‘ALIMENTAÇÃO INFANTIL: 11 ERROS QUE A GENTE COMETE SEM PERCEBER’

É comum que cometermos erros acreditando que estamos fazendo o melhor pelas crianças. Por isso, o UOL lista os principais, de acordo com Priscila Maximino, nutricionista do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, e com a médica nutróloga Ana Luisa Vilela.

  1. Dar qualquer suco de caixinha

Muitas vezes a gente prefere suco de caixinha ao refrigerante. Mas, dependendo da composição, um é tão cheio de açúcar quanto o outro. Para ser saudável, o produto precisa ser feito apenas de água e suco de fruta. Como saber isso? Veja a lista de ingredientes na caixinha. Se tiver açúcar, esqueça, principalmente para os menores de dois anos.

  1. Dar suco natural à vontade

Dar um suco natural, sem ser como parte de um dos dois lanches (no meio da manhã ou à tarde), que devem compor a alimentação diária, pode prejudicar o apetite da criança. Um suco que contenha 200 calorias pode representar 20% das necessidades nutricionais de uma criança de três anos, por exemplo. Com isso, ela não sente fome nas refeições principais.

  1. Trocar fruta por suco

Entre dar a fruta para a criança comer ou o suco natural dela, prefira a primeira opção. Ingerir a fruta é uma experiência enriquecedora para a educação alimentar da criança. Ela vai mastigar, conhecer a textura … Além de consumir fibras, elemento importante para o bom funcionamento gastrointestinal, que às vezes se perdem no preparo do suco.

  1. Substituir refeições principais

A criança não se alimentou direito no almoço ou no jantar, e os pais trocam por um iogurte, suco ou copo de leite. Não faça isso. Por mais difícil que seja ver o filho sem comer, tenha em mente uma coisa: criança com acesso a comida não passa fome. Espere o horário da próxima refeição.

  1. Deixar os filhos escolherem o que comer

Crianças pequenas não têm capacidade cognitiva de escolher o melhor alimento para elas. Não pergunte o que a criança quer comer. Você pode, sim, oferecer opções dentro de um mesmo grupo alimentar. Exemplo: hoje você quer macarrão ou purê de batata? Ambos são fontes de carboidrato.

  1. Forçar ou chantagear

Já falamos aqui que ver um filho sem comer pode parecer desesperador. Mas, nessa guerra, não vale tudo. Chantagear e/ou forçar fisicamente estão fora de questão. Quando se trata de alimentação, os pais decidem o que a criança come e somente ela decide o quanto.

  1. Deixar biscoitos a mão

Biscoitos de maisena e de polvilho não são tão inocentes quanto parecem. O primeiro é feito basicamente de gordura vegetal e açúcar e o segundo, de gordura e sal. Depois de um ano, podem ser consumidos eventualmente, como parte de um lanche. Mas nada de fazer deles parte da alimentação diária.

  1. Engrossar o leite com farinhas

A maioria das crianças não precisa tomar leite engrossado com farinhas. O recurso só deve ser usado por indicação do pediatra ou de um nutricionista, em casos específicos de baixo de peso ou de déficit de crescimento.

  1. Fazer papinha com muitos legumes misturados

Na expectativa de o filho ingerir o maior número de nutrientes, pais fazem papinhas com vários legumes e/ou verduras batidos. Com isso, a criança não aprende a mastigar nem a distinguir o sabor e a textura dos alimentos. O melhor é fazer receitas com poucos ingredientes e amassados, para que existam pedaços a serem mastigados.

  1. Fazer da sobremesa um presente

No dia a dia, você não dá sobremesa, mas cria a regra de doce nos finais de semana. Ao fazer isso, você torna esse tipo de alimento um hábito. Em vez disso, deixe que a criança peça e você atenda, quando possível, lembrando que os menores de dois anos não devem ingerir açúcar.

  1. Liberar embutidos “magros”

Crianças até três anos, pelo menos, não devem consumir embutidos, nem os ditos magros, como peito de peru e de frango. Com muito sal e conservantes em sua composição, esses alimentos têm potencial de causar alergia.

