29 DE JANEIRO, DIA DO JORNALISTA

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‘ENSINO DE MATEMÁTICA NO BRASIL É CATASTRÓFICO, DIZ NOVO DIRETOR DO IMPA’

A ambição de Marcelo Viana, 53, novo diretor do Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada), no Rio, é fazer com que os anos de 2017 e 2018 componham o Biênio da Matemática no Brasil.

Em 2017 o país sediará a Olimpíada Internacional de Matemática, que deve trazer mais de mil dos jovens mais talentosos do mundo na disciplina. Em 2018, o maior congresso do mundo também será no Rio, com cerca de 5.000 pesquisadores estrangeiros e “estrelas” da matemática.

Para Viana, que assumiu o novo cargo em dezembro, essa é a chance que a matemática terá de se recuperar no quesito “relações públicas” e também uma forma de reforçar sua importância no país.

Segundo ele, vivemos hoje um paradoxo: apesar de o Impa ser uma instituição de pesquisa de ponta e de termos um brasileiro como ganhador da Medalha Fields, o Brasil patina na educação básica e a formação de professores nas licenciaturas é “catastrófica”. “As crianças nascem gostando de matemática. Os professores é que se encarregam de acabar com isso.”

Viana espera que sua gestão à frente do renomado instituto de pesquisa sirva para dar a “direção” de mudança de um país, no qual 40% dos alunos não conseguem entender nem o enunciado de uma questão de matemática e onde só 4% estariam aptos a trabalhar com tecnologia.

VALORIZAÇÃO DA MATEMÁTICA

Hoje, a função que tenho e me dá mais trabalho é organizar o Congresso Internacional de Matemáticos. São 5.000 participantes de 120 países diferentes. E essa experiência tem um efeito muito grande no país organizador. É um investimento grande de esforço e dinheiro, mas tem um retorno importante sobre como a matemática passa a ser vista.

Tem gente que diz que a matemática no Brasil é um paradoxo, porque ao mesmo tempo temos um Medalha Fields [maior láurea científica do país, concedida a Artur Ávila, pesquisador do Impa] e um dos piores desempenho na educação básica.

O paradoxo tem explicações. Começa com o fato de que a matemática é uma desconhecida, uma incompreendida na nossa sociedade. A meta de quem organiza o congresso é ter um instrumento para mudar isso. Começa nas famílias. O que a criança tem de contato com os pais é pouco. Aí vai pra escola com carências de instalações físicas, de recursos, de tempo, de formação dos professores.

Nossa experiência diz que todas as crianças pequenas gostam de matemática. São os professores que se encarregam de acabar com isso.

Nós queremos ajudar nesse quadro catastrófico, mas não podemos resolver os problemas do país. Podemos atuar no nível de disseminação de conhecimento, de consciência de que a matemática é importante, útil e necessária.

MEDALHA FIELDS

A Medalha Fields teve um alcance extraordinário nesse sentido. Agora é preciso chegar mais perto, porque a medalha está lá na ponta.

Quando o Artur [Ávila] ganhou a medalha, eu insistia que o Brasil tinha se habituado a ter heróis no esporte, na música. E o Artur é um herói inesperado, que apareceu alguns dias daquele fatídico 7 a 1. Precisamos nos orgulhar de outras coisas, ainda mais quando as tradicionais nos puxam o tapete.

Temos um garoto-propaganda que funciona e que está muito disponível pra ser usado como tal. Ele até sente uma certa dívida com o Impa porque sabe que não ganhou sozinho. Se a realidade está mudando por causa disso eu não sei. Mas é na comunicação que estamos mais limitados.

Texto extraído da matéria de Gabriel Alves e Mariana Versolato, publicada no UOL Ciência, em 28/01/2016. você confere o texto completo em http://bit.ly/1SLYIFU

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

10953ENSINO DE MATEMÁTICA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Ubiratan D’AmbrosioNilson José Machado
SUMMUS EDITORIAL

A análise sobre a teoria e a prática do ensino da matemática (bem como suas dificuldades) é o foco desta obra. Nela, os autores discorrem sobre diferentes e aspectos do ensino da matemática, analisando questões históricas, epistemológicas, sociais e políticas. Esse profícuo diálogo nos conduz a uma disciplina concebida como meio para a formação pessoal e para o exercício da cidadania.

