‘ALBERTO DINES E OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA RECEBERÃO PRÊMIO ABRAJI DE CONTRIBUIÇÃO AO JORNALISMO DE 2016′

O Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo, que destaca pessoas e instituições cujo trabalho presta auxílio relevante ao jornalismo brasileiro, será entregue a Alberto Dines pelos 20 anos à frente do Observatório da Imprensa. A sessão solene está marcada para às 16 horas do dia 23 de junho de 2016, durante o 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Dines tem mais de 60 anos de carreira no jornalismo e é o editor-chefe do site Observatório da Imprensa, que completa 20 anos em abril de 2016. O programa de TV homônimo, apresentado por Dines, completará 18 anos em maio.

Dines começou a trabalhar como jornalista em 1952, como crítico de cinema na revista A Cena Muda. Passou a escrever reportagens políticas para a revista Visão e depois escreveu para a revista Manchete. Em 1959, foi convidado a trabalhar no Última Hora por Samuel Wainer, no segundo caderno do jornal; depois disso, em 1960, trabalhou no Diário da Noite, de Assis Chateaubriand. Em 1963 criou e ocupou a cadeira de jornalismo comparado na Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1965, na mesma universidade, criou a cadeira de teoria da imprensa, onde lecionou até 1966.

Aos 30 anos de idade, em 1962, começou no Jornal do Brasil com o cargo de editor-chefe, onde permaneceu por 12 anos. Em 1970 recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Em 1973, Dines articulou uma estratégia para burlar a censura imposta pelo regime militar, que vetara manchetes sobre o golpe de 11 de setembro no Chile e a morte de Salvador Allende. O jornalista conseguiu que o jornal fosse impresso com a notícia, mas sem manchetes. Dines terminou demitido e preso. Fernando Molica, diretor da Abraji, acredita que esse trabalho de Dines “é um exemplo de criatividade e coragem”.

Depois da demissão tornou-se professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade Columbia, em Nova York, no ano de 1974. Em 1975, a convite de Cláudio Abramo, diretor de redação da Folha de S.Paulo, tornou-se diretor da sucursal carioca do jornal, onde ficou por  5 anos. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal entre 1988 e 1995, onde lançou a revista Exame. Dines escreveu e organizou mais de 15 livros, entre eles “O Papel do Jornal e a Profissão de Jornalista”, “A Imprensa em Questão” e “Morte no Paraíso: A Tragédia de Stefan Zweig”.

Segundo Fernando Molica “ao premiar Alberto Dines, a Abraji reconhece a grande contribuição que, por mais de cinco décadas, ele presta à imprensa brasileira. (…) Aos 84 anos, Dines continua ativo e, graças ao seu trabalho, permite que renovemos nossa leitura diária dos jornais.”

O Observatório da Imprensa foi uma das criações do LABJOR, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp, que também foi criado com o apoio de Dines. Tanto o site, que começou quando a internet comercial engatinhava, quanto o programa de TV discutem e questionam a cobertura de temas relevantes, o que contribui para o aprimoramento do jornalismo praticado no Brasil.

“Há 20 anos Dines conduz um fórum permanente de debate sobre a mídia brasileira, iniciativa rara e bem vinda em qualquer democracia.”, explica o presidente da Abraji, Thiago Herdy.  “Você pode concordar com o que diz um articulista, discordar de outros. O que não dá pra negar é a importância da reflexão e do debate constante para o amadurecimento do jornalismo no país”.

Hoje, Dines também está envolvido em outras iniciativas que prestam auxílio à imprensa brasileira, como o Pequena Grande Imprensa, um projeto pioneiro que visa o fortalecimento do jornalismo regional no país, através de apoio técnico gratuito a pequenos jornais locais nas áreas de gestão, publicidade, redação e tecnologia da informação. A iniciativa, nas palavras de seu idealizador Alberto Dines, vai “contribuir para a desconcentração da mídia brasileira através do fortalecimento dos pequenos e médios jornais.”

