“OLHO FOI FEITO PARA DURAR 40 ANOS”: GLAUCOMA ATINGE 900 MIL NO BRASIL

“É uma doença assintomática, não dói. Com o tempo, esse nervo que leva as imagens ao cérebro, para a gente poder enxergar, vai sendo degenerado”, explica Emílio Suzuki, secretário-geral da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). O glaucoma atinge cerca de 3% da população brasileira acima dos 40 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A doença atinge 900 mil pessoas no país, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A doença é responsável, segundo estimativas do órgão, por 10% dos casos de cegueira.

“A pessoa vai perdendo a visão aos pouquinhos e, geralmente, a perda não é aguda, não é de imediato. Nem é central também. É periférica e lenta. Por isso, é muito difícil ser percebida nos estágios iniciais”, diz Suzuki. Daí a importância do diagnóstico precoce para a prevenção do glaucoma.

Ele explicou que o nervo óptico sofre degeneração que, em geral, ocorre por aumento da pressão ocular, e a pessoa não tem sintomas. Um dos fatores de risco para o glaucoma é a idade. Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à doença.

O sistema de drenagem ocular fica mais lento e falha com mais frequência em pessoas acima de 40 anos. “Quarenta anos é uma idade importante para ter, pelo menos, uma consulta básica ao oftalmologista por ano”, recomendou.

O glaucoma tem também uma característica genética e hereditária. Existe uma associação grande entre parentes, e a chance de desenvolver a doença é mais intensa entre irmãos. Segundo Emílio Suzuki, o fato de o pai ou a mãe ter glaucoma não condena o filho a ter glaucoma.

“E o fato de ninguém ter na família também não exclui você da possibilidade de aparecer. Mas os casos familiares te colocam no grupo de risco maior”. A incidência de glaucoma entre irmãos é, às vezes, de seis a nove vezes maior do que em uma pessoa que não tem ninguém na família.

O governo brasileiro tem um programa de assistência aos portadores de glaucoma. Quase 500 mil pessoas cadastradas no programa recebem remédios de graça, destacou o especialista.

Hipertensos e diabéticos devem estar mais atentos Têm mais chance ainda de desenvolver a doença os hipertensos e diabéticos, que apresentam muitas vezes problemas de vascularização do nervo óptico, além dos afrodescendentes.

Em relação a esses últimos, Suzuki disse que ocorre no mundo inteiro maior chance de os afrodescendentes terem glaucoma mais agressivo e avançado. No Brasil, a miscigenação da população aumenta a incidência da doença. Não se sabe ainda a razão de indivíduos da raça negra terem glaucoma, mas estima-se que é um fator ligado à genética. Por isso, a raça negra funciona como um fator de alerta e influencia muito no diagnóstico, afirmou.

A única maneira de descobrir o glaucoma é o médico oftalmologista, porque não é só a pressão do olho que está envolvida. No início da doença, não há sintomas. Crises de glaucoma agudo, em casos esporádicos e raros, podem deixar o olho vermelho.

Suzuki esclareceu, entretanto, que a vermelhidão do olho é sinal de uma gama infinita de doenças. “Pode ser uma simples irritação, uma conjuntivite, uma úlcera de córnea, uma uveíte. Por isso é o médico que vai saber se é glaucoma ou não. De maneira geral, não é.

Texto parcial de matéria publicada no UOL Saúde, em 26/05/2017, Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Leia a matéria completa em
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/26/olho-foi-feito-para-durar-40-anos-glaucoma-atinge-2-milhoes-no-brasil.htm

***

Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro da MG Editores:

…………….
GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

QUALQUER FORMA DE CORTISONA PODE CAUSAR GLAUCOMA, ALERTAM OFTALMOLOGISTAS

Quando o medicamento é necessário, acompanhamento com oftalmologista é única forma de impedir progressão da doença.

Quem sofre de asma já é íntimo dela: medicamentos à base de cortisona são a solução no caso de uma crise. Os corticoides também são prescritos como anti-inflamatórios potentes em doenças como artrite reumatoide, problemas pulmonares e alergias.

Mas é preciso cuidado com os efeitos colaterais. Quem faz uso constante de corticoides tem risco de desenvolver glaucoma, doença que sem o devido tratamento pode deixar a pessoa completamente cega em um período de dez anos. “Não importa se o corticoide é usado no couro cabeludo, se é em forma de colírio, pomada, comprimido, injeção ou bastão: ele entra no sangue e pode causar glaucoma”, alerta Ralph Cohen, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Por isso, o médico pleiteia uma mudança na legislação de venda dessa classe de medicamentos, para controlar o uso indiscriminado e sem necessidade. “As autoridades deveriam proibir a venda de cortisona sem receita, porque, todos eles, sejam mais fracos ou mais fortes, causam glaucoma”, completa Cohen.

