‘MARIA CELIA DE ABREU LANÇA LIVRO’

Velhice – Uma nova paisagem” é o livro da psicóloga Dra. Maria Celia de Abreu publicado pela Editora Ágora, com lançamento marcado para o dia 13 de março, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, em São Paulo. A obra traz  novos conceitos sobre o envelhecimento, além de  muitas informações para viver essa fase da maturidade com mais sabedoria e qualidade de vida. Dia 13, às 18h30, a autora faz palestra sobre o tema do livro e, em seguida, autografa os exemplares.

Publicado no Blog do Ideac em 19/02/2017: https://ideacblog.wordpress.com/2017/02/19/maria-celia-de-abreu-lanca-livro/

Velhice - uma nova paisagem

WILSON CASTELLO DE ALMEIDA AUTOGRAFA O LIVRO “ELOGIO A JACQUES LACAN” NA LIVRARIA DA VILA, EM SÃO PAULO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Vila Madalena – SP) promovem no dia 6 de março, segunda-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Elogio a Jacques Lacan. O psiquiatra Wilson Castello de Almeida, autor da obra, receberá os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Piso Térreo – Vila Madalena, São Paulo.

Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981) foi presença heroica para a união contemporânea da psicanálise com a psiquiatria. No livro, Almeida apresenta uma visão geral, ampla e apaixonada da vida e do pensamento do psiquiatra. Segundo o autor, a afirmação imperativa de Lacan – “o psicanalista não deve recuar diante da psicose” – é compreendida como convocação para se ter coragem intelectual de aprofundar-se no estudo teórico e clínico da psicopatologia com rigor e ética.  “Cabe ao psiquiatra o destemor para ampliar sua prática, formando-se em outra dimensão do conhecimento sem precisar renegar a sua origem médica”, afirma o autor.

Ao longo da obra, o psicoterapeuta ressalta os elementos que sustentam as ideias de Lacan sobre a psicose e sua repercussão na clínica psiquiátrica, com destaque para dois casos: Schreber e Joyce. “O meu papel é o do médico, psicoterapeuta com formação em psiquiatria, psicodrama e psicanálise, que se entusiasmou pelo Lacan, também médico, que nunca se afastou da psiquiatria, abrindo, entretanto, espaço para filósofos e não filósofos na compreensão da psicanálise”, diz Wilson.

Em suas leituras, o autor afirma ter detectado os três lados de Lacan: o filósofo, o retórico e o clínico – capaz de ver e ler a psicanálise de outro modo. Segundo ele, Lacan é aquele que tira a psiquiatria do limbo das especulações inúteis do “achismo” para dar a ela novo movimento, conforme a evolução das ciências contemporâneas, atrelando-a à psicanálise, que ele relê e enriquece com sua visão criativa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1459/Elogio+a+Jacques+Lacan

Elogio a Jacques Lacan

‘MÃE E FILHA SURDAS PASSAM POR CIRURGIA PARA RETOMAR AUDIÇÃO’

Com surdez profunda desde bebê, a dentista Alexandra Mottola Tavares, 35, conseguiu desenvolver bem a fala e sempre se virou fazendo leitura labial. Nunca esteve em seus planos tentar otimizar a audição.

Mudou de ideia depois da chegada da primeira filha, Maria Paola, 5. A garota herdou sua deficiência auditiva, mas fez o chamado implante coclear. Agora ouve com desenvoltura e impõe novos desafios na relação com a mãe.

A cirurgia da menina foi realizada quando ela tinha um ano e seis meses, na Santa Casa de São Paulo, pelo SUS, que banca o procedimento em apenas um dos ouvidos.

O implante é feito na cóclea, na parte interna da orelha, e tem potencial de resultados muito superior a qualquer aparelho auditivo, quando indicado –em cerca de 80% dos casos, segundo especialistas.

Hoje em dia, Maria Paola canta, tagarela, fala com desenvoltura e sem intercorrências –o que é natural no caso dos surdos–, além de perceber sons sem olhar para a boca das pessoas [para ler os lábios], ponto que mais mexeu com as convicções da mãe.

“Existia a tecnologia, eu era apta a adotá-la e percebi que se eu pudesse ouvir melhor, minha filha também poderia se beneficiar, a nossa interação seria melhor. E assim tem sido. As respostas da nossa comunicação evoluem a cada dia. Pedi orientação em oração e tudo está dando certo”, afirma a mãe.

Alexandra fez a operação de implante com êxito, há cerca de um ano, no Hospital das Clínicas de Campinas (SP), também pelo SUS. Não sente nenhum incômodo, mas está se acomodando aos poucos com a tecnologia.

“Já consigo ouvir mais que o dobro do que conseguia com o aparelho antigo, tradicional [não invasivo]. O som agora é mais claro, limpo. Percebo o som da chuva, dos passarinhos e até a gritaria das crianças”, diz.

Alexandra e a filha, e também um de seus irmãos, uma tia e a mãe, possuem a Síndrome de Waardenburg, de ocorrência genética, que, além da surdez, pode ter repercussões na pele e na coloração do cabelo.

