“EU TENHO GLAUCOMA. O QUE POSSO FAZER PARA ATENUAR ESSE MAL?”

O glaucoma é como a hipertensão. O tratamento pode fazer com que a doença seja controlada e avance mais lentamente, mas não há cura.

Ao todo, existem quatro tipos de glaucoma: o congênito, no qual a malformação é intrauterina; o secundário, causado por algum trauma no olho; o agudo ou de ângulo fechado, mais raro, é quando a pessoa tem um caminho mais estreito para a drenagem do líquido que tem dentro do olho (e consequentemente a pressão intraocular é aumentada); e o crônico simples, chamado de ângulo aberto, que é o tipo mais comum de todos e acontece em 80% dos casos da doença. O glaucoma crônico acomete geralmente pessoas acima dos 40 anos e vai piorando conforme o envelhecimento.

A doença ocorre porque a pressão do olho está alta, mas não é só isso. Ela também pode ser causada por outro motivos, como no caso do glaucoma congênito ou do secundário. De todo modo, nos quatro tipos de glaucoma, o nervo que liga o olho ao cérebro encontra-se danificado. No caso do glaucoma de ângulo aberto, além de a pessoa poder apresentar a pressão intraocular aumentada, na fase intermediária da doença, ela perde a visão na periferia do olho, ou seja, nos cantos, e no grau mais avançado passa a não enxergar mais no campo visual da frente. Na fase final, a cegueira é completa e irreversível.

Como o glaucoma crônico é de avanço lento e não há sintomas iniciais, se o indivíduo não tem o costume de frequentar anualmente o oftalmologista, percebe o problema quando já está muito avançado. O glaucoma de ângulo fechado, embora raro, tem sintomas mais acentuados que incluem dores muito fortes nos olhos, vermelhidão, náuseas e distúrbios súbitos de visão.

O especialista, quando detecta o glaucoma, indica tratamentos que variam conforme o grau da condição. Podem ser indicados colírios, procedimentos com lasers e, se nenhum tratamento menos invasivo funcionar, cirurgias também podem ser recomendadas.

Fontes: Minoru Fujii, oftalmologista do Setor de Retina do Hospital Cema, em São Paulo; Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo; Wilma Lelis Barboza, médica oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Matéria de Gabriela Ingrid, publicada originalmente no VivaBem, do UOL, em 03/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/03/eu-tenho-glaucoma-a-doenca-tem-tratamento.htm

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Se você se preocupa com o assunto e quer saber mais a respeito, conheça “Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão”, do médico Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma:

GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.
MG Editores

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

‘UMA EDUCAÇÃO PARA O NOSSO TEMPO NÃO DEPENDE SÓ DE RECURSOS DIGITAIS, MAS SIM DE PRÁTICAS INOVADORAS’

Preocupados com a escassez e com o desperdício de água na cidade de Granja, no interior do Ceará, alunos de uma turma do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia e seu professor, Marcos Deames Araújo Silva, assumiram o desafio de colocar a educação ambiental em prática. Aliando o conhecimento que construíram na escola, com tecnologias de uso cotidiano da população, criaram o aplicativo Consustime, para melhorar a gestão dos recursos hídricos residenciais.

A iniciativa é capaz de ajudar qualquer usuário de smartphone a monitorar o consumo e a economizar água nas mais diferentes atividades. Para isso, basta conectar ao chuveiro de uma residência, por exemplo, um dispositivo que se comunica com o celular via bluetooth para medir o fluxo de água e até programar seu desligamento automático quando o consumo atingir o volume de 50 litros, considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mais do que suficiente para o banho. Os alunos ainda criaram uma página em redes sociais em que divulgam a iniciativa e promovem campanhas, concursos e outras atividades interativas entre os usuários do aplicativo.

Já em Belo Horizonte (MG), foi a proliferação do Aedes aegypti – mosquito responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e do zika vírus – que mobilizou os alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais e o professor Humberto Honda a procurarem novas respostas para a identificação de criadouros e combate ao mosquito. Surgiu, assim, o projeto Airgainst Dengue, que consiste no uso de drones para realizar mapeamento fotográfico das áreas mais afetadas e, em seguida, o reconhecimento automático de focos de reprodução do mosquito por meio de machine learning – programação de computador capaz de automatizar processos analíticos.

Ambos os projetos podem ser considerados bons exemplos de como o uso de tecnologias no processo de ensino e aprendizagem pode trazer bons resultados pedagógicos e, ainda, contribuir com soluções inovadoras para problemas para problemas enfrentados pelas comunidades em que as escolas estão inseridas. Por isso, foram também premiados, respectivamente, como vencedor nacional e vencedor regional do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa da Samsung, com coordenação geral do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária.

Mas o que o desenvolvimento do Consustime, no Ceará, e do Airgainst Dengue, em Minas Gerais, têm em comum? O que ambos os projetos nos dizem sobre as potencialidades e limites do uso de tecnologias na educação? A complexidade da questão demandaria uma análise mais aprofundada, mas acredito ser oportuno compartilhar com os leitores algumas lições que podemos tirar a partir das experiências premiadas.

