‘FIBROMIALGIA: NOVO TRATAMENTO REDUZ DOR DE PACIENTES’

………………………..Matéria da Agência FAPESP com o portal VivaBem, do UOL, publicada em 13/08/2018

Um novo equipamento, que permite a emissão conjugada de laser de baixa intensidade e ultrassom terapêutico, tem reduzido consideravelmente a dor de pacientes com fibromialgia.

Em vez de ser feita nos pontos de dor, a aplicação é realizada nas palmas das mãos, e está apresentando maior ação analgésica e anti-inflamatória. Como consequência da redução do mal-estar, os pacientes tiveram também melhora no sono, na capacidade de executar tarefas cotidianas e na qualidade de vida como um todo.

No artigo publicado no Journal of Novel Physiotherapies, pesquisadores do CEPOF (Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica) –um CEPID (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão) apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa  do Estado de São Paulo) — descrevem a aplicação concomitante de laser e ultrassom por três minutos na palma da mão de pacientes diagnosticados com fibromialgia, em um tratamento total de 10 sessões, duas vezes por semana.

No estudo, orientado por Vanderlei Salvador Bagnato, professor titular e diretor do IFSC-USP (Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo), 48 mulheres de 40 a 65 anos diagnosticadas com fibromialgia foram divididas em seis grupos de oito na Unidade de Pesquisa Clínica, parceria do IFSC com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.

Três grupos receberam emissões de laser, ultrassom ou a conjugação de ultrassom e laser na região do músculo trapézio. Os outros três grupos tiveram como foco do tratamento as palmas das mãos.

Os resultados mostraram que o tratamento realizado nas mãos foi mais eficiente para os três tipos de técnicas, sendo que o tratamento com a combinação de laser e ultrassom ofereceu melhoras significativas aos pacientes.

“Os resultados da aplicação de ultrassom e laser conjugados nos pontos de dor, como o músculo trapézio, foram extremamente positivos, mas eles não conseguiam atingir as outras principais inervações afetadas pela doença. Já o tratamento na palma das mãos teve um resultado global, restabelecendo a qualidade de vida dos pacientes e, claro, eliminando a dor”, disse Juliana da Silva Amaral Bruno, fisioterapeuta e primeira autora do estudo.

De acordo com o estudo, a normalização de fluxo sanguíneo tanto periférico como cerebral a partir das áreas sensíveis das mãos promove, ao longo das sessões, a normalização do limiar de dor do paciente.

“É importante lembrar que isso não é uma cura, mas uma forma de tratamento em que não é necessário fazer uso de medicamentos”, disse Antônio Eduardo de Aquino Junior, pesquisador do IFSC-USP, um dos autores do artigo à Agência FAPESP.

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Para ler a matéria na íntegra, acesse:
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/13/fibromialgia-novo-tratamento-reduz-dor-de-pacientes.htm

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Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça
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FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MS EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

“OS HOMENS ANDAM PERDIDOS E ANGUSTIADOS”

Ao fim de anos a ouvir mulheres agredidas e maridos agressores, a psicanalista brasileira concluiu que o problema é que elas conquistaram direitos e mudaram as suas práticas, mas eles não se aperceberam.

Há meio século os homens dominavam as mulheres e tinham até o direito de lhes bater. Os tempos mudaram. Elas hoje já não são dependentes dos maridos e bater passou a ser considerado crime. Eles estão desorientados com as mudanças e não sabem como exercer a sua masculinidade perante uma mulher que já não se deixa dominar. A paulistana Malvina Muszkat, de 75 anos, que falou ao telefone com a SÁBADO, explica este fenómeno no seu livro, O Homem Subjugado – o Dilema das Masculinidades no Mundo Contemporâneo, recentemente lançado no Brasil.

Como chegou à conclusão de que os homens estão subjugados?
Durante muitos anos ouvi mulheres agredidas pelos maridos e percebi que era insuficiente ouvir só o ponto de vista delas para poder trabalhar com esse fenómeno complexo. Comecei a falar também com os homens e foi ficando claro que eles também sofriam o impacto das exigências que a sociedade tinha também com eles. Ser forte, produtivo, vigoroso, ser capaz de controlar a mulher e os filhos não era tarefa fácil. Se falhassem chamavam-lhes “mulherzinha” e “frouxo”, seriam questionados na sua masculinidade. Hoje as mulheres conquistaram os seus direitos, entraram no mercado de trabalho, mudaram as suas práticas e até conseguiram aprovar leis a seu favor e ficou ainda mais difícil. Muitos ainda não perceberam que tinham de rever as suas posições e continuaram a querer responder às exigências que a sociedade patriarcal lhes impôs – e não estão a dar conta.

