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Notícias PSICODRAMATISTAS AUTOGRAFAM O LIVRO “MASP 1970 – O PSICODRAMA” EM SÃO PAULO
A Editora Ágora e a Livraria Cultura (Conjunto Nacional) promovem, em São Paulo, no dia 24 de setembro (sexta-feira), das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Masp 1970 – O psicodrama, dos psicodramatistas Norival Albergaria Cepeda e Maria Aparecida Fernandes Martin. Pioneira, a obra aborda a chegada do psicodrama ao Brasil e os feitos de pessoas que, apaixonadas por esse referencial teórico-prático, não mediram esforços para trazê-lo às terras brasileiras. O evento acontece no piso térreo da livraria, que fica na Av. Paulista, 2073, São Paulo, SP.
Utilizando uma linguagem didática e envolvente, os autores falam sobre a expansão desse movimento que permanece vivo e forte. O psicodrama é uma terapia profunda de grupo, cujas raízes se encontram no teatro, na psicologia e na sociologia, tendo por núcleo a dramatização. O livro aborda fatos históricos, sociais e políticos e seus impactos sobre a chegada do psicodrama ao Brasil. O objetivo, segundo os autores, é resgatar uma parte da história que estava esquecida e legitimar os pioneiros que perpetuaram o movimento no país. “Registramos os encontros e desencontros vividos por eles numa época de grandes questionamentos e mudanças também na forma de reconhecer e desenvolver pessoas”, afirmam os organizadores.
Resultado de um trabalho de dois anos, incluindo pesquisa e entrevistas com os primeiros psicodramatistas brasileiros, o livro mostra a saga dos pioneiros – numa época em que ainda não existia a globalização mundial – para germinar, com criatividade, competência e obstinação, as ideias morenianas em terras brasileiras. “Eles acreditaram num sonho e deixaram um legado que deve ser preservado e divulgado para as futuras gerações”, dizem.
Dividida em quatro capítulos, a obra revela a importância do MASP e da arquiteta Lina Bo Bardi, responsável pelo projeto cenográfico do congresso, na história do psicodrama brasileiro. Segundo os autores, para idealizar a cenografia do ambiente congressual, ela mergulhou na história de Moreno. Em mais uma ação de extrema criatividade, Lina montou um grande teatro de arena e uma magnífica arquibancada em forma de ferradura, no vão interno do segundo piso inferior. A arquiteta também produziu seis salas de madeira, onde ocorreram apresentações de trabalhos, ocupando áreas do museu que ainda não haviam sido utilizadas.
Para saber mais sobre o livro, acesse: http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1232




Foco no autorSueli Carneiro
É filósofa e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). Fundadora e coordenadora executiva do Geledés Instituto da Mulher Negra, é diretora vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos e ativista do Movimento Feminista e do Movimento Negro do Brasil. Autora de artigos sobre gênero, raça e direitos humanos em diversas publicações nacionais e internacionais, integra o Grupo de Pesquisa “Discriminação, Preconceito e Estigma”, da Faculdade de Educação da USP, e o conselho consultivo do Projeto Mil Mulheres, da Articulação Nacional de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras e da Ação Educativa. É autora do livro Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (Selo Negro, 2011) que faz parte coleção Consciência em debate.
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