Para conhecer todos os volumes da coleção Pontos e Contrapontos, acesse:
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INSCRIÇÃO DE TRABALHOS NO 20º CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICODRAMA

Atenção: o prazo para inscrição de trabalhos no 20º Congresso Brasileiro de Psicodrama, que ocorrerá em São Paulo, se encerra na próxima semana, no dia 2 de fevereiro. 

O evento, que conta com o patrocínio da Ágora em mais esta edição, ocorrerá na UNIP Campus Vergueiro, de 25 a 28 de maio.

Saiba mais sobre o evento em: Saiba mais em: http://www.cbpfebrap.com.br/

Para conhecer todos os livros de psicodrama publicados pela Ágora, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/Psicodrama
Flyer setembro

‘O FIM DE UMA ERA?’

No início de outubro de 2015, o escritor Paulo Tedesco publicou um artigo interessantíssimo no portal Publishnews, que oferece notícias e debates sobre o mercado editorial. No texto, Tedesco dizia que a relação entre autor e editor não só estava obsoleta como era totalmente dispensável nos dias de hoje. Para ele, a autopublicação na era digital é o caminho para aqueles que desejam ver suas ideias difundidas e comercializadas. Poucos dias depois, em um dos maiores portais da área editorial, o Publishing Perspectives, John Pettigrew, ex-editor e criador da ferramenta Futureproofs (espécie de empresa de revisão online), publicou um texto com argumentos diametralmente opostos aos de Tedesco. Pettigrew afirma que decretar o fim dos editores é um grande erro, pois a esses profissionais cabe encontrar boas obras e transformá-las em produtos de sucesso.

Afinal, quem está certo nesse debate? Como profissional do mercado há quase 15 anos, devo dizer que sou muito mais simpática à visão de Pettigrew. Vejamos por quê. Embora o mercado de livros digitais tenha crescido exponencialmente nos últimos anos, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, ele dá sinais de que chegou ao auge e daí não passa. Aliás, a receita com a venda de livros eletrônicos vem caindo. No Brasil, as vendas são tão baixas que as editoras simplesmente não divulgam números, a não ser em casos especiais em que o livro digital acompanha o sucesso do impresso. Ainda assim, trata-se de uma realidade à qual não se pode dar as costas. Muita gente prefere ler no tablet, no e-reader ou no celular. O preço dos e-books, cerca de 30% mais baixo que o dos exemplares físicos, também é um atrativo, além da possibilidade de baixar o conteúdo em qualquer lugar do mundo com poucos cliques – e não ocupar espaço nem gastar papel.

Aliado a isso, empresas como Amazon, Google e Kobo têm incentivado a autopublicação, tanto por meio de ferramentas que auxiliam o trabalho como oferecendo um canal de vendas sem intermediários. Seguindo esse raciocínio, poderia ser extinta a figura do editor como mediador entre autor e leitor? A resposta é sim, embora não signifique que isso seja bom. Por quê? Falando só de Brasil: nosso povo lê pouco, as bibliotecas são obsoletas e insuficientes, existem poucas livrarias por habitante e a internet é hoje um chamariz muito maior que o livro, seja ele digital ou impresso. Não há em nosso país políticas públicas para incentivar e fortalecer o hábito da leitura. Ainda assim, muitas editoras foram criadas e se transformaram em empresas de sucesso, apesar da crise que nos assola desde 2008. Como isso foi possível? Com três palavrinhas: “seleção de conteúdo”. Ou o que muitos, modernamente, chamariam de curadoria.

Sem editores aptos a descobrir, transformar e melhorar a produção dos autores, a qualidade das obras seria infinitamente menor, o que se refletiria em vendas baixíssimas. Pense comigo, caro leitor: se hoje está difícil vender livros extremamente bem editados, que dirá comercializar títulos sem o filtro de especialistas acostumados a separar o joio do trigo e, ainda por cima, tornar esse trigo uma espécie de supercereal. Mais: como se sentiria o escritor vendo a obra da sua vida se juntar a milhões de outras sem o devido destaque, sem uma sacada editorial que a ponha na linha de frente? É como diz John Pettigrow: um editor competente transforma uma obra medíocre em bom livro, e um bom livro numa obra espetacular (não cabe aqui discutir se altas vendas significam boa qualidade).

