‘NOVOS CAMINHOS PARA O VELHO’

Artigo de Maria Celia de Abreu*, publicado no jornal O globo, em 07/03/2019

Psicóloga e coordenadora de instituto para terceira idade diz que, à medida que sua população envelhece, país terá de rever seus valores sobre o tema

O aumento da longevidade e a diminuição de nascimentos trazem grandes modificações para a distribuição demográfica no Brasil do século XXI. Nos anos 1940, a expectativa média de vida de um brasileiro era em torno dos 40 e poucos anos; hoje, na primeira década do século XXI, vai além dos 70; viver 100 anos já não nos parece uma meta inatingível.

Entretanto, famílias com dez filhos, que eram comuns, tornaram-se uma raridade, ao mesmo tempo em que casais com um só filho, ou sem filhos, são encontrados com frequência. Somos uma sociedade que vem envelhecendo depressa, com tendência a acelerar ainda mais esse fenômeno.

Não é fácil se adaptar a situações novas, que geram uma verdadeira revolução, mas, neste caso, é imprescindível. Precisamos rever com urgência nossos valores em relação ao envelhecimento e ir em busca de bons caminhos para uma velhice com a melhor qualidade de vida possível.

As ciências, entre elas a psicologia, investiram em compreender a adolescência e a infância. Porém, não conhecemos a fundo características de pessoas com mais de 60 anos — que dirá com mais de 80 —,porque a existência delas como um grupo significativo para a população geral do país é recente. Estes estudos estão começando a florescer.

Uma reflexão sobre a qualidade de vida depois dos 80 anos precisa começar por distinguir entre o que é fato comprovado e o que é preconceito. Tal revisão de informações versus crenças deve ser feita pelos idosos e também pelos que com eles convivem, para que seu relacionamento não lhes seja nocivo ou restritivo e também para que os mais jovens se preparem para o seu futuro.

Qual é o valor que se atribui ao velho? Já é tempo de considerar que os seres humanos, qualquer que seja a sua idade cronológica, têm todos o mesmo valor.

Não é por não ser capaz de produzir bens como um jovem que seu papel na sociedade desaparece – crença que nos foi imposta pelo capitalismo e seu endeusamento da produção de bens de consumo. É preciso entender que a função do velho na sociedade só é diferente, mas não é inferior. Incorporar esse novo princípio é um desafio e tanto.

Suas consequências serão variadas: por exemplo, não será mais possível considerar o velho uma caricatura, um estereótipo do qual se debocha. Não vai dar mais para censurar e impedir o velho que se enamora ou que quer para si uma companhia; nem considerar alguém incapaz de trabalhar, de aprender ou de criar, só por sua idade.

Quem se livra do preconceito relativo ao desvalor do velho passa a respeitar sua capacidade de ser autônomo, de fazer escolhas sobre os rumos da própria vida, incluindo como quer usar o patrimônio e o dinheiro que lhe pertencem.

A não ser quando se instalou uma demência cognitiva, o fato de o velho precisar de alguma ajuda para atos cotidianos — como cuidar da casa, da roupa, da alimentação, da locomoção, da higiene — precisa ser discriminado do exercício de sua liberdade. Dependência é uma coisa, autonomia é outra.

Infantilizar o velho, muitas vezes superprotegendo-o, mesmo que seja carinhosamente, tolhe suas iniciativas, humilha, diminui, provoca a estagnação e o retrocesso.

À luz dessas reflexões, instituições tradicionais, tais como as propostas de moradia para quem tem mais de 80 anos, estão sendo radicalmente revistas. Não se aceita mais que a individualidade de cada morador seja ignorada, que suas funções cognitivas e de sociabilidade não sejam estimuladas, que seja tirado do morador asilado o exercício da liberdade.

O próprio interessado, desde que lúcido, deve fazer sua escolha de onde quer morar, e esta ser respeitada, sem mágoas e ressentimentos. Hoje, morar em uma instituição de longa permanência para idosos é uma opção tão válida quanto morar com um parente ou sozinho, com ou sem a presença de um cuidador.

É animador constatar que surgem caminhos novos para melhor atender a população crescente de quem tem mais de 80. O Sesc foi pioneiro em oferecer atividades e cursos para idosos. Faculdades da terceira idade são relativamente recentes, e se propagaram muito rapidamente, bem como cursos de iniciativa isolada específicos para idosos: informática, atualidades, dança e teatro e por aí afora, respondendo a demandas.

Há empresas de turismo atendendo a velhos. A indústria de calçados e de confecções começa a perceber que velhos precisam de mercadorias com características diferenciadas. As faculdades voltadas para a área da saúde começaram a incluir em sua grade curricular a disciplina da gerontologia. Nos hospitais, as maternidades estão diminuindo e as UTIs, crescendo, enquanto a medicina preventiva passa a ser valorizada.

Centro-dia

Surgida há poucos anos, a instituição conhecida como centro-dia vem se multiplicando rapidamente, provando sua utilidade e adequação. É um local onde a pessoa idosa passa algumas horas, embora continue morando em sua residência; ali lhe são oferecidas atividades que visam inclusão social, como a estimulação de habilidades cognitivas, a escuta de sua fala e o favorecimento da socialização.

Não é um local onde o velho é “depositado” enquanto os membros da família estão trabalhando e estudando e não podem supervisioná-lo, mas onde seu frequentador continua crescendo como ser humano, estimulado, desafiado, com acolhimento, respeito e alegria.

Infelizmente, nossa sociedade ainda não consegue dar as mesmas oportunidades aos velhos de todas as classes socioeconômicas. Os mais pobres, como sempre, saem penalizados. O fundamento desta realidade é o preconceito torto, pernicioso, falso, de que o rico vale mais que o pobre — um modo de pensar a ser destruído, tanto quanto seu paralelo, o de que o jovem vale mais que o velho.

São muitos os caminhos possíveis a serem descobertos que conduzem a uma vida de mais qualidade para quem já viveu pelo menos 80 anos. São muitos os tabus que dificultam essas descobertas e que necessitam ser desmascarados.

Nessa aventura pioneira, a mídia tem uma função fundamental, seja para estimular a reflexão, seja para apontar soluções e divulgar as que comprovam ser efetivas. Muita coisa há de mudar para melhor para os velhos que vivem no século XXI.

* Maria Celia de Abreu é psicóloga com doutorado pela PUC-SP e coordenadora do Ideac (Instituto para o  Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico)

Para acessar na íntegra: https://oglobo.globo.com/sociedade/artigo-novos-caminhos-para-velho-23503082

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Maria Celia de Abreu é autora do livro “Velhice – Uma nova paisagem”, da Ágora. Conheça-o:

VELHICE
Uma nova paisagem
EDITORA ÁGORA

Estima-se que, em 2050, a população de pessoas com mais de 60 anos comporá 30% da população brasileira, ou seja, cerca de 66,5 milhões de pessoas. Ao lado do grande crescimento do número de idosos, há também o aumento da expectativa de vida: hoje, no Brasil, vive-se em média 75 anos. Assim, todos nós estamos ou muito em breve estaremos envolvidos com velhos: por sermos idosos, por termos alta probabilidade envelhecer ou porque nossos produtos tendem a ser consumidos por esse público. Por que, então, a velhice permanece um estigma em nossa sociedade?

