‘SAIBA COMO LIDAR COM AS BRIGAS ENTRE IRMÃOS’

Irmãos brigam mesmo, é assim! Mas alguns quebra-paus passam do limite. Saiba lidar com eles

Não importa o motivo: seja pelo brinquedo novo, pelo controle do videogame, seja até pela última bolacha do pacote, os pequenos sempre arranjam uma razão para implicar uns com os outros. E só quem é mãe sabe o quanto esses desentendimentos podem ser desgastantes. Afinal, não bastassem todos os outros afazeres, ficar toda hora mediando os conflitos das crianças consome uma energia danada! Se você também já está cansada de tanta briga, confira os conselhos da psicóloga Ana Paula Magosso Cavaggioni, de Santo André (SP), para conseguir ter paz em casa!

ELES QUEREM ATENÇÃO

Com a chegada do segundo filho (ou do terceiro…), as crianças precisam aprender a dividir não só o espaço mas também os cuidados e a atenção dos pais. Para os mais velhos a situação é pior, pois um bebê dá muito trabalho e pode ser difícil entender essa mudança de foco. “É comum que eles comecem as brigas com o intuito de chamar a atenção dos pais”, diz Ana Paula. Se essa disputa não for bem trabalhada na infância, pode até se estender para outras fases da vida. Daí ser tão importante ensinar os filhos a resolver os conflitos numa boa desde cedo.

O QUE FAZER QUANDO A CONFUSÃO SE INSTALA

Tudo depende da maneira como eles estão brigando. “Se passarem a se agredir fisicamente ou se estiverem se xingando com nomes feios, os pais precisam interferir na hora”, defende a expert. Em compensação, se for apenas um desentendimento, vale a pena espiar para ver como eles resolvem o conflito — o ideal é que consigam chegar a uma solução sozinhos. Se bem que, enquanto forem pequenos, não tem jeito: a presença dos pais provavelmente será requisitada, pois não possuem maturidade sufi ciente para resolver por si sós essas questões. Nesses casos, estabelecer acordos pode ser uma boa saída. Por exemplo, ambos querem brincar com o mesmo carrinho? Diga isso em voz alta e pergunte: “De que maneira podemos resolver isso?”. Permita que eles participem da conversa e exponham suas ideias e pontos de vista. Se ficarem calados, sugira uma proposta, como: “Que tal se cada um der duas voltas e depois passar para o outro?”. Ao final, deixe claro o que ficou resolvido e pergunte se concordam. “Depois, fiscalize por um tempo para saber se eles estão cumprindo o que foi estabelecido”, diz Ana Paula.

NÃO SEI QUEM COMEÇOU. E AGORA?

“Os pais raramente sabem quem começou a briga, e qual dos lados está certo”, tranquiliza Ana Paula. Justamente por isso é indicado conversar com cada um separadamente. Mas não é preciso achar um culpado, sabia? Basta perguntar à criança como ela se comportou. Se ela garantir que não fez nada de errado, confronte-a com a versão do irmão. Depois, aponte a atitude que não está correta e explique por que não se deve agir assim. Tente não menosprezar o sentimento de raiva da criança e demonstre que existem outras maneiras de lidar com isso. “O importante é não dar privilégio para um porque é mais novo ou para o outro porque costuma ser menos arteiro”, orienta a especialista. E nada de compará- lo ao irmão, ao primo ou ao amigo na hora de chamar a atenção. Cada pequeno tem seu próprio ritmo de aprendizado!

CUIDADO COM O TOM DE VOZ!

De vez em quando, a casa fica um caos, a criançada não para de gritar e você precisa elevar o tom para ser ouvida. Tudo bem, acontece. O problema é fazer isso porque você está nervosa e não aguenta mais a situação. Nesse caso, respire fundo e espere a raiva passar. Afinal, você está tentando ensinar a eles como lidar com esse tipo de sentimento sem perder a razão, não é? O mesmo vale para as discussões com o marido ou outros parentes dentro de casa: não vale dar mau exemplo, combinado?

 

Matéria de por Ana Bardella, publicada na Revista Máxima. Para aessa na íntegra: http://maxima.uol.com.br/noticias/comportamento/saiba-como-lidar-com-as-brigas-entre-irmaos.phtml#.Wc02FFSPLIU

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

 

IRMÃOS SEM RIVALIDADE
O que fazer quando os filhos brigam
Autoras: Elaine MazlishAdele Faber
SUMMUS EDITORIAL

Das mesmas autoras de Como falar para o seu filho ouvir e como ouvir para o seu filho falar, este livro aborda, entre outros, os seguintes tópicos: como ajudar os irmãos a conviverem bem, como tratar os filhos de forma diferente mas com justiça, como libertar as crianças de rótulos e como agir positivamente no momento das brigas. E, o que é mais importante, os pais aprenderão a resolver conflitos de forma pacífica.

‘TERAPIA ME AJUDOU A ASSUMIR QUE SOU TRANS’: O PAPEL DA PSICOLOGIA NA IDENTIDADE DE GÊNERO

Quando criança, Gabriel Graça Oliveira, batizado Maria Graça Oliveira, já se sentia desconfortável com o próprio corpo. Não gostava de roupas de menina, se identificava com personagens masculinos quando via televisão e se juntava às brincadeiras dos garotos da rua e do colégio.

Por causa do jeito de falar e vestir, chegava a ser confundido por menino na escola. Mas no início da adolescência, decidiu se “adequar” ao gênero que esperavam que tivesse. Passou a observar e imitar o modo de falar, andar e gesticular da mãe e das tias.

“Às vezes me sentia um ator”, conta. Gabriel não se via como mulher, mas carregou o nome, as roupas e a aparência da Maria por 48 anos.

“Eu sou um homem transgênero. Tenho conhecimento disso desde a infância. Mas só aos 48 anos consegui assumir essa identidade e iniciar o tratamento de transição de gênero, com cirurgia e hormônio”, relata à BBC Brasil.

O longo processo de autoconhecimento incluiu muitos anos de terapia até que, em novembro de 2015, Maria deu lugar a Gabriel nos documentos de identidade.

“A psicoterapia me ajudou a compreender melhor como eu me sentia, a identificar com maior clareza minha identidade. Ajudou a compreender que é um fenômeno humano”, diz.