Vamos a um exemplo. Imagine que um médico deseje produzir um livro para leigos sobre sua especialidade. Ele tem pleno domínio do assunto, mas utiliza jargões específicos e está acostumado com publicações científicas de alta complexidade. Ao colocar no papel seus conhecimentos e tentar atingir um público não especializado, das duas uma: vai escrever um livro incompreensível para o leitor médio ou chover no molhado com seus pares. Apenas o editor bem formado e experiente pode sugerir uma estrutura coerente, apontar temas de fato relevantes para o leigo, eliminar ou traduzir trechos muito técnicos, solicitar a criação de tabelas e infográficos, priorizar explicações claras e diretas e incentivar o uso de uma linguagem acessível – ou até apresentá- -la ao autor. Mais tarde, ao informar o departamento comercial sobre as características da obra, o editor poderá sugerir canais de divulgação, apontar as áreas em que ela se enquadra, indicar seus chamarizes e assim por diante. Seu trabalho não termina quando o livro vai para a gráfica ou o e-book “sobe” para as livrarias digitais ou distribuidoras de conteúdo.

Na área da literatura, a curadoria do editor é também fundamental. Descobrir novos talentos, sugerir mudanças que possam melhorar a qualidade da obra e ressaltar os pontos fortes do texto é tão fundamental quanto saber valorizar os bons escritores que, embora não vendam tanto, têm importância cultural e social inegável. Quantos milhões não foram investidos com autores principiantes antes que sua genialidade fosse reconhecida? Quantas reuniões entre editor e diretor foram necessárias para que o primeiro vendesse uma boa ideia ao chefe? Seria muita ingenuidade acreditar que tudo isso aconteceria de forma espontânea sem a figura do editor. Diz Tedesco que chegamos ao fim de uma era. Concordo com a ideia de que faz parte do passado a figura do editor como intelectual onipotente que se compraz em acabar com os sonhos de principiantes. No entanto, acredito que o profissionalismo do editor continuará sendo fundamental para transformar um livro com potencial numa obra relevante, sobretudo num mercado abarrotado e cada vez mais competitivo.

Artigo de Soraia Bini Cury, jornalista e editora executiva do Grupo Editorial Summus, publicado na Revista Superpedido Nº 55.

Papo de Editor Superpedido

‘ASTROLOGIA PARA EMPRESAS GANHA ESPAÇO COM INCERTEZA ECONÔMICA’

A incerteza econômica é tão forte e as mudanças, tão rápidas, que empresários buscam todas as formas possíveis de se antecipar ao futuro.

Nesse cenário, um dos métodos que ganha espaço é a astrologia. Entre 2014 e 2015, as buscas pelo termo “mapa astral” no Google quadruplicaram, após trajetória de queda de 80% entre 2005 e 2013.

“A volúpia pelo futuro hoje é tão grande que muitos empresários preferem tentar vários caminhos: fazem todos os métodos de previsão, análise de tendências e também outros mais heterodoxos, como astrologia”, diz Silvio Passarelli, diretor da faculdade de administração da Faap.

Segundo o astrólogo Maurício Bernis, a lógica é a de que, assim como a posição relativa dos astros influencia o indivíduo, ela também afeta empresas e investimentos.

Em outubro, ele lançou a Astroinvest, primeira consultoria de astrologia empresarial e financeira do Brasil que oferece assinaturas a partir de R$ 15,30 ao mês.

Entre os serviços oferecidos estão previsões sobre tendências da economia em geral e mapa astral de empresas.

Há dez anos, Ignácio Zurita, 65, ouve Bernis antes de tomar decisões importantes para a Avita Incorp, construtora e incorporadora de imóveis da qual é sócio.

Ele usa as previsões para organizar sua agenda de reuniões, definir datas para compra de terrenos, lançar um novo empreendimento e contratar ou demitir funcionários. Zurita paga R$ 3.000 por mês pelo serviço.

“Tenho muitos companheiros da área que, se eu contar que aplico astrologia, vão pensar que sou maluco.”

