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    RÁDIO CULTURA ENTREVISTA JOSÉ ANGELO GAIARSA NA QUARTA-FEIRA, DIA 1º DE JULHO

    O psiquiatra José Angelo Gaiarsa participa nesta quarta-feira, dia 1º de julho, às 10h, do programa Estúdio Brasil, da rádio Cultura (AM 1200). Ele conversa com o locutor Fernando Uzeda sobre o livro A inconsciência coletiva, Saiba mais sobre este livro clicando aquida Editora Ágora. No livro, Gaiarsa faz uma releitura do pensamento de Wilhelm Reich aplicado à prática clínica. Tratando de um tema que já é velho conhecido de seus leitores – a importância de aprimorar, por meio do treino constante, a prática da visão para obter um maior conhecimento de si e do mundo –, ele enfoca sua aplicação na prática de psicólogos e psicoterapeutas, para a qual esse hábito traz resultados especialmente benéficos.

    Ao contrário da tradição psicanalítica, que privilegia quase exclusivamente o que se ouve, Reich observava aguda e persistentemente as pessoas, gerando assim os primórdios da leitura do corpo. Ele readmitiu a importância de tocar e observar o corpo do paciente, que a psicanálise havia excluído: “Ele não via o corpo como símbolo, repositório de impulsos obscuros, e sim como algo muito importante de se observar e que diz muito sobre nós”, afirma Gaiarsa. Porém, ainda preso à tradição, Reich não conseguiu exprimir livremente a psicologia do olhar, que enfatiza a importância do que se vê para a saúde mental. “O inconsciente é movimento e posição, que tomam conta de você antes de você perceber o que está acontecendo. Mas o outro (o de fora) pode ver – se estiver olhando, se estiver interessado”, afirma Gaiarsa.

    Para o autor, ocupados em ouvir o que seu cliente tem a “dizer” os profissionais muitas vezes se esquecem de “enxergá-lo” realmente, perdendo assim a oportunidade de obter um vislumbre do inconsciente que se manifesta em caras, bocas e olhos. O diálogo verbal de comunicação, segundo ele, é limitado, pois as palavras isoladas não possuem significados, dependem do contexto em que são ditas, do momento, do tom de voz e da atitude. “Já as formas não verbais são intermináveis e sempre muito mais velozes do que as verbais. Como esperar que compreendam nossos medos e anseios se dizemos uma coisa enquanto nosso corpo expressa outra?”, questiona.

    Clique aqui para saber mais sobre o livro e aqui para acessar todos os títulos do autor publicados pela Ágora.

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