AUTORES DO LIVRO “COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL ESTRATÉGICA” FAZEM DEBATE E AUTOGRAFAM NA LIVRARIA CULTURA, DO SHOPPING IGUATEMI

A Livraria Cultura (Shopping Iguatemi) e a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) promovem no dia 4 de abril, segunda-feira, das 18h30 às 21h30, o lançamento do livro Comunicação organizacional estratégica – Aportes conceituais e aplicados. Antes da sessão de autógrafos, a professora Margarida Kunsch (organizadora) e os professores Luiz Alberto de Farias e Paulo Nassar, ambos coautores, farão um debate sobre o tema do livro. A livraria fica na Av. Brig. Faria Lima, 2.232 – Piso 3, em São Paulo.

O livro Comunicação organizacional estratégica reúne autores que integram o corpo docente do curso de pós-graduação de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). A obra reflete os temas que vêm sendo trabalhados no curso e que passam por atualizações frequentes diante das novas demandas sociais e do mercado cada vez mais competitivo.

A comunicação organizacional precisa ser entendida de forma abrangente e complexa. Deve, sobretudo, ser considerada um fenômeno e um processo comunicativo em contínua interação entre a organização e seus diversos interlocutores, numa perspectiva dialética e em busca de um consenso negocial”, afirma Margarida. Segundo ela, organizações e interlocutores/públicos estratégicos estão insertos em um sistema social global, sujeitos às interferências externas e sofrendo as intempéries da dinâmica da história.

De acordo com a organizadora, apesar das incertezas globais e da impossibilidade do controle imaginado como possível por parte das organizações, as ações de comunicação precisam ser muito mais bem pensadas estrategicamente e planejadas com base em pesquisas científicas e análise e interpretação de cenários. “Daí a necessidade de uma visão crítica de mundo, de uma filosofia e da adoção de políticas de uma comunicação organizacional integrada, unindo o trabalho de relações públicas com a comunicação institucional e a comunicação interna, assim como a atividade de marketing com a comunicação mercadológica”, avalia a professora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310460

Convite Comunicacao organizacional estrategica

JOSÉ SERGIO CARVALHO AUTOGRAFA “POR UMA PEDAGOGIA DA DIGNIDADE” NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO, NA USP

A Summus Editorial e a Faculdade de Educação da USP (FEUSP) promovem no dia 31 de março, quinta-feira, das 19h às 22h, a noite de autógrafos do livro Por uma pedagogia da dignidade – Memórias e reflexões sobre a experiência escolar. O autor do livro, o professor José Sergio Carvalho, receberá amigos e convidados no auditório da Faculdade, que fica na Av. da Universidade, 308 – Bloco B – Térreo, Cidade Universitária, São Paulo.

Numa obra sensível e original, Carvalho lança um olhar diferente para imagem social da escola e aborda a singularidade da dimensão experiencial e existencial da instituição. Construído com base em suas experiências como aluno, professor e pai, o livro questiona alguns mitos dos discursos correntes sobre educação, aborda as relações entre escola e família e mostra que a vida escolar é uma experiência que produz significados ao configurar identidades individuais e coletivas.

“Os textos que compõem a obra têm a pretensão de estabelecer um diálogo crítico com os efeitos dessa desconfiança generalizada que se abateu sobre a imagem da escola na sociedade contemporânea. Não no sentido de rejeitar liminarmente as teses que lhes deram origem, mas ao ressaltar um aspecto que nela costuma permanecer oculto: o fato de que a escola é um lugar de experiências. Nela adentramos cada vez mais cedo e permanecemos cada vez mais tempo: encontramos mestres e charlatões; fazemos amigos e inimigos; descobrimos objetos belos que nos comovem e travamos contato com aspectos trágicos de nossa condição e existência”, diz.