Segundo Passarelli, empresários têm vergonha de admitir que consultam astrólogos.

Raymundo Magliano Neto, diretor da corretora de valores Magliano, usa o mapa astral para avaliar o potencial de novos negócios. “Não custa nada dar sua data e horário de nascimento. As pessoas acham estranho, mas quem quiser fazer negócio comigo, terá que ser assim”, diz.

Pelas previsões, o empresário paga cerca de R$ 1.000 por mês a Bernis. Ele diz que existe uma margem de erro nas análises, mas que em geral elas funcionam.

Segundo o presidente da Astroinvest, o percentual de acerto de suas previsões é de 70%, com base nos resultados de mais de 600 empresas.
Texto de Fernanda Perrin, publicado na Folha de S. Paulo em 18/01/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://bit.ly/1V28AZy

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Conheça o livro“ O caminho da realização com a agricultura celeste”, do astrólogo Mauricio Bernis:

20089O CAMINHO DA REALIZAÇÃO COM A AGRICULTURA CELESTE
Autor: Maurício Bernis
EDITORA ÁGORA

Exposta em linguagem prática e direta, a metodologia da agricultura celeste foi desenvolvida por Maurício Bernis para aqueles que buscam a autorrealização mas evitam clichês místicos e esotéricos. Ela soma conhecimentos de diversas vertentes filosóficas e de psicologia junguiana e se expressa por meio da astrologia. O símbolo do processo é a árvore, que espelha as energias da vida e da natureza – vem daí o nome da obra.

 

 

 

 

‘AMIGAS CRIAM PROJETO PARA FALAR SOBRE O LUTO E LIDAR COM A DOR DA PERDA’

Em um período de um ano, entre 2008 e 2009, a publicitária Mariane Maciel, 38, perdeu a mãe e o namorado. Foi quando percebeu que falar sobre luto ainda é um tabu. Em 2014, reuniu-se com seis amigas que também conviviam com a dor da perda para compartilhar a ideia de criar o projeto “Vamos Falar sobre o Luto?”.

Todas tinham a sensação de que a sociedade ainda não está preparada para lidar com o tema. “Há muito espaço para ser feliz, as redes sociais são prova disso. Quando você fica grávida ou vai comprar um apartamento novo, pode ir atrás de várias revistas e sites sobre o tema. Mas e quando morre alguém, o que você faz?”, questiona Mariane.

As sete amigas passaram a realizar pesquisas e a conversar com especialistas e ainda receberam mais de 170 histórias de pessoas que responderam a seus formulários. Em uma campanha de “crowfunding” (financiamento coletivo) –encerrada em 21 de agosto–, o projeto arrecadou R$ 43.504 para construir uma plataforma de conteúdo, lançada em 12 de janeiro. A iniciativa também tem uma página no Facebook.

“É um espaço para divulgação de textos, cursos, livros, para discutir sobre o tema e mostrar que todos passam pelas mesmas coisas”, diz Mariane.

A psicóloga e publicitária Fernanda Figueiredo, 42, outra integrante do grupo, conta que, quando enfrentou a doença e a morte do pai, em 2010, vítima de câncer, também percebeu que havia muita dificuldade para lidar com a morte. “O objetivo do projeto é confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

A importância de falar sobre o luto

Para a publicitária Amanda Thomaz, 33, que enfrenta a perda do pai, a experiência do luto é muito solitária. “É o momento mais delicado e difícil da vida e, ao mesmo tempo em que existe um intenso barulho interno e um turbilhão de pensamentos e sentimentos, há um grande silêncio externo e a ausência de troca e de referências.”

Para a administradora de empresas Gisela Adissi, 40, que perdeu um primo no acidente aéreo da Air France, em 2009, ouvir as histórias de outras pessoas a ajudou a compreender que a perda faz parte da vida. “Entendi também que não se trata de superar o luto, mas, sim, de aprender a viver essa nova etapa.”

Para Rita, participar do projeto permitiu que ela ampliasse sua compreensão sobre a experiência da morte do filho. “Hoje falo sobre isso com tranquilidade e sem desconforto. Consigo encontrar um sentido para tudo que vivi e ainda vivo, que é a possibilidade de ajudar outras pessoas que passam pela mesma coisa. Tudo isso me conecta ainda mais ao meu filho e a tantos outros queridos que tenho lá em cima.”