Ele estava em um relacionamento sério com uma mulher quando decidiu iniciar o tratamento para ganhar aparência masculina. O desconforto que sentia com o próprio corpo era tão grande que começara a afetar a vida sexual do casal.

“Meu constrangimento com meu corpo feminino não me deixava à vontade na intimidade. Enquanto éramos apaixonados, conseguíamos passar por cima dessa minha dificuldade, mas depois que a paixão acabou fomos oprimidos pela minha inadequação física”, conta.

“A mudança na aparência me trouxe conforto”, explica. Casado desde abril deste ano, feliz com o próprio corpo e confortável com identidade masculina, Gabriel Oliveira critica a liberação de tratamentos psicológicos para mudança de orientação sexual.

O verdadeiro papel da terapia, defende, é promover o autoconhecimento.

Neste mês, o juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar que autoriza psicólogos do Brasil a oferecerem aos pacientes formas de terapia de reversão sexual, a chamada “cura gay”.

A justificativa, segundo o juiz, seria a de não impedir os profissionais “de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”.

A liminar atende parcialmente uma ação movida contra o Conselho Federal de Psicologia por Rozangela Alves Justino, psicóloga que teve seu registro profissional cassado em 2009 por oferecer “terapias para curar a homossexualidade masculina e feminina”. Resolução do órgão proíbe desde 1999 tratamentos de reversão da orientação sexual.

O argumento é que homossexualidade não representa doença, distúrbio nem desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação. Mas Rozangela Justino argumenta, na ação, que a resolução do conselho representa ato de “censura” e impede psicólogos de “desenvolver estudos, atendimentos e pesquisas acerca de comportamentos e práticas homoeróticas”.

Na sexta, o Conselho Federal de Psicologia recorreu da decisão judicial que libera o tratamento de “cura gay”. Diretor do órgão, Pedro Paulo Bicalho nega que a resolução impeça pesquisas sobre orientação sexual e identidade de gênero.

“Isso não faz o menor sentido, porque o órgão que regulamenta pesquisa no Brasil é a Coordenação Nacional de Ética em Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Saúde. Os conselhos profissionais não têm a menor interlocução com pesquisa cientifica.”

Função da terapia

Além da experiência pessoal com terapia no reconhecimento da própria identidade de gênero, Gabriel Oliveira é psicoterapeuta e professor de psiquiatria da Universidade de Brasília. Ele argumenta que a função do processo terapêutico é permitir que o indivíduo, com interlocução do psicólogo, organize os próprios pensamentos e identifique os fatores causadores de angústias e sofrimentos.

“A terapia precisa ajudar o paciente a se conhecer mais profundamente, compreender, acessar sua real identidade e se aceitar, aceitar sua orientação, como algo que faz parte do humano, da vida”, defende.

“Ao existir tratamento para a homossexualidade parte-se do pressuposto de que a homossexualidade é uma doença, algo que precisa ser tratado, como se você pudesse, através da psicoterapia, ser heterossexual. Vai levar as pessoas a não se aceitarem, a se sentirem inadequadas”, diz.

É esta também a posição do Conselho Federal de Psicologia. “O papel da terapia é empoderar o sujeito para que ele possa conviver da melhor maneira possível com a sua orientação sexual e identidade de gênero e dar a ele condição de entender os processos históricos e sociais que fazem com que setores da sociedade tenham preconceitos e fobia LGBT”, explica Bicalho, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“É um processo muito importante. O Conselho Federal de Psicologia nunca impediu tratamento psicológico. O que proíbe é terapia vinculada a um processo de reversão da orientação sexual ou da identidade de gênero”, completou.

O advogado Mauro Finatti, por exemplo, diz que encontrou na terapia uma forma de se conhecer melhor e de abordar com clareza diferentes aspectos da vida pessoal e profissional. Casado há cinco anos com outro homem, ele conta que a psicologia o ajudou a lidar com o modo como familiares e colegas de trabalho reagem à sua orientação sexual.

“A terapia me fez fazer uma análise da minha vida como um todo, de aspectos familiares a questões de trabalho e, dentro desses aspectos, a questão da homossexualidade, de relacionamentos”, relata.

“O processo terapêutico me ajudou muito a ajustar expectativas, até com relação à aceitação da minha sexualidade no ambiente familiar e de trabalho. Eu tinha a expectativa de que tinha que explorar de forma mais aberta a minha sexualidade com a minha família e que eles tinham que me aceitar. Tinha essa inconformação de não ter uma relação mais aberta na minha família. A terapia me ajudou a resolver essa questão comigo mesmo”, detalha.

Texto parcial extraído de matéria de Nathalia Passarinho, da BBC Brasil em Londres, publicado em 25/09/2017. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41360867

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Que saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa:
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MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS
Amor, sexo e relacionamentos na terapia homoafetiva
Edições GLS

Gays, lésbicas e bissexuais não costumam encontrar referências ou representações sobre a natureza de seus relacionamentos. Questões como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito são comuns na clínica homoafetiva. Escrito por um especialista em terapia afirmativa, este livro apresenta uma seleção de casos nos quais esses problemas foram tratados de uma perspectiva não heteronormativa.

 

TERAPIA AFIRMATIVA
Uma introdução à psicologia e à psicoterapia dirigida a gays, lésbicas e bissexuais
Edições GLS

Para a psicologia afirmativa – base teórica do trabalho do autor –, a homofobia, e não a homossexualidade, é a principal responsável pelos conflitos vivenciados por homossexuais. Por isso, os psicoterapeutas que adotam a abordagem afirmativa oferecem a seus pacientes absoluto respeito por sua sexualidade, cultura e estilo de vida. Para gays, psicólogos e todos os que querem se instrumentalizar para combater o preconceito.

‘PROJETOS USAM DANÇA COMO TERAPIA PARA PESSOAS COM DEPRESSÃO E IDOSOS’

Em uma sala espelhada, 40 pessoas enfileiradas fazem caretas e fecham os punhos perto da cabeça: é a hora do macaco. Destinado a pessoas com depressão, o ensaio de dança é encerrado com a mímica de um leão –acompanhada de tentativas de rugidos por alguns.

“No teatro oriental, os bichos são arquétipos gestuais humanos, eles revelam emoções interessantes”, diz o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, um dos responsáveis pelo “Próximo Passo – O Espetáculo”, projeto que, usando dança como terapia complementar, busca ajudar pessoas a enfrentar a depressão.

