CIRURGIA BARIÁTRICA CRESCE 47% EM CINCO ANOS NO BRASIL

……………………………………..Texto parcial de matéria de Gabriel Alves, publicada na Folha de S. Paulo, em 10/07/2018

Operações ainda são minoria no SUS, que atende os casos mais graves

​O número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil no último ano chegou aos 105,6 mil, crescimento de 47% em relação ao ano de 2012, quando foram feitos 72 mil procedimentos. Os dados são da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

O aumento foi principalmente no setor privado, mas no SUS, que faz 9,8% do total de operações, também houve crescimento: 16,8% em relação ao último ano e 224% em relação a 2008, segundo o Ministério da Saúde.

No Brasil, quase uma em cada cinco pessoas adultas é obesa (18,9%). O índice é 60% maior do que o início da série histórica, em 2006, mas, depois de sucessivos crescimentos, parece ter estagnado nos últimos três anos, de acordo com a pesquisa Vigitel, feita por telefone, do Ministério da Saúde.

Já o sobrepeso atinge 53,8% da população que vive nas capitais. Doze anos atrás, esse índice era de 42,6% —homens são os mais atingidos.

É considerado obeso quem tem o IMC —índice de massa corpórea, calculado com o peso e altura da pessoa— maior que 40. A cirurgia bariátrica pode ser indicada em casos com IMC a partir de 30 (sobrepeso), a depender da gravidade das doenças relacionadas.

Pelas estimativas da SBCBM, 5 milhões de brasileiros atenderiam aos requisitos para passar por algum tipo de cirurgia bariátrica, que alteram o caminho natural do alimento no trato gastrointestinal, permitindo que o corpo absorva menos energia dos alimentos, além de promover alterações hormonais que favorecem a correção do diabetes e da obesidade.

Em uma conta simples, sem levar em conta mortes e novas indicações e considerando a estimativa de serem cerca de mil os cirurgiões habilitados a fazerem as bariátricas, levaria mais de 13 anos para essa fila ser zerada —isso considerando que eles fizessem uma operação por dia.

Para ler a matéria na íntyegra íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/07/cirurgia-bariatrica-cresce-47-em-cinco-anos-no-brasil.shtml

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CIRURGIA BARIÁTRICA E PARA O DIABETES
Um guia completo
Autor: Marcos Giansante

A obesidade é fator de risco para diversas enfermidades, entre elas hipertensão, doenças cardiovasculares e, principalmente, o diabetes – que, em 2014, matou mais que o HIV. Hoje, a cirurgia bariátrica é um procedimento seguro e eficaz, e reduz sobremaneira o surgimento dessas doenças relacionadas.

Neste livro destinado a obesos e a seus amigos e familiares, o cirurgião Marcos Giansante expõe sua vasta experiência no tratamento da obesidade. Em linguagem clara e sem jargões técnicos – e de forma humana e integrativa –, ele responde às principais dúvidas relacionadas ao tratamento cirúrgico da doença, como:

  • o papel da cirurgia bariátrica, principalmente na parte metabólica, como tratamento complementar de doenças como o diabetes;
  • as principais técnicas cirúrgicas utilizadas e as mais indicadas para cada caso;
  • o pré e pós-operatório;
  • a importância da alimentação e de atividades físicas na qualidade de vida do obeso e pós-operado.

‘8 MANEIRAS DE COMBATER A OBESIDADE INFANTIL EM FAMÍLIA’

Já são 41 milhões de crianças com sobrepeso no mundo, apontou recentemente um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). E o número cresce exponencialmente, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Entre as muitas causas estão o consumo exacerbado de alimentos processados e com alto teor de gorduras e açúcares (também por influência da falta de regulamentação governamental do marketing maciço que a indústria faz com foco nas crianças), além do aumento do sedentarismo nas cidades.

Os dados são assustadores e, sem exagerar, indicam uma epidemia. Segundo Artur Delgado, pediatra especialista em nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), de São Paulo, a projeção é de que o Brasil se torne um dos países com maior número de crianças obesas num futuro próximo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e que a realidade é pior principalmente entre os 5 e 10 anos. “Isso já está acontecendo, mas muitas vezes as famílias não enxergam que seus filhos se incluem nessa estatística, ou mesmo a gravidade da situação”, explica o pediatra. O que significa que aquele excesso de dobrinhas do seu filho pode ser mais do que “fofura”, atenção! Segundo uma pesquisa da Universidade de Gothenburg, na Suécia, por exemplo, um em cada dois pais de crianças com sobrepeso acha que o mesmo está com o peso adequado. Para chegar a essa estatística, os cientistas analisaram 16 mil crianças europeias com idade entre 2 e 9 anos.