O Pequena Grande Imprensa é implementado pelo Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, uma organização sem fins lucrativos que realiza atividades de formação, treinamento, reciclagem e consultoria nos campos profissional e empresarial, que nasceu a partir do Observatório da Imprensa e que hoje é seu mantenedor.

O Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo foi entregue pela primeira vez em 2014 ao economista Gil Castelo Branco, pelo trabalho à frente da Associação Contas Abertas. Em 2015, o então diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo foi o homenageado.

Publicado no site da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Para ler na íntegra, acesse: http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3425

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Conheça o livro de Alberto Dines, publicado pela Summus Editorial:

10653O PAPEL DO JORNAL E A PROFISSÃO DE JORNALISTA
Edição revista, atualizada e ampliada
Autor: Alberto Dines

Alberto Dines é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e discute há décadas o papel da imprensa nos rumos políticos do país. Esta nona edição de O papel do jornal comemora os 35 anos de publicação do livro. Embora o contexto original fosse bem diferente do atual, os assuntos base da primeira edição permanecem: ética, exercício da profissão de jornalista, interesse público. Dines retoma um assunto que ele ressaltou em 1985: a necessidade do diploma de jornalismo para que se exerça a atividade.

‘PROFESSOR: O PROFISSIONAL MAIS IMPORTANTE DO PAÍS’

Amanhã, 28 de abril, celebramos o Dia da Educação. E você sabe o que ou quem mais influencia diretamente o aprendizado dos alunos? O professor, claro!

Mas se esse profissional é o que mais influencia diretamente a Educação de nossas crianças e jovens, por que a profissão anda tão desvalorizada em nosso país? Para termos uma ideia, de acordo com uma recente pesquisa realizada pela Fundação Victor Civita e pela Fundação Carlos Chagas, apenas 2% dos alunos que saem do ensino médio querem ser professores.

Isso é muito preocupante. Se o professor é quem mais impacta o aprendizado dos alunos, essa é uma profissão absolutamente necessária para apoiar o desenvolvimento intelectual das crianças e dos jovens, especialmente para a formação de pessoas capazes de resolver os complexos problemas do mundo atual, ampliando as possibilidades de inovação e de justiça social.

Para me ajudar a entender um pouco melhor o atual cenário desse profissional no Brasil, conversei com Miguel Thompson, diretor do Instituto Singularidades, organização especializada em formação de professores.

De acordo com ele, é necessário olhar a profissão de maneira realista, deixando um pouco de lado os dois extremos – a visão mais romântica ou a mais pessimista. Thompson pontuou quatro questões que os jovens que estão prestes a escolher a futura profissão devem levar em consideração. São elas:

1. Propósitos

O professor pode, efetivamente, contribuir com o desenvolvimento individual das pessoas e deixar um legado de melhora das qualidades pessoais e das relações humanas, influindo decisivamente nos caminhos da sociedade. Em qualquer época essa possibilidade é muito importante, mas especificamente neste momento, em que o Brasil se encontra em meio a transformações políticas, sociais, econômicas e culturais, a função docente passa a ser um pilar indutor de mudanças desejáveis pelo conjunto da sociedade.

2. Carreira

Apesar do que comumente se afirma, vem-se promovendo no país um conjunto de políticas visando à melhoria da educação, em cujo bojo se inclui o aumento da remuneração de professores. Em alguns municípios brasileiros o salário de um professor concursado ultrapassa 5 mil reais. Além disso, em muitas redes de ensino há investimentos em formação continuada como uma oportunidade de progressão na carreira, que inclui remunerações mais elevadas. Especializações, mestrados e doutorados são títulos muito apreciados no setor educativo público ou privado e incentivam essa progressão.

