PERSONAGENS LÉSBICAS DA NOVELA BABILÔNIA SÃO ESPELHO POSITIVO E LIBERTADOR

Um casal de mulheres lésbicas octogenárias debatendo questões cotidianas, dividindo preocupações e trocando afetos. Com essa cena singela e natural, os autores da nova novela da TV Globo, Babilônia, introduziram as personagens vividas por Nathália Timberg e Fernanda Montenegro.  Na opinião do psicólogo Klecius Borges, um dos maiores especialistas do Brasil em terapia afirmativa, a ideia de incluir na trama um casal de mulheres com esse perfil é oportuna e salutar. “Oportuna porque colocará alguma luz sobre as dificuldades e os conflitos que muitas mulheres enfrentam ao se assumirem publicamente, como um casal homoafetivo. E salutar por apresentar aos muitos casais, que vivem invisíveis e amedrontados, e também à sociedade, de forma geral, um espelho positivo e potencialmente muito libertador.”

Segundo Borges, as dificuldades dos casais homoafetivos envolvem desde preconceitos sociais mais gerais, como o direito ao casamento e à adoção, como conflitos pessoais que se manifestam nas relações familiares e profissionais. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

30077No livro Muito além do arco-íris – Amor, sexo e relacionamentos na terapia homoafetiva, das Edições GLS, Borges começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Mesmo as questões ligadas à afetividade e à sexualidade, propriamente ditas, embora comuns a todos, não importando a orientação sexual, neste grupo apresentam peculiaridades, dilemas e desafios próprios de uma natureza de relacionamento fundada na duplicidade de gênero. “Mas por falta de modelos aceitos e reconhecidos no âmbito social, tais indivíduos se espelham ainda nos padrões e modelos heterossexuais”, complementa Klecius. 

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/klecius+borges/all/0

‘ESTUDO SUGERE QUE ASSUMIR ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA É MELHOR PARA O ALUNO’

Adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) que “saem do armário” quando estão na escola tendem a ter uma autoestima mais elevada e níveis mais baixos de sintomas depressivos ao chegar à idade adulta, em comparação com jovens que escondem sua orientação sexual. A conclusão é de um estudo conduzido pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no American Journal of Orthopsychiatry, é um dos primeiros a documentar os benefícios de se assumir a orientação sexual na escola, apesar do fato de muitos jovens sofrerem bullying por causa disso.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Stephen Russel, analisou dados de uma iniciativa conhecida como Projeto Aceitação Familiar, que inclui pesquisas e intervenções promovidas pela Universidade do Estado de São Francisco para o bem-estar de crianças e adolescentes GLBT.

A pesquisa contou com 245 jovens brancos de 21 a 25 anos do projeto, que relataram ter sofrido bullying na escola por causa de sua orientação sexual, tendo saído ou não do armário. O grupo que assumiu a condição na escola apresentava uma autoestima mais elevada, mais satisfação com a vida e menos índices de depressão.

Russell comenta que adolescentes GLBT com frequência são orientados pelos adultos a manter sua orientação sexual em segredo, até para se protegerem de agressões e constrangimentos. Mas a pesquisa mostra que o conselho pode não ser o melhor para esses jovens a longo prazo, já que esconder algo tão importante sobre a própria identidade pode afetar a saúde mental.

Um dos fatos que incentivou Russell a fazer a pesquisa foi o caso de uma escola, na Flórida, que em 2008 foi processada por vetar a criação de um grupo de gays assumidos. Os diretores argumentaram que isso seria prejudicial aos próprios estudantes, e o pesquisador, na época, viu o quanto faltavam trabalhos para fundamentar a decisão da Justiça.

De qualquer forma, antes que qualquer adolescente tome a decisão de sair do armário, é preciso pesar bem os prós e os contras, pois nem tudo que é bom para a maioria é bom para todo mundo. Também vale a pena levar em consideração que alguns indivíduos demoram mais para definir sua orientação sexual do que outros.

