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    19 DE JUNHO: DIA DO CINEMA BRASILEIRO

    Em 19 de junho de 1898 nascia o primeiro filme em movimento genuinamente brasileiro, feito pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto, que chegou da Europa a bordo do navio Brésil. O fato fez com que o dia fosse escolhido para se comemorar o Dia do Cinema Brasileiro. Dada a sua importância, a sétima arte é  tema recorrente na literatura. O Grupo Editorial Summus possui uma gama de livros sobre o tema. O mais recente é o “Cinema brasileiro no século 21”, do jornalista Franthiesco Ballerini.

    Baseado em entrevistas com os mais importantes nomes do cinema nacional, além de pesquisas e dados da indústria, Ballerini fez um retrato fiel da produção cinematográfica hoje nas áreas de atuação, direção, roteiro, exibição, distribuição e legislação, entre outras. Mais do que fornecer dados, defender teses ou aprofundar questões, Ballerini apresenta reflexões de profissionais atuantes no cinema brasileiro. “Somente conhecendo a fundo nossa história audiovisual e refletindo intensamente sobre os rumos da cinematografia contemporânea, conseguiremos difundir entre todos os brasileiros o hábito de assistir a filmes nacionais”, afirma o autor.

    Para Jean-Claude Bernardet, que assina o prefácio do livro, o cinema brasileiro deste século 21 pode – e precisa – passar por uma mudança de valores. Até hoje, diz ele, trabalhar para o público não é algo bem-visto entre os cineastas. “O ideal é vislumbrarmos um cinema absolutamente diversificado, que corresponda ao gosto do público e do grupo dos intelectuais, sem que seja necessário optar por um deles”, afirma. Entre os cineastas, documentaristas, roteiristas, distribuidores, produtores, atores e especialistas entrevistados estão Leon Cakoff e Gustavo Dahl (ambos falecidos em 2011 e que deram uma das suas últimas entrevistas em vida),  Marco Woldt, Alberto Flaksman, Inácio Araújo, Fernando Meirelles, Cacá Diegues, Marçal Aquino, Fernando Bonassi, Andrucha Waddington, José Wilker, Leona Cavalli, Leonardo Medeiros, Léa Garcia, Selton Mello, Wagner Moura, Daniel Filho e Luiz Carlos Barreto. A obra é ilustrada com fotos de várias produções brasileiras, entre elas: Central do Brasil, Bicho de sete cabeças, Tropa de elite e Cidade de Deus.

    A obra, dividida em 12 capítulos, traz uma análise do cinema nacional, incluindo história, internacionalização, ensino do cinema e documentários. Em sua vasta pesquisa, Ballerini constatou que, hoje, grande parte dos profissionais envolvidos na teoria e prática do cinema brasileiro acredita que seja necessário buscar cada vez mais um cinema que se comunique com o espectador, para a ampliação do público. Mas essas mesmas pessoas também inscrevem projetos nos editais de incentivo para falar de experiências pessoais ou temas que lhes agradem, sem levar em consideração a vontade do público.

    Para saber mais sobre este livro e os demais que integram a Biblioteca Fundamental de Cinema da Summus, acesse:
    http://www.gruposummus.com.br/pesquisa_categorias.php?categoria_id=41&Submit2=ok

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