3. Benefícios

A flexibilidade do horário de trabalho é um deles. Esse tempo pode ser utilizado para o desenvolvimento de estudos paralelos, como pós-graduações ou a atuação em outras áreas da educação. Outro benefício consiste no fato de existirem postos de trabalhos para esse profissional em qualquer município brasileiro. Vale pontuar também que a função de professor permite que ele tenha contato constante com especialistas de diferentes áreas e com jovens, possibilitando a atualização permanente desse profissional e o acesso a novos costumes e tendências da sociedade, muitas vezes difícil em profissões que atuam apenas com o mundo adulto, mais conservador.

4. Mercado

O cenário atual da educação brasileira é bastante favorável à empregabilidade do professor. Dados divulgados recentemente pelo MEC evidenciam que o déficit de professores, especialmente na área de exatas, ainda é grande e um desafio a ser superado. Para profissionais qualificados, as opções são inúmeras, tanto no setor público como no privado. No momento, há uma grande perspectiva de investimento público na formação de professores e na educação como um todo. O setor educativo também é bastante dinâmico, com a entrada de grandes corporações educativas e o florescimento de um terceiro setor cada vez mais influente e envolvido na educação.

Claro que essas possibilidades são vantajosas, mas muitas vezes elas não se concretizam pela má gestão pública, que não foca a carreira docente; pela necessidade de o professor ter que dar aulas em mais de uma escola; pelas condições de trabalho encontradas nas escolas; e pela falta de apoio e valorização da própria sociedade. Se quisermos realmente mudar o país para melhor, com mais oportunidades para todos e menos desigualdades, é preciso colocar o professor de uma vez por todas como o profissional mais importante e estratégico do Brasil. Não há país que exceda a qualidade de seus professores.

 

Reprodução de texto de Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, publicado originalmente no UOL Educação, em 27/04/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/04/27/professor–o-profissional-mais-importante-do-pais.htm

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Conheça:

10502PROFISSÃO DOCENTE: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Sonia PeninMiquel Martínez
SUMMUS EDITORIAL

Partindo da premissa de que o trabalho docente se dá nos emaranhados de um contexto social e institucional, Sonia Penin, diretora da Faculdade de Educação da USP, e Miquel Martínez, diretor do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Barcelona, trazem elementos e perspectivas que enriquecem a análise da referida temática.

Para ver todos os livros de educação do Grupo Summus, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/Educa%C3%A7%C3%A3o

MESCLA LANÇA “VIVER MELHOR EM FAMÍLIA”, DE ELIZABETH MONTEIRO

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Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1438/9788588641440

Para saber mais sobre a autora e conhecer todas as suas obras, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Elizabeth+Monteiro

 

PARA SÉCULO 21, O IMPORTANTE É ‘APRENDER A APRENDER’

Para enfrentar os desafios do século 21 não basta frequentar as aulas e decorar conteúdo. É preciso mais. Uma das habilidades necessárias é a de aprender a aprender. Ou seja, de maneira autônoma, o estudante precisa saber não só o que, mas também precisa saber como estudar. E, já adiantamos, não basta apenas ler tudo aquilo que o professor orienta em sala de aula.

“Trata-se de desenvolver capacidades para você aprender como disciplina, foco, precisão. E isso pressupõe criatividade, responsabilidade e concentração”, explica o professor Sergio Ferreira do Amaral, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para quem aprender a aprender está muito próximo do conceito de autodidatismo.

Simone André, gerente-executiva de Educação do Instituto Ayrton Senna, tem um conceito parecido. Para ela, aprender a aprender é “a autonomia do estudante em gerir sua própria aprendizagem.”

Ou seja, não basta mais para um estudante ficar sentado na sala de aula, recebendo um amontado de conteúdo e sentir que o trabalho todo está feito ao, simplesmente, estudar para uma prova. Segundo os especialistas, o aluno precisa assumir um papel de protagonista nos seus estudos e aprender como estudar aquilo que é de seu interesse.

