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NOVO LIVRO MOSTRA COMO A DEPRESSÃO VIROU MODA
Os estudos antropológicos e sociológicos ajudaram a perpetuar a confusão entre tristeza normal e transtorno depressivo. Nos últimos anos, a depressão se transformou no distúrbio mais tratado por psiquiatras. Ao mesmo tempo, o consumo de antidepressivos — prescritos por médicos de todas as especialidades — aumentou significativamente. Para os professores Allan V. Horwitz e Jerome C. Wakefield, a psiquiatria contemporânea confunde tristeza normal com transtorno mental depressivo porque ignora a relação entre os sintomas e o contexto em que eles aparecem. No livro A tristeza perdida – Como a psiquiatria transformou a depressão em moda, lançamento da Summus Editorial, os autores mostram que a tristeza, comum a todo ser humano, vem sendo tratada como doença, expõem os problemas dessa prática para a saúde e demonstram que essa confusão tem implicações significativas também para a sociedade como um todo.
Com uma lógica implacável, os autores apresentam um argumento persuasivo que tem importantes implicações na saúde pública. Integrando evidências históricas, filosóficas e psicológicas, eles desafiam as noções da psiquiatria sobre o que é normal e o que é patológico. O objetivo é mostrar como os profissionais de saúde mental podem evitar transformar em doença reações emocionais normais aos estressores da vida, ao identificar com precisão aqueles que sofrem de transtornos depressivos genuínos. “Esperamos que o livro encoraje os profissionais a agir e a dialogar entre si e com seus pacientes de forma mais rica, que permita maior compreensão e tratamentos melhores”, afirmam os autores. Para eles, a psiquiatria fez avanços gigantescos nas últimas décadas, e hoje tem muitas técnicas eficazes à disposição para descobrir as causas dos transtornos depressivos.
Trata-se de um livro polêmico que deverá determinar discussões e pesquisas futuras sobre depressão. Resultado de extensa pesquisa e análise sobre o tema, o livro trata, em onze capítulos, de questões como o conceito de depressão, a anatomia da tristeza normal, a depressão no século XX, a importação da patologia para a comunidade, o crescimento dos tratamentos com antidepressivos e o fracasso das ciências sociais em distinguir tristeza de transtorno depressivo, entre outras. “O livro será o divisor de águas no desenvolvimento conceitual da psiquiatria”, afirma Robert L. Spitzer, doutor em Medicina e professor do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, que assina o prefácio.
Para saber mais sobre o livro, acesse http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1212
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