“O percentual de passar a surdez é de 50% e a Paola herdou de mim. Ela é a mais velha. Tenho outros dois filhos, Samuel, 3, e João David, de 1 ano e oito meses. Os meninos ouvem perfeitamente. Agora, com o implante, consigo diferenciar os choros e os gritos de todos. Sei quando é uma brincadeira ou que algo errado aconteceu.”

SOMBRAS

A dentista, formada pela Universidade Federal de Alfenas, tenta atualmente perceber a voz dos filhos sem fazer a leitura labial, o que desenvolveu com 12 anos de fonoaudiologia e atenção da família. Maria Paola também faz fono, mas raramente precisa olhar para o interlocutor para entendê-lo.

“Estou reaprendendo muitas coisas. A minha adaptação à leitura labial é grande e é difícil reprogramar o cérebro. Na faculdade, os professores, às vezes, se esqueciam de olhar para os alunos na hora da explicação ou usavam projetores, então, fui conseguindo ler os lábios deles mesmo nas sombras.”

A segurança dos filhos também pesou na decisão da mãe, que fica a maior parte do tempo em casa cuidando deles. O pai, Francimar Bernardino Tavares, 30, é enfermeiro e trabalha também em período noturno.

“Pedi muito a Deus para me ajudar com o cuidado dos meus filhos. Fiz o implante por eles, para aumentar a segurança e melhorar minha relação com eles. Com outras pessoas, podia pedir para falar mais devagar, para olhar para mim [para ler os lábios], mas com crianças o processo é bem mais difícil.”

ENCONTRO

No último dia 11 de fevereiro, em São Paulo, o Parque Ibirapuera recebeu um dos maiores eventos de troca de experiências e informações entre surdos implantados do mundo, o Cochlear Day. Foi em uma das edições anteriores do evento que Alexandra obteve mais informações sobre o dispositivo e se encorajou a fazer a cirurgia.

“No meu caso, tudo está sendo ótimo até aqui e acho que vai melhorar mais, meus filhos vão ganhar mais com uma mãe que pode compreendê-los melhor, mas a decisão de fazer ou não o implante é de cada um, assim como são individuais os resultados da cirurgia”, diz a mãe.

Reportagem de Jairo Marques, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, 19/02/2017. Para acessá-la na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/02/1860083-mae-e-filha-surdas-passam-por-cirurgia-para-retomar-audicao.shtml

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça da blogueira Paula Pfeifer, editados pela Plexus:

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60092CRÔNICAS DA SURDEZ

Nesta obra, Paula Pfeifer discute um assunto que, por vezes, se torna tabu: a deficiência auditiva, que tanto afeta a comunicação e a interação humanas. Porém, a autora passa longe da autocomiseração e mostra que os surdos podem e devem levar uma vida feliz, independente e produtiva. Dividido em três partes, o livro relata como Paula lidou com as dificuldades e as agruras da surdez, traz textos que ela escreveu no blogue Crônicas da Surdez – que tem milhares de acessos mensais –, além de apresentar depoimentos emocionantes de leitores. Temas como preconceito, tecnologia, mercado de trabalho e bullying são apresentados de forma leve, sem julgamentos, permitindo aos deficientes auditivos, a seus familiares e a profissionais de saúde refletir sobre as experiências cotidianas e sobre a capacidade de superação inerente a todos nós.

 

60094NOVAS CRÔNICAS DA SURDEZ
Epifanias do implante coclear

Nesta obra, Paula Pfeifer conta como foi perder a audição desde a infância até chegar à surdez bilateral profunda aos 31 anos e, então, fazer um implante coclear e voltar a ouvir. A jornada em direção ao som foi cheia de altos e baixos, e o livro mostra com sinceridade os melhores e os piores momentos desse caminho: da decisão de fazer a cirurgia aos meses seguintes à ativação dos eletrodos.

 

‘4 ATITUDES QUE SÓ LEVAM VOCÊ AO FRACASSO, SEGUNDO ESPECIALISTAS’

São Paulo – Se você já colocou, ou espera um dia colocar, sua carreira em “piloto automático”, ou seja, anseia por navegar pelo mercado sem que seja necessário fazer o esforço dos anos iniciais na profissão, cuidado. Isso pode levá-lo à derrocada, garantem especialistas.

“Não existe espaço para acomodados. Piloto automático para carreiras só serviria se fosse de 3ª geração e com inteligência cognitiva”, brinca, Irene Azevedoh, diretora de transição de carreira da LHH.

A dificuldade em perceber a volatilidade do mundo é mais evidente em profissionais de segmentos que enfrentam menos turbulências, segundo Irene.  Por outro lado, quem já passou por reestruturações, fusões e aquisições muito provavelmente tem maior grau de consciência.

“Não existe mais um mundo seguro, nem garantia, nem zona de conforto”, diz Jaqueline Weigel,  coach estudiosa de futurismo  e focada em ajudar as pessoas a fazer a transição para a nova era.  É que diante desse cenário, atitudes se tornam obsoletas e podem significar a fracasso profissional, segundo os especialistas.

O que acontece, muitas vezes, é que comportamentos já sem validade hoje seguem sendo praticados por profissionais ainda que eles adotem discurso completamente diferente e ajustado aos novos tempos. “A maioria é farsa”, diz Jaqueline.