Na obra, há ocasiões em que os escritos trazem à tona os ecos distantes da voz do aluno; em outras, o clamor presente da voz do professor. Neles emergem ora as preocupações do pai, ora as inquietações do pesquisador, a indignação do cidadão e a esperança do militante. Em alguns trechos, seus objetos são recordações e observações do cotidiano escolar; em outros, a leitura de um romance, a síntese de uma investigação teórica ou a interpretação de uma obra cinematográfica.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1435/Por+uma+pedagogia+da+dignidade

Por uma pedagogia da dignidade

AUTORES DE “PSICODRAMA PÚBLICO NA CONTEMPORANEIDADE” AUTOGRAFAM NA LIVRARIA DA VILA, NA VILA MADALENA

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Vila Madalena-São Paulo) promovem no dia 30 de março, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Psicodrama público na contemporaneidade – Cenários brasileiros e mundiais. As organizadoras da obra, Mariângela Pinto da Fonseca Wechsler e Regina Fourneaut Monteiro, e os autores receberão amigos e convidados na livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915, Piso Térreo.

As constantes transformações, principalmente na comunicação, têm feito o homem caminhar cada vez mais rápido para o isolamento. Resgatar o sentido da humanidade, de o homem conhecer o homem, de compartilhar com seu grupo e o grupo com a sociedade, é uma contribuição valorosa. O livro Psicodrama Público na contemporaneidade foi concebido com esse objetivo.

A obra reúne especialistas em grandes grupos para compartilhar suas experiências com psicodramas públicos realizados no Brasil e no exterior e refletir sobre elas, a partir do que se pensa sobre contemporaneidade. “Essa fonte inspiradora nos ajuda a resgatar a nossa potência como psicodramatistas contemporâneos. Ao nos debruçarmos em trabalhos públicos, numa proximidade íntima com as urgências que se apresentam no “aqui e agora”, nos tornamos cidadãos políticos, agentes de transformações”, afirmam as organizadoras.

O livro é indicado a todos os profissionais que trabalham em e com grupos, sobretudo àqueles que, utilizando a metodologia psicodramática, dedicam-se ao resgate da cidadania e à concretização da liberdade e da igualdade democráticas.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Psicodrama+p%C3%BAblico+na+contemporaneidade

Psicodrama publico na contemporaneidade

 

‘MUSICOTERAPIA EM BEBÊS E GESTANTES AJUDA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL’

Daniel Garcia não tem nem quatro meses de vida e já é super familiarizado com o mundo da música. Isso porque a mãe, Nathalia Garcia, de 34 anos, fez musicoterapia desde o quarto mês de gestação.

As sessões de musicoterapia não envolvem apenas escutar canções, mas também inclui a manipulação de instrumentos, o canto e até mesmo a composição de músicas.

Nathalia conheceu a musicoterapia pelo marido, que fazia aula de canto há cinco anos: “Foi uma experiência positiva que não tinha noção que poderia ter na gravidez”.

Ela conta que no começo foi um pouco vergonhoso. “Eu não canto e toco e ele [o marido] sim. Foi mais difícil me entregar”, confessa. Mas, aos poucos, outras habilidades foram estimuladas: ela começou desenhando enquanto ouvia música e chegou até a compor duas canções para o filho, junto com o marido.

Benefícios

“A musicoterapia é um campo de estudo que trabalha com a experiência musical das pessoas”, explica Priscila Mulin, musicoterapeuta da escola de ensino musical Voice.

Nathalia nota que a relação do filho Daniel com a música é muito boa: “Percebo que ele gosta, se acalma e até se diverte”. O pequeno ouve de tudo, como a mãe, mas à noite ela prefere colocar músicas instrumentais para acalmar o bebê.

A musicoterapia pode ser feita durante a gestação, mas os efeitos vão muito além da gravidez. O principal deles é deixar a criança mais relaxada desde os primeiros meses de vida.

Segundo Priscila, cada um cria relações próprias com os sons do universo e isso começa quando ainda é um feto. Por isso o que os pais escutam influencia no comportamento das crianças. Alguns bebês podem se acalmar até com heavy metal se o costume de escutar esse tipo de música acontecia desde a gravidez.

Até para a mãe, a música pode trazer benefícios, como conta Nathalia: “Me deixou mais calma na gravidez e me fez cantar mais: hoje canto para eles as músicas que compusemos”.

Música depois do nascimento

Fora da barriga da mãe, o pequeno Daniel participou apenas de uma sessão de musicoterapia, aos dois meses e meio de vida, mas o resultado foi ótimo, de acordo com a mãe. “Eu fiquei bem surpresa: ele não chorou, ficou bem calmo e até dormiu no colo do professor. Já era um ambiente natural para ele”, afirma.