O que ajuda e o que piora

Para Rita, tudo depende da fase do luto. Em um primeiro momento, o de maior fragilidade, ela diz acreditar que o ideal é ouvir –de verdade– e ter paciência. “Muitas vezes, a pessoa pergunta, mas não quer escutar a resposta. Não precisa perguntar, mas, se fizer isso, esteja preparado para ouvir.”

Mariane conta que é comum que as pessoas se afastem do enlutado por conta do constrangimento de não saber o que dizer. “Por favor, não desapareça depois dos primeiros 15 dias. Quem sofre o luto corre o risco de ficar muito sozinho, muito fechado.”

Para a jornalista Cynthia de Almeida, 59, que perdeu o filho Gabriel há 14 anos, quando ele tinha 20, estar presente, pronto para acolher e ajudar no que a pessoa enlutada precisar, é muito mais confortador do que qualquer palavra ou tentativa de injeção de ânimo.

“Não diga que o tempo vai curar –porque não é verdade–, não diga como a pessoa deve reagir. Não banalize ou subestime a dor do luto. Não importa se o outro perdeu um avô ou um filho. O luto não tem hierarquia e quem sofre precisa dessa compreensão”, diz Cynthia.

Falar sobre quem morreu não é necessariamente triste e pode ajudar quem está sofrendo com a perda. “Amo quando alguém fala do meu pai, de algo que ele gostava ou fazia. Uma vez li um texto que dizia: ‘estarei vivo até a última pessoa pronunciar o meu nome’. É isso o que sinto quando alguém fala dele.”

Texto de Andrezza Czech, publicado originalmente no UOL, em 14/01/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/01/14/amigas-criam-projeto-para-falar-sobre-o-luto-e-lidar-com-a-dor-da-perda.htm

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Se você quer saber mais sobre o tema, conheça os livros do Grupo Summus a seguir:

20116
CONVERSANDO SOBRE O LUTO

Autoras: Maria Aparecida Mautoni, Edirrah Gorett Bucar Soares
EDITORA ÁGORA

 

20712


LUTO – Esclarecendo suas dúvidas
Autora:
Ursula Markham
EDITORA ÁGORA

 

10499


AMOR E PERDA – As raízes do luto e suas complicações
Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10639
LUTO – Estudos sobre a perda na vida adulta

Autor: Colin Murray Parkes
SUMMUS EDITORIAL

 

10750


LUTO MATERNO E PSICOTERAPIA BREVE
Autora:
Neli Klix Freitas
SUMMUS EDITORIAL

 

20060
MATERNIDADE INTERROMPIDA – O drama da perda gestacional

Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

 

 

‘AS CRIANÇAS NEGRAS SÃO MAIS PUNIDAS DO QUE AS BRANCAS’, DIZ PEDAGOGA

Existe racismo na sala de aula, e ele começa na educação infantil. Isso é o que afirma Ellen de Lima Souza, mestre e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e diretora do Itesa (Instituto de Tecnologia, Especialização e Aprimoramento Profissional).

Segundo a pedagoga, a escola normalmente é um ambiente inóspito para as crianças negras. Ellen estudou como elas são vistas por professoras de educação infantil e constatou duas visões distintas: o negro que gera nas docentes piedade (uma postura paternalista) ou expectativa (que deve necessariamente assumir uma postura ativista). Para mudar essa realidade, ela propõe que os professores assumam uma postura de protagonismo em sala de aula, de geradores de conhecimento, para trabalhar a autonomia e a independência nas crianças.

UOL Educação – Crianças também podem ser racistas?

Ellen de Lima Souza – Sim, podem. E são. As pessoas não esperam que elas reproduzam atitudes racistas. Depois da família, o primeiro ambiente de socialização é a escola, onde a criança é mais exposta ao racismo.

UOL – De que forma o preconceito se apresenta em sala de aula?