A primeira delas é que tanto na Escola Estadual de Educação Profissional Guilherme Teles Gouveia, quanto no Colégio Técnico da Universidade Federal de Minas Gerais a tecnologia por si só não é tomada como sinônimo de inovação. Ela vem acompanhada de um projeto pedagógico em que a inovação, a mobilização de interesses dos jovens, a possibilidade de construção colaborativa do conhecimento e a promoção do pensamento crítico, da autoria e do protagonismo dos alunos estão no centro do trabalho da escola.

Já passados quase vinte anos no século XXI, sabemos que a simples presença de dispositivos eletrônicos nas salas de aula não significam inovação e mobilização do interesse e envolvimento dos alunos, pois computadores, aplicativos e recursos digitais podem reproduzir velhas práticas de ensino que pouco ajudam os alunos a aprender. Podem, por exemplo, reforçar estratégias como repetição e memorização, que não ajudam a avançar no desenvolvimento do raciocínio lógico, das diferentes linguagens, do conhecimento científico ou da análise de acontecimentos sociais.

Fosse esse o caso, os alunos das duas escolas não seriam sequer capazes de identificar a dimensão e as causas da escassez de água ou da proliferação do Aedes aegypti e menos ainda de propor intervenções capazes de enfrentá-las a partir de seus conhecimentos nas áreas de tecnologia, ciências da natureza e matemática. Ao contrário, o desenvolvimento desses projetos pedagógicos permitiu aos alunos que se apropriassem de conceitos importantes para o desenvolvimento do pensamento científico e do raciocínio lógico e matemático e que avançassem no domínio da linguagem tecnológica, além de ampliarem sua capacidade de ler e compreender a realidade, analisá-la de forma crítica e propor soluções.

Outro ponto importante, que ambas as experiências revelam, é que os professores têm papel fundamental na inovação dos processos de aprendizagem. Apesar das inúmeras informações disponíveis na web sobre gestão de recursos hídricos e combate ao Aedes aegypti, tanto o professor Marcos, quanto o professor Humberto e seus colegas de equipe tiveram papel fundamental em orientar seus alunos e em desenvolver suas habilidades para selecionar, analisar, categorizar e checar a veracidade dessas informações, além de relacioná-las com os desafios e os contextos locais. Esse processo precisa ser mediado por um profissional com saberes específicos, por isso a ideia de que a tecnologia pode substituir o professor é um mito.

Uma terceira lição que as escolas de Granja e de Belo Horizonte nos ensinam é que a educação mais significativa quando considera o contexto de relações em que se constrói e seu papel na vida em sociedade. Assim, não só os projetos buscam responder às demandas das comunidades em que as escolas estão inseridas, como também só foram possíveis porque as escolas já trabalhavam a linguagem de programação como um conteúdo escolar, observando que vivemos em uma época em que as relações são fortemente mediadas pela cultura digital e pela comunicação social.

Por último, e não menos importante, o Consustime e o Airgainst Dengue também só foram possíveis porque as escolas em que foram criados contavam com uma infraestrutura mínima, com a disponibilidade de dispositivos, programas, ferramentas e conectividade à internet. Num país em que 20% das escolas de ensino médio não têm laboratório de informática, mais de 44% não têm laboratório de ciências e 20% não têm acesso à internet banda-larga, não é por acaso que esses projetos tenham surgido em colégios técnicos e de tempo integral, as ilhas de excelência da rede pública.

Enfim, o que essas experiências nos mostram é que, embora uma educação com tecnologias por si só não se traduza em inovação e na qualidade a que almejamos, os alunos e a comunidade têm muito a ganhar quando o cotidiano escolar se torna permeável a tecnologias capazes de garantir o direito à educação, de estimular novas formas de aprendizagem explorando as dimensões colaborativas da produção de conhecimento, de formar redes de aprendizagem, de conectar os conhecimentos escolares com os anseios e interesses das crianças, adolescentes e jovens e de trazer respostas para problemas concretos do mundo contemporâneo. Afinal, uma educação para o nosso tempo não depende só de recursos digitais, mas de práticas de ensino inovadoras que eles podem ajudar a construir.

Artigo de  Anna Helena Altenfelder, publicado no UOL Educação em 28/03/2018. Para acessá-lo na íntegra: https://educacao.uol.com.br/colunas/anna-altenfelder/2018/03/28/uma-educacao-para-o-nosso-tempo-nao-depende-so-de-recursos-digitais-mas-sim-de-praticas-inovadoras.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

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TEMAS TRANSVERSAIS, PEDAGOGIA DE PROJETOS E MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO
Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas
Autor: Ulisses F. Araújo
SUMMUS EDITORIAL

Nas décadas recentes a sociedade vem passando por mudanças que impactam a sala de aula, o currículo das escolas e os próprios objetivos da educação. Este livro discute como os chamados temas transversais, articulados com a pedagogia de projetos e com os princípios de interdisciplinaridade, podem apontar caminhos inovadores para a educação formal e para uma ressignificação da prática docente.

