‘QUANDO A QUEDA DE CABELO PODE INDICAR QUE SUA SAÚDE VAI MAL?’

Não se trata apenas de uma questão estética. Tampouco estamos falando só de autoestima. Quando dia após dia nosso cabelo cai para valer, é hora de ligar o alerta.

A queda de cabelo em si é corriqueira, já que diariamente perdemos cerca de cem fios. Eles aparecem no ralo do chuveiro ou ficam presos nas cerdas das escovas de cabelo: até aí, tudo bem. Quando, porém, percebemos que há muitos fios no travesseiro quando acordamos ou que o teclado do computador fica repleto de cabelos caídos, pode ser sinal de que há um problema de saúde.

“Cabelo caindo é sinal de que algo não vai bem”, diz o tricologista e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo Valcinir Bedin. Mas como saber se o tanto de cabelo que está caindo é normal ou não?

Para Bedin, há um “teste” rápido e eficaz, que consiste em passar a mão no cabelo e depois contar quantos fios ficaram presos entre os dedos. “Até cinco fios na mão é considerado normal. Mais que isso já é algo patológico”, afirma.

São dois os principais motivos que levam à queda de cabelo, segundo ele: os fatores hormonais e os fatores metabólicos.

Quando temos alguma desregulação hormonal em glândulas como a hipófise, a tiroide (o hipotireoidismo e o hipertireoidismo) e as suprarrenais, o cabelo, de fato, pode cair. Alterações em glândulas como os ovários, os testículos e o fígado também podem levar à queda de cabelo.

Algumas alterações hormonais, como as ocorridas durante o ciclo menstrual das mulheres, não indicam alguma enfermidade mas também podem levar à queda de cabelo. Há, porém, um distúrbio endócrino, chamado de Síndrome do Ovário Policístico, que provoca alteração dos níveis hormonais, levando, entre outras coisas, à formação de cistos nos ovários. Nesse caso, a queda de também pode ocorrer, segundo Bedin.

Para ele, uma pessoa que tenha queda de cabelo acima do considerado comum, “não pode ficar negligenciando, esperando ele crescer, para quando descobrir [o motivo da queda], o cabelo já estar em um estágio difícil de tratar”.

“Quando você perde um fio de cabelo, em até dez anos ele pode nascer novamente, de forma natural. Então teríamos o prazo máximo de dez anos para tentar fazer o tratamento, tentar interferir”. “Aí, somente um transplante resolve”.

Alterações metabólicas também podem causar queda de cabelo e a má alimentação é um dos principais motivos para que isso ocorra.

Texto parcial de matéria de André Carvalho, publicada no UOL, em São Paulo, em 16/05/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/16/quando-a-queda-de-cabelo-pode-indicar-que-sua-saude-vai-mal.htm?cmpid=copiaecola

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Quer saber mais sobre queda de cabelo e calvície? Conheça os livros da MG:
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50046É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar
Autor: Ademir Carvalho Leite Júnior

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.
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50040SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!
Autor: Ademir Carvalho Leite Júnior

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

‘POSTURAS, GESTOS E EXPRESSÕES: A LINGUAGEM CORPORAL DE LULA NO DEPOIMENTO A MORO’

Segundo especialistas, ex-presidente demonstra raiva, ansiedade e contradições

RIO – O ex-presidente Lula titubeou e mostrou sinais de desconforto, raiva, ansiedade e enfrentamento durante o interrogatório de quarta-feira ao juiz Sergio Moro, apontam especialistas em linguagem corporal que analisaram o vídeo da íntegra do interrogatório a pedido GLOBO. Segundo eles, pela postura, gestos, expressões e até as roupas usadas por Lula é possível inferir suas emoções, embora ressaltem que nesta situação não é possível afirmar o porquê de o ex-presidente estar se sentindo daquele jeito.

— São visíveis durante o interrogatório os sinais de tensão, na face, nas mãos e no corpo de Lula, o que é natural em qualquer interrogatório — avalia o professor Paulo Sergio de Camargo.

Já Wandy Casalecchi, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Leitura Corporal, destaca que a postura de enfrentamento de Lula para o depoimento começou já na sua escolha de figurino. De acordo com ele, a gravata grossa, se estendendo abaixo do cinto e com listras coloridas gerava um grande contraste no centro do tronco e chamava demasiada atenção.

Casalecchi, no entanto, é mais comedido ao apontar o que chama de “incongruências” entre as declarações e a linguagem corporal de Lula, evitando usar a palavra “mentira”.

