“O MÍNIMO PARA VIVER”: COMO ESCAPAR DOS GATILHOS DE TRANSTORNOS ALIMENTARES

Filmes, séries, novelas e reportagens podem fragilizar pessoas que já passaram pelo problema ou têm algum tipo de predisposição

Uma jovem que sofre com anorexia, depois de inúmeros tratamentos falhos, inicia um novo tratamento contra o problema com um médico nada convencional. Ao lado dela, outros seis jovens com transtornos alimentares.

Essa é a história do filme “ O Mínimo Para Viver ”, da Netflix. A ideia é retratar a realidade das pessoas que sofrem com transtornos alimentares , mostrar que elas não seguem necessariamente um padrão estético e que a luta não é exatamente conta a balança, mas contra a mente da pessoa. Entretanto, essas mesmas informações que podem ser de grande aprendizado para o público em geral podem desencadear pensamentos ruins naqueles que já passaram pelos problemas ou têm alguma predisposição.

Gatilhos para os transtornos

Rita Calegari, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica em entrevista ao Delas que isso acontece porque esse tipo de filme, assim como a série “13 Reasons Why”, que trata sobre suicídio, promove muita angústia pela forma com que são contados. “Pode fragilizar quem tem alguma aproximação com o tema, dependendo do indivíduo, da fase do tratamento ou a gravidade do transtorno”, afirma a especialista.

A psicóloga alerta que a fragilidade pode ser momentânea também. Um determinado mês ou uma determinada semana em que a pessoa está mais frágil e um filme, série ou até reportagem não cai bem. E os “gatilhos” podem não dar nenhum sinal antes de serem iniciados, como ocorre no filme da Netflix.

Sendo assim, aconselha Rita, se você acha que não está em uma fase boa para assistir a um produto com esse tema, não assista. “Se acha que pode fazer mal, respeite. É importante escutar a voz de dentro. Ninguém precisa provar nada para ninguém, e estamos falando de transtornos sérios, que matam aos poucos. Se você não se sente pronta, não precisa nem ficar se justificando. Apenas ouça a voz interior. Ela precisa ser reconhecida.”

É preciso respeitar os limites do próprio corpo e mente. A psicóloga explica que o objetivo da arte é realmente gerar sentimentos nas pessoas, nesse caso, a angústia. Então até pessoas que não têm problema algum podem ficar mais pensativas após assistir ao filme.

Já se a pessoa assistiu uma produção que não lhe fez bem, é importante ter com quem conversar. “Pense nisso como um bom mecanismo: conversar com um grupo de apoio, com um psicólogo, amigo, família. Fale o que incomodou, com o que se identificou, além de respeitar seus limites – se começou a assistir e percebeu que não vai ser legal, pode parar de assistir.”

Se você é mãe ou responsável de algum jovem, é interessante assistir junto, conversar, se interessar sobre o assunto para que seja possível ajudar os mais novos. Para Rita, o maior problema ainda é o tabu e o silêncio em torno do tema, e os adultos têm obrigação educativa de se informar sobre o assunto. “É bom conversar, dar um interpretação e significado para tudo o que foi visto e sentido. Nunca deixar os jovens sozinhos, já que eles precisam de nossas mãos como guias.”

Tabus

A produção da Netflix conta detalhes da vida de pessoas com transtornos alimentares. Se por um lado mostrar isso pode atingir pessoas com fragilidades, não falar disso pode criar um tabu ainda maior sobre o problema. O ponto, segundo Rita, é a sociedade aprender a conviver com toda a tecnologia que temos hoje.

“Estamos falando da primeira geração que já nasceu digital. A forma de falar dos problemas mudou, e a forma como lidamos com eles também deve mudar. Mas ainda são precisos estudos para avaliar os malefícios e benefícios dessas produções, não dá para falar se são totalmente boas ou ruins.”

Mesmo assim, a psicóloga encara com bons olhos a produção. Ainda mais pelo fato dela não ter romantizado os transtornos alimentares. “Pelo que eu vi do filme e das críticas, parece que há um conheço de que não há romantização do problema, e essa é a grande crítica dos órgãos sobre essas produções, que não se glamurize o problema, para servir mesmo para discussão.”

O problema de não se discutir essas questões é que elas se tornam tabus até mesmo para as pessoas mais próximas, familiares e amigos. Há muitas críticas que são mal fundamentadas, algumas pessoas não entendem que se trata de um problema de saúde e, pior, ainda acham que a pessoa está apenas querendo chamar atenção. O resultado? O indivíduo acaba se isolando quando não é compreendido, e isso só piora a situação.

