FÁBIO PARANHOS, AUTOR DO LIVRO “CORAGEM DE SER”, PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE PATERNIDADE

A Rede Nacional Primeira Infância, através do GT Homens pela Primeira Infância, promove nos dias 1 e 2 de Setembro, em São Paulo, o III Seminário Nacional Paternidades e Primeira Infância: avanços e desafios do cuidar. O objetivo do evento é dar visibilidade à diversidade de experiências dos pais homoafetivos, pais adolescentes e encarcerados, além de abordar temas como a ampliação da licença-paternidade, guarda compartilhada e educação para a igualdade de gênero.

O ativista Fábio Paranhos, coautor do livro Coragem de ser (Edições GLS), é um dos convidados a palestrar no seminário. Usando como base o tema do livro, ele vai mostrar os 14 depoimentos de homens que assumiram a homossexualidade depois de ter formado uma família. “São histórias de amor, de encontros e desencontros, de sofrimento e superação”, afirma Paranhos, destacando que o livro também traz depoimentos de filhos desses homens tão corajosos.

Nesta sexta-feira, dia 1º, a programação do evento será dedicada ao debate e reflexão com especialistas no tema, vindos de diferentes estados do Brasil. A mesa 1, sobre a importância das políticas públicas na valorização da paternidade, vai abordar a ampliação da licença-paternidade, os próximos passos para a regulação e efetivação do Marco Legal da Primeira Infância, e também sobre o papel do homem no desenvolvimento e educação das crianças. Na segunda mesa de debates, a diversidade das famílias brasileiras estará presente, com falas de pais adotivos homoafetivos, pais adolescentes, pais transexuais e pais que já estiveram em situação de prisão. A terceira mesa de debates vai discutir o novo posicionamento do homem na dinâmica familiar, e contará com a presença de defensores do direito à guarda compartilhada das crianças, e representantes de movimento que defende a participação dos pais nas creches.

O segundo dia do evento será dedicado às oficinas vivenciais e rodas de conversa para escuta e troca de experiências, sobre temas como amamentação e alimentação saudável, educação para a equidade de gênero e oficinas sobre o brincar. As crianças serão bem-vindas, e poderão participar de atividades propostas por um grupo de educadores, para que os pais e mães possam participar das oficinas. Também no sábado, acontecerá um encontro com autores e especialistas sobre paternidade e o encerramento com a apresentação da Banda Alana.

O III Seminário Nacional Paternidades e Primeira Infância: avanços e desafios do cuidar é uma realização do GT Homens pela Primeira Infância, integrado pelas seguintes organizações: Aldeias Infantis SOS Brasil, CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular, Coordenação Nacional de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Comitê Vida, Diário do Papai, Instituto Papai, Plan, Portal Aleitamento.com, Portal 4Daddy, Primeira Infância Melhor e Promundo Brasil. E conta com o apoio da secretaria-executiva da Rede Nacional Primeira Infância / CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular.

Além dos debates, o evento vai contar com o lançamento do documentário “Pai é quem cuida”, oficinas e rodas de conversas para escuta e troca de experiências. As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas, clique aqui para se inscrever.

Serviço

Evento: III Seminário Nacional Paternidades e Primeira Infância: avanços e desafios do cuidar
Data: 1º e 2 de setembro, sexta-feira e sábado
Horário: das 8h as 17h30 (sexta) e das 8h as 12h30 (sábado)
Local: Sede do Projeto Quixote
Endereço: Av. Engenheiro Luís Gomes Cardim Sangirardi, 789 – Vila Mariana – São Paulo
Inscrições e vagas limitadas, acesse:  https://goo.gl/s97hFN

 

Sobre o livro

Contrariando o senso comum, estudo recente realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, estimou que mais da metade dos pais homossexuais era composta por pais biológicos e não adotivos. De início, essa constatação pode gerar questionamentos do tipo: por que ele se casou e teve filhos se sabia que era gay? Por que escondeu o que sentia da família? O livro Coragem de ser – Relato de homens, pais e homossexuais  lançamento das Edições GLS, escrito pela psicóloga Vera Moris e pelo ativista Fábio Paranhos, mostra que esse raciocínio não é apenas incorreto, mas terrivelmente preconceituoso. Por meio de depoimentos de homens que assumiram a homossexualidade depois de formar uma família, os autores encontraram, sobretudo, homens que tentaram ser “normais” antes de entender e aceitar o que realmente eram.

A sombra da heteronormatividade, segundo os autores, que os persegue até a idade adulta, faz que eles existam, vivam e ajam exatamente de acordo com essa norma, trazendo a concretização do sonho da família perfeita e da vontade de ser pai. Porém, aos poucos, a percepção da orientação homossexual começa a vir à tona. Ao mesmo tempo, a separação está associada à temida necessidade de se reconhecer não heterossexual.

“Esses homens se casaram com parceiras por quem estavam apaixonados e com elas tiveram filhos. Viveram, entre namoro e o casamento, uma vida satisfatória. Para alguns, encontrar a mulher amada depois de uma infância e de uma adolescência problemática representava a possibilidade de constituir uma família. Porém, mais tarde, eles constataram aquilo que não conseguiam mais esconder: a inevitável atração – tanto sexual quanto afetiva – por pessoas do mesmo sexo”, afirma Vera Moris.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1467/Coragem+de+ser

‘RACISMO É PROBLEMA MEU, SEU, DA ESCOLA – É DE TODOS NÓS’

Quem acompanhou as notícias vindas dos Estados Unidos no mês de agosto achou que se tratava do noticiário de meados do século passado, quando as imagens do movimento dos direitos civis dos negros lutando por igualdade ganharam o mundo. Apesar de a escravidão no país ter sido abolida em 1863, o racismo era institucionalizado de diversas maneiras. Um dos exemplos mais concretos disso eram os lugares separados para negros no transporte, no comércio e nos prédios públicos, segregando-os espacialmente nas cidades.

Mas tudo isso foi na década de 1960. Ideias de grupos como a Ku Klux Klan ficaram no passado… certo? Errado. O erro é exatamente esse: pensar que o racismo foi superado e que, vez ou outra, domina a mídia por conta de conflitos aparentemente pontuais, como vimos acontecer agora em Charlottesville, no estado da Virgínia. Confrontos em um protesto de supremacistas brancos – sim, supremacistas brancos em 2017! – deixaram diversos feridos e uma pessoa morta.