— As interpretações são diversas para estes tipos de eventos e ratificamos que apenas apontamos as incongruências entre o ato em si/palavras e os sinais não verbais. Qualquer conclusão sem uma investigação das incongruências é mera especulação — explica Casalecchi.

IRRITAÇÃO

Quando Moro apresenta os termos do processo, acusando-o de fazer parte de um esquema de corrupção, Lula inicia um sutil movimento de cutucar o dedo médio com o polegar, num sinal de agressividade e raiva pelo fato de ser acusado de fazer parte dele, diz Casalecchi: “sua face mostra uma austeridade natural para o momento, mas seus dedos deixam clara sua revolta por estar ali naquelas condições”.

DESCONFORTO

Iniciado o depoimento, Moro fala sobre o apartamento no Guarujá e Lula se mexe na cadeira, tenta se ajustar, arruma o terno e ajeita a gravata, indicações de estresse e desconforto com a questão, avalia Camargo. Logo em seguida, Lula vira a cabeça para a esquerda e olha de “canto de olho” para Moro. “Isso significa que está desconfiado das intenções do juiz ao realizar esta pergunta”, diz Casalecchi.

CONTRADIÇÃO

Ao dizer que quando chegar no processo do sítio de Atibaia vai responder tudo com prazer, a boca de Lula diz sim, mas a cabeça balança negativamente. Mais à frente, novamente, perguntado se sabia do envolvimento da OAS com a reforma do sítio de Atibaia, o ex-presidente se vira de lado e toca o nariz. “Todos são gestos clássicos de mentira nos estudos de linguagem corporal”, aponta Camargo.

ENFRENTAMENTO

Quando Lula sugere que haja uma conspiração contra ele, o que chamou de “mês Lula”, o ex-presidente o faz com flagrante elevação do queixo, sinal de enfrentamento. Além disso, ele utiliza muito os indicadores como sinal de acusação bélica e ataque, e os polegares para baixo, sugerindo imposição de ideias de forma ostensiva. “Ele está sinalizando: ‘Isso eu quero discutir’, afirma Casalecchi.

INCONSISTÊNCIA

De volta ao interrogatório envolvendo documentos relativos ao apartamento do Guarujá e datas, Lula junta as mãos como se estivesse rezando ao afirmar que só ouviu voltar falar do imóvel em 2013. “É uma falsa reza. Ele quer convencer o outro, mas não tem argumentos consistentes”, diz Camargo.

Texto parcial de matéria de Cesar Baima, publicada no jornal O Globo, em 12/05/2017. Para ler na íntegra, acesse: https://oglobo.globo.com/brasil/posturas-gestos-expressoes-linguagem-corporal-de-lula-no-depoimento-moro-21327251

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Conheça os livros do especialista Paulo Sergio de Camargo publicados pela Summus. Conheça-os:

10707
LINGUAGEM CORPORAL
Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais
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Esta é a mais completa obra sobre o tema já publicada no Brasil. Ricamente ilustrada, aborda todos os aspectos da comunicação não verbal. Além disso, ensina o leitor a identificar quando alguém está mentindo e dá dicas de como usar a linguagem corporal a seu favor nas entrevistas de emprego.

 

 

10805NÃO MINTA PRA MIM! PSICOLOGIA DA MENTIRA E LINGUAGEM CORPORAL

Fruto de mais de 15 anos de pesquisa sobre o tema, este livro trata da linguagem corporal e, especialmente, da mentira. O objetivo é revelar ao leitor um meio prático de reconhecer as mentiras, lidar com os mentirosos e evitar as armadilhas que as mentiras impõem em diversos contextos: em casa, na escola, no ambiente de trabalho, na política. O tema é tratado tanto do ponto de vista científico como do prático, com exemplos do dia a dia das pessoas, mostrando desde os motivos pelos quais elas mentem à identificação da mentira por meio da observação da linguagem corporal. O autor não imprime um tom moralista, mas defende que não se constrói algo bom com base na mentira.

‘O QUE PENSAM E O QUE QUEREM OS JOVENS – DA ESCOLA E DO (NOSSO) FUTURO’

São tantos os clichês que ouvimos sobre os jovens que é até difícil enumerá-los – inclusive já falamos sobre eles aqui. Com certeza você já ouviu (ou mesmo falou) alguma coisa do tipo “essa juventude de hoje em dia não quer nada com nada” ou “no meu tempo, a gente queria mudar as coisas”.