 

Matéria de  Adriana Nogueira, publicada originalmente no UOL, em 14/11/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/11/14/alimentacao-infantil-11-erros-que-os-pais-cometem-achando-que-estao-certos.htm

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Quer saber mais sobre alimentação infantil? Conheça os livros da nutricionista Claudia Lobo:
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
MG EDITORES

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

‘INDÚSTRIA DEVE PARTICIPAR DO COMBATE À OBESIDADE INFANTIL, DIZ PEDIATRA’

O aumento da obesidade infantil no Brasil é alarmante e precisa ser encarado como prioridade da saúde pública, tanto pelo governo e pela indústria quanto pelas famílias, na visão dos participantes do debate sobre obesidade infantil do 4º Fórum A Saúde do Brasil.

“Não vamos dar um passo sem que se faça investimentos em políticas públicas. E a indústria alimentar vai ter que participar”, afirmou Hélio Fernandes da Rocha, pediatra da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e coordenador do projeto “Obesidade Infantil Não”.

Rocha participou da mesa desta terça (28), segundo dia do fórum que tem como tema transparência e prevenção, ao lado da endocrinologista Daniela Telo, do Hospital das Clínicas de São Paulo, e Sergio Spalter, pediatra do hospital Albert Einstein. A mediação foi da jornalista da Folha Claudia Collucci.

Fernandes da Rocha defendeu a taxação de alimentos industrializados pouco saudáveis e ligados a hábitos alimentares que levam ao sobrepeso e à obesidade.

Além de produzir alimentos cheios de calorias vazias (sem valor nutricional), a indústria acrescenta ingredientes e aditivos para tornar esses produtos mais prazerosos ao paladar, diz.

“Isso é uma prática criminosa. Estudos mostram que não dá para competir com a ultrapalatibilidade”, disse a endocrinologista Telo.

Por isso é importante a ação regulatória do Estado e as taxas, segundo Fernandes da Rocha. “A taxação inibe a indústria de produzir porcarias e tem um argumento que o setor entende, o custo”, afirmou.

A medida teria também uma função educativa, se o consumidor souber por que está pagando mais caro pelo alimento, argumentou o pediatra da UFRJ.

EDUCAÇÃO ALIMENTAR

O papel da educação, na família e na escola, também foi levantado pelos palestrantes.

Para Spalter, é preciso fazer pequenas coisas no dia a dia, como cozinhar com os filhos. “Falta bom senso. Deixamos de fazer coisas básicas, como sentarmos juntos à mesa para as refeições”, disse ele.

O pano de fundo do aumento da obesidade, segundo ele, tem origem socioeconômica e cultural. “Com o aumento da população mundial, a agricultura passou de familiar a industrial. Aumentou a quantidade de comida mais barata, mas não a qualidade”, afirmou Spalter.

Para reverter a situação, a educação, na escola e em casa, é central. “A criança precisa voltar a ter contato com a natureza. Sou otimista. Cozinhar juntos com os pais muda as coisas na hora. É um caminho viável, e não é só governamental”, afirmou o pediatra do Einstein.

Telo ressaltou a importância da mudança de comportamento geral. “Só 1% das crianças no Brasil come frutas no café da manhã. E 75% das crianças com até sete anos passam oito horas por dia em frente à tela. Mas é preciso ter coerência: não adianta proibir o filho de comer vendo TV e ficar checando o celular durante o almoço”, disse ela.

Em relação ao papel dos pais, Collucci questionou os palestrantes sobre a culpabilização da mulher em relação à educação alimentar dos filhos, lembrando uma recente polêmica causada pelo comentário do ministro da Saúde, Ricardo Barros -ele afirmou que, pelo fato de as mães não ficarem em casa, as crianças não têm mais oportunidade de acompanhar o preparo das refeições e se distanciam dos alimentos naturais.

Rocha afirmou que, para os homens, aprender a cozinhar não é só dividir o serviço, é qualificação. Para Telo, o movimento para combater a obesidade é de todos.