É chocante ouvir esses grupos declararem abertamente ódio contra negros, judeus, homossexuais, imigrantes e refugiados. É chocante porque nos dá a percepção de que a escravidão em diversos pontos do mundo não foi suficiente para entendermos a dimensão desse crime. É chocante porque entendemos que o genocídio de milhões de pessoas na Segunda Guerra Mundial também não bastou para finalmente enxergarmos o outro como igual. E também é chocante porque estamos vendo novamente discursos políticos e “oficiais”, por assim dizer, legitimarem ideias absurdas e asquerosas como as nazistas. Auschwitz, o campo de concentração localizado na Polônia, hoje é um museu que abre as portas para milhões de pessoas todos os anos. Não aprendemos nada?

Precisamos entender que o racismo sempre existiu e que pode infelizmente perdurar por muito mais tempo se as noções de igualdade e equidade não forem absorvidas por todos nós.

É o que o professor Daniel T. Willingham, do Departamento de Psicologia da Universidade da Virgínia (EUA), diz: “Estou certo de que não estamos vendo um ressurgimento do racismo, do antissemitismo e do chauvinismo, mas tendo um olhar mais realista sobre o que sempre esteve lá”. Ele mostra como a influência e a persuasão dos grupos de extrema-direita criam dúvidas sobre fatos concretos, sobrepondo “crenças pessoais” – como a ideia de que os brancos são superiores aos negros – a fatos históricos e até à ciência. Esses grupos negam a realidade para fazer valer o preconceito como meio de construir uma sociedade em que eles acreditam.

Assim, negam a desigualdade estrutural que se vê no mundo inteiro em relação a negros e brancos. Aqui no Brasil, exemplos não faltam – os dados estão em todas as esferas sociais. As áreas em que isso fica mais latente são a segurança pública e a educação.

Segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, das 58.467 mortes violentas intencionais ocorridas no país em 2015, 54% ocorreram entre jovens de 15 a 24 anos. Desses, 73% eram pretos e pardos. Já de acordo com o Mapa da Violência 2016, que analisa os homicídios por armas de fogo no Brasil, somente em três estados (Tocantins, Acre e Paraná) os brancos morrem mais do que os negros em decorrência desse tipo de crime.

No acesso à educação, as diferenças também são gritantes. Quando observamos o percentual dos jovens de até 16 anos que conseguem concluir o Ensino Fundamental, as taxas são de 82,6% para os brancos e 66,4% para os negros. Já dentre o 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos que estão fora da escola, 9,6% e 58,7% autodeclaram-se, respectivamente, pretos e pardos.

Tais percentuais são superiores à participação dos dois grupos na população geral dessa faixa etária: 8,3% e 50,4%, respectivamente. Não dá para dissociar os dados do parágrafo anterior desses, não? Também não dá para desassociar os dados do parágrafo anterior desses, não? Também não dá para desassociar ambos dos dados socioeconômicos: segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a média da renda familiar per capita da população parda e preta era um pouco superior à metade (55% e 56%, respectivamente) da renda dos brancos em 2014.

Precisamos de políticas públicas focalizadas que atendam a essas disparidades e as solucionem para garantir os direitos da população negra do Brasil. Ao mesmo tempo, precisamos que as famílias e as escolas trabalhem juntas para desconstruir preconceitos e mostrar que a naturalização dessas diferenças é errada. Mostrando a verdadeira história, instruímos nossas crianças e jovens a verem o mundo despido de discursos oportunistas e ideologicamente interessados.

Retomo o professor Daniel T. Willingham: precisamos fazer, por meio da educação, que as pessoas busquem evidências – e não opiniões e crenças alheias – com o objetivo de enxergar e construir um mundo de direitos iguais para todos, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil – seja em qualquer lugar.

E isso se aprende em casa, mas também na escola. É missão dos nossos educadores. Porque é na escola – ao sair das quatro paredes de casa – que a criança e o jovem vão, finalmente, ter contato com o novo, o diferente, o discordante, o diverso e a história. Como chegamos até aqui e por que as coisas são desse jeito? Precisamos ensiná-los. A resistência em aceitar que somos uma sociedade racista deve, sim, começar a ser desconstruída no ambiente escolar.

No Brasil, hoje, temos leis que designam que o ensino da história dos povos africanos e indígenas seja obrigatório nas nossas escolas, como é o caso das leis n° 10.639 e n° 11.645. Mas isso não é suficiente. Precisamos que histórias como a da professora Diva Guimarães, que emocionou a plateia da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, sirvam como exemplo do que não podemos mais tolerar – como as cenas de Charlottesville.

Artigo de Priscila Cruz, com colaboração de Mariana Mandelli, publicado originalmente no UOL Educação em 30/08/2017. Para acessá-lo na íntegra: https://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2017/08/30/racismo-e-problema-meu-seu-da-escola—e-de-todos-nos.htm?cmpid=copiaecola

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Tem interesse no assunto? Conheça os livros da Selo Negro Edições:

 


RACISMO E ANTI-RACISMO NA EDUCAÇÃO
Repensando nossa escola
Autora: Eliane Cavalleiro

Diversos olhares sobre o ambiente da sala de aula procuram captar os racismos presentes nesse cotidiano. Alguns dos assuntos que nos alertam para uma educação anti-racista são a revista especializada em educação, o livro infantil, o tratamento dado à África e outros.
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TRAMAS DA COR
Enfrentando o preconceito no dia-a-dia escolar
Autora: Rachel de Oliveira

Com sensibilidade e singeleza, a autora utiliza um relato ficcional dos problemas enfrentados por uma menina negra em sua escola para abordar as questões básicas do racismo por parte de crianças e adultos em nossos estabelecimentos de ensino. Sugere posturas saudáveis para enfrentar os problemas mediante o incremento da auto-estima e o conhecimento de figuras ilustres da história negra.

