‘CIÚME EXTREMO DEVE SER TRATADO COMO DOENÇA’

Diferentemente do ciúme comum, que faz parte de relacionamentos saudáveis, o sentimento excessivo pode se tornar patológico e destruir a vida do casal. Em casos normais, ele aparece em forma de ansiedade e insegurança — –mas nada fora do comum. Entretanto, uma pessoa doente tem baixa autoestima e não consegue estabelecer relação de confiança porque, entre outros motivos, acredita que ninguém pode querer amá-la verdadeiramente.

Para se sentir no controle da situação, o processo doentio começa com a fiscalização pesada. “É uma ilusão de controle. Colocam rastreador no celular, no carro…. E quando não pode com esses recursos, liga desesperadamente porque  quer saber o tempo todo onde e com quem o parceiro está. No final, essa pessoa esquece da própria vida em função do outro, que se sente sufocado e pode abandonar tudo”, afirma a terapeuta Arlete Gavranic, do Isexp (Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática).

A psicoterapeuta Iracema Teixeira fala que esse tipo de comportamento é comum entre homens e mulheres, mas que, culturalmente, eles não se sentem à vontade para admitir um grande amor e, por isso, sabe-se menos de casos masculinos. “As características são semelhantes ao vício em drogas e álcool, por exemplo. O quadro obsessivo traz sintomas de abstinência quando há qualquer distância física –ou mesmo emocional–, como insônia e taquicardia”.

Segundo as especialistas, o primeiro passo é reconhecer a patologia e, em seguida, procurar ajuda. Existem grupos anônimos e a própria terapia pode ajudar. “São situações extremadas e muito delicadas. O parceiro de um ciumento excessivo precisa ajudar e não reforçar o comportamento. Muitas vezes, eles se sentem sufocados, mas em outras, confundem com cuidado e amor”, explica Iracema.

Acesse a matéria na íntegra e conheça as histórias de Lisa* e Isabel*, que reconheceram os sintomas e procuraram ajuda:
https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/05/01/ciume-pode-virar-doenca-veja-como-lidar-e-conheca-historias.htm

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade das entrevistadas.

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Para saber mais sobre o tema, conheça o livro:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA 

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

‘BBB: TER CIÚME É NORMAL, MAS NÃO DO JEITO QUE EMILLY SENTE’

Durante toda a 17ª edição do BBB, Emilly já teve inúmeras crises de ciúmes de Marcos. Seja com outras participantes da casa, como Vivian e Elettra, de convidadas que foram ao programa, como a atriz Claudia Ohanna, e já chegou até a dizer que selecionaria as amizades do brother no Facebook, quando saíssem da casa. 

Sentir ciúme é normal, segundo a psicóloga clínica e hospitalar Sabrina Gonzalez, mas ter crises frequentes, como Emilly, indica problemas. “O ciúme saudável aparece quando há um motivo plausível. A pessoa interpretou algo, independentemente de estar certa ou errada, e aquilo gerou ciúme. Ele aparece em situações específicas”, explica.

Já o exagerado, não. O ciúme e a desconfiança pairam 24 horas por dia, mesmo sem razão. “A pessoa não consegue se libertar da situação. O sentimento não tem relação com o parceiro em si, nem é baseado em algo específico, mas, sim, nos pensamentos irreais que só passam pela cabeça da pessoa”, explica.

Segundo especialistas ouvidas pelo UOL, sete comportamentos de Emilly não são saudáveis:

1. Usar o controle para se sentir segura

Na opinião da psicoterapeuta Lizandra Arita, o ciúme é uma mescla de insegurança e medo. “A pessoa quer ter o controle sobre o outro, pois, assim, se sente seguro e, quando isso não acontece, ela fica mais insegura, ansiosa e nervosa”, diz.

Para a psicoterapeuta, a imaturidade de Emilly só piora a situação. Todo mundo se sente inseguro eventualmente na vida, mas o lado racional e adulto faz com que consigamos contornar esse sentimento. Sem maturidade, só sobra o lado emocional falando, e aí a pessoa age como uma criança que faz birra, se descontrola”, explica.