“É necessário dar ao aluno a escolha do seu caminho. E isso, claro, passa por dar a metodologia de avaliação, ou seja, a prova, levando em consideração o que o aluno quer aprender”, afirmou Amaral.

Mudanças no ensino tradicional

Mas, se o estudante precisa ser protagonista, desenvolver habilidades de estudo e ter autonomia, como fazer tudo isso dentro de um sistema que continua antigo?

Não é tarefa fácil. Para os especialistas, mais do que orientar um aluno a como estudar, ou um professor a como estimular esse aluno, é preciso mudar o sistema. Para Simone, o ensino médio ainda está pouco conectado à realidade.

Desenvolver habilidades e competências dentro do ensino como ele é hoje é como jogar futebol dentro de um elevador. No máximo, dá para fazer embaixadinhas, mas é impossível jogar bola”

O professor Sergio Ferreira do Amaral também faz inúmeras críticas ao ensino médio atual. Segundo ele, atualmente, o aluno se depara com um conteúdo pré-estabelecido e faz um estudo de memorização.

“Hoje, a escola tem um conteúdo programático fechado, uma grade curricular pré-estabelecida e um caminho pré-traçado. Só que o aluno não pode ir à escola para passar no vestibular. O vestibular é só um processo de avaliação. Isso é um grande problema”, afirmou.

Mas, mesmo com métodos convencionais, com aulas tradicionais, expositivas, dentro de sala de aula, o professor tem um papel fundamental de estimular os alunos a aprender a estudar.

Métodos

Segundo Simone André existem algumas metodologias que ajudam o professor a trabalhar com um tipo de ensino mais voltado aos estudantes e suas expectativas. Uma delas é a problematização.

O professor pode trabalhar em sala de aula muito mais por meio de perguntas do que por respostas. São essas perguntas que induzem o aluno ao pensamento e à construção do conhecimento na sala de aula”, diz Simone André.

Outra metodologia é o trabalho colaborativo. Ao apresentar temas mais complexos do que os habituais, o professor pode orientar os estudantes a trabalharem em times. Com isso, os alunos conseguem perceber que mesmo problemas grandes e complicados podem ser resolvidos.

Uma terceira metodologia é a da posição do professor em relação ao aluno. Sem perder o nível de exigência com os estudantes, o professor precisa adotar uma postura de aproximação e construir com cada um uma relação de autonomia.

“A presença pedagógica do professor em aula é de exigência e de acolhimento”, diz Simone.

Uma metodologia que estimula o aprender a estudar é a educação por projetos. O principal é que o estudante aprenda a construir coisas e resolver problemas. E, finalmente, segundo Simone, é fundamental formar leitores e produtores de texto.

 

Texto de Thiago Varella, publicado originalmente no UOL, 23/04/2016. Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/04/23/para-seculo-21-o-importante-e-aprender-a-aprender.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça:

10438ENSINANDO A APRENDER
Elementos de psicodidática geral
Autor: Louis Not
SUMMUS EDITORIAL

A didática era definida, em geral, como a arte de ensinar. Mas essa noção é confusa e refere-se a uma atividade intuitiva, dependente daquele que ensina. Pode-se, no entanto, opor a ela uma didática racional, ligada a um saber científico sistematizado, com um duplo sistema de referências: o conhecimento do objeto ensinado e do indivíduo que aprende.

 

‘A ESCOLA NÃO É UM EDIFÍCIO, SÃO AS PESSOAS’, DIZ O EDUCADOR JOSÉ PACHECO

A aprendizagem não depende de edifício, salas de aula, quadro ou giz. Não precisa sequer de aulas no modelo tradicional. A escola é feita de pessoas e é nessas pessoas que todo o sistema de educação deve focar. Este conceito educacional, que mais parece utopia, vem sendo colocado em prática em escolas no Brasil e no restante do mundo. O professor José Francisco de Almeida Pacheco é um dos que mostrou que é possível educar de maneira inovadora e inclusive melhorar indicadores educacionais com esses métodos.