Confira que tipo de mentalidade não dá mais resultado na carreira de ninguém:

1. “Eu sei como se faz”

Imagine um engenheiro que há 30 anos trabalhe da exata mesma forma. A quem questiona o seu modo de fazer ele dá a clássica resposta: “sei como se faz, sempre foi assim que eu fiz”.

Profissionais com essa mentalidade perdem espaço para aqueles que têm o foco direcionado para a experimentação e visão sistêmica. Ganham destaque pessoas que topam experimentar novas maneiras de fazer as coisas e que consigam perceber como mudanças na rota afetam o todo da operação.

2. “Eu insisto”

Sem consciência da velocidade de mudança, insistir em caminhos antigos ainda que eles não funcionem mais é outra atitude obsoleta para limar da carreira. “Temos que parar de perder tempo tentando arrumar o que não vale. É como querer consertar um videocassete nos dias de hoje”, diz Jaqueline.

Se não traz mais resultado, o melhor é tomar outro rumo.“Pessoas muito rígidas e não dispostas a se adaptar a essa realidade de mundo volátil estão comentendo um dos erros que considero cruciais na carreira”, diz Irene Azevedoh.

A mudança é constante e rápida e já há quem saiba disso. “São aqueles profissionais que pensam: não deu certo? Vamos fazer de outro jeito”, diz Jaqueline.

3. “Uso meu poder para impor o que eu quero”

É o medo de não possuir as competências necessárias para percorrer novas trilhas que leva profissionais a adorar o que já conhecem. “Pessoas com essa mentalidade, geralmente, usam sua autoridade para impor velhos caminhos”, diz Jaqueline.

Executivos identificados com poder, comando, controle, ego e vaidade tendem a decretar sua vontade sem pensar no que é melhor para o negócio e, por isso, vão fracassar.

Está mais ajustado à atualidade quem é nutrido pelo novo e não liga para autoridade. “ Pelo contrário, compartilha o poder, estimula, empodera e acompanha, ao invés de controlar”, diz Jaqueline.

4. “NÃO OLHO À MINHA VOLTA”

É o tal do piloto automático. “Enquanto não há razões graves, tem muita gente que não vai mudar”, diz Jaqueline.

O contrário desse comportamento é ser aberto, consciente e questionador. “Geralmente são pessoas imbuídas de grande valor moral e ético e que não se convencem com a máxima é assim que funciona”, diz Jaqueline.

Irene, da LHH, chama atenção para a importância da capacidade de aprendizado nesse mundo de rupturas tecnológicas. “Um recrutador vai querer saber, por exemplo, quantas vezes na carreira, o profissional quis aprender algo novo”, diz.

Ela afirma que adaptabilidade e capacidade de aprendizado fazem parte de um “pacote de competências” que todo profissional deve ter.

Matéria publicada originalmente na Exame.com. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://exame.abril.com.br/carreira/4-atitudes-que-so-levam-voce-ao-fracasso-segundo-especialistas/

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro:

10321TEMPERAMENTO E CARREIRA
Desvendando o enigma do sucesso
Autores: Orlando H. GemignaniMaria da Luz Calegari
SUMMUS EDITORIAL

O temperamento com que se nasce, e que acompanha o indivíduo pela vida, tem muito mais influência na trajetória pessoal e profissional do que supunham os psicólogos até poucos anos atrás. Esta obra mostra o caminho do sucesso por meio da análise de características como visão de mundo, talentos, interesses e motivações. Também são apresentadas minibiografias de 16 ícones da cultura brasileira que alcançaram sucesso absoluto nas áreas que abraçaram.

‘BRIGA, TIROS E MEDO: 50% DOS BRASILEIROS DIZEM ESTUDAR EM ÁREAS VIOLENTAS’

Após uma semana do início das aulas, o vigilante desempregado Sérgio Rodrigues do Nascimento, 43, já havia pedido a mudança do filho de 10 anos da Escola Estadual Maria Augusta de Moraes Neves, na zona sul de São Paulo, para outra unidade. “No terceiro dia, dois alunos foram expulsos da sala, já vi um monte de gente pulando o muro da escola, e ontem meu filho disse que levou um chute de outro garoto na hora do intervalo”, conta o pai.

“A gente fica de coração partido de deixá-lo aqui”, afirma Nascimento, que nos últimos dias percorreu outras escolas da região em busca de vagas em turmas de sextos anos do ensino fundamental. “Não quero que meu filho vire bandido.”

Na mesma região, outro pai tentava tirar o filho da Escola Estadual João Ernesto Faggin pelo mesmo motivo. “Eu estudei aqui quando tinha 10 anos e a escola já não era boa. Hoje tenho 41 anos e nenhum dos meus colegas de classe estão vivos”, afirma o morador do bairro, que preferiu não dar o nome porque tem medo de represálias dos traficantes da região.

Seu filho de 12 anos já havia faltado aos três primeiros dias de aula, porque o pai se recusou a aceitar a matrícula na Ernesto Faggin. “Parece que até a direção tem medo. Cheguei para pedir a transferência e a sala está cheia de grades”, diz.

A sensação de insegurança não é exclusiva dos pais desses alunos nem da capital paulista. Os dados da Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) compilados e publicados no 10º Anuário de Segurança Pública, de novembro de 2016, mostram que 50,8% dos alunos do nono ano do ensino fundamental estão em escolas localizadas em áreas de risco de violência. A pesquisa, realizada por amostragem, levou em consideração 2.630.835 entrevistas com estudantes de todo o país matriculados no nono ano do ensino fundamental das redes pública e privada.