Lorena, de dois anos e sete meses, é mais uma criança adepta da terapia com músicas. Mas enquanto Daniel já frequentava as sessões desde a barriga de Nathalia, ela começou pouco depois de completar dois anos.

“Ela adora cantar e dançar”, diz a mãe de Lorena, Thania Rossi. Ela teve de procurar algo diferente das tradicionais aulas de dança e música porque Lorena ainda era considerada muito pequena para participar e acabou encontrando a musicoterapia.

Nas aulas, além do estímulo para cantar e desenvolver a expressão corporal, a criança também tem acesso a todos os instrumentos musicais e isso agradou a mãe de Lorena. “Quando ela tiver idade, ela escolhe para qual instrumento tem mais aptidão”, diz Thania.

Segundo a mãe, depois da musicoterapia, Lorena está dormindo melhor e ficou mais obediente às regras em casa e na escola. A musicoterapeuta Priscila Mulin explica que isso é esperado: “Tem o trabalho individual, mas costumamos trabalhar em grupos e todas as atividades são criadas para o desenvolvimento da criança. Têm jogos musicais em que elas decidem as regras, o que ajuda uma criança a lidar com a outra, saber ouvir e respeitar os desejos da outra”.

Texto de Fernanda Maranha, publicado originalmente no Delas (iG), em 18/03/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/filhos/2016-03-18/musicoterapia-em-bebes-e-gestantes-ajuda-no-desenvolvimento-infantil.html

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Para saber mais sobre o assunto , conheça os livros da Summus:

10340TEORIA DA MUSICOTERAPIA
Contribuição ao conhecimento do contexto não-verbal
Autor: Rolando Benenzon

A musicoterapia é uma técnica que explora a relação entre emoções e música dentro de um processo terapêutico. Neste livro, o Dr. Benenzon esclarece os fundamentos teóricos da musicoterapia, contribuindo para a orientação na formação de musicoterapeutas em nível universitário.
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10058MÚSICA E SAÚDE
Autora: Even Ruud

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Compilação de textos das conferências do Congresso de Musicoterapia (Oslo, 1985). Especialistas internacionais mostram as ligações entre a musicoterapia e outros campos do conhecimento, como a neurologia, a percepção corporal e a semiótica. O leitor encontra aqui reflexões e métodos sobre as diferentes formas de trabalhar com música em terapia.
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10054CAMINHOS DA MUSICOTERAPIA
Autora: Even Ruud

Este livro pretende esclarecer as relações entre a musicoterapia e os diferentes caminhos existentes na área da saúde mental e observar como estes diversos procedimentos estão vinculados a tendências filosóficas distintas.
10362O DESPERTAR PARA O OUTRO
Musicoterapia
Autora: Clarice Moura Costa

A partir de um embasamento teórico e de casos clínicos, a autora traça os objetivos e os limites da proposta psicoterápica apoiada na música. São mostradas as possibilidades de restauração dos processos de sociabilização e as reações dos pacientes.

 

 

FERNANDA ALMEIDA AUTOGRAFA O LIVRO “QUE DANÇA É ESSA?” NA LIVRARIA DA VILA, NA VILA MADALENA

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Vila Madalena-São Paulo) promovem no dia 23 de março, quarta-feira, a noite de autógrafos do livro Que dança é essa? – Uma proposta para a educação infantil. A autora do livro, a educadora Fernanda de Souza Almeida, receberá amigos e convidados na livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915, Piso Térreo. 

Fernanda, que também é mestre em Artes, revela no livro os pressupostos e os elementos da dança na educação infantil e as estratégias para o trabalho do professor, acrescidos de sugestões de vivências, músicas e sequências didáticas que podem ser exploradas na prática educativa. 

Com vasta experiência como professora da educação básica, a autora mostra uma possibilidade de aproximação da dança com as crianças, de modo que essa linguagem artística dialogue com as características e necessidades dos pequenos. Para isso, busca em estudiosos como Henri Wallon e Rudolf Laban compreender as peculiaridades do universo infantil e da dança.

