‘ALIMENTAÇÃO INFANTIL: 11 ERROS QUE A GENTE COMETE SEM PERCEBER’

É comum que cometermos erros acreditando que estamos fazendo o melhor pelas crianças. Por isso, o UOL lista os principais, de acordo com Priscila Maximino, nutricionista do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, e com a médica nutróloga Ana Luisa Vilela.

  1. Dar qualquer suco de caixinha

Muitas vezes a gente prefere suco de caixinha ao refrigerante. Mas, dependendo da composição, um é tão cheio de açúcar quanto o outro. Para ser saudável, o produto precisa ser feito apenas de água e suco de fruta. Como saber isso? Veja a lista de ingredientes na caixinha. Se tiver açúcar, esqueça, principalmente para os menores de dois anos.

  1. Dar suco natural à vontade

Dar um suco natural, sem ser como parte de um dos dois lanches (no meio da manhã ou à tarde), que devem compor a alimentação diária, pode prejudicar o apetite da criança. Um suco que contenha 200 calorias pode representar 20% das necessidades nutricionais de uma criança de três anos, por exemplo. Com isso, ela não sente fome nas refeições principais.

  1. Trocar fruta por suco

Entre dar a fruta para a criança comer ou o suco natural dela, prefira a primeira opção. Ingerir a fruta é uma experiência enriquecedora para a educação alimentar da criança. Ela vai mastigar, conhecer a textura … Além de consumir fibras, elemento importante para o bom funcionamento gastrointestinal, que às vezes se perdem no preparo do suco.

  1. Substituir refeições principais

A criança não se alimentou direito no almoço ou no jantar, e os pais trocam por um iogurte, suco ou copo de leite. Não faça isso. Por mais difícil que seja ver o filho sem comer, tenha em mente uma coisa: criança com acesso a comida não passa fome. Espere o horário da próxima refeição.

  1. Deixar os filhos escolherem o que comer

Crianças pequenas não têm capacidade cognitiva de escolher o melhor alimento para elas. Não pergunte o que a criança quer comer. Você pode, sim, oferecer opções dentro de um mesmo grupo alimentar. Exemplo: hoje você quer macarrão ou purê de batata? Ambos são fontes de carboidrato.

  1. Forçar ou chantagear

Já falamos aqui que ver um filho sem comer pode parecer desesperador. Mas, nessa guerra, não vale tudo. Chantagear e/ou forçar fisicamente estão fora de questão. Quando se trata de alimentação, os pais decidem o que a criança come e somente ela decide o quanto.

  1. Deixar biscoitos a mão

Biscoitos de maisena e de polvilho não são tão inocentes quanto parecem. O primeiro é feito basicamente de gordura vegetal e açúcar e o segundo, de gordura e sal. Depois de um ano, podem ser consumidos eventualmente, como parte de um lanche. Mas nada de fazer deles parte da alimentação diária.

  1. Engrossar o leite com farinhas

A maioria das crianças não precisa tomar leite engrossado com farinhas. O recurso só deve ser usado por indicação do pediatra ou de um nutricionista, em casos específicos de baixo de peso ou de déficit de crescimento.

  1. Fazer papinha com muitos legumes misturados

Na expectativa de o filho ingerir o maior número de nutrientes, pais fazem papinhas com vários legumes e/ou verduras batidos. Com isso, a criança não aprende a mastigar nem a distinguir o sabor e a textura dos alimentos. O melhor é fazer receitas com poucos ingredientes e amassados, para que existam pedaços a serem mastigados.

  1. Fazer da sobremesa um presente

No dia a dia, você não dá sobremesa, mas cria a regra de doce nos finais de semana. Ao fazer isso, você torna esse tipo de alimento um hábito. Em vez disso, deixe que a criança peça e você atenda, quando possível, lembrando que os menores de dois anos não devem ingerir açúcar.

  1. Liberar embutidos “magros”

Crianças até três anos, pelo menos, não devem consumir embutidos, nem os ditos magros, como peito de peru e de frango. Com muito sal e conservantes em sua composição, esses alimentos têm potencial de causar alergia.

 

Matéria de  Adriana Nogueira, publicada originalmente no UOL, em 14/11/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/11/14/alimentacao-infantil-11-erros-que-os-pais-cometem-achando-que-estao-certos.htm

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Quer saber mais sobre alimentação infantil? Conheça os livros da nutricionista Claudia Lobo:
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
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Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

LIVROS EM REVISTA – “OS ANIMAIS E A PSIQUE”, COM MARIA DO CARMO DE BIASE E MARIA HELENA MONTEIRO BALTHASAR

Ralph Peter recebeu no programa Livros em Revista duas das seis autoras do livro Os Animais e Psique – Volume 2, Maria Helena Monteiro Balthasar e Maria do Carmo de Biase, ambas psicólogas. No livro elas explicam a relação dos animais e os sonhos com a psique humana. Assista à entrevista no vídeo abaixo.

