MORRE ALBERTO DINES

Foto de Jaqueline Machado

Lamentamos informar que faleceu nesta terça-feira, 22 de maio de 2018, aos 86 anos, o jornalista Alberto Dines, devido a problemas respiratórios. Segundo Norma Couri, sua esposa, ele estava internado no hospital Albert Einstein há 10 dias por causa de uma forte gripe, que acabou evoluindo para uma pneumonia. Um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas brasileiros, Dines foi autor de livros de ficção, reportagem, história e biografias. Pela Summus Editorial, lançou em 2009 a nona edição do livro “O papel do jornal e a profissão do jornalista”, obra clássica na área da comunicação, lançada há quase 45 anos.

Jornalista desde 1952, Dines foi repórter das revistas Visão e Manchete, editor da Última Hora e do Diário da Noite e criador de Fatos e Fotos. No Jornal do Brasil, ao longo de quase doze anos, deu sequência a uma reforma editorial que marcou o jornalismo brasileiro. Nesse período, editou os “Cadernos de Jornalismo e Comunicação” (1965-1973), experiência pioneira de reflexão sobre mídia. Precursor da função de ombudsman com a coluna “Jornal dos Jornais” (Folha de S.Paulo, 1975-1977), na Folha também foi diretor da sucursal do Rio de Janeiro e colunista político.

Dines foi professor de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), professor-visitante na Universidade de Columbia (Nova York) e um dos criadores, na Unicamp, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) – onde em 1996 foi desenvolvido o projeto do “Observatório da Imprensa”, que teve edições na TV e no rádio.

Organizou a edição fac-similar da coleção do Correio Braziliense, primeiro periódico a circular no Brasil. Foi diretor editorial do Grupo Abril em Portugal, onde viveu entre 1988 e 1995, trabalhando e realizando pesquisas para Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras história da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I.

Em “O papel do jornal e a profissão de jornalista”, Dines discorre sobre um dos seus temas prediletos: o papel da imprensa no desenvolvimento do país. Na obra, revista, ampliada e atualizada, ele retoma o debate sobre a polêmica questão da necessidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão e revigora aspectos fundamentais para o exercício da profissão, como transparência, consciência profissional e interesse público.

Ele deixou quatro filhos, de seu primeiro casamento, com Ester Rosali.

‘ALBERTO DINES E OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA RECEBERÃO PRÊMIO ABRAJI DE CONTRIBUIÇÃO AO JORNALISMO DE 2016’

O Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo, que destaca pessoas e instituições cujo trabalho presta auxílio relevante ao jornalismo brasileiro, será entregue a Alberto Dines pelos 20 anos à frente do Observatório da Imprensa. A sessão solene está marcada para às 16 horas do dia 23 de junho de 2016, durante o 11º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Dines tem mais de 60 anos de carreira no jornalismo e é o editor-chefe do site Observatório da Imprensa, que completa 20 anos em abril de 2016. O programa de TV homônimo, apresentado por Dines, completará 18 anos em maio.

Dines começou a trabalhar como jornalista em 1952, como crítico de cinema na revista A Cena Muda. Passou a escrever reportagens políticas para a revista Visão e depois escreveu para a revista Manchete. Em 1959, foi convidado a trabalhar no Última Hora por Samuel Wainer, no segundo caderno do jornal; depois disso, em 1960, trabalhou no Diário da Noite, de Assis Chateaubriand. Em 1963 criou e ocupou a cadeira de jornalismo comparado na Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1965, na mesma universidade, criou a cadeira de teoria da imprensa, onde lecionou até 1966.

Aos 30 anos de idade, em 1962, começou no Jornal do Brasil com o cargo de editor-chefe, onde permaneceu por 12 anos. Em 1970 recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Em 1973, Dines articulou uma estratégia para burlar a censura imposta pelo regime militar, que vetara manchetes sobre o golpe de 11 de setembro no Chile e a morte de Salvador Allende. O jornalista conseguiu que o jornal fosse impresso com a notícia, mas sem manchetes. Dines terminou demitido e preso. Fernando Molica, diretor da Abraji, acredita que esse trabalho de Dines “é um exemplo de criatividade e coragem”.