 

RACISMO, SEXISMO E DESIGUALDADE NO BRASIL
Consciência em Debate
Autora: Sueli Carneiro

Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.
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‘OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA APROXIMA GERAÇÕES E REVELA MUDANÇAS NO ENSINO’

O alagoano Krerley de Oliveira, 37, é professor universitário e ensina matemática a jovens da periferia de Maceió. Já o mineiro João César Campos Vargas, 19, é estudante e vai em breve estudar na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Eles representam duas gerações de matemáticos brasileiros que se encontraram pela primeira vez em junho deste ano, durante a Olimpíada Internacional de Matemática, realizada no Rio.

Krerley foi o líder da equipe nacional –professor responsável por comandar os alunos–, enquanto João teve o melhor desempenho entre os brasileiros, terminando na 82ª posição entre 623 competidores de 112 países.

A trajetória dos dois mostra as mudanças na formação de matemáticos no país nas últimas décadas.

O alagoano só descobriu no ensino médio a habilidade para lidar com números, variáveis e formas abstratas.

Ele estudava em uma escola técnica federal em Maceió quando, aos 16 anos, foi descoberto por Elon Lages Lima, ex-diretor do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), que estava na escola para dar um curso.

A convite de Lima, Krerley passou no exame do Impa e aos 17 já estava matriculado no mestrado da instituição, ao mesmo tempo em que cursava graduação em matemática na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) –na verdade, só ia fazer as provas.

Apesar do talento, disputou apenas duas olimpíadas, uma brasileira e duas iberoamericanas, ambas quando já estava no Impa. “Em Maceió, as coisas chegavam mais devagar”, diz ele.

Em 2003, voltou à cidade como professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e logo criou a olimpíada estadual de matemática. Com um grupo de professores voluntários, Krerley hoje treina alunos de escolas de Maceió para competições olímpicas.

“Na verdade, muitos alunos gostam de matemática, mas às vezes não têm oportunidade de ter contato com uma matemática interessante”, diz ele. “Não existe a cultura de apreciar a sua beleza tanto quanto ela merece ser apreciada”, afirma.

São cerca de 30 escolas que selecionam alunos para, gratuitamente, assistirem a lições de matemática avançada. As aulas acontecem no centro de Maceió e no bairro de Benedito Bentes, onde Krerley passou a infância e a adolescência, na periferia da capital.

No Rio, durante olimpíada internacional, ele foi um dos responsáveis por selecionar as questões da prova –seis problemas para serem resolvidos em quatro horas e meia. Ele reviu velhos colegas do Impa e conheceu os novos talentos que mantêm o Brasil, segundo ele, como um “celeiro de matemáticos”.

O encontro com os seis representantes da equipe brasileira foi rápido –por ter acesso às provas, ele não pôde ter contato com os alunos antes da competição.

NOVA GERAÇÃO

Entre os novos talentos que o alagoano encontrou no Rio estava João César, que começou a estudar matemática ainda no terceiro ano do ensino fundamental.

Na ocasião, ele frequentava uma escola estadual em Passa Tempo (MG) quando sua mãe, professora de história, levou para casa uma prova da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. “Era diferente da matemática da escola. Foi o espírito de desafio que me atraiu”, afirma ele.

A partir daí, sua atuação na matemática deslanchou. O primeiro ouro veio no sexto ano. Atualmente já são mais de 20 medalhas olímpicas, três delas na olimpíada internacional, a principal competição mundial. Em 2017, a 82ª colocação lhe valeu uma prata.

“As olimpíadas mostram aos alunos que a matemática é bem mais do que aquilo que veem na escola, aquela coisa maçante”, diz João.

“Muitas vezes, a matemática de escola estimula os alunos a aplicarem fórmulas repetidamente”, afirma. “Eles acabam não tendo a oportunidade de criar as coisas por eles mesmos. Isso não estimula a criatividade de ninguém. Você transforma a pessoa em uma máquina.”

O bom desempenho fez João ganhar uma bolsa de estudos em Princeton, para onde embarca no fim do mês.
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Reportagem de LUÍS COSTA, publicada na Folçha de S. Paulo em 29/08/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/08/1913846-olimpiada-de-matematica-aproxima-geracoes-e-revela-mudancas-no-ensino.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

ENSINO DE MATEMÁTICA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Ubiratan D’Ambrósio e Nilson José Machado
SUMMUS EDITORIAL

A análise sobre a teoria e a prática do ensino da matemática (bem como suas dificuldades) é o foco desta obra. Nela, os autores discorrem sobre diferentes aspectos do ensino da matemática, analisando questões históricas, epistemológicas, sociais e políticas. Esse profícuo diálogo nos conduz a uma disciplina concebida como meio para a formação pessoal e para o exercício da cidadania.

‘SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA PROMOVE INCLUSÃO’

De 21 a 28 de agosto se comemora a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Instituída em 1964 com o nome de Semana Nacional da Criança Excepcional, foi pensada para elucidar a condição destas pessoas, cada uma com sua excepcionalidade.

A neuropediatra e médica geneticista da Neurogen Saúde, Iara Brandão disse ao E+ que essa data está voltada a fomentar o conhecimento sobre cada deficiência, com o objeto de incentivar ações de integração na sociedade. “Essa excepcionalidade diz respeito a características individuais: intelectuais, sensoriais, motoras, distúrbios de comportamento, etc.”, explicou.

É uma lista de condições muito ampla que, por si só, demonstra o tamanho e a complexidade do desafio a ser enfrentado. São problemas que afetam de forma definitiva a vida não só dos que possuem algum tipo de deficiência, mas também de seus familiares e amigos. A publicitária Luciana Dutra tem dois filhos com deficiência. Ela conta que o de 11 anos, Aramis, nasceu com malformações cerebrais, o que o caracteriza dentro de paralisia cerebral. Ele anda de cadeira de rodas e isso dificulta Luciana a sair de casa com ele.

“Eu não consigo sair com ele numa cadeira de rodas porque as ruas são ruins; a gente vai nas casas das pessoas, ninguém está preparado para receber um deficiente; até mesmo em um consultório eu já tive constrangimento”, desabafa. O episódio em questão se deu porque a cadeira de rodas não passava pela porta do elevador. Ela teve de carregar o filho no colo para conseguir chegar ao consultório. “Isso é uma marginalização”, diz ela.  “Não só o deficiente é marginalizado, mas toda a sua família, porque se ele não vai a um lugar, a gente também não vai”.