Texto publicado originalmente no Blog do Jairo Bouer, em 10/02/2015. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2015/02/10/estudo-sugere-que-assumir-orientacao-sexual-na-escola-e-melhor-para-o-aluno/

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Se você tem interesse pelo assunto, conheça o livro Uma outra verdade, do psicólogo Claudio Picazio:

30058UMA OUTRA VERDADE
Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência
Autor: Claudio Picazio
EDIÇÕES GLS
A adolescência é, por si só, uma fase complexa. Porém, quando o jovem se descobre homo ou bissexual, as complicações aumentam. Especialista no atendimento desse público, Claudio Picazio aborda neste livro os problemas enfrentados pelos adolescentes LGBT e aponta soluções baseadas na ética e no resgate da dignidade.

Para conhecer todos os títulos do autor pelas Edições GLS, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/busca/claudio+picazio//all/0

‘TRANSEXUAL DE 13 ANOS DESCREVE LUTA POR ACEITAÇÃO NOS EUA’

Ofelia Barba Navarro se emociona quando lembra das agressões físicas e insultos sofridos durante anos por sua filha Zoey, 13 anos, que é transexual. Ela sabia da identidade de gênero de sua filha desde muito cedo, e sua principal preocupação era tentar proteger Zoey, registrada como sendo do sexo masculino.

“A perseguição era constante, a pegavam, jogavam ao chão e diziam coisas horríveis”, conta a mãe solteira, que vive em uma casa simples com os três filhos em Downey, um subúrbio de Los Angeles, no Estado americano da Califórnia.

“Usavam insultos que eu não me atrevo a repetir. Foi nessa época que Zoey, com apenas oito ou nove anos, começou a falar que não queria mais viver e isso meu deu muito medo. Quando sua filha diz que preferia estar morta ou quando te chamam na escola para dizer que sua filha quer pular do prédio, você percebe que precisa fazer algo.”

Atualmente, depois de anos de sofrimento e incerteza, Ofelia e Zoey estão recebendo a ajuda que precisam e garantem que, finalmente, podem pensar no futuro com otimismo. Zoey é acompanhada há três anos pelos profissionais do Hospital Infantil de Los Angeles e começou a transição para poder se desenvolver totalmente como mulher.

Seu caso é parecido com o de centenas de menores transexuais de todos os Estados Unidos que estão recebendo ajuda cada vez mais cedo para que possam viver de acordo com sua verdadeira identidade de gênero.

Progresso

Essa é uma amostra de que está ocorrendo progresso na percepção da transexualidade. “Os avanços que ocorreram nos últimos anos foram enormes”, disse à BBC Mundo a médica Johanna Olson, diretora do Centro para Saúde e Desenvolvimento dos Jovens Transexuais do Hospital Infantil de Los Angelos, que cuida da transição de Zoey.

“É um tema falado cada vez mais abertamente e mais cedo. Não há dúvida de que a visibilidade da comunidade transexual nos meios (de comunicação) está ajudando. Agora até nas séries de televisão estão incluindo personagens transexuais”, disse a médica, uma das principais especialistas desse campo nos Estados Unidos.

“Além disso, a internet está permitindo que crianças e jovens transexuais entrem em contato e possam ter acesso a comunidades as quais, antes, não teriam como encontrar. Isto está fazendo com que a visibilidade do coletivo aumente.”

Segundo explica Johanna, quando iniciou seu trabalho nessa área, há pouco mais de cinco anos, tinha apenas 40 crianças e jovens como pacientes e agora conta com cerca de 340 com idades entre quatro e 25 anos. “A mentalidade dos pais mudou muito na última década. Cada vez mais estão conscientes de que há formas de ser alternativas.”

“Dialogam de forma totalmente diferente com os filhos, os enxergam como seres humanos e não como uma propriedade. Isso permite que as crianças e adolescentes possam falar de suas experiências”, disse.

Bloqueio da puberdade

Segundo Olson, uma das maiores mudanças dos últimos anos é a possibilidade de dar às crianças transexuais os chamados bloqueadores hormonais. Esses são remédios cujos efeitos são reversíveis, aplicados em forma de injeção ou implante subcutâneo.

Esses medicamentos são fornecidos para crianças transexuais antes que comecem a puberdade biológica, para que o corpo não produza os hormônios sexuais que produziria normalmente.