Ele é o idealizador da chamada Escola da Ponte, em Portugal, um projeto educacional que tem como base uma escola sem séries, sem prova e focada na autonomia e protagonismo do aluno. Pacheco é português, mas acredita que é do Brasil que partirão as ideias que poderão transformar a educação no mundo.

Atualmente, mora em Brasília e integra um grupo de trabalho do Ministério da Educação (MEC) para mapear escolas inovadoras. O grupo chegou a 178 escolas no país, entre estabelecimentos das redes pública e privada. Ele conversou com a Agência Brasil sobre suas principais ideias e sobre os rumos da educação no país. Segundo ele, o Brasil tem tudo que precisa para oferecer uma educação de qualidade. No entanto, é preciso que as escolas tenham autonomia. “Enquanto não houver escolas autônomas, é uma ilusão pensar que as coisas vão melhorar”.
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Matéria de Mariana Tokarnia, da Agência Brasil, publicado no UOL em 11/04/2016. Para ler os principais trechos da entrevista, acesse: http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/04/11/a-escola-nao-e-um-edificio-sao-as-pessoas-diz-jose-pacheco.htm

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PAra saber mais sobre essa metodologia de ensino, conheça:

20017DE VOLTA AO QUINTAL MÁGICO
A educação infantil na Te-Arte
Autora: Dulcilia Schroeder Buitoni
EDITORA ÁGORA 

A conhecida escola da Tê, da educadora Thereza Soares Pagani, é o tema desta obra na visão de uma jornalista, mãe de ex-alunos. Este livro apresenta a metodologia da escola e o seu dia a dia. Mostra também a mudança para sede própria e a chegada de uma nova geração de cuidadores que atuam, cada um a seu modo, sob o olhar vigilante e as diretrizes de Therezita. Prefácio do educador José Pacheco.

 

‘É BRINCADEIRA, VIU?’

Vocês sabiam que cada vez menos as crianças têm brincado livres, ao ar livre?

E que cada vez mais têm ficado dentro de casa, vendo TV, jogando video game ou cuidando dos irmãos?

Brincar não é brincadeira. É parte fundamental do desenvolvimento da criança.

É tão importante que é instintivo, como querer andar.

Todos os animais brincam. As formigas, os golfinhos e os seres humanos.

E quanto mais inteligentes, mais brincam. Os golfinhos brincam mais que as formigas. Os seres humanos brincam mais que os golfinhos.

Existem muitas evidências da importância de brincar.

  • Crianças que brincam mais na pré-escola têm melhores notas ao longo do percurso escolar.
  • Crianças que brincam mais aprendem a perseverar, a controlar a atenção (foco) e a dominar as emoções.
  • Uma vida adulta feliz é propiciada principalmente pela saúde emocional que temos na infância. Em seguida, pelo comportamento social, e só depois pelo desempenho acadêmico.
  • Brincar estimula o crescimento dos nervos da amígdala (emoções), promove o desenvolvimento do córtex pré-frontal (cognição) e da maturidade emocional e aumenta a capacidade de decisão.

É, não é brincadeira mesmo, e tem muito mais. Brincar

  • aumenta a autopercepção, a autoestima e o autorrespeito;
  • melhora e mantém a saúde física e mental;
  • dá a oportunidade de se socializar com crianças diferentes;
  • promove a criatividade, a imaginação e a independência;
  • constrói resiliência através do enfrentamento dos riscos e desafios e da necessidade de solucionar problemas e de lidar com o novo;
  • dá a oportunidade de aprender a conhecer o ambiente e a comunidade;
  • previne acidentes: quanto mais eu brinco, menos me machuco.
  • E se você, adulto, brincar junto, ganha tudo isso também!