Traficantes rondam as escolas 

Nos dois colégios citados, por exemplo, a reportagem presenciou adolescentes usando drogas, traficantes rondando as escolas e pinos de cocaína espalhados pelo chão a poucos metros da entrada das unidades de ensino. Sem sucesso, a funcionária de uma delas tentou barrar a entrada de jovens que não estavam matriculados no colégio. Havia também lixo e entulho nas calçadas.

“Dividimos o crime escolar em três tipos: o que está previsto no Código Penal, pode ferir e matar –esse é muito complicado de combater e não está em todas as escolas. Há também a microviolência, que é a violência do cotidiano e está nas relações sociais dentro da escola. O terceiro é a violência simbólica, quando você faz mal e o outro não consegue responder, como a homofobia. Essa é uma violência quase transparente”, diz Miriam Abramovay, da Flacso Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), que pesquisa o tema há mais de 15 anos.

No ano passado, o técnico em enfermagem Leonardo Vieira dos Santos, 31, atendeu a uma ligação desagradável da escola em que os filhos de 15 e 11 anos estudavam na zona sul de São Paulo. “Eles disseram que tinha acontecido uma briga. Cheguei à escola e meu filho mais novo tinha sido agredido por um colega. Não foi briga.”

O técnico em enfermagem registrou um boletim de ocorrência e, em seguida, procurou a diretoria regional de ensino para transferi-lo para outra unidade. “A gente se sente muito mal, não quer que isso aconteça com um filho”, diz.

“O que mais me dá medo são assaltos nos pontos de ônibus”

Na Bahia, os dados da pesquisa mostram que 47,6% estudantes do ensino fundamental consideram violenta a área onde está situada a escola. Na rede privada, o percentual é de 52,7%, enquanto na educação pública a avaliação é de 46,8%.

Luana Carvalho, 11, mora no bairro São Rafael, em Salvador, uma localidade com as mesmas características da região onde estuda, o Cabula: perfil de classe média, com boa infraestrutura, comércio pujante e próximo de comunidades pobres.

Responsável pela menina, Andréa não tem tempo de levá-la para a aula, mas não arrisca deixar Luana ir de ônibus por medo de assaltos. Apesar de a escola manter um considerável nível de segurança (câmeras, porteiros, grades), a mãe considera que o Cabula é uma área violenta.

“É um bairro muito visado, porque concentra em um pequeno raio escolas particulares, universidade, supermercados, bancos”, descreve. “O que mais me dá medo são assaltos nos pontos de ônibus. Por isso contratei transporte escolar, para protegê-la desse tipo de violência”, acrescenta.

A contadora lembra que, há cerca de dois anos, foi buscar a filha na escola, mas encontrou a instituição fechada devido a um tiroteio. O motivo foi uma tentativa de assalto a um carro-forte que abastecia os terminais de um supermercado na avenida Silveira Martins, a poucos metros da escola.

“A violência é um reflexo da sociedade em todo o país. Se o bairro o onde a escola está inserida é violento, a instituição fica exposta, vulnerável, quer seja privada ou pública”, diz Rui Oliveira, coordenador do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia. “A escola não é uma ilha, pois está propensa a diversas influências externas, fatores estruturais da sociedade, tais como desigualdade social, desemprego, tráfico de drogas e ausência de políticas públicas para combater essas questões.”

“Criança é muito vulnerável” 

Diretor do soteropolitano Colégio São Lázaro, o professor Antônio Luiz afirma que não é permitido aos alunos sair da escola no horário do intervalo, nem mesmo os estudantes secundaristas. A exceção, frisa o docente, ocorre somente nos dias de aula integral, com autorização das famílias, no horário do almoço.

“Nossa preocupação não é só em relação à violência externa que possa ocorrer, mas também quanto à influência das drogas”, diz o professor. “Além disso, orientamos aos alunos evitar sair com objetos chamativos na rua, usar tênis mais simples e sair em grupos no final da tarde.”

A 500 metros do São Lázaro está o Colégio Municipal da Engomadeira, que leva o mesmo nome do bairro popular onde os ônibus voltaram a circular somente depois de dois dias por conta da morte de dois homens em confronto com a PM, no último dia 4.

Texto parcial de reportagem de Marcelle Souza, Franco Adailton e Ronald Lincoln Jr., publicada originalmente no UOL em 16/02/2017. Para ler a matéria completa, acesse: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/02/16/briga-tiros-e-medo-50-dos-brasileiros-dizem-estudar-em-areas-violentas.htm

 

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

10952A SOCIEDADE DA INSEGURANÇA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Autora: Flávia Schilling
SUMMUS EDITORIAL

Entre os discursos da violência como uma epidemia e o silêncio por ela provocado, há discursos inauditos e imprevistos que apontam para uma compreensão ampliada das questões que nos preocupam. Este livro discute a violência que está na escola, apresentando as várias dimensões que cercam o problema e apontando algumas ações possíveis que estão ao alcance de todos nós.