2. Não respeitar a individualidade do outro

Outra possibilidade que faz a sister ser tão ciumenta é o fato de ela querer que o namorado seja igual a ela. “Emilly tem dificuldade de aceitar o Marcos do jeito que ele é. Em muitos momentos, ela não quer que ele pense de outro jeito, tem medo que outras pessoas possam afetar o julgamento do médico e que ele se volte contra ela”, diz Lizandra.

Para a psicoterapeuta, não ter controle sobre o namorado gera medo e ansiedade, o que faz com que ela tente manipulá-lo. “Ela age assim para que ele siga a opinião dela, para que ele não tenha a própria identidade, e o ciúme tem muito a ver com isso. Não permito que o outro seja ele mesmo e quero que tudo seja do meu jeito”, diz.

3. Não confiar em si mesma

Ainda que Emilly saia dizendo por aí que se acha sensacional. Segundo Eliana Costa, psicóloga e coach do grupo Atitude, a situação pode indicar o oposto. Ela pode, sim, ter a autoestima baixa. “Esse tipo de autoafirmação já é um sinal de baixa autoestima, e quando falta autoconfiança, a pessoa sente que não é boa o bastante para o outro”, diz.

  • 4. Dificuldade de dialogar

Ao sentir ciúme do parceiro, Emilly se enfurece. Segundo Eliana, ao fazer um escândalo e sair andando, sem tentar manter um diálogo, Emilly dificulta a resolução do problema. “O diálogo é o caminho para solucionar um conflito”.

5. Chamar a atenção com brigas 

Mesmo que inconscientemente, Emilly usa a briga para conseguir ter a total atenção de Marcos. “É uma tentativa de controlar, pois enquanto está rolando a discussão, ele se mantém preso na discussão, olhando para ela, e não mais para a Vivian, por exemplo”, fala Eliana.

6. Tentar impedir que Marcos se relacione com outras pessoas

A intenção de controlar as amizades do médico fora do reality também só reiteram a necessidade de estar no comando. “Querer controlar o Facebook dele nada mais é do que querer estar por dentro das relações que ele tem. Com quem ele fala, para quem dedica afeto ou não, assim como ela faz com ele no reality”, diz Eliana.

Matéria de Thamires Andrad, publicada originalmente no UOL, em 07/04/2017. Para acessá-la na íntegra: https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/04/07/bbb-ter-ciume-e-normal-mas-nao-do-jeito-que-emilly-sente.htm

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Tem interesse pelo tema? Conheça:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

‘REDES SOCIAIS ATRAPALHAM SUPERAR FIM DE RELACIONAMENTO’

Antes das redes sociais, quando um romance acabava, se as pessoas não compartilhavam o mesmo círculo de amigos, dificilmente tinham oportunidade de conversar ou se esbarrar. A distância e a ausência facilitavam superar o rompimento. Hoje, é possível acompanhar a vida do “ex” pela internet, com riqueza de detalhes, graças aos posts, check-ins e fotos do Facebook, Instagram etc. Essa curiosidade não só provoca um sofrimento enorme como ainda dificulta elaborar o fim da relação e seguir adiante.

“Esse comportamento de ficar vigiando o ‘ex’ nas redes sociais não é nada saudável e indica que ainda há uma forte ligação entre ambos, tanto pelo perseguidor quanto pelo perseguido, que simplesmente poderia bloquear o outro”, declara o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (Editora Ágora).

Na opinião da psicoterapeuta Maura de Albanesi, a mania de “stalkear” (ato de perseguir virtualmente alguém) faz com que a pessoa não consiga se desvincular da relação. “É um sinal de que o indivíduo ainda alimenta a ideia de um retorno ou tenta arquitetar algum plano para se encontrar com sua paixão, fazendo uma espécie de jogo de sedução às escondidas. O que só causa expectativas frustrantes.”

A psicóloga Marina Vasconcellos, especializada em terapia familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), diz que quem fica olhando o que o outro está fazendo e com quem anda, na verdade, não deseja colocar um ponto final no relacionamento.