Na tentativa de quebrar esses “pré-conceitos” e de entender o que realmente querem os nossos jovens, o Todos Pela Educação, com apoio do Itaú BBA e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e realização da Multifocus, lançou e publicou a pesquisa Repensar o Ensino Médio (saiba mais aqui). O estudo conta com a participação de 1.551 jovens entre 15 e 19 anos que opinaram sobre temas relativos aos professores, a participação social e a educação técnica.

Entre os dados revelados, gostaria de concentrar-me no que o jovem pensa e quer da escola, já que vivemos, desde o ano passado, um período de bastante discussão envolvendo a chamada reforma do Ensino Médio. Quando questionados sobre quais os aspectos mais importantes e menos satisfatórios em seus colégios, as respostas foram: segurança, atenção às pessoas com deficiência, professores presentes e boa infraestrutura.

Tal diagnóstico mostra como os jovens na verdade têm consciência das demandas reais do sistema de ensino, uma vez que os quatro itens citados ainda são grandes entraves para a educação brasileira. A questão da segurança é o exemplo mais palpável: em março, todos acompanhamos com grande pesar a morte da estudante Maria Eduarda, durante uma aula de educação física em sua escola, no Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que os jovens também sabem olhar para dentro da escola e para si mesmos. Isso porque eles apontam o próprio comprometimento e o comportamento escolar como fundamental, porém não veem a situação atual de forma satisfatória, o que mostra que têm consciência da educação como um compromisso de toda a comunidade escolar.

Os dados do estudo revelam ainda que 71,4% dos jovens entrevistados estão cursando o ensino médio com o objetivo de se prepararem para o vestibular. Ou seja: para a maioria, a etapa serve apenas como um caminho que leva à educação superior. Somente 10,2% veem esses três anos ao fim da educação básica como uma formação para a vida, e 16,6% os enxergam como um preparo básico para o mundo do trabalho.

Temos aí, porém, um problema. As consequências disso não são nada boas, uma vez que a mesma pesquisa mostra que 86% alegam encontrar dificuldades para seguir com os estudos, sendo que 42% dizem ter obstáculos financeiros, e 19%, problemas em conciliar o emprego com o estudo. Dessa maneira, para alguns deles, o ensino médio atual infelizmente acaba não servindo para nada.

Em suma, os dados nos mostram jovens brasileiros que têm clareza do mundo à sua volta, da escola de que dispõem e do que querem para o futuro, mesmo que esse futuro esteja cheio de percalços. Desde 2015, com as ocupações de escolas, eles vêm reivindicando com mais ênfase uma educação de qualidade, democrática e participativa, na ânsia de serem finalmente ouvidos. Que tal darmos uma chance para eles – e para o nosso próprio futuro?

*Com colaboração de Mariana Mandelli

Artigo de Priscila Cruz, publicado em sua coluna no UOL Educação, em 10/05/2017. Para acessá-lo na íntegra:  https://educacao.uol.com.br/colunas/priscila-cruz/2017/05/10/o-que-pensam-e-o-que-querem-os-jovens—da-escola-e-do-nosso-futuro.htm

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

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10535O QUE O JOVEM QUER DA VIDA?
Como pais e professores podem orientar e motivar os adolescentes
Autor: William Damon
SUMMUS EDITORIAL

Por que muitos jovens, atualmente, não conseguem encontrar um objetivo de vida, ao passo que uns poucos sabem direitinho o que querem? Baseado em entrevistas e pesquisas, o autor oferece métodos simples para encorajar os jovens e orientá-los para uma vida produtiva e plena em todos os sentidos.

 

11066A ESCOLA E A PRODUÇÃO TEXTUAL
Práticas interativas e tecnológicas
Autora: Silvia M. Gasparian Colello
SUMMUS EDITORIAL

Como as crianças entendem o papel da escola? Como o vínculo que estabelecem com ela afeta a aprendizagem? Por que os alunos têm tanta dificuldade de se alfabetizar? Como compreender o ensino da escrita no mundo tecnológico? Em um momento de tantas inovações, de que forma lidar com os desafios do ensino e renovar as práticas pedagógicas?

Na busca de um projeto educativo compatível com as demandas de nosso tempo e o perfil de nossos alunos, Silvia Colello discute aqui como as condições de trabalho na escola podem interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Para tanto, lança mão da escrita como resolução de problemas em práticas tecnológicas e interativas. Conhecer as muitas variáveis desse processo é, indiscutivelmente, um importante aval para a construção de uma escola renovada. Afinal, é possível transformar a leitura e a escrita em uma aventura intelectual?