“Quando fazemos os bichos estamos pensando em forças primitivas. Para o público é uma expressão estética, mas internamente são músculos para serem trabalhados nas forças mais essenciais.”

O resultado dos quatro meses de ensaios será apresentado no Sesc Vila Mariana a partir de 6 de outubro.

“A depressão traz sensação de peso, as pessoas perdem a autoestima, a corporalidade”, diz Giuliana Cividanes, pesquisadora da Unifesp e consultora da Libbs, farmacêutica que patrocina o projeto. “A dança é um movimento lúdico ligado ao ritmo, à música, e atinge o corpo. É algo também feito com a mente.”

Aranaí Guarabira, 44, diz que os ensaios para o espetáculo ajudaram-na a olhar para si mesma, “rasgar o corpo e falar ‘olha quem você é'”, numa espécie de processo de aceitação da doença. “Eu estava bem contida, um pouco com vergonha de estar passando por isso”, diz.

Frequentadora de mais de uma década das corridas de São Silvestre, Ana Cintra, 60, se viu forçada a parar por causa de uma lesão. Usou os ensaios como “uma tábua de salvação” num momento em que começava a temer a chegada de outra crise depressiva.

Carmen Santana, professora de saúde coletiva na Unifesp, afirma que estudos mostram que atividades como coral, artes plásticas e dança têm benefícios na qualidade de vida e na saúde mental.

O tratamento da depressão, diz a professora, abrange medicamentos, psicoterapia e também atividade física. Ela afirma que as três formas de terapia trabalham juntas, daí a importância de mantê-las em dia.”Independente da idade, atividades criativas promovem transformação pessoal”.

Já outro projeto usa “pas de bourrée”, “sous-sus” e “arabesque” para incentivar atividades sociais entre idosos. Se o leitor não está entendendo nada, calma, não precisa pesquisar. A resposta é balé.

“Como temos uma sequência coreográfica diferente a cada aula, ela força a memorização e a capacidade de concentração. Eu percebo um grande avanço nisso nos alunos”, diz Priscila Monsano, fisioterapeuta, bailarina e criadora do projeto Balleterapia.

Monsano suavizou e redesenhou posições e movimentos do balé clássico, como grandes piruetas e giros, para possibilitar que seus 42 alunos –maior parte entre 60 e 70 anos– pratiquem a dança. “É uma forma segura para trabalhar com um organismo que já tem limitações”.

“Em geral, quando as pessoas começam a dançar, vemos que há um cuidado diferente com o corpo, mais amoroso. Aumenta o autocuidado”, diz Santana, da Unifesp.

Segundo Alexandre Busse, geriatra do Hospital das Clínicas da USP, a atividade física para idosos é importante para manutenção e desenvolvimento do equilíbrio e da flexibilidade, o que auxilia na prevenção de quedas. Além disso, pode ajudar a reduzir quadros de dor.

Ele afirma que antes de iniciar qualquer atividade é importante a realização de uma avaliação para determinar riscos cardíacos e de quedas.

Os especialistas também podem auxiliar na escolha de uma atividade que melhor se enquadre às limitações do idoso, como tai chi chuan e dança circular, modalidade que pode ser feita com as pessoas sentadas.

Segundo o geriatra, esse tipo de atividade traz ganhos cognitivos. “É como se estivesse dando uma reserva para o cérebro. Se essa pessoa estiver eventualmente sendo acometida por Alzheimer, ela demora mais tempo para desenvolver os sintomas, diz Busse. “A atividade física é a verdadeira pílula do envelhecimento bem-sucedido.”

Matéria de Phillippe Watanabe, publicada na Folha de S. Paulo, em 26/09/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/09/1921706-projetos-usam-danca-como-terapia-para-pessoas-com-depressao-e-idosos.shtml

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Quer saber mais sobre dançaterapia? Conheça os livros da Summus sobre o assunto:

 

DANÇATERAPIA
Autora: María Fux

María Fux é bailarina, coreógrafa e professora com uma brilhante trajetória profissional. Relata neste livro a sua experiência de mais de 30 anos com o ensino da dança para crianças, adolescentes e adultos afetados pela surdez e outras deficiências sensoriais e motoras. Sua experiência neste trabalho possibilitou o desenvolvimento de várias técnicas que são fruto da intuição, paciência, perseverança e, acima de tudo, empatia. O livro mostra todas as possibilidades de seu trabalho e como, através do movimento, podemos recuperar o equilíbrio e a alegria de viver.

 

DEPOIS DA QUEDA… DANÇATERAPIA!
Autora: María Fux

Neste livro, María Fux relata sua recente queda e conseqüente fratura da patela. Ela utiliza essa experiência para explicar ao leitor como as partes sadias do corpo – assim como no trabalho com deficientes – são as que determinam a reconstrução corporal integral. Num estilo informal e espontâneo, María organiza recordações e experiências, transmitindo ao leitor suas propostas para uma pedagogia artística, artesanal, que se apóia na música e no poder da palavra.
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FORMAÇÃO EM DANÇATERAPIA
Autora: María Fux

Neste livro, a autora amplia os aspectos e conceitos que regem a dançaterapia. É apresentada uma série de vivências pessoais que permitem compreender como ela descobriu seu corpo, enriqueceu seu movimento e desenvolveu sua criatividade. María Fux relata suas experiências no ensino e utiliza-as como linha-mestra para definir o processo de formação do dançaterapeuta.
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DANÇA, EXPERIÊNCIA DE VIDA
Autora:
María Fux

María Fux condensa neste livro sua experiência de mais de 30 anos como coreógrafa e bailarina e, sobretudo, como educadora que transmite sua linguagem artística. O livro mostra como podemos nos expressar através do corpo como meio de comunicação a serviço da educação, mesmo quando há problemas de deficiência física ou limitação pela idade.
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SER DANÇATERAPEUTA HOJE
Autora: María Fux

A dançaterapeuta argentina María Fux é conhecida pela sensibilidade com que trabalha com todos os tipos de público, extraindo dos movimentos corporais, da música e do silêncio uma trama que entrelaça palavras, corpos, ritmos vozes, linhas e cor. Neste livro, ela compara algumas das ferramentas criativas que utiliza para promover a comunicação em seus grupos de trabalho.