Conheça outros volumes da coleção em: https://amzn.to/2IeHQVS

 

‘SOLIDÃO É UM DOS MAIORES MEDOS E QUESTÕES DA VELHICE; COMO LIDAR, ENTÃO?’

Você fica mais velho, para de trabalhar, algumas quedas o deixam com medo de sair de casa, a família se afasta e você se encontra sozinho e isolado do mundo. Essa é a realidade de muitos idosos no mundo. Recentemente, o Reino Unido criou o Ministério da Solidão, para enfrentar o problema no país. No Japão, idosas estão indo parar na cadeia propositalmente por se sentirem sozinhas ou invisíveis em casa. E os problemas não estão tão longe de nós assim.

A partir da década de 2050, a população brasileira acima dos 60 anos será o dobro do contingente de crianças e adolescentes com menos de 14 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, apesar de o país estar envelhecendo, os idosos estão cada vez mais solitários. Segundo um levantamento de 2017 da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a solidão é o maior temor dos brasileiros na terceira idade.

De acordo com Salma Rose Imanari Ribeiz, médica psiquiatra e psicogeriatra, doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da USP, a culpa pode estar nas mudanças na configuração das famílias. “Antigamente, os lares eram habitados por diversas gerações: avós, filhos e netos. E sempre havia companhia para o idoso em casa. Atualmente, nas grandes cidades, é frequente os idosos morarem sozinhos e, mesmo quando moram na mesma residência, seus filhos e netos passam a maior parte do tempo fora de casa, estudando ou trabalhando.”

A solidão pode causar efeitos graves na saúde

Além de elevar o nível dos hormônios do estresse e inflamações, a exclusão pode aumentar o risco de doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2, demência e depressão. Por isso, é importante saber contornar o isolamento na terceira idade. “O problema é que as causas deste isolamento são múltiplas e vão desde uma dor para andar até problemas de comunicação, como a surdez. A questão é que as pessoas estão envelhecendo sem qualidade de vida”, diz Paulo Camiz, geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Envelhecer com qualidade de vida é essencial

Um levantamento realizado pelo instituto Qualibest em 2017 mostrou que, apesar de não praticarem atividades físicas ou manterem uma alimentação saudável, os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até os 85 anos. Escolhas bastante contraditórias. Mais uma vez, o medo da solidão foi mencionado por 45% dos participantes. “Apesar do medo, as pessoas não estão se mexendo para envelhecer melhor. É preciso começar desde jovem a se prevenir”, alerta Camiz. Mas como?

Maria Thereza Leme, ou Tiê, como prefere ser chamada, tem 82 anos e é um exemplo de como chegar à terceira idade com a mente ativa. A paulistana aprendeu a mexer na internet e no smartphone com a família e, desde então, usa as redes sociais para se comunicar com os filhos (“que não vejo muito, mas estou sempre em contato”) e até para fazer curso. “Faço curso de filosofia pelo Skype, uso o Instagram com frequência e o Whatsapp, onde me comunico com todo mundo. TV é a última coisa que faço uso”, conta.

Tiê ainda dá aulas de francês em casa e faz bordados com sua cuidadora, que mora junto com ela desde 2014. À tarde, ainda se dedica a todo tipo de receitas: “Os filhos vêm buscar quando eu faço”, conta. A aposentada é uma entre os milhões de idosos que vivem na nova formulação familiar, explicada por Ribeiz, mas Tiê afirma que entende a família ter de trabalhar e cuidar de seus respectivos afazeres: “Eu respeito que cada um tem a sua vida. No domingo, não há uma obrigação de almoçarmos juntos, por exemplo. É tudo bem livre. Então, eu também não posso deixar de fazer as minhas coisas.”

De acordo com os especialistas, a família pode ajudar o idoso a se adaptar às mudanças que a vida traz e a encontrar novos papéis para ele desempenhar. Sentir-se útil e poder ajudar os outros pode ser o antídoto que traz de volta a autoestima e a segurança que a solidão aplacou. No caso de Tiê, ocupar a mente é a chave para manter-se viva.
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Texto parcial de matéria de Gabriela Ingrid, publicada originalmente no portal Viva Bem, do UOL, em 28/03/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/03/28/numero-de-idosos-solitarios-esta-aumentando-saiba-como-evitar.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro abaixo, da psicóloga Maria Célia de Abreu, fundadora e coordenadora do Ideac-Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico, cujo foco principal, desde 1992, é a psicologia do envelhecimento.

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VELHICE

Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA

Todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores.

Prefácio de Mario Sergio Cortella.

‘O QUE É MEDITAÇÃO’

O médico Roberto Cardoso, autor de Medicina e meditação, da MG Editores, fala sobre o que é meditação no vídeo abaixo. Assista.

