preocupação com o bebê e falta de contato com o próprio corpo são alguns dos obstáculos. No livro , Eliane mostra essencialmente que a mulher é capaz. Partindo de sua experiência de mais de 30 anos como fisioterapeuta obstétrica, ela defende, sem radicalismos, a integração corpo e mente e oferece recursos fundamentais para as mulheres participarem com consciência da experiência do trabalho de parto.

Segundo ela, ao longo das últimas quatro décadas, a assistência ao parto normal foi maciçamente medicalizada e institucionalizada com a introdução de tecnologias, exames complementares e equipamentos para rastrear e prevenir riscos ao binômio materno-fetal. “Isso tudo paralelo a um comportamento cada vez mais passivo da mulher e a um gradual ‘desaprendizado’ em relação aos saberes do próprio corpo”, afirma.

No livro, a fisioterapeuta propõe exatamente o caminho inverso, mostrando o significado do resgate feminino e da capacidade inerente da mulher de parir usando meios próprios e naturais. No primeiro capítulo, “A fisiologia da mulher e a natureza do feminino”, a autora reflete sobre os atributos femininos nesta era de eclosão das biotecnologias, infiltrando as subjetividades femininas contemporâneas de falsos enunciados sobre gestação e parto.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1418/Corpo+no+trabalho+de+parto,+O+

Corpo no trabalho de parto_Shopping Ribeirao

 

‘UMA EM CADA CINCO CRIANÇAS NO BRASIL NÃO SABE LER AOS OITO ANOS’

Uma em cada cinco crianças matriculadas no 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas do país não tem desempenho adequado em leitura. No quesito escrita, são 34,46% dos alunos abaixo do nível esperado.

Esses estudantes estão classificados no nível 1 da ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização). Isso significa que não conseguem ler um texto básico. “Os [estudantes] do nível 2 leem texto simples e têm habilidades mais simples, como recuperar uma informação. Uma habilidade que demanda mais: inferir o fim da história. No nível 2 e 3, os alunos estão lendo. E no nível 4 estão lendo além do esperado hoje”, explicou Chico Soares, presidente do Inep (instituto do MEC responsável pelo exame).

Em escrita, esses alunos podem apresentar desempenho com troca ou omissão de letras e produzem textos ilegíveis ou com grande quantidade de erros ortográficos. “A situação de escrita é pior do que a de leitura”, afirmou Soares. Em ambas as áreas, as regiões Norte e Nordeste têm desempenho inferior à média nacional.

O diagnóstico foi feito a partir da ANA, aplicada no ano passado para cerca de 2,3 milhões de alunos do 3º ano do fundamental, em 49 mil escolas públicas do país. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério da Educação.

“Esse é o ponto que mais inspira preocupação”, afirmou o ministro Renato Janine (Educação), sobre o grande número de alunos com baixo desempenho em leitura e escrita. “A gente não deve fugir da realidade de que temos crianças que, aos 8 anos, não estão onde deveriam estar”, afirmou Chico Soares, presidente do Inep (instituto do MEC responsável pelo exame).

O teste é uma das ações do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2012. O objetivo é garantir que, ao final dessa etapa escolar, todas as crianças brasileiras estejam plenamente alfabetizadas. Além de uma prova nacional, a iniciativa prevê a formação de alfabetizadores e distribuição de material didático para os docentes.

‘INACEITÁVEIS’

O secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, reconheceu que alguns números são “inaceitáveis”, mas a pasta pondera que o objetivo da ANA, a partir de agora, é contribuir para melhorias em sala de aula.

“Esses dados vão indicar muito bem ao responsável onde deve ser a intervenção pedagógica principal. Se seu aluno nem palavras escreve é uma coisa. Se ele está no nível 3, é outra coisa. Não é uma questão de ranking, de punição, é de orientação”, concluiu Janine.

Texto de Flávia Foreque, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, em 17/09/2015. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/09/1682956-57-dos-alunos-de-oito-anos-tem-baixo-aprendizado-em-matematica.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto, não deixe de conhecer o livro:

10246A ESCOLA QUE (NÃO) ENSINA A ESCREVER
Autora: Silvia M. Gasparian Colello
SUMMUS EDITORIAL

A fim de repensar as concepções acerca da língua, do ensino, da aprendizagem e das práticas pedagógicas, este livro levanta diversos questionamentos sobre a alfabetização como é praticada hoje nas escolas. Depois de analisar diversas falhas didáticas e tendências pedagógicas viciadas, a autora oferece alternativas que subsidiem a construção de uma escola que efetivamente ensine a escrever.

 

“UM SÁBADO QUE NÃO EXISTIU”, PELO PRÓPRIO AUTOR

Hábil com as palavras, o escritor Renato Modernell nos convida a mergulhar em um dos gêneros de texto mais marcantes da literatura nacional. Os seis ensaios reunidos em seu novo livro, Um sábado que não existiu, uma coedição Summus Editorial e Editora Mackenzie, exploram, cada qual ao seu modo, o universo da cultura, das comunicações sociais e do aprendizado. Diferentes na temática e na abordagem, os textos compartilham uma herança genética. Neles se ouve a voz de alguém que continua a ser, na essência, um jornalista.