 

‘8 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COMO A CIÊNCIA VÊ A CURA GAY’

A liminar concedida pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, causou polêmica ao permitir que psicólogos ofereçam terapias de “reversão sexual” para pacientes gays, sem qualquer censura ou autorização do CFP (Conselho Federal de Psicologia).
O UOL esclarece como a ciência vê esse tema:

1 – A homossexualidade é considerada uma doença?

Não. Desde 1973, a Associação Americana de Psiquiatria excluiu a homossexualidade da lista de doenças listadas no DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) só tomou a mesma decisão em 1990, enquanto o CFP (Conselho Federal de Psicologia) proibiu os tratamentos desde 1999.

Com a despatologização, o termo homossexualismo foi abandonado, já que o sufixo -ismo é muito usado para nomear doenças.

2 – Se não é doença, o que é?

Uma orientação sexual. Uma série de estudos mostraram que a homossexualidade não passa de uma variação de comportamento comum entre os seres humanos e que não implica em uma diferenciação que pode ser revertida com intervenção médica.

3 – E por que homossexuais procuram ajuda profissional?

Principalmente por causa do preconceito. Por crescer em uma sociedade heteronormativa, os homossexuais passam por um processo difícil de aceitar sua orientação sexual e assumir ela para a família e os amigos. Sem contar que ainda precisam lidar com o preconceito da sociedade em que vivem.

4 – O que fez os psiquiatras não considerarem a homossexualidade um distúrbio?

A classe médica desconsiderou a homossexualidade como distúrbio por dois motivos: uma série de estudos científicos e pela luta dos ativistas LGBT.

Em 1948, o biólogo norte-americano Alfred Kinsey publicou um estudo sobre o comportamento sexual do homem e tratou a homossexualidade como uma possibilidade, não como patologia. Em 1957, a psicóloga Evelyn Hooker também publicou um estudo em que comparou 30 homossexuais com 30 heterossexuais e não identificou qualquer distúrbio psicológico no grupo gay.

5 – E como se sabe que ser gay não é uma escolha?

Isso é demonstrado também por uma série de estudos comportamentais e biológicos. Um deles feito pelo neurocientista Simon LeVay encontrou uma evidência biológica de que os homens gays já nascem com essa orientação por conta de uma diferença na região do hipotálamo.

Um outro estudo citado pela APA (Associação Americana de Psiquiatria) avaliou 3.261 gêmeos com idades entre 34 e 43 anos e revelou que “análises quantitativas mostraram uma variação do comportamento atípico do gênero durante a infância e que a orientação sexual dos adultos é em parte devida à genética”.

Outra evidência observada pelo cientista belga Jacques Balthazat é que a exposição a certos hormônios durante o desenvolvimento fetal tem um papel importante na orientação sexual. O estudo concluiu que homossexuais foram expostos a atípicas condições endócrinas durante a gestação.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que “a opinião preponderante da comunidade científica é que há um forte componente biológico na orientação sexual, e que interação genética, hormonal e fatores ambientais interagem na orientação de uma pessoa”.

6 – Um especialista, como um psicólogo, pode ajudar a fazer com que um homossexual vire heterossexual?

O papel do psicólogo não é “curar”, mas, sim, ajudar o paciente a buscar qualidade de vida em todos os aspectos, inclusive sexual. Após a decisão do juiz brasileiro, o CFP (Conselho Federal de Psicologia) soltou uma declaração, dizendo que a homossexualidade não deve ser tratada.

7 – E o que provou que a cura gay não funcionava?

Os principais tratamentos focavam na apresentação de uma série de estímulos homoeróticos e, ao mesmo tempo, administração de substâncias que provocassem enjoos e nojo. Outras terapias, também violentas, eram administração de hormônios e eletroconvulsoterapia.

No entanto, uma série de estudos científicos desqualificou “esses tratamentos” por não terem material clínico suficiente de modificação na orientação sexual. Sem contar que uma série de estudos antropológicos também comprovavam que existiam gays entre outros povos, como gregos e indígenas. E esse comportamento era encarado com naturalidade entre esses povos.

8 – Quais as consequências de um “tratamento de reorientação sexual”?

Esse tipo de “tratamento” pode causar frustrações não só para o paciente, mas para seus familiares. Além de comprometer a saúde mental por aumentar o risco de depressão, suicídio e ansiedade.

Fontes: Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas); Carla Zeglio, diretora e psicoterapeuta sexual do INPASEX; Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP; Edith Modesto, psicanalista e fundadora do GPH (Grupo de Pais de Homossexuais).

Matéria publicada originalmente no UOL Comportamento, em 23/09/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/09/23/8-perguntas-e-respostas-sobre-como-a-ciencia-ve-a-cura-gay.htm

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Conheça o livro de Edith Modesto, uma das fontes da matéria e autora das Edições GLS:

ENTRE MULHERES
Depoimentos homoafetivos

Este livro traz depoimentos de mulheres lésbicas e bissexuais de várias idades, profissões e classes sociais. Os temas são variados: relações familiares, juventude, religião, trabalho e preconceito. Trata-se do relato vivo da experiência de cada uma dessas mulheres, que deixaram todo o conforto emocional do mundo convencional para viver a dura vida de homossexual em um país tipicamente machista.

‘ QUANDO A DOR DE PERDER UM BEBÊ NÃO É RESPEITADA: “VAI INCINERAR COM O LIXO” ’

Perder um filho é dilacerante para pais e mães. Mas famílias que perderam seus bebês –antes mesmo do nascimento ou logo após– relatam dificuldade de encontrar espaço físico e acolhimento para viver o seu luto, ainda no hospital. Há mulheres que são colocadas no mesmo ambiente com mães que estão recebendo seus filhos saudáveis ou em quartos vizinhos, tendo de ouvir o choro de recém-nascidos e a alegria das famílias.

A psicóloga Larissa Rocha, uma das fundadoras do projeto Do Luto à Luta: Apoio à Perda Gestacional e Neonatal, perdeu um filho aos cinco meses de gestação, em função de um problema chamado gestação molar (na qual um tumor, geralmente benigno, desenvolve-se no útero), e viveu situações desrespeitosas em uma maternidade privada no Rio de Janeiro.

“Do meu quarto, logo após a curetagem, ouvia bebês chorarem. Funcionários entravam e me perguntavam do meu filho. Ganhei kit maternidade, um brinde distribuído em algumas maternidades particulares”, conta Larissa, que perdeu um bebê entre as gestações dos filhos Tomás, 4 anos, e Mila, 1.