Visite o site do autor: https://www.robertocardoso.net

Conheça o livro:

MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

Assista também ao vídeo anterior, “O que não é meditação”: http://www.gruposummus.com.br/blog/?p=7280

‘APOSTE NAS FRUTAS VERMELHAS PARA EMAGRECER, CUIDAR DA PELE E TER MAIS SAÚDE’

Nutricionista traz dicas de consumo, receitas e mais sobre essas frutinhas que são uma aliada e tanto de quem busca a boa forma; veja detalhes

As frutas vermelhas estão presentes em diversos cardápios e planos de emagrecimento e isso não é a toa. Elas fazem parte, por exemplo, de uma dieta detox, já que são ricas em antioxidantes, que ajudam na atuação do fígado e, com isso, contribuem para que o corpo se livre de toxinas. Também estão na dieta de quem quer perder peso, já que trazem saciedade e contém baixo valor calórico.

A lista de benefícios é grande e para ajudar a entender mais sobre o poder dessas frutinhas, qual a melhor época do ano para comprar cada uma, como inclui-las da melhor maneira na alimentação e aprender receitas magrinhas e saborosas, conversamos com a nutricionista Renata Girau, do Oba Hortifruti, para montar um “manual das frutas vermelhas”.

O que são frutas vermelhas?

Antes de mais nada, vale a pena entender quais são os alimentos que fazem parte desse famoso grupo. Segundo Renata, essa classificação não tem nenhuma ligação com botânica e é um termo informar para designar as frutas de cor avermelhada e arroexeadas.

Os itens mais comumente vistos nessa lista são: morangos, mirtilos, cerejas, amoras, framboesas, cramberry e gojiberry. Mas tem gente que já ampliou essa relação. “Algumas classificações englobam ainda as uvas, o açaí, as ameixas e até a jabuticaba nesse grupo”, comenta Renata.

É mais fácil encontrar esses itens em mercados e feiras nas épocas mais quentes do ano. “A cereja tem sua safra centralizada no mês de dezembro. As framboesas são mais fáceis de encontrar entre dezembro e fevereiro. As amoras podem ser encontradas de setembro a novembro, e os mirtilos de dezembro e janeiro”, detalha a nutricionista. Nos meses mais frios, a opção é apostar em morangos. “Eles têm seu melhor crescimento no inverno, entre os meses de junho até outubro”, completa a especialista.

Por que elas fazem bem para a saúde?

Grande parte da fama dessas frutas como benéficas para a saúde e bem-estar vem da alta concentração de substâncias antioxidantes nesses alimentos. De acordo com a nutricionista, os antioxidantes têm uma atuação bem ampla no organismo e são bons para a imunidade, para a prevenção de doenças crônicas e para a saúde das células, já que combatem os radicais livres.

As frutas vermelhas ainda são ricas em antocianinas, que têm ação antinflamatória e favorecem a saúde das artérias.

Por que elas são aliadas da beleza?

As frutinhas dessa lista ainda podem contribuir para ter pele, cabelos e unhas mais saudáveis  mais fortes. Isso porque contém uma boa quantidade de vitamina C e ainda ajudam na boa produção de colágeno, substância importante para a cicatrização de feridas e também para dar elasticidade para a pele, mais vida aos cabelos e cuidado das unhas.

A combinação desses nutrientes tem como resultado “reduzir os efeitos da flacidez e envelhecimento da pele”, segundo Renata.

Como as frutas vermelhas ajudam a emagrecer?

Quando o assunto é dieta, elas são boas opções também em diversos aspectos. Um deles é a questão da saciedade. Quem tenta emagrecer geralmente busca alimentos que “segurem a fome” por mais tempo, ou seja, aqueles que trazem mais sensação de saciedade. Com isso, fica um pouco mais fácil fugir de armadilhas e cair em tentações, como atacar um docinho ou uma besteira no meio da tarde. E como lembra a nutricionista, as frutas vermelhas são ricas em fibras, que ajudam a levar essa sensação de saciedade por mais tempo ao corpo, já que demoram mais para ser digeridas pelo organismo.

As fibras ainda contribuem para outro fator importante para aqueles que buscam entrar em forma e perder peso: o trânsito intestinal. Também pela absorção e digestão lentas, as fibras contribuem para o bom funcionamento do intestino. E um intestino trabalhando bem significa, entre outras coisas, menos inchaço abdonimal e menos barriga.

Para dar uma forcinha a mais contra o inchaço, vale lembrar também que essas frutas avermelhadas e arroxeadas são diuréticas, ou seja, ajudam a diminuir a retenção de líquido.

A lista de benefícios para a dieta é completada pelo fato de que essas frutas são pouco calóricas. Com isso, podem ser consumidas sem medo e servem como lanches intermediários, complementos de iogurtes e preparos. Como algumas tem um sabor adocicado, ainda podem ser boas opções de sobremesas.