Veja no vídeo abaixo a apresentação da obra pelo próprio autor:

 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1422/9788532310279

FLÁVIO GIKOVATE NO “THE NOITE”, COM DANILO GENTILI

Danilo Gentili entrevistou o psicoterapeuta Flávio Gikovate no programa The Noite, no SBT. Assista abaixo ao vídeo da participação.

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O psiquiatra lançou recentemente Gikovate além do divã – Autobiografia, onde se abre para contar sua trajetória e revela, com sinceridade e emoção, como a influência familiar, a formação acadêmica, a vivência em consultório e a análise acurada do meio social contribuíram para construir seu modo de atuar. O objetivo da autobiografia, segundo ele, é deixar registradas as etapas que foram essenciais para a elaboração dos seus métodos de trabalho e de sua produção intelectual.

Para conhecer todos os livros do autor publicados pela MG Editores, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/gikovate/all/0

RENATO MODERNELL AUTOGRAFA “UM SÁBADO QUE NÃO EXISTIU”

A Editora Mackenzie, a Summus Editorial e Renato Modernell convidam para o lançamento de Um sábado que não existiu. A noite de autógrafos ocorrerá nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, a partir das 18h30, na Cia. dos Livros – Mackenzie (Rua da Consolação, 896 – Térreo).

Explorando temas transversais na fronteira entre o jornalismo e a literatura, o autor apresenta textos prazerosos, instigantes, com breves visitas a pensadores de magnitude universal, como Jung, Bakhtin, Benjamin, Prigogine, entre outros. Ao mesmo tempo, traz uma visão bem fundamentada sobre grandes criadores literários, como Saramago, Dante e Guimarães Rosa. Tudo isso sem discurso hermético e pedantismo intelectual: apenas retratando o mundo com os olhos do repórter.

A longa experiência de Modernell como professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e da Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), ancorada em seu doutorado em Letras, fundamenta as reflexões desenvolvidas na obra. Renato Modernell é também autor do livro A notícia como fábula, um dos ganhadores do prêmio Jabuti de 2013.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1422/Um+s%C3%A1bado+que+n%C3%A3o+existiu

 Convite lançamento Um sábado que não existiu

 

 

‘GRADE DE PLÁSTICO’

Como se sabe, a grade de programação é determinante para estabelecer o hábito, ou “fidelização” do cliente, como se diz hoje –e isso se faz tanto de forma horizontal (mantendo-se um padrão de programação ao longo da semana) quanto vertical (repetindo-se os horários todos os dias).

Em sua autobiografia, publicada em 2011, José Bonifacio de Oliveira Sobrinho, o Boni, dedica apenas dois parágrafos a esta questão essencial.

“Outra balela que existe sobre a televisão brasileira é a que atribui a criação da grade a uma emissora ou a alguma pessoa. Nada disso. A grade existe desde que a televisão norte-americana entrou no ar e, nos anos 1940, não havia emissora de rádio que não tivesse a sua grade”, escreve em “O Livro do Boni”.

O tom agressivo do comentário tem endereço certo. É uma referência a Walter Clark (1937-1997), que sempre se vangloriou de ter introduzido o conceito de grade na TV brasileira, na época da TV Rio, em 1960-61.

Em “O Campeão de Audiência“, sua autobiografia, originalmente lançada em 1991, mas esgotada havia muito tempo, Clark reconhece que o conceito “já estava careca de velho nos Estados Unidos”, mas diz: “Fui eu quem criou a estrutura de grade de programação, assim como fui quem sempre lutou para fazer TV em rede no Brasil”.

O livro, essencial para quem se interessa pela história da televisão, finalmente ganhou uma segunda edição, pela Summus (400 págs., R$ 49,90). “Foi Clark quem ‘amarrou’ a programação com telenovelas diárias, que chamam público e induzem-no à fidelidade. Foi ele quem ‘ensanduichou’ as novelas com telejornais”, diz o jornalista Gabriel Priolli, que ajudou o executivo a colocar as suas memórias no papel.

Ao aceitar o convite de Roberto Marinho (1904-2003) para trabalhar na Globo, em 1965, Walter Clark afirma ter dito: “Vou construir uma estrutura que vai resistir aos tempos, a mim e ao senhor”. Cinco décadas depois, parece cada vez mais claro que esta polêmica entre Boni e Clark sobre a grade, embora importante para a memória da televisão, diz pouco a respeito do seu futuro.

O presente já mostra a grade da Globo cada vez flexível, seja buscando se adequar à fuga incessante de espectadores, seja procurando novas fontes de receita. Programas foram trocados de horários (a sessão de filmes vespertina, por exemplo) e outros foram cancelados (os infantis) nos últimos tempos.

Mais impressionante, o coração da programação, o horário nobre, passa por grande instabilidade. O sempre pontual “Jornal Nacional”, às 20h30, é coisa do passado. A novela das 21h começou outro dia às 21h50.

Parte da responsabilidade por estas mudanças pode ser creditada à novela “Os Dez Mandamentos”, da Record. Conseguindo roubar audiência, a concorrente está levando a Globo a fazer alguns malabarismos em sua grade.

