ELIZABETH MONTEIRO AUTOGRAFA O LIVRO “CADÊ O PAI DESSA CRIANÇA?” EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria Cultura do Shopping Market Place promovem no dia 23 de outubro, quarta-feira, das 19h às 21h30, a noite de autógrafos do livro Cadê o pai dessa criança? A psicóloga Elizabeth Monteiro receberá os convidados na livraria, que fica na Av. Chucri Zaidan, 902 – São Paulo.

Pesquisas e reportagens têm alardeado nos últimos anos uma mudança no comportamento dos pais: eles estariam mais participativos na vida dos filhos. Há certamente um avanço, porém muito longe do ideal. Infelizmente, a maioria das famílias ainda convive com um pai perdido em seu papel. Eles não interrompem o trabalho para dar um telefonema para casa e certificar-se de que os filhos estão bem; não vão à escola saber como está o desempenho; não se preocupam em dar bons exemplos; não têm a menor ideia do quanto a ausência prejudica o desenvolvimento dos filhos.

No livro, Elizabeth fala diretamente com esses pais: o ausente, o violento, o folgado, o ignorante, o workaholic e até o abusador. De forma direta e contundente, ela mostra a importância de resgatar a identidade paterna e afirma: “Assim como a mãe, o pai tem a obrigação de cuidar do filho de maneira amorosa, respeitosa, ser presente e atuante. Do contrário, não é pai”.

Na avaliação da psicóloga, o homem não nasce pai. Ele se transforma em pai – o que difere da mulher, que biologicamente já vem com preparo para exercer a maternidade e se especializa desde criança, com as brincadeiras com bonecas. “A mulher, ao engravidar, começa a desenvolver uma ligação afetiva e maternal com o filho”, afirma. Segundo ela, o homem tem de aprender a desenvolver o amor paterno. E o filho só precisa de um pai coerente, que tenha bom-senso, boa dose de bom humor e postura amiga. De qualquer forma, o pai ideal está longe de ser perfeito. “Tudo que é perfeito ou imperfeito demais é patológico”, alerta a autora.

Baseada em sua experiência clínica e em pesquisas diversas, a psicóloga analisa os principais tipos de pai da família contemporânea e deixa claro que esses modelos prejudicam o desenvolvimento afetivo e intelectual das crianças, impactando duramente sua autoestima. “Crianças criadas com a participação ativa do pai se tornam adultos mais seguros, mais competentes e mais amorosos”, afirma.

Dividida em nove capítulos, a obra traz um breve esclarecimento da origem e da manutenção de alguns comportamentos e atitudes através dos tempos – desde a criação do mundo até os dias de hoje. A autora analisa também os modelos de família surgidos a partir da Idade Média até as diversas configurações das famílias atuais e os novos vínculos de parentesco. “A família contemporânea adquiriu extrema mobilidade. A brasileira também encolheu, além de estar fragmentada”, diz a psicóloga.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://bit.ly/H5DSiX.

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