‘A LEI NÃO MANDA, MAS A MORAL EXIGE’

O pai biológico não tem que pagar pensão enquanto seu nome não estiver na certidão de nascimento. É o que diz a legislação. Mas e a questão ética, como fica?

O pai que paga pensão alimentícia à filha menor deve continuar pagando se ela se casar? E se ela for morar com o namorado em vez de casar, ainda terá direito à pensão? E se estiver grávida? Essa complexa situação me foi relatada em um e-mail que recebi. E como o caso envolve tantas e tão variadas questões referentes ao Direito de Família, vale a pena comentá-lo aqui.

A autora da mensagem me diz que, há pouco tempo, seu noivo descobriu que tinha uma filha, fruto de um breve relacionamento, e que hoje está com 16 anos. Na época do nascimento, a mãe da menina casou-se com outro homem. Ele se propôs a assumir a paternidade da criança, desde que ela não contasse nada ao pai biológico. Tempos depois, porém, o casamento se desfez, e a menina, ao saber da verdade, entrou em contato com o pai biológico. Após um exame de DNA, a paternidade foi comprovada.

De acordo com o e-mail, a menina engravidou, desentendeu-se com a mãe e foi morar com o namorado. O pai biológico lhe paga uma pensão alimentícia, mas sem nenhum acordo formal. Ainda assim, a garota lhe pede dinheiro constantemente. Ele quer saber se é obrigado a pagar-lhe pensão, apesar dela estar grávida e vivendo com o namorado.

A resposta é: sim, mesmo nessas condições, o pai deve pagar pensão até que ela complete 18 anos (ou mais, caso ela esteja estudando). Antes disso, a obrigação só cessaria se ela se casasse – situação na qual não poderia mais exigir pensão. Contudo, é preciso lembrar que, embora o resultado do teste de DNA tenha sido positivo, o nome que consta na certidão de nascimento da garota é o do outro homem, o que assumiu sua paternidade ao casar-se com a mãe dela. Assim, para todos os efeitos, até que essa situação seja modificada, cabe a ele, e não ao pai biológico, pagar a pensão.

Assumir voluntariamente a paternidade de um filho que não é seu é um ato que traz uma série de responsabilidades. Não basta separar-se da mãe da criança para que essas responsabilidades desapareçam. Enquanto seu nome constar na certidão de nascimento, a filha é dele – bem como todas as obrigações que isso acarreta.

O teste de DNA não é, por si só, o reconhecimento da paternidade. Para colocar o nome do pai biológico na certidão seria necessário, primeiro, ingressar com uma ação para destituir o outro pai. E, como a menina é menor, isso só poderia ser feito pela mãe, que é sua representante legal. Mas, apesar de não ter obrigação de pagar a pensão enquanto seu nome não constar na certidão, o pai biológico pode se sentir moralmente compelido a ajudar a filha. Nesse caso, ele poderá recorrer à justiça, explicar a situação e pedir que seja estipulado um valor fixo, de acordo com suas posses. É uma forma de ficar em paz com sua consciência sem ser explorado.

*Ivone Zeger é advogada especialista em Direito de Família e Sucessão. Membro efetivo da Comissão de Direito de Família da OAB/SP é autora dos livros “Herança: Perguntas e Respostas”, “Família: Perguntas e Respostas” e “Direito LGBTI: Perguntas e Respostas – da Mescla Editorial.

Artigo publicado no Estadão, em 10/05/2017. Para acessar na íntegra: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/a-lei-nao-manda-mas-a-moral-exige/

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Conheça os livros da autora:

70012FAMÍLIA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quando o assunto é direito da família, somente uma especialista como Ivone Zeger pode responder de forma simples e direta às principais dúvidas relacionadas com casamento, divórcio, pensão alimentícia, partilha de bens, adoção, violência doméstica, filhos, união gay etc. – tudo de acordo com as mudanças ocorridas na legislação.
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70040HERANÇA
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Quais são os motivos para deserdar alguém? Bens de família também entram no pagamento da dívida? Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, quem fica com os bens? O que cabe aos enteados? E à segunda esposa? Divorciados têm direito à herança do cônjuge? O que é usufruto? Filhos têm de dividir a herança com o avô?

Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro. Com base em sua ampla experiência em Direito de Família e Sucessão, a advogada Ivone Zeger esclarece – em linguagem simples e objetiva, bem distante do “juridiquês” que assusta os leigos – as dúvidas mais comuns que todos temos sobre o assunto.
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70042DIREITO LGBTI
Perguntas e respostas
Autora: Ivone Zeger

Esta obra de Ivone Zeger tem o objetivo de responder a questões relativas a casamento, união estável, adoção, inseminação artificial, dissolução de união estável, divórcio, partilha de bens, herança, entre outros temas pertencentes ao Direito de Família, porém voltados ao público homossexual, bissexual e transexual.

 

 

‘A ARTE E AS NOVAS PAISAGENS DA VELHICE’

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

Sinto-me numa paisagem estonteante, onde a maturidade permitiu que olhasse para os lados com uma certeza absoluta da realidade apresentada. Isso não quer dizer que minha paisagem não comporta sonhos e desejos, muito pelo contrário. Mas percebo a vida como um fato incontestável cujo poder de sonhar colabora para um florescer do entorno. Recentemente entrei em contato com as ideias da psicóloga Maria Celia de Abreu, onde em um encontro para refletir sobre seu novo livro “Velhice: Uma nova paisagem”, com atenção, a ouvimos falar sobre a importância de criarmos uma imagem mental para ressignificar o sentido do envelhecimento.

“Não gosto nem um pouco da imagem bastante difundida de que a vida consiste em nascer ao sopé da montanha, ir subindo, subindo, subindo até chegar ao topo, no auge da vida adulta, e depois começar a descer, descer, descer… até encontrar o fim da jornada em algum ponto imprevisto” (p.44) , diz a autora sobre essa ideia que nos remete a um caminho repleto de derrotas.

Pensar na vida como um caminho que nos é oferecido a percorrer com diversas paisagens, parece mais interessante.

Como regra, sabemos que neste trajeto, não é possível voltar atrás e caminhar é o fazer que nos cabe, sem contestação. E desta forma vamos vivendo a vida encontrando paisagens que ao longo do percurso vão se transformando em novas realidades. “Haverá ladeiras íngremes a ser galgadas ou descidas penosamente; haverá trechos desérticos, sob sol escaldante, coberto por pedregulhos pontiagudos; haverá trechos sob árvores frondosas, que fornecerão sombra e frutos; ou nossa estrada atravessará paisagens com campos floridos, riachos de águas cristalinas, lindos lagos serenos.” (p.47)

Cabe a nós escolher se caminharemos de mãos dadas ou sozinhos, mas se haverá luz ou escuridão, sol ou chuva, não sabemos, mas se faz necessário definir a paleta de cores que pretendemos usar nessa construção.

Se fizermos uma analogia com os diversos tipos de paisagens da História da Arte, podemos entender a loucura do viver que ora nos acolhe ora nos amedronta.

O fato é que as paisagens de nossa vida, assim como as que nos foram contadas pelos grandes artistas, modificam-se ao longo dos períodos e se não tivermos flexibilidade para aderir a cada nova situação apresentada, não daremos conta de pertencer ao tempo atual.

Nossa vida nada mais é do que o caminho que nos é ofertado a percorrer.

Ao pensarmos no Barroco Francês, movimento que aconteceu durante o século XVII cuja característica era criar um efeito avassalador através da fusão de várias artes, percorremos uma paisagem de total deslumbre. E de tão deslumbrados, não sabemos para onde olhar. Seguimos o percurso nos perdendo em meio a tanta beleza. O Palácio de Versalhes é um exemplo deste tipo de arte que une a arquitetura, pintura, escultura e jardinagem em uma fusão que conjuga a harmonia como resultado. Caminhar por seus jardins assemelha-se aos momentos em que precisamos nos perder para enfim prosseguir. Labirintos muitas vezes desenham o caminho do viver e compõem nossas vidas com seus percursos intrincados.

“Perder-se também é caminho”, como já dizia Clarice Lispector.

O percurso não para de se modificar, assim como os movimentos diversos que fazem a História da Arte algo tão engrandecedor. Do Barroco seguimos adiante até o Realismo, movimento que emergiu na França no início da revolução de 1848 como uma reação ao Romantismo que por volta de 1800, mostrava através da Arte um mundo de beleza que propunha elevar os sentimentos acima dos pensamentos. Devo dizer que em meu viver, paisagens românticas são corriqueiras e me trazem certa dificuldade de racionalizar a própria vida. Com o Realismo combatia-se essa ideia romântica de ver o mundo. Suas paisagens retratam a vida tal qual ela se apresenta de maneira pragmática, afinal a realidade deve ser maior do que a sensação.

