‘POSTURA E EXERCÍCIO: DÁ PARA EVITAR DOR QUE ATINGE 8 A CADA 10 PESSOAS’

Dor nas costas, quem nunca? De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o problema atinge 80% da população global, ficando atrás apenas da dor de cabeça entre os principais males que afetam a humanidade. Essa dor foi a maior causa de afastamento de trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias em 2016, segundo o ranking de auxílios-doença concedido pelo INSS.

Apesar de tão comum, na maior parte das vezes a dor pode ser evitada com exercícios físicos e cuidados com a postura.

As dores na região lombar, diz Carlos Tucci, ortopedista e cirurgião da coluna, costumam ser causadas por uma combinação de fatores relacionados à má postura, movimentos bruscos e falta de exercícios.

“Diferentemente do que as pessoas pensam, a dor nas costas não vem de doenças graves, como hérnia de disco, bico de papagaio”, explica Tucci. “[Elas] têm principalmente os músculos, sobretudo da região , como origem”.

Segundo ele, entre 1% e 3% dos casos são decorrentes de doenças mais graves. “As pessoas têm esse receio que a coluna está doente, que a coluna não tem estrutura para se sustentar, isso não é verdade”, afirma.

Falta de exercícios: principal causa

De acordo com o ortopedista, exercícios que desenvolvem a musculatura que envolve as regiões abdominal e lombar ajudam a formar uma espécie de cinturão de músculos que dão sustentação para a coluna–essa musculatura recebe o nome técnico de musculatura estabilizadora lombar.

“Esses exercícios chamados também de fortalecimento isométrico fazem essa musculatura ficar desenvolvida, deixando a coluna protegida contra posturas inadequadas, movimentos exagerados e repetitivos”, diz ele.

Um exemplo do que é fortalecimento isométrico da musculatura que envolve a coluna são os exercícios do Pilates. Mas esse fortalecimento também pode ser feito na ioga ou em academias convencionais.

Cuidado com a postura não deve ser negligenciado

Seja no trabalho, no sofá de casa ou ao dirigir, é preciso manter a coluna ereta. “As posturas inadequadas no trabalho só aumentam o risco de ter dor nas costas.”

Ele ainda ressalta que os exercícios devem sempre ser feitos com o acompanhamento de um profissional para evitar que haja a sobrecarga na região lombar.

Um exemplo clássico de má postura é “dobrar o corpo para frente carregando peso é um movimento que deve ser evitado”.

Apesar da maioria dos casos de dores nas costas não ser considerados graves, Tucci recomenda que os tratamentos sejam feitos após diagnósticos médicos.

“A automedicação não é recomendada. As dores normalmente são pontuais, mas melhoram com alguma ajuda médica”, diz o ortopedista. “A orientação é manter-se ativo e tomar cuidado e tomar cuidado com esses exercícios de proteger a coluna”.

 

Matéria de André Carvalho, publicada originalmente no UOL, em 01/09/2017. Para acessá-la na íntegra: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/09/01/dores-nas-costas-atingem-80-da-populacao-saiba-como-evitar.htm

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Quer saber mais sobre cuidados com a postura? Conheça os livros:

 

DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.

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DIAGNÓSTICO CLÍNICO POSTURAL
Um guia prático
Autora: Angela Santos

Um bom diagnóstico é fundamental para definir procedimentos que envolvam a postura do ser humano. Lançando mão da biomecânica, da osteopatia e de técnicas fisioterápicas, a autora apresenta uma linguagem diagnóstica única para os diversos ramos profissionais que lidam com o movimento humano, suas patologias, expressões e desenvolvimento.

 

ALONGAMENTO E POSTURA
Um guia prático
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Disseminado em diferentes países e culturas, o alongamento tornou-se rotina para a maioria da população fisicamente ativa. Porém, posturas inadequadas têm gerado dores e lesões no sistema musculoesquelético. Aqui, os autores apresentam informações atualizadas sobre o tema e fotos com orientações de como realizar com segurança os ajustes posturais necessários aos exercícios de alongamento.

