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Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre o movimento gay
e as Edições GLS.
O que quer dizer GLS?
Esta é uma sigla que veio do inglês e foi inicialmente
usada em guias de viagem para indicar locais que gays, lésbicas
e simpatizantes podiam freqüentar com tranqüilidade, como
bares, boates, livrarias, museus e uma infinidade de outros estabelecimentos
não-preconceituosos. Seu uso espalhou-se para além
dos Estados Unidos e da Europa, e hoje no Brasil é empregado
para serviços basicamente dirigidos a homossexuais.
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A GLS é uma editora gay?
Não se trata de uma editora gay, porém de uma dirigida
às minorias sexuais, ou seja, a gays, lésbicas, bissexuais
e pessoas transgêneros. Como toda minoria tende a ser ignorada
pela maioria, as Edições GLS foram criadas para dar
voz aos problemas e assuntos de interesse específico desses
grupos.
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Só quem pertence a uma minoria sexual lê os livros
das Edições GLS?
Claro que não. Todo mundo tem pais, amigos, médicos,
terapeutas, professores. E estas pessoas precisam saber o que são
as minorias para lidar melhor com seus filhos, amigos ou clientes.
Os livros das Edições GLS são altamente educativos
e informativos para todo tipo de simpatizante.
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Todos os que trabalham nas Edições GLS são
gays?
Não. Esta editora é o resultado de uma parceria com
outra editora de livros, a Summus Editorial, composta por profissionais
variados, em sua maioria heterossexuais. A editora responsável
pela GLS, Laura Bacellar, é no entanto lésbica.
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Esta é a primeira editora dirigida a homossexuais do Brasil?
Não. Nosso passado é cheio de pessoas corajosas e
empreendedoras, que se arriscaram a publicar livros considerados
"malditos" mesmo durante os horrores da nossa intolerante
ditadura militar. A Mercado Aberto, a Brasiliense e uma série
de editoras independentes já publicaram grandes autores homossexuais.
Mais recentemente, a Transviatta foi lançada publicando uma
antologia de contos e um romance, o selo Mandarim da Siciliano é
simpático a obras de cunho homossexual, e a Record tem um
selo, chamado Contraluz, que também apresenta uma interessante
coleção de obras sobre homo e bissexualidade. Muitas
outras editoras, entre as quais a Companhia das Letras, publicam
obras de e para homossexuais em seus catálogos. As Edições
GLS são diferentes, no entanto, por terem como missão
publicar apenas obras do interesse de minorias sexuais, e fazerem-no
abertamente. Na clareza de objetivos e de títulos são
as primeiras no Brasil.
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Basta eu ser homossexual para as Edições GLS publicarem
meu texto?
Não. As Edições GLS são um empreendimento
comercial, que sobrevive da venda de seus livros. Assim sendo, publica
apenas aquilo que acredita vá ser interessante para os consumidores
de livros brasileiros. Veja mais detalhes em desengavete seus originais.
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