“Toda atividade realizada na escola, mesmo no período complementar, precisa ser planejada, organizada e estar repleta de ações intencionais por parte do professor para ampliar a perspectiva de mundo das crianças”, diz a autora. Para ela, as vivências devem oferecer oportunidades aos pequenos e respeitar as características da faixa etária na qual se propõem a atuar, sem exclusões ou cobranças técnicas exageradas. “É preciso apresentar uma visão diferenciada”, complementa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1433/9788532310385

Que danca é essa

 

‘STJ DIZ QUE PUBLICIDADE INFANTIL É ABUSIVA E QUE TIRA AUTORIDADE DOS PAIS’

Uma criança se joga no chão e grita, para desespero dos pais:

– Eu quero! Eu queroooo!

Em seguida, metade dos olhares do recinto se voltam à cena. A mãe não é forte o suficiente para dizer “não” – julga a maioria. Foram fracos ao educar a criança que, agora, pensa que precisa daquele objeto, daquela guloseima para ser feliz. Desculpem, mas tenho que concordar com os olhares julgadores.

A mãe…sim, ela é fraca. O pai é fraco. A família é pouco.

Mas não é por incompetência. E sim porque lutam contra uma indústria bilionária que, sem vergonha alguma, anuncia para crianças, fazendo uso de recursos altamente sofisticados, como o neuromarketing – que utiliza até eletroencefalogramas para prever a reação do cérebro aos estímulos da comunicação mercadológica. Ou seja, dos anúncios.

Contra bilhões e os maiores recursos já desenvolvidos pela ciência, fica difícil mesmo. Ainda mais quando não se tem capacidade crítica formada. Experimente observar a publicidade com a perspectiva de uma criança de quatro anos.

Qual a diferença entre conteúdo e comercial? Aquelas figuras que dizem “informe publicitário” não te dizem nada. Há apenas aquele personagem criado para se comunicar com você, que voa, cheio de cores, musiquinha, dizendo que aquele é o melhor produto ou que ele é o produto. De forma disfarçada e mais sofisticada, é o velho clássico “compre batom”.

E nós, como sociedade, lavamos as mãos. Aceitamos que a prática antiética continue. Individualizamos o problema. Os favorecidos garantem que seus filhos não sejam reféns e deixam que milhares de crianças fiquem à mercê da publicidade porque seus pais não podem passar o dia ao lado de seus pequenos, ou não podem pagar para que alguém o faça. E aí, é muitas vezes a TV que cumpre o papel de entreter.

Nós ignoramos que as crianças são estimuladas “só” pelos maiores conglomerados do mundo a consumirem quantidades exorbitantes de sódio, açúcar e gordura.

As crianças que assistem à publicidade aprendem que só serão bem sucedidas se tiverem tal tênis, tal celular, tal carro. E as julgamos delinquentes quando acreditam nisso e, sem perspectivas, decidem “ser alguém” na marra, em um assalto. Ser ninguém por toda uma vida ou correr o risco?

Por esses motivos, que a decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta (10), é um marco em direção à civilidade. No caso, a Bauducco é processada pelo Ministério Público de São Paulo, após denúncia do Instituto Alana, por meio do projeto Criança e Consumo, por oferecer relógios de pulso do personagem infantil Shrek, em troca de cinco embalagens de um biscoito (leia-se farinha e açúcar), além de pagamento de R$ 5. A empresa perdeu.

O ministro Herman Benjamin, autoridade no tribunal em Direito do Consumidor, declarou em seu voto que:

“O julgamento de hoje é histórico e serve para toda a indústria alimentícia. O STJ está dizendo: acabou e ponto final. Temos publicidade abusiva duas vezes: por ser dirigida à criança e de produtos alimentícios. Não se trata de paternalismo sufocante nem moralismo demais, é o contrário: significa reconhecer que a autoridade para decidir sobre a dieta dos filhos é dos pais. E nenhuma empresa comercial e nem mesmo outras que não tenham interesse comercial direto, têm o direito constitucional ou legal assegurado de tolher a autoridade e bom senso dos pais. Este acórdão recoloca a autoridade nos pais”.

E eis que as famílias terão alguma folga, já que agora muitas organizações da sociedade civil saem fortalecidas para cobrar que a decisão seja cumprida em outros casos semelhantes – de publicidade infantil e venda casada. Agora, a discussão mudou de patamar. Acabou. É jurisprudência: a publicidade infantil é abusiva e, portanto, ilegal.