“Toda estratégia possível deve ser utilizada. A pandemia da obesidade é tão grave que, se não tivéssemos outros problemas tão urgentes no Brasil seria tema de guerra”, afirmou Fernandes da Rocha.

O fórum de saúde foi promovido pela Folha e patrocinado por FenaSaúde, Amil e Abimed e foi realizado nesta segunda (27) e terça (28), no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.

Texto de IARA BIDERMAN, publicado na Foilha de S. Paulo em 28/03/2017. Para acessá-lo na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2017/03/1870436-industria-deve-participar-do-combate-a-obesidade-infantil-diz-pediatra.shtml

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Se você tem interesse pelo tema, conheça:

50079ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autores: Cláudia Lobo
MG EDITORES 

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

‘OS ERROS DOS PAIS NA MONTAGEM DA LANCHEIRA IDEAL’

Uma lancheira saudável deve ser uma extensão de uma alimentação saudável do dia a dia da criança.

Diante de gerações cada vez mais sedentárias e gordinhas, a tradicional lancheira precisa ser vista com muito carinho pelos pais. O desenvolvimento da criança depende de uma alimentação saudável durante o horário escolar. Portanto, a pergunta que sempre vem à mente: “qual o lanche ideal para o meu filho levar ao colégio?”.

Antes da resposta pai e mãe devem fazer uma rápida auto-análise.

Vamos ser mais diretos. Pais, não adianta idealizar uma refeição rica em proteínas e nutrientes se em casa seu filho tem sempre à frente alimentos gordurosos e industrializados. Pergunta: você participa e oferece alimentações saudáveis ao pequeno?

Um grande erro dos pais é querer que seu filho coma a maçã no recreio sendo que o pequeno raramente come a fruta em casa. E pior: às vezes os pais odeiam frutas, enchem a geladeira de refrigerante e de doces, mas põem na lancheira do filho apenas alimentos saudáveis “porque é bom”.

Criança não é boba. Ela sabe que tem refrigerante na geladeira, mas não na lancheira. O estímulo a refeições boas se faz dentro do convívio familiar.

“Mais indicado que montar um cardápio rico em proteínas e nutrientes para a lancheira é usá-lo em casa também”, destaca o nutrólogo do Hospital São Luiz, Celso Cukier.

Outro alerta. A pressa do dia a dia faz com que pais não se dediquem a caprichar na lancheira do filho. Na correria, a mãe coloca um pão branco com salsicha, um suco industrializado na lancheira e uma bolachinha doce. Saiba que alguns minutos direcionados à lancheira trarão grandes resultados no futuro.

“É o que falo da relação custo-benefício. Sabemos que os pais têm compromissos e nem sempre têm tempo para uma lancheira saudável. Eles passam no supermercado e vão pegando os produtos com maior praticidade na mesa, mas nem sempre ideais. Mas lá na frente o filho pode desenvolver problemas devido à má alimentação”, alerta a nutricionista Lucilene Andrade.

A lancheira ideal deve conter basicamente iogurtes, sucos, frutas, bolacha de água e sal. Eventualmente, bolachas recheadas e outros produtos industrializados podem até estar dentro.

Não há problema de um doce colocado uma vez por semana, até porque uma bolacha doce pode ajudar a criança a beber o suco e comer a fruta. Mas lembrando que produtos industrializados concentram grandes quantidades de gordura e sal, algo desaconselhado para o desenvolvimento da criança.

Troque alguns alimentos da lancheira

Pão branco por Massa integral (que possui fibras e mais vitaminas).
Refrigerante por suco natural
Bolacha doce por salada de frutas
Queijo amarelo por queijo branco
Frutas de fácil digestão: Pera, mamão, banana e mexerica (tangerina)

Dica: vá acostumando seu filho a comer frutas em casa. Comece com apenas um pedaço pequeno e vá aumentando o tamanho da fruta cortada ao longo do tempo. Utilize-as em papinhas e sucos naturais. Isso faz com que a criança não veja a fruta como algo “estranho” na lancheira.