Na falta de um protocolo oficial que oriente hospitais e profissionais da saúde a lidarem com a perda gestacional e neonatal, o Do Luto à Luta reivindica um tratamento mais humanizado com base em algumas orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

“O uso de uma pulseira diferente pela mãe que perdeu o filho já evitaria que ela fosse alvo de perguntas indelicadas. Se não é viável ter uma ala só para o atendimento delas na maternidade, elas poderiam, pelo menos, serem colocadas afastadas das mães com seus filhos nos braços”, diz Larissa.

“Se pesar menos de 500 g, vai incinerar com o lixo hospitalar”

“Era noite e cismei que o Felipe não estava mexendo. Estava com cinco para seis meses de gestação. Na manhã seguinte, eu e meu marido fomos para o hospital público mais perto da minha casa. Estava fazendo o pré-natal pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. O médico tentou ouvir o coração do bebê, e nada. Fiz um ultrassom, que constatou que o Felipe estava morto. O médico virou para mim e falou: ‘Você fez alguma coisa para isso acontecer?’. Insinuando que eu tinha provocado um aborto! Fui até o lado de fora do hospital dar a notícia para o meu marido, porque não tinham deixado ele ficar lá dentro comigo. Sentamos os dois na calçada e choramos. Quando entrei, tive de tomar remédio para expulsar o bebê. Fiquei 24 horas em trabalho de parto, vendo outras mães tendo seus filhos saudáveis. Morrendo de dor, a cada vez que ia ser examinada para conferir a dilatação, ouvia das enfermeiras: ‘Foi você que perdeu o bebê, não é?’. Na hora em que finalmente ele nasceu, a que estava comigo falou sem rodeios: ‘Se pesar mais de 500 g tem de fazer funeral, se não, vai incinerar com o lixo hospitalar’. Disse isso e colocou ele e a placenta em uma bacia de alumínio e levou. Sei que o luto era meu, mas não teve respeito.” Kátia Gonçalves Moreira, 38 anos, é mãe também de Fernanda, 17, e Mariana, 10.

 

Texto parcial de matéria de Adriana Nogueira, publicada no UOL em 22/09/2017. Para acessar na íntegra e ver outras histórias, clique em https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/09/22/maes-que-perderam-seus-bebes-vivem-o-luto-no-meio-da-alegria-da-maternidade.htm

 

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MATERNIDADE INTERROMPIDA
O drama da perda gestacional
Autora: Maria Manuela Pontes
EDITORA ÁGORA

Por vezes o ciclo da vida inverte-se: morre-se antes de nascer. Estará a sociedade civil consciente da fragilidade da maternidade e do vigor desse sono eterno que nos desvincula da existência? Este livro denuncia os processos da dor e do luto em mulheres que enfrentaram o drama da perda gestacional. São testemunhos reais de uma dura realidade que, silenciosa, clama por ser ouvida.
Prefácio de Maria Helena Pereira Franco.

‘FORMAÇÃO É CALCANHAR DE AQUILES DOS PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO BRASIL’

Acabo de receber material muito interessante do meu colega Humberto Bortolossi, da Universidade Federal Fluminense, intitulado “Formação de professores de matemática: O que é realmente necessário e prioritário?”, que recomendo vivamente aos leitores.

Humberto fez mestrado no Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e doutorado em matemática na PUC-Rio, com uma excelente tese sobre otimização de redes de produção e distribuição energia.

Ele combina cultura acadêmica e tecnológica fora de série com uma diversidade de interesses de estudo igualmente invulgar: educação em matemática, popularização da ciência, formação de professores e muito mais. Humberto tem mais uma grande qualidade: ao contrário de tantos teóricos da educação que “pesquisam” o tema em seus gabinetes sem jamais chegarem perto da sala de aula, ele põe a mão na massa e submete suas ideias e experiências ao duro julgamento da realidade.

A formação de professores é o calcanhar de Aquiles da nossa educação básica. O professor é elemento crucial da cadeia educativa e, no entanto, a formação oferecida na maior parte das nossas licenciaturas em matemática é totalmente inadequada, além de obsoleta. No Brasil, a esmagadora maioria dos licenciados da área é egressa de faculdades particulares com controles de qualidade duvidosos. Muitas dessas instituições não têm jeito, precisam ser fechadas. Para outras, um efetivo controle por parte das autoridades poderia fazer uma grande diferença. Mas nossas melhores universidades públicas também não estão isentas de críticas.

Em artigo publicado em março de 2011 na revista “Notices”, da American Mathematical Society (Sociedade Americana de Matemática), o professor emérito Hung-Hsi Wu da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pergunta: “Para formarmos bons professores de francês, deveríamos exigir que eles aprendam latim, no lugar de francês? Afinal, latim é a língua mãe do francês e, sendo um idioma mais complicado, aqueles que conseguirem aprendê-lo deverão estar bem habilitados para o francês.”

Claro que é uma ironia mas, segundo Wu, tem muito a ver com o que fazem as licenciaturas em matemática em seu país. No Brasil não é diferente.

Humberto cita outra observação de Wu: na formação do professor de matemática, em contraste com outras disciplinas que apenas “olham para a frente”, para o que será visto na pós-graduação, é indispensável devotar tempo considerável a “olhar para trás”, isto é, a analisar tópicos elementares de um ponto de vista avançado.

Ensinamos na escola que raiz cúbica de 2 é o número que elevado ao cubo dá 2. Mas nunca gastamos tempo para mostrar ao licenciando que tal número existe. Para dividir duas frações devemos multiplicar a primeira pela inversa da segunda. Por quê?

Também não explicamos ao futuro professor de matemática o que significa realmente a expressão decimal de um número: porque é que 0,99999999999999 é o mesmo que 1? Não ensinamos essas coisas porque supõe-se que elas são simples e o estudante já aprendeu no ensino médio –as duas suposições estão erradas– e que na faculdade deve aprender coisas avançadas.

Deve-se aprender latim, para ensinar francês.

Mais de cem anos atrás, o grande matemático e educador alemão Felix Klein (1849-1925), outro que colocava as mãos na massa, já criticava o fato de que “por muito tempo [] os homens da universidade preocuparam-se exclusivamente com as suas ciências, sem considerarem as necessidades das escolas, nem mesmo se preocupando em estabelecer uma conexão com a matemática escolar”.