‘CUIDADO: USO DO CELULAR PODE ESTAR MODIFICANDO A CURVATURA DA SUA COLUNA’

Estudo aponta que pacientes jovens já estão relatando problemas de hérnia de disco e alinhamento; especialistas relacionam alteração ao uso do celular

Cirurgiões e especialistas em coluna vertebral estão percebendo um aumento no número de pacientes que reclamam de dor no pescoço e nas costas. O motivo? Provavelmente, o uso de aparelhos celular. É isso mesmo. De acordo com um estudo, a má postura durante o uso prolongado de smartphones pode estar causando sérios problemas de saúde em jovens e adultos do mundo todo.

A pesquisa, publicada no The Spine Journal, aponta que o uso intenso e irregular do celular é o motivo para alguns pacientes, especialmente pacientes jovens que ainda não deveriam ter problemas nas costas e pescoço , estarem relatando hérnias de disco e problemas de alinhamento .

“Em um raio-X, o pescoço normalmente se curva para trás, e o que estamos vendo é que a essa curva está sendo invertida, como acontece quando as pessoas olham para baixo focadas em seus telefones, por horas durante o dia”, declarou um dos autores do estudo, o Dr. Todd Lanman, um neurocirurgião espinhal do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.

“A verdadeira preocupação é que não sabemos o que isso pode significar ou influenciar na vida de crianças, que hoje usam telefones o dia todo”, ponderou Lanman.

Outro especialista que também foi responsável pelo relatório, Jason Cuellar, cirurgião ortopédico da coluna vertebral em Cedars-Sinai, afirmou que as pessoas, muitas vezes, fazem esse movimento de olhar para baixo quando usando seus smartphones, principalmente, quando digitam.

Crianças que usam celular podem precisar de cirurgia antes dos 30 anos 

Estudos anteriores já haviam descoberto que as pessoas têm o pescoço em torno de 45 graus, e isso se torna ainda quando elas se sentem.  O impacto na coluna vertebral aumenta em posturas mais flexionadas, acrescentam os responsáveis pela pesquisa.

Enquanto, em uma posição neutra olhando para frente, a cabeça pesa cerca de 10 a 12 quilos. Já com o corpo flexionado em 15 graus, o peso pode aumentar para 27 quilos. O estresse na espinha aumenta conforme a envergadura da cabeça aumenta.

“Se fossemos levar em conta essa informação, pelo modo como as pessoas usam celulares hoje, uma criança de 8 anos precisa de cirurgia aos 28 anos”, disse Lanman. “Em crianças que têm a espinha dorsal ainda em fase de crescimento e não foi desenvolvida, não temos certeza do que esperar ou se isso pode mudar as anatomias normais”, disse ele à Reuters Health.

Como evitar?

Lanman e Cuellar sugerem mudanças simples no estilo de vida que podem aliviar o estresse da postura do pescoço. Eles recomendam a utilização de telefones celulares posicionados mais em frente ao rosto, ou perto do nível dos olhos, enquanto digitar. Usar as duas mãos e os dois polegares para criar uma posição mais simétrica e confortável para a coluna vertebral também é recomendável.

Além do uso do smartphone, os cirurgiões recomendam que as pessoas que trabalham com computadores utilizem um suporte de monitor elevado para que a tela fique nivelada com a altura dos olhos.

Para quem usa notebook, eles recomendam uma adaptação semelhante, usando um teclado e mouse separados para que o computador possa estar no nível dos olhos e ainda criar uma boa posição ergonômica durante a digitação.

“É difícil recomendar uma postura adequada para os usuários de celulares. Se elevarmos o telefone ao nível dos olhos para evitar a postura de olhar para baixo, ele irá adicionar novas preocupações para o ombro devido à postura de braço elevado”, pontuou Gwanseob Shin do Ulsan Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Ergonomia Laboratorial na Coréia do Sul, que não estava envolvido com o estudo.

“Uma recomendação mais prática seria descansos frequentes ou algum exercício físico que possa fortalecer os músculos do pescoço e do ombro”, disse Shin à Reuters Health.