Nos momentos de viver as paisagens reais, nos endurecemos como humanos e muitas vezes perdemos de vista nossa condição de contemplar o entorno.

A ideia da velhice como uma nova paisagem muito me agrada. Da paisagem de agora, imagino um tempo futuro, onde se possa viver a explosão colorida dos Fovistas que entre 1905 e 1907, revolucionaram a arte com cores violentas pintadas de forma arbitrária. Desejo um viver, para mim e para os idosos que cruzam meu caminho, que seja capaz de transformar toda e qualquer realidade em uma paisagem a nossa própria vontade. A Arte nos ajuda a perceber, na velhice, a possibilidade de se transformar, assim como a oportunidade de usar o fazer artístico para desrespeitar as regras impostas com a propriedade, característica da longevidade. Quem sabe, assim, o que expressamos na Arte feita e compreendida, não possa ser aplicada na própria vida?

No Centro Dia público onde trabalho, o livro da Maria Célia foi tema de conversa durante a aula de História da Arte, começamos com as paisagens do Barroco Francês para nas semanas seguintes desbravarmos novos cenários. Para o atelier de Arteterapia, a continuidade do tema se fez presente na pintura de telas onde cada idoso falava da sua paisagem atual.

Paisagens floridas, lago em meio às árvores e mares tranquilos compuseram as pinturas. O Centro Dia veio para modificar paisagens e suas velhices. O que era turvo, ganhou cor e luz e os trabalhos mostraram uma felicidade de existência em estética e em sorrisos.

Paisagens diversas para um único caminho. E assim seguimos vivendo a vida. Das de Monet com suas paisagens embaçadas, mescladas, à força das retratadas pelos expressionistas, uma vida rica é aquela que nos coloca a prova para aprendermos a sair do conforto. Tem outro jeito de existir? Para os que pensam na velhice como paisagens apagadas, a Arte possibilita ascender os holofotes e modificar a paleta de cores.

O caminho é o mesmo. O viajante segue os passos com a única e certeira incumbência de caminhar.

A passos lentos, muitas vezes trêmulos, mas passos certeiros rumo ao desejo de existência que se faz presente em todas as paisagens do nosso caminho.

Texto de Cristiane T. Pomeranz, publicado no Portal do Envelhecimento. Acesse na íntegra: http://www.portaldoenvelhecimento.com.br/arte-e-novas-paisagens-da-velhice/

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Conheça o livro:

Velhice: uma nova paisagemVELHICE
Uma nova paisagem
Autora: Maria Celia de Abreu
EDITORA ÁGORA 

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

‘A BASE E A EDUCAÇÃO PARA O PENSAMENTO CIENTÍFICO’

Com anos de atraso, finalmente o Brasil, nos moldes dos melhores sistemas de educação, criou a Base Nacional Comum Curricular, centrada em competências a serem desenvolvidas pelos alunos da educação infantil ao final do ensino médio. 

Já no ensino fundamental, aparece, na disciplina de ciências, uma ênfase em experimentação, condição necessária para que, de fato, os alunos aprendam a pensar cientificamente, e não apenas a decorar meia dúzia de fórmulas.

Na recente Marcha pela Ciência, motivada pelo reduzido interesse pelas ciências do atual governo americano (e pela precária fundamentação de decisões de políticas públicas em evidências científicas), pode-se verificar o importante elo entre o ensino de ciências nas escolas e o exercício de cidadania global.

O risco de ter o negacionismo das mudanças climáticas e a resistência a vacinas crescendo no mundo de pós-verdades merece atuação forte de cidadãos dentro e fora das escolas.

Lembrei-me, ao ler a base, de um esforço de implementação do currículo de ciências desenvolvido por cientistas no Chile. Com foco num processo de educação centrado em experimentação, iniciaram um programa de ciências em escolas em áreas vulneráveis do país, com forte investimento em formação de professores, material estruturado e kits para experimentos.

No Rio, quando fui secretária municipal de Educação, procuramos fazer o mesmo nas escolas localizadas em áreas conflagradas, num programa denominado Cientistas do Amanhã.

No programa chileno, depois estendido a grande número de escolas, algo de interessante aconteceu: ao trabalhar com experimentação, para além de um maior conhecimento dos alunos e da incorporação do eixo “competências de pensamento científico” no currículo nacional, ocorreu, de forma não totalmente intencional, o desenvolvimento nos alunos de competências socioemocionais associadas à prática em sala de aula.