O resultado é o que Klein chamou “dupla descontinuidade na formação do professor”: ao chegar à universidade, o futuro professor é confrontado com ensinamentos avançados sem conexão aparente com os temas da escola básica; e, ao final dos estudos, quando volta à escola como professor, vê-se na posição de ter que ensinar a matemática elementar tradicional, do mesmo modo de sempre.

Nas palavras de Klein “seus estudos universitários permaneciam apenas uma lembrança mais ou menos agradável, que não tinha nenhuma influência sobre o seu ensinar”. Embora Klein escrevesse no pretérito, pensando na Alemanha, no Brasil tal situação perdurou até o século 21.

Mudanças começaram a acontecer a partir do Projeto Klein em Matemática, realizado entre 2008 e 2012 pelas sociedades científicas da área, com o apoio da Capes. O Mestrado Profissional para Professores de Matemática (Profmat) nasceu em 2011, sob a influência das ideias de Klein, Wu e outros. Não é surpresa que o mestrado tenha sido “acusado” por alguns educadores de valorizar demais o conteúdo matemático, e por alguns matemáticos de omitir tópicos avançados ensinados em muitas licenciaturas.

A coleção de livros “Matemática para o Ensino” e a revista eletrônica “Professor de Matemática On-line”, ambas da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), são também produtos diretos do Projeto Klein.

Outra importante iniciativa em curso, com o apoio do Impa, é o Projeto Livro Aberto de Matemática, um esforço de professores –universitários e da escola básica– para produzir, de maneira colaborativa, livros didáticos de matemática com excelência acadêmica e licença aberta. Confira no site como colaborar.

Muito mais é necessário, evidentemente. Não tenho dúvida de que a “saída” passa pelo envolvimento cada vez maior da comunidade matemática universitária nas questões do ensino da disciplina, em colaboração com a comunidade de professores da escola básica e levando em conta os mais recentes avanços na pesquisa na área do ensino da matemática.

Nesse sentido, é urgente repensar as nossas licenciaturas em matemática. Existe um ótimo ponto de partida: o estudo de diretrizes curriculares que a SBM vem aprimorando há alguns anos.

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Coluna de Marcelo Vianna, publicada na Folha de S. Paulo, em 22/09/2017. Para acessá-la na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/2017/09/1920520-formacao-e-calcanhar-de-aquiles-dos-professores-de-matematica-do-brasil.shtml

 

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Saiba mais sobre ensino de matemática com o livro:

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ENSINO DE MATEMÁTICA: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Ubiratan D’Ambrosio e Nilson José Machado
SUMMUS EDITORIAL

A análise sobre a teoria e a prática do ensino da matemática (bem como suas dificuldades) é o foco desta obra. Nela, os autores discorrem sobre diferentes aspectos do ensino da matemática, analisando questões históricas, epistemológicas, sociais e políticas. Esse profícuo diálogo nos conduz a uma disciplina concebida como meio para a formação pessoal e para o exercício da cidadania.

‘MINDFULNESS: COMO A ATENÇÃO PLENA PODE TE AJUDAR NA VIDA’

Quero começar este texto com uma informação que, provavelmente, deixará você chocado. Quando estamos acordados, passamos quase metade do tempo com o pensamento vagando por aí.

Em vez de focar no aqui e agora, ficamos presos ao passado, futuro ou qualquer outra coisa que esteja acontecendo longe de nós.

Surpreendente, né? A universidade de Harvard realizou um estudo que introduziu o tema da seguinte forma:

Diferentemente de qualquer outro animal, os seres humanos gastam muito tempo pensando em coisas que não estão acontecendo ao seu redor, contemplando eventos que aconteceram no passado, talvez aconteçam no futuro, ou que nunca irão acontecer. De fato, uma mente vaga parece ser o modo padrão de operação do cérebro humano.

Eles concluíram que a nossa mente fica vagando em 46,9% do tempo em que estamos acordados. Deu para entender? Se você fica 16 horas acordado, vai passar aproximadamente 7h30 viajando.

Ou, mais especificamente, pensando em algo diferente daquilo que você está de fato fazendo.

Se você está lavando louça, fica pensando em outra coisa. Se está arrumando a cama, fica pensando em outra coisa. Se está dirigindo, fica pensando em outra coisa. Se está trabalhando, fica pensando em outra coisa. Se está transando, fica pensando em outra.

Ops, corrigindo, o sexo na verdade foi a única atividade que teve resultados diferentes. O que é compreensível, né?

OS PERIGOS DE SER MULTITASK

Você já deve ter reparado a grande dificuldade que temos em conseguir manter o foco total numa atividade. Por mais que você esteja fazendo aquilo, sua cabeça fica girando em outros assuntos.

E se não estiver, essa concentração plena provavelmente durará poucos minutos.

Podemos jogar boa parte da culpa dessa realidade nos tempos modernos, em que a comunicação acontece numa dinâmica absurda e os estímulos externos são exagerados.

É o tal do multitask. Como se tivéssemos necessidade de sempre estarmos conectados, produzindo algo, conversando com pessoas.

Acontece que essa mentalidade multitarefa gera estresse e ansiedade em nós.

MINDFULNESS, MUITO PRAZER

Apesar de o fato de divagar em relação ao presente nos possibilitar reflexões importantes — como filosofar, planejar coisas, solucionar problemas, etc — isso pode ter um alto custo emocional se você não tomar cuidado com a dose.

O intento da pesquisa de Harvard era descobrir qual a relação entre uma mente vaga e a felicidade.

E adivinha só o que eles descobriram?

O chamado mindfulness, um estado de consciência focado em prestar atenção no aqui e agora, ajuda a aliviar o estresse, a ansiedade e melhora o bem-estar geral (incluindo físico e emocional) das pessoas.

O QUE SIGNIFICA ATENÇÃO PLENA

Pode-se dizer que o mindfulness é uma espécie de meditação ativa, na qual você dedica o seu foco à atividade que está fazendo, sem deixar divagações sobre o passado, futuro ou coisas ao seu redor perturbarem sua mente.

Este estado mental, que muitas pessoas chamam de atenção plena, tem origem na milenar meditação budista e, nos últimos anos, virou uma febre mundial entre pessoas que buscam uma melhor qualidade de vida para si.

