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    SELO NEGRO E MUSEU AFRO BRASIL CELEBRAM O DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA


    A Selo Negro Edições e o Museu Afro Brasil celebram o Dia Nacional da Consciência Negra no dia 23 de novembro, terça-feira, das 19h às 22h. Na ocasião, haverá o lançamento dos livros Literatura negro-brasileira e Imprensa negra no Brasil do século XIX, da coleção Consciência em Debate, e João Cândido, da coleção Retratos do Brasil Negro. As coleções, coordenadas por Vera Lúcia Benedito, pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, têm como objetivo debater temas prementes da sociedade brasileira e abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. O museu fica no Parque Ibirapuera, portão 10 – São Paulo. Haverá vagas para estacionamento no local.

    No livro Literatura negro-brasileira, quarto volume da coleção Consciência em Debate, o escritor e pesquisador Cuti, pseudônimo de Luiz Silva, analisa a participação do negro, como personagem, autor e leitor, na literatura brasileira. Escritor profícuo e grande pesquisador, Cuti destaca os precursores e a nova geração dessa corrente – que alcançou um patamar significativo com os trinta anos de edição ininterrupta dos Cadernos Negros, coletânea anual de poemas e contos. “A literatura é alimento para o nosso imaginário, que se move o tempo todo, recebendo, produzindo e reproduzindo ideias, palavras, frases, imagens sobre o que somos como pessoa e povo”, revela o autor.

    Já no livro Imprensa negra no Brasil do século XIX, também da coleção Consciência em Debate, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto resgata títulos da imprensa negra oitocentista publicados em cidades e períodos diferentes. Pioneira, a obra aborda a experiência da liberdade e da cidadania, destacando a utilização da imprensa como um instrumento de resistência negra em pleno sistema escravagista. Fruto do trabalho de homens negros livres, cuja cidadania era reconhecida pelas Constituições de 1824 e 1891, os periódicos denunciaram e combateram os entraves criados à garantia desse direito em variados espaços da sociedade da época – ainda organizada com base na escravidão de africanos e de seus descendentes.

    Pela coleção Retratos do Brasil Negro, o jornalista Fernando Granato lança a biografia de João Cândido. A obra revela quem foi esse líder negro, que Granato considera o primeiro herói do século XX. Exatamente no ano em que a Revolta da Chibata completa 100 anos, a obra resgata a história do “Almirante Negro”, um símbolo da luta contra a opressão no Brasil. Resultado de dois anos de pesquisa - nos arquivos da Marinha e da Biblioteca Nacional e em entrevistas com familiares de João Cândido -, o livro pretende iluminar um período pouco conhecido da sua história: a fase que vai de sua absolvição até a sua morte, no Rio de Janeiro, em 1969, aos 89 anos.

    Para saber mais sobre os livros da Coleção Retratos do Brasil Negro, acesse:
    http://www.gruposummus.com.br/colecao.php?colecao_id=38&colecao=%27Retratos%20do%20Brasil%20negro%27

    Para saber mais sobre os livros da Coleção Consciência em Debate, acesse:
    http://www.gruposummus.com.br/colecao.php?colecao_id=40&colecao=%27Consci%EAncia%20em%20Debate%27


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