‘PAIS, AVÓS E O CABO DE GUERRA’

Você conseguiu a proeza de ter uma relação bacana com sua sogra/sogro ou pai/mãe, mas eis que chegou o pimpolho e tudo desandou? Ou ainda, era uma batalha até então, mas se tornou uma guerra declarada sem trégua depois que o bebê nasceu? Se você se reconhece nessa cena, seguem algumas reflexões.

Do lado dos pais recém-empossados na função, vivemos em tempos cujo equívoco (cada tempo terá sua própria propaganda enganosa sobre a criação de filhos) é supor que os pais, mas acima de tudo a mãe, são tudo que o pimpolho quer e precisa. Na realidade, bebês e crianças precisam de sujeitos adultos que se dediquem insanamente a eles por um bom período, mas não é imprescindível que seja a mãe e tampouco que seja uma mulher.

A propaganda enganosa de que os pais são tudo para os pequenos leva a crer que eles saberiam instintivamente como cuidar dos bebês. No entanto, eles não sabem e vão ter que inventar a roda com o carro andando, como todos nós. A insegurança que assombra os pais na atualidade passa também por uma experiência geralmente nula, pois não criamos mais os bebês de forma coletiva. Cada um tem o seu e tem que se virar para aprender como lidar com ele. Resumindo, não há instinto que garanta um saber, e tampouco podemos contar com a transmissão cultural de como cuidar dos bebês.

Quando você tem filhos, pode ficar assombrado pelo imperativo de fazer tudo melhor do que seus próprios pais fizeram e provar que suas inúmeras queixas sobre eles têm fundamento. Mas eis que as coisas vão saindo do controle no dia a dia e, por melhor que você seja, se descobre tão distante do que esperava ser. Nesses momentos de insegurança e cobrança excessivas, as sugestões mais inócuas dos avós podem cair como uma bomba na sua autoestima cambaleante.

Do outro lado do ringue temos os avós, com suas próprias questões. No mundo ideal, eles seriam os melhores candidatos a ajudar nessa inédita função, uma vez que a sobrevivência dos seus filhos é a prova de que eles devem ter feito alguma coisa certo. Mas a necessidade de justificarem seus erros e a busca por reconhecimento de seus acertos como pais podem criar uma tensão com as escolhas diferentes dos filhos. Os palpites “quase sempre” bem-intencionados dos avós podem estar a serviço de provar que no fundo eles é que tinham razão.

Além disso, os netos tão amados nos lembram o quanto ficamos velhos, e que somos os próximos candidatos à extinção. Nesse sentido, os netos têm um lado “presente de grego”. Eles são nossa continuidade e a marca de nosso fim. A resistência em passar cetro e coroa para a nova geração, assumindo o próprio envelhecimento, faz alguns avós ditarem regras e diagnósticos, desqualificando os pais novos.

Mas como fica o pimpolho, enquanto tudo isso ocorre?!

Dormindo, chorando, mamando, sujando as fraldas e assistindo ao cabo de guerra. Torçamos para que ele não seja a corda do jogo. Mas quer saber? Salvo raras exceções, os bebês vão muito bem obrigada, estando a salvo do narcisismo das pequenas diferenças, que se repete a cada nova geração. Afinal, não se trata do bebê a questão, não é? Mas sim, de nossas profundas inseguranças diante dos novos papéis tão arrebatadores, tanto de pais, quanto de avós.

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Artigo de  Vera Iaconelli publicado originalmente em sua coluna na Folha de S. Paulo. Para acessar na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2018/01/1952603-pais-avos-e-o-cabo-de-guerra.shtml

 

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Tem interesse pelo tema? Conheça:
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AVÓS E SOGRAS
Dilemas e delícias da família moderna
Autora: Elizabeth Monteiro
SUMMUS EDITORIAL

Que papel é reservado às avós no mundo de hoje? E às sogras? Certamente elas não são mais aquelas velhinhas que passavam o dia todo tricotando. Hoje, trabalham fora, cuidam ativamente dos netos e muitas vezes sustentam toda a família. Nesta obra, Betty Monteiro fala sobre o lugar dos avós na sociedade moderna, aponta limites para a intervenção na família e aponta caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa.