Lanman também recomenda exercícios básicos que se concentram na postura. Ele pede aos pacientes para que deitem em suas camas e pendem suas cabeças sobre a borda, estendendo o pescoço para trás para restaurar o arco normal no pescoço.

Enquanto sentado, ele recomenda alinhar o pescoço e coluna, verificando se as orelhas estão sobre os ombros e os ombros estão sobre os quadris.

“Peça ao seu amigo para tirar uma foto de sua parte superior do corpo quando estiver usando digitando no celular e, em seguida, use a foto como imagem de fundo em seu telefone”, disse Shin. “Isso vai lembrá-lo de fazer pausas com frequência. Mesmo uma pequena pausa de alguns segundos – chamada de micro ruptura – pode ajudar nossos tecidos a se recuperar.”
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Matéria publicada originalmente no iG – Saúde. Para lê-la na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2017-04-20/uso-do-celular-pode-mudar-a-curvatura-da-coluna.html

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Quer saber mais sobre postural corporal? Conheça os livros abaixo, da Summus Editorial:
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10704DE OLHO NA POSTURA
Cuide bem do seu corpo nas atividades do dia a dia
Autores: Victor LiggieriChristina Ribeiro

Hoje, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento devido a dores provocadas pela postura incorreta. Porém, com atitudes simples e consciência corporal é possível mudar tal realidade. Nesta obra didática, totalmente ilustrada com fotografias, o leitor aprenderá a desempenhar as tarefas do cotidiano – como sentar-se, digitar, dirigir, escovar os dentes, carregar objetos pesados, cuidar do bebê – sem prejudicar a coluna e as articulações.
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10869POSTURA CORPORAL: UM GUIA PARA TODOS
Autora: Angela Santos

Aplicação prática dos conhecimentos de anatomia e fisiologia dos ossos, músculos e articulações em reabilitação postural. Contém informações preciosas para profissionais e orientação acessível aos leigos interessados na prevenção e no tratamento de desvios posturais.

 

 

FOLHA DE S.PAULO DESCATA O LIVRO DE OLHO NA POSTURA

O caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, desta terça-feira, dia 4 de setembro, deu destaque para o livro De olho na postura (Summus Editorial), de Christina Ribeiro e Victor Liggieri. A reportagem, intitulada “Lendo a torto e a direito” afirma que o hábito de ler muitas horas em tablets e celulares pode prejudicar a coluna. Especialistas em dor, os autores explicam no livro o que fazer para prevenir movimentos inadequados nas atividades do dia a dia. Leia a reportagem: http://goo.gl/S3yRL

“Nosso desejo é atuar primordialmente na prevenção de lesões e desordens posturais tão comuns na atualidade”, afirmam os autores. O objetivo é beneficiar o maior número de pessoas com informações simples, mas capazes de interferir na recuperação de pacientes com dores dessa natureza.

Ricamente ilustrado com fotografias explicativas, o livro traz orientações simples e diretas para prevenir a dor nas atividades cotidianas. Para os autores, com pequenas mudanças no dia a dia é possível tomar consciência dos movimentos, melhorando a qualidade de vida e a sensação de bem-estar. “Vivemos hoje um cotidiano insalubre e, sem perceber, vamos repetindo gestos e movimentos inadequados que prejudicam nossa postura”, afirmam. Segundo pesquisas, quatro milhões de brasileiros são submetidos a tratamento em razão de dores provocadas pela postura incorreta no trabalho e pela pressão diária de situações competitivas.

Registros feitos por centros especializados em dor crônica indicam que 60% das pessoas que procuram esses centros apresentam dores de natureza musculoesquelética. Segundo os autores, estatísticas atuais revelam dados impressionantes: 50% dos brasileiros procuram consultórios por dor crônica; as afecções do aparelho locomotor são as causas mais frequentes da dor crônica; 50% a 60% dos pacientes tornam-se incapacitados; 80% dos brasileiros desenvolverão dor nas costas (lombalgia) em algum momento da vida; e 40% da população brasileira apresentam alguma dor musculoesquelética por mais de uma semana em algum estágio da vida. “Essas estatísticas mostram o que podemos observar em nosso dia a dia”, complementam os autores.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1236/De+olho+na+postura