Artigo de Priscila Cruz, publicado originalmente no UOL Educação em 06/04/2016. Para acessá-lo na íntegra, clique em http://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2016/04/06/e-brincadeira-viu.htm

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Sugestões de leitura para os professores que querem se aprofundar na importância do brincar no desenvolvimento infantil:
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10994VAMOS BRINCAR DE QUÊ?
Cuidado e educação no desenvolvimento infantil
Organizadores: Fabrício Santos Dias de Abreu e Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

A obra foi estruturada com o objetivo de problematizar com docentes as ações do brincar que emergem no cotidiano escolar, e o seu papel essencial para o desenvolvimento da criança. A leitura organiza-se em um formato mais dinâmico, no qual, com base em uma proposta teórico-prática, busca-se fomentar nos professores um olhar mais sensível para a infância e suas produções. As análises tecidas pelos autores, tendo como eixo teórico a perspectiva histórico-cultural, buscam subsidiar a prática de professores no que tange às expressões infantis em que a imaginação e a criação estão, majoritariamente, presentes. Vale salientar que o livro traz sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas na sala de aula. Prefácio de Ana Luiza Smolka, grande especialista em Vigotski.
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10799IMAGINAÇÃO, CRIANÇA E ESCOLA
Autora:
Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

Partindo das contribuições da perspectiva histórico-cultural de Vygotsky, este livro analisa os processos que configuram a imaginação infantil e mostra como o espaço escolar influencia o imaginário das crianças pequenas. A autora apresenta aqui situações de sala de aula em que se manifestam as atividades criadoras das crianças em idade pré-escolar e examina como elas se organizam nas dinâmicas interativas professor-aluno e aluno-aluno. Daniele Nunes reflete ainda sobre a importância do faz de conta, do desenho e da narrativa no desenvolvimento infantil e mostra como as próprias crianças pensam e sentem o ato de imaginar na escola, indicando que imaginação e pensamento não são processos excludentes; ao contrário, encontram-se interligados e interdependentes. Ao final de cada capítulo, o leitor recebe sugestões de atividades que podem ser experimentadas em sala de aula.
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10885CORPO, ATIVIDADES CRIADORAS E LETRAMENTO
Autores: Marina Teixeira Mendes de Souza Costa, Flavia Faissal de Souza e Daniele Nunes Henrique Silva
Coleção Imaginar e Criar na Educação Infantil

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, este livro pretende ampliar a discussão sobre o papel do corpo nas práticas de letramento, tomando como ponto de partida as atividades criadoras na infância. Para isso, as autoras construíram um modo particular de organizar tais atividades, considerando o faz de conta e a narrativa atividades não gráficas e o desenho e as primeiras elaborações escritas atividades gráficas. Essa forma inovadora de apresentar as atividades da infância permite ao leitor redefinir seu “posto de observação”, ampliando as possibilidades de compreensão das produções infantis no espaço escolar. Assim, elas nos convidam a olhar com mais cuidado para a centralidade que o corpo assume nos processos de leitura e escritura no espaço da educação infantil: o corpo narra, cria, brinca, desenha e escreve.

‘CINCO CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE SONO’

Especialistas confirmam: dormimos cada vez menos.

“Os problemas de sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial”, diz a Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM, na sigla em inglês).

“Dormir bem é um dos três pilares fundamentais para ter uma boa saúde, ao lado de uma dieta equilibrada e exercício regular”, completa a associação em nota informativa.

Para Shirley Cramer, diretora executiva da Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, muitos dizem dormir de quatro a cinco horas por dia, mas isso não é algo de que se gabar.

3 elementos necessários para dormir bem

Duração: Suficiente para ficarmos descansados e alertas durante o dia (entre 7 e 9 horas por dia)
Continuidade: Dormir sem interrupções para que o sono seja efetivo
Profundidade: O sono deveria ser suficientemente profundo para que seja restaurativo

Cramer diz que a falta de sono possui impactos altamente nocivos na saúde física e mental. “Sabemos, por várias pesquisas, que quem tem privação de sono possui risco muito mais alto de ter doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão.”