Acredito, no entanto, que a emissora tem consciência de que, cada vez mais, a guerra principal não se dará pela defesa de horários, mas sim pela produção de bom conteúdo.

Esta semana, por exemplo, deixei de assistir dois capítulos de “A Regra do Jogo” no horário em que foram exibidos. Um, que gravei, vi na TV por volta da meia-noite e outro, um dia depois, assisti no player da emissora na tela do meu computador –ambos sem comerciais.

Coluna de Maurício Stycer, publicada na Folha de S. Paulo em 13/09/2015. Para lê-la na íntegra, acesse (acesso para assinates da Folha, do UOL ou cadastrados no site):
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mauriciostycer/2015/09/1680595-grade-de-plastico.shtml

Conheça o livro:

11035O CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA
Uma autobiografia
Autores: Walter Clark, Gabriel Priolli

Walter Clark foi um dos mais importantes profissionais da televisão brasileira. Nesta autobiografia, escrita com o jornalista Gabriel Priolli, ele conta sua trajetória pessoal – marcada por grandes paixões, inúmeras mulheres e muito luxo – e profissional – sobretudo na TV Rio e, mais tarde, na Globo. Trata‑se de leitura indispensável para entender a implantação e a consolidação da TV no Brasil – até hoje o veículo de comunicação mais poderoso do país.

 

‘LUZ, CÂMERA E AÇÃO: FICÇÃO DO CINEMA VIRA REALIDADE NA ESCOLA’

Curta-metragens, documentários e técnicas de cinema têm sido usados por colégios particulares de São Paulo para atrair alunos às disciplinas tradicionais. A estratégia é unir História, Geografia, Português, Redação e até Ciências em projetos audiovisuais que levem os estudantes do ensino fundamental a usar o que viram nos livros na prática.

Embora nem sempre o objetivo seja torná-los jovens cineastas, a lição é completa: assistem aos clássicos, aprendem a fazer roteiros, entrevistas, filmagem e até edição. No Colégio Santo Américo, no Jardim Colombo, na zona oeste de São Paulo, o 9.º ano do ensino fundamental realiza um projeto anual obrigatório que unifica as disciplinas em um documentário que tem por objetivo discutir os problemas da cidade de São Paulo.

Os alunos, divididos em grupos de até oito pessoas, precisam escolher um tema polêmico e atual – neste ano, por exemplo, estão trabalhando com o fechamento do Elevado Costa e Silva (Minhocão), a discussão sobre a criação do Parque Augusta, ambos na região central, o lazer da juventude e a diversidade.

A fusão de disciplinas tem início logo na discussão do tema. “Em Geografia e História, eles têm o trabalho de levantar as discussões sobre a cidade, a origem dos problemas”, explicou o coordenador pedagógico do ensino fundamental 2 do Santo Américo, José Ruy Lozano. Português e Redação são os responsáveis por dar forma ao trabalho. “É nessas disciplinas que eles vão ter o trabalho de elaboração do roteiro, escolher que tese vão defender em relação ao problema.”

Para introduzir os estudantes à linguagem audiovisual, são exibidos diversos documentários ao longo do ano. A filmagem é feita com equipamentos dos próprios alunos, seja com câmeras digitais ou até smartphones. Já a parte de edição é feita em um estúdio do colégio.

A vantagem, explica Lozano, é a transversalidade do trabalho. “Trabalhar com cinema é trabalhar com as múltiplas inteligências. Aprende não só o aluno que gosta de pesquisa, mas o que prefere a escrita, a linguagem audiovisual”, disse. A nota do documentário compõe uma das avaliações das disciplinas envolvidas, além de realização das provas comuns. “Estamos diante de um problema concreto, não só de algo teórico. O aluno percebe o problema que o aflige na cidade, não só de maneira abstrata.”

Matéria publicada originalmente no Estadão.com, em 06/09/2015. Para lê-la na íntegra, acesse: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,luz-camera-e-acao-ficcao-do-cinema-vira-realidade-na-escola,1757528

Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça os livros:

FAZENDO CINEMA NA ESCOLA
Arte audiovisual dentro e fora da sala de aula
Autor: Alex Moletta
Summus Editorial

Em sintonia com a era digital em que estamos imersos, este livro orienta o leitor a criar, produzir e realizar uma obra audiovisual dentro ou fora do ambiente escolar com poucos recursos financeiros. Extremamente didático, ele também auxilia os educadores a trabalhar com os alunos realizando obras audiovisuais com as tecnologias hoje disponíveis – celulares, tablets, smartphones e câmeras fotográficas.

 

CRIAÇÃO DE CURTA-METRAGEM EM VÍDEO DIGITAL
Uma proposta para produções de baixo custo
Autor: Alex Moletta
Summus Editorial

Este livro apresenta uma proposta de trabalho para a criação, organização e realização de curtas-metragens em vídeo digital para produções de baixíssimo custo, possibilitando que qualquer pessoa interessada em fazer cinema crie e produza seus vídeos com estética cinematográfica. Um guia imprescindível para interessados em cinema.