Mesmo assim, ainda há trabalho pela frente, mas é bom quando deixamos de ser cínicos e admitimos que a criança gritando ali no chão do supermercado também é culpa nossa e temos decisões a tomar enquanto sociedade.

Texto de Marina Pita, jornalista, consultora do Projeto Criança e Consumo e conselheira do Coletivo Intervozes, e Renato Godoy, jornalista e pesquisador do Instituto Alana. O texto foi escrito especialmente para o Blog do Sakamoto. Para acessá-lo na íntegra: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/03/11/stj-diz-que-publicidade-infantil-e-abusiva-e-que-tira-autoridade-dos-pais/

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Se você se interessa pelo assunto, conheça o livro:

PAra saber mais sobre este livro clique aquiA CRIANÇA E O MARKETING
Informações fundamentais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil
Autoras: Luciene Ricciotti VasconcelosAna Maria Dias da Silva
SUMMUS EDITORIAL

O marketing infantil é, hoje, uma das maiores ferramentas para vender produtos, influenciar famílias e conquistar a fidelidade de clientes. Mas que tipo de mensagem vem sendo direcionada às crianças e como pode prejudicar a autoestima e desvirtuar os valores dos pequenos? Escrita por uma especialista em comunicação e por uma psicóloga, esta obra é fundamental para pais e professores.

‘O DIA INTERNACIONAL DA MULHER E O MACHISMO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA’

Embora estudem mais e sejam maioria nas comunidades escolares e educacionais, as mulheres estão sub-representadas nos postos de comando da educação nacional, além de serem vítimas de diversas formas de violências. Em parte isso se deve ao machismo (re)produzido nas escolas e não enfrentado pelas gestões públicas. O Dia Internacional da Mulher é um bom momento para refletir sobre isso.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher, um momento de luta, reflexão, reconhecimento e comemoração pelas conquistas obtidas contra as absurdas disparidades entre homens e mulheres.

Poucas áreas são tão majoritariamente femininas quanto a educação. Há muito mais professoras do que professores, funcionárias do que funcionários. E as alunas são mais escolarizadas do que os alunos – o que, obviamente, não deixa de ser um grave problema. Além disso, como mais um dado do machismo, mães participam muito mais do que os pais nas comunidades escolares.

Porém, em que pese esses fatos, o Brasil teve apenas uma Ministra da Educação. Foi a advogada Esther de Figueiredo Ferraz, que ocupou a pasta no governo do general João Figueiredo, de 24 de agosto de 1982 a 15 de março de 1985. Na época, no então Ministério da Educação e Cultura (MEC), ela regulamentou a emenda que estabeleceu percentuais mínimos obrigatórios para a aplicação na educação dos recursos arrecadados em impostos.

Apenas em 2008, uma mulher assumiu a presidência do Conselho Nacional de Educação. Foi a educadora goiana Clélia de Alvarenga Brandão, uma das responsáveis por liderar a elaboração do parecer CNE/CEB 8/2010, que normatiza o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), criado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O CAQi é um mecanismo fundamental para mudar a história de subfinanciamento das políticas públicas educacionais no Brasil e deve ser implementado até junho de 2016, segundo o Plano Nacional de Educação.

A grave sub-representação das mulheres nos postos de comando da educação nacional pode ser explicada por um fator estrutural: embora sejam ampla maioria nas comunidades escolares e educacionais, as escolas brasileiras são absurdamente machistas.

Quem acompanhou as discussões sobre a suposta “ideologia de gênero” na formulação dos planos nacional, estaduais, distrital e municipais de educação viu o quanto é difícil enfrentar o sexismo no país. Setores cristãos retrógrados não aceitam medidas para combater, pela educação, o machismo reinante no país. Aliás, além de não considerarem o Brasil um país machista, também creem que a sociedade brasileira não é racista, nem sexista – desconsiderando todas as tristes evidências do cotidiano nacional.

Em relação à questão da paridade de gênero, a Unesco, no relatório sobre o programa “Educação Para Todos 2000-2015”, que estabeleceu metas globais para as políticas educacionais ao redor do mundo, concluiu sobre o Brasil:

“As conquistas obtidas não significam que a situação de opressão das mulheres tenha sido eliminada da vida pública ou privada [brasileira], por isso mesmo são ainda imprescindíveis políticas públicas para mulheres e meninas. Estas são necessárias tanto no sentido de estimular sua participação em áreas de conhecimento e atuação onde sua presença é menor, como de proteger sua integridade física em risco de violência e assédio moral.”