‘PÔR FILHO PARA PENSAR NÃO É CASTIGO: VEJA AÇÕES EDUCATIVAS PARA CADA IDADE’

Quando seu filho faz alguma coisa errada, você o coloca no cantinho para pensar no que fez? Temos uma má notícia: as chances de ele mudar o comportamento são mínimas. “A criança de até 6 anos não tem a compreensão moral das coisas, dos seus atos. Ela obedece porque alguém diz que aquilo é certo ou errado. Ou porque a mãe fica triste ou contente” diz a psicóloga infantil Elizabeth Monteiro. Além disso, vincular o pensar — algo positivo e enriquecedor — a um castigo não é uma boa ideia.

Para a especialista, o castigo só tem fundamento se for educativo e não punitivo. “Caso contrário, só serve para descarregar a raiva do adulto e para medir poder”, explica. Quer saber o que pode funcionar de verdade na hora de corrigir os erros do seu filho? Veja estas dicas dos especialistas, sempre levando em conta a idade da criança:

Até 3 anos

Em vez de colocar de castigo ao desobedecer, é melhor mudar o foco da criança. Nesta fase, ela é oposicionista e teimosa por natureza. Claro, falar com firmeza (sem gritar) e ter coerência é importante, mas será mais eficiente distraí-la.
O que fazer: se estiver pulando no sofá e não quiser descer, chame-a para pintar uma caixa de papelão, desenhar no box do banheiro com pasta de dente ou fazer um bolo na cozinha – sim, precisa ter criatividade! Já se quiser que seu filho não mexa nas coisas, mantenha o ambiente livre e os objetos “proibidos” fora de seu alcance. Nesta idade, a criança precisa mexer em tudo, porque ao explorar ela desenvolve a percepção tátil, gustativa, visual e entende para que que serve cada coisa.

Até os 5 anos

Nesta fase, a criança acha que é o centro do universo, mas já é possível ajudá-la a construir a noção de que as atitudes têm consequências.
O que fazer: quando ela estiver muito irritada ou tendo um ataque de birra, por exemplo, você pode mandá-la para o quarto para se acalmar. Também funciona sair de perto e voltar quando a criança estiver calma. Outra maneira de educar, ajudando a entender o sistema atitude-consequência, é, dizer “após guardar os brinquedos, você poderá sair para brincar” ou “depois que tomar seu banho poderá voltar para assistir à TV mais um pouquinho”.

A partir dos 6 anos

A criança já entende um pouco melhor que todo ato tem uma consequência. Portanto, pode arcar com o preço de suas escolhas.
O que fazer: se seu filho enrola para sair de casa de manhã, em vez de ameaçar, deixe o perder a aula, a prova, a matéria. Ele é quem vai sair no prejuízo. Perceba os motivos pelos quais vocês sempre discutam e trabalhe neles. Um pré-adolescente que nunca está pronto na hora de sair de casa, pode ser excluído do passeio, vez ou outra.

Em todas as idades

Se a criança agride fisicamente ou verbalmente outra pessoa, mostrando-se muito descontrolada, deverá ser retirada do lugar para esperar se acalmar. Só depois, quando estiver tranquila, os pais deverão conversar sobre a atitude dela e fazê-la refletir.

Fontes: Adriana Lot Dias, psicóloga e pedagoga. Clay Brites, pediatra e professor da Unicamp. Elizabeth Monteiro, psicóloga, pedagoga e autora do livro “Criando Filhos em Tempos Difíceis – Atitudes e Brincadeiras Para uma Infância Feliz” (Summus Editorial).

 

Matéria de Carolina Prado e Gabriela Guimarães, publicada originalmente no UOL, em 03/10/2017. Para acessá-la na íntegra:
https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2017/10/03/por-filho-para-pensar-nao-e-castigo-veja-acoes-educativas-para-cada-idade.htm

 

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Conheça todas as obras da psicóloga Elizabeth Monteiro publicadas pelo Grupo Summus:

CRIANDO FILHOS EM TEMPOS DIFÍCEIS
Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz

Buscando aprimorar a interação entre pais e filhos, Betty Monteiro aborda neste livro os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil”– a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos. Em linguagem simples e fluida, ela nos convida a voltar à infância e a aproveitar melhor o tempo com os pequenos.