“Antigamente dizia-se para as mães não se preocuparem porque ‘com a idade ele emagrece’. Mas a realidade mudou e hoje não é bem assim. Crianças obesas provavelmente serão adultos obesos e enfrentarão problemas de saúde por conta disso”, afirma a psicóloga Camile Apolinário, uma das coordenadoras do Centro de Obesidade Infantil do Hospital Sabará (SP). Entre eles estão diabetes, colesterol alto e síndrome metabólica. Mas saiba que o combate e prevenção da obesidade infantil se dá, principalmente, dentro de casa. “Não vejo chances de real sucesso se não houver o envolvimento de todos os integrantes da família. Ela está no coração de toda e qualquer mudança de hábito, e é isso que precisa ser feito”, ressalta Camile. Veja aqui as importantes atitudes que toda família pode – e deve – ter para vencer essa luta desde agora.

1) Controlar o ganho de peso desde a gestação

Inúmeros estudos comprovam que o ganho de peso excessivo ou insuficiente da mãe durante a gestação afeta a programação metabólica do bebê, algo que ele carregará para a vida, explica o pediatra Delgado. Como uma pesquisa realizada com 42 mil mulheres e 91 mil crianças pelo Hospital da Criança de Boston (EUA), cujo resultado mostrou que para cada quilo ganho pela gestante na gravidez, o índice de massa corporal (IMC) da criança aos 12 anos cresce em 8%.

2) Amamentar

A amamentação exclusiva até os seis meses de idade está provada como uma arma no combate à obesidade das crianças. Se não for possível amamentar, busque fórmulas lácteas compatíveis com a idade e necessidades da criança, evitando alimentá-la com leite de vaca, por exemplo.

3) Visitar o pediatra regularmente

E escutar o profissional no que diz respeito ao peso e aos hábitos alimentares do seu filho. É ele quem vai alertar em caso de possível sobrepeso e fazer as orientações nutricionais adequadas para lidar com o problema precocemente.

4) Dar o exemplo

Seu filho comerá o que você come, ou o que permite que ele coma. Sendo assim, não dá para esperar que ele goste de legumes e verduras se os pais não comem. Que tal abraçar a oportunidade de mudar a própria alimentação e quem sabe descobrir que o saudável é também prazeroso?

5) Brincar ao ar livre

Uma das dificuldades de mudar os maus hábitos alimentares está na nossa cultura de atrelar a vida social e o lazer somente à mesa. Portanto, que tal mudar os programas do final de semana? Um passeio no parque pode ser mais divertido – e saudável – do que almoçar fora e/ou passear no shopping. Assim você combate o sedentarismo, outro ponto crucial quando o assunto é obesidade infantil.

6) Estabelecer uma rotina na hora de comer e dormir

Dormir e comer fora de hora ou a cada dia em um horário e local diferentes são tão prejudiciais quantos os itens citados acima. Estabeleçam uma rotina que inclua ir para a cama cedo, não beliscar entre as refeições e não comer em frente à televisão, e logo verão bons resultados.

7) Ser paciente

Hábitos são difíceis de ser mudados. As atitudes que levaram o seu filho a ganhar peso não sumirão como passe de mágica, portanto é preciso ter paciência. E também perseverança para dizer não e explicar o porquê – em uma linguagem acessível – todas as vezes que ele quiser voltar atrás nos hábitos pouco saudáveis.

8) E flexível!

Não dá para proibir 100% das besteiras que seu filho gosta de comer sem ser traumático. Tudo o que é proibido, afinal, chama a atenção. Tente mudar os hábitos aos poucos – e com bastante diálogo!

Texto de Isabel Malzoni, publicado originalmente no blog itmãe, em 17/02/2016. Para lê-lo na íntegra, acese: http://itmae.uol.com.br/baby-and-kids/8-maneiras-de-combater-a-obesidade-infantil-em-familia

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Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.