Foram apanhados de surpresa?
Costumo dizer que elas fizeram tudo isso e eles não se aperceberam. É como se tivessem sido apanhados de surpresa: como é, agora já não temos a autoridade absoluta? Como vamos exercer a nossa masculinidade? O modelo patriarcal baseava-se na relação dominador-dominado, que era apoiado pelo Direito e pela Ciência.  E agora como se sentir homem diante de uma mulher que já não se deixa dominar?

Qual era a principal razão para os homens baterem nas mulheres?
Temos de voltar atrás 50 anos, em que era permitido aos homens matar uma mulher em nome da honra, então bater nas mulheres era a coisa mais normal, tanto quanto bater numa criança.

Isso acontecia porque as mulheres eram dependentes.
Sim, elas dependiam dos homens não só financeiramente como do ponto de vista moral. Homens e mulheres sempre foram subjugados pela cultura. Desde a luta pelo direito ao voto, no fim do século XIX, elas têm questionado essa cultura, rompendo vagarosamente com aquela submissão consensual que tínhamos no passado.

E eles ainda estão confusos?
Sim porque as mulheres já não têm medo de se separar deles, podem trabalhar, evitar a gravidez, ou seja, ter vida própria. Bater passou a ser agressão, ou seja, saímos de um binómio dominador-dominado para um binómio novo: vítima- -agressor. Aquilo que era consensual, que toda a gente aceitava, tornou-se crime. É aqui que começa a confusão na masculinidade. A legislação acompanhou isso, porque as mulheres exigiram leis que as protegessem.

Porque é que critica as leis aplicadas aos agressores?
Não digo que eles não devem ser punidos, jamais direi isso. Mas não basta pô-los na prisão para mudarem de comportamento. A minha tese é que as mulheres fizeram todo esse trabalho de ressignificação dos valores, impuseram grandes transformações na sociedade, então há que rever as leis de punição de acordo com as novas perspectivas culturais. Temos de ajudar os homens a ressignificar esses conceitos que ainda conservam, que são tradicionais. Foi com base nisto que os trouxemos para a instituição.

O que é preciso para eles entenderem?
Em primeiro lugar é preciso uma evolução das próprias famílias. Eles não têm de ser educados para controlar as suas emoções ou para responder com força e poder. Será que ele precisa disso tudo para se sentir homem? É isso que questionamos com eles. A masculinidade do patriarcado assenta em bases muito frágeis, ou seja, tudo o que não é masculino é visto como feminino. Se um menino é mais sensível, se brinca com bonecas, chora mais e está mais ligado à mãe, vai ser rotulado de “bichinha”. Então, desde muito cedo eles sentem-se obrigados a ser duros. São esses preceitos que temos de desconstruir.

E isso não está a ser fácil para os homens…
Não é nada fácil ser homem na nossa cultura. Acho que nunca foi porque, por exemplo, eles eram obrigados a ir para a guerra. Por isso sempre tiveram que ser viris com medo da homofobia, que ainda é o grande fantasma da nossa cultura. Então, para não serem “mariquinhas” têm de ser fortes, bravos e saber usar a força. Isso sempre representou um sacrifício para os homens, só que eles nunca se deram conta porque nem se questionavam.

É por isso que diz que os homens se sentem desorientados?
Exactamente. Para ser homem era preciso duas coisas: ser diferente da mulher e dominá-la. Mas hoje eles já não podem dominá-las e nem sempre querem ser diferentes – preferem ser pais amorosos, maridos ternos e não querem entrar em todas as lutas. É muito angustiante para alguns homens mudar de modelo.

Porque é que acha que as mulheres estão ferozes com eles?
Nos encontros que tenho com jovens vejo que as mulheres estão muito agressivas com os homens, muito mais do que as gerações antigas, e eles estão muito perdidos. Hoje, as famílias educam as filhas mulheres para serem corajosas para competir no mercado de trabalho, mas não têm coragem de educar os filhos homens para serem ternos, com medo da homofobia.