A fim de mudar essa visão, a psicóloga Maria Celia de Abreu propõe neste livro transformar visões e ideias preconcebidas a respeito do velho. Partindo de estudos teóricos sobre a psicologia do envelhecimento e de vivências colhidas em grupos de estudos, ela propõe que a vida passe a ser encarada como uma estrada que percorre diversas paisagens diferentes – nem melhores nem piores que as outras.

Com exercícios de conscientização e exemplos práticos, a autora discorre sobre inúmeros assuntos pertinentes à velhice, como corpo, sexualidade, memória, perdas, luto e depressão. Fundamental para idosos, seus familiares, cuidadores, pesquisadores e para todos os que desejam envelhecer com saúde, autoconfiança e alegria, a obra conta com depoimentos de importantes personalidades sobre emoções que sentem ao encarar a ideia da velhice.

‘ANSIEDADE CONTROLADA, SONO MELHOR E MAIS: 6 BENEFÍCIOS EM RESPIRAR DIREITO’

Matéria de Dimone Cunha, publicada originalmente
no UOL VivaBem, em 28/02/2019

 

A respiração é uma ação que acontece sem termos de pensar nela. Mesmo assim, ela pode sofrer influência das emoções. O ser humano nasce respirando de forma correta –inspirando pelas narinas, enchendo os pulmões e liberando oxigênio para nutrir as células do corpo — mas a exigência de uma vida mais agitada e estressada vai modificando esse padrão.

A ansiedade, por exemplo, provoca uma respiração superficial, com um padrão ruim, em que há aumento da frequência, mas não da profundidade. E isso pode se tornar algo automático e perene, modificando o tônus muscular da cadeia respiratória.

Por isso, os métodos de controle da respiração podem ajudar a monitorar e regular as inalações e exalações, contribuindo diretamente com a saúde. Veja as vantagens de respirar corretamente para todo seu corpo:

  1. Controle da ansiedade

Em um estado de ansiedade, a respiração fica mais acelerada ativando o sistema nervoso simpático, responsável por várias reações do corpo ao estresse. A ansiedade aumenta a frequência respiratória, eleva a frequência cardíaca e produz mais adrenalina.

O sistema nervoso autônomo é dividido em parassimpático e simpático, que atuam de forma antagônica: enquanto um é responsável pelo estado de alerta (simpático), o outro oferece uma sensação calma (parassimpático). A respiração profunda e lenta possibilita diminuir a frequência cardíaca e a liberação de adrenalina, acalmando o simpático e elevando o parassimpático, promovendo um estado de equilíbrio no organismo.

  1. Alívio do estresse

Um estudo realizado em 2016, na Universidade Técnica de Munique, conduzido por Anselm Doll mostrou que o foco atencional alivia o estresse e as emoções negativas, ativando o córtex pré-frontal. Essa ativação ocorre em áreas cerebrais relacionadas com a sensação de bem-estar, criando novas conexões e garantindo melhor controle, por isso concentrar a atenção na respiração pode favorecer o alívio de situações estressoras e emoções negativas.

  1. Melhora da insônia

A dificuldade em pegar no sono nada mais é que o reflexo de uma mente acelerada, em estado de estresse e ansiedade. Em 2015, Cheryl Yang e sua equipe da Universidade Nacional Yang-Ming, em Taiwan, confirmaram que 20 minutos de exercícios de respiração lenta (seis ciclos de respiração por minuto) antes de dormir melhora significativamente o sono.

  1. Redução da pressão arterial

Se o sistema nervoso simpático estiver ativado, ele eleva a produção de adrenalina que reduz o nível do calibre dos vasos arteriais, fazendo com que a pressão arterial aumente. Por isso, pessoas com hipertensão que meditam ou apostam em técnicas de relaxamento e respiração tendem a conseguir controlar melhor a pressão arterial.

  1. Diminuição de dores lombares

A respiração mais curta tensiona o diafragma, que tem inserções na coluna lombar. Aliviar essas tensões pode reduzir uma eventual dor lombar. Além disso, a própria tensão psicológica gera um tônus muscular geral no corpo muito maior do que o necessário, o que também pode gerar mais desconfortos lombares.

  1. Sensação de bem-estar

Uma respiração tranquila consegue elevar a atividade do nervo vago, que está relacionado ao sistema nervoso parassimpático. Ao estimular esse nervo o ritmo cardíaco e a pressão arterial diminuem, os músculos relaxam e este conjunto de ações promove uma sensação de tranquilidade. Estando mais calma, a pessoa pode tomar decisões mais assertivas e agir com mais atenção e precisão.

Treinando a respiração

Para reaprender a respirar de forma tranquila e correta, é válido apostar em práticas que acalmem e sirvam de válvulas de escape ao estresse. As atividades físicas são muito conhecidas por seus mecanismos ansiolíticos e antiestresse, além disso, praticar ioga e meditação podem ser relevantes para uma receita de saúde física e mental.

A respiração lenta e controlada é muito usada por praticantes de ioga e de meditação para promover estados mentais calmantes e contemplativos. São técnicas usadas clinicamente para suprimir o excesso de estresse, até para certos tipos de ataques de pânico. Assim, o treinamento respiratório deve ser restrito aos momentos da aula/terapia, que deve ser frequente até que o novo padrão seja incorporado e automatizado.

Para exercitar em casa

Confira três técnicas de respiração simples para fazer:

1) Deitado, coloque as mãos no abdômen, na altura do umbigo e respire um pouco mais profundamente, sentindo que o abdômen move as mãos, soltando o ar devagar. Repita cerca de dez vezes e volte a respirar livremente;

2) Sentado de forma confortável e com a coluna ereta, realize inspirações profundas seguidas de expirações profundas, totalizando 10 respirações seguidas de ritmo respiratório normal;

3) Sentado de forma confortável, respire pelas duas narinas, mantendo a palma da mão esquerda relaxada no colo, e deixando a mão direita para abrir e fechar as narinas. Coloque o indicador e dedo médio entre as sobrancelhas, quando for respirar, feche a narina direita e solte pela esquerda; depois puxe pela esquerda, e solta pela direita, intercalando sempre. Repita oito vezes.  Fontes: Paulo José Zimermann Teixeira, pneumologista da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e professor da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre); Elisa Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, de São Paulo; Danielle Bedin, pneumologista no Hospital Beneficência Portuguesa e doutora em pneumologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Danilo Santaella, educador físico, doutor em pneumologia e coordenador do setor de ensino e pesquisa do CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).
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Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/28/ansiedade-controlada-sono-melhor-e-mais-6-beneficios-em-respirar-direito.htm

 

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Tem interesse pelo tema? Conheça os livros do Grupo Summus:

RESPIR-AÇÕES
A respiração para uma vida saudável
Autor: Philippe Campignion
SUMMUS EDITORIAL

Partindo dos conceitos desenvolvidos por Godelieve Denys-Struyf em Cadeias musculares e articulares, o autor faz um estudo profundo e detalhado do processo respiratório. Analisa esse processo em conexão com a musculatura corporal como um todo, bem como a essência dos mecanismos envolvidos. Sugere ao leitor meios de tomar consciência do seu modo particular de respirar, e a partir daí trabalhar sua própria respiração, descobrindo formas de respirar melhor. Impresso a 4 cores, formato 21 X 28 cm, contém mais de 100 ilustrações.