Transtornos alimentares

Os mais conhecidos são a Bulimia e a Anorexia, mas não sãos os únicos transtornos alimentares. Normalmente, a pessoa passa a ter hábitos alimentares diferentes, como comer demais à noite ou ingerir coisas não nutritivas, como terra e plástico, só que o mais importante sobre esses transtornos é entender que se tratam de transtornos mentais associados à alimentação.

A psicóloga ainda explica que muitas pessoas acreditam que a pessoa que tem anorexia, por exemplo, não está fazendo algo saudável para a vida dela. Mas o problema é que para a pessoa que sofre com o transtorno ficar sem comer ou fazer muitos exercícios é algo bom.

“O conceito de saudável depende muito da boca de quem está falando. Muito anoréxicos, como a jovem do filme, olham para o espelho e se veem gordos. É preciso ter muito cuidado por conta da alteração de percepção, porque o saudável muda de sentido. É como se colocássemos óculos com lentes rosa, e aí passamos a enxergar e a julgar o mundo com essa coloração.”

As mulheres jovens são as principais pacientes dos transtornos alimentares, mas não são as únicos. Já percebe-se um aumento de casos entre homens e até mesmo em crianças. No caso das mulheres, a maior parte dos casos ocorre da adolescência até a faixa dos 30 anos, uma fase em que a mulher precisa afirmar seu lugar no mundo. A relação comida e família também tem grande importância, então os hábitos familiares e as cobranças que são feitas aos pequenos podem aumentar o risco desses problemas nos mais novos.

“É muito importante a avaliação médica e o diagnóstico correto. Muitas vezes, as pessoas adiam a ida ao médico, e o problema se agrava”, alerta Rita. No caso dos transtornos alimentares, o tratamento é feito por um equipe multidisciplinar, formada por médico, nutricionista e psicólogo. Caso suspeite que algum conhecido esteja passando por um problema ou se você mesma não está bem, procure um desses profissionais.

Matéria de Gabriela Brito, publicada no iG Delas em 02/08/2017. Para acessá-la na íntegra: http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2017-08-02/transtornos-alimentares.html

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça as obras do Grupo Summus que falam sobre o tema:

ANOREXIA E BULIMIA
Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

A EXPERIÊNCIA ANORÉXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

‘PESQUISA RECRIA NEURÔNIOS E ENCONTRA GENE LIGADO À ANOREXIA’

Neurônios derivados do organismo de meninas que sofrem de anorexia possuem um padrão característico de ativação do DNA, associado ao sistema que regula a sensação de prazer durante a alimentação.

Os dados sugerem que seria possível projetar medicamentos específicos contra o distúrbio.

“A anorexia ainda carrega muito estigma social, e muitos acreditam que seja algo psicológico. No entanto, é uma doença com bases biológicas claras, gerada a partir de contribuições genéticas e ambientais”, argumenta o biólogo brasileiro Alysson Muotri, que trabalha na Universidade da Califórnia em San Diego, autor do estudo.

Apesar de afetar 1% das pessoas com uma aversão irracional à ideia de ganhar peso (e que pode levar à morte), ainda falta muito para entender como a doença surge.

Para chegar às conclusões descritas em artigo na revista “Translational Psychiatry”, Muotri e colegas adotaram uma abordagem que tem rendido descobertas a respeito de autismo e mal de Parkinson, por exemplo.

Já que é praticamente impossível investigar diretamente o que acontece nas células cerebrais de pessoas com esses problemas enquanto elas ainda estão vivas, os cientistas usaram uma tecnologia que cria neurônios a partir de uma simples biópsia de pele.

A tecnologia em questão é a das células iPS (células pluripotentes induzidas), por meio da qual a amostra de tecido da pele recebe modificações para que as células voltem a um estado extremamente versátil, semelhante ao das células de um embrião com poucos dias de vida.

O passo seguinte é o cultivo delas num “caldo” específico, que propicia a transformação delas no tipo celular desejado –no caso, neurônios do córtex, a “área nobre” do cérebro.

Como os neurônios obtidos por esse método possuem o mesmo material genético dos que estão no cérebro da pessoa que foi submetida à biópsia, espera-se que eles simulem, de forma razoavelmente precisa, o que ocorre no organismo do doente.