Com uso intensivo de trabalho em equipe, o que demandava constante revisão e discussão de ideias para identificar e validar hipóteses de pesquisa, competências como colaboração, respeito e comunicação assertiva foram enfatizadas.

Da mesma maneira, ao registrar seu processo de pesquisa e fazer apresentações a seus colegas a partir de suas descobertas científicas, não apenas se desenvolviam competências associadas à comunicação formal como, colocando o aluno no centro da cena, fortaleciam-se sua autoconfiança, motivação e engajamento.

Há anos, cientistas brasileiros, como Mayana Zatz, lutam por um processo semelhante. Não seria o momento de trazê-los para a mesa de discussões?

Da coluna de Claudia Costin, publicada na Folha de S. Paulo em 05/05/2017.
Para acessá-la na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudia-costin/2017/05/1881235-a-base-e-a-educacao-para-o-pensamento-cientifico.shtml 

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Saiba mais sobre o assunto com o livro:

10891ENSINO DE CIÊNCIAS: PONTOS E CONTRAPONTOS
Organizadora: Valéria Amorim Arantes
Autores: Nélio BizzoAttico Chassot

Transitando entre história, filosofia e ensino de cências, esta obra aborda, entre outros temas, a origem das espécies e do homem, o papel da igreja na história da ciência, a dimensão dos conteúdos nas disciplinas científicas, as relações entre o saber popular e o saber científico, a interdisciplinaridade e a transversalidade. Livro fundamental para a formação de professores de ciência no contexto brasileiro.

 

‘LIVRO RETRATA O PODER DE PERSUASÃO DA ARTE E DO ENTRETENIMENTO.’

cbn
Ouça abaixo entrevista de Franthiesco Ballerini, autor de Poder Suave – Soft Power, à rádio CBN.

 

 

Conheça o livro:

11064PODER SUAVE (SOFT POWER)
Autor: Franthiesco Ballerini
SUMMUS EDITORIAL

Utilizado pela primeira vez pelo cientista político Joseph Nye na década de 1980, o termo “poder suave” (soft power) designa a capacidade de um Estado ou uma instituição influenciar a opinião pública para que seus objetivos sejam cumpridos. Acompanhando a humanidade há milênios, o poder suave se fez sentir sobretudo na cultura. O exemplo mais clássico é Hollywood, que, com seus filmes e produtos dele derivados, reproduz um estilo de vida que serve muito bem aos interesses americanos no campo da política e da economia. Porém, diversos outros tipos de poder suave têm mostrado sua força ao longo dos séculos, deixando claro que ideias podem, por vezes, ser mais persuasivas que canhões.

Publicação única no Brasil, fruto de mais de dois anos de intensas pesquisas e dezenas de entrevistas, este livro explica os mecanismos de ação do poder suave e sua expressão em áreas como música, cinema, artes plásticas, dança e artes visuais.

SILVIA COLELLO AUTOGRAFA O LIVRO “A ESCOLA E A PRODUÇÃO TEXTUAL” NA LIVRARIA DA VILA, EM SP

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Fradique Coutinho – SP) promovem no dia 25 de maio, quinta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro A escola e a produção textual – Práticas interativas e tecnológicas (Coleção Novas Arquiteturas Pedagógicas). A educadora Silvia Colello, autora da obra, recebe amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo. 

Na busca de um projeto educativo compatível com as demandas de nosso tempo e o perfil de nossos alunos, Silvia discute no livro como as condições de trabalho na escola podem interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Para tanto, lança mão da escrita como resolução de problemas em práticas tecnológicas e interativas. Conhecer as muitas variáveis desse processo é, indiscutivelmente, um importante aval para a construção de uma escola renovada.

Movida pela convicção de que é preciso repensar a educação, já que o ensino da língua escrita é um caminho privilegiado para adquirir o conhecimento, para a reconstrução das relações na escola e para a conquista da cidadania, Silvia aponta no livro a complexidade dos processos indissociáveis de alfabetização e produção textual. Para ela, a superação dos problemas da escola depende, em grande parte, de novas formas de fazer a escola e de fazer na escola. “É no contexto de atividades significativas, contextualizadas e desafiadoras que os estudantes podem se envolver e encontrar as razões para aprender”, avalia a autora.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1468/9788532310668

Escola e a producao textual, A

VERA MORIS E FÁBIO PARANHOS AUTOGRAFAM O LIVRO “CORAGEM DE SER”, NA LIVRARIA DA VILA, EM SP

As Edições GLS e a Livraria da Vila (Al. Lorena – SP) promovem no dia 16 de maio, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Coragem de ser – Relatos de homens, pais e homossexuais. Os autores – Vera Moris e Fábio Paranhos – recebem os convidados e amigos no piso térreo da livraria, que fica na Alameda Lorena, 1.731, nos Jardins, em São Paulo.