O problema não se resume a acessibilidade de locomoção. Como definiu Iara, a questão está em entender que cada excepcionalidade traz condições específicas e exige atenção para uma multiplicidade de aspectos. Pode parecer difícil de entender o alcance das dificuldades com que os responsáveis por pessoas com deficiência se deparam, mas o desabafo de Luciana ajuda a entender: “Não existe cadeira de carro para criança do tamanho dele; não existe fralda para pessoas da idade dele; não há roupas adaptadas para quem tem mobilidade reduzida. Ninguém faz nada pensando na inclusão da criança com deficiência”.

O ambiente escolar para crianças e adolescentes especiais. Luciana conta que seu filho já foi até negado em uma escola inclusiva, isto é, adaptada para crianças com deficiência, porque ele tinha restrições de locomoção e o local não estava preparado para esse tipo de condição. A médica Iara explica que a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla deveria ser discutida principalmente nas escolas. Instituições de ensino precisam estar por dentro do debate para corrigir suas falhas e se tornarem cada vez mais inclusivas.

“É o ambiente educacional que constrói a vida de uma criança. É onde ela passa a maior parte de sua vida e representa boa parte das queixas dos pais”, explicou. A adaptação deve ocorrer não apenas nas dependências físicas, mas também na instrução dos profissionais que lidam com as crianças. O filho menor de Luciana, Thor, foi diagnosticado com síndrome de Asperger a menos de um ano, condição que faz com que o menino de oito anos tenha problemas de socialização. Atualmente no segundo ano do ensino básico, ele e sua família passaram um ano difícil até que sua síndrome fosse diagnosticada.

“Os professores não estão preparados para lidar com o diferente. Então, até a gente conseguir o diagnóstico foi complicado. O primeiro ano que ele esteve na escola foi horrível porque a professora não soube lidar”, conta. Ele chorava e se recusava a ir para a escola. Foi necessário muito diálogo com o corpo diretivo e apoio da psicóloga do menino para que as adaptações fossem feitas. Agora Thor estuda com pessoas mais capacitadas para lidar com os cuidados diferentes que sua condição demanda.

Segundo Iara, é função dos pais, familiares e comunidade escolar participarem de forma ativa na transformação dos ambientes escolares para que acolham de forma mais assertiva. “Se não defendemos nossos valores, nada vale a elaboração de decretos e semanas para reflexão”, opinou.

Eliminar preconceitos. A neuropediatra acredita que ainda há muito a ser feito para que as pessoas especiais tenham seu direito de inclusão garantido: “A grande palavra é a inclusão, porque muitas vezes ela fica só no papel e não acontece de verdade, infelizmente”. Isso inclui o entendimento da sociedade de que a condição dessas pessoas não impõe maior ou menor grau de felicidade. Ela afirma que este é um exercício diário: “A ideia é desconstruir sua visão de perfeito, pois quem tem uma deficiência pode estar bem ou até melhor do que você”.

Iara entende que a principal intenção da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla é mostrar que as diferenças enriquecem a sociedade. Pessoas especiais não nos limitam, mas são um potencial de desenvolvimento, aprendizado e enriquecimento. Nesse sentido, ela vê que a data especial já rendeu alguns frutos em seus mais de 50 anos de história. Entre eles, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigor em 2015 e que reconhece o quanto a sociedade pode e deve suprir quanto às necessidades das pessoas especiais. “A partir de um estatuto que reafirma direitos de crianças e adolescentes, pode-se construir políticas de proteção social”, afirmou.

No entanto, a luta de Luciana mostra como essa proteção está longe de ser alcançada. Ela conta que o tratamento para a condição do Aramis, seu filho com paralisia cerebral, é muito caro e ela por vezes tem de brigar na Justiça para ter acesso a ele. No entanto, o processo é desgastante e ela prefere não recorrer a esse método para obter todos os direitos que seu filho têm. “Há muitas mães de crianças especiais que brigam na Justiça por absolutamente tudo. Eu decidi que eu vou brigar apenas pelo que realmente preciso, pois essa luta nos amargura e nos faz enxergar o mundo como ele é”.

Matéria de Pedro Prata, publicada originalmente no Estadão e reproduzida no UOL Ciência e Saúde em 21/08/2017. Para acessar na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2017/08/21/semana-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-intelectual-e-multipla-promove-inclusao.htm

 

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Se você tem interesse pelo tema, conheça alguns dos livros do Grupo Summus que abordam o assunto:
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INCLUSÃO E EDUCAÇÃO
Doze olhares sobre a educação inclusiva
Autores: Windyz B. FerreiraCarlos SkliarCatarina TomásDavid RodriguesFátima DenariJoão BarrosoJúlio Romero FerreiraLuiza CortesãoLuís de Miranda CorreiaManuel Jacinto SarmentoMaria Teresa Eglér MantoanNatália FernandesSoraia Napoleão FreitasStephen R. StoerAntónio M. Magalhães
SUMMUS EDITORIAL

Desenvolver uma escola que rejeite a exclusão e promova a aprendizagem conjunta e sem barreiras. Trata-se de um objetivo ambicioso e complexo porque a escola sempre conviveu com a seleção, e só aparentemente é “para todos e para cada um”. Aqui, doze especialistas apresentam suas perspectivas sobre o tema, abrindo horizontes para que os professores reflitam sobre a sua prática.

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INCLUSÃO ESCOLAR
O que é? Por quê? Como fazer?
Autora: Maria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL

Escrito por uma das maiores especialistas em inclusão escolar no Brasil, esta obra aborda o assunto de maneira clara e didática. Baseando-se na legislação sobre o tema, a autora explica o que é educação inclusiva, discute os passos necessários para implantá-la e ressalta suas vantagens. Fundamental para educadores que desejam saltar da teoria para a prática.

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INCLUSÃO ESCOLAR: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Rosângela Gavioli Prieto Maria Teresa Eglér Mantoan
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, as autoras adentram os labirintos da inclusão escolar analisando, com muito rigor científico e competência, suas diferentes facetas. No diálogo que estabelecem, abordam pontos polêmicos e controvertidos, que vão desde as inovações propostas por políticas educacionais e práticas escolares que envolvem o ensino regular e especial até as relações entre inclusão e integração escolar.