Sem perceber

O risco fica ainda maior porque o glaucoma é uma doença silenciosa: provoca uma lesão no nervo óptico, que vai sendo machucado lentamente – sem a pessoa se dar conta. “Há perda de visão periférica, ou seja, o paciente começa a tropeçar nos degraus por não enxergá-los, tropeça em mesas de centro. É de fora para dentro, lentamente”, explica Cristiano Umbelino, oftalmologista da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Por isso, aqueles que dependem do uso contínuo da cortisona devem visitar o oftalmologista uma vez por ano para monitorar se houve o aparecimento do glaucoma. Mesmo que a visão pareça perfeita. “Estar enxergando bem não significa estar com a visão em dia. O paciente continua enxergando à sua frente perfeitamente, com a mesma nitidez de sempre, mas o glaucoma vai fechando sua visão. Trocar de óculos também não significa que a visão está em dia. É preciso fazer exames de fundo de olho, medir pressão ocular, e isso só o oftalmologista faz”, alerta Umbelino.

A partir do momento que a doença for detectada, as visitas devem ser mais frequentes – a cada seis meses – e é preciso fazer tratamento com remédios.

Hoje, no mundo, há 60 milhões de pessoas com glaucoma. Embora não haja dados especificamente brasileiros, estima-se que o mundo abrigará 80 milhões de portadores em 2020. “Desses 80 milhões, mais de 12 milhões serão cegas dos dois olhos. A doença tem um cunho social e previdenciário muito grande para qualquer país. E o glaucoma não tem cura, mas tem controle”, completa Umbelino.

Texto de Elioenai Paes, publicado no iG São Paulo, em 24/07. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-07-24/qualquer-forma-de-cortisona-pode-causar-glaucoma-alertam-oftalmologistas.html

 ***

Se você se preocupa com o assunto e quer saber mais a respeito, conheça “Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão”, do médico Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma:

50105GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.

MG Editores

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.
 

 

MAIS DE 1 MILHÃO SÃO PORTADORES DE GLAUCOMA NO BRASIL

No dia 26 de maio é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma. O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

50105No livro Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão, da MG Editores, o professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna.

Segundo o especialista, semelhante ao que ocorre em acidentes aéreos e em outros desastres não esperados, o glaucoma acontece por uma associação infeliz de erros. Ele classifica os erros como verdadeiros pecados praticados com frequência. De forma isolada ou conjunta, “os sete pecados” são responsáveis por quase todos os casos de perda de visão relacionados ao glaucoma.

“Acredito que perder a visão por falta de informação quando esta está disponível ou por omissão é inadmissível. Isso, por si só, já compõe um terrível pecado, mas ele se torna mais relevante porque, se evitados os sete pecados, a cegueira provocada pela doença se torna bastante improvável”, alerta o especialista. No livro, dr. Susanna descreve cada um dos pecados, esclarecendo algumas inverdades que se tornaram mitos e estão associadas a informações que frequentemente prejudicam os pacientes e a população em geral.

Na obra, o especialista lembra que a visão é responsável por 90% da nossa comunicação com o mundo exterior, sendo extremamente importante na formação de nosso mundo interior. É por esse motivo que, nos Estados Unidos, o medo da cegueira é suplantado apenas pelo receio de um câncer incurável. No mundo todo, existem aproximadamente 11 milhões de pessoas cegas de ambos os olhos e 20 milhões cegas de um olho em decorrência do glaucoma.

Dados de 2012, do Bright Focus Foundation, revelam que nos Estados Unidos o custo direto com o glaucoma ou com a perda de produtividade em consequência do problema atinge o valor de US$ 2,6 bilhões todos os anos. “Além do grande prejuízo pessoal e emocional provocado pela perda da visão, seu dano social e econômico é enorme”, complementa o professor Susanna.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1345/Glaucoma 

 

DOENÇAS NOS OLHOS SÃO SILENCIOSAS

Síndrome do Olho Seco surge por questões ambientais como exposição à fumaça (cigarro e poluição do ar), ficar muito tempo em locais com ar-condicionado, clima seco e uso excessivo de computador

Cerca de 40% da população brasileira acima dos 60 anos de idade, mesmo sem predisposição, pode desenvolver doenças nos olhos. Os números são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.  Mas não são só idosos que sofrem com problemas oculares. Os mais comuns vão desde a Síndrome do Olho Seco até doenças como o glaucoma que, se não forem diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem até causar cegueira.