RESPIRAÇÃO

Autor: Philippe Emmanuel Souchard
SUMMUS EDITORIAL

Este livro é um moderno instrumento de estudo de todos os órgãos envolvidos no ato de respirar. Da anatomia à neurofisiologia, passando pela fisiopatologia e estresse, o autor chega à reeducação do processo respiratório e à respiração total. Numerosas fotografias e ilustrações.

 

RESPIRAÇÃO, ANGÚSTIA E RENASCIMENTO
Autor:
José Ângelo Gaiarsa
EDITORA ÁGORA

Quantos de nossos problemas estão relacionados com a respiração, algo tão fundamental e, paradoxalmente, tão negligenciado? Ao tratar do significado desse fenômeno e de seu valor psicológico, este livro amplia a consciência corporal do leitor e traz exercícios respiratórios, casos clínicos e até mesmo análises etimológicas, por considerar a palavra um derivado da respiração. Com rica fundamentação teórica, a obra torna-se acessível graças ao modo peculiar de escrever de J. A. Gaiarsa.

MORRE, AOS 83 ANOS, A PSICANALISTA ANNA VERONICA MAUTNER

Faleceu na tarde desta quarta-feira, dia 30 de janeiro de 2019, a psicanalista Anna Veronica Mautner por falência múltipla dos órgãos. Ela foi internada há cerca de duas semanas com infecção pulmonar, após passar por uma infecção urinária.

Anna Veronica nasceu em Budapeste, na Hungria, em 1935. Imigrou para o Brasil aos 3 anos de idade, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial. Criou-se em São Paulo, no bairro da Lapa. Durante a juventude, militou no Movimento Juvenil Sionista-Socialista (Dror) e estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo.

Conviveu com toda uma geração de sociólogos e filósofos que marcaram a esquerda paulista. Também viveu a época áurea do Rio de Janeiro, onde atuou como jornalista no Última Hora e nos Diários Associados. Foi professora da USP e da Fundação Getulio Vargas e trabalhou em Nova York, em Londres e no Canadá.

Sua vida profissional começou muito cedo no salão de beleza dos pais. Lá ela tinha permissão para ficar, desde que quieta. E, assim, aprendeu a ouvir aos 5 anos. Aos 12, dava aulas de português aos estrangeiros que chegavam refugiados da guerra e ouvia suas histórias. Na juventude, levada por amigos mais velhos, circulou pelo Rio de Janeiro e conheceu os trotskistas da época: Mário Pedrosa, Bruno Giorgi, Alfredo Volpi, ministro Ribeiro da Costa, o poeta Dante Milano, o jornalista Medeiros Lima e tantos outros.  Também ouvia histórias de Clarice Lispector e Ligia Clark, antes da fama, e dos irmãos Oswaldo e Assis Chateaubriand.

Amiga de J. A. Gaiarsa, Anna atravessou a contracultura e fundou o curso de Psicoterapia Reichiana no Instituto Sedes Sapientiae. Formou-se psicanalista na Sociedade Brasileira de Psicanálise e clinicou por quase 50 anos.

Foi colunista do caderno Equilíbrio, da Folha, de 2000 a 2013, e, nos últimos tempos, colaborava escrevendo textos para a página de opinião do jornal.

Sua rica existência influenciou centenas de pessoas e formou várias gerações de terapeutas, entre elas Regina Favre, que em 2018 aceitou o desafio de mergulhar em seus textos e extrair um compilado que pudesse captar sua essência. O resultado está no livro Fragmentos de uma vida, lançado pela Editora Ágora, o último de Anna Veronica. Ela também escreveu O cotidiano nas entrelinhas (2001), Educação ou o quê? (2011) e Ninguém nasce sabendo (2013). Conheça-os:
https://www.gruposummus.com.br/gruposummus/autor//Anna+Veronica+Mautner

Anna Veronica deixa três filhos e cinco netos.

‘EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS É NECESSÁRIA PARA QUE O SEXO NÃO SEJA REPRIMIDO’

Artigo de Regina Navarro publicado originalmente em seu blog no UOL Universa,
em 09/01/2019.

Pesquisa Datafolha, feita com 2077 pessoas em 130 municípios, perguntou aos brasileiros sobre dois temas: educação sexual e discussão política em sala de aula. A conclusão foi de que 54% concordam com educação sexual nas escolas e 71% acreditam que assuntos políticos devem ser abordados.

Escolhi o primeiro tema para tratar aqui. A educação sexual nas escolas é fundamental, na medida em que contribui para evitar gravidez precoce, DSTs, homofobia e violência contra a mulher. O debate com os alunos pode contribuir, e muito, para a diminuição dos preconceitos e a maior aceitação da diversidade.

Desde cedo as crianças aprendem que todas as ofensas e xingamentos estão ligados ao sexo. A partir daí concluir que sexo é algo sujo e perigoso é o caminho mais comum. A consequência na vida adulta é a grande quantidade de pessoas que sofrem com seus medos, culpas, dúvidas, frustrações e disfunções sexuais.

O psicoterapeuta e escritor José Ângelo Gaiarsa dizia que sexo reprimido é liberdade reprimida e acrescentava: “O sexo é responsável pela maior perseguição na área dos costumes humanos e o maior mistério diante do óbvio. Todas as forças repressoras de todas as épocas se voltaram sistematicamente contra a sexualidade humana”.

Um bom exemplo é o que ocorreu, há pouco mais de um ano, quando 150 pais indignados fizeram um abaixo-assinado e o entregaram ao Ministério Público de Rondônia. Eles queriam a retirada de um livro escolar da 8ª série que tem ilustrações de um pênis, autoexame de mama e do órgão reprodutor feminino, na cidade de Ji-Paraná (RO).

Sem ser percebida como tal, a repressão sexual vai se instalando e condiciona o surgimento de valores e regras para controlar a sexualidade das pessoas. Tudo isso passa a ser visto como natural, fazendo parte da vida, o que causa grandes prejuízos.