Com base nisso, os cientistas obtiveram amostras de quatro adolescentes com um quadro de anorexia severa e refratárias a terapias leves.

Os pesquisadores também produziram neurônios derivados de quatro mulheres e meninas saudáveis, de modo a poder comparar as duas populações de células.

A preferência por pacientes do sexo feminino na adolescência se justifica porque a anorexia é dez vezes mais comum entre mulheres, e os sintomas costumam aparecer alguns anos após a puberdade.

Depois que os neurônios derivados de ambos os grupos do sexo feminino tinham se estabelecido numa cultura de células, os cientistas fizeram uma extensa análise da expressão gênica deles–ou seja, do padrão de ativação ou desativação de DNA nas células, o qual, por sua vez, rege o funcionamento celular por meio da produção maior ou menor de proteínas e outras moléculas.

De maneira geral, as diferenças entre os dois grupos de neurônios são sutis, embora eles pareçam se comportar de forma distinta –os neurônios das jovens anoréxicas têm mais em comum entre si do que com os das mulheres e meninas saudáveis. A ativação elevada de um gene específico nos neurônios “anoréxicos”, porém, chamou a atenção dos pesquisadores.

Trata-se do pedaço de DNA conhecido como TACR1, que contém a receita para a produção de uma fechadura bioquímica na qual se encaixa a taquicinina. “Ela atua no eixo cérebro-intestino e foi associada à sensação de gordura corporal”, explica Muotri.

Ou seja, parece que ajuda a regular a impressão que cada pessoa tem de estar magra ou gorda –uma das peças que fica fora de lugar para quem tem anorexia, um distúrbio que faz pessoas magérrimas continuarem a achar que estão muito acima do peso.

Curiosamente, já existem drogas que são antagonistas do TACR1, ou seja, atrapalham seu funcionamento. São usadas por pacientes que fazem quimioterapia e, por isso, perdem o apetite.

“Seria tentador testar isso agora [em quem sofre de anorexia], mas acredito que ainda é cedo”, diz Muotri. “Essas drogas têm muito efeito colateral e talvez tivessem de ser usadas cronicamente, o que não seria tão vantajoso.”

Para o psiquiatra Antonio Leandro Nascimento, da UFRJ, a abordagem adotada no novo trabalho é muito interessante por tentar investigar os aspectos celulares e genéticos da gênese da anorexia. “Mas não podemos esquecer que são apenas uma parte do quebra-cabeça. O ambiente e os aspectos culturais também são importantes”.

Segundo Nascimento, hoje não existem medicamentos voltados especificamente para os pacientes anoréxicos –o tratamento é centrado na terapia cognitivo-comportamental. Por isso, identificar possíveis alvos para drogas é importante, afirma.

Metéria de Reinaldo José Lopes, publicada originalmente na Folha de S. Paulo. Para lê-la na íntegra, acesse: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/03/1866579-pesquisa-recria-neuronios-e-encontra-gene-ligado-a-anorexia.shtml

 

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Quer saber mais sobre anorexia? Conheça os livros do Grupo Summus:

20710ANOREXIA E BULIMIA
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora: Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

10241A EXPERIÊNCIA ANOREXICA
Autora: Marilyn Lawrence
SUMMUS EDITORIAL 

De forma simples e direta, a autora trata o complexo tema de anorexia que, nos tempos atuais, tem afligido um grande número de mulheres e jovens. O estudo busca entender por que a doença aflige basicamente o sexo feminino, e também analisa por que alguns tipos de tratamentos hospitalares são tão desastrosos. A autora oferece explicações e, principalmente, novas perspectivas. A quase inexistente bibliografia sobre a questão em nosso país torna esta obra consulta obrigatória.

10124MULHERES FAMINTAS
Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

10693O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL 

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.

 

‘LILY COLLINS REVELA TER SE SALVADO DA ANOREXIA; COMO IDENTIFICAR A DOENÇA?’

Quem melhor que uma pessoa que já passou por um quadro de anorexia para viver um personagem com esse problema? No lançamento do filme “To The Bone”, no Festival Sundance de Cinema, a atriz Lily Collins, de 27 anos, revelou que sofreu com o transtorno na adolescência.

A ideia da atriz era revelar a questão em um livro de memórias, mas a experiência catártica de interpretar a personagem Ellen trouxe a reflexão a público. Segundo a estrela, era a oportunidade de exorcizar o passado e alertar os jovens sobre transtornos alimentares.