“No fundo, a pessoa guarda dentro de si a esperança de um dia retomar a relação ou está esperando a oportunidade de se vingar de quem a deixou. Além disso, também quer manter algum tipo de controle do que acontece na vida do outro”, fala.

A melhor forma de realmente esquecer é deixar de ter contato e notícias do antigo amor. Resistir à tentação de xeretar é uma decisão que necessita de disciplina. “Exclua a pessoa de seus contatos, não fique checando seus passos por meio de amigos em comum, enfim, tenha em mente que, se pretende seguir a vida, essa é a alternativa mais eficiente”, afirma Marina.

Maura diz que é preciso desenvolver força de vontade e entender que o romance acabou. “Enquanto nutrir alguma esperança de retorno, será mais difícil vencer a tentação de vasculhar as redes sociais”, afirma a psicoterapeuta.

Mania de xeretar pode virar obsessão

De acordo com Alexandre Bez, psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, a questão não é se preocupar em resistir a essa averiguação pessoal e/ou perseguição, mas, sim, importar-se com a real motivação dessa curiosidade.

“Por trás dessa atitude pode haver desde um sentimento verdadeiro, fantasias, frustração por não ter dado certo ou TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)”, declara o especialista.

Conforme a experiência de Bez, ao identificar o motivo que dispara esse gatilho emocional, fica mais fácil compreender a dinâmica e, assim, elaborar estratégias para diminuir ou cessar definitivamente o comportamento.

“Stalkear” pode se transformar em uma patologia caso a pessoa deixe de fazer outras atividades do dia a dia para vasculhar a vida alheia e comprometa outros campos –profissional, familiar, lazer– para se dedicar à espionagem.

“A terapia passa a ser indicada para ajudar o indivíduo a entender a razão de não conseguir ‘soltar’ o outro e as razões que levam a controlar a vida do antigo par. Aqui já não existe o bom senso, o equilíbrio e, sim, uma obsessão. É preciso elaborar o luto da perda da relação e investir em si próprio, para que esse momento sirva de crescimento pessoal”, diz Marina.

Na opinião da psicóloga, o término de uma relação é o momento propício para refletir sobre o que não deu certo, os motivos de cada um para que isso acontecesse, como pode ser diferente em uma próxima história e principalmente sobre o que esperar de um novo parceiro.

“É um bom momento para praticar exercícios físicos, rever amigos, investir no trabalho, fazer coisas que deixou de fazer por estar com alguém, curtir a liberdade e, principalmente, estar de verdade com as pessoas, e não virtualmente. Deixar as redes sociais de lado e apostar nas relações ao vivo ajuda bastante a superar essa fase”, diz Marina.

Matéria de Heloísa Noronha, publicada originalmente no UOL, em 14/07/2016. Para lê-la na íntegra, acesse: http://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/07/14/redes-sociais-atrapalham-superar-fim-de-relacionamento.htm 

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Conheça os livros do psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos e da psicóloga Marina Vasconcellos, que participam da matéria:

20034CIÚME
O lado amargo do amor
Autor: Eduardo Ferreira-Santos
EDITORA ÁGORA

O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

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20188PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autores: Vivien Bonafer PonzoniGisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina da Costa Manso VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. MauroDalmiro M. Bustos
EDITORA ÁGORA

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.

APRENDA A DIFERENCIAR O CIÚME NORMAL DO DOENTIO

Cobrança excessiva é sinal de que o sentimento exagerado está atrapalhando seu relacionamento

A novela Em Família, no ar na Globo no horário das 21h, tem mostrado em sua segunda fase um caso de ciúme patológico. O personagem Laerte (vivido então pelo ator Guilherme Leicam) namora a prima Helena (vivida então pela atriz Bruna Marquezine), mas tem diversas crises de ciúme sem evidências, sendo violento inclusive com a namorada.