 

CRIANDO ADOLESCENTES EM TEMPOS DIFÍCEIS

O amor parental não é estático: ele muda com o tempo e com os filhos. Por isso, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar. Com uma linguagem direta e delicada, Elizabeth Monteiro fala sobre a necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, de incentivar a autonomia deles. Sem fórmulas mágicas, a autora estabelece com pais e educadores um diálogo amplo e profícuo.

 

A CULPA É DA MÃE
Reflexões e confissões acerca da maternidade

Neste livro emocionante e catárquico, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso. Prefácio de Lya Luft.

 

AVÓS E SOGRAS
Dilemas e delícias da família moderna

Que papel é reservado às avós no mundo de hoje? E às sogras? Certamente elas não são mais aquelas velhinhas que passavam o dia todo tricotando. Hoje, trabalham fora, cuidam ativamente dos netos e muitas vezes sustentam toda a família. Nesta obra, Betty Monteiro fala sobre o lugar dos avós na sociedade moderna, aponta limites para a intervenção na família e aponta caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa.

 

CADÊ O PAI DESSA CRIANÇA?

Pais ausentes, descomprometidos, perdidos em seus papéis. Nessa realidade contemporânea, se A culpa é da mãe, cadê o pai da criança? Baseada em sua experiência clínica e em pesquisas diversas, Betty Monteiro aborda os conflitos familiares, os modelos inadequados de pais – ilustrados com casos clínicos – e dá sugestões para resgatar a identidade paterna e mostrar sua importância na formação dos pequenos.

 

VIVER MELHOR EM FAMÍLIA
Dicas e atitudes para relacionamentos saudáveis e filhos felizes

Criar filhos e manter relações familiares harmônicas não é tarefa fácil. Neste livro, Betty reúne reflexões e comentários publicados em suas cinco obras anteriores. Além de se dirigir às mães, a coletânea também pode ser lida por avós, pais e cuidadores.

 

‘É IMPORTANTE IMPOR LIMITES AOS NOSSOS FILHOS?’

Como saber se já é hora de seu filho comer sozinho, se trocar, tomar banho ou até ajudar nas tarefas de casa? Esse foi o tema do Momento Papo de Mãe (TV Cultura) da última sexta-feira, dia 15/9, com participação da psicóloga Natércia Tiba e do escritor Renato Kaufmann, autor de Diário de um grávidoComo nascem os pais.

Assista:

 

Conheça os livros do autor publicados pela Mescla Editorial:

DIÁRIO DE UM GRÁVIDO

Este livro conta, com humor desconcertantemente sincero e apaixonado, como é atrapalhada e emocionante a gravidez do ponto de vista masculino. Do pânico da primeira notícia até o nascimento do bebê, passando pelo primeiro ultrassom, o sumiço do obstetra, a intrigante placenta, as outras grávidas e os hormônios ensandecidos, a obra traz uma perspectiva nova sobre um tema universal. Prefácio de Washington Olivetto.

COMO NASCEM OS PAIS
Crônicas de um pai despreparado

O bebê chegou. E agora? Do mesmo autor do best-seller Diário de um grávido, este livro traz textos deliciosos sobre o adorável e doloroso processo de tornar-se pai. Renato fala, de forma apaixonada e ácida, dos dois primeiros anos da vida de sua filha. Relatando episódios aparentemente comuns na vida de qualquer pai participante, ele constata que a vida mudou, em geral para melhor.

 

 

‘ENSINANDO MINHA FILHA A VALORIZAR O QUE ELA TEM DE MELHOR’

Há uma infinidade de padrões e estereótipos que pressionam meninas a quererem ser quem elas não são

Babi fará 15 anos em pouco mais de 3 meses e está no auge dos conflitos da adolescência.

É aquela fase da vida em que começamos a nos entender, compreender como nosso corpo funciona e, através dessas descobertas, buscamos nosso lugar no mundo.

Ela está vivendo um turbilhão hormonal, além de muitas mudanças físicas e psicológicas.

Os adolescentes procuram pertencer a um grupo, ainda estão se afirmando, buscando referências e modelos para seguir.