Texto parcial de matéria de Aretha Martins, publicada originalmente no iG, em 07/03/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2018-03-07/frutas-vermelhas.html

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro do médico Paulo Eiró Gonsalves:
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FRUTAS QUE CURAM
MG EDITORES

Há muito tempo são conhecidas as virtudes curativas das frutas, largamente empregadas no tratamento dos mais diversos males. Neste livro o Dr. Paulo Eiró apresenta as propriedades terapêuticas e o modo de emprego das frutas nas várias doenças. De forma extremamente prática, o leitor terá informações sobre as várias doenças, bem como sobre as frutas utilizadas para seu tratamento.

‘TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER NA HORA DE COMPRAR UM IMÓVEL’

Com o aumento da oferta de crédito, mais gente está realizando o sonho da casa própria. Contudo, para que esse sonho não se transforme em pesadelo, todo cuidado é pouco. Fatores como aparência, qualidade, tamanho, localização e, é claro, o preço, são as primeiras coisas que o futuro comprador observa. Mas essa é apenas a primeira etapa no processo de aquisição de um imóvel. Antes de bater o martelo, é fundamental pesquisar, também, os aspectos legais da transação. A fim de orientar o leitor, transcrevo aqui algumas das perguntas que me são feitas com mais frequência.

Gostei da casa. O que eu faço agora?

Se o imóvel passou na sua inspeção, está na hora de inspecionar o dono. Só é proprietário quem tem o registro do imóvel feito no cartório de registro de imóveis. Quem compra imóvel de quem não é dono não consegue registrá-lo em seu nome e, portanto, não vai ser dono perante a lei.

Também é importante que o proprietário não tenha problemas com a justiça, como por exemplo, dívidas que possam acarretar a penhora do imóvel. Tudo isso pode ser comprovado mediante documentos como certidões negativas, carnê do IPTU etc.

O que é a escritura pública?

A escritura pública é o documento por meio do qual o comprador se torna o novo proprietário do imóvel. Se o pagamento for a vista, o dono deve passar a escritura para o nome do comprador no mesmo momento. Se for a prazo, deve ser firmado um contrato particular de compra e venda. Somente após a quitação o proprietário é obrigado a passar a escritura para o comprador. Cabe lembrar, também, que tanto o contrato de compra e venda quanto a escritura devem ser registrados no cartório de registro de imóveis.

Quem paga a escritura?

Quem paga é o comprador. Além da escritura, ele também precisa pagar o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

E se o proprietário não quiser passar a escritura após a quitação?

Nesse caso é necessário reunir os recibos que comprovem a quitação do imóvel e ingressar com uma ação judicial.

Posso comprar um imóvel cujo financiamento ainda não foi quitado?

Sim. Se a instituição financeira responsável pelo financiamento do imóvel aprovar a transação, o restante do financiamento poderá ser transferido para o seu nome. Mas se você fizer um acordo apenas com a pessoa que estava comprando o imóvel, sem o aval da financiadora, o contrato não terá validade.

É vantajoso adquirir um imóvel mais barato, mas cheio de dívidas?

Depende. A primeira coisa a verificar é a proporção entre a dívida e o valor do imóvel – segundo os especialistas, para que o negócio seja vantajoso para o comprador, a dívida não deve ser superior a 25% do valor do imóvel. Depois, é preciso verificar a natureza das dívidas.

Se forem do imóvel, como condomínio e IPTU, é mais fácil identificá-las e negociar sua liquidação. Entretanto, se as dívidas forem do proprietário, a situação é bem mais complicada e a resolução é demorada – principalmente se envolver processos de falência e disputas entre credores. E, convém não esquecer: você não poderá obter um financiamento nem sacar o FGTS para adquirir um imóvel nessas condições.

Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas”, todos pela Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão em 07/03/2018. Para acessar na íntegra (restrito a assinantes ou cadastrados):  http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/tudo-o-que-voce-precisa-saber-na-hora-de-comprar-um-imovel/

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Conheça os livros da autora:

 

FAMÍLIA
Perguntas e respostas

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.

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HERANÇA
Perguntas e respostas

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.

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DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

 

‘CASTIGOS FÍSICOS NA INFÂNCIA ESTÃO LIGADOS A TRANSTORNOS NA FASE ADULTA’

Uso de palmadas é reprovado  por especialistas; não há indícios de que essas punições possam fazer bem

Nem a ciência nem a Lei da Palmada foram suficientes para convencer boa parte dos pais e cuidadores de que castigos físicos não têm valor educativo, abrem feridas no psiquismo, prejudicam o desenvolvimento e devem, portanto, ser abolidos de vez.

Embora não existam dados posteriores à aprovação da lei, em 2014, especialistas dizem que a ideia da punição física com fins educativos continua arraigada na sociedade brasileira e, portanto, é uma realidade difícil de mudar.

O método pode aparentar eficácia instantânea, porque diante de uma surra ou um tapa a criança tende a interromper o comportamento indesejável, mas não funciona a longo prazo. “É um adestramento, a submissão total”, diz a psicanalista Isabel Kahn, professora na área de infância e família da PUC-SP.