Exclua da lancheira

Refrigerantes
Sucos industrializados (eles podem conter muito açúcar, prefira um suco natural preparado em casa ou na escola)
Salsicha
Pão branco
Alimentos gordurosos, tais como batata fritas, balinhas e salgadinhos (gordura favorece a diabetes)
Macarrão instantâneo (alta concentração de sal)

Uma lancheira ideal deve conter:

Pão com massa integral (que possui fibras e vitaminas)
Queijo branco (cálcio e proteínas) (atenção à conservação pois é perecível)
Iogurte, “iogurte” do tipo pettit suisse, e derivados (proteínas) (atenção à conservação pois é perecível)
Frutas (rico em vitaminas, minerais e fibras)
Suco natural (hidrata e é rico em nutrientes) (atenção à conservação pois é perecível)

ATENÇÃO À CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS

Sucos naturais preparados em casa são perecíveis, portanto quando for levar qualquer suco de frutas na lancheira, vale uma dica. Coloque o suco no freezer algum tempo antes da criança seguir ao colégio. Deixe quase congelado. Acondicione-o em garrafa térmica. Assim é possível beber horas depois sem aquele gosto de suco velho. Os nutrientes são mantidos mesmo que o suco seja consumido no recreio.

Lembrete: uma lancheira térmica é muito importante para que a bebida mantenha temperatura interessante. Se for somado o tempo da preparação do lanche ao horário do recreio, estaremos falando em um intervalo de não mais de 3 horas, tempo em que uma boa lancheira térmica é capaz de manter a refrigeração.

Os lanches devem ser embalados com papel alumínio. O ideal, repetindo, é que seja uma lancheira térmica. Queijos e frios, por exemplo, necessitam de bons cuidados com a refrigeração (como uma embalagem bem feita) e devem ser consumidos em até 3 horas.

Antes de ser colocado na lancheira, o lanche deve estar na geladeira ou ser feito na hora. Caixas plásticas pequenas são vendidas no formato para lanches. É uma boa sugestão.

Relembrando. A combinação de bom planejamento no preparo do lanche, alimentos saudáveis e horários regulares de refeição no recreio faz com que seu filho tenha uma alimentação importante para seu desenvolvimento. E nada de refrigerantes e salgadinhos da cantina!

Quanto a combinações de sucos, qualquer um é interessante, desde que siga todas instruções de refrigeração e armazenamento.

Alguns alimentos, apesar de saudáveis, não toleram ficar fora de refrigeração, portanto não utilize-os a não ser que a escola ofereça geladeiras para armazená-los até a hora do lanche. Prefira apenas frutas e alimentos secos como o pão integral ou a bolacha de água e sal.

Importante! Não deixe de higienizar a lancheira todos os dias na volta da escola.

Artigo publicado no Guia do Bebê, em 02/08/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://guiadobebe.uol.com.br/os-erros-dos-pais-na-montagem-da-lancheira-ideal/

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Quer mais sobre o assunto? Conheça o livro:

50079ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

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‘8 MANEIRAS DE COMBATER A OBESIDADE INFANTIL EM FAMÍLIA’

Já são 41 milhões de crianças com sobrepeso no mundo, apontou recentemente um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). E o número cresce exponencialmente, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Entre as muitas causas estão o consumo exacerbado de alimentos processados e com alto teor de gorduras e açúcares (também por influência da falta de regulamentação governamental do marketing maciço que a indústria faz com foco nas crianças), além do aumento do sedentarismo nas cidades.

Os dados são assustadores e, sem exagerar, indicam uma epidemia. Segundo Artur Delgado, pediatra especialista em nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), de São Paulo, a projeção é de que o Brasil se torne um dos países com maior número de crianças obesas num futuro próximo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e que a realidade é pior principalmente entre os 5 e 10 anos. “Isso já está acontecendo, mas muitas vezes as famílias não enxergam que seus filhos se incluem nessa estatística, ou mesmo a gravidade da situação”, explica o pediatra. O que significa que aquele excesso de dobrinhas do seu filho pode ser mais do que “fofura”, atenção! Segundo uma pesquisa da Universidade de Gothenburg, na Suécia, por exemplo, um em cada dois pais de crianças com sobrepeso acha que o mesmo está com o peso adequado. Para chegar a essa estatística, os cientistas analisaram 16 mil crianças europeias com idade entre 2 e 9 anos.

