‘DIFICULDADE DA CRIANÇA EM VARIAR O PRATO NÃO É FRESCURA; SAIBA COMO LIDAR’

A alimentação dos filhos é um desafio para muitos pais e não raro motivo de discussão das refeições em família. O comportamento das crianças à mesa pode ser dos mais variados, mas um deles faz parte do universo dos chamados “comedores seletivos”. A principal dúvida nesses casos é: como lidar quando os filhos só aceitam comer um tipo de comida? 

Lara* tem quatro anos e, desde os dois, o seu cardápio está reduzido a arroz, macarrão sem molho, pipoca, “carninha de churrasco” e suco de maracujá. A menina que, enquanto bebê, comia todas as papinhas preparadas pela mãe, com as mais diversas combinações de carboidratos, proteínas, verduras e legumes, hoje recusa o que estiver fora da sua lista –e mesmo os alimentos citados acima, se tiverem qualquer alteração, como um molho de tomate, por exemplo.

O comportamento alimentar como o de Lara não é um transtorno e, sim, uma dificuldade que, segundo o nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, é um fenômeno fisiológico normal. “Todos somos seletivos. Posso ser apenas por não comer quiabo, por exemplo”.

Fato é que preferências ou aversões alimentares são classificadas como seletividade e pode ser difícil diferenciar de “frescura” ou “mania”. Por isso, pais e cuidadores devem ficar atentos quando essas particularidades afetam grandes grupos de alimentos, como frutas, legumes e verduras – em geral, os mais rejeitados pelas crianças.

“O comportamento seletivo passa a ser preocupante quando leva a problemas orgânicos ou comportamentais. Entretanto, esses também podem levar à rejeição”, afirma Fisberg, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi do Hospital Infantil Sabará (SP). “E não adianta dar estimulante de apetite para resolver o problema”, explica.

Nem sempre o diagnóstico é simples

O grande problema de restringir a alimentação de forma drástica é que as crianças com certeza vão sofrer com carências de vitaminas e minerais. Fisberg afirma que algumas pessoas continuam seletivas até a vida adulta, mas a condição na infância pode afetar desenvolvimento, crescimento, cognição, memória, inteligência, entre outros, e, por isso, demanda maior atenção e cuidado. “Existem questionários para o diagnóstico, mas a avaliação deve ser criteriosa, individual e feita por uma equipe multidisciplinar”.

De acordo com a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, antes de achar que a criança é uma comedora seletiva, é preciso investigar a fundo todo o contexto no qual ela está inserida. “A seletividade alimentar também pode afetar a vida social, tornando as situações sociais que envolvem comida uma grande fonte de ansiedade e estresse”.

Lara está nesse ponto. De acordo com o relato da mãe ao UOL, quando a menina está na casa de amigos, costuma pedir para ir embora quando chega a hora de alguma refeição. “Ela fica nervosa com a insistência dos outros e porque entende que as pessoas acham um absurdo ela não comer”.

Fisberg alerta para o fato de que exames comumente pedidos no consultório –hemograma, fezes e urina– dificilmente apresentarão anormalidade. Segundo ele, é preciso avaliação mais aprofundada do que o tempo da consulta permite.

Por que antes ela “comia de tudo”?

É comum pais e cuidadores acharem que a criança comem pouco, mas isso nada tem a ver com seletividade. Nádia conta que Lara começou a recusar todas as ofertas logo que completou dois anos, o que a fez estranhar, já que a menina “comia de tudo”. Para casos como esse, Fisberg explica que na transição da papinha para uma alimentação adulta, é comum a criança rejeitar o que antes gostava.

“É diferente para ela, que pode não gostar da forma como aquilo foi preparado, a nova textura”. Ele afirma que os pais perdem a chance quando desistem na primeira ou segunda tentativa. “Se ceder uma vez, dificilmente vai conseguir a aceitação depois”.

A principal dica, segundo o pediatra, é preparar de diferentes formas, com variados temperos e lembrar que se nada der certo, pode ser uma característica daquele indivíduo. “Crianças têm direito a preferências”.