Algumas causam desconforto e outras são silenciosas e perigosas, mas a maioria das doenças pode ser resolvida se o problema for identificado logo no início. Assim, a melhor prevenção é a consulta periódica ao oftalmologista e nunca se automedicar ou comprar óculos sem receita.

“Há uma série de doenças nos olhos que não dão sintomas. O ideal é ir a uma consulta na qual o médico irá medir a pressão dos olhos e fazer um mapeamento da retina”, afirma o oftalmologista Francisco Max Damico, do Hospital Sírio e Libanês, de São Paulo.

Ele afirma que se a pressão estiver muito alterada, é possível que a pessoa sofra um glaucoma, por exemplo. Quando isso acontece, os neurônios dos olhos morrem e não são substituídos. Por isso a importância de se diagnosticar o problema precocemente.

“A pessoa pode achar que o problema que está sentindo é apenas uma necessidade de aumento no grau dos óculos, ou vista cansada, e que é só trocar as lentes. Só que nem sempre é só isso. Pode ser o começo de uma degeneração macular, de uma catarata ou de um glaucoma, como falei”, alerta Damico.

O médico lembra que as pessoas têm dificuldades de acessar o sistema de saúde pública e, mesmo pelo convênio, podem demorar para agendar a consulta, assim, acabam desistindo de ir ao oftalmologista. “Para piorar, alguns fatores, como a facilidade em se comprar óculos em farmácias, mesmo sem receitas, também colaboram. Eles são encontrados em graus que vão de um a três. A pessoa vai testando até achar um que fica ‘bom’. Daí, compra e usa, sem acompanhamento especializado”.

Quando começar

Segundo o cirurgião-oftalmologista Renato Augusto Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, e autor do livro “Seus Olhos” (Editora CLA), a primeira visita ao oftalmologista deve acontecer até os seis primeiros meses de vida. Depois, a criança deve ser examinada entre os quatro e os seis anos e novamente na adolescência, entre 12 e 15 anos.

“Quando não há problemas de visão a serem tratados, a pessoa pode seguir consultando um médico oftalmologista a cada três anos até completar 40 anos, faixa etária na qual as visitas passam a ser a cada dois anos. Só a partir dos 60 é que o check-up oftalmológico deve acontecer anualmente. Obviamente, na existência de qualquer doença ocular, o médico oftalmologista é quem irá determinar a regularidade com que precisa acompanhar o paciente”, ensina Neves.

Glaucoma

O glaucoma é uma doença causada pela lesão do nervo óptico relacionada a pressão ocular alta. Pode ser crônica ou aguda. Damico conta que nos Estados Unidos, 50% das pessoas que têm glaucoma desconhecem esse fato; no Brasil, 75% a 90% também desconhecem. Ou seja, a cada dez pessoas com o problema, oito podem não saber.

“Não há um sinal claro, mas o problema vai crescendo e, aos poucos, a pessoa vai perdendo a visão periférica. Quando se chega aos 70%, o campo visual vai se fechando e não tem como recuperar a visão. É um ladrão silencioso, entra e vai roubando aos poucos e quando a pessoa perceber, já levou a visão”, alerta Damico.

Neves lembra que o glaucoma pode danificar as fibras dos nervos ópticos lenta e progressivamente, levando ao desenvolvimento de pontos cegos.

E quais seriam os sintomas? “Vale ressaltar que, por ser uma doença silenciosa, mais da metade das pessoas que têm glaucoma desconhece o fato. Mas, em geral, quem tem pode apresentar vista embaçada ou perda súbita da visão; dor forte no olho; dor de cabeça; formação de auréolas de arco-íris ao redor de luzes; náuseas e vômitos”, diz Neves.

É importante frisar que o problema, se descoberto no início, pode se tratado com simples gotas de um colírio que faça baixar a pressão, lembra Damico.

Esse medicamento é o meio, até o momento, mais seguro de manter o controle da pressão do olho e, como já foi comprovado que o controle da pressão retarda a evolução do glaucoma, é necessário o uso contínuo desse tipo de colírio para proteger o olho da lesão.

Como identificar e tratar

Neves afirma que exames regulares, realizados por um oftalmologista, é a melhor forma de se detectar o glaucoma, já que medem a pressão intraocular (tonometria), inspecionam o ângulo de drenagem do olho (gonioscopia), avaliam qualquer lesão ao nervo óptico (oftalmoscopia) e testam o campo visual de cada olho (perimetria).