As redes sociais e mídia em geral vendem vidas perfeitas, corpos sarados, cabelos maravilhosos e um life style difícil de ser atingido por muitos jovens. E é assim que todo esse universo de ideias e expectativas acabam por minar a autoestima, principalmente, das meninas, na minha opinião.

Acredito que muitas de nós, mães, temos experiências sobre momentos difíceis vividos durante a fase da adolescência nesse sentido. Todas sentimos inseguranças, faz parte, mas para algumas pessoas essas dificuldades podem marcar para sempre e, nesse caso, as marcas da baixa autoestima serão arrastadas para a vida toda.

Me preocupo muito com a questão e vou dividir com vocês algumas dicas para auxiliar na autoestima das meninas, principalmente as adolescentes, pois acredito que os maiores conflitos aparecem durante a juventude. Podemos agir desde cedo e evitar que isso vire um problema futuro!

Mostrar seus pontos fortes e qualidades, elogiar pequenas ações e acertos tornam nossa filhas mais seguras;

Mostrar que ninguém é igual a ninguém e que diferenças de interesses ou físicas são saudáveis, não há melhores ou piores, apenas diferentes;

Ensinar a aceitar sua realidade. Temos o que temos, somos o que somos e não precisamos da aprovação de ninguém;

Mostrar que um grupo de amigos se forma pela variedade. Não precisamos ser igual a ninguém para encontrar nosso lugar no mundo.

Acima de tudo procuro mostrar para minha filha que entendo todos os dilemas pelos quais ela passa – não minimizo nenhuma queixa ou preocupação – e que também já me senti pressionada a seguir padrões, já senti minha autoestima baixa por querer ter algo que não pude ter, ou ter um corpo mais cheio de curvas quando era supermagra.

Sei que não posso defendê-la de tudo nesse mundo, não posso poupá-la de frustrações, mas estando presente e auxiliando posso ajudá-la a conhecer seu valor e assim acredito que ela não se deixará afetar facilmente.

Confio estar fazendo o melhor que está ao meu alcance para que ela cresça com a certeza de que sempre confiará em si mesma e não se sentirá diminuída em nenhuma situação da vida.

Texto de Marina Breithaupt publicado originalmente no Disney babble. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://disneybabble.uol.com.br/br/comportamento/ensinando-minha-filha-valorizar-o-que-ela-tem-de-melhor

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Se você tem interesse pelo tema, tem que conhecer o livro:

20537É UMA MENINA
Como desenvolver a auto-estima de nossas filhas
Autora: Virginia B. Rutter
EDITORA ÁGORA 

Livro que orienta as mães no trabalho de ajudar suas filhas a crescerem confiantes e orgulhosas de sua feminilidade, dos primeiros dias de vida e ao longo de todas as outras etapas de seu crescimento. A autora dá idéias de atitudes práticas e pequenos rituais que podem ser introduzidos na vida cotidiana. É recomendado não só para mães, mas para todas as mulheres – avós tias, madrinhas, madrastas – que convivem intimamente com meninas.

‘PAI QUE PARTICIPA DE CRIAÇÃO GERA FILHOS MAIS INTELIGENTES E FELIZES, DIZ ESTUDO’

Filhos se tornam mais felizes e bem-educados quando seus pais participam mais ativamente e, desde cedo, da educação e das tarefas das crianças, defende um relatório recém-divulgado por uma organização ativista. Os próprios pais que participam mais ativamente da educação dos filhos também são beneficiados, com melhoras observadas na saúde física e mental.

O relatório “State of the World’s Fathers” (“O Estado dos Pais do Mundo”, em tradução livre) foi o primeiro publicado pelos ativistas da MenCare e tem 288 páginas analisando quase 700 estudos de vários países onde este tipo de informação está disponível.

“Quando os homens assumem um papel de ‘cuidador’, pesquisas mostram que o envolvimento do pai afeta a criança da mesma forma que o da mãe. A plena participação dos pais foi ligada a um maior desenvolvimento cognitivo e a um melhor desempenho na escola, mais saúde mental para meninos e meninas e taxas menores de delinquência entre os filhos”, afirma o relatório.