Estas são algumas formas pelas quais dormir pouco pode afetar sua saúde:

1. Dieta ruim

“A falta de sono faz com que nos alimentemos pior”, diz Cramer.

De acordo com um estudo do órgão espanhol, mais de um terço das pessoas come mal quando dorme pouco.

O motivo, segundo a especialista, é que nessa situação costumamos comer alimentos pouco saudáveis, e por isso a falta de sono está vinculada ao aumento de peso.

A comunidade científica também associa a falta de sono à obesidade e ao diabetes.

Segundo estudo realizado em 2015 por pesquisadores no Catar, dormir pouco aumenta o apetite e a resistência à insulina.

Dormir bem, afirma a Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, é “essencial para a regulação do metabolismo, sobretudo em crianças, e há evidências da relação entre horas de sono e incidência de obesidade infantil”.

Em resumo, a orientação é “se dormir bem comerá melhor”.

2. Saúde mental afetada

Dormir pouco tem relação com uma variedade de transtornos físicos, mentais e de comportamento.

“A saúde mental é uma questão particular e, de certo modo, é um círculo vicioso: se tem problemas mentais, dorme pouco, e vice-versa. E se sente cada vez pior.”

Para Cramer, buscar ajuda psicológica é “vital” nesses casos. O conselho dela para casos de insônia é buscar tratamentos com medicamentos específicos ou terapia comportamental, que demonstra, diz, ser “altamente eficaz”.

Segundo a organização espanhola Instituto de Medicina do Sono, a falta de sono está associada a problemas psicológicos, depressão e ansiedade.

3. Risco de acidentes

A possibilidade de sofrer acidentes cresce com a ausência de sono.

“Um em cada cinco acidentes tem a ver com a falta de sono”, afirma Cramer.

Segundo o órgão de segurança de estradas dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês), 40 mil pessoas se ferem por ano no país por problemas relacionados à falta de sono, e 1.550 pessoas morrem nesses tipos de acidentes.

Estudo da Harvard Medical School já apontou que 250 mil condutores dormem ao volante por dia nos EUA.

Mas o perigo não está somente nas ruas, diz Cramer, que cita o risco de acidentes domésticos. “Dormir pouco põe em risco nossa saúde em muitos aspectos.”

4. Menor rendimento físico

Dormir bem é importante para ter energia durante o dia.

Trata-se, de fato, de um aspecto fundamental para o funcionamento de nosso cotidiano, apontam especialistas.

Atletas profissionais podem dormir pouco e ainda assim apresentar bom rendimento, mas é fundamental descansar por tempo suficiente após a prática de exercícios.

O problema da falta de sono é o impacto no rendimento físico, pois o corpo precisa de um mínimo de horas de descanso.

“O processo de regeneração de tecidos cerebrais e físicos ocorre à noite. Se não há descanso não há recuperação correta, e isso afeta o rendimento físico e intelectual”, diz Madrid Mateu, coordenador de educação física.

Além disso, praticar exercícios físicos estimula um sono melhor, daí a combinação perfeita entre as atividades.

5. Limitação cognitiva

“Sabemos que a falta de sono ou má qualidade do sono tem grande impacto negativo na saúde, em curto e longo prazo”, afirmam especialistas da WASM.

Os efeitos impactam a capacidade de atenção, a recuperação da memória e a aprendizagem.

“Deveríamos entender o sono do mesmo modo que entendemos outras coisas que beneficiam nossa saúde, como boa dieta e atividade física”, lembra Cramer.

Para a pesquisadora, o ato de dormir bem muitas vezes é subestimado, mas é algo que deveria preocupar a todos. “É uma questão de saúde pública.”