A comunidade científica vem estudando a ligação entre as surras e problemas de saúde mental na vida adulta, e os trabalhos ajudaram a embasar a decisão de 53 países de proibir o castigo físico, incluindo o Brasil.

Uma pesquisa recente publicada no periódico da Sociedade Internacional para Prevenção ao Abuso e à Negligência Infantil concluiu que adultos que apanhavam na infância corriam maior risco de fazer uso abusivo de álcool e de drogas e tinham mais probabilidade de tentar o suicídio.

Foram ouvidos 8.300 adultos da Califórnia, que responderam perguntas sobre situações adversas na infância e saúde mental na vida adulta.

Um trabalho de 2016 no Journal of Family Psychology, analisou dados de 160 mil participantes ao longo de 50 anos e concluiu que as surras não apenas não levam a bom comportamento como estão relacionadas a uma ampla gama de indicadores negativos, incluindo, mais uma vez, prejuízos à saúde mental.

O pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP Renato Alves diz que as pesquisas não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito. Por outro lado, nenhum estudo concluiu que bater melhora o desenvolvimento da criança ou a saúde física ou mental.

“É preocupante porque muita gente diz que apanhou e é um cidadão de bem. O problema desse raciocínio é que se pega o exemplo particular e o generaliza”, afirma Alves.

Nos EUA, onde as pesquisas foram realizadas, surras com fins educativos são moeda corrente e liberadas inclusive em escolas públicas de muitos estados.

No Brasil, um levantamento feito em 2010 pelo NEV revelou que 20% dos entrevistados haviam sido punidos fisicamente e de forma regular na infância. O índice dos que apanharam ao menos uma vez foi bem mais alto (70%).

FALTA DE CONVERSA

A advogada Marília (nome fictício), 32, diz que apanhou poucas vezes da mãe, mas sempre de forma muito agressiva. “Ela quebrou um dedo meu quando eu tinha 15 anos porque fui a uma matinê sem permissão.”

A advogada diz que não tem filhos porque teme ser para eles a péssima mãe que sua mãe foi, mas acredita que dava motivos para apanhar –de forma leve. Ela mesma diz ter dado uns “corretivos” no irmão menor. “Fui uma adolescente inconformada, respondona. Quando eu tinha 12, 13 anos, eu devia mesmo ter levado uma palmada, um puxão de orelha.”

Segundo a psicóloga e psicanalista Juliana Wierman, coordenadora da psicoterapia infantil do Prove (Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência) da Unifesp, muitos pais que apanharam quando pequenos repetem a atitude com os filhos. “Uns acreditam que é a maneira correta de educar e outros não sabem agir de outra forma –e se culpam por isso.”

Para ela, é preciso mudar a crença de que a conversa não funciona para inibir atitudes impróprias. “Resolve, sim, se vai sendo estabelecida desde cedo. Há diferença entre ser firme e ser violento. Tem que explicar o motivo, ser firme com carinho”, diz.

Já a cabeleireira Meire Gomes, 47, que apanhava quase diariamente dos avós e dos tios, decidiu fazer tudo diferente quando se tornou mãe.

“Eu converso com eles sobre tudo e tento entender a razão de estarem rebeldes. Não quero que sofram o que eu sofri. Eu me sentia envergonhada e culpada, porque tudo era motivo para apanhar”. Ela é mãe de um menino de 8 e um rapaz de 19 anos.

Segundo as psicanalistas, castigos físicos frequentes podem causar na criança sentimentos de pouca valia e levá-la a ver o mundo como um lugar ameaçador, além de passar a ideia de que é legítimo impor a vontade pela força.

Elas também podem reproduzir o lugar de vítima em outras relações. “Vemos isso com crianças que foram vítimas de abuso sexual, que quando recebem carinho ficam desconfiadas. Também há crianças que foram abusadas e se tornam abusadoras”, afirma Wierman.

Texto parcial de matéria de Rachel Botelho, publicada originalmente na Folha de S. Paulo, em 06/03/1966.  Para ler na íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/castigos-fisicos-na-infancia-estao-ligados-a-transtornos-na-fase-adulta.shtml

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Para saber mais sobre o tema, conheça:

COMO EDUCAR SEM USAR A VIOLÊNCIA
Autora: Dora Lorch
SUMMUS EDITORIAL

Toda criança precisa compreender o mundo em que vive, e pais e educadores devem fornecer exemplos diários de boa conduta e agir de maneira coerente com o que dizem. Mas muitos optam pela violência e pela humilhação para “ensinar”. Agindo assim, criam seres humanos sem capacidade crítica e também violentos. Usando a psicologia para falar de birras, medos, mentiras, vergonha, inconsciente e brincadeiras, a autora constrói um singelo manual de boas maneiras – para os pais. Prefácio de Ruth Rocha.