De acordo com o documento, estudos em vários países mostraram – também – que a interação do pai é importante para o desenvolvimento da empatia e habilidades sociais de filhos e filhas. A organização afirma que o relatório não pretende ser um antagonista da relação entre filhos e mães ou colocar as mães em segundo plano.

“(O relatório) Complementa a importante defesa (feita pelo relatório) ‘Estado das Mães do Mundo’, que é publicado pela Save the Children desde 1999, e do ‘Estado das Crianças do Mundo’, que é publicado pela Unicef desde 1996.”

Pais mais saudáveis

O documento da MenCare afirma ainda  que os pais que se envolvem mais na criação dos filhos são mais felizes e saudáveis: “Homens que têm uma participação profunda na vida dos filhos relatam que este relacionamento é uma das mais importantes fontes de bem-estar e felicidade”.

“Estudos mostram que pais que relatam conexões próximas e não violentas com os filhos vivem mais, têm menos problemas de saúde mental ou física, são menos propensos ao abuso de drogas, mais produtivos no trabalho e relatam ser mais felizes do que os pais que não relatam esta conexão com os filhos.”

O relatório também afirma que pais mais envolvidos permitem que mulheres e meninas consigam atingir seus potenciais completos, no presente e para as futuras gerações. “Globalmente, as mulheres ganham, em média 24% menos do que os homens, em grande parte devido à carga maior no trabalho de cuidadoras. Ao dividir o (trabalho) de cuidadores e o trabalho doméstico, homens dão apoio à participação das mulheres na força de trabalho e à igualdade das mulheres em geral.”

O documento também pontua que o maior envolvimento dos pais nessas tarefas influencia gerações futuras levando as filhas a escolherem mais carreiras consideradas masculinas e que pagam melhores salários e os filhos a encararem com mais naturalidade trabalhos domésticos.

Mais envolvimento 

O relatório salienta que o envolvimento dos homens nos cuidados com a família está aumentando em algumas partes do mundo, mas não é igual ao das mulheres em nenhum dos países. “Mulheres agora são mais cerca de 40% da força de trabalho formal do mundo, mas elas também continuam fazendo entre duas a dez vezes mais trabalhos com os filhos e trabalhos domésticos do que os homens.”

“Um estudo de tendências na participação dos homens (nessas tarefas) realizado entre 1965 e 2003 em 20 países descobriu um aumento de, em média, seis horas por semana na contribuição de homens casados e empregados no cuidado com as crianças e tarefas domésticas.”

De acordo com o documento da MenCare, dados compilados no Brasil, por exemplo, mostraram que o tempo que as mulheres passam em trabalhos não pagos (cuidados com a família) e trabalhos domésticos caiu um pouco entre 2001 e 2011, de 24 horas para 22 horas por semana.”

Mas, o relatório lembra que, neste mesmo período, o tempo que os homens passaram fazendo trabalhos domésticos ou cuidado da família aumentou “apenas oito minutos, de dez horas por semana para dez horas e oito minutos.”

Matéria da BBC Brasil publicada no UOL em 27/06/2015. Para lê-la na íntegra, acesse:
http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2015/06/27/pai-que-participa-de-criacao-gera-filhos-mais-inteligentes-e-felizes-diz-estudo.htm

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Se você se quer saber mais sobre participação paterna na criação dos filhos, conheça o livro da Mescla Editorial:

70028EX-MARIDO, PAI PRESENTE
Dicas para não cair na armadilha da alienação parental
Autora: Roberta Palermo

 

Destinado aos homens que vivenciam cotidianamente o problema da alienação parental – situação em que a mãe afasta deliberadamente os filhos do ex-marido –, este livro traz informações fundamentais para aqueles que desejam evitar e reverter o problema, conquistando assim o direito de participar da vida e do desenvolvimento dos filhos. Com dicas objetivas, ele é uma importante ferramenta para fortalecer a relação pai-filho.

ELIZABETH MONTEIRO, AUTORA DE “AVÓS E SOGRAS”, FALA À RÁDIO CBN

10955

Rádio CBN entrevista Elizabeth Monteiro, autora de Avós e sogras – Dilemas e delícias da família moderna, da Summus. Nesta nova obra, a psicóloga Betty Monteiro fala sobre o lugar dos avós na sociedade moderna, aponta limites para a intervenção na família e aponta caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa.