“Para quem já tem glaucoma, colírios, remédios e intervenções cirúrgicas são empregados para prevenir ou deter a ocorrência de mais lesões. Os exames periódicos são fundamentais para prevenir a perda da visão”, conta Neves.

Ele explica as formas de tratamento, começando com o medicamentoso: o glaucoma costuma ser controlado com o uso de um colírio aplicado várias vezes ao dia, às vezes combinado com medicações ingeridas oralmente. Tais medicamentos diminuem a pressão ocular, retardando a produção do humor aquoso dentro do olho e melhorando o fluxo que sai pelo ângulo de drenagem.

“A cirurgia a laser pode ser eficaz para diferentes tipos de glaucoma. No de ângulo aberto, o próprio ângulo de drenagem é tratado – sendo que o laser serve para aumentar o dreno e controlar a pressão. Já no de ângulo fechado, o laser cria um furo na íris (iridotomia) para melhorar o fluxo de humor aquoso para o ângulo de drenagem”, esclarece o diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos.

A terceira opção é a cirurgia convencional, porém, neste caso, a ideia central é controlar o glaucoma criando um novo canal de drenagem, a fim de que o humor aquoso (líquido transparente que preenche o espaço entre a córnea e a íris) saia do olho e a pressão possa baixar, se estabilizando. Esse procedimento é chamado de trabeculectomia.

Olho seco

Segundo Damico, o olho seco é um dos problemas oculares mais comuns e surge especialmente por questões ambientais como exposição à fumaça (cigarro e poluição do ar), ficar muito tempo em locais com ar-condicionado, clima seco e uso excessivo de computador.

Neves concorda: “Uma das causas mais comuns, hoje em dia, é o uso do computador associado aos efeitos do ar-condicionado e da poluição. A pessoa que fixa os olhos no monitor por muito tempo acaba piscando menos e ressecando os olhos”.

Ele esclarece que as lágrimas têm origem em várias glândulas e formam uma película na superfície do olho. São compostas por água, sais minerais, proteínas e gorduras. O olho seco pode ter várias causas, mas geralmente está associado a uma deficiência ou ausência nessa composição ou ainda nas glândulas lacrimais.

“Pessoas com síndromes autoimunes (síndrome de Sjogren, artrite reumatoide ou lúpus, por exemplo) ou que fazem uso de determinados medicamentos podem vir a sofrer de olho seco”, afirma Neves.

Como as lágrimas são essenciais para a saúde dos olhos, outros problemas podem surgir, comprometendo a visão. Neves afirma que a Síndrome do Olho Seco acomete entre 50% e 90% das pessoas que usam computador no trabalho ou em longos períodos de estudo – podendo ser bastante desgastante e resultar em fadiga física, declínio da produtividade, queda de resultados positivos, aumento de erros e, muito frequentemente, problemas na visão que vão desde coceira nos olhos até uma grave irritação.

Os sintomas mais comuns – e que costumam afetar os dois olhos – segundo Neves são: sensação de queimação ou de que os olhos estão grudados logo pela manhã; irritação ou fadiga ocular; sensibilidade aumentada para ambientes claros e iluminados; vermelhidão; coceira; sensação de haver areia nos olhos; períodos de lacrimejamento excessivo; visão embaçada ao final do dia ou depois de trabalhar por longos períodos na frente do computador.

Segundo Neves, o tratamento da síndrome do olho seco é basicamente apoiado na lubrificação artificial do olho: “Por isso, recomendamos o uso de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, sob a forma de colírio ou pomada. Eles tendem a aliviar os sintomas e, geralmente, não costumam ter efeitos adversos. É indispensável, porém, identificar as causas do distúrbio para poder controlar assertivamente o problema e isso só pode ser feito por um profissional”.

Menopausa

Damico destaca que mulheres após os 50 anos representam um grupo representativo com o problema e o maior motivo seria a menopausa. “De dez casos, nove serão com elas, porque a flutuação nos hormônios, especialmente do estrogênio, afeta a produção dos componentes aquosos e oleosos das lágrimas”.

“Muitos estudos estão sendo realizados para definir a razão por que a Síndrome do Olho Seco aflige quase que exclusivamente as mulheres – embora haja casos em crianças e homens. Mas, pode estar relacionado às alterações hormonais da perimenopausa (que antecede a menopausa). Por isso, a investigação tem envolvido os campos da bioquímica, fisiologia, imunologia, endocrinologia e biologia molecular e tem levado a uma visão única para o controle da função da glândula lacrimal e meibomiana”, explica Neves.