‘MEDITAÇÃO MINDFULNESS AJUDA DE POLICIAIS A DEPENDENTES QUÍMICOS’

Perceba o ambiente à sua volta. Sinta sua respiração, o ar entrando e saindo. Não tente controlar o ar, apenas o perceba. Quais são os seus pensamentos e sentimentos? Onde está sua mente? Concentre-se neste exato momento, no agora.

O mindfulness (“atenção plena”) é uma forma de meditação que pretende concentrar a atenção das pessoas no momento presente. A prática, normalmente usada para controle do estresse, começou a ser pesquisada com seriedade e utilizada até mesmo para combater dependências químicas e ajudar policiais militares a lidar com o tenso trabalho do dia a dia.

A aposentada Sonia Schaal, 61, após ter câncer de mama, desenvolveu um problema na coluna. Dor e preocupação com um possível retorno do tumor tiraram o sono dela. O jeito foi começar a tomar benzodiazepínicos, também conhecidos como calmantes ou ansiolíticos.

“É horrível usar remédio tarja preta. Eu tomava umas duas, três gotas por noite, todos os dias”, diz Sonia, que usou a droga por dois anos. “Você fica ‘sonado’, não consegue acordar direito e não tem a qualidade de sono que teria com o sono fisiológico.”

Sonia afirma que, por um período de tempo, mais especificamente um ano, foi dependente do remédio.

O cansaço – e um anúncio no jornal do bairro– levou a aposentada a um grupo que utilizava o mindfulness para ajudar mulheres a combater o uso de substâncias químicas.

“A ideia do programa era recrutar pessoas que faziam uso crônico desses medicamentos”, afirma Viviam Barros, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias da Unifesp.

Ela afirma que a maior parte desses remédios é prescrita. A recomendação, porém, é que o uso aconteça por, no máximo, quatro semanas.

As técnicas de mindfulness foram trabalhadas com as participantes em sessões semanais de duas horas, por oito semanas. Após isso, elas foram acompanhadas por mais 6 meses.

A pesquisadora afirma que as mulheres que desenvolveram a meditação conseguiram abandonar mais facilmente e com menos sofrimento os remédios. Além disso, elas também passaram a sofrer menos por terem insônia.

“Elas aprenderam a lidar com a insônia”, diz Viviam. Segundo ela, com a prática, as participantes do projeto aprenderam a perceber movimentos que a mente faz.

“Por exemplo, quando a pessoa vê que ela não está conseguindo dormir. Começam a surgir vários pensamentos. ‘Amanhã tenho que trabalhar, não vou conseguir trabalhar, estarei muito cansada.’ Isso vai aumentando o grau de ansiedade, o que intensifica ainda mais os pensamentos”, afirma Viviam, que nomeia o processo de “espiral ruminativa de pensamentos”.

Com o mindfulness, segundo a pesquisadora, as pessoas passam a reconhecer o que acontece em suas mentes sem necessariamente serem “carregadas” por isso.

“Vivemos no piloto automático”, diz Sonia. “Com o mindfulness a pessoa percebe como ela mesma funciona.”

TENSÃO DIÁRIA

Com base em experiências realizadas em outros países, foi iniciado também um projeto piloto de mindfulness para policiais em um batalhão da Polícia Militar de São Paulo.

“São pessoas que poderiam se beneficiar da técnica para lidar melhor com o stress e com as emoções. Ajuda a ter mais empatia”, diz Marcelo Demarzo, coordenador do Mente Aberta, centro de pesquisa ligado à Unifesp.

O tenente-coronel Marcio da Silva, um dos policiais a participar do projeto, diz que as meditações proporcionaram mais tranquilidade, calma e serenidade na vida profissional e na familiar.

Texto parcial de matéria de Phillippe Watanabe publicada na Folha de S. Paulo, em 11/02/2017. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/02/1857820-meditacao-mindfulness-ajuda-de-policiais-a-dependentes-quimicos.shtml

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

10716VIVA BEM COM A DOR E A DOENÇA
O método da atenção plena
Autora: Vidyamala Burch
SUMMUS EDITORIAL

A dor crônica e a doença podem minar a qualidade de vida de quem sofre com elas. Visando orientar tais pessoas, Vidyamala Burch oferece neste livro um método revolucionário para aliviar o sofrimento causado por diversas enfermidades e pelo estresse. Baseada na atenção plena e na ideia de viver cada momento, ela apresenta técnicas de meditação e respiração profunda que combatem a dor e aumentam a sensação de bem-estar. Prefácio da edição brasileira de Stephen Little, diretor do Centro de Vivência em Atenção Plena e professor da sucursal brasileira da School of Life.

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FAMÍLIAS ADEPTAS DA ‘DESESCOLARIZAÇÃO’ TIRAM FILHOS DO COLÉGIO EM SÃO PAULO

Elas estão em bairros paulistanos como Aclimação ou Vila Madalena. Em cidades do interior como Joanópolis e Piracaia, ou do litoral, como Ubatuba. São filhos de artista, médica, economista, cabeleireiro, entre outras profissões. Em 2017, não vão tirar férias, matar aula, repetir ou passar de ano.

Mais de cinco séculos após o surgimento de escolas nos moldes atuais, pais de classe média e alta optam por tirar os filhos do colégio ou sequer matriculá-los.