Uma boa notícia é você pode praticar o mindfulness em qualquer lugar ou ocasião. Dirigindo o carro. Trabalhando no computador. Preparando o jantar. Tanto faz.

A chave é voltar 100% da sua consciência à atividade que está desempenhando naquele momento, sem juízos de valor ou observações mentais.

Nada de pensar “que saco lavar essa louça, quero terminar logo para assistir Netflix”. Deixe as reflexões para outro momento.

Nesta hora você deve simplesmente sentir a temperatura da água batendo na sua mão, observar as texturas da porcelana, reparar na espuma se formando…

COMO PRATICAR O MINDFULNESS

O mindfulness não é algo que se domina da noite para o dia. É preciso paciência até desenvolver a disciplina necessária para obter o controle da própria mente.

Esse é aquele tipo de habilidade simples e, ao mesmo tempo, complexa. Você leva um minuto para aprender e a vida inteira para dominar.

Mas começar é fácil. Basta você se esforçar para manter o foco em toda atividade que fizer e, quando um pensamento avulso te distrair, você deve gentilmente deixá-lo ir embora da mesma maneira repentina que chegou.

Você não precisa brigar com ele, porque isso vai te trazer ainda mais ansiedade. Relaxa.

Pense que o seu cérebro é um quarto. Basta abrir a janela e deixar o vento levar o pensamento intruso embora, da maneira mais suave e natural possível.

Com o tempo isso vai virar um hábito.

E aquela aceleração toda de abrir o WhatsApp a cada 5 minutos, suar frio por causa da reunião de amanhã, sofrer por algo que aconteceu ontem, em breve, farão parte de um passado distante para você.
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Texto de Thiago Sievers, publicado originalmente no portal El Hombre. Para acessar na íntegra:  http://www.elhombre.com.br/mindfulness-como-a-atencao-plena-pode-te-ajudar-na-vida/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:
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VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little.

 

‘PARA PALIATIVISTAS, É CRUCIAL HAVER HONESTIDADE COM PACIENTE GRAVE’

O consenso entre profissionais de saúde é que nos últimos meses de vida de um paciente, esgotadas as alternativas de tratamento, o melhor é garantir que ele receba cuidados paliativos para amenizar a dor e melhorar a qualidade de vida.

O problema é quando o tratamento médico convencional –que incluem os cuidado paliativos– acabam sendo substituídos por supostas alternativas, modalidades sem qualquer comprovação mensurável de benefícios quando o assunto é a cura da doença ou sobrevida.

Foi mais ou menos essa discussão que surgiu após a morte do jornalista e apresentador de TV Marcelo Rezende, no último sábado (16), em decorrência de um câncer de pâncreas em estágio avançado. Ele estava com 65 anos.

Nos últimos meses, Marcelo Rezende publicou periodicamente em suas redes sociais vídeos em que dizia estar buscando a cura por meio da fé. O fato de ele ter abandonado o tratamento convencional acabou fomentando a discussão sobre sua saúde.

“É uma questão ética. Qualquer paciente tem o direito de aceitar ou recusar qualquer tipo de tratamento. É um princípio básico”, diz a médica paliativista Maria Goretti Maciel, diretora do Instituto Paliar, em São Paulo.

Mesmo assim, diz a especialista, o papel do médico é tentar esclarecer o panorama do tratamento e fazer um exercício de empatia, de modo a entrar no universo do paciente e tentar, sob o ponto de vista dele, ajudar a fazer as melhores escolhas.

“O que não pode acontecer é culpar um homem pela própria morte, como se ele tivesse morrido porque não quis se tratar. Ele morreu em decorrência de uma doença grave, a chance de um tratamento curativo era muito pequena. Talvez o tratamento postergasse a morte, talvez ele tenha escolhido viver bem ou talvez ele tivesse um grande medo. A gente não pode julgar”, diz Goretti Maciel.

Para o geriatra André Filipe dos Santos, da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, é fundamental deixar claro para o paciente por quais procedimentos ele passará e para quê.

“Existe a modalidade de quimioterapia paliativa, para melhorar os sintomas do câncer e a qualidade de vida, e não para curar. Curiosamente, 70% dos pacientes que recebem esse tratamento acham que estão curados.

FILOSOFIA

Segundo o filósofo e professor Rafael Nogueira, é comum haver uma espécie de despreparo, ou “falta de treino filosófico” quando o assunto é a morte.

“Muitas vezes a mensagem é dura e a pessoa não aceita, já que aquilo que a medicina promete é muito pouco. Aí ela sai em busca de tratamentos que sejam mais afins à sua teimosia”, diz.

Segundo Nogueira, há ao menos outras duas maneiras mais maduras de lidar com o tema. Uma é esgotar os recursos oferecidos pela medicina e pela ciência “e só aí partir para a pseudomedicina/tratamentos alternativos”, como chás e cirurgias espirituais.

E o jeito mais “cristão e comum” é seguir o tratamento convencional e, ao mesmo tempo rezar e pedir orações para os amigos familiares, por exemplo. “Se a medicina não funcionar, Deus é chamado para prestar um auxílio”.

 

Texto parcial extraído de matéria de Gabriel Alves, publicada originalmente na Folha de S. Paulo em 20/09/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/09/1920027-para-paliativistas-e-crucial-haver-honestidade-com-paciente-grave.shtml

 

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça:

A COMUNICAÇÃO MÉDICO-PACIENTE NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO
Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares
Autor: Ricardo Caponero
MG EDITORES

Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo descobre-se portador da doença, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos com pacientes oncológicos, Ricardo Caponero explica aqui como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca com o portador de câncer. Além de ensinar técnicas que ajudam na transmissão de informações – quase sempre difíceis –, ele aborda a comunicação como forma de tratamento, os entraves a ela, as possíveis soluções e os aspectos legais ligados ao exercício da medicina. Porém, acima de tudo, quebra a aridez do tema relatando histórias verídicas de confiança, entrega e encontro.

‘10 CURIOSIDADES SOBRE BOLLYWOOD’

Assista abaixo ao vídeo do canal Cinema e Pipoca sobre o excêntrico cinema indiano, conhecido como Bollywood. As curiosidades foram extraídas do livro Diário de Bollywood – Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo (Summus), do jornalista Franthiesco Ballerini.