Souza – Quando você tem criança que se recusa a se sentar ao lado de outra negra, que diz que tem nojo de negro, que vê o negro sempre em papéis de subalternidade; quando crianças negras não são selecionadas a participar ou não têm protagonismo em atividades culturais, festas. Isso faz com que as crianças naturalizem a desigualdade e reproduzam ofensas, como quando dizem que o negro é feio, burro, cheira mal e outras coisas bastante pesadas.

UOL – Como os professores costumam tratar o tema na educação infantil?

Souza – Na minha dissertação [de mestrado], fui buscar professoras premiadas pelas práticas que já exerciam, de uma educação para a igualdade, e percebi que elas são atingidas por duas percepções básicas em relação aos negros: um sentimento forte de paternalismo, ela tem pena da criança negra, entende que ela vai necessariamente sofrer o racismo, e tem um sentimento de piedade; a outra percepção é a que gera nas professoras uma expectativa de que a criança negra tem que ser ativista. Por outro lado, existem as professoras que não têm essa consciência de uma educação para a igualdade. Essas acreditam que o Brasil vive uma democracia racial, trata o negro com indiferença e pune a criança negra com muita frequência. Aliás, desde bebês, as crianças negras são mais punidas do que as crianças brancas, recebem apelidos depreciativos e, nas situações de conflito, são as preteridas ou as culpadas.

UOL – Então como o tema deve ser tratado em sala de aula?

Souza – Na dissertação, a primeira coisa que eu proponho é que o professor crie metodologias e didáticas, ele é o protagonista em sala de aula, tem um papel social, é alguém que garante direitos, que deve ver o sujeito como autor e não reprodutor do conhecimento. Depois, eu trabalho com três conceitos básicos, baseados na mitologia iorubá: as perspectivas da ancestralidade, da corporalidade e da oralidade. Esses conceitos ajudam a criança, seja negra ou não negra, a desenvolver sua identidade, suas relações, desenvolver a emoção, física e intelectualmente, das várias formas possíveis. O professor precisa lidar com as crianças para potencializar e valorizar a condição de ser negro, já que a criança aprendeu sempre que é algo ruim. Essas perspectivas fazem com que as crianças sejam cada vez mais independentes, autônomas, aprendam a respeitar, dão a ideia de pertencimento étnico, de que a criança não está sozinha.

UOL – E o que fazer quando os pais não querem que os filhos participem dessas atividades?

Souza – Eu acho que é preciso procurar o Ministério Público, a Justiça. Ensinar história e cultura afro-brasileira é primordial. Se esse pai ou essa mãe não quer o filho estude cultura africana e afro-brasileira, ele deve pagar uma escola confessional. A escola pública é de todos, é da criança negra, da não negra, da boliviana, e se você não quer que o seu filho aprenda esses valores, tira do serviço público. A escola pública brasileira que tem que ser laica. A gente aprendeu os valores cristãos, por que as crianças não podem aprender parte da filosofia africana?

UOL – Quais são os impactos de discutir racismo na educação infantil?

Souza – A criança que tem condição de trabalhar a partir de uma educação igualitária vai além do que está posto, tem novas perspectivas de valores, uma nova cosmologia de mundo. Ela recebe essa gama de informações e fica com pensamento mais abrangente. Indiretamente, faz com que ela saiba lidar com questões de gênero, de orientação sexual, diferenças entre empobrecidos e não empobrecidos.

Reportagem de Marcelle Souza, publicada originalmente no UOL Educação, em 12/01/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/01/12/as-criancas-negras-sao-mais-punidas-do-que-as-brancas-diz-pedagoga.htm

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça os livros abaixo, da Selo Negro Edições:

40014RACISMO E ANTI-RACISMO NA EDUCAÇÃO
Repensando nossa escola
Autora: Eliane Cavalleiro

Diversos olhares sobre o ambiente da sala de aula procuram captar os racismos presentes nesse cotidiano. Alguns dos assuntos que nos alertam para uma educação anti-racista são a revista especializada em educação, o livro infantil, o tratamento dado à África e outros.
 

40027TRAMAS DA COR
Enfrentando o preconceito no dia-a-dia escolar
Autora: Rachel de Oliveira

Com sensibilidade e singeleza, a autora utiliza um relato ficcional dos problemas enfrentados por uma menina negra em sua escola para abordar as questões básicas do racismo por parte de crianças e adultos em nossos estabelecimentos de ensino. Sugere posturas saudáveis para enfrentar os problemas mediante o incremento da auto-estima e o conhecimento de figuras ilustres da história negra.