Conheça os dois volumes de Os animais e a psique:

OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 1
Baleia, carneiro, cavalo, elefante, lobo, onça, urso

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Luiza Piva Rodrigues, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos
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OS ANIMAIS E A PSIQUE – VOLUME 2
Asno, camelo, gato, golfinho, morcego, raposa, rato

Autoras: Stella Maria T. Cerquinho Malta, Roseli Ribeiro Sayegh, Neusa Maria Lopes Sauaia, Maria Helena Monteiro Balthazar, Maria do Carmo De Biase, Denise G. Ramos

‘A ESCOLA NEM SEMPRE ATENDE AS CRIANÇAS SINGULARMENTE’

Edith Rubinstein,  coautora do livro A escola para todos e para cada um, acredita que é preciso oferecer suporte a cada estudante para dar autonomia a eles.
Ouça abaixo sua entrevista na rádio CBN.

 

 


Conheça o livro:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1475/9788532310781

 

‘ANSIEDADE PODE VIRAR DOENÇA; SAIBA IDENTIFICAR E O QUE FAZER’

Parece uma ansiedade comum, mas não passa. É uma preocupação excessiva e difícil de controlar. E, sim, essa sensação vai atrapalhar a sua vida e pode desencadear uma depressão. As características descritas anteriormente dizem respeito ao TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), é preciso que a inquietação dure pelo menos seis meses consecutivos e aconteça em relação a diferentes assuntos, como desempenho no trabalho e familiar, por exemplo, mas sem motivo aparente, como a possibilidade de uma demissão. O psiquiatra Lucas Gandarela, do Programa de Transtornos de Ansiedade do Ipq (Instituto de Psiquiatria da USP), diz que o TAG “toma conta da vida do indivíduo”.

“Mais frequente em mulheres, é um distúrbio recorrente em 5 a 7% da população mundial, que percebe o problema e procura um médico. Por mais contraditório que seja, ansiosos demoram para buscar ajuda, acham que vai passar e acabam desenvolvendo algo pior, como a depressão”, explica. De acordo com Gandarela, que faz parte da classe de médicos responsáveis por fazer esse diagnóstico, indivíduos com TAG são “intolerantes à incerteza”.

Mais sintomas

Além da própria ansiedade e outros sintomas psicológicos, como pensamentos negativos costumeiros, dificuldade de concentração e irritabilidade, o TAG tem sinais físicos. “O corpo vai dando sinais de que não está tudo bem e podem surgir inquietação, falta de ar, suor excessivo e fadiga”, afirma Marisa Graziela Morais, terapeuta cognitivo comportamental.

Os especialistas dizem que não existem evidências científicas que expliquem a maior incidência em mulheres, mas que este fato pode estar ligado a desequilíbrios hormonais, como na produção de serotonina e dopamina, conhecidos como hormônios da felicidade. Outro desencadeante, segundo Maria, é a baixa qualidade de vida que temos nos dias atuais.

“A sociedade está extremamente competitiva e ‘ansiogênica’ e as pessoas sofrem com isso. Crises políticas, econômicas, o desemprego, tudo isso gera ansiedade, que pode virar um distúrbio. Alguns conseguem lidar com isso de forma que não se agrave, mas outros não”.

Como tratar?

De acordo com Gandarela, ir ao psiquiatra ainda é um tabu, “as pessoas ainda são resistentes porque se sentem fracassadas”. Entretanto, o TAG é um um distúrbio crônico, difícil de tratar e precisa de acompanhamento medicamentoso, com antidepressivos, e psicológico, com terapia cognitivo comportamental.

“Essa linha é considerada a ideal porque utiliza técnicas de controle em relação a como o indivíduo pode lidar com esses sintomas de estresse, pensamentos disfuncionais e os comportamentos deles decorrentes. Com a terapia, desenvolvemos estratégias para controlar a ansiedade”, explica Mara Lúcia Madureira, especialista da área.

Mudança de hábito

Aliado aos medicamentos e à terapia, Gandarela afirma que é necessário uma mudança de estilo de vida. Por isso, um dos passos para tratar o TAG é olhar mais para si mesmo.

“Ter mais momentos de autocuidado, hobbies, que seja qualquer coisa que te faz bem pode ajudar. Além disso, cuidar da higiene do sono também faz parte dos aspectos importantes para fazer o tratamento funcionar.”
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Matéria de Thais Carvalho Diniz, publicada originalmente no UOl em 20/10/2017. Para acessá-la na íntegra:  https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/10/20/a-ansiedade-virou-doenca-entenda-o-que-e-o-tag.htm

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Quer saber mais sobre assunto? Conheça:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autior: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.