Para ler na íntegra, acesse: https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2019/01/09/educacao-sexual-nas-escolas-e-necessaria-para-que-o-sexo-nao-seja-reprimido/

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Conheça alguns dos livros do já falecido psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa, mencionado no artigo:

 

AMORES PERFEITOS

Para J. A. Gaiarsa, um dos maiores críticos da família e da hipocrisia social que a cerca, o conjunto de regras que obedecemos desde que nascemos – regras essas que transmitimos a nossos filhos mesmo tendo sofrido com elas – só serve a um propósito: o da opressão. Neste livro, ele mostra que o amor não pode ficar restrito a determinadas amarras. Prepare-se para rever todos os seus (pre)conceitos sobre fidelidade, família, relacionamentos e felicidade.

 

SEXO: TUDO QUE NINGUÉM FALA SOBRE O TEMA

Como o próprio título indica, e sendo o autor quem é, este livro fala sobre intimidades, em linguagem permitida apenas com o espelho ou pessoas muito íntimas. A intenção era essa mesmo: ajudar o leitor a despir suas máscaras sociais e refletir com honestidade sobre sua própria sexualidade, que inclui o corpo a corpo e a afetividade.

 

EDUCAÇÃO FAMILIAR E ESCOLAR PARA O TERCEIRO MILÊNIO

Gaiarsa combate aqui a idéia de que o indivíduo nasce com aptidões mínimas de aprendizado. Ao contrário, a revolução pedagógica proposta pelo autor fundamenta-se em que toda criança, ao nascer, é um gênio potencial; aprender vai muito além de palavras; durante a infância são incutidas no indivíduo grande parte das perturbações mentais, psiconeuróticas e psicossomáticas que conhecemos. Obra indicada para psicólogos, educadores e leigos.

 

SOBRE UMA ESCOLA PARA O NOVO HOMEM

Aqui o autor ajuda a questionar (e demolir!) o sistema educacional brasileiro, que, segundo ele, é arcaico e reacionário. Educar significa conduzir, diz ele, e a escola não está cumprindo seu papel. Além de críticas, o livro traz idéias e propostas para humanizar o ensino e ajudar as crianças a se prepararem para um mundo diferente.

 

A FAMÍLIA DE QUE SE FALA E A FAMÍLIA DE QUE SE SOFRE
O livro negro da família, do amor e do sexo

Ardoroso defensor da criança em estado puro – ou seja, sem a intervenção maléfica dos adultos –, José Angelo Gaiarsa analisa nesta obra, em edição revista, como transformamos um ser pleno de possibilidades em um indivíduo mesquinho, preconceituoso e frustrado.

A fim de inspirar novas leis sobre a família e provocar no leitor reflexões sobre seu modo de agir diante dos filhos e da vida, o autor propõe o resgate do prazer, da amorosidade e da espontaneidade para aprimorar os relacionamentos. Afinal, diz ele, “a finalidade primeira de qualquer civilização amante da vida é empenhar-se por inteiro para que a geração seguinte seja definitivamente melhor, oferecendo a todo ser humano recém-nascido tudo de que ele precisa e todos de que precisa”.

 

‘ASTROLOGIA MÉDICA, VOCACIONAL… CONHEÇA OS DIVERSOS TIPOS E SAIBA USÁ-LOS’

Matéria de Claudia Dias, publicada no Universa, do UOL, em 29/09/2018

Astron: estrelas, logos: estudo. Astrologia significa, literalmente, o estudo das estrelas e difere da astronomia por focar nas correlações entre os movimentos no céu e os acontecimentos na vida humana.

A definição resume propósito, mas deixa escapar todos seus braços e ramificações. Isso porque estamos acostumados a acompanhar no dia a dia apenas uma parte desse meio, dentro da visão ocidental.

Na verdade, o estudo dos astros vai muito mais longe e revela diferentes tipos e ramos, desmembramentos de uma história que soma milhares e milhares de anos.

“A astrologia desenvolveu-se, a princípio, como uma forma de adivinhação – previsão de eventos coletivos, como fomes e pragas, por exemplo. Não existia o foco individual. Com o advento da civilização grega e, posteriormente, da romana, suas mitologias foram totalmente incorporadas pela astrologia, tal qual a conhecemos hoje”, pontua a astróloga Maura Lanari.

A bagagem é bem ampla. Por isso, conforme argumenta a especialista, pode-se dizer que sua origem coincide com “o momento em que o homem saiu da caverna, viu que os corpos celestes se movimentavam e que, paralelamente, à sua volta, eventos se sucediam”. “Criou-se então uma linguagem simbólica, analógica para descrever esses movimentos e suas relações”, esclarece.

Os registros sobre essa observação encontram-se por toda parte, inclusive no Brasil, de acordo com Maura. “Na Serra dos Caiapós, há uma gruta situada num sítio arqueológico, onde é possível reconhecer símbolos cosmológicos semelhantes aos da astrologia mesopotâmica, gravados há mais de 10.000 anos, segundo medições arqueológicas”, ilustra.

O nascimento da linguagem ocidental coincide com o surgimento da humanidade na antiga região da Mesopotâmia – não à toa chamada “berço da civilização”. Também foi ali e naquele momento que surgiu o sistema védico (ou hindu) para estudo dos astros. “O chinês é o único sistema astrológico que se desenvolveu independente da influência mesopotâmica”, acrescenta Maura.

A seguir, com ajuda da especialista, listamos os principais tipos de sistemas e abordagens astrológicos.

Astrologia védica (hindu) Também é chamada Joytisha, que significa luminoso, celeste, brilhante, pertencente ao mundo da luz. Desenvolveu-se na Índia a partir de 1.500 a.C., com objetivo de fazer brilhar a luz cósmica sobre o verdadeiro caminho de vida de um indivíduo. Neste sistema, o mapa astral é levantado a partir da data, hora exata e local de nascimento, considerando as posições planetárias do zodíaco sideral, que utiliza a posição fixa das estrelas. O mapa astral védico representa os padrões cármicos do passado da pessoa. Seus planetas e casas têm significados semelhantes aos da vertente ocidental.

Astrologia chinesa

Os chineses foram um dos poucos povos a desenvolverem um sistema complexo de astrologia inteiramente independente das influências mesopotâmicas. Do mesmo modo que a linguagem ocidental tem 12 signos solares, a versão chinesa inclui 12 signos anuais, representados por igual número de animais. E em vez de quatro elementos da natureza vistos na linha tradicional, na chinesa há cinco: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água.

Astrologia asteca (maia)

Desenvolvida e praticada na América Central, sua proposta é guiar a religião, a guerra e a vida cotidiana. “Há evidências da prática astrológica em entalhes de pedra feitos por artesãos desde 600 a.C.”, comenta Maura.

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Outras vertentes são:

Astrologia esotérica: usa os conceitos da astrologia mais para especulações filosóficas do que para aplicação prática às preocupações da vida cotidiana.

Astrologia medieval: desenvolvida e praticada pela civilização árabe entre 750 d.C. até 1.500 d.C.