Para enfrentar essa situação, em 9 de setembro de 2015, o Ministério da Educação (MEC) editou portaria que instituiu o Comitê de Gênero. Contudo, dias após, em 21 de setembro, diante da pressão empreendida pela Frente Parlamentar Evangélica (FPE) e pela Frente Parlamentar Católica (FPC), o próprio MEC substituiu o órgão pelo genérico Comitê de Combate às Discriminações. O Comitê de Gênero contava com significativo apoio da comunidade educacional e buscava formular políticas educacionais direcionadas a combater o machismo e o sexismo reinantes.

No tocante às questões de gênero, o Governo Dilma tem cedido desde 2011, quando proibiu a distribuição do kit anti-homofobia para as escolas públicas. Diante do clima político do país, não há esperança de que algo mude nos próximos anos. A não ser que a sociedade brasileira compreenda de uma vez por todas que enfrentar todas as desigualdades que a caracterizam, entre as quais a desigualdade de gênero é uma das principais, é uma questão de justiça social e tarefa fundamental para a verdadeira consagração da cidadania.

Texto de Daniel Cara publicado em seu blog em 08/03/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://danielcara.blogosfera.uol.com.br/2016/03/08/o-dia-internacional-da-mulher-e-o-machismo-na-educacao-brasileira/

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

40046RACISMO, SEXISMO E DESIGUALDADE NO BRASIL
Autora: Sueli Carneiro
Coleção Consciência em Debate
SELO NEGRO EDIÇÕES

Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

 

‘MÃES RELATAM O DRAMA DA PERDA GESTACIONAL TARDIA’

Chamada de perda gestacional tardia, o aborto espontâneo a partir da 23ª semana de gravidez é um tema delicado. Quem passa por ele encontra pouco espaço na sociedade para vivenciar o luto.

Para abrir espaço para a reflexão sobre o tema, o UOL reuniu oito depoimentos de mulheres que passaram pela experiência.

Patricia Aparecida Formigoni Avamileno, 49, advogada

“Quando perdemos os pais, somos órfãos. Quando perdemos o marido, somos viúvas, mas, quando perdemos um filho, isso sequer tem nome. Receber essa notícia é como um coice no estômago. Um pesadelo sem fim. Perdi o meu segundo filho no nono mês de gestação. A causa foi anoxia intrauterina (falta de oxigenação no cérebro). Desde sua morte, não existe Natal que seja alegre, pois ele morreu em 19 de dezembro de 1997. Como tiveram de me dopar após o parto, minha mãe e meu marido não permitiram que eu visse o bebê. Também não pude acompanhar o velório nem o enterro. Sinto até hoje saudade de alguém que sequer conheci. Lembro que, na sala de pré-parto, senti a placenta mexer e gritei chamando o médico, acreditando que meu filho se movia. Anos depois, eu me tornei mãe novamente.”

Fabiana Pacheco, 30, técnica de radiologia

“Perdi minha filha Clara no sexto mês de gestação. Descobri que ela estava morta em um ultrassom de rotina. Era uma quinta-feira. O coração dela simplesmente parou. Foi difícil acreditar que estava passando por aquilo. Já havia comprado todo o enxoval, que, por sinal, continua comigo. No dia seguinte à descoberta, fui internada na maternidade, onde começaram a induzir o parto normal. Em um sábado, às 9h, ela nasceu. Já faz mais de dois anos, mas não superei o luto. Nunca mais consegui engravidar novamente, mesmo sem me prevenir.”
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Matéria de Bruno Santos, publicada no UOL em 03/03/2016. Para ler todos os depoimentos, acesse:  http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/03/03/maes-relatam-o-drama-da-perda-gestacional-tardia.htm

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Para se aprofundar no assunto, conheça algumas obras da Editora Ágora que abordam o tema:

20060MATERNIDADE INTERROMPIDA
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida. Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

20822

ABORTO ESPONTÂNEO
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Ursula Markham

A perda de um bebê em formação é uma experiência devastadora para a mulher. Ela não só terá de lidar com a dor e a frustração, mas também com a ansiedade em relação a uma futura gravidez. Este simpático guia oferece conforto, conselhos práticos, segurança nos próximos passos.