Como lidar com a questão

Conseguir o equilíbrio entre a insistência e o respeito as vontades dos filhos é o sonho de pais e cuidadores que têm um “comedor seletivo” em casa.  “Extremamente seletiva” quando criança, a “digital influencer” Camila Verdeja, criadora do “Pequeno Gourmet”, um site sobre alimentação infantil, conta que muitos buscam uma “solução milagrosa que, de preferência não dê muito trabalho e resolva o problema definitivamente”.

“Recebo muitas mensagens de pais desesperados porque os filhos não comem. Eles ficam angustiados com as constantes negativas. Mas nós, pais, somos responsáveis pela construção do paladar e dos hábitos dos nossos filhos. Por isso, precisamos procurar ajuda”, diz ela, mãe de Santiago, 4.

Paloma diz que é normal que os pais fiquem preocupados e ansiosos, mas isso acaba agravando o problema. Criar um ambiente tranquilo para as refeições, sem gritos e ameaças, e encorajar os progressos, mesmo que pequenos, faz parte da recuperação.

“Paciência e calma são importantes na mudança de hábitos. É importante, além de oferecer variedade de alimentos e de preparo dos mesmos, incluir as crianças no processo de compra e preparo das refeições. E, claro, dar exemplo ingerindo alimentos saudáveis”.

Matéria de Thais Carvalho Diniz, publicada originalmente no UOL, em 18/04/2017.
Leia na íntegra: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/04/18/seu-filho-nao-come-ele-pode-ser-um-comedor-seletivo-entenda.htm

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Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

‘ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA AS CRIANÇAS: COMO ENSINAR SEU FILHO A COMER BEM’

Explorar diferentes texturas, cores e sabores pode ser uma ótima forma de inserir uma alimentação saudável na rotina das crianças

Com a correria do dia-a-dia nem sempre é fácil manter uma alimentação saudável. Fast-foods e comidas congeladas ganham cada vez mais espaço na rotina das famílias. Diante desse cenário, como inserir alimentos saudáveis nas refeições e fazer com que as crianças comam bem?

Como o paladar delas ainda está sendo formado, é importante incentivá-las a desenvolver o prazer por frutas, verduras e legumes sem distinção. Pensando no assunto, Camila Verdeja, criadora do site “Pequeno Gourmet”, especializado em alimentação saudável infantil, listou 5 dicas para ajudar os pais. Confira:

1) Diversifique o preparo

“Além de variar os ingredientes, vale a pena revezar no modo de preparo das receitas”, recomenda Camila. Por exemplo, você pode colocar um fio de azeite ao assar um ingrediente. Isso vai dar sabor e textura diferentes. Também é possível substituir água por caldo de carne ou até mesmo suco de laranja.

2) Explore diferentes texturas, cores e sabores

Um dos fatores mais importantes na formação do paladar é a variedade. Ofereça alimentos com diferentes texturas, cores e sabores para que desde muito nova a criança começa a se acostumar e gostar de frutas, legumes e verduras. “É preciso haver equilíbrio na oferta dos alimentos, sem priorizar nenhuma textura, sabor ou cor”, orienta Camila.

3) Utilize os mesmos ingredientes dos pratos dos adultos

Para fortalecer os hábitos saudáveis em toda a família é interessante preparar a papinha do bebê com os mesmos ingredientes que serão usados para os adultos da casa. Além de ganhar tempo na rotina e diminuir os gastos, os pequenos terão um exemplo saudável em casa.

4) Apresente os alimentos

Sempre que possível, apresente os ingredientes à criança, falando o nome e explicando por qual motivo está colocando na comida. “Os alimentos devem fazer parte da rotina e a abordagem não precisa ser feita somente na hora das refeições”, diz.  Ainda que em tom de brincadeira, é possível ensinar a importância de consumir diferentes tipos de alimentos. Também é interessante levar os pequenos a feiras e hortifrutis.

5) Deixe a criança brincar

Durante o preparo, permita que a criança pegue na comida e até monte o próprio prato. Não se incomode com a sujeira! Isso também faz parte do processo de aprendizagem e entendimento do alimento. Para deixar o momento mais divertido, coloque uma música no ambiente ou faça refeições temáticas. Assim, a alimentação saudável entra na rotina de forma mais fácil.