“Antigamente dizia-se para as mães não se preocuparem porque ‘com a idade ele emagrece’. Mas a realidade mudou e hoje não é bem assim. Crianças obesas provavelmente serão adultos obesos e enfrentarão problemas de saúde por conta disso”, afirma a psicóloga Camile Apolinário, uma das coordenadoras do Centro de Obesidade Infantil do Hospital Sabará (SP). Entre eles estão diabetes, colesterol alto e síndrome metabólica. Mas saiba que o combate e prevenção da obesidade infantil se dá, principalmente, dentro de casa. “Não vejo chances de real sucesso se não houver o envolvimento de todos os integrantes da família. Ela está no coração de toda e qualquer mudança de hábito, e é isso que precisa ser feito”, ressalta Camile. Veja aqui as importantes atitudes que toda família pode – e deve – ter para vencer essa luta desde agora.

1) Controlar o ganho de peso desde a gestação

Inúmeros estudos comprovam que o ganho de peso excessivo ou insuficiente da mãe durante a gestação afeta a programação metabólica do bebê, algo que ele carregará para a vida, explica o pediatra Delgado. Como uma pesquisa realizada com 42 mil mulheres e 91 mil crianças pelo Hospital da Criança de Boston (EUA), cujo resultado mostrou que para cada quilo ganho pela gestante na gravidez, o índice de massa corporal (IMC) da criança aos 12 anos cresce em 8%.

2) Amamentar

A amamentação exclusiva até os seis meses de idade está provada como uma arma no combate à obesidade das crianças. Se não for possível amamentar, busque fórmulas lácteas compatíveis com a idade e necessidades da criança, evitando alimentá-la com leite de vaca, por exemplo.

3) Visitar o pediatra regularmente

E escutar o profissional no que diz respeito ao peso e aos hábitos alimentares do seu filho. É ele quem vai alertar em caso de possível sobrepeso e fazer as orientações nutricionais adequadas para lidar com o problema precocemente.

4) Dar o exemplo

Seu filho comerá o que você come, ou o que permite que ele coma. Sendo assim, não dá para esperar que ele goste de legumes e verduras se os pais não comem. Que tal abraçar a oportunidade de mudar a própria alimentação e quem sabe descobrir que o saudável é também prazeroso?

5) Brincar ao ar livre

Uma das dificuldades de mudar os maus hábitos alimentares está na nossa cultura de atrelar a vida social e o lazer somente à mesa. Portanto, que tal mudar os programas do final de semana? Um passeio no parque pode ser mais divertido – e saudável – do que almoçar fora e/ou passear no shopping. Assim você combate o sedentarismo, outro ponto crucial quando o assunto é obesidade infantil.

6) Estabelecer uma rotina na hora de comer e dormir

Dormir e comer fora de hora ou a cada dia em um horário e local diferentes são tão prejudiciais quantos os itens citados acima. Estabeleçam uma rotina que inclua ir para a cama cedo, não beliscar entre as refeições e não comer em frente à televisão, e logo verão bons resultados.

7) Ser paciente

Hábitos são difíceis de ser mudados. As atitudes que levaram o seu filho a ganhar peso não sumirão como passe de mágica, portanto é preciso ter paciência. E também perseverança para dizer não e explicar o porquê – em uma linguagem acessível – todas as vezes que ele quiser voltar atrás nos hábitos pouco saudáveis.

8) E flexível!

Não dá para proibir 100% das besteiras que seu filho gosta de comer sem ser traumático. Tudo o que é proibido, afinal, chama a atenção. Tente mudar os hábitos aos poucos – e com bastante diálogo!

