“EU TENHO GLAUCOMA. O QUE POSSO FAZER PARA ATENUAR ESSE MAL?”

O glaucoma é como a hipertensão. O tratamento pode fazer com que a doença seja controlada e avance mais lentamente, mas não há cura.

Ao todo, existem quatro tipos de glaucoma: o congênito, no qual a malformação é intrauterina; o secundário, causado por algum trauma no olho; o agudo ou de ângulo fechado, mais raro, é quando a pessoa tem um caminho mais estreito para a drenagem do líquido que tem dentro do olho (e consequentemente a pressão intraocular é aumentada); e o crônico simples, chamado de ângulo aberto, que é o tipo mais comum de todos e acontece em 80% dos casos da doença. O glaucoma crônico acomete geralmente pessoas acima dos 40 anos e vai piorando conforme o envelhecimento.

A doença ocorre porque a pressão do olho está alta, mas não é só isso. Ela também pode ser causada por outro motivos, como no caso do glaucoma congênito ou do secundário. De todo modo, nos quatro tipos de glaucoma, o nervo que liga o olho ao cérebro encontra-se danificado. No caso do glaucoma de ângulo aberto, além de a pessoa poder apresentar a pressão intraocular aumentada, na fase intermediária da doença, ela perde a visão na periferia do olho, ou seja, nos cantos, e no grau mais avançado passa a não enxergar mais no campo visual da frente. Na fase final, a cegueira é completa e irreversível.

Como o glaucoma crônico é de avanço lento e não há sintomas iniciais, se o indivíduo não tem o costume de frequentar anualmente o oftalmologista, percebe o problema quando já está muito avançado. O glaucoma de ângulo fechado, embora raro, tem sintomas mais acentuados que incluem dores muito fortes nos olhos, vermelhidão, náuseas e distúrbios súbitos de visão.

O especialista, quando detecta o glaucoma, indica tratamentos que variam conforme o grau da condição. Podem ser indicados colírios, procedimentos com lasers e, se nenhum tratamento menos invasivo funcionar, cirurgias também podem ser recomendadas.

Fontes: Minoru Fujii, oftalmologista do Setor de Retina do Hospital Cema, em São Paulo; Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo; Wilma Lelis Barboza, médica oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Matéria de Gabriela Ingrid, publicada originalmente no VivaBem, do UOL, em 03/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/03/eu-tenho-glaucoma-a-doenca-tem-tratamento.htm

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Se você se preocupa com o assunto e quer saber mais a respeito, conheça “Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão”, do médico Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma:

GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.
MG Editores

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“OLHO FOI FEITO PARA DURAR 40 ANOS”: GLAUCOMA ATINGE 900 MIL NO BRASIL

“É uma doença assintomática, não dói. Com o tempo, esse nervo que leva as imagens ao cérebro, para a gente poder enxergar, vai sendo degenerado”, explica Emílio Suzuki, secretário-geral da SBG (Sociedade Brasileira de Glaucoma). O glaucoma atinge cerca de 3% da população brasileira acima dos 40 anos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A doença atinge 900 mil pessoas no país, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A doença é responsável, segundo estimativas do órgão, por 10% dos casos de cegueira.

“A pessoa vai perdendo a visão aos pouquinhos e, geralmente, a perda não é aguda, não é de imediato. Nem é central também. É periférica e lenta. Por isso, é muito difícil ser percebida nos estágios iniciais”, diz Suzuki. Daí a importância do diagnóstico precoce para a prevenção do glaucoma.

Ele explicou que o nervo óptico sofre degeneração que, em geral, ocorre por aumento da pressão ocular, e a pessoa não tem sintomas. Um dos fatores de risco para o glaucoma é a idade. Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à doença.

O sistema de drenagem ocular fica mais lento e falha com mais frequência em pessoas acima de 40 anos. “Quarenta anos é uma idade importante para ter, pelo menos, uma consulta básica ao oftalmologista por ano”, recomendou.

O glaucoma tem também uma característica genética e hereditária. Existe uma associação grande entre parentes, e a chance de desenvolver a doença é mais intensa entre irmãos. Segundo Emílio Suzuki, o fato de o pai ou a mãe ter glaucoma não condena o filho a ter glaucoma.

“E o fato de ninguém ter na família também não exclui você da possibilidade de aparecer. Mas os casos familiares te colocam no grupo de risco maior”. A incidência de glaucoma entre irmãos é, às vezes, de seis a nove vezes maior do que em uma pessoa que não tem ninguém na família.

O governo brasileiro tem um programa de assistência aos portadores de glaucoma. Quase 500 mil pessoas cadastradas no programa recebem remédios de graça, destacou o especialista.

Hipertensos e diabéticos devem estar mais atentos Têm mais chance ainda de desenvolver a doença os hipertensos e diabéticos, que apresentam muitas vezes problemas de vascularização do nervo óptico, além dos afrodescendentes.

Em relação a esses últimos, Suzuki disse que ocorre no mundo inteiro maior chance de os afrodescendentes terem glaucoma mais agressivo e avançado. No Brasil, a miscigenação da população aumenta a incidência da doença. Não se sabe ainda a razão de indivíduos da raça negra terem glaucoma, mas estima-se que é um fator ligado à genética. Por isso, a raça negra funciona como um fator de alerta e influencia muito no diagnóstico, afirmou.