40018AÇÕES AFIRMATIVAS EM EDUCAÇÃO
Experiências brasileiras
Organizadora: Cidinha da Silva

Este livro busca aprofundar o debate sobre as ações afirmativas, ampliando-o para além das cotas. São apresentados programas que visam garantir o acesso, a permanência e o sucesso de negros/as na universidade, possibilitando a realização do sonho de jovens que vivenciam processos estruturais de exclusão; são discutidas as metodologias de seleção de pessoas negras nesses projetos; são abordadas a África e a Afro-Ascendência na perspectiva da cultura construída pela matriz banto. Finalmente, são considerados os principais aspectos da discussão sobre as cotas para negros/as, especialmente o falso dilema – quem é negro/a no Brasil? – uma vez que, quando se trata de garantir direitos, a pessoa negra se desvanece na decantada miscigenação racial brasileira.

‘A HORA DOS PROJETOS’

Aulas expositivas, em que os alunos permanecem silenciosos, ouvindo a explicação do conteúdo, à espera do momento em que estarão liberadas as perguntas perdem o sentido. Em vez disso, na escola do futuro, o aluno terá liberdade para estudar o conteúdo indicado pelo professor onde e como achar mais conveniente. O espaço de sala será utilizado, então, para debater os temas pesquisados e produzir grandes projetos relacionados a eles. E o estudo será norteado pelos interesses do grupo.

Na prática, funciona mais ou menos assim: em conjunto, a turma decide que construirá o miniprotótipo de um carro movido a energia solar, por exemplo. E, aos poucos, realiza pesquisas em fontes variadas para colocar o plano em prática. O processo todo requer o acesso a temas de diversas disciplinas. Por isso, há quem aposte que o ensino não será mais dividido em tantas matérias.

A Finlândia, por exemplo, anunciou há poucos meses uma reforma educacional. A partir do próximo ano letivo, todas as escolas de nível fundamental terão de incluir no mínimo dois projetos multidisciplinares em seu currículo. Trata-se de uma medida para motivar os alunos e atender às mudanças do mercado de trabalho. “O sistema antigo foi desenhado para as necessidades da era industrial”, disse a secretária de Educação da capital, Helsinque, Marjo Kyllönen, à época em que as novidades foram divulgadas.

Nesse novo cenário, a escola torna-se um espaço não apenas de consumo, mas também de produção de conteúdo. “Ela passa a ser o ambiente para fazer o conhecimento circular”, diz o educador Marcelo Bueno, diretor da Estilo de Aprender, em São Paulo. Em vez de ensinar tendo como objetivo principal a vida adulta, a formação acadêmica ou a preparação para a carreira profissional, ela serve de terreno para experimentos do presente. E, por que não, para solucionar problemas atuais? É o que faz a Technovation, um evento internacional que desafia meninas de dez a 18 anos a criarem aplicativos para resolver dificuldades da comunidade onde vivem.

Na última edição, as vencedoras da etapa nacional foram cinco garotas do Ensino Fundamental, moradoras de uma favela no Real Parque, na zona sul paulistana. Incomodadas com o lixo nas ruas da vizinhança, elas tentaram entender por que a sujeira se espalhava. Em seguida, criaram um aplicativo que avisa os moradores sobre o horário em que o caminhão de coleta passa. O sucesso do programa virou um minidocumentário.

Texto de Giuliana Bergamo, parte do TAB “Escola do Futuro”, produzido pelo UOL. Para ler o conteúdo na íntegra, acesse: http://tab.uol.com.br/escola-do-futuro/

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Quer se aprofundar no assunto? Conheça o livro:

10958TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO
Autor: Ulisses F. Araújo
SUMMUS EDITORIAL

Nas décadas recentes a sociedade vem passando por mudanças que impactam a sala de aula, o currículo das escolas e os próprios objetivos da educação. Este livro discute como os chamados temas transversais, articulados com a pedagogia de projetos e com os princípios de interdisciplinaridade, podem apontar caminhos inovadores para a educação formal e para uma ressignificação da prática docente.