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INCLUSÃO NA PRÁTICA
Estratégias eficazes para a educação inclusiva
Autora: Rossana Ramos
SUMMUS EDITORIAL

Atualmente, as escolas brasileiras já estão convencidas de que devem receber crianças com deficiência. Contudo, elas ainda têm dificuldade de lidar com as diferenças. Em linguagem simples e fundamentada teoricamente, a obra – que relata experiências bem-sucedidas – discute as questões reais do processo de inclusão, permitindo ao professor identificar os problemas que precisa solucionar.

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SUPERANDO OBSTÁCULOS
A leitura e a escrita de crianças com deficiência intelectual
Autora: Maria Elisabeth Grillo
PLEXUS EDITORA

A obra descreve a atuação da autora no processo de alfabetização de cinco crianças com deficiência mental. Utilizando a teoria construtivista como base, Elisabeth mostra, passo a passo, como os alunos foram capazes de construir significados ao longo do processo de aprendizagem. Trabalho pioneiro na área, que merece a atenção de educadores, pais, terapeutas, linguistas e fonoaudiólogos.

‘EXAME DE VISTA PODE DETECTAR ALZHEIMER DUAS DÉCADAS ANTES DE SINAIS APARECEREM’

Ainda é preciso mais testes para que avaliação passe a ser utilizada pelos médicos; sintomas da doença podem ser identificados pela retina

Quem não gostaria de poder prever o futuro para conseguir evitar possíveis problemas e saber como agir quando más notícias chegarem? A medicina certamente seria uma das áreas mais beneficiadas com a “habilidade”, podendo usar a vantagem para adiantar o tratamento de doenças comuns durante o envelhecimento, como câncer, Parkinson ou Alzheimer, e dessa forma, salvar milhares de vidas.

Pensando nisso, cientistas americanos desenvolveram um teste que poderá dar um gostinho deste “poder” aos médicos. Com a criação de uma avaliação simples, os profissionais da saúde serão capazes de detectar a possibilidade de o paciente desenvolver  Alzheimer até duas décadas antes dos primeiros sintomas surgirem, por meio de um simples exame oftalmológico.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores testaram a análise em 16 pacientes diagnosticados com a doença. Comparando seus resultados com varreduras cerebrais, o método escolhido para apontar os sinais, o exame de vista , foi muito bem sucedido.

Os especialistas afirmam que a descoberta é um dos maiores avanços já registrados na história da pesquisa sobre a doença, tratando-se ainda de uma avaliação que identifica os primeiros sintomas da condição, em um teste simples e não invasivo.

“Os achados sugerem que a retina pode servir como uma fonte confiável para o diagnóstico de doença de Alzheimer”, declarou o autor principal do estudo, o Dr. Maya Koronyo-Hamaoui, neurocirurgião no Centro Hospitalar Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Uma das principais vantagens de analisar a retina é a repetição, que nos permite monitorar pacientes e potencialmente a progressão de sua doença”, completa Koronyo-Hamaoui.

Muito comum a partir da terceira idade, a condição é um problema neuro-degenerativo, capaz de provocar o comprometimento das funções cognitivas. Um dos sintomas mais comuns é a perda de memória, que com tempo, evolui até provocar demência, diminuindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade.

Resultados

Até cerca de uma década atrás, a única maneira de diagnosticar oficialmente alguém com doença de Alzheimer era analisar seu cérebro de forma póstuma.

Nos últimos anos, a ferramenta mais utilizada para esse fim pelos médicos era a tomografia por emissão de pósitrons (TEP), que era feita a partir dos cérebros de pessoas vivas, para identificar marcadores da doença.

No entanto, a tecnologia é muito cara a avaliação é considerada invasiva, uma vez que é preciso injetar rastreadores radioativos nos pacientes. Como uma alternativa à esse método, a equipe do Dr. Koronyo-Hamaoui decidiu identificar uma técnica mais econômica e menos agressiva.

Para isso, foi preciso que os profissionais da área de pesquisa do Cedars-Sinai contassem com o apoio de pesquisadores da NeuroVision Imaging, da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, da Universidade do Sul da Califórnia e da UCLA para chegarem aos resultados divulgados.

Desenvolvimento

Para o estudo, os pesquisadores realizaram um ensaio clínico em 16 pacientes com Alzheimer que tomaram uma solução que inclui cúrcuma, um componente natural, conhecido também como açafrão, substância dá origem ao Curry, especiaria indiana.

A cúrcuma faz com que as placas de beta-amilóide, proteínas encontradas no sistema nervoso que indicam possibilidade da doença, fiquem “acesas” na retina e sejam detectadas pela varredura desenvolvida pelos estudiosos.

Os pacientes foram então comparados a um grupo de indivíduos mais jovens e cognitivamente saudáveis. Dessa foram, os pesquisadores descobriram que seus resultados eram tão precisos quanto os encontrados através de métodos invasivos padrão.

Yosef Koronyo, um associado de pesquisa no Departamento de Neurocirurgia, disse que outro achado importante do novo estudo foi a descoberta de placas de beta-amilóide em regiões periféricas previamente negligenciadas da retina.

Ele afirma que a quantidade de placa na retina correlacionou-se com a quantidade de placa em áreas específicas do cérebro. “Agora, sabemos exatamente onde procurar os sinais da doença o mais cedo possível”, completou Koronyo.

Para o Dr. Keith L. Black, presidente do Departamento de Neurocirurgia do Cedars-Sinai, que também liderou o estudo, ressaltou que os resultados oferecem uma expectativa positiva em relação à identificação precoce da condição.

“Nossa esperança é que, eventualmente, a análise de olho em pesquisa seja usada como um dispositivo de triagem para detectar a doença com antecedência suficiente para intervir e mudar o curso da desordem com medicamentos e mudanças de estilo de vida”, afirmou Black.

Texto parcial de matéria publicada originalmente no iG, em 21/08/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2017-08-21/alzheimer-exame-de-vista.html

 

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Quer saber mais sobre Alzheimer? Conheça o livro da MG escrito por dois dos maiores especialistas mundiais em Alzheimer, os psiquiatras canadenses especializados em neurologia Serge Gauthier e Judes Poirier:

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DOENÇA DE ALZHEIMER
O guia completo
Autores: Serge Gauthier Judes Poirier
Este livro apresenta uma visão geral das últimas novidades médicas e científicas sobre os avanços recentes em pesquisa, as causas e os tratamentos da doença de Alzheimer, formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.