A única maneira de descobrir o glaucoma é o médico oftalmologista, porque não é só a pressão do olho que está envolvida. No início da doença, não há sintomas. Crises de glaucoma agudo, em casos esporádicos e raros, podem deixar o olho vermelho.

Suzuki esclareceu, entretanto, que a vermelhidão do olho é sinal de uma gama infinita de doenças. “Pode ser uma simples irritação, uma conjuntivite, uma úlcera de córnea, uma uveíte. Por isso é o médico que vai saber se é glaucoma ou não. De maneira geral, não é.

Texto parcial de matéria publicada no UOL Saúde, em 26/05/2017, Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Leia a matéria completa em
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/05/26/olho-foi-feito-para-durar-40-anos-glaucoma-atinge-2-milhoes-no-brasil.htm

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Para saber mais sobre o assunto, conheça o livro da MG Editores:

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GLAUCOMA
Informações essenciais para preservar sua visão
Autor: Remo Susanna Jr.

O glaucoma, embora não tenha cura, se detectado precocemente pode ser controlado. Escrito pelo maior especialista brasileiro na área, este livro traz informações claras e precisas para portadores da moléstia e seus familiares. Entre os assuntos abordados estão os mitos mais comuns relacionados à doença, os principais tipos de tratamento e os recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

MAIS DE 1 MILHÃO SÃO PORTADORES DE GLAUCOMA NO BRASIL

No dia 26 de maio é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Combate à Cegueira pelo Glaucoma. O glaucoma é uma doença assintomática que, aos poucos, ceifa a visão do paciente, podendo levá-lo à cegueira total e irreversível. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos no mundo. Cerca de 60 milhões de pessoas tinham glaucoma em 2010. Esse número chegará a 80 milhões em 2020. No Brasil, não há estatísticas populacionais sobre a doença, mas estima-se que existam mais de 1 milhão de portadores. Os números são alarmantes, mas há dados ainda piores. Boa parte dos doentes em estágio avançado teria chances de evitar a cegueira se tivesse sido diagnosticado a tempo e recebido o tratamento adequado. Até mesmo nos países desenvolvidos, 50% dos indivíduos afetados não receberam o diagnóstico nem estão em tratamento. Metade deles, no entanto, fez exames oftalmológicos nos últimos dois anos.

50105No livro Glaucoma – Informações essenciais para preservar sua visão, da MG Editores, o professor Remo Susanna Jr., um dos maiores especialistas mundiais em glaucoma, traz informações claras e precisas para portadores e seus familiares. Ele oferece definições importantes sobre o glaucoma, explica os mitos mais comuns relacionados à doença, aborda os principais tipos de tratamento e oferece recursos para melhorar a deficiência visual decorrente do problema.

“O glaucoma é considerado o mais astuto ladrão da visão, que não respeita classe social, sexo e raça, sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Quando o paciente percebe que algo não vai bem com a sua visão, a extensão da lesão já é enorme e o glaucoma encontra-se em fase avançada”, explica o autor, destacando que 2% a 4% da população acima de 40 anos têm a doença.

O principal objetivo do livro, único no país sobre o tema, é oferecer ao leitor dados que lhe permitam entender e lidar melhor com o glaucoma. “Com esse conhecimento, o paciente poderá interagir com seu médico e estabelecer com ele uma parceria indispensável para o controle do glaucoma, evitando a progressão da doença”, afirma o professor Susanna.

Segundo o especialista, semelhante ao que ocorre em acidentes aéreos e em outros desastres não esperados, o glaucoma acontece por uma associação infeliz de erros. Ele classifica os erros como verdadeiros pecados praticados com frequência. De forma isolada ou conjunta, “os sete pecados” são responsáveis por quase todos os casos de perda de visão relacionados ao glaucoma.

“Acredito que perder a visão por falta de informação quando esta está disponível ou por omissão é inadmissível. Isso, por si só, já compõe um terrível pecado, mas ele se torna mais relevante porque, se evitados os sete pecados, a cegueira provocada pela doença se torna bastante improvável”, alerta o especialista. No livro, dr. Susanna descreve cada um dos pecados, esclarecendo algumas inverdades que se tornaram mitos e estão associadas a informações que frequentemente prejudicam os pacientes e a população em geral.

Na obra, o especialista lembra que a visão é responsável por 90% da nossa comunicação com o mundo exterior, sendo extremamente importante na formação de nosso mundo interior. É por esse motivo que, nos Estados Unidos, o medo da cegueira é suplantado apenas pelo receio de um câncer incurável. No mundo todo, existem aproximadamente 11 milhões de pessoas cegas de ambos os olhos e 20 milhões cegas de um olho em decorrência do glaucoma.

Dados de 2012, do Bright Focus Foundation, revelam que nos Estados Unidos o custo direto com o glaucoma ou com a perda de produtividade em consequência do problema atinge o valor de US$ 2,6 bilhões todos os anos. “Além do grande prejuízo pessoal e emocional provocado pela perda da visão, seu dano social e econômico é enorme”, complementa o professor Susanna.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1345/Glaucoma