Qual é o seu método de trabalho com os agressores?
Fazemos grupos operativos em que questionamos os valores de domínio e o direito de agredir física ou psicologicamente. Trabalhamos com esses homens no sentido de eles repensarem os seus próprios mitos. Será que para ser homem, eu tenho que usar sempre a força? O homem continua subjugado à cultura patriarcal, ele não percebeu que houve grandes mudanças. Esta agressividade, que foi estimulada durante séculos, é uma causa de risco para eles. Os homens morrem mais, mais cedo, praticam mais homicídios e suicídios e ficam mais deprimidos.

Eles são vítimas da sua própria educação?
Sim. Aqui no Brasil, a mortalidade nos homens entre os 18 e os 25 anos, é muito elevada por causas violentas. Morrem no trânsito porque conduzem exaltados, morrem no tráfico de droga, etc. O tal modelo de ter de ser forte para ser homem coloca-os em alto risco. Colocamos essa discussão na mesa e é muito curioso porque como eles nunca falam dos seus medos com ninguém, por ser vergonhoso, quando falam entre si as coisas começam a mudar.

É como tirar uma máscara?
Isso! Quando eles agridem, achando que é um sinal de poder, nós mostramos- lhes que é um sinal de fraqueza, só bate quem não tem argumentos, quem não sabe dialogar. Por isso é que nas classes menos educadas há mais violência do que nas classes onde é maior o capital intelectual.

Entende que essa mudança das mulheres era inevitável?
Foi uma revolução social importantíssima, a par do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, e estas mudanças eram inevitáveis. O que manteve as mulheres domináveis durante séculos foi a Igreja e a Ciência, que são as instituições que ditam os movimentos sociais. Os Estados poderiam colaborar mais com políticas públicas que facilitassem para que os homens participem mais na vida familiar, na criação dos seus filhos. Até há poucos anos, os pais nunca iam à escola saber dos seus filhos, era sempre as mães. Não era assunto de homens.

Os homens ainda vão demorar a adaptar-se?
Acho que podíamos apressar o processo se introduzíssemos este tema nas escolas, se preparássemos as famílias para isso e se trabalhássemos com os agressores no sentido de eles entenderem e não resolver o assunto, mandando-os para a cadeia.

O que antes era visto como cavalheirismo, como pagar a conta do restaurante, agora pode ser considerado machista?
É e os homens não sabem lidar com isso. Na hora de pagar a conta do restaurante o melhor é falar disso abertamente, mas é muito difícil saber como se comportar. Agora como tudo é abuso, começa a ser complicado para os homens aproximarem-se das mulheres. O que no meu tempo era charmoso, como assobiar ou dizer uma palavra para uma moça bonita, hoje é interpretado como abuso e isso acaba por levar a cultura para trás e não para a frente. A liberdade e a espontaneidade vão desaparecendo.

Acha que elas exageram?
Elas não admitem nem uma brincadeira. Nalgumas universidades daqui as mulheres criaram autênticos tribunais para julgar se os homens se portam bem ou mal e acho que isso é muito prejudicial para os relacionamentos. Precisamos de dialogar, não é só julgar. Claro que aquele homem grosseiro que se encostou a mim no Metro tem de ser visto de forma diferente do meu colega de turma, que pode cometer uma falha ao dizer uma piada machista, sem ter tido a intenção de ofender. Elas estão muito intransigentes.

Com tanto feminismo, acha que as mulheres ainda criam filhos para serem homens, no sentido machista?
É verdade, depois elas vão criar os filhos no mesmo padrão. Ainda é muito difícil para as famílias criarem filhos homens que sejam ternos, que choram, que gostam de ficar no colo da mãe. Há uns até que gostam de pintar as unhas e as mães morrem de medo da homofobia – esse é um problema que perdura na nossa cultura. Estive recentemente nos Estados Unidos e lá há um grupo de jovens casais que estão a criar os filhos como se eles não tivessem sexo. Não lhes dão nome feminino nem masculino e vestem-nos com roupas unissexo para que as crianças possam ser livres para escolher o seu género.

E isso é pedagógico?
Não sei se é pedagógico, eu acho é que é inevitável porque cada vez mais existem várias modalidades de sexo, acabou essa coisa de ser só homem e mulher. É um caminho que não tem retorno. Eu não julgo, eu constato.

Texto de Sónia Bento, revista SÁBADO, Portugal.


Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1483/Homem+subjugado,+O


NOITE DE AUTÓGRAFOS DE ‘FRAGMENTOS DE UMA VIDA”, NA UNIBES CULTURAL

Convidados e amigos prestigiaram o lançamento do livro Fragmentos de uma Vida, de Anna Veronica Mautner e Regina Favre. Veja abaixo alguns momentos da noite de autógrafos que aconteceu na última quarta-feira, dia 2 de maio, na Unibes Cultural, em São Paulo.

Para conhecer o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1490/Fragmentos+de+uma+vida

‘ #SemFrescura: VIVE IRRITADO? ENTENDA O QUE O ESTRESSE FAZ NO SEU CORPO ’

Está sem conseguir dormir, irritado, no seu limite? Respire fundo: é estresse! Em tese, o estresse não é ruim. É uma reação normal do organismo. Ele prepara o corpo para encarar uma situação de perigo, em que você precisa “lutar ou fugir”. Como ao dar de frente com um leão.

Diante de um momento estressante, seu corpo produz hormônios que desencadeiam uma série de alterações. A pupila dilata, o coração acelera,

a glicose (combustível) no sangue aumenta e os músculos ficam prontos para agir. Isso é ótimo e garante sua sobrevivência, pois contribui para que não falte força e energia para “se livrar do leão”.

O problema é quando o estresse se repete dia após dia. Viver em estado de alerta pode gerar dores musculares e de cabeça; problemas no coração; e até perda de libido. Pois é, não faz sentido transar quando é necessário escapar de um leão… E o corpo não sabe diferenciar a tensão. Para ele, enfrentar um leão ou o trânsito é a mesma coisa.

Veja no vídeo acima como o estresse provoca essas e outras alterações no seu corpo. As informações foram levantadas com a ajuda de Fabio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo; Denis Bichuetti, professor de neurologia da Unifesp; Ricardo Martins Ouchi, psiquiatra do Hospital São Luiz; e Douglas Sato, neurologista do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul.
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Matéria de Maria Júlia Marques, publicada originalmente no #SemFrescura do VivaBemem 16/04/2018. Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/16/semfrescura-vive-irritado-estresse-causa-dores-falta-de-libido-e-fadiga.htm

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Quer saber mais sobre estresse? Conheça alguns livros do Grupo Summus que falam sobre o assunto:

 

ESTRESSE
Esclarecendo suas dúvidas
Autor: Rochelle Simmons
EDITORA ÁGORA

Informações de caráter prático sobre este “mal do século” tão citado e pouco entendido. Descreve a natureza do estresse, técnicas de relaxamento e respiração, ensina a acalmar os sentidos e a gerenciar o estresse de forma positiva.
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PADRÕES DE DISTRESSE
Agressões emocionais e forma humana
Autor: Stanley Keleman
SUMMUS EDITORIAL

Este livro analisa as reações — choques, traumas, abusos, negligências — e como estes sentimentos e experiências dolorosos, passados ou presentes, são incorporados e alteram a estrutura das pessoas. Os estados mentais e emocionais possuem uma base anatômica, têm reflexos psicossomáticos e através da análise de casos o autor propõe exercícios para dissolver tensões profundas e reorganizar a ordem interior das pessoas.
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POR UMA VIDA DE VERDADE
Saúde, bem-estar e gerenciamento do estresse
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Esta obra é uma coletânea dos principais artigos de Susan Andrews publicados entre 2006 e 2008 na revista Época, que abordam, entre outros assuntos, qualidade de vida, gerenciamento do estresse, a necessidade de levar uma existência mais calma e pacífica e os males do individualismo. Embora os escritos tenham quase uma década, os assuntos neles abordados continuam atuais e presentes na vida de milhões de pessoas. Entre as maneiras citadas pela autora – cuja linha de trabalho é baseada em sua experiência como psicóloga e educadora – de alcançar o bem-estar físico e emocional estão transformar os sentimentos negativos em energia positiva, resgatar o contato com a natureza, sentir o profundo prazer do altruísmo e da empatia, responder com mais flexibilidade às mudanças que acontecem ao nosso redor e converter o perigo em oportunidade para a transformação. Trata-se de leitura essencial a todos os que desejam viver de forma mais plena e feliz.
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STRESS A SEU FAVOR
Como gerenciar sua vida em tempos de crise
Autora: Susan Andrews
EDITORA ÁGORA