Astrologia cabalística: fusão de princípios astrológicos e da cabala judaica.
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Mais derivações

Além dos sistemas astrológico, há diferentes ramos ou aplicações que foram desenvolvidas e são seguidas no mundo todo. De acordo com Maura Lanari, alguns dos desdobramentos são:

Astrologia médica
Traduz o simbolismo astrológico especificamente para questões de saúde. Ou seja, avalia Sol, Lua, ascendente e regente, casas VI (saúde, trabalho e cotidiano em geral) e XII (saúde mental e inconsciente coletivo), seus ocupantes e regente, bem como as relações (aspectos), como significadores de saúde.

Astrologia vocacional
Interpreta o mapa levando em conta todos os indicadores de talentos, vocação, predisposições, ritmos, potenciais e desafios, voltados para as escolhas profissionais, transições de carreira etc.

Astrologia empresarial
Aqui, as análises levam em conta fatores como: compatibilidade entre sócios, mudanças de objeto social, fusões, cisões e aquisições, entre outros. A intenção é chegar a um diagnóstico abrangente e preciso de todas as áreas que compõem a empresa, revelando aspectos geralmente não detectados por técnicas convencionais. Ao identificar ciclos de expansão e estruturação, desafios e potencialidades, serve de base para o planejamento de curto, médio e longo prazo.

Astrologia horária
Parte do princípio de que as condições de qualquer pergunta feita, bem como de sua resposta, encontram-se refletidas na configuração celeste do momento. “O maior atrativo é sua eficácia”, opina Maura. Pode ser usada para informações imediatas, sem a necessidade de análise prolongada de tendências ou do mapa individual de quem faz a pergunta.

Astrologia eletiva
Busca, dentre um período específico, o melhor momento para iniciar algo – um projeto, uma empresa, um casamento, uma cirurgia. Usa os mesmos conceitos da astrologia horária. Dependendo do contexto, conjuga os princípios horários com os do assunto em questão, tais como entrevista de emprego (vocacional) e agendamento de cirurgia (médica).

Astrologia mundial ou mundana
Era uma categoria abrangente, que incluía tudo que não se referisse às astrologias natal (análise do mapa astral) e horária. Ou seja, desde clima, terremotos, negócios, agricultura, entre outros, caíam no domínio da mundana. Na prática moderna, o termo se refere de maneira mais restrita à política e grandes movimentos coletivos. Os mapas são calculados para nações, eventos específicos (como assinatura de tratados e acordos internacionais), chefes de estado, eleições, partidos políticos etc.

Astrocartografia
Metodologia usada em astrologia de localização. O horóscopo é recalculado para um local diferente do de nascimento

Para lera matéria na íntegra, acesse:
https://altoastral.blogosfera.uol.com.br/2018/09/29/astrologia-medica-vocacional-conheca-os-diversos-tipos-e-saiba-usa-los/

 

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Ficou interessado no assunto? Conheça livros da Ágora sobre algumas das derivações mencionadas na matéria:

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O ESPELHO PARTIDO
Astrologia & Psicopatologia – A possibilidade de diagnóstico e prevenção
Autor: Rui Sá Silva Barros

O autor analisa a possibilidade de diagnóstico e prevenção de distúrbios psicológicos a partir do exame de mapas astrais. O texto se baseia em casos reais e no estudo da configuração astral de algumas personalidades, como Freud.

 

VOCAÇÃO, ASTROS E PROFISSÕES
Manual de astrologia vocacional (acompanha CD)
Autoras: Márcia MattosCiça Bueno

A astrologia, neste livro de duas das mais conceituadas profissionais da área, se mostra uma ferramenta poderosa para auxiliar na identificação da verdadeira vocação. Um CD para que cada um faça a própria análise astrológica, completa esta obra dirigida a jovens e adultos em busca do melhor caminho profissional.

 

O CAMINHO DA REALIZAÇÃO COM A AGRICULTURA CELESTE
Autor: Maurício Bernis

Exposta em linguagem prática e direta, a metodologia da agricultura celeste foi desenvolvida por Maurício Bernis para aqueles que buscam a autorrealização mas evitam clichês místicos e esotéricos. Ela soma conhecimentos de diversas vertentes filosóficas e de psicologia junguiana e se expressa por meio da astrologia. O símbolo do processo é a árvore, que espelha as energias da vida e da natureza – vem daí o nome da obra.

‘O QUE CAUSA O TRANSTORNO DO PÂNICO?’

………………………………____Artigo publicado originalmente no Blog do Luiz Sperry, no Portal VivaBem, UOL, em 30/07/2018.

Junto com a depressão, o transtorno do pânico é a doença psiquiátrica mais emblemática da atualidade. Não é uma doença propriamente nova, já podemos encontrar relatos precisos de quadros muito parecidos com isso que hoje chamamos pânico há mais de 150 anos. Emil Kraepelin, o maior dos psiquiatras de seu tempo descreveu um quadro chamado por ele de “neurose de terror” (Schrekneurose). Freud, o pai de todos psicanalistas, também escreveu sobre o assunto, que chamou de “neurose de angústia”.

Pois bem, existem evidentemente pequenas diferenças entre essas descrições antigas e aquilo que hoje chega na nossa clínica com o nome de transtorno do pânico. Mas são bem pequenas.

De uma maneira geral, o paciente com pânico tem dois tipos de sintomas: os físicos e os psíquicos.

Os sintomas físicos são diversos, sempre exuberantes: taquicardia, sudorese, falta de ar, dores no peito, tremores, formigamentos, dores abdominais, tontura, entre outros. Já os sintomas psicológicos em geral são: medo de morrer, medo de ficar louco para sempre e um certo estranhamento, como se o paciente não reconhecesse a si nem ao entorno.

Esses sintomas aparecem de uma hora para outra, como diriam os americanos “out of the blue”. Rapidamente ficam muito intensos, de modo que não é raro o paciente ir parar no setor de emergência dos hospitais. Essa crise que eu acabei de descrever se chama ataque de pânico. Ela é a base do transtorno do pânico.

A partir do momento em que você passa a ter crises repetidas é comum acontecer uma certa evitação de certos comportamentos e lugares que podem desencadear essas crises, ou mesmo um medo intenso de se ter o ataque numa situação não haja ninguém por perto para ajudar. O desamparo aparece então como um elemento central do pânico. Os ataques repetidos associados a esses pensamentos e limitações são o tal transtorno do pânico.

Mas aí se impõe a pergunta inicial que dá título a esse texto. Como surge isso tudo? A psiquiatria não se debruça longamente sobre o assunto. Vai dizer que o organismo está funcionando normalmente, o que não deixa de ser surpreendente tendo em vista a quantidade enorme que sintomas físicos que surgem “out of the blue”, como dizem os americanos. Isso vai provocar também uma dificuldade de aceitação da doença, uma vez que as pessoas associam, erroneamente,  “nada físico” com “doença nenhuma”. Isso leva a conflitos desnecessários e a uma série de abandonos de tratamento que poderiam ser evitados com um diálogo mais elaborado.