Depois da demissão tornou-se professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade Columbia, em Nova York, no ano de 1974. Em 1975, a convite de Cláudio Abramo, diretor de redação da Folha de S.Paulo, tornou-se diretor da sucursal carioca do jornal, onde ficou por  5 anos. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal entre 1988 e 1995, onde lançou a revista Exame. Dines escreveu e organizou mais de 15 livros, entre eles “O Papel do Jornal e a Profissão de Jornalista”, “A Imprensa em Questão” e “Morte no Paraíso: A Tragédia de Stefan Zweig”.

Segundo Fernando Molica “ao premiar Alberto Dines, a Abraji reconhece a grande contribuição que, por mais de cinco décadas, ele presta à imprensa brasileira. (…) Aos 84 anos, Dines continua ativo e, graças ao seu trabalho, permite que renovemos nossa leitura diária dos jornais.”

O Observatório da Imprensa foi uma das criações do LABJOR, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp, que também foi criado com o apoio de Dines. Tanto o site, que começou quando a internet comercial engatinhava, quanto o programa de TV discutem e questionam a cobertura de temas relevantes, o que contribui para o aprimoramento do jornalismo praticado no Brasil.

“Há 20 anos Dines conduz um fórum permanente de debate sobre a mídia brasileira, iniciativa rara e bem vinda em qualquer democracia.”, explica o presidente da Abraji, Thiago Herdy.  “Você pode concordar com o que diz um articulista, discordar de outros. O que não dá pra negar é a importância da reflexão e do debate constante para o amadurecimento do jornalismo no país”.

Hoje, Dines também está envolvido em outras iniciativas que prestam auxílio à imprensa brasileira, como o Pequena Grande Imprensa, um projeto pioneiro que visa o fortalecimento do jornalismo regional no país, através de apoio técnico gratuito a pequenos jornais locais nas áreas de gestão, publicidade, redação e tecnologia da informação. A iniciativa, nas palavras de seu idealizador Alberto Dines, vai “contribuir para a desconcentração da mídia brasileira através do fortalecimento dos pequenos e médios jornais.”

O Pequena Grande Imprensa é implementado pelo Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, uma organização sem fins lucrativos que realiza atividades de formação, treinamento, reciclagem e consultoria nos campos profissional e empresarial, que nasceu a partir do Observatório da Imprensa e que hoje é seu mantenedor.

O Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo foi entregue pela primeira vez em 2014 ao economista Gil Castelo Branco, pelo trabalho à frente da Associação Contas Abertas. Em 2015, o então diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo foi o homenageado.

Publicado no site da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Para ler na íntegra, acesse: http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=3425

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Conheça o livro de Alberto Dines, publicado pela Summus Editorial:

10653O PAPEL DO JORNAL E A PROFISSÃO DE JORNALISTA
Edição revista, atualizada e ampliada
Autor: Alberto Dines

Alberto Dines é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e discute há décadas o papel da imprensa nos rumos políticos do país. Esta nona edição de O papel do jornal comemora os 35 anos de publicação do livro. Embora o contexto original fosse bem diferente do atual, os assuntos base da primeira edição permanecem: ética, exercício da profissão de jornalista, interesse público. Dines retoma um assunto que ele ressaltou em 1985: a necessidade do diploma de jornalismo para que se exerça a atividade.

29 DE JANEIRO, DIA DO JORNALISTA

Promoção relâmpago em comemoração ao Dia do Jornalista, 29 de Janeiro: livros com 50% de desconto em 3 supercombos especiais. Aproveite, os kits ficarão no ar só até 31/01! Clique nas imagens abaixo para ir direto aos combos.

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‘CONTADOR DE HISTÓRIAS E COM DNA DE ESCRITOR, RICARDO VIVEIROS COMEMORA MEIO SÉCULO DE CARREIRA NA COMUNICAÇÃO’

O jornalista Ricardo Viveiros completa, em 2015, meio século de carreira no mundo da comunicação com muitas histórias para contar. Histórias que ele mesmo destaca gostar de contar, conforme deixou claro ao receber à reportagem do Portal Comunique-se na sede da agência criada há quase três décadas e que leva o seu nome: Ricardo Viveiros & Associados. “Falo demais”, disse, mais de uma vez, durante a conversa que teve quase uma hora de duração. E boas histórias não faltaram. Ele relatou que começou a atuar na mídia como uma “brincadeira de garoto”, explicou o modo inusitado com o qual passou a atuar do “outro lado do balcão”, sendo assessor de imprensa, e fez questão de evidenciar que foge de rótulos como empresário, gestor ou chefe. “Sou jornalista”, enfatiza.