Você anda cansado, com dor de cabeça, tonturas, dores musculares, problemas de sono e emoções à flor da pele? Isso, você já sabe, é estresse. Impossível evitá-lo nessa era de incerteza em que vivemos. Para mudar essa situação, é preciso tomar novas atitudes e gerenciar seu estresse para usá-lo a seu favor. Uma maneira de fazer isso é desenvolver a capacidade de transformar a raiva, o medo e a depressão em energia positiva, encontrando assim o centro da estabilidade e da tranquilidade em si mesmo. Para ajudá-lo a alcançar tais objetivos, Susan Andrews desenvolveu uma linha de trabalho baseada em sua experiência como psicóloga, ambientalista e monja. Ela ensina técnicas que nos ajudam a responder com mais clareza e flexibilidade às mudanças aceleradas que acontecem ao nosso redor.
Edição revista.
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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘SINAIS DA ANSIEDADE: COMO A DOENÇA AFETA O SEU CORPO’

Mais de 18 milhões de brasileiros vivem com algum transtorno de ansiedade (são 9 subtipos). Veja sinais comuns da ansiedade

Ansiedade é um processo do cérebro, desencadeado quando estamos diante de um desafio, como uma prova ou uma entrega do trabalho. O problema é quando, seja por estímulos estressantes constantes ou outros fatores, a angústia cresce sem parar. Veja sinais de que você está ansioso. Por Chloé Pinheiro, colaboração para o VivaBem*

Pavio curto

A pessoa fica mais irritadiça e nervosa, sente-se no limite, aborrecida e perde a paciência rapidamente, como se fosse explodir a qualquer momento. Não estamos falando de ficar bravo ou irritado toda segunda-feira ou quando uma reunião vai mal. Para que isso seja um sintoma, é preciso que esses sentimentos e emoções ocorram com frequência

Preocupação por nada

Eis um dos traços clássicos do TAG (transtorno de ansiedade generalizada): quando a preocupação deixa de ser pontual para virar angústia contínua e incontrolável em relação a eventos futuros que não deveriam ter tanto peso. Sentir medos irreais de que coisas horríveis aconteçam com você ou com os outros também é um sinal

Noites em claro

A insônia que dura dias e aparece por meses seguidos é um dos principais indícios de que a tensão talvez tenha virado doença. Com a mente acelerada, a cabeça não engrena no sono. Ao mesmo tempo, as poucas horas de descanso são facilitadoras da ansiedade

A mil por hora

O turbilhão de pensamentos faz da agitação uma constante: às vezes, é difícil até permanecer sentado por muito tempo. A dificuldade de concentração também pode aparecer, assim como o cansaço fácil

Comportamento mudado

Às vezes, estamos tão presos na teia de preocupações e angústias que não percebemos as mudanças no nosso próprio comportamento. Pessoas mais próximas podem comentar que você anda acelerado demais, grosso, ou muito tenso. Não deixe de escutar essas pessoas

O supertrabalhador

Pessoas que têm TAG costumam se dar bem empregos com muitas demandas. A mente inquieta se distrai com os afazeres múltiplos e, assim, elas parecem meros funcionários eficientes

Perdendo o controle

A falta de organização é uma característica da pessoa preocupada ao extremo. Nesse afã de dar conta de tudo, ela pode se atrapalhar no planejamento e acumular muitas tarefas para realizar ao mesmo tempo. Mais uma fonte de angústia

Quando o corpo sente

A apreensão cansa e bagunça não só o cérebro, mas o organismo todo. As dores de cabeça surgem, assim como outras dores musculares –principalmente nas costas– provocadas por tensão. Os anos de ansiedade não tratada também aumentam o risco de doenças cardíacas, como a hipertensão

Outros sintomas

Dor intensa no peito, dificuldade de respirar, tremedeiras, comportamentos compulsivos, medo extremo de morrer ou enlouquecer e outros podem ser sinais de outros transtornos da mesma família, que frequentemente coexistem na mesma pessoa. Vale fazer a diferenciação no médico, até mesmo porque eles têm tratamentos diferentes

* Matéria publicada no portal VivaBem, do UOL. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/album/2018/04/09/sinais-da-ansiedade.htm?foto=1

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Quer saber mais sobre o transtorno de ansiedade? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta especialista na área Breno Serson:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO DIÁRIA PODEM SE ESTENDER POR ATÉ SETE ANOS, DIZ ESTUDO’

Pesquisa acompanhou 60 participantes em retiro de três meses e mediu as variações cognitivas seis meses, 18 meses e sete anos depois após encontro

Meditar com frequência melhora a capacidade de atenção do cérebro por até sete anos, mostrou um estudo publicado no Journal of Cognitive Enhancement. A prática também traria outros benefícios a longo prazo, além de diminuir as perdas cognitivas que acontecem conforme envelhecemos.