 

 

 

‘CONFIE – MAS PEÇA O RECIBO’

A confiança é a base de qualquer relação. Mas isso não significa ignorar os aspectos jurídicos que envolvem a administração dos bens do casal

Certa vez, sugeri aos organizadores de uma grande feira cujo tema era o casamento a possibilidade de fazer palestras durante o evento, com o propósito de esclarecer alguns assuntos jurídicos essenciais para quem vai se casar. De forma educada, porém, firme, os organizadores rejeitaram a sugestão. Motivo: segundo eles, os noivos não querem saber dessas coisas. “Eles só se preocupam com a festa, os padrinhos, as flores, a decoração…”.

Talvez seja uma questão cultural. Em outros países, tratar de assuntos práticos que vão afetar toda a vida financeira do casal não é visto como algo que “esfria o romantismo”, mas apenas como uma necessidade. Anos atrás, quando os atores Michael Douglas e Catherine Zeta Jones anunciaram seu casamento, a imprensa de todo o mundo acompanhou as extensas negociações feitas pelo casal e por seus advogados para definir o pacto antenupcial (ou pré-nupcial). Catherine, cuja fortuna era bem menor do que a do noivo, resumiu a questão de maneira pragmática e elegante. “Isso é uma forma de proteger o patrimônio dele e deixar tudo esclarecido desde o início. Por que eu deveria ser contra?”

Se pensarmos bem, veremos que o que realmente acaba com o romantismo são as brigas para definir quem tem direito a que. E nem é preciso esperar pela separação para que essas discussões comecem. Suponha que a esposa possua um apartamento em nome dela e decida usar o imóvel como garantia de fiança para um parente que está alugando uma casa. Ela pode fazer isso? Depende. Se for casada pelo regime da separação de bens, pode. Se for casada pelo regime da comunhão parcial de bens – e se tiver adquirido o imóvel antes de casar – também pode. Mas se o regime for o da comunhão universal, ou o da comunhão parcial (e o imóvel foi adquirido após o casamento), então ela só poderá usá-lo para fiança se o marido concordar. Saber desses fatos de antemão é uma boa forma de evitar brigas.

Na hora da paixão, muitos acham que papéis são desnecessários. A confiança mútua é tudo o que importa. E o que fazer quando a paixão acaba e, com ela, lá se vai a confiança? Recentemente, chegou aos tribunais um caso no qual os cônjuges, quando ainda eram namorados, compraram juntos um imóvel. O apartamento ficou em nome dele, porque ela – é claro – confiava totalmente em sua cara metade. Os dois casaram-se pelo regime da comunhão parcial de bens e, tempos depois, separaram-se.

Ela acreditava que teria direito à metade do apartamento. Nessa hora, porém, o marido achou conveniente invocar a lei. “O imóvel foi adquirido antes do casamento e está somente em meu nome. Portanto, é meu”. Revoltada, ela decidiu recorrer à justiça. Tinha alguma prova de que havia contribuído para a aquisição do imóvel? Algum recibo ou documento? É lógico que não. Quem é que pensa em guardar recibos quando está apaixonado? Pois é. Acabou ficando sem o marido – e sem o apartamento.

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Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 16/08/2017. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados): http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/confie-mas-peca-o-recibo/

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Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

 

HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

COAUTORA DE “O TEAR DA VIDA” PARTICIPA DO PROGRAMA RELIGAR-TE

Programa RELIGAR-TE – Conectando você com a espiritualidade, da NKK Rádio Web, recebe Irene Monteiro Felippe, coautora de O tear da vida – Reflexões e vivências psicoterapêuticas. Ouça abaixo:
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Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//9788532310682

NOITE DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO “ACUPUNTURA E MEDICINA INTEGRATIVA”, DA MG

MG Editores e a Livraria da Vila (Al. Lorena – SP) promovem no dia 17 de agostoquinta-feiradas 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Acupuntura e medicina integrativa – Sabedoria milenar, ciência e bem-estar, do médico fisiatra Mário Sérgio Rossi Vieira. O autor receberá amigos e convidados no piso térreo da livraria que fica na Al. Lorena, 1.731 – São Paulo, SP.

Reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1995, a acupuntura vem sendo cada vez mais procurada por pacientes que desejam obter o alívio de diversos sintomas. Utilizada como tratamento complementar das mais variadas enfermidades – de insônia e depressão a infertilidade e lombalgia –, ela oferece o melhor da sabedoria milenar oriental aliada à segurança e à eficácia da medicina ocidental.

Nesta obra, dr. Mário Sérgio aborda, em linguagem clara e direta, os princípios que compõem a medicina tradicional chinesa, as evidências de que a acupuntura funciona, os vários tipos de tratamento, as principais indicações do agulhamento, os benefícios da técnica e as dúvidas mais comuns dos leigos. Além disso, mostra como a acupuntura está alinhada com uma nova visão de medicina, baseada na prevenção, na busca do equilíbrio do organismo, na qualidade de vida e no respeito ao paciente.

Mário Sérgio Rossi Vieira é graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Especializou-se em Fisiatria pela mesma instituição, em Medicina Esportiva pela Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e em Acupuntura pelo Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa (Ceimec), tendo concluído seu mestrado pela FCMSCSP em 2000.  Inspirado na máxima japonesa do Kaizen (evolução paulatina e progressiva), participa constantemente de cursos e treinamentos médicos, como na Tianjin University of Traditional Chinese Medicine (China) e no Institute of Mind and Body Medicine da Harvard Medical School (EUA). Concluiu a especialização em Acupuntura Médica da Harvard Medical School (HMS Acupuncture Course for Physicians) em 2012.  Médico do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) desde 2005, contribuiu para a elaboração dos protocolos institucionais de atendimentos médicos em acupuntura. Atualmente é líder do comitê de Terapias Complementares do HIAE.

Para saber mais sobre o livro lançado, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1472/Acupuntura+e+medicina+integrativa

‘TESTEMUNHA VERSUS DNA: QUE PROVA VALE MAIS?’

Tribunal causa polêmica ao rejeitar exame genético para comprovação de paternidade.