Matéria da BBC Brasil, publicada no UOL Ciência e Saúde em 05/04/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2016/04/05/cinco-consequencias-da-falta-de-sono.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro:

50047DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores:
Stella Tavares, Pedro Paulo Porto Junior, Pedro Luiz Mangabeira Albernaz, Márcia Carmignani, Andrea Pen Mangabeira Albernaz
MG EDITORES

Quando os problemas de sono de repetem com freqüência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.

‘EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA AINDA GERA DESCONFIANÇA, DIZ ESTUDO’

O ensino superior a distância ainda não tem a confiança de grande parte dos potenciais estudantes. Um levantamento feito pelo Instituto Data Popular revela que 93% dos jovens com menos de 24 anos e 79% dos que têm mais de 24 anos não querem fazer cursos a distância, nem semipresenciais. Eles desconfiam da qualidade da formação e têm medo de o curso não ser valorizado pelo mercado de trabalho.

Encomendado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), o levantamento mostra que as instituições terão que fazer algumas adequações para atrair mais estudantes. “É preciso mudar a oferta de EaD [educação a distância] e é ncessária uma mudança de imagem”, diz o diretor executivo do sindicato, Rodrigo Capelato.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC),  a educação a distância vem registrando crescimento de 18% ao ano em número de matrículas. O último Censo da Educação Superior, de 2014, mostra que 1,2 milhão de matrículas na modalidade à distância, o equivalente a 90% dos cursos de EaD, são em instituições privadas.

Neste ano, o MEC homologou uma nova resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes e normas para a educação superior a distância. Em até quatro meses, a modalidade deverá ter uma nova avaliação e novos parâmetros de qualidade.

Menos da metade quer fazer faculdade

O levantamento tem como foco integrantes de famílias com renda média de R$ 1.806,57 e R$ 3.463,03, ou seja, a chamada nova classe média. O estudo mostra ainda que pouco menos da metade daqueles com ensino médio completo, 47%, deseja fazer uma faculdade. Grande parte cursou o ensino médio apenas em escola pública (82%) e trabalha (66%).

A maioria dos potenciais universitários não considera as instituições públicas de ensino superior acessíveis. Embora considerem os estudos importantes, eles citam entre os motivos para não cursar o ensino superior o medo de perder o emprego e de não conseguir pagar a faculdade. Na hora de escolher um curso superior, o que pesa principalmente é a qualidade – 87% daqueles com menos de 24 anos e 77%, com mais de 24 anos destacam a qualidade como fator principal na escolha.

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é visto como a saída para a maioria dos entrevistados (54%). No entanto, as mudanças feitas desde o ano passado e as restrições à obtenção do financiamento assustam os potenciais universitários. A pesquisa mostra que 55% têm seu plano de ingresso na faculdade prejudicado pelas mudanças no programa.

O Semesp representa 383 mantenedoras e 538 instituições de ensino em mais de 140 cidades do estado de São Paulo. O objetivo do estudo é conhecer os potenciais estudantes e melhorar a oferta de cursos. Em uma sondagem realizada pelo Semesp, no período de 3 a 10 de março deste ano, o número de novos alunos do ensino superior do estado de São Paulo caiu 15,23% em relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil, 71% das instituições de ensino superior participantes da sondagem afirmaram que tiveram queda no número de novos alunos.

Texto da Agência Brasil publicado no UOL em 04/04/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/04/04/educacao-a-distancia-ainda-gera-desconfianca-diz-estudo.htm

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Para saber mais sobre EAD, conheça o livro:

10715EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: José Manuel Moran, José Armando Valente
SUMMUS EDITORIAL

Qual o papel das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano das escolas e dos cursos de formação profissional? A educação a distância e as novas modalidades de ensino e aprendizagem ampliam o acesso à educação de qualidade ou prejudicam o processo educativo? O diálogo estabelecido entre os autores deste livro nos ajuda a compreender essas questões e as complexas relações entre tecnologia e educação neste início de século.