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GIKOVATE FALA SOBRE OBESIDADE NO PROGRAMA LUCILIA DINIZ, DA REDE TV, NESTE SÁBADO
O Programa Lucilia Diniz, da Rede TV!, entrevista neste sábado, 20 de março, às 19h30, Flávio Gikovate. O psicoterapeuta conversa com Lucilia sobre o tema obesidade, que ele trata no livro Deixar de ser gordo (MG Editores). A obra derruba conceitos e revoluciona a ideia que fazemos da obesidade. O principal alerta diz respeito às dietas: elas não apenas não funcionam como têm contribuído para agravar o problema, que já virou questão de saúde pública.
A humanidade nunca se preocupou tanto com a obesidade. Não é para menos. Estudos recentes revelam que 40% da população global sofre com a doença, que passou a figurar como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Utilizando uma linguagem clara e direta e a sua própria história de ex-obeso, Gikovate mostra como funciona o círculo viciosos da obesidade — cujos componentes principais são a privação, a compulsão e a culpa. O objetivo é ajudar aqueles que querem deixar de ser gordos, e não apenas emagrecer.
As dietas, em geral, pregam a privação e não a reeducação alimentar, diz Gikovate. “A privação leva ao desejo, por isso elas não funcionam. Impor uma dieta rigorosa ao indivíduo que é submetido diariamente a milhões de ofertas dos mais variados tipos de comida vai torná-lo um obsessivo.” O psiquiatra explica que quando o cérebro é obrigado a prestar muita atenção em algo, ele responde de maneira inversa, pois a obsessão vira desejo: “Por isso, quem está fazendo dieta começa bem o dia, seguindo corretamente a lista de ‘privações’, e, no fim do dia, termina atacando a geladeira”.
O maior insucesso, segundo o autor, é exatamente a preocupação excessiva com o emagrecimento. A neurose é tão grande que mesmo que a pessoa não coma, ela tenderá a não perder peso. Soma-se a esse quadro a necessidade de se adaptar a um novo mundo. “O avanço tecnológico, com máquinas que fazem o trabalho do homem, bastando apertar um botão, tornou a vida sedentária. A oferta de alimentos quintuplicou. E pior: podemos comer a qualquer hora do dia”, afirma. Além disso, Gikovate lembra que indústria da cultura do emagrecimento aumenta cada vez mais a oferta de milagres, como remédios que permitem que se coma loucamente e depois se elimine a gordura ingerida.
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