O uso de material genético dos cidadãos é um assunto que já está preocupando nossos deputados. Uma empresa pode demitir funcionários com base em testes genéticos? A polícia tem o direito de usar material para elucidar um crime? Os exames de DNA para comprovar a paternidade são provas aceitáveis? Esses temas foram discutidos pela Comissão de Justiça da Câmara. Recentemente, a Comissão aprovou o substitutivo ao projeto de lei 4610/98, do Senado, que disciplina o uso de informações genéticas humanas e impõe penas para a discriminação baseada no código genético do indivíduo. Entre outras medidas, o substitutivo, que segue para votação no plenário, classifica a informação genética de cada um como confidencial e inviolável. E especifica quatro situações em que ela pode ser revelada: no diagnóstico e tratamento de doença genética; no desenvolvimento de pesquisa científica, desde que não seja identificada a pessoa doadora do material genético; em exame de paternidade; e em investigação criminal.

Se aprovado, talvez o substitutivo ajude a pôr fim na polêmica causada pela decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que não considerou o exame de DNA prova suficiente para determinar a paternidade em uma ação que se arrasta por quase dez anos. Quando ainda era adolescente, um comerciante do interior de Minas confirmou a identidade de seu pai biológico por meio de um exame de DNA – ele seria um dos pecuaristas mais ricos do estado. Por incrível que pareça, até hoje o comerciante continua lutando para que a justiça reconheça o teste como prova na ação de investigação de paternidade. Segundo o TJ mineiro, seria necessária, também, prova testemunhal da relação entre os pais do comerciante. A decisão vai na contramão do Superior Tribunal de Justiça e de muitos outros tribunais e varas pelo país afora, que têm decidido, repetidas vezes, que o exame de DNA é válido como prova de paternidade.

Mas, segundo o TJ de Minas, a exatidão do exame é de 99,99% e não de 100%, por isso existe a necessidade de prova testemunhal. A pergunta que não quer calar é: como é que uma testemunha poderia ter mais de 99,99% de certeza que uma pessoa é realmente o pai biológico de outra? Convenhamos, isso não seria possível nem mesmo se a testemunha tivesse presenciado a intimidade do casal. Quando muito, poderia afirmar que fulano e beltrana realmente mantiveram uma relação. Contudo, o teste de DNA já demonstrou que eles não apenas tiveram uma relação, como também tiveram um filho dessa relação. Sendo assim, por que a exigência da prova testemunhal?

Questões como essas devem ser regulamentadas com a máxima urgência. É inadmissível que alguém tenha de esperar décadas para ter o direito de usar o sobrenome paterno, bem como para usufruir os demais direitos que a condição de filho lhe garante, quando sua filiação já foi comprovada – com 99,99% de certeza – pelos testes genéticos.

 

Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 12/08/2017. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados): http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/testemunha-versus-dna-que-prova-vale-mais/

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Conheça os livros da autora:

FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

 

HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

‘CONHEÇA PIAGET, BIÓLOGO QUE REVOLUCIONOU A PEDAGOGIA E INSPIROU O CONSTRUTIVISMO’

Em diversos campos do conhecimento, é comum encontrarmos importantes teóricos que não necessariamente faziam parte daquele meio. Na comunicação, por exemplo, Theodor Adorno é um nome muito conhecido e estudado, entretanto, o filósofo da Escola de Frankfurt não pode ser chamado de jornalista. Na pedagogia, por sua vez, a história se repete: o suíço Jean Piaget, nascido em 9 de agosto de 1896,  era formado em biologia, mas seus estudos influenciaram a criação de um renomado método educacional, o construtivismo.

Para entender as ideias de Jean Piaget, precisamos ter em mente a etimologia da palavra “aluno”. Pode não parecer, mas a linguagem é capaz de revelar sentidos muitas vezes implícitos na repetição exaustiva de expressão. No caso, a palavra “aluno”, do latim, a significa ausência, falta de; enquanto luno remete a “lumni”, que sugere “luz”. Ao pé da letra, o sentido da palavra é “aquele que não tem luz” e, assim, poderia ser “iluminado” pela ação do professor.

Durante muito tempo, as relações escolares estiveram baseadas nessa lógica, mas como explica Fernanda Batista dos Santos, formada em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP), Piaget começou a compreender que “a criança não é uma ‘ tábula rasa ’, na qual apenas se depositam conhecimentos”, e que os processos de aprendizagem durante a infância são determinados por alguns fatores, ultrapassando a simples influência do professor sobre os estudantes.

Antes do biólogo suíço, as teorias sobre o conhecimento eram classificadas em racionalistas, pois defendiam que “o conhecimento humano vinha dele mesmo e de sua razão”, ou como empiristas, ou seja, relacionadas aos estudiosos que defendiam a aquisição do conhecimento através das experiências com o mundo, como salienta Luzia Estevão Garcia, formada em Letras e Pedagogia e mestre em Linguagem e Educação pela Faculdade de Educação da USP (FEUSP).

Por meio da observação do crescimento de seus filhos, desde o nascimento até meados da adolescência, Piaget encontrou novos caminhos ao questionar: “como o ser humano é capaz de aprender?”, assim, a partir dessa premissa, elaborou a chamada Epistemologia Genética. Segundo explica o argumento do teórico, com o propósito de analisar as etapas do desenvolvimento infantil, a criança aprenderia através de suas interações com o meio, em uma troca constante entre o indivíduo e as experiências pelas quais ele passa, portanto.

A Epistemologia Genética

“Piaget não desenvolveu um método de ensino”, enfatiza Luzia ao explicar que um dos principais pontos da obra do biólogo, a Epistemologia Genética, é um estudo sobre os mecanismos de aprendizagem dos seres humanos. Ao identificar as características do crescimento infantil, o suíço traçou um “mapa do desenvolvimento da criança”, como exemplifica a pedagoga e psicopedagoga Ismênia Ribeiro de Faria.