Gosto mais de uma explicação psicodinâmica do pânico. Freud dizia a respeito da neurose de angústia que era uma neurose atual. Com isso ele queria dizer que era uma doença causada por um distúrbio na vida sexual do paciente, atual, em oposição a outras doenças que teriam a ver com traumas do passado. Pessoalmente discordo dessa etiologia ser estritamente sexual, mas enxergo o pânico como resultado de uma série de possíveis conflitos na vida atual da pessoa.

Às vezes está na cara. Um casamento falido, contas para pagar, impagáveis, familiares doentes, metas impossíveis no trabalho. Ou ainda, porque não, uma vida sexual inteira que poderia ter sido e não foi. Em outros momentos o conflito não vem de bandeja; é necessária uma investigação mais cuidadosa dos possíveis motivos do surgimento dos sintomas.

Mas de uma forma geral considero a crise um grande alerta. Algo dentro de nós gritando: o que você está fazendo da sua vida? Temos uma tendência enorme a seguir em frente sem refletir sobre as nossas decisões e isso muitas vezes cobra um preço.

Por isso que mesmo tendo uma resposta tão boa aos antidepressivos, o transtorno do pânico insiste em voltar. É uma doença com uma recorrência muito grande, justamente porque muitas vezes as condições que levaram a ela não foram descobertas ou mesmo investigadas. Aí é como adiar o alarme para dormir mais alguns minutos. Não resolve e muitas vezes perdemos a hora.

Para acessar na íntegra: https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2018/07/30/o-que-causa-o-transtorno-do-panico/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

 

 

ANSIEDADE, FOBIAS, SÍNDROME DO PÂNICO
Esclarecendo suas dúvidas
Coleção Guias Ágora
Autora: Elaine Sheehan
EDITORA ÁGORA

Milhares de pessoas sofrem de síndrome do pânico ou de alguma das 270 formas de fobias conhecidas. O livro aborda os diferentes tipos de ansiedade, fobias, suas causas e sintomas. Ensina meios práticos para ajudar a controlar o nível de ansiedade e orienta quanto à ajuda profissional quando necessária.

‘DO BUMBUM À VAGINA: POR QUE AS BRASILEIRAS SÃO OBCECADAS POR PLÁSTICAS?’

Matéria da RFI, publicada no portal Universa , do UOL, em  25/07/2018.

O Brasil é o segundo país onde mais se realizam cirurgias plásticas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Casos de brasileiras que morreram vítimas de cirurgias plásticas malsucedidas ocupam as páginas dos jornais todas as semanas. Na maioria desses tristes episódios, as histórias se repetem: as pacientes confiaram em procedimentos inadequados e médicos desqualificados e pagaram com suas vidas o sonho do corpo perfeito.

A ditadura da beleza no Brasil é um fenômeno que penaliza, mas que também banaliza, avalia o sociólogo especialista em Saúde Pública, Francisco Romão Ferreira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Há uma preocupação excessiva com o corpo. Não só em termos de cirurgias plásticas, mas a quantidade de academias, salões de beleza e de farmácias no Brasil é algo gritante quando você compara com outros países. E essa preocupação estética está naturalizada no cotidiano e não para de crescer”, observa.

A necessidade de exibir um corpo perfeito e jovem acabou também por banalizar operações estéticas, como implantes de silicone, lipoaspirações, lifts faciais – frequentemente apresentados por clínicas como procedimentos simples, facilitados por pagamentos parcelados ou até consórcios por operadoras de crédito. “Essas operações são vendidas como descomplicadas e rápidas. Revistas sobre plásticas que podem ser compradas em bancas de jornais dão uma ideia irreal sobre esses procedimentos, como se você fosse fazer uma cirurgia no meio da semana pra ir na festa no sábado. Infelizmente tem público que acredita nessas promessas”, salienta o sociólogo.

Ferreira avalia que diversos fatores contribuem para este fenômeno no Brasil, um país com uma grande extensão litorânea, onde a maioria das capitais estão próximas da costa, onde faz calor em boa parte do ano e a cultura da praia é muito intensa. Além disso, o corpo, muitas vezes, é o principal bem dos brasileiros. “Em um país com uma desigualdade social muito grande, o físico é um capital para a ascensão social. Quando acesso ao ensino e à educação são bloqueados, o corpo vira uma possibilidade de evoluir socialmente”, diz.

Mas para o sociólogo não há dúvidas que a busca desenfreada da estética não é um fenômeno que diz respeito apenas a determinadas classes, mas é constatada entre pobres e ricos. Ele lembra, por exemplo, que nas favelas brasileiras, salões de beleza e academias têm forte presença.

As classes mais abastadas, por outro lado, se engajam em fenômenos da moda, como a recente febre do crossfit ou das corridas, que, por trás de atividades físicas, desenvolvem novos mercados, serviços e produtos imperativamente a serem adquiridos. “Em todas as camadas sociais, o sentido da existência se volta para o corpo”, afirma.

Vagina não escapa de padrão estético

Peitos, nádegas, rosto, barriga, coxas e até mesmo os lábios vaginais não escapam os ideais de beleza impostos pela sociedade. O Brasil é aliás, o país onde mais se realizam cirurgias estéticas  íntimas, seja para estreitar o canal vaginal, diminuir os grandes lábios ou retirar gordura do púbis.

“No Brasil, existe um padrão estético da vagina perfeita: simétrica, rosa ou branca, sem pelos, sem excesso de gordura”, diz Marcelle Jacinto da Silva, doutoranda em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), que trabalha sobre a questão em sua tese. Com outros dois pesquisadores, ela assina o artigo científico “A vagina pós-orgânica: intervenções e saberes sobre o corpo feminino acerca do embelezamento íntimo”, que trata das cirurgias íntimas realizadas por mulheres brasileiras.

No total, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) aponta que 13 mil labioplastias foram realizadas em 2016 no Brasil, com um aumento de 39% em relação ao ano anterior. Segundo especialistas, a maioria desses procedimentos não é realizada por uma questão funcional, mas puramente estética.

Para Marcelle Jacinto da Silva, esse ideal da vagina perfeita é primeiramente imposta pelas mídias, mas também pela indústria pornográfica, cujos conteúdos passaram a ser facilmente acessados na era da internet. Mas o que motiva essas mulheres a se submeterem à dolorida e, muitas vezes desnecessária cirurgia íntima, é o desejo de maridos, namorados e parceiros sexuais.

“Eu tenho encontrado muitos depoimentos de mulheres que falam que o pesou mais na escolha desta opção foi a visão do homem. Muitas delas alegam ter passado pelo procedimento por uma vontade própria, mas ao mesmo tempo alegam que o realizaram porque sentiam vergonha se mostrar sua genitália para o parceiro”, afirma a doutoranda.

A necessidade de agradar o parceiro alimenta fetiches masculinos, avalia Ferreira. “Há um tempo atrás, fiz uma série de entrevistas com mulheres que fizeram cirurgias plásticas, a maioria malsucedidas. Várias afirmaram que elas se submeteram a esses procedimentos por causa do parceiro. Para todas, essa era uma vontade única e exclusiva delas. Para todas, essa era uma vontade única e exclusiva delas. O que elas não se dão conta é que a motivação delas está pautado pelo olhar do outro.”