Saiba mais sobre o livro Diário de Bollywood:


Misto de diário de campo e grande reportagem, a obra aborda as principais características do cinema indiano, conhecido mundialmente como Bollywood. Reflete com olhar crítico os pontos fortes desta indústria, suas dificuldades e o momento de transição inédito por que passa a indústria cinematográfica indiana. Por fim, faz um paralelo com o cinema de Hollywood e da América Latina.

‘8 COISAS QUE AS MULHERES PRECISAM SABE SOBRE A SEXUALIDADE MASCULINA’ 

É comum achar que a sexualidade feminina é mais difusa, misteriosa e calcada em detalhes. A masculina, por outro lado, é tida como óbvia, simples, fácil de decifrar. Não é bem assim. Primeiro, porque nenhum cara é igual ao outro. Segundo, porque séculos de educação machista serviram para reprimir vontades, disfarçar desejos e incutir um jeito meio padrão de agir, que nem sempre corresponde à realidade. Vamos a alguns fatos:

  1. As emoções afetam, sim, o desejo deles

Sentimentos de perda, tristeza ou vivenciar uma grande frustração podem deixar o homem completamente desligado do desejo sexual. Por outro lado, uma grande ansiedade devido a alguma experiência nova costuma tornar muitos sujeitos mais acelerados, propensos a lançar mão do sexo (inclusive o solitário) como válvula de escape. Os homens são tão emotivos quanto as mulheres. A questão é que, desde cedo, foram ensinados a não abrir seus sentimentos. A cultura machista encara a emoção masculina como fraqueza e inferioridade. Equívoco que, ainda que a passos lentos, felizmente vem sendo combatido.

  1. Quanto mais “empoderados” alguns querem parecer, mais vulneráveis estão se sentindo

A necessidade de elogios, curtidas nas redes sociais, atenção para se sentirem amados e satisfeitos e, em alguns casos, quantidade em vez de qualidade nos relacionamentos, podem ser tentativas de camuflar a insegurança. Em encontros, principalmente, muitos caras contam vantagens ou falam apenas de si para disfarçar um baita medo de rejeição. Nem sempre essas atitudes são conscientes e, claro, não são exclusividade dos homens.

  1. Perdem a ereção por medo da mulher

Isso ocorre quando acham a garota gostosa demais, muita areia para o caminhãozinho deles ou há tempos querem levá-la para a cama. Brochar é resultado da chamada “ansiedade por temor de desempenho”: a vontade de satisfazer a mulher é tão intensa que, infelizmente, naquele momento, a relação ficará pendente. Homens, de modo geral, são ansiosos no sexo, principalmente porque acreditam que devem mandar bem na performance. Baseiam-se na velha ideia machista de que homem não dispensa uma transa. A exigência masculina vem acompanhada de expectativas e idealizações que sufocam, angustiam e, óbvio, brocham.

  1. Nem todos querem fazer sexo anal

A prática foi “fetichizada” e, para muitos caras, é uma espécie de “prêmio” ou “presente” concedido pela mulher. Só que a vontade não é uma unanimidade masculina, não. Segundo especialistas, muitos revelam sentir desconforto e até dor. Muitos não querem forçar a parceira a fazer algo que elas não desejam, enquanto outros simplesmente não consideram a prática excitante. E tudo bem, pois o importante é ter liberdade de fazer aquilo que seja confortável sem seguir padrões e normas.

  1. Gostam de dormir de conchinha

Ou até mais que elas, sabia? Uma pesquisa do Kinsey Institute (EUA) concluiu que homens que dormem mais vezes abraçadinhos com suas parceiras tendem a ter relacionamentos mais felizes. E isso sem a menor intenção sexual: a satisfação é simplesmente pelo prazer de ficar junto, trocar beijos e carinhos. O vínculo e a intimidade, segundo consta, se fortalecem.

  1. O tamanho do pinto não é a única preocupação “corporal”

Muitos ainda acreditam que, quanto maior o pinto, maior a satisfação feminina. E sofrem por considerar seu pênis pequeno. Porém, muitos sentem-se inseguros quanto ao próprio corpo e vivem a servidão da estética. A masculinidade, infelizmente, ainda é associada com virilidade, músculos e força. Só que isso acontece mais na cabeça deles do que entre as mulheres, que valorizam mais as ações, as atitudes e as sensações  que sentem em relação ao parceiro entre quatro paredes do que uma barriga tanquinho ou um bíceps aditivado.

  1. Se masturbam muitas vezes pensando na própria parceira

E não em qualquer celebridade sexy que mexe com as fantasias masculinas. Alguns caras se animam a valer mesmo quando lembram de cenas quentes vividas recentemente, como a namorada de quatro no motel ou a manobra diferente que ela fez com a língua durante o sexo oral. Outros, usam a masturbação como gatilho para certas fantasias que pretendem colocar em prática com a parceira, em breve.

  1. Querem que a mulher os guie

Alguns homens sentem timidez em tomar a iniciativa de propor fantasias, sugerir posições ou perguntar as preferências da parceira. Por isso, quanto mais a mulher se soltar, demonstrar e direcionar o par para os pontos onde sentem prazer, mais eles se sentirão seguros e se empenharão em corresponder às expectativas.

FONTES: Breno Rosostolato, psicólogo e educador sexual, de São Paulo (SP); Carla Ribeiro, psicóloga clínica e hospitalar especializada em saúde masculina, do Rio de Janeiro (RJ), e Paulo Tessarioli, presidente da Abrasex (Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual)
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Matéria de Heloisa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 20/09/2017. Para acessá-la na íntegra:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/09/20/8-coisas-que-nem-todas-as-mulheres-sabem-sobre-a-sexualidade-masculina.htm

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Quer saber mais sobre a sexualidade masculina? Conheça o livro da Summus:

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O QUE VOCÊ (AINDA) NÃO SABE SOBRE A SEXUALIDADE MASCULINA
Autor: Barry McCarthy

Para os homens, nunca foi fácil admitir ignorância em assuntos referentes a sexo, relações sexuais ou envolvimentos amorosos. Contudo, a partir da liberação feminina, os homens começam a perceber que também sofrem as conseqüências dos mitos e das concepções errôneas. Este é um atual e completo livro para o homem que quer olhar de frente o fato de que podem haver aspectos de sua sexualidade sobre os quais ele precisa aprender mais, para ter mais prazer em seus relacionamentos sexuais. E para toda mulher interessada em saber o que os homens sentem quando amam.