Texto publicado originalmente no iG Delas, em 03/12/2016. Para lê-lo na íntegra, acesse http://delas.ig.com.br/filhos/2016-12-03/alimentacao-saudavel-criancas.html

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’8 ERROS QUE OS PAIS COMETEM NA ESPERANÇA DE FAZER O FILHO COMER MELHOR’

No dia a dia, depois de verem o filho recusar várias refeições, muitos pais sucumbem à agonia e adotam comportamentos errados com o objetivo de fazer a criança comer. Há quem chantageie, imponha castigos e até troque o prato de comida recusado por uma mamadeira com leite.

Apesar de cheias de boas intenções, essas atitudes não colaboram para que a criança desenvolva uma relação prazerosa com a comida.

A seguir, especialistas apontam as falhas mais cometidas pelos pais:

1)      Fazer ameaças

“Se você não comer, o bicho papão vai pegar você” ou ainda “Se não comer, não pode mexer no tablet”. Ouvindo esse tipo de coisa com frequência, a criança vai associar o momento de se alimentar com algo ruim. Fora que o medo provocado na mesa pode aparecer em outros momentos, como na hora de dormir. “Aí, os pais terão de lidar com um problema maior ainda”, diz a neuropsicóloga Deborah Moss, especializada em desenvolvimento infantil. Também não funciona dizer que sem comer a criança ficará doente. “Ela não entende que um dia, no futuro, pode adoecer por falta de comida. E pior: ela pode perceber que, mesmo comendo, também fica doente”, fala Deborah.

2)      Forçar a comer

Uma forma usual de obrigar a criança a comer é prometer que, uma vez limpando o prato, ela ganhará um presente, um doce ou algumas horas a mais no videogame. Ainda que ela coma, fará isso por obrigação. E esse não é o tipo de relação que ela deve desenvolver com os alimentos. Empurrar a comida goela abaixo do filho é igualmente ruim. “Uma criança acostumada a comer à força vai acabar perdendo o apetite e o prazer de se alimentar. A tendência é que ela se torne ainda mais resistente a experimentar alimentos novos”, diz a nutricionista Renata Alves, especializada em nutrição clínica em pediatria pelo Instituto da Criança da USP (Universidade de São Paulo).

3)      Dar estimulante de apetite

Eles despertam a fome por causa da grande quantidade de vitaminas, minerais e outros componentes presentes na fórmula, de acordo com a nutricionista infantil Camila Machado Rissotto. Porém, também bagunçam os mecanismos de regulação metabólica das crianças, que podem comer mais do que realmente necessitam e ter problemas de obesidade no futuro. Sem contar os efeitos colaterais. “Esses estimulantes podem causar sonolência, distúrbios de humor, perda da capacidade de concentração e, por consequência, prejuízo no desempenho escolar”, afirma Renata.

4)      “Esconder” alimentos nas refeições

Bater uma cenoura no molho de tomate ou uma abobrinha no feijão é válido desde que esses e outros ingredientes também sejam apresentados inteiros para a criança. Um dia, ela vai crescer e não vai querer comer legumes e verduras de outra forma, já que todos serão desconhecidos. “Além disso, é impossível oferecer a quantidade necessária que a criança precisa por dia quando ela não vê o que está comendo. Ela precisa enxergar a cor, sentir o sabor e o cheiro de cada alimento”, diz Renata.

5)      Não dar exemplo

De nada adianta encher o prato da criança de verduras, legumes, fibras e cereais e comer uma pizza requentada do dia anterior. Para criar um hábito alimentar saudável nos filhos é preciso dar exemplo. “Se a família comer, é mais fácil para a criança aceitar”, diz Camila.

6)      Desistir nas primeiras recusas

Ainda que a criança não aceite um alimento, sirva novamente. “Percebemos que é necessário oferecer o mesmo alimento de oito a 12 vezes para a criança realmente perceber se gosta ou não”, diz Camila. Não precisa oferecer no dia seguinte, mas, depois de um mês, pode funcionar. Além disso, varie a forma de preparo: às vezes, o cru não passa, mas o refogado, cozido ou assado pode agradar.

7)      Servir lanchinhos entre as refeições

De acordo com as especialistas, a estratégia mais efetiva é organizar os horários das refeições e servir apenas água entre elas. Dessa forma, a criança senta na mesa com fome e come o que é oferecido. “Se ela não comer, a consequência automática é sentir fome. Só que ela terá de esperar pela próxima refeição para se alimentar. É importante frisar que isso não é um castigo, mas o resultado de uma escolha que ela fez”, declara Deborah.