Segundo o sociólogo, mesmo que o padrão de beleza no Brasil tenha evoluído – passando das formas curvilíneas às mais fitness – no imaginário da sociedade, “o bumbum ainda é preferência nacional”. No entanto, ele lembra que as exigências do corpo perfeito mudam de acordo com as classes sociais. “Entre a classe média e classe média alta, o padrão valorizado é o da mulher com o corpo bem definido, mas magro. Mas entre as classes populares, a estética Mas entre as classes populares, a estética é outra: “o estereótipo da ‘gostosa’, com coxas, bumbum e peitos grandes, é mais valorizado”.

Esta é uma reprodução parcial. Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://universa.uol.com.br/noticias/rfi/2018/07/25/do-bumbum-a-vagina-por-que-as-brasileiras-sao-obcecadas-por-plasticas.htm

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Tem interesse no tema? Conheça:

A BELEZA IMPOSSÍVEL
Mulher, mídia e consumo
Autora: Rachel Moreno
EDITORA ÁGORA

A quem interessa vender uma beleza inalcançável? De que maneira a mídia manipula nossa consciência em nome dos interesses do mercado? Quais são as conseqüências para as adolescentes de hoje? Onde entram as “diferentes” – gordinhas, velhas, negras – nesse sistema? Rachel Moreno responde a estas e outras perguntas neste livro vigoroso e crítico, apontando caminhos para que possamos nos defender dessas armadilhas.

ROSA CUKIER LANÇA “VIDA E CLÍNICA DE UMA PSICOTERAPEUTA” NA LIVRARIA DA VILA, NA VILA MADALENA

A Editora Ágora e a Livraria da Vila (Vila Madalena – SP) promovem no dia 19 de junho, terça-feira, das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro Vida e clínica de uma psicoterapeuta, da psicodramatista Rosa Cukier. A autora receberá amigos e convidados no piso superior da livraria, que fica na Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena, São Paulo.

A obra reúne os frutos dos estudos da autora nos últimos dez anos. De forma clara e didática, ela aborda, entre outros temas, a importância do psicodrama e da dramatização como mecanismo de reparação, as adições, a codependência, a inveja e o estresse pós-traumático, tanto do paciente quanto do terapeuta. Para tanto, toma como base sua prática clínica e as ideias de grandes pensadores, como Jacob Levy Moreno, Joseph LeDoux, Peter Levine, Alice Miller e Melody Beattie.

Fundamental para psicodramatistas, assim como para estudantes que estão iniciando nesse caminho, o livro se baseia em grande parte na trajetória de Rosa, tanto no campo pessoal quanto no profissional. “Meu objetivo é que a obra os fertilize de ideias e, sobretudo, que os mobilize a levar em conta seu momento pessoal ao enveredar por alguma pesquisa científica. Para mim, essa é a chave que provoca minha curiosidade e me dá fôlego para ler tudo que leio e estudo”, afirma Rosa.

Dividida em oito capítulos, a obra é baseada em artigos escritos e publicados em revistas especializadas. “Sempre me senti mobilizada a estudar as questões ligadas à primeira infância, sobretudo o abuso infantil e as marcas indeléveis que este deixa no psiquismo. Violência doméstica, distúrbios narcísicos, borderlines, funcionamento cerebral – tenho a impressão de que sempre estudei a mesma coisa, de pontos de vistas diferentes, e sempre quis usar e ensinar a aplicar o psicodrama no tratamento dos quadros decorrentes”, diz Rosa.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1493/9788571832060

‘MULTIPLICAÇÃO DE FRAGMENTOS, UMA RODA DE CONVERSA’

“Cada vez mais os leitores aceitam identificar-se com a experiência do homem sem fama, do homem comum que por acaso capta e relata a própria historicidade (matéria que não se ensina na escola). De certa forma, muitos de nós voltamos ser contadores de histórias.” (Anna Veronica Mautner)

Daisy Perelmutter e Regina Favre desejam reunir pessoas para a experiência de ler e conversar sobre o livro Fragmentos de uma vida, de Anna Veronica Mautner. O fragmento alheio tem o poder de disparar nossa memória afetiva impulsionando o esforço oral e corporal de revelação de si por meio de detalhes sensíveis, em direção à construção narrativa de mais fragmentos que por sua vez, continuarão a se multiplicar, ecoando em outras narrativas, em outras redes. Não é imprescindível a leitura prévia. O livro se encontrará à venda no local do encontro.

Quem é Anna Veronica

Nasceu em Budapeste, imigrou aos 3 anos para o Brasil no limite do inicio da Segunda Guerra, criou-se em São Paulo, estudou Ciências Sociais na USP-Maria Antonia, conviveu com toda a geração dos sociólogos e filósofos que marcaram a esquerda paulista, foi jornalista no Última Hora e nos Diários Associados, foi professora da USP e da GV, conviveu com J.A.Gaiarsa, fundou o curso de psicoterapia reichiana no Instituto Sedes Sapientiæ, formou-se psicanalista na Sociedade Brasileira de Psicanálise, clinica há quase 50 anos.

Quem é Regina Favre

Filósofa (PUC/SP), psicoterapeuta em consultório há mais de 40 anos, professora e pesquisadora independente do corpo subjetivo. Vem desenvolvendo com grupos nos últimos 20 anos no Laboratório do Processo Formativo, estratégias de captação audiovisual, estudo e experiência desse corpo, sua anatomia, sua oralidade, sua performatividade, suas dramaturgias e narrativas, sua historicidade, suas políticas de corporificação e visualidade.

Quem é Daisy Perelmutter

Historiadora e socióloga com especialização em História Oral. Doutora em História Social e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC/SP. Trabalha há mais de 30 anos na interface entre narrativas de histórias de vida, memória social e processos de produção de subjetividade. Engajada com vários projetos de história institucional, história de famílias, história de bairros, história de comunidades, pesquisa para instituições museológicas e documentárias.

Serviço:

Data: 30 de junho
Horário: das 10h às 14h
Local: Laboratório do Processo Formativo – Rua Apinajés, 1100, cj 507 – Perdizes –São Paulo – SP
Valor: R$ 50 (inscrição simbólica)
Inscrições: regina.favre@gmail.com
Vagas: 20
Mais informações: Blog da Anna Veronica – Fragmentos de Uma Vida

‘COMO IDENTIFICAR A DEPRESSÃO EM DIFERENTES FASES DA VIDA?’

Os dias estão tristes e sem graça já há algum tempo, fora que todos os problemas têm um peso muito grande, trazendo sofrimento em excesso. Melhor ligar o alerta: pode ser depressão. A doença, de acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, que é colaboradora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) possui dois componentes básicos: o psicológico/emocional e outro físico/orgânico, que podem mudar, dependendo da fase de vida.