Texto de Isabel Malzoni, publicado originalmente no blog itmãe, em 17/02/2016. Para lê-lo na íntegra, acese: http://itmae.uol.com.br/baby-and-kids/8-maneiras-de-combater-a-obesidade-infantil-em-familia

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 Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro da MG Editores:

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Autora: Cláudia Lobo

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‘DIETA DE 60% DAS CRIANÇAS COM ATÉ 2 ANOS INCLUI BISCOITO OU BOLO, DIZ IBGE’

Biscoitos, bolachas ou bolos fazem parte da alimentação de 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade no Brasil. Os dados fazem parte do terceiro volume da PNS 2013 (Pesquisa Nacional de Saúde 2013), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (21).

A pesquisa também apontou que 32,3% das crianças nessa faixa etária tomavam refrigerante ou suco artificial.

Segundo a pesquisa, 50,6% das crianças com idade igual ou superior a 9 meses e menor que 12 meses estão em aleitamento materno de modo complementar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê. Após esse período, outros alimentos podem ser introduzidos aos poucos. Recomenda-se introduzir inicialmente o caldo ou purê de legumes ou mesmo a papa de cereais. Carne, iogurte, leguminosas (como feijão e ervilhas) e ovos podem ser incluídos na dieta a seguir.

Ainda segundo a OMS, o aleitamento materno deve ser mantido até os dois anos de idade.

O Ministério da Saúde alerta que “não há benefício em iniciar os alimentos complementares antes dos 6 meses, podendo, pelo contrário, ocasionar danos à saúde da criança, pois a introdução de outros alimentos de forma antecipada está relacionada à maior frequência de diarreias, hospitalizações por doença respiratória e risco de desnutrição”.

Matéria publicada originalmente no UOL, em 21/08/2015. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/08/21/dieta-de-60-das-criancas-com-ate-2-anos-inclui-biscoito-e-bolo-diz-ibge.htm

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Autora: Cláudia Lobo
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VOLTA ÀS AULAS: PAIS DEVEM REDOBRAR ATENÇÃO NO LANCHE DAS CRIANÇAS

Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, a nutricionista Claudia Lobo, autora do livro Comida de criança (MG Editores), destacou a importância de selecionar corretamente os alimentos para montar uma lancheira adequada para as crianças. Segundo ela, os pais devem ter uma alimentação equilibrada e comer bem para incentivar os pequenos. Ouça abaixo a entrevista na íntegra.

 

Hábitos alimentares saudáveis estão sempre entre os assuntos de saúde e qualidade de vida. O que também é motivo de muita conversa, só que restrita ao ambiente familiar, é a dificuldade de fazer as crianças comerem adequadamente. Em paralelo, dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apurados na POF – Pesquisa de Orçamento Familiar – mostram que os brasileiros estão abusando de alimentos industrializados e que o consumo exagerado de açúcar é comum em todas as faixas de renda. Geralmente responsáveis pelo abastecimento da casa, as mães são as que mais interferem nas decisões que podem ser definitivas para uma vida saudável. Então, por que não aplicar medidas diárias de boa alimentação?

Uma forma de começar a mudança dos hábitos alimentares já no início do ano é aprender a preparar uma lancheira saudável. Para ser prática, rápida, eficiente, gostosa e saudável, ela não precisa conter uma refeição completa, isso se faz em casa, no café da manhã, almoço e jantar. “Essas são as refeições principais e devem ser caprichadas; os lanches são simples complementos, embora também precisem ser saudáveis”, afirma Claudia.

50066Claudia apresenta no livro 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas, para ajudar pais e responsáveis a levar à mesa alternativas práticas, econômicas, nutritivas e muito saborosas de refeições para as crianças e para toda a família.