8)      Não estabelecer um tempo máximo para a refeição

Se a criança não comeu durante o tempo que permaneceu à mesa com a família, um período em que todos os demais puderam se alimentar, é bom que aprenda que só vai ter essa oportunidade de novo no horário da próxima refeição. No caso dos bebês e crianças pequenas, vale retirar o prato após algumas tentativas e voltar a oferecer 30 minutos depois. É o que sugere a neuropsicóloga Deborah Moss. “Só tome cuidado para não fazer pratos enormes e querer que a criança coma tudo, sem se dar conta de que ela já pode ter comido o suficiente, dentro do esperado para a idade”, diz a especialista.

Artigo publicado originalmente no UOL, em 06/07/2016. Para acessá-lo na íntegra: http://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/listas/8-erros-que-os-pais-cometem-na-esperanca-de-fazer-o-filho-comer-melhor.htm

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COMO OFERECER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA, POR CLAUDIA LOBO

Hábitos alimentares são formados desde cedo e a nutricionista Claudia Lobo ajuda nesta tarefa com seus livros Alimentação saudável na infância e Comida de criança, ambos publicados pela MG Editores. Assista ao vídeo abaixo, onde ela apresenta suas obras:

Assista:

Saiba mais sobre a autora e os livros, acessando:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Cl%C3%A1udia+Lobo

‘COMO A PUBLICIDADE INFANTIL FAZ MAL À ALIMENTAÇÃO DO SEU FILHO’

Pense nessa cena que provavelmente faz parte do seu cotidiano. Você entra com seus filhos na padaria para comprar somente pão e leite. Até aí, tudo bem. Ao passar no caixa, no entanto, se depara com praticamente uma “loja de brinquedos inteira” bem ao alcance dos pequenos. Alguns produtos, como balas e outras guloseimas nada saudáveis são mega atrativas para a garotada por um único motivo: têm na embalagem com o personagem que é o queridinho da vez dos pequenos.

É chocolate do Bob Esponja, é bala do Mickey, é bolacha do Homem-Aranha, enfim, não faltam produtos com personagens para encher os olhos da criançada que insiste em levar o produto para casa muitas vezes sem nem saber o que tem dentro. Fora alguns produtos que fazem comercial para a criança colecionar todos os brinquedinhos como acontece, por exemplo, em grandes redes de fast-food onde o lanche infantil vem sempre com um bonequinho ou similar.

O resultado disso tudo: a criança cada vez mais consumindo desde cedo alimentos com excesso de sódio, gordura saturada, açúcar, entre outros produtos nada nutritivos. Vale lembrar que as crianças são  responsáveis pelo processo decisório de 80% das compras da família, segundo pesquisa InterScience de 2003. E a imagem dos desenhos prediletos não fica restrita aos alimentos, mas está presente também em produtos de  higiene e até  de limpeza justamente para a criança “ajudar” os pais a escolher o que levar para casa.

OBESIDADE E DOENÇAS

A advogada Isabella Henriques, diretora do Instituto Alana, explica que esses alimentos e bebidas com baixo valor nutricional se tornaram parte do cardápio diário das nossas crianças, inclusive, em muitas escolas. “É por isso que os dados do IBGE mostram que temos 15% das nossas crianças são obesas e 30% delas está com sobrepeso. Esse número só irá crescer se nada for feito”, explica Isabella, que coordenadora dois projetos no Alana, o Criança e Consumo e o Prioridade Absoluta.

Sobrepeso e obesidade não são apenas questões estéticas, mas a criança poderá ter doenças prematuras como diabetes, doenças no coração, hipertensão, entre outros.

O caso é tão sério que a OMS (Organização Mundial da Saúde) defende o fim da publicidade de alimentos não saudáveis para as crianças e está elaborando um documento para orientar os governos a desenvolverem políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional sobre as crianças.

Isabella diz que muitas vezes as pessoas falam que os pais são os culpados por comprar os produtos ao fazer “todas as vontades dos filhos”. “É muito fácil colocar toda a culpa nas costas dos pais. A sociedade, o Estado também têm sua responsabilidade pois deve fazer a regulação da mídia”, comenta. O pai fala não uma, duas, três vezes, mas na quarta, naquele dia que está mais cansado, que o filho faz birra, que está  cheio de pepinos para resolver, acaba comprando.