Também tenho acompanhado vários casos de ciúme patológico no consultório, e me chama a atenção o fato de as pessoas deixarem para procurar ajuda apenas quando são alertadas por um profissional da área da saúde, geralmente psicólogo ou psiquiatra. Aqueles que sofrem com o ciúme do parceiro acham que esse comportamento faz parte do jeito de ser da pessoa, incomodam-se com as cobranças e controle a que são submetidos, porém não fazem ideia de que isso possa ser sintoma de uma doença, e como tal, deve ser tratado.

O que é o ciúme?

Basicamente, ciúme é o medo de perder alguém amado para uma terceira pessoa. Segundo Ballone, o ciúme normal é transitório e baseado em fatos. O maior desejo é preservar o relacionamento. Algumas pessoas o encaram como prova de amor, zelo ou valorização do parceiro. Outros o consideram uma prova de insegurança e baixa autoestima.

Ciúme doentio

Já no ciúme patológico há o desejo inconsciente da ameaça de um rival, assim como o desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro. Caracteriza-se por se exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-o num tremendo controlador, cerceador da liberdade do outro, podador de qualquer atividade que o parceiro queira fazer sem que ele esteja presente.

Dúvidas se transformam em ideias supervalorizadas, levando a pessoa a checar, verificar se ela tem fundamento. Checa celulares e ligações recebidas constantemente, quer saber quem enviou mensagens, que e-mails recebeu e por qual motivo, com quem falou e sobre o que, onde está e a que horas voltará, quem são os amigos e porque os têm; acha que se a pessoa se arruma para sair, mesmo que seja para o trabalho, está “se arrumando para encontrar o amante”; se há algum atraso é motivo de brigas e questionamentos intermináveis; e por mais que tente aliviar seus sentimentos, nunca estará satisfeito, permanecendo o mal estar da dúvida. Enfim, a vida a dois transforma-se num verdadeiro martírio.

A maneira errada de lidar com o ciúme

Quem sofre os “ataques” do parceiro alimenta-o sem saber à medida que concorda em submeter-se ao que o outro pede. Por exemplo: se, ao ser questionado sobre quem lhe enviou e-mails, mesmo no trabalho, ele responder, der satisfações, o outro se sentirá no direito de fazê-lo sempre, agindo dessa forma cada vez mais incisivamente.

As brigas tornam-se frequentes e o clima de tensão impera na relação, já que qualquer coisa é motivo para reacender o ciúme. Porém, há momentos de total tranquilidade intercalados a estes – geralmente quando estão juntos, fazendo algo que distraia a atenção do ciumento – o que deixa a “vítima” do ciúme confusa, tirando a vontade de abandonar a relação que muitas vezes é tentadora.

Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.

Mas afinal quem é a vítima aqui? Aquele que sofre com as cobranças e vive numa verdadeira prisão ao lado de alguém possessivo e controlador ou este, que vive em constante tensão e desconfiança, perdendo por completo sua tranquilidade perante a vida em função de algo que o consome? Diria que ambos são vítimas e necessitam cuidados, cada um em seu contexto. Aquele que convive com o ciumento deve aprender a colocar limites, não alimentando a dinâmica doentia do parceiro, e não deixando de fazer suas coisas ou falar com seus amigos só porque o outro quer. Ele acaba cedendo às pressões para evitar brigas, o que lhe parece mais fácil, mas o resultado é catastrófico, pois quando menos imaginar perceberá o quanto está agindo em função do outro e se deixando de lado, submetendo-se, anulando-se por completo. E o pior: nada satisfaz ao parceiro, que vai exigir sempre mais, pois, como já foi dito, a sensação da dúvida permanece.

A maneira certa de lidar com o ciúme

Em sua terapia procure entender porque se deixa dominar por alguém que lhe cerceia por completo, aceitando abrir mão de seu direito e liberdade de relacionar-se com as pessoas e com o mundo. Já o ciumento deve procurar ajuda psicoterapêutica e medicamentosa, pois o tratamento abrange tanto o lado emocional quanto o físico. É uma doença tratável à base de antidepressivos, que aliviarão e muito os sintomas, devolvendo à pessoa a liberdade de viver. A psicoterapia paralela à medicação é fundamental para que se trabalhem questões profundas ligadas ao aparecimento do ciúme, geralmente envolvendo dinâmicas familiares complicadas, insegurança e autoestima baixa, entre outras. Nunca tome medicação por conta própria, sempre consulte o médico antes de optar pelo tratamento medicamentoso.