De família tradicional, filho de um industrial farmacêutico e de uma atriz, Viveiros valoriza profundamente a educação que recebeu em sua juventude pelos padres jesuítas do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Comunicador nato, o executivo declara que nasceu vocacionado e que carrega “DNA de escritor”. O início de sua caminhada como jornalista se deu na revista Nova Geração, para a qual desenvolveu projetos como colunista, repórter e entrevistador. “Era apenas uma experiência, embora eu já tivesse carteira assinada”.

Profissional versátil, o próprio jornalista define sua carreira como atípica. “Diferentemente de outros colegas que trabalharam durante muitos anos na mesma área, tive oportunidade de passar por todas as mídias. Trabalhei em rádio, TV, jornal, revista e agência de notícias”. Com estas experiências, Viveiros atuou ao lado de grandes nomes, referências da comunicação, e se envolveu na luta contra a ditadura militar no Brasil, período em que foi preso e torturado. Assim, o profissional foi forçado a fugir para o exterior, onde atuou como correspondente internacional, palestrante e professor.

Após o exílio, Viveiros iniciou projeto diferente no Diário do Comércio. Ele foi encarregado de entrevistar os 300 diretores das maiores empresas nacionais. Com os textos da coluna ‘Palavra de Empresário’ publicados, o jornalista era procurado frequentemente pelos entrevistados, que o convidavam para desenvolver trabalhos como assessor de imprensa. Apesar de negar os convites, a ideia despertou a vontade de seguir carreira na área. “Comecei a desenvolver uma tese de doutorado sobre essas relações das forças produtivas com a mídia. Concluí e a submeti a um ilustre professor da época, que me disse que isso não funcionaria como tese de doutorado, mas sim como estudo de viabilidade técnica e econômica para montar uma assessoria de imprensa. E eu fiquei com aquilo na cabeça”.

Com a “frustrada” tese de doutorado, Viveiros seguiu na imprensa e em determinado momento participou de um processo de seleção para ser o diretor geral de jornalismo de uma grande empresa de televisão. “Fui o escolhido”, conta, sem revelar o nome do canal. “Acontece que o dono da emissora era supersticioso. Ele foi tratar uma doença no exterior e na volta foi entrevistado por dois bons colegas que fizeram com ele uma bela matéria. Ele entendeu aquilo como sinal divino e derrubou o processo de seleção. Fiquei desempregado e resolvi seguir o conselho do professor de montar a assessoria de imprensa”.

Assim, surgiram as primeiras atividades da RV&A, sigla pela qual a agência também é conhecida. “Olhando para os 50 anos que se passaram, vejo que trabalhei em todos os meios e em grandes veículos. Visitei 106 países do mundo fazendo matérias, dei aulas durante 25 anos, escrevi 33 livros e tenho uma empresa com esse perfil”.

Com 28 anos de existência e clientes de diversas áreas em seu portfólio, a agência chega a 2015 com diversos prêmios conquistados ao longo das quase últimas três décadas, como o “Selo Agência de Confiança” do ano (H2R Pesquisas Avançadas). Além disso, o fundador da empresa faz questão de ressaltar: a Ricardo Viveiros & Associados está entre as 20 maiores companhias do setor do país, sendo a única com 100% de capital brasileiro e a não possuir contas governamentais.

E justamente no ano em que seu fundador completa meio século na comunicação, a RV&A ganhou novas instalações. A estrutura da empresa deixou, no primeiro trimestre de 2015, o bairro paulistano da Vila Madalena para funcionar em Pinheiros, também na cidade de São Paulo, onde possui amplo espaço para 40 colaboradores, com computadores de última geração e identidade visual clean. A sala do CEO, no último andar, remete à ideia do executivo de trabalho em equipe, com paredes de vidro, abertas aos olhos de seus funcionários e receptiva a novas ideias, conforme ressalta o próprio Viveiros.