São adeptos da chamada “desescolarização”, ou “unschooling”. Diferente do que ocorre na educação domiciliar, ou “homeschooling”, essas famílias não ensinam em casa a grade curricular. A ideia é, justamente, fugir de objetivos e regras da vida da escola.

As duas práticas costumam ser rejeitadas quando questionadas nos tribunais, por causa de artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz: “os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”.

A interpretação jurídica do tema, porém, está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que julga ação sobre o ensino domiciliar e suspendeu a tramitação de processos em 2016.

PRECURSORA

A “desescolarização” não era um assunto para a educadora Ana Thomaz, 49, quando, nove anos atrás, seu filho, aos 13, pediu para sair do colégio. “Ele disse que sentia ter algo dentro dele que ele queria fazer, mas não tinha tempo”, diz ela. Um ano depois, Ana aceitou o pedido.

Na época, era a única entre seus conhecidos. Hoje, isso está longe de ser verdade. Na última quarta (8), mais de uma dezena de pais que tiraram ou pensam em tirar os filhos do colégio pegaram 7 km de estrada de terra para um encontro no sítio onde ela vive, em Piracaia (a 88 km de SP).

Ali, além de Ana, moram seu marido, suas duas meninas caçulas (o mais velho virou mágico e foi viajar) e outra família com dois filhos. Com idades de 5 a 10 anos, as quatro crianças nunca foram a uma escola. Aprenderam sozinhas a ler e escrever.

Com exceção de alguns compromissos fixos, como uma refeição no fim da tarde, não têm rotina pré estabelecida. A expectativa é desenvolver o potencial de criação e o que ela chama de “auto-responsabilidade”. Algo como um contraponto à atitude de esperar que outro pessoa –um professor ou chefe– determine a sua atuação. Isso, diz, vale para adultos e crianças.

NA CIDADE

Para ela, sair da escola é consequência da busca por outro modo de vida. Talvez por isso, quando o filme “Capitão Fantástico”, em cartaz, foi lançado, amigos lhe escreveram. A história mostra um pai que educa os filhos em uma floresta nos EUA. Ela rejeita a comparação com o personagem. “Ele é um escravo na luta contra o sistema. Não acho que meus filhos são melhores do que os que vão à escola. Não sou ativista”.

A realidade das famílias que praticam a “desescolarização” em São Paulo também é diferente da que mostra o filme. Exemplo é um grupo de crianças que se encontra semanalmente na Aclimação, na capital. Ele reúne 10 meninos e meninas de 3 a 16 anos, filhos de profissionais como médica, cabeleireiro, empresária e massagista.

Formada pela Faculdade de Educação da USP, Bia Conde faz uma espécie de tutoria para os “unschoolers”. Chegou a viver a experiência como mãe. Conta que tirou as filhas da escola quando tinham 4 e 6 anos, mas matriculou-as novamente sob risco de perder a guarda, após seu ex-marido entrar com uma ação.

No grupo que atende, ela dá orientações a partir dos interesses das crianças. Observa dimensões emocionais e intelectuais, diz, mas não segue um currículo escolar.

Uma das mães que a procurou é a médica Maria (nome fictício), que não quer ser identificada por medo das consequências judiciais. “Sempre fui boa aluna e gostava disso. Por isso, para mim, foi uma grande novidade quando vi que meus filhos não gostavam de ir à escola”, diz.

Quando ofereceu a eles a possibilidade de sair do colégio, o mais velho, adolescente, recusou. Está agora na faculdade. O mais novo, então com 8 anos, aceitou.

Faz aulas de música, programação e, a seu pedido, português e matemática com professor particular. Se quiser seguir o exemplo do irmão, precisará de um diploma de ensino médio. Para isso, ou terá de fazer supletivo, ou estudar para obter certificado.

Até o ano passado, uma nota mínima no Enem servia como certificação para maiores de 18 anos. Mas, para este ano, o governo vai retirar essa função do exame e criar uma prova específica para isso.

Se o conteúdo curricular até pode ser aprendido depois, a experiência de socialização da escola é única, dizem educadores contrários ao “unschooling”. “A grande vantagem da escola é a possibilidade de sair da família”, diz o filósofo e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro.

O convívio, porém, pode levar a conclusão diferente. A artista Leila Garcia, 53, tirou o filho da escola, em São Paulo, após episódios de bullying. “Não acho que a escola socialize. É um grupo de crianças juntadas aleatoriamente. Você sofre e no dia seguinte tem que estar de novo com o agressor.” Hoje, ela vive com o garoto, de 12 anos, em Ubatuba.

Os dois seguem uma programação de estudos, na qual ele escolhe o que vai aprender. Seu caso ilustra um consenso entre adeptos da “desescolarização” e críticos à prática: a necessidade de adulto por perto e de um ambiente que possibilite o desenvolvimento das crianças.

“Para recusar a escola e seguir no meu modo de criação, eu tenho que trabalhar menos e ganhar menos”, diz Leila. “Não é o mundo da fantasia.”

JUSTIÇA

Desde novembro do ano passado, todas as ações judiciais sobre educação domiciliar no país estão suspensas por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A medida é válida até o julgamento de um processo na corte, do qual ele é relator. A ação opõe o município de Canelas (RS) a pais que querem ensinar os filhos em casa.