“Esse estudo é o primeiro a oferecer evidências de que a prática intensiva e contínua de meditação está associada a melhorias duradouras na atenção sustentada e inibição de resposta, com o potencial de alterar trajetórias longitudinais de mudanças cognitivas na vida de uma pessoa”, aponta o relatório.

Para conseguir medir tais melhorias, os pesquisadores reuniram 60 pessoas e as classificaram de acordo com a idade, gênero e tempo de experiência com meditação  em dois grupos. O primeiro grupo foi enviado para um retiro de meditação por três meses. O segundo foi monitorado nesses três meses iniciais e, em seguida, enviado para o mesmo retiro onde os participantes recebiam treinamento de um mestre budista durante seis horas por dia, passando por sessões de meditação em grupo e individual.

Os cientistas, então, acompanharam os participantes em três momentos: seis meses, 18 meses e sete anos após o retiro. No último encontro, foi pedido aos participantes que estimassem a quantidade de tempo que dedicaram à meditação semanal e anualmente ao longo dos sete anos, como foi essa prática e se eles chegaram a participar de outro retiro (por quantos dias e quantas vezes). Entre os resultados iniciais, viram que 85% deles compareceram a pelo menos um retiro de meditação após o inicial.

Além do questionário, os participantes foram submetidos a uma série de estímulos e atividades durante 32 minutos para determinar a capacidade de atenção deles em cada etapa do monitoramento. Os pesquisadores observaram que, logo após o retiro de três meses, no início da pesquisa, as capacidades cognitivas de todos os participantes haviam melhorado.

Sete anos depois, os benefícios  se mantiveram parcialmente entre os participantes que praticavam meditação durante pelo menos uma hora por dia e frequentaram outros retiros.

Em comparação, nos outros participantes, com rotinas menos intensas de prática de meditação, para os quais se esperava uma perda nos benefícios obtidos, foi observado surpreendentemente que as melhoras cognitivas também se mantiveram, ainda que parcialmente, e o declínio da capacidade de atenção, típica do envelhecimento, se mostrou menor do que o normal.

Contratempos e conclusões

O estudo admite que o estilo de vida e a personalidade dos participantes, bem como a honestidade deles nas respostas do questionário pode ter interferido de forma pequena na pesquisa.

Estas alterações, entretanto, não seriam significativas, pois os resultados dos testes de estímulo, que não podiam ser burlados, mostraram que os efeitos da meditação se estabilizaram entre todos os participantes e foram bastante similares, mesmo com as variações na intensidade de treinamento.

Para os pesquisadores, isso pode levar a novas reflexões sobre o quanto a meditação pode, de fato, interferir no funcionamento do cérebro. Para conferir o estudo completo  clique aqui.
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Artigo publicado no iG, em 08/04/2018. Para acessar na íntegra: http://delas.ig.com.br/alimentacao-e-bem-estar/2018-04-08/estudo-meditacao-beneficios-cognitivos.html

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Tem interesse por meditação? Conheça o livro do médico Roberto Cardoso:


MEDICINA E MEDITAÇÃO

Um médico ensina a meditar
MG EDITORES

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

RÁDIO CBN ENTREVISTA EDITORA-EXECUTIVA DO GRUPO SUMMUS SOBRE FLÁVIO GIKOVATE

No dia 13/10/2017, completou um ano de falecimento do nosso autor Flávio Gikovate. Neste dia, a editora-executiva do Grupo Editorial Summus, Soraia Bini Cury, foi entrevistada por Tania Morales, no programa CBN Noite Total, da rádio CBN. Elas conversaram sobre a vida do psicoterapeuta, suas obras e o ebook, lançado pelo selo MG Editores em homenagem a Gikovate e que pode ser baixado gratuitamente nas melhores livrarias virtuais.

Ouça a entrevista abaixo:

 

Baixe o seu gratuitamente clicando em uma das imagens abaixo. Você será redirecionado automaticamente para a página do e-book na loja.