Entre os comportamentos típicos, pessoas depressivas tendem a se desinteressar por coisas que gostavam de fazer, ficam com uma sensação de tristeza, têm insônia ou dormem demais, além de fadiga ou fome excessiva, cansaço excessivo, ganho ou perda de peso, apatia, sentimento de culpa, falta de concentração e, em casos mais graves, pensamentos suicidas, entre outros sintomas.

Com a ajuda da psicóloga, e da clínica médica Sadeb, separamos alguns sinais de depressão adaptados para as quatro fases principais da vida.

Na infância

  • Queda do rendimento escolar;
  • Se recusa a ir para a escola;
  • Esquece de fazer a lição de casa;
  • Não se relaciona com outros amiguinhos;
  • Chora por qualquer motivo.

Marina Vasconcelos explica que uma criança pode, sim, apresentar sintomas de depressão e que o quadro não precisa necessariamente estar associado a alguma situação em especial. “É o caso da depressão endógena, que é de origem biológica e/ou predisposição hereditária.”

Se você perceber sinais como esses, leve ao pediatra. O profissional está habilitado a indicar o melhor encaminhamento para o caso, pois é importante levar em conta que, mesmo sem causa emocional aparente, existem causas orgânicas para serem investigadas.

Algumas patologias, como o hipotireoidismo – condição na qual a glândula não produz a quantidade suficiente de hormônio da tireoide, também podem levar à depressão. Por isso, é importante essa investigação clínica para descobrir as causas, tanto orgânicas quanto psicológicas.

Na adolescência

  • Mudança no apetite;
  • Pensamentos suicidas;
  • Agressividade;
  • Postura antissocial;
  • Pouca energia.

Nesta fase cheia de mudanças físicas e hormonais, não é à toa que os nervos do adolescente ficam a flor da pele. Mas os pais e responsáveis precisam ficar atentos, pois o transtorno depressivo merece muita atenção, podendo até levar até ao suicídio.

“Procurar ajuda de um psicólogo e de um psiquiatra, se for o caso, não deve ser encarado como sinal de fraqueza ou preguiça, pois este trabalho em conjunto é o que ajudará o adolescente a sair do quadro depressivo”, diz.

Outra dica é tentar abordar naturalmente a doença, para que o adolescente se sinta acolhido e saiba que pode contar com outras pessoas, o que traz um grande alívio para quem está deprimido.

Na vida adulta

  • Insônia;
  • Perda de libido;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Amargura;
  • Desânimo.

A pessoa ganha a pecha de preguiçosa, mal-humorada e até de chata, mas não reage porque realmente falta energia. “A vida de todos tem problemas e frustrações, mas o deprimido tem sérios problemas em lidar com isso. Tudo tem um peso muito grande, e ele acaba ficando sem reação”, ressalta.

Qualquer comportamento estranho deve ser relatado ao médico, que irá orientar qual é a melhor forma de tratar aquele indivíduo. Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, a dica é procurar um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-lo sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva.

Na terceira idade

  • Sensação de inutilidade;
  • Tristeza com a aproximação da morte;
  • Ansiedade sobre o futuro.

Amigos e familiares morrendo, saúde mais frágil e falta de um plano B para a vida após a aposentadoria, algo que deixa uma pessoa que era ativa, jogada no sofá por pura falta de atividades para ocupar o seu tempo. Todas essas situações vão deixando o idoso desanimado.

Para escapar da depressão nesta fase, Marina ressalta que é preciso encontrar atividade que preencham esse tempo livre – um curso, trabalho voluntário, focar na religiosidade, etc. “Também é importante procurar um terapeuta e, se for o caso, um psiquiatra, pois entrar com medicação pode ajudar bastante a melhorar aquele quadro”, diz a psicóloga.

“Tenho uma cliente que veio procurar terapia pela primeira vez aos 75 anos, e foi ótimo. Tudo depende da forma como encara a velhice. É necessário que a pessoa vá se adaptando as dificuldades da vida, e passe a ver as coisas pelo lado positivo”, ressalta.

Como ajudar uma pessoa com depressão?

Ao suspeitar que uma pessoa querida esteja com sinais de depressão, o primeiro passo é gerar um ambiente acolhedor. Faça com que ela perceba que você está ali para ouvi-la e compreendê-la. Mas não precisa ficar tentando “animar” ou dar bronca para “ver se ele acorda”. São atitudes que só irão aumentar a distância entre essa pessoa e você. É preciso ouvir, mas sem criticar.

Também desmistifique o medo de que os antidepressivos geram dependência. Esta é uma tarefa do médico em conjunto com a família. Só quando o deprimido aceita de fato o tratamento, sem preconceitos, é que haverá melhora do quadro. Ninguém fica ‘viciado’ nos remédios, mas a medicação restabelece um bom funcionamento do cérebro e isso, por si só, já é um grande passo.

Se você sentir que não tem abertura para falar do assunto com quem tem depressão, procure um outro familiar, ou amigo, que tenha um canal de comunicação melhor com essa pessoa. Fazê-la sentir-se acolhida é o primeiro passo para ajudar de forma efetiva. O deprimido precisa de atenção, mas não está fazendo isso ‘para chamar atenção’, como muitos acreditam.

 

Matéria de Vivian Ortiz, com participação da psicóloga Marina Vasconcellos, autora da Ágora, publicada no VivaBem em 14/04/2018. Para acessá-la na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/04/14/depressao-nao-e-frescura-como-identifica-la-em-diferentes-fases-da-vida.htm

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Conheça os livros da Ágora com coautoria da psicóloga Marina Vasconcellos:

 

QUANDO A PSICOTERAPIA TRAVA
Como superar dificuldades
Organizadora: Marina Vasconcellos

Autores: Alexandre Saadeh, Christina A. FreireHeloisa Junqueira FleuryMarcia Almeida BatistaMaria Amalia Faller VitaleMarina VasconcellosMário Costa CarezzatoMilene De Stefano FéoMoysés AguiarRosa CukierSergio Perazzo, Wilson Castello de Almeida

Todo profissional que trabalha com terapia teme este momento e já passou por ele: alguns pacientes, ou algumas relações, travam. Aqui foram reunidos artigos de doze terapeutas contando sobre suas experiências e apontando saídas. Prefácio de Antonio Carlos Cesarino.
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PSICODRAMA COM CASAIS
Organizadora: Gisela M. Pires Castanho
Autor: Gisela M. Pires CastanhoJúlia MottaMaria Amalia Faller VitaleMaria Cecília Veluk Dias BaptistaMaria Cristina Romualdo GalatiMaria Rita SeixasMarina VasconcellosMarta EcheniqueMônica R. MauroDalmiro M. Bustos, Vivien Bonafer Ponzoni

Este livro foi escrito para todos aqueles que se interessam por terapia de casal e por psicodrama. São 11 capítulos escritos por psicodramatistas com experiências diversas, dotados de vários exemplos nos quais os profissionais mostram como exercem sua prática clínica.