Embora não trate do “unschooling”, a decisão pode dar uma sinalização jurídica para a prática. Os ministros do STF irão decidir se a educação pelas famílias pode ser tida como meio lícito para garantir o direito à educação. Diz o artigo 205 da Constituição: “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Muitos dos pais que optam por tirar os filhos da escola dizem que a decisão tem mais a ver com a opção por um modo de vida diferente do que com a discordância em relação ao modelo tradicional de ensino.

“Minhas escolhas sempre tiveram o pressuposto da liberdade e, de repente, minha filha entrou em uma cadeia de comportamento em massa”, diz Dúnia La Luna, que prefere ser identificada pelo nome artístico, ao explicar por que desmatriculou a filha, com quem vive em Joanópolis, interior de SP.

De fato, o ensino formal molda uma socialização que ultrapassa a instituição escolar, diz a professora Carlota Boto, da Faculdade de Educação da USP. “Por exemplo, a ideia de colocar as pessoas em fila é um procedimento do qual a escola se vale e que organiza outras instâncias da vida social.”

“A escola se coloca como o anteparo entre a família e a vida social”, afirma. “Trata-se de uma instituição de transição entre a vida privada familiar e o mundo público.”

Matéria de Angela Pinho, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, em 12/02/2017. Para acessá-la na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/02/1858031-familias-adeptas-da-desescolarizacao-tiram-filhos-do-colegio-em-sao-paulo.shtml 

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Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro da Summus:
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10501EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL:
PONTOS E CONTRAPONTOS

Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Jaume TrillaElie Ghanem
SUMMUS EDITORIAL

Neste livro, os autores discorrem sobre os diferentes aspectos que contemplam essas duas perspectivas das práticas educativas, analisando seu aspecto histórico, social e político. Os pontos e contrapontos tecidos no diálogo estabelecido por Ghanem e Trilla sinalizam a importância da cooperação e da complementariedade entre a educação formal e a não formal, na busca de uma educação mais justa e mais democrática.

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‘CONHEÇA AS APOSTAS PARA O FUTURO DO TRATAMENTO DE ALZHEIMER’

O Alzheimer é uma doença delicada que traz grandes preocupações por ainda não ter cura e nem um tratamento que reverta os sintomas. Em todo mundo, cerca de 34 milhões de pessoas sofrem com a doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Empresas investem pesado e cientistas buscam alternativas efetivas que ajudem os pacientes a manterem a memória. Mas para compreender as apostas promissoras é preciso entender como a doença de Alzheimer (também chamada de DA) funciona.

A DA afeta o funcionamento do cérebro de modo lento e progressivo, comprometendo funções cognitivas, como a memória e o raciocínio lógico, ao destruir os neurônios aos poucos.

“Como ainda não conseguimos reestruturar neurônios, a ideia é impedir a morte”, completa Bergantin.

Maiores apostas

Existem diversas linhas de estudo para tentar acabar com a doença, mas algumas apostas estão em fases mais promissoras.

“Na literatura, as intervenções vão desde nutricionais até drogas de outras doenças. Tem muita pesquisa interessante e com potencial, mas há drogas com dados mais maduros “, diz Orestes Forlenza, do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo) e integrante do Napna (Núcleo de Apoio à Pesquisa em Neurociência Aplicada).

Entre os estudos mais avançados, existem quatro vertentes.

  • 1 – A primeira envolve a proteína beta-amiloide. “Quem tem Alzheimer tem grande formação e acúmulo da proteína, uma droga que reduza ou promova sua remoção do cérebro tem uma proposta terapêutica clara”, explica Forlenza.

Nesse contexto de terapia anti-amiloide, existem duas abordagens diferentes. Por um lado, cientistas visam criar compostos que destruam o beta-amiloide, desencadeando uma resposta imunológica que exclui a proteína. “Isso funciona muito bem em modelo experimental ou camundongos”, conta.

Por outro lado, a abordagem é a inibição da produção. A pesquisa tenta inibir a enzima que leva a produção de amiloide.

  • 2 – A DA acontece pelo acúmulo de beta-amiloide ou pela alteração da proteína Tau, que leva o neurônio ao colapso. Cientistas buscam drogas para remover ou eliminar a Tau.

Uma revolução na pesquisa da Tau aconteceu em 2016, quando criaram um tipo de tomografia que tornou a proteína visível.

Com o programa de imagem, pesquisadores da Universidade de Medicina de Washington, nos EUA, publicaram um estudo na revista da Science mostrando que a Tau passou a ser um indicador poderoso para medir o declínio cognitivo do Alzheimer, melhor que o beta-amiloide.

“Temos remédios que visam reduzir a Tau e o novo método abre portas para investigarmos o desenvolvimento da doença em um nível detalhado, vendo como o cérebro reage”, afirma Ruben Smith, pesquisador da Universidade de Lund, na Suécia, que publicou um estudo sobre tau no periódico Brain.

  • 3 – Outra vertente promissora analisa drogas que inibem um receptor de serotonina, que promove um neurotransmissor que falta na doença de Alzheimer.
  • 4 – Pesquisas também investigam se é possível diminuir a inflamação que ocorre no cérebro usando drogas anti-inflamatórias para favorecer limpar os compostos nocivos ao cérebro.