 

 

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Conheça todas as obras de Flávio Gikovate, publicadas pela MG Editores:
http://www.gruposummus.com.br/mg/autor//Fl%C3%A1vio+Gikovate

 

AUTORES DO LIVRO “A ESCOLA PARA TODOS E PARA CADA UM” AUTOGRAFAM EM SÃO PAULO

A Summus Editorial, Livraria Brainstore e Fecap promovem no dia 4 de outubro, quarta-feira, das 18h às 21h, a noite de autógrafos do livro A escola para todos e para cada um. Os autores – Andreia Pinto, Augusto Galery, Deigles Giacomelli Amaro, Edith Rubinstein e Patrícia Vieirarecebem amigos e convidados na livraria, que fica na Av. Liberdade, 532 – Campus Fecap.

No início do segundo semestre de 2015, os educadores se reuniram para organizar um curso para professores e profissionais que atuam em escolas. A proposta era desmistificar diversas situações observadas no cotidiano escolar. Por exemplo, se a escola é um espaço institucional para aprender, por que tantas crianças e adolescentes tem sido trazidos aos consultórios com o intuito de fazê-los “aprender”? Por que se observa a necessidade de diagnosticá-los e medicalizá-los para justificar uma “não aprendizagem”? Quem são os alunos de “inclusão” e por que eles, muitas vezes, são considerados “vasos” na escola?

Essas e outras perguntas formaram o fio condutor para criar o curso, que precisava de muito estudo e reflexão. Dessa imersão surgiram vários textos. Dos textos nasceu o livro. Uma escola para todos e para cada um é um projeto inovador, que demanda radical e contínua transformação nas abordagens de ensino e aprendizagem. Para os autores, mais do que uma crítica à instituição escolar atual, o paradigma inclusivo de educação requer a reinvenção da escola e de todas as suas práticas e didáticas.

Trata-se de uma abordagem que não menospreza a complexidade do sujeito que aprende, inserido em contextos sociais, econômicos, ambientais e culturais diversos. Tendo ou não deficiência, transtorno ou qualquer outra privação cultural e/ou social, eles merecem o melhor, de acordo com os autores.

Destinado a professores e estudantes de educação e da saúde, como professores de todos os níveis, gestores, psicólogos, terapeutas ocupacionais e alunos dos cursos de pedagogia e psicologia – e também a pessoas com deficiência e seus representantes –, o livro apresenta, entre outros temas:

  • o conceito de inclusão;
  • os entraves à verdadeira educação inclusiva;
  • as principais dúvidas e angústias de pais e professores;
  • a inclusão na perspectiva da legislação brasileira;
  • recursos, procedimentos e práticas que ajudam os alunos  – com e sem dificuldades físicas e/ou psíquicas – a estabelecer uma relação rica e prazerosa com o aprendizado;
  • casos reais de sucesso em escolas públicas e particulares de diversas localidades do país;
  • possibilidades de superar as barreiras à inclusão.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1475/9788532310781

‘TERAPIA ME AJUDOU A ASSUMIR QUE SOU TRANS’: O PAPEL DA PSICOLOGIA NA IDENTIDADE DE GÊNERO

Quando criança, Gabriel Graça Oliveira, batizado Maria Graça Oliveira, já se sentia desconfortável com o próprio corpo. Não gostava de roupas de menina, se identificava com personagens masculinos quando via televisão e se juntava às brincadeiras dos garotos da rua e do colégio.

Por causa do jeito de falar e vestir, chegava a ser confundido por menino na escola. Mas no início da adolescência, decidiu se “adequar” ao gênero que esperavam que tivesse. Passou a observar e imitar o modo de falar, andar e gesticular da mãe e das tias.

“Às vezes me sentia um ator”, conta. Gabriel não se via como mulher, mas carregou o nome, as roupas e a aparência da Maria por 48 anos.

“Eu sou um homem transgênero. Tenho conhecimento disso desde a infância. Mas só aos 48 anos consegui assumir essa identidade e iniciar o tratamento de transição de gênero, com cirurgia e hormônio”, relata à BBC Brasil.

O longo processo de autoconhecimento incluiu muitos anos de terapia até que, em novembro de 2015, Maria deu lugar a Gabriel nos documentos de identidade.

“A psicoterapia me ajudou a compreender melhor como eu me sentia, a identificar com maior clareza minha identidade. Ajudou a compreender que é um fenômeno humano”, diz.

Ele estava em um relacionamento sério com uma mulher quando decidiu iniciar o tratamento para ganhar aparência masculina. O desconforto que sentia com o próprio corpo era tão grande que começara a afetar a vida sexual do casal.