Ouça abaixo a entrevista:

 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1395/AV%C3%93S+E+SOGRAS

Para conhecer todos os títulos da autora pela Summus Editorial, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

‘COMO DEVE SER A PARTICIPAÇÃO DAS AVÓS – E DAS SOGRAS – NA VIDA DOS NETOS’

O Blog Maternar, da Folha de S.Paulo, entrevistou a psicóloga Elizabeth Monteiro para falar sobre o papel das avós e das sogras na sociedade. No livro Avós e sogras – Dilemas e delícias da família moderna, lançamento da Summus Editorial, ela aponta limites para a intervenção na família e mostra caminhos para uma convivência intergeracional harmoniosa. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/VpCGUL

10955Nas últimas cinco décadas, a família adquiriu novos formatos e os papéis e funções das avós se modificaram. São cada vez mais raras aquelas que nunca saem de casa e passam as tardes tricotando. Também as noras submissas são coisa do passado. Porém, essas transformações acabaram por provocar o aumento dos conflitos familiares. Cerca de 60% das brigas acontecem entre sogra e nora. Que fazer para construir relações saudáveis e cordiais? Como ajudar essas famílias a colocar o bem-estar da criança em primeiro lugar?

No livro, Elizabeth dá novamente uma importante contribuição para tornar a convivência familiar harmoniosa. Esclarecendo os papéis de cada uma no moderno sistema familiar, ela mostra que as avós têm importância na formação emocional e psíquica dos netos, dá dicas para que noras e sogras deixem a rivalidade de lado e relata casos de pacientes que tiveram experiências positivas – e emocionantes – com os avós.

Atualmente, os avós trabalham, têm uma vida produtiva e, muitas vezes, sustentam a família toda. De acordo com o Censo de 2014, apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), 12 milhões de famílias no país são sustentadas pelos idosos. Em muitas casas é a principal ou única fonte de renda. Cabe-lhes também cuidar dos netos integralmente, 24 horas por dia. “É essa extrema dedicação que tem provocado interferência na educação das crianças e, consequentemente, as discussões. Mas é essencial que todos saibam: os embates entre mães e filhas e entre noras e sogras prejudica a todos – sobretudo os netos”, afirma a psicóloga.

Elizabeth faz questão de resgatar a importância da “avosidade” no crescimento moral e afetivo das crianças. Para ela, a “avosidade” é a grande oportunidade de renovar o vínculo com os filhos, resolver antigos conflitos e repensar novos papéis. “Hoje, a família é um processo mutável, não mais um sistema definido e pronto. Ajudantes, provedores, conselheiros e tutores: assim são os avós da atualidade, que formam uma verdadeira e necessária ‘rede de apoio’”, avalia a autora, destacando que elas também transmitem os conhecimentos adquiridos das gerações anteriores, assim como a cultura e as tradições familiares.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1395/AV%C3%93S+E+SOGRAS

PAIS TÊM DIFICULDADE PARA ACEITAR QUE FILHO ADOLESCENTE PRECISA FAZER TERAPIA

Em entrevista ao site IG Delas, a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando adolescentes em tempos difíceis, afirma que o tratamento psicológico nessa fase ajuda no processo de autoafirmação dos jovens e diminui crises familiares. A reportagem aponta alguns sinais que indicam quando adolescente precisa de ajuda profissional. Leia a matéria na íntegra: http://goo.gl/9xE3Za

10645Numa época em que reina a falta de limites e os jovens são vistos como irresponsáveis, o diálogo entre pais e filhos é fundamental. Para Elizabeth, nunca foi tão importante dar exemplos. No livro, ela revela que o jovem precisa de modelos seguros para enfrentar a árdua etapa da adolescência. Já os pais devem parar de estigmatizar os filhos, oferecendo-lhes a oportunidade de mostrar seu valor. “O objetivo do livro é resgatar a dignidade do adolescente que é discriminado pelos próprios pais”, afirma a autora.