A advogada diz ainda que os pais trabalham o dia todo e ainda sofrem com os assédios da publicidade que vem de todos os lugares, como pela TV, na revista, nas prateleiras do mercado. Mais de 85% das crianças brasileiras assistem a TV diariamente em um tempo médio de mais de cinco horas, segundo pesquisa do Ibope de 2011. Ou seja, os pais trabalham fora o dia todo e esse acaba sendo o cenário ideal para a publicidade infantil ocupar seu espaço.

Texto de Giovanna Balogh, publicado no blog Mães de Peito, em 01/07/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://maesdepeito.blogosfera.uol.com.br/2015/07/01/como-a-publicidade-infantil-faz-mal-a-alimentacao-do-seu-filho/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça os livros:

10802A CRIANÇA E O MARKETING
Informações fundamentais para proteger as crianças dos apelos do marketing infantil
Autoras: Luciene Ricciotti VasconcelosAna Maria Dias da Silva
SUMMUS EDITORIAL

O marketing infantil é, hoje, uma das maiores ferramentas para vender produtos, influenciar famílias e conquistar a fidelidade de clientes. Mas que tipo de mensagem vem sendo direcionada às crianças e como pode prejudicar a autoestima e desvirtuar os valores dos pequenos? Escrita por uma especialista em comunicação e por uma psicóloga, esta obra é fundamental para pais e professores.

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Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

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CLÁUDIA LOBO AUTOGRAFA O LIVRO “ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA”, NA LIVRARIA LEITURA, EM GOIÂNIA

A MG Editores e a Livraria Leitura (Goiânia) promovem no dia 30 de junho, terça-feira, das 19h às 21h30, o lançamento do livro Alimentação saudável na infância, da nutricionista Cláudia Lobo. No início do evento, às 19h, a autora fará uma palestra sobre o tema do livro. Em seguida, haverá uma sessão de autógrafos. A livraria fica no Goiânia Shopping, Av. T – 10, no 1.300, Piso 3, Setor Bueno, Goiânia, GO.

Há cerca de 20 anos, a desnutrição infantil era um problema de saúde pública causado por falta de comida. Hoje, o Brasil está se tornando um país de obesos anêmicos por mau uso da alimentação. Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que quase 35% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso. Doenças como diabetes, hipertensão arterial e até mesmo câncer vêm sendo apontadas como consequências da obesidade. Como mudar esse quadro e garantir às crianças saúde e longevidade?

No livro Alimentação saudável na infância, Cláudia mostra o caminho para implantar – e manter – uma alimentação saudável na rotina dos pequenos. Com dicas e soluções práticas, ela ensina a escolher os alimentos adequados e prepará-los de forma saborosa e nutritiva.

Ao longo da obra, dividida em 20 capítulos, a autora indica com profundidade o passo a passo para selecionar, comprar, preparar e armazenar os alimentos ideais para uma boa nutrição. Ela aborda também a importância da mastigação e a melhor forma de apresentar diferentes pratos às crianças, além de oferecer dicas de como lidar com manhas e birras na hora das refeições. Trata-se de um guia para ajudar a transformar os hábitos alimentares de toda a família. Mudanças no cotidiano, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados pela nutricionista.

“É extremamente difícil alimentar adequadamente uma criança nos dias de hoje. Falta tempo para preparar refeições equilibradas em casa, os pequenos estão voluntariosos e cheios de vontades, não aceitam a maioria dos alimentos que deveriam comer e só querem aqueles que não acrescentam nada de bom à saúde. Além do mais, certas comidas são mais saborosas que outras e as mais gostosas nem sempre são saudáveis”, afirma Cláudia. Ao mesmo tempo, ela acrescenta, todos os dias surgem informações, muitas vezes desencontradas, de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos.

A proposta da obra é mostrar o “caminho das pedras”, ensinando como fazer, na prática, que as crianças se alimentem bem sempre. Segundo a autora, as mudanças devem acontecer com planejamento e calma, sem estresse.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1415/9788572550796

Alimentacao_saudavel_na_infancia