Dentro do escritório, os funcionários são estimulados pela meritocracia e investimento para o desenvolvimento de quem está na casa. Para isso, existe o programa “Banco de Talentos”, pelo qual os colaboradores ganham financiamento de cursos universitários. Além da graduação, oito empregados são beneficiados, atualmente, com o projeto cursando pós-graduação. “Investimos muito em tecnologia de ponta e capacitação dos recursos humanos. Acreditamos muito no desenvolvimento dos profissionais que fazem a diferença e têm os valores do jornalismo”, declara Viveiros.

Os ideais da empresa refletem a experiência adquirida por seu criador durante os 50 anos dedicados à comunicação. “Trabalhamos com assessoria de imprensa, mas fazemos jornalismo institucional”, afirma. Todas as operações da agência são realizadas com base na ética jornalística, com compromisso de qualidade, de produtividade, de velocidade e segurança de dados, faz questão de destacar o fundador e presidente da Ricardo Viveiros & Associados.

Dos primeiros passos aos grandes veículos

Cresci num ambiente de muita educação, cultura e informação. Desde pequeno, estudei com os padres jesuítas do Colégio Santo Inácio e era bom aluno de redação, história, geografia e filosofia. Com o passar do tempo, fui entendendo que meu negócio era escrever. Eu era um menino muito curioso, sempre perguntava por que, como, onde…

A revista Nova Geração era editada pelos padres jesuítas e tirava 35 mil exemplares. Lá, eu comecei escrevendo colunas, depois fazendo reportagens e entrevistas. Mas aquilo ainda era visto como uma brincadeira, um hobby. Embora eu tivesse salário e carteira assinada.

Meu pai, um homem inteligente, logo percebeu que eu não ia seguir a carreira dele e me encaminhou para trabalhar na Tribuna da Imprensa, com o Carlos Lacerda. Fiz uma carreira atípica, não por mérito meu, mas por destino. Isso é muito raro. Se você pegar grandes profissionais, vai ver que sempre trabalharam com um só foco. Tive a felicidade e a oportunidade de ter passado por todos os meios e em vários grandes veículos.

Convivi com grandes jornalistas, como Carlos Drummond de Andrade, Alberto Dines, Samuel Wainner, Oldemário Touguinhó, Carlinhos de Oliveira, Alceu de Amoroso Lima e Sérgio Porto. Foram anos de grande aprendizado. Também trabalhei no início da televisão, em emissoras que já foram extintas, casos de Continental, Rio e Excelsior.

Exilado

Em meados dos anos 1960, me envolvi com a luta contra a ditadura militar no Brasil. Acabei indo para o exílio porque era necessário. Amigos morrendo, pessoas sendo assassinadas, sumindo. Eu já tinha sido preso, então aproveitei o momento para ir para fora. E no exterior, sobrevivi fazendo trabalhando para agências de notícias. Além disso, ministrava palestras e lecionava. Como eu tinha boa base de educação dada pelos padres jesuítas e boa base de cultura dada pela família, pude sobreviver razoavelmente bem. Nunca pensei em desistir da carreira em comunicação. Nasci vocacionado, com esse DNA de escritor. No começo, eu não sabia exatamente o que era, mas depois foi se encaminhando para o jornalismo.

Do outro lado do balcão

Assessor de imprensa é como cirurgião plástico. Se você notar que o serviço foi feito, é porque foi mal feito. Se há uma regra para dar certo como assessor de imprensa é ser insatisfeito o tempo todo. O elogio não contribui, a crítica constrói. O fato de eu ter vindo de 22 anos na mídia, quando fundei a empresa, me ajudou muito. Naquele tempo não tinha internet e celular. O que tinha era máquina de escrever, sem ser elétrica e sem tecla corretiva! Eu lembrava do tempo que estava na redação com um monte de releases iguais na minha mesa. Metade, ou mais, ia para o lixo.

No começo da RV&A, eu tinha quatro clientes. O que eu fiz? Comprei papeis marrom, verde, amarelo e azul. Uma cor para cada. Montava o título do cliente em duas linhas e datilografava em duas colunas. Fiz carimbos com os logos de cada veículo, escritos ‘Exclusivo para você’. Comecei inovando aí. O colega da redação recebia aquele monte de releases todos iguais e tinha aquele que eu havia enviado, que se destacava. Como o texto era bom, tinha apuração de informação, o sujeito se entusiasmava. Era um negócio diferente na formatação e correto no conteúdo. 