Na obra – que ficou entre os finalistas ao Jabuti, na categoria gastronomia, em 2010 -, ela também explica que quem prepara a lista de compras precisa se convencer de que o cardápio ideal requer dedicação além da observação do prazo de validade dos alimentos. Começando por pequenos truques como convidar a criança para ajudar na elaboração do prato, as mudanças podem ser mais radicais, principalmente na hora da compra, quando se dever estar atento para evitar “pegadinhas” das promoções e da praticidade disfarçando os industrializados.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1241/Comida+de+crian%C3%A7a

 

VEJA ENTREVISTA DO PSICÓLOGO ILAN SEGRE PARA A GLOBO NEWS

O psicólogo Ilan Segre concedeu entrevista nesta quarta-feira, dia 28 de novembro, para o Jornal Globo News. Ele comentou dados de uma pesquisa americana que mostra que 60% dos entrevistados têm cinco ou mais senhas para lembrar e 30% têm dez senhas para guardar na memória. De acordo com a pesquisa, muita gente fica estressada ao lidar com tantas senhas. Veja o vídeo: http://goo.gl/kkd3W

Psicólogo formado pela Universidade de São Paulo, Segre lançou recentemente o livro Terapia integrativa – Ioga, naturopatia, psicologia e ayurveda, pela Editora Ágora. Com um discurso crítico sobre alimentação, muitas vezes combinada com o uso excessivo de remédios, ele parte da própria história para explicar por que adoecemos. Com base em sua experiência e aliando o amplo conhecimento em ioga, naturopatia e ayurveda à sua formação, ele apresenta soluções naturais para atingir o equilíbrio físico e mental e mostra a aplicação da abordagem integrada em casos práticos atendidos na Índia.

Segure pratica ioga desde 2004 e leciona desde 2007. Formou-se no Brasil em 2008, pelo Movimento Internacional de Yoga e Ayurveda. Especializou-se na Austrália e em três viagens consecutivas para a Índia. Na última, que durou dois anos, concluiu sua pós-graduação em iogaterapia e naturopatia. Fez toda sua formação com médicos indianos. Apresentou sua dissertação sobre psicossomática e ioga no Nisargopchar Ashram, fundado por Gandhi em Puna. Estagiou em vários hospitais indianos, onde também lecionou.  É formado em técnicas de massagem tailandesa e ayurvédica. Atualmente, atende em consultório, fundindo psicoterapia a técnicas de ioga, massagem e correção de alimentação.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//TERAPIA+INTEGRATIVA

 

REPORTAGEM DA REVISTA SOU MAIS EU! TRAZ DICAS DA AUTORA DE “COMIDA DE CRIANÇA”

A edição desta semana (10 de setembro) da revista Sou Mais Eu! deu destaque para o livro Comida de criança, da MG Editores. Na reportagem, a nutricionista Claudia Lobo oferece dicas para ajudar a reeducar os filhos em relação à alimentação. Em seu livro, ela mostra de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada nesse processo, apresentando mais de 50 receitas nutritivas. Leia a reportagem: http://goo.gl/HO8ne

Cláudia começa o livro com uma afirmação incômoda para as mães, mas totalmente verdadeira: “você é responsável pela qualidade e pela quantidade de comida que seu filho come”. Quando criança, a própria autora sempre teve suas vontades atendidas, só comia o que desejava. Bem intencionada e solícita, a mãe nunca imaginou que pudesse estar contribuindo para um quadro grave de obesidade. “Conto a minha história para ilustrar como é comum esse comportamento nas famílias. E, principalmente, para mostrar como isso acontece por falta de conhecimento”, afirma a nutricionista, que é mãe de dois filhos.

Dividida em cinco partes, a obra aborda os principais problemas do consumo de alimentos processados, explica a importância do consumo regular de proteínas, carboidratos, fibras e outros nutrientes, revela os benefícios do consumo de comida saudável e, principalmente, mostra como montar um cardápio equilibrado e tornar as refeições mais atraentes para as crianças.

“Todo o embasamento científico que apresento no livro é para convencer as mães da importância do que será posto em prática. Para entender a maneira como tudo funciona”, diz Cláudia. A alimentação saudável, explica a nutricionista, não é um ideal utópico, da dona de casa que tem todo o tempo do mundo. “O livro mostra que é possível, mesmo tendo de comer fora de casa, seguir as dicas e orientar a alimentação dos filhos, obtendo resultados e mantendo o bom hábito”, diz.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1241/Comida+de+crian%C3%A7a