“Meu constrangimento com meu corpo feminino não me deixava à vontade na intimidade. Enquanto éramos apaixonados, conseguíamos passar por cima dessa minha dificuldade, mas depois que a paixão acabou fomos oprimidos pela minha inadequação física”, conta.

“A mudança na aparência me trouxe conforto”, explica. Casado desde abril deste ano, feliz com o próprio corpo e confortável com identidade masculina, Gabriel Oliveira critica a liberação de tratamentos psicológicos para mudança de orientação sexual.

O verdadeiro papel da terapia, defende, é promover o autoconhecimento.

Neste mês, o juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar que autoriza psicólogos do Brasil a oferecerem aos pacientes formas de terapia de reversão sexual, a chamada “cura gay”.

A justificativa, segundo o juiz, seria a de não impedir os profissionais “de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”.

A liminar atende parcialmente uma ação movida contra o Conselho Federal de Psicologia por Rozangela Alves Justino, psicóloga que teve seu registro profissional cassado em 2009 por oferecer “terapias para curar a homossexualidade masculina e feminina”. Resolução do órgão proíbe desde 1999 tratamentos de reversão da orientação sexual.

O argumento é que homossexualidade não representa doença, distúrbio nem desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação. Mas Rozangela Justino argumenta, na ação, que a resolução do conselho representa ato de “censura” e impede psicólogos de “desenvolver estudos, atendimentos e pesquisas acerca de comportamentos e práticas homoeróticas”.

Na sexta, o Conselho Federal de Psicologia recorreu da decisão judicial que libera o tratamento de “cura gay”. Diretor do órgão, Pedro Paulo Bicalho nega que a resolução impeça pesquisas sobre orientação sexual e identidade de gênero.

“Isso não faz o menor sentido, porque o órgão que regulamenta pesquisa no Brasil é a Coordenação Nacional de Ética em Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Saúde. Os conselhos profissionais não têm a menor interlocução com pesquisa cientifica.”

Função da terapia

Além da experiência pessoal com terapia no reconhecimento da própria identidade de gênero, Gabriel Oliveira é psicoterapeuta e professor de psiquiatria da Universidade de Brasília. Ele argumenta que a função do processo terapêutico é permitir que o indivíduo, com interlocução do psicólogo, organize os próprios pensamentos e identifique os fatores causadores de angústias e sofrimentos.

“A terapia precisa ajudar o paciente a se conhecer mais profundamente, compreender, acessar sua real identidade e se aceitar, aceitar sua orientação, como algo que faz parte do humano, da vida”, defende.

“Ao existir tratamento para a homossexualidade parte-se do pressuposto de que a homossexualidade é uma doença, algo que precisa ser tratado, como se você pudesse, através da psicoterapia, ser heterossexual. Vai levar as pessoas a não se aceitarem, a se sentirem inadequadas”, diz.

É esta também a posição do Conselho Federal de Psicologia. “O papel da terapia é empoderar o sujeito para que ele possa conviver da melhor maneira possível com a sua orientação sexual e identidade de gênero e dar a ele condição de entender os processos históricos e sociais que fazem com que setores da sociedade tenham preconceitos e fobia LGBT”, explica Bicalho, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“É um processo muito importante. O Conselho Federal de Psicologia nunca impediu tratamento psicológico. O que proíbe é terapia vinculada a um processo de reversão da orientação sexual ou da identidade de gênero”, completou.

O advogado Mauro Finatti, por exemplo, diz que encontrou na terapia uma forma de se conhecer melhor e de abordar com clareza diferentes aspectos da vida pessoal e profissional. Casado há cinco anos com outro homem, ele conta que a psicologia o ajudou a lidar com o modo como familiares e colegas de trabalho reagem à sua orientação sexual.

“A terapia me fez fazer uma análise da minha vida como um todo, de aspectos familiares a questões de trabalho e, dentro desses aspectos, a questão da homossexualidade, de relacionamentos”, relata.

“O processo terapêutico me ajudou muito a ajustar expectativas, até com relação à aceitação da minha sexualidade no ambiente familiar e de trabalho. Eu tinha a expectativa de que tinha que explorar de forma mais aberta a minha sexualidade com a minha família e que eles tinham que me aceitar. Tinha essa inconformação de não ter uma relação mais aberta na minha família. A terapia me ajudou a resolver essa questão comigo mesmo”, detalha.

Texto parcial extraído de matéria de Nathalia Passarinho, da BBC Brasil em Londres, publicado em 25/09/2017. Para ler a matéria completa, acesse: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41360867

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