Contrariando o senso comum, estudo recente realizado na Universidade de Toronto, no Canadá, estimou que mais da metade dos pais homossexuais era composta por pais biológicos e não adotivos. De início, essa constatação pode gerar questionamentos do tipo: por que ele se casou e teve filhos se sabia que era gay? Por que escondeu o que sentia da família? O livro mostra que esse raciocínio não é apenas incorreto, mas terrivelmente preconceituoso. Por meio de depoimentos de homens que assumiram a homossexualidade depois de formar uma família, os autores encontraram, sobretudo, homens que tentaram ser “normais” antes de entender e aceitar o que realmente eram.

A sombra da heteronormatividade, segundo os autores, que os persegue até a idade adulta, faz que eles existam, vivam e ajam exatamente de acordo com essa norma, trazendo a concretização do sonho da família perfeita e da vontade de ser pai. Porém, aos poucos, a percepção da orientação homossexual começa a vir à tona. Ao mesmo tempo, a separação está associada à temida necessidade de se reconhecer não heterossexual.

“Esses homens se casaram com parceiras por quem estavam apaixonados e com elas tiveram filhos. Viveram, entre namoro e o casamento, uma vida satisfatória. Para alguns, encontrar a mulher amada depois de uma infância e de uma adolescência problemática representava a possibilidade de constituir uma família. Porém, mais tarde, eles constataram aquilo que não conseguiam mais esconder: a inevitável atração – tanto sexual quanto afetiva – por pessoas do mesmo sexo”, afirma Vera Moris.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1467/Coragem+de+ser

Coragem de ser

 

Conheça também a página do livro no Facebook (www.faceboook/livrocoragemdeser) e o blog http://livrocoragemdeser.blogspot.com/, criados pelos autores da obra.

‘CIÚME EXTREMO DEVE SER TRATADO COMO DOENÇA’

Diferentemente do ciúme comum, que faz parte de relacionamentos saudáveis, o sentimento excessivo pode se tornar patológico e destruir a vida do casal. Em casos normais, ele aparece em forma de ansiedade e insegurança — –mas nada fora do comum. Entretanto, uma pessoa doente tem baixa autoestima e não consegue estabelecer relação de confiança porque, entre outros motivos, acredita que ninguém pode querer amá-la verdadeiramente.

Para se sentir no controle da situação, o processo doentio começa com a fiscalização pesada. “É uma ilusão de controle. Colocam rastreador no celular, no carro…. E quando não pode com esses recursos, liga desesperadamente porque  quer saber o tempo todo onde e com quem o parceiro está. No final, essa pessoa esquece da própria vida em função do outro, que se sente sufocado e pode abandonar tudo”, afirma a terapeuta Arlete Gavranic, do Isexp (Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática).

A psicoterapeuta Iracema Teixeira fala que esse tipo de comportamento é comum entre homens e mulheres, mas que, culturalmente, eles não se sentem à vontade para admitir um grande amor e, por isso, sabe-se menos de casos masculinos. “As características são semelhantes ao vício em drogas e álcool, por exemplo. O quadro obsessivo traz sintomas de abstinência quando há qualquer distância física –ou mesmo emocional–, como insônia e taquicardia”.

Segundo as especialistas, o primeiro passo é reconhecer a patologia e, em seguida, procurar ajuda. Existem grupos anônimos e a própria terapia pode ajudar. “São situações extremadas e muito delicadas. O parceiro de um ciumento excessivo precisa ajudar e não reforçar o comportamento. Muitas vezes, eles se sentem sufocados, mas em outras, confundem com cuidado e amor”, explica Iracema.

Acesse a matéria na íntegra e conheça as histórias de Lisa* e Isabel*, que reconheceram os sintomas e procuraram ajuda:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/05/01/ciume-pode-virar-doenca-veja-como-lidar-e-conheca-historias.htm

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade das entrevistadas.

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Para saber mais sobre o tema, conheça o livro:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA 

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.