Texto escrito por Tácila Rubbo e Anderson Scardoelli, publicado originalmente no Portal Comunique-se. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/especiais/77452-contador-de-historias-e-com-dna-de-escritor-ricardo-viveiros-comemora-meio-seculo-de-carreira-na-comunicacao-info

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Para saber mais sobre a experiência de sucesso de Ricardo Viveiros, conheça:

10365O SIGNO DA VERDADE
Assessoria de imprensa feita por jornalistas
Autores: Ricardo ViveirosMarco Antônio Eid
SUMMUS EDITORIAL

Dirigido a estudantes e profissionais de comunicação, este livro apresenta a experiência de sucesso da Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação, uma das maiores e mais respeitadas assessorias de imprensa do Brasil. Além de trazer cases instigantes e atuais, a obra explica a estrutura do jornalismo institucional no país e oferece um modelo de media training.

8 DE SETEMBRO: DIA INTERNACIONAL DO JORNALISTA

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Em comemoração, daremos 50% de desconto nos livros O mundo dos Jornalistas, de Isabel Travancas, e O papel do jornal e a profissão de jornalista, de Alberto Dines! Aproveite: é só até a meia-noite de hoje, 8/9!

10655

O MUNDO DOS JORNALISTAS

Indicado na bibliografia dos melhores cursos de comunicação do país, este livro faz uma análise minuciosa da profissão de jornalista. Abordando a rotina do repórter e a construção da identidade desse profissional, a autora compõe um rico mosaico, enriquecido com o depoimento de grandes personalidades, como Janio de Freitas e Zuenir Ventura. Fundamental para estudantes e profissionais.

Por apenas R$ 24,95!

 

10653O PAPEL DO JORNAL E A PROFISSÃO DE JORNALISTA
Edição revista, atualizada e ampliada

Alberto Dines é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e discute há décadas o papel da imprensa nos rumos políticos do país. Esta nona edição de O papel do jornal comemora os 35 anos de publicação do livro. Embora o contexto original fosse bem diferente do atual, os assuntos base da primeira edição permanecem: ética, exercício da profissão de jornalista, interesse público. Dines retoma um assunto que ele ressaltou em 1985: a necessidade do diploma de jornalismo para que se exerça a atividade.

Por apenas R$ 31,70!

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“A NOTÍCIA COMO FÁBULA” FICA EM TERCEIRO LUGAR NO PRÊMIO JABUTI 2013

O livro A notícia como fábula – Realidade e ficção se confundem na mídia, do jornalista Renato Modernell, conquistou o terceiro lugar na categoria comunicação do Prêmio Jabuti 2013. Lançada em 2012 pela Summus Editorial, em coedição com a Editora Mackenzie, a obra concorreu com nove finalistas, entre eles os livros História do Jornalismo Itinerário Crítico, Mosaico Contextual (1º lugar) e História da Imprensa Paulista (2º lugar). Para saber mais sobre o resultado da premiação, leia reportagem da Folha.com: http://goo.gl/eZUtV8.

Em seu livro, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos. Alisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas, ele parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma.

O livro é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares do autor, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://bit.ly/GTZDBt.

3 DE MAIO, DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

Para celebrar esse dia, o Grupo Summus está oferecendo 25% de desconto em TODOS os livros da área de jornalismo. Mas corra: é apenas hoje, 3 de maio de 2013, até às 23h59!

Confira alguns títulos em promoção:


PAPEL DO JORNAL E A PROFISSÃO DE JORNALISTA, O

Edição revista, atualizada e ampliada
Alberto Dines
SUMMUS EDITORIAL
De R$ 57,60                        Por R$ 43,20

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NOTÍCIA COMO FÁBULA, A

Realidade e ficção se confundem na mídia
Renato Modernell
SUMMUS EDITORIAL
De R$ 34,90                        Por R$ 26,20

 

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ÉTICA JORNALÍSTICA E O INTERESSE PÚBLICO, A
Francisco José Karam
SUMMUS EDITORIAL
De R$ 69,20                        Por R$ 51,90

 