1ª Etapa: Sensório-motora
– Até o 24º mês
Ênfase para a incorporação de elementos externos e desenvolvimento de suas capacidades motoras, como engatinhar

2ª Etapa: Pré-operatória
– Dos 02 aos 07 anos
Domínio da linguagem, formação de imagens mentais e imitação da realidade; destaque para a importância do mundo e exemplos concretos

3ª Etapa: Operatório-concreta
– Dos 07 aos 12 anos
Pensamento lógico e início da capacidade de abstração, porém, o “concreto” ainda é muito presente

4ª Etapa: Operatório-formal
– A partir dos 12 anos
Pensamento hipotético-dedutivo, autonomia e consolidação da personalidade

Ao dividir a infância em quatro faixas etárias, o biólogo mostra como a aprendizagem depende das possibilidades de cada etapa, ou seja, não é possível forçar uma criança a aprender algo antes do seu tempo . Ismênia ainda explica que “alguns pais não entendem, mas nós [educadores] não podemos introduzir um conteúdo antes que a criança esteja apta a entendê-lo”.

A partir deste “mapa”, as análises do estudioso se tornaram matéria-prima para o surgimento de um método educacional, o construtivismo . De acordo com Luzia, quando a pedagogia compreende que são as experiências com o mundo que constroem o conhecimento da criança, esta ideia muda a lógica da sala de aula e propõe uma nova forma de lidar com os alunos. Agora, os professores não são mais os ditos “detentores” do conhecimento, mas facilitadores, que guiam o aluno em sua própria jornada de aprendizado.

O papel do professor na sala de aula

“Ela [a criança] interage com o meio e aprende”, segundo Fernanda. Esta é a síntese do construtivismo, que não espera que o aluno seja um depósito de informações, mas que ele construa o conhecimento a partir de experiências. Assim, o educador passa a apresentar diversas situações para as crianças, que observam e, depois, recebem uma contribuição teórica do professor.

De acordo com a pedagoga Rosangela Milani Paes, um famoso modelo são as pequenas experiência realizadas nas aulas de ciências. Plantar o feijão no algodão e fazer com que os alunos acompanhem seu crescimento para depois compreenderem, a partir do professor, o processo da fotossíntese, é um bom e simples exemplo.

Além disso, a utilização do Material Dourado nas aulas de matemática une dois conceitos piagetianos, segundo Rosangela: a experimentação por meio das peças e o uso do “concreto”, tão importante nas primeiras fases de desenvolvimento, para que pequenas operações matemáticas sejam compreendidas.

Acompanhando a presença do professor, um importante componente das salas de aula não pode ser deixado de lado: o material didático. Por mais que o construtivismo seja um método muito difundido no Brasil, alguns aspectos do sistema brasileiro de ensino – como o vestibular – ainda perpetuam a ideia do aluno como receptor de conhecimento, o que é refletido em diversos livros e apostilas escolares.

A elaboração de um livro com os conceitos de Jean Piaget, segundo Santos, precisa de elementos que coloquem o aluno como “atuante em seu processo de aprendizagem”, por exemplo, com mecanismos que possam instigar o interesse da criança pelo assunto abordado. Longe do tradicional modelo de aula, em que o professor expõe o conteúdo e espera que os estudantes guardem as informações passadas, tal material deve priorizar a ação da criança , colocando o professor como um “guia” do processo.

Editora de materiais para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, Garcia explicou que a produção dos livros depende das exigências dos departamentos pedagógicos e comercial. “Este ano, por exemplo, encomendaram um livro para crianças de 2 anos, eu pensei logo em Piaget, em um livro cheio de texturas para o bebê explorar, sons diversos, nada de escrita. Mas eu ainda não sei como vai o livro ficar no final”, ilustrou.

Identificar o quanto a criança é inteligente e o seu papel de protagonismo durante a aprendizagem foi um dos grandes feitos de Jean Piaget, o que mostra a importância de sempre repensar as estratégias pedagógicas e as teorias que estão sendo colocadas em prática. Afinal, as transformações sociais e as novas descobertas acontecem a todo o momento, e assim, “o ato de ensinar deve ser reciclado, já que o mundo está em constante mudança ”, como explica Santos.

Artigo publicado no iG Educação em 09/08/2017. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2017-08-09/aniversario-jean-piaget.html

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Saiba mais sobre Piaget, com as obras da Summus:


O JUÍZO MORAL NA CRIANÇA

Autor: Jean Piaget

Obra pioneira de um dos maiores pensadores do século. A partir de entrevistas com crianças, o autor analisa as regras do jogo social e a formação das representações infantis: os deveres morais e as idéias sobre mentira e justiça entre outras. Fundamentalmente para psicólogos e educadores.

 

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM EM PIAGET E VIGOTSKI
A relevância do social
Autora: Isilda Campaner Palangana

Esta obra clássica, agora em edição revista, analisa os processos de aprendizagem e desenvolvimento humano à luz das teorias de Jean Piaget e Lev Semenovich Vigotski. Para tanto, Isilda Campaner Palangana examina os fundamentos metodológicos e as raízes epistemológicas dos postulados desses dois grandes mestres da psicologia da educação. Contribui, assim, para que se compreendam as convergências e divergências conceituais entre eles, sobretudo no que diz respeito ao papel da interação social na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento das capacidades e funções psicológicas caracteristicamente humanas.

A CONSTRUÇÃO DO HOMEM SEGUNDO PIAGET
Uma teoria da educação
Autor: Lauro de Oliveira Lima

Este livro é uma leitura da obra de Jean Piaget do ponto de vista de sua aplicação ao processo educacional. O autor é o maior conhecedor e divulgador de Piaget entre nós, tendo difundido e posto em prática seus ensinamentos. Em 50 pequenos textos, são comentados os pressupostos de toda a visão de Piaget sobre a criança e a Educação, no esforço de construção de um adulto equilibrado, em condições de encontrar seu caminho na sociedade.


PIAGET, VYGOTSKY, WALLON

Teorias Psicogenéticas em discussão
Autores: Yves de La TailleMarta Kohl de OliveiraHeloysa Dantas

Três professores da Universidade de São Paulo, da área de psicologia do desenvolvimento e aprendizado, analisam substantivos em psicologia à luz das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Entre eles, os fatores biológicos e sociais no desenvolvimento psicológico e a questão da afetividade e da cognição.
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PIAGET PARA PRINCIPIANTES
Autor: Lauro de Oliveira Lima

O maior especialista em Piaget no Brasil remiu neste volume mais de 30 artigos e ensaios analisando em seus mínimos detalhes a obra do genial educador suíço em torno da criança, seu desenvolvimento e o adulto.