LANÇAMENTO DO LIVRO “O TEAR DA VIDA” NA LIVRARIA DA VILA (AL. LORENA/SP), NO DIA 20 DE JUNHO

A Summus Editorial e a Livraria da Vila (Al. Lorena – SP) promovem no dia 20 de junho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro O tear da vida – Reflexões e vivências terapêuticas, das psicólogas Jean Clark Juliano e Irene Monteiro Felippe. O evento será também uma homenagem a memória de Jean, que faleceu em 2016. Ela completaria 74 anos no dia 18 de junho. Irene e Luiz Juliano, viúvo de Jean, receberão amigos e convidados no piso térreo da livraria, que fica na Al. Lorena, 1.731 – São Paulo, SP.

Grande representante da Gestalt-terapia brasileira e referência na área da psicologia, Jean Clark Juliano sempre teve o dom da palavra. Além disso, com sua fé inabalável no ser humano, via no diálogo com o outro a chance de chegar ao conhecimento de si e do mundo. Delicada, alegre e interessada na vida, ela enfrentou bravamente a doença que a acometeu nos últimos anos, mantendo-se forte até o fim. Os textos que compõem o livro, últimos gestados pela autora, em parceria com a também psicóloga Irene Monteiro Felippe, falam sobre a procura da autorrealização e da necessidade humana de ser feliz, reconstruindo acontecimentos e significados às vezes sublimes, às vezes dolorosos.

Fruto de um trabalho de três anos, a obra traz pequenos relatos autobiográficos, contos, reflexões psicológicas e inquietações sobre o desenvolvimento e o mistério humanos. “Convidamos o leitor a se arriscar. Assim como Jean, o livro é uma busca de caminhos e um agradável convívio de encontros”, afirma Irene, que muitas vezes sentou ao lado de Jean em frente ao computador, trocando memórias.

A riqueza desse convívio produziu um rico diálogo intergeracional e abriu espaço para a criação de textos memoráveis, como “Uma casa de chá”. Baseado no prefácio ao livro A vida, o tempo, a psicoterapia (Summus, 2012), escrito pelo jornalista Thomaz Souto Corrêa, o conto mostra a necessidade que todos nós temos de encontrar um abrigo especial.

“Quando paramos um momento, por menor que seja, para tomar chá, saímos de nossa vida diária, aquela que não mostra o seu significado e fica eternamente na superfície. Mergulhamos na fumaça quente que sai da xícara e revemos todos os processos pelos quais passamos naquela vida íntima, peregrina, guardada com cuidado. Adentramos em uma busca pelo silêncio interior. Nossas sensações se regulam com o farfalhar das folhas e vamos apreendendo todas as etapas pelas quais passamos até chegar ali, àquela casinha, tomando aquele gole de chá especial.”