‘LIVRO TRAZ ARGUMENTOS FAVORÁVEIS À VACINAÇÃO’

Ouça entrevista do infectologista Guido Levi, um dos autores de Vacinar, sim ou não?, à rádio CBN:

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Saiba mais sobre a obra:
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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica Levi, Guido Carlos Levi, Gabriel Oselka
MG EDITORES

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘GENTE QUE SE ACHA A ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE NEM SEMPRE É FELIZ’

Quando uma pessoa faz questão de dizer que se ama muito, que se sente à vontade na própria pele e que está pronta para encarar qualquer tipo de obstáculo na vida, desconfie.

Em muitos casos, o que parece fruto de uma autoestima elevada pode significar justamente o contrário, conforme mostram os indícios a seguir.

Excesso de autoconfiança pode mascarar inseguranças

Segundo a psicóloga e psicanalista Maria Eugênia Fernandes, diretora da APP (Associação de Psicoterapia Psicanalítica), algumas pessoas não conseguem aceitar as próprias fragilidades e se armam de artifícios para se mostrarem fortes.

“Elas fazem isso para se livrarem do sentimento de inferioridade e não se mostrarem de verdade. Porém, carregam dentro de si uma insatisfação enorme”, afirma.

“Além disso, tentar demonstrar autoconfiança em excesso pode servir como uma defesa ou proteção da pessoa contra possíveis decepções”, fala a psicóloga e coach Aline Saramago.

Buscar a perfeição é um erro

Há quem, na tentativa de mostrar ao mundo que tem uma boa autoestima, acabe mirando na perfeição, o que é um grande erro.

“Quem está atrás da perfeição pratica a autossabotagem, para dizer o mínimo. A busca constante deve ser pela melhoria contínua. Isso, sim, é possível e saudável”, conta Izabel Failde, psicóloga organizacional e consultora de desenvolvimento pessoal e autoliderança.

Autoestima muito alta soa como arrogância

Podemos dizer que alguém tem boa autoestima quando sente respeito, amor e orgulho por si mesmo.

“Já a pessoa arrogante transforma esse orgulho por si mesma em sentimento de superioridade e utiliza suas qualidades de maneira destrutiva nas relações, procurando inferiorizar ou humilhar os outros”, diz Maria Eugênia.

Provar a todo instante: para quê?

Quem tem, de fato, boa autoestima não precisa provar nada para ninguém, apenas ser verdadeiro com seus sentimentos e ações.

“Isso significa estar em paz com si próprio e com as pessoas ao redor”, diz Márcia Sando, psicóloga e coach de relacionamentos.

Ninguém é feliz o tempo todo

A “felicidade plena” se forma com a união de momentos, de acordo com Izabel Failde.

“Quem é feliz se sente feliz a maior parte do tempo, tem resiliência, sabe extrair aprendizados de qualquer situação. Uma boa autoestima ajuda a ‘voltar ao eixo’ mais rapidamente quando algo não está bem”, diz ela.

No entanto, quem faz questão de se mostrar 100% bem o tempo todo ou dizer que não tem medo de dificuldade alguma pode estar disfarçando emoções.

É preciso se aceitar como é

Para a psicóloga Maria Cristina Balieiro, coautora do livro “O Feminino e o Sagrado” (editora Ágora), mais importante do que investir no autoconhecimento para obter uma autoestima realista é aprender a gostar de si e a se aceitar como é.

“A autoaceitação é fundamental, mas sob um ponto de vista humano, não almejando a perfeição. É preciso aceitar as qualidades e os defeitos, a luz e a sombra”, diz.

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 28/02/2018. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2018/02/28/gente-que-se-acha-a-ultima-bolacha-do-pacote-nem-sempre-e-feliz.htm

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Conheça os livros de coautoria da psicóloga Cristina Balieiro publicados pela Ágora:

O FEMININO E O SAGRADO
Mulheres na jornada do herói
Autoras: Cristina BalieiroBeatriz Del Picchia

De que forma se entrelaçam o feminino, a mitologia, e as manifestações do sagrado na vida cotidiana? Partindo desse questionamento, as autoras entrevistaram 17 mulheres, cujas histórias compõem a obra. Tomando como base as etapas da jornada do herói, modelo mitológico descrito por Joseph Campbell, elas revelam histórias fortes de mulheres que tiveram a coragem de buscar o sagrado, pagando às vezes um alto preço por isso. As entrevistadas são: Ana Figueiredo, Andrée Samuel, Bettina Jespersen, Heloisa Paternostro, Jerusha Chang, Maria Aparecida Martins, Monica Jurado, Monika von Koss, Neiva Bohnenberger, Regina Figueiredo, Renata C. Lima Ramos, Rosane Almeida, Sandra Sofiati, Solange Buonocore e Soninha Francine.

 

 

MULHERES NA JORNADA DO HERÓI
Pequeno guia de viagem
Autoras: Cristina BalieiroBeatriz Del Picchia

Baseadas no grande sucesso da obra O feminino e o sagrado – Mulheres na jornada do herói, Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro produziram uma obra dinâmica e objetiva na qual resumem os passos da jornada descrita por Joseph Campbell e apresentam depoimentos de mulheres que superaram inúmeros desafios para atingir a plenitude no cotidiano.