 

MEDITAÇÃO DA ‘ATENÇÃO PLENA’ MONOPOLIZA PESQUISAS SOBRE O TEMA

Talvez você já tenha se perguntado se meditação “funciona”, mas as questões que se seguem a essa são ainda mais capciosas. A primeira é como mensurar os benefícios desse tipo de prática.

A maior parte dos testes na área de saúde são feitos do seguinte modo: enquanto um grupo recebe o tratamento testado, um segundo grupo recebe um placebo.

Como o efeito placebo funciona em até 30% dos casos, é importante que os participantes não saibam se estão recebendo o tratamento real ou uma água com açúcar, assim os resultados podem ser comparados.

Mas como ministrar um placebo de meditação? Um estudo publicado neste mês na revista “Biological Psychiatry” buscava investigar os efeitos da meditação “mindfulness” (atenção plena, ou consciência plena) na redução de estresse.

Para isso, os pesquisadores recrutaram 35 pessoas desempregadas que estavam passando pelo estresse de buscar um novo trabalho.

O grupo foi para um retiro de três dias de meditação. Enquanto metade deles recebia aulas de mindfulness, a outra metade fazia sessões de relaxamento nas quais o instrutor inseria piadas e distrações em momentos-chave para impedir que os participantes de fato se concentrassem.

“Recrutamos pessoas que não tinham experiência prévia com meditação, de modo que não percebessem o truque”, explica David Creswell, psicólogo da universidade americana Carnegie Mellon que chefiou o estudo.

Quase todos os participantes afirmaram que se sentiam mais relaxados e que tinham desenvolvido respostas melhores ao estresse, mas ressonâncias magnéticas mostraram alterações significativas -como ativação de áreas cerebrais associadas à sensação de calma- apenas no grupo que meditou de verdade.

Quatro meses depois, um exame de sangue mostrou que o grupo da meditação real tinha níveis de inflamação consideravelmente menores que o grupo do relaxamento, ainda que poucas pessoas de ambos os grupos tivessem dado prosseguimento às práticas.

O tipo de meditação que Creswell utilizou em sua pesquisa tem raízes budistas e deu origem a um programa de redução de estresse criado pelo professor Jon Kabat-Zinn, da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, na década de 1970.

Iniciado no budismo, Kabat-Zinn queria desenvolver um método que ajudasse pacientes crônicos a lidar com a doença, melhorando sua resposta aos tratamentos.

“Toda meditação busca a atenção plena, mas a particularidade do mindfulness é buscar estar no presente com curiosidade”, explica o físico e budista ordenado Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

Nas aulas, os alunos devem prestar atenção à respiração e a sensações corporais, inclusive as desagradáveis.

Em parte por ter nascido em um ambiente acadêmico, a mindfulness tem se estabelecido como a modalidade queridinha dos médicos e monopoliza boa parte das pesquisas sobre meditação. No Brasil, a Unifesp, por exemplo, tem um centro dedicado a ela.

“Imagino que outros tipos de meditação tenham eficácia semelhante, mas como a maior parte das pesquisas recentes trabalha com mindfulness, ela acaba chamando atenção dos médicos. Já sabemos, por exemplo, que melhora o parâmetro imunológico e reduz a ansiedade”, diz a psiquiatra Valéria Melo, do hospital Emilio Ribas.

O treinamento de mindfulness costuma ser feito em dois meses, com sessões de 2h30 por semana, e inclui exercícios de respiração e postura, além de explicações científicas sobre a origem e os efeitos do estresse. Custa cerca de R$ 900, com aulas semanais de 2h30 de duração, mais material didático para praticar em casa.

Quem quiser se inteirar da técnica pode fazer workshops como o da School of Life (R$ 185, com encontro no dia 17/03) ou no Centro Cultural da Índia (de graça, dia 15/03), ambos em São Paulo.

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Texto de Juliana Cunha publicado na Folha de S. Paulo, em 01/03/2016. Para acessá-lo na íntegra: http://bit.ly/1QjF7cU

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Para saber mais sobre o assunto, conheça os livros do Grupo Summus:

10716VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little.
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50065MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar
Autor: Roberto Cardoso
MG EDITORES 

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.