Baseada em sua experiência como psicóloga, psicopedagoga e mãe, a autora fala da necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, incentivar a autonomia deles. O amor parental não é estático. Ele muda com o tempo, conforme os filhos crescem. Por isso, segundo Elizabeth, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar os adolescentes.

O livro é resultado de um trabalho que durou seis anos. Nesse período, ela colheu experiências em seu consultório e observou, em diferentes lugares e momentos, o comportamento de pais e adolescentes. “Trata-se de uma constatação de tudo que eu vivo”, revela a psicóloga.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Criando+adolescentes+em+tempos+dif%C3%ADceis

 

ELIZABETH MONTEIRO PARTICIPA DO PROGRAMA SEM CENSURA, DA TV BRASIL, NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 25

A psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis (Summus Editorial), participa do programa Sem Censura, da TV Brasil, nesta sexta-feira, dia 25 de julho. Elizabety MonteiroO bate-papo com a apresentadora Leda Nagle será sobre o papel dos avós na educação dos filhos, tema do próximo livro da autora. O programa começa às 16h.

Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? Para Elizabeth, participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

Elizabeth defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo a psicóloga, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

Na obra, Elizabeth sugere brincadeiras que ajudam também na evolução da criança, desenvolvendo a atenção e o conhecimento do corpo, o fortalecimento da musculatura manual e digital, os sentidos e o reconhecimento do mundo, o desenvolvimento da criatividade e o domínio do corpo.

Para saber mais sobre os livros da autora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0

DISCURSO NEGATIVO DOS PAIS PODE GERAR DIFICULDADES EMOCIONAIS PARA OS FILHOS

Em entrevista ao jornal Extra, do Rio, a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando filhos em tempos difíceis (Summus Editorial), fala sobre a importância de educar as crianças com amor e carinho. O discurso negativo dos pais é tão poderoso que pode influenciar a formação da personalidade e da identidade, gerando dificuldades emocionais e afetivas no futuro. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/PXi4Ln.

Falta de tempo, correria, excesso de trabalho, pouco dinheiro, medo de sair na rua… Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos pais modernos. O resultado? Crianças entediadas, desinteressadas, obesas, carentes e, ao mesmo tempo, sem limites. Como criar filhos em tempos tão difíceis? Para Elizabeth, participar mais da infância dos filhos é um ótimo estímulo para a saúde. E estar junto deles é fazer coisas que sejam também do interesse da criança. No livro, ela aborda os benefícios do brincar e explica as brincadeiras preferidas pelas crianças em cada fase do desenvolvimento. Fala ainda sobre a “criança difícil” – a que não come, a medrosa, a do contra etc. – e dá dicas para lidar com conflitos.

Elizabeth defende a infância. Para tanto, ela mostra a importância do brincar e das brincadeiras. Ao longo do livro, dividido em 15 capítulos, a psicóloga aborda as diversas fases do desenvolvimento de bebês e crianças, dá dicas práticas sobre educação e comportamento, sugere inúmeras brincadeiras e fala sobre os desafios de criar filhos hoje. “Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização”, afirma. Para a autora, as famílias estão passando por várias transformações e as crianças não estão brincando como deveriam.

Segundo a psicóloga, brincar é o melhor remédio para uma criança. A maioria dos pais, diz ela, não imagina até que ponto as brincadeiras ajudam os pequenos e contribuem para que eles sejam adultos criativos e bem-sucedidos. Elizabeth explica também que a criança tem um mundo próprio. “Quanto mais próximos dela estivermos, mais depressa a ajudaremos a compreendê-lo, tomando o cuidado de não impor nossos padrões de adultos”, afirma. Ela esclarece ainda que a criança inicia o desenvolvimento de seu psiquismo já na fase intrauterina, sendo capaz de sentir tudo que a mãe sente. Além disso, diz, o bebê continuará incorporando o clima afetivo do ambiente mesmo depois do nascimento.

10890Na obra, Elizabeth sugere brincadeiras que ajudam também na evolução da criança, desenvolvendo a atenção e o conhecimento do corpo, o fortalecimento da musculatura manual e digital, os sentidos e o reconhecimento do mundo, o desenvolvimento da criatividade e o domínio do corpo.

Para saber mais sobre os livros da autora, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/elizabeth+monteiro/all/0