Ele acrescenta que, em princípio, diferenças relacionadas aos gêneros se devem a mudanças na estrutura e na função da glândula lacrimal e que alguns estudos mostram um papel importante dos hormônios sexuais. Mulheres com falência prematura dos ovários têm maior propensão a apresentar danos na superfície ocular e sintomas de olho seco do que mulheres com função ovariana normal de idade comparável, por exemplo. “Embora não haja estudos conclusivos, essas são as evidências mais claras”, afirma.

Degeneração macular

Damico ainda chama a atenção para outro problema comum entre os mais velhos: a degeneração macular. Trata-se de uma doença que provoca uma perda gradativa da visão na região central do olho. Ela surge por causa do envelhecimento das células da retina e é a causa mais comum de cegueira a partir dos 65 anos, mas pode surgir já aos 50 anos.

“A perda da visão central afeta a leitura, o dirigir, assistir a televisão, fazendo até com que os idosos sofram quedas dentro de casa e se machuquem. Esse problema causa depressão e muitas pessoas acabam não saindo mais de casa, por exemplo”, encerra.

Matéria de Cármen Guaresemin publicada originalmente no UOL, em São Paulo 22/04/2014. Para lê-la na íntegra, acesse: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/04/22/doencas-nos-olhos-sao-silenciosas-faca-o-teste-e-veja-se-precisa-se-cuidar.htm

***

Procurando informações sobre Glaucoma? Conheça o livro  do médico Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas brasileiros na área:

50105GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Dr. Remo Susanna Jr.
O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

 

REVISTA VIVA SAÚDE SUGERE A LEITURA DO LIVRO “GLAUCOMA”

A edição de novembro da revista Viva Saúde deu destaque para o livro Glaucoma (MG Editores), do professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais da doença.  Em nota, a publicação alerta para o número crescente de portadores. A cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Leia a íntegra: http://goo.gl/OOwWct

O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

No livro, o professor Susanna traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Glaucoma

 

AUTOR DO LIVRO “GLAUCOMA” PARTICIPA DO PROGRAMA TRIBUNA INDEPENDENTE, DA REDE VIDA, NESTA QUINTA

O professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, participa nesta quinta-feira, 29, às 22h30, do programa Tribuna Independente, da Rede Vida. Ele falará sobre o livro Glaucoma, que acaba de ser lançado pela Summus Editorial. Assista pelo canal 26 (NET), 162 (SKY), 132 (Claro TV) , 28 (OI TV) ou 165 (VIVO TV).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

Em seu livro, o professor Remo, um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1345/Glaucoma

AUTOR DO LIVRO “GLAUCOMA” FAZ PALESTRA NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO, NESTA QUARTA, 28 DE AGOSTO

O dr. Remo Susanna Jr., oftalmologista e autor do livro Glaucoma (MG Editores), será um dos palestrantes do XXXI Ciclo de Debate Município Saudável, que terá como tema principal a prevenção da cegueira e a manutenção da boa qualidade visual na cidade de São Paulo. O evento, que é aberto ao público, acontece na Câmara Municipal, na Sala Tiradentes, nesta quarta-feira, dia 28 de agosto, das 9h às 12h.  O endereço da Câmara é Viaduto Jacareí, 100, 8º andar.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

Em seu livro, o professor Remo, um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Glaucoma

 

RÁDIO GLOBO ENTREVISTA AUTOR DO LIVRO “GLAUCOMA”

O programa Manhã da Globo, apresentado por Laércio Maciel, entrevistará nesta quinta-feira, 15 de agosto, a partir do meio dia, o dr. Remo Susanna Jr. Um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, o oftalmologista falará sobre o livro Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão, que acaba de ser lançado pela MG Editores. Acompanhe a entrevista ao vivo pela frequência 1100 AM ou ainda pelo site: www.radioglobo.com.br.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

No livro, dr. Remo traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1345/Glaucoma

ESPECIALISTA LANÇA O LIVRO “GLAUCOMA” EM SÃO PAULO

A MG Editores e a Livraria Cultura do Conjunto Nacional (São Paulo) promovem no dia 14 de agosto, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafo do livro Glaucoma. O professor e oftalmologista Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, receberá os convidados no piso térreo da livraria, que fica na Avenida Paulista, 2073, São Paulo.

O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

No livro, o professor Remo traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1345/Glaucoma