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POR TRÁS DA NOTÍCIA
O processo de criação das grandes reportagens
Edson Flosi
SUMMUS EDITORIAL
De R$ 51,00                        Por R$ 38,20

 

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Para ver todos os títulos de jornalismo, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria//Jornalismo
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JOVEM PAN ENTREVISTA RENATO MODERNELL NESTA SEXTA

O jornalista e escritor Renato Modernell participa do programa Rádio ao Vivo, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, dia 9 de novembro, às 22h. Ele conversa com o apresentador José Luiz Menegatti sobre o livro A notícia como fábula, que acaba de ser lançado pela Summus Editorial. Acompanhe a entrevista na frequência AM 620 em São Paulo, na rede afiliada espalhada pelo Brasil ou ainda pelo site http://www.jovempan.com.br

No livro, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos, analisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas. Ele parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma o jornalista. 

A obra é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares de Modernell, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve. 

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//NOTÍCIA+COMO+FÁBULA,+A

LIVRO “A NOTÍCIA COMO FÁBULA”, PELO PRÓPRIO AUTOR

Veja no vídeo abaixo a apresentação de Renato Modernell sobre sua obra, uma coedição Editora Mackenzie e Summus Editorial:

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”, disse Luis Fernando Verissimo. Tomar ao pé da letra essa frase bem-humorada do cronista pode não ser um bom negócio. Porém, ainda mais temerário seria aceitar a hipótese oposta, ou seja, de que tudo acontece do jeito que o jornalista nos conta. Certos recursos de escrita e de edição aumentam tanto a temperatura do texto que provocam a fusão entre a fantasia e a realidade. Esse fenômeno misterioso, com seu toque de alquimia, é o que Renato Modernell investiga em A notícia como fábula.

Saiba mais sobre o livro, clicando aqui: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1317/NOT%C3%8DCIA+COMO+F%C3%81BULA,+A

 

RENATO MODERNELL LANÇA “A NOTÍCIA COMO FÁBULA” NO ESPAÇO CULTURAL JOÃO CALVINO, EM SÃO PAULO

A Editora Mackenzie e a Summus Editorial convidam para o lançamento do livro A notícia como fábula, do escritor, jornalista e professor Renato Modernell. A noite de autógrafos será no dia 7 de novembro, quarta-feira, às 17h30, no Espaço Cultural João Calvino, que fica na Rua da Consolação, 930 – São Paulo.

O livro, pelo próprio autor: http://www.gruposummus.com.br/blog/?p=883

Na obra, Modernell examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos, analisando textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas.

O autor parte do pressuposto de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe. “Sabemos que, em princípio, a missão do jornalista é narrar o que aconteceu, enquanto a do ficcionista é flanar no que poderia ter acontecido. Porém, desde quando essas categorias se separam como a água e o óleo? Não podemos negar que a arte da escrita (e isso vale para ambos os casos) tem poderes de envolvimento muito eficazes”, afirma o jornalista.

O livro é resultado de um estudo de mestrado concluído em 2004, na USP, e aprofundado posteriormente pelo autor. Um trabalho que dialoga com a fantasia e não se limita ao repertório conceitual das áreas mais familiares de Modernell, como o jornalismo e a literatura. Suas reflexões passeiam, sem muita cerimônia, pelos domínios da filosofia, da mitologia e da arte. O texto por vezes assume a leveza da crônica, sem que isso prejudique seu rigor acadêmico.

Com base em uma larga experiência simultânea com o jornalismo e a narrativa ficcional, Modernell acredita que um texto de qualidade, assim como o voo de um pássaro, desafia os limites territoriais entre a realidade e a imaginação. Ao criar o conceito dos fatores de fabulação, ele aponta uma série de recursos de escrita capazes de “ficcionalizar” o texto jornalístico. Esses artifícios sutis escapam à percepção não só de quem lê, mas até de quem escreve.

Destinado a estudantes de jornalismo e a todos os que se interessam pela arte da escrita, seja ela baseada na realidade ou na imaginação, a obra tem como principal objetivo estimular a consciência crítica das novas gerações de jornalistas, contribuindo para uma postura diferente no trato da informação e no ofício da escrita.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1317/NOT%C3%8DCIA+COMO+F%C3%81BULA,+A