“Eu escrevi um capítulo cerca de uma semana antes de chegar o script. Era o universo falando que existia um motivo para eu estar falando disso agora”, contou em entrevista ao site InStyle.

Mais celebridades revelaram o problema

Entre as famosas que já revelaram ter sido vítimas de anorexia estão modelos como Isabella Fiorentino, as atrizes Deborah Evelyn  e Raquel Fabbri, além das cantoras Lady Gaga e Demi Lovato.

Para Valéria Lemos Palazzo, membro da Academy for Eating Disorders e fundadora do Grupo de Apoio dos Distúrbios Alimentares, a revelação do quadro de anorexia por famosas nem sempre ajuda.

“É positivo quando a pessoa já superou o problema. Porém, quando a pessoa menciona que ainda sofre, só faz parecer que é possível viver e ser bem-sucedido mesmo com anorexia”, diz. Por isso, o padrão magérrimo exaltado nas passarelas e campanhas da moda é considerado um incentivo para quem não contornou o problema.

Problema real

A anorexia é um problema que atinge de 0,5% a 1% das adolescentes e mulheres adultas no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Homens são minoria, mas casos entre eles têm chamado a atenção nos últimos anos.

Há uma predisposição genética para o transtorno, mas, geralmente, é desencadeado por pressões sociais e culturais. A anorexia se caracteriza por uma preocupação excessiva com alimentação, perda drástica de peso e distorção da imagem corporal.

Segundo Valéria, os primeiros sinais de um quadro de anorexia aparecem no comportamento da pessoa, como começar a restringir a alimentação, esconder o corpo com roupas largas, se pesar constantemente, agressividade e isolamento social.

Além disso, há os critérios diagnósticos, como o Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 20.

Como ajudar?

A especialista afirma que abordar uma pessoa anoréxica exige paciência. “O ideal não é apontar o fato de a pessoa estar muito magra, mas perguntar o objetivo da perda de peso pela qual ela está passando. Se a pessoa procura emagrecer com saúde, estabelece uma meta, por exemplo. Se alcançou o peso desejado, se só mantém. A vítima de anorexia mencionará uma meta irreal e sem limite”, diz Valéria.

Uma vez detectado o problema, a profissional indica que o caso seja relatado para um clínico geral ou pediatra que já acompanhe o jovem. Acompanhamento psicológico é essencial.

Matéria de Juliana Simon, publicada originalmente no UOL, em 24/01/2017. Para lê-la na íntegra, acesse: https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/01/24/lily-collins-revela-ter-se-salvado-da-anorexia-como-identificar-a-doenca.htm

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Para saber mais sobre anorexia e distúrbios alimentares conheça os livros do Grupo Summus sobre o assunto:

 

20710ANOREXIA E BULIMIA
Guias Ágora – Esclarecendo suas dúvidas
Autora:
Julia Buckroyd
EDITORA ÁGORA

Nos últimos 25 anos, a anorexia e a bulimia transformaram-se em endemias entre os jovens do mundo ocidental. O livro traz informações atualizadas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido e que atinge uma enorme camada de jovens entre 15 e 25 anos de idade. A autora esclarece como a sociedade e a cultura colaboram com a criação dessas doenças, descreve os sintomas, as conseqüências e também como ajudar no âmbito familiar e profissional.

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10241A EXPERIÊNCIA ANORÉXICA
Autora: Marilyn Lawrence
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Uma psicologia da anorexia nervosa
Autora: Angelyn Spignesi
SUMMUS EDITORIAL

Uma obra essencial que explora a anorexia através do imaginário, linguagem e metáforas espontaneamente produzidas pelos que sofrem deste mal. A autora conduz à dimensão simbólica da anorexia e à compreensão dos seus significados e conceitos mais profundos. O respeito da autora pela natureza da psique feminina fica evidente em cada página. Um convite para que as mulheres comecem a escrever sobre si mesmas, a partir de sua psique. Uma grande contribuição para o conhecimento do que é ser mulher.

10693O VÍCIO DA PERFEIÇÃO
Compreendendo a relação entre distúrbios alimentares e desenvolvimento psiquíco
Autora: Marion Woodman
SUMMUS EDITORIAL 

Este livro explora os temas Anorexia Nervosa, Bulimia e Obesidade. Com a apresentação de vários casos clínicos, a conceituada autora verifica a relação dessas síndromes com o momento sociocultural, a mitologia, a literatura e principalmente a psicologia profunda de C. G. Jung.