Uma grande dificuldade que encontramos ao lidar com essas pessoas é que em muitos casos tal comportamento foi aprendido com o pai ou a mãe, também ciumentos, passando a falsa ideia de que esse jeito de funcionar é o normal. Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido.

Porém, ao deparar-se com um(a) namorado(a) que não viveu essa dinâmica, o ciúme começa a se manifestar, denunciando a presença da doença. Como convencê-lo a se tratar se a própria família não considera seu comportamento “fora do padrão”, muitas vezes boicotando a continuidade do tratamento? Aqui entra a importância de uma terapia familiar acontecendo paralelamente ao tratamento individual, para que cada um possa reconhecer sua parcela de responsabilidade no problema e juntos, se comprometam a resolvê-lo.

É preciso reaprender a relacionar-se sem o controle e libertar-se da angústia da dúvida para experimentar o prazer de um relacionamento “saudável”, onde ambos possam compartilhar momentos de tranquilidade, sem ter que abrir mão de sua individualidade ao mesmo tempo. Isso é possível, basta querer.

 

Texto de Marina Vasconcellos, publicado originalmente no portal Minha Vida. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://minhavida.uol.com.br/bem-estar/materias/15165-aprenda-a-diferenciar-o-ciume-normal-do-doentio

Marina Vasconcellos é psicóloga formada pela PUC/SP, com Especialização em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae.  É organizadora do livro “Quando a psicoterapia trava”, da Editora Ágora.

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20034Se quiser saber mais sobre o assunto, conheça o livro Ciúme – O lado amargo do amor (Ágora), do psiquiatra Eduardo Ferreira Santos. O autor, que é psiquiatra, mergulha no tema do ciúme, mostrando as causas de seu surgimento e suas conseqüências para as relações afetivas – como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves. Ele também aponta saídas para situações neuróticas. Afinal, o ciúme acaba transformando o amor, sentimento altruísta por natureza, no mais exacerbado egoísmo.

ISTOÉ E O GLOBO DESTACAM LIVROS DO GRUPO EDITORIAL SUMMUS NO FIM DE SEMANA

Dois livros do Grupo Editorial Summus foram destaque em reportagens neste fim de semana. A revista IstoÉ entrevistou o autor de Ciúme – O lado amargo do amor (Ágora), o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos. Já o jornal carioca O Globo entrevistou a psiquiatra Carmita Abdo, autora de Descobrimento sexual do Brasil (Summus). Vejam as respectivas matérias nos links: http://goo.gl/tI34O e http://goo.gl/PqNNG

Muitas vezes idealizado e até romantizado, o ciúme – esse sentimento tão comum aos seres humanos que amam – é, no entanto, expressão de desconfiança e insegurança. Se, de início, as demonstrações de posse podem até “apimentar” o relacionamento, com o tempo tornam-se reações cada vez mais descontroladas. No livro Ciúme – O lado amargo do amor, Ferreira-Santos mergulha fundo no tema. Ele explicita as causas e as conseqüências dramáticas para as relações afetivas (como dependência, perda de auto-estima e até distúrbios psicológicos graves) e aponta possíveis saídas para situações neuróticas.

O livro Descobrimento Sexual do Brasil – para estudiosos e curiosos traz um retrato multifacetado dos hábitos sexuais do brasileiro. As descobertas, os medos, as conquistas, os tabus, a evolução e as diferenças entre a sexualidade de homens e mulheres. Em linguagem simples e objetiva, a sexóloga Carmita Abdo trata de orientação sexual, disfunção erétil, orgasmo, fidelidade e compromisso, hábitos sexuais, desejo, ponto G e doenças sexualmente transmissíveis. A obra é resultado da extensa pesquisa de campo “Estudo da Vida Sexual do Brasileiro” (EVSB), realizada com mais de sete mil brasileiros de todas as regiões do País.

Para saber mais sobre os livros, clique nas capas acima.