 

‘DEIXE A COMIDA SAUDÁVEL MAIS ATRAENTE PARA AS CRIANÇAS COM ESTAS 8 DICAS’

Ter um filho bom de garfo, que não nega nada, de brócolis a escarola, é o sonho de toda mãe. Mas em alguns casos a hora da refeição pode ser sinônimo de tortura. É preciso entrar em ação o quanto antes para tornar a comida mais atraente — até mesmo antes de a criança nascer.

“Quanto mais saudável e variada é a alimentação da mãe, mais ela já estará fornecendo diferentes estímulos ao filho, dos sabores que podem passar para o leite materno, ao aroma dos alimentos sendo preparados”, afirma a culinarista  Pat  Feldman, criadora do Projeto Crianças na Cozinha. Confira atitudes simples que podem ajudar o seu filho a amar os alimentos saudáveis:

  1. Dê exemplo

Se você não tem o hábito de cozinhar, comer de forma saudável e variada dificilmente conseguirá isso do seu filho. Lembre-se de que as crianças são espelho dos pais e comece a mudança por você.

  1. Apresente os alimentos

Levar as crianças para passear na feira é sempre uma boa pedida — mais do que o supermercado, onde a tentação dos produtos industrializados é mais forte. Ali ela poderá ter contato com diferentes variedades de frutas, legumes e verduras, temperos e ervas aromáticas. Estimule-a a conhecer suas cores, texturas, aromas e sabores. Desperte a curiosidade e torne o programa rotineiro.

  1. Teste diferentes preparos

Antes de riscar um alimento de sua lista de possibilidades, apresente-o de diferentes formas: assado, cru, frito, cozido, frio, quente, em salada, em sopa, picadinho, inteiro, com molho, temperado só com limão ou com ervas variadas etc. Não desista na primeira tentativa e não tenha medo de cara feia. Tente descobrir o que incomoda, a cor, a textura, o sabor. Isso pode ajudar a recriar a apresentação e torná-lo mais agradável.

  1. Não gosta mesmo? Tudo bem

É preciso estimular a experimentação, afinal, não se pode gostar do que não se conhece. Mas a criança tem direito a ter paladar próprio. Então não entre em pânico se seu filho não gostar de tudo. Se conseguir aumentar o repertório a ponto de os diferentes grupos alimentares estarem devidamente representados na alimentação dele, sinta-se vitoriosa.

  1. Não imponha, negocie

“Tudo que é imposto e chato”, lembra Pat Feldman. Então faça a transição entre alimentos industrializados e saudáveis de forma lenta e gradual. Sugira trocas, substituições, experimentações de novas receitas e formas de preparo. “Se ele passar a comer espinafre, rúcula, agrião, tudo bem não gostar também de beterraba”, diz.

  1. Envolva-os no preparo

Leve as crianças para a cozinha. Peça ajuda para lavar e descascar alimentos, preparar receitas de que elas gostem — ainda que no começo seja hambúrguer e batata frita — e comece a colocar a responsabilidade pela escolha e o preparo das comidas nas mãos deles. Peça sugestões e sugira trocas. Em vez de comprar biscoito, faça em casa, com elas. Caso o resultado não agrade, teste outra receita e transforme a busca pelo biscoito perfeito em uma brincadeira saudável. “A cozinha tem toda uma magia que encanta as crianças. E comer algo que você mesmo preparou tem outro sabor”, lembra a cozinheira Raíza Costa, autora do livro “Confeitaria Escalafobética”.

  1. Deixe as brincadeiras com a comida para o fim de semana

Há quem aposte em criar bichinhos e pratos enfeitados com os alimentos para atrair a atenção das crianças, mas convenhamos que na correria do dia a dia isso é pouco viável. Melhor focar em um prato simplesmente colorido e com sabores variados e deixar as brincadeiras para o fim de semana, de preferência quando as crianças puderem participar do processo de criação.

  1. Coloridos que alimentam

Um dos fatores que tornam os alimentos industrializados tão atrativos às crianças são suas cores artificiais. Mas é possível chegar a muitas delas de forma natural, adicionando ainda dose extra de nutrientes às preparações. Caso da beterraba, um dos corantes naturais mais potentes e conhecidos, da amora, do espinafre e da cenoura, que podem ser facilmente acrescentados ao arroz, ao purê, ao leite etc. Mas é preciso modular as expectativas. “As cores não ficarão tão intensas quanto a dos corantes artificiais e podem ganhar novas nuances em altas temperaturas, por isso o ideal é acrescentar esses ingredientes sempre mais para o fim do preparo e trabalhar em baixa temperatura”, aponta Raíza, que usa o recurso para encantar a criançada com suas criações.

Texto de Juliana Bianchi, publicado originalmente no UOL, em 28/02/2018. Para acessar na íntegra: https://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/28/saiba-como-deixar-a-comida-mais-atraente-para-as-criancas.htm

 

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Quer saber mais sobre alimentação infantil? Conheça os livros da MG Editores:

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
Autora: Cláudia Lobo

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.