Um estudo feito pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, e publicado na revista Brain no início de 2016, sugere que é preciso enfrentar a inflamação no cérebro para contar o avanço da doença. Eles usaram remédios para bloquear a produção de células imunológicas no cérebro de ratos e tiveram resultados positivos.

Texto parcial de matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no UOL em 01/02/2017. Para ler a matéria na íntegra, acesse:
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/02/01/conheca-as-apostas-para-o-tratamento-de-alzheimer.htm

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Este livro apresenta uma visão geral das últimas novidades médicas e científicas sobre os avanços recentes em pesquisa, as causas e os tratamentos da doença de Alzheimer, formas de prevenção que vêm sendo desenvolvidas e hábitos e estilos de vida que foram validados cientificamente e podem desacelerar ou impedir a progressão sintomática da doença.

‘VOCÊ CUIDA DO CORPO? CONFIRA SEIS DICAS PARA MELHORAR O SEU SONO’

Barulho, vida noturna, TV e celular. São diversos fatores que atrapalham uma boa noite de sono. E muitas vezes o problema é de difícil solução.

“Acredita-se que em 1900 as pessoas dormiam em torno de 9 horas por noite. Hoje em São Paulo dorme-se 6 horas”, diz Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Incor (Instituto do Coração). “O grande vilão é a luz elétrica”, afirma.

Para os especialistas, o problema aumentou com os celulares. De acordo com Lorenzi, “é necessário fazer uma higiene do sono”. Assim como nos preocupamos com nossa alimentação, nosso condicionamento físico e nosso corpo, é preciso verificar se as noites estão sendo bem dormidas e eliminar o que está atrapalhando. Confira abaixo algumas formas de deixar o sono mais limpinho e inteiro.

Apague a luz, desligue a TV, deixe o celular na cômoda

O que nos faz adormecer é a melatonina, um hormônio que é secretado à noite e no escuro. Assim, para cair no sono, é fundamental evitar à exposição à luz. A higiene do sono pode começar aí. Procure deixar o ambiente escuro e desligue a TV. Caso a luminosidade da rua insista em entrar, uma dica é dormir com uma máscara nos olhos. Procure não levar o celular para a cama. Caso isso seja inevitável, uma dica é reduzir a intensidade de luz do dispositivo.

Você pode até estar acostumado, mas barulho atrapalha o sono

“Se você está num ambiente ruidoso e o barulho parar, você vai adormecer”, diz Moreno. Contudo, ruídos menores, com os quais você pensa estar acostumado, podem estar prejudicando seu sono. “A pessoa tem a sensação de que está dormindo, mas desperta em intervalos curtos, que ela não percebe. E o cérebro fica estimulado”, diz o neurologista Luciano Ribeiro. Eliminar o barulho ajuda na faxina do sono. Quando não dá para pedir para o mundo fazer mais silêncio, você pode tentar usar um protetor auricular.

Suas preocupações não devem ir para cama junto com você

Se você for se deitar com todas as suas preocupações, o debate com elas vai continuar noite adentro. Uma dica é “fazer um diário de preocupações antes de ir para cama, para não ficar remoendo elas”, diz Lorenzi. É importante adotar rituais antes de dormir que sinalizem à mente que o momento do sono chegou. A regularidade desses hábitos garantem um sono mais tranquilo, livre dos problemas a serem resolvidos durante o dia.

Bebida alcoólica e esporte não dão sono tranquilo

Você pode até dormir rapidamente depois de tomar um drinque, mas não será um sono tranquiloo. “O álcool é um depressor do sistema nervoso, gera sonolência, mas é agente perturbador do sono”, explica Moreno. Tente tomar bebidas alcoólicas, ao menos, três horas antes de dormir. O esporte, associado por muitos à indução do sono, também pode atrapalhar. “Libera adrenalina. Não é adequado [praticar esportes] se logo depois você precisar dormir”, diz Ribeiro. Mas caso você não tenha dificuldades em cair no sono depois da atividade esportiva noturna, não precisa tirá-la da agenda.

Cuidado com o uso de remédios

Medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos atrapalham e modificam nosso sono. “O uso desses remédios tem de ser criterioso e com orientação médica para que não seja mais um fator interferindo na qualidade do sono”, diz Ribeiro. Segundo ele, é importante atentar para os problemas respiratórios, como ronco e apneia, que interferem na qualidade do seu sono e podem atrapalhar também quem dorme com você.

Cuide da temperatura do ambiente, do travesseiro e do colchão

Há detalhes que atrapalham o sono que são bem fáceis de perceber. Basta pensar naquele travesseiro grande demais, no colchão duro que você alguma vez teve que enfrentar, no quarto quente ou que não tinha cobertor. Imprevistos assim podem acontecer eventualmente, mas cuide para que esses elementos não estejam presentes no seu quarto. “O ideal é tornar ambiente adequado em todos aspectos”, diz Ribeiro.

Matéria de Fernando Cymbaluk, publicada originalmente no UOL Ciência e saúde, em 27/01/2017. Para acessá-la: https://noticias.uol.com.br/saude/listas/voce-cuida-do-corpo-da-alimentacao-que-tal-cuidar-tambem-do-sono.htm

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Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz
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Quando os problemas de sono de repetem com freqüência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.