“Os transexuais ficam mais vulneráveis quando experimentam a puberdade que não corresponde (à identidade de gênero). É quando vemos que eles sofrem de ansiedade, depressão, tentativa de suicídio ou isolamento social.”

Paralisando a puberdade, os médicos evitam que se desenvolvam com os traços físicos e sexuais de um gênero com o qual não se identificam, como a voz grave e pelos no corpo, no caso de meninos, ou seios, no caso de meninas.

Depois, entre os 14 e 16 anos, dependendo do protocolo de cada país, os médicos podem começar um tratamento hormonal para desenvolver os traços físicos de acordo com sua verdadeira identidade de gênero.

A médica afirma que os bloqueadores são seguros e lembra que há décadas eles são usados para crianças com transtornos que levam à puberdade precoce. Mas Johanna reconhece que a terapia de substituição hormonal, a mais polêmica e que usa estrogênio ou testosterona, resulta em mudanças irreversíveis e os pacientes ficam estéreis.

Outros especialistas afirmam que, devido a essas mudanças irreversíveis e pelo fato de não se conhecer os efeitos no longo prazo, seria necessário esperar que os jovens atingissem a maioridade para que eles decidissem se devem ou não seguir com a terapia.

Mudanças

Zoey, que começou o tratamento há três anos, usa os bloqueadores hormonais e faz tratamento com Johanna Olson graças à organização União das Liberdades Civis dos Estados Unidos (ACLU, na sigla em inglês). Desde então, sua vida mudou muito.

Os especialistas da organização tiveram de intervir para que Zoey não fosse expulsa da escola, que considerava a forma como ela se vestia e seu comportamento inadequados.

“Percebi que não tinha de ser uma pessoa diferente e que podia ser eu mesma. Um mundo de possibilidades se abriu. Pude deixar o cabelo crescer e me vestir como realmente queria”, disse Zoey em entrevista à BBC Mundo.

Ofelia, por sua vez, conta que não foi uma decisão difícil a de deixar sua filha começar o tratamento, já que sabia dos problemas que transexuais enfrentam durante a transição para a idade adulta.

Drian Juárez, que trabalha como diretora do programa de fortalecimento econômico dos transexuais do Centro de Gays e Lésbicas de Los Angeles, passou por isso. “Como mulher tive de atravessar a puberdade masculina e isso, quando fui ficando mais velho, fez minha transexualidade mais visível, o que levou à discriminação, abuso e violência”, disse à BBC MUndo.

Juárez contou com o apoio da família, mas sofreu muitos abusos físicos e verbais durante a infância e adolescência. Quando entrou na idade adulta, isolada socialmente e sem poder pagar pelos tratamentos para fazer a transição, teve de se prostituir.

Juárez acredita que as mudanças dos últimos anos podem ser em parte atribuídas aos pais que têm cada vez mais informações, particularmente graças à internet. “Ver que agora os filhos podem expressar quem realmente são é incrível. Casos como o de Zoey me dão esperança. Esperança de que não terá de enfrentar tanta discriminação e poderá mostrar ao mundo sua verdadeira identidade”, afirmou.

Texto de Jaime González, da BBC Mundo. Para lê-lo na íntegra, acesse: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2014/10/16/transexual-de-13-anos-descreve-luta-por-aceitacao-nos-eua.htm

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Se você quer saber mais sobre o assunto, conheça o livro “Transexuais – Perguntas e respostas” (Edições GLS), do psicólogo Gerald Ramsey:

30002O que são transexuais? Por que desejam mudar de sexo? A terapia pode curá-los? Gerald Ramsey, um psicólogo que há vinte anos trabalha nas comissões de gênero que acompanham o processo de redesignação sexual, dá explicações claras e detalhadas para as dúvidas que mais ouviu de familiares e amigos de transexuais, e mesmo de seus colegas médicos e terapeutas. Inclui os procedimentos para diagnóstico de disforia de gênero do “Manual de diagnósticos e estatísticas americano” e as normas para diagnóstico e redesignação sexual da Associação de Disforia de Gênero Harry Benjamin.

 

29 DE AGOSTO, DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Faz 18 anos que a data foi instituída, desde que o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale) foi realizado em 1996 no Rio.

A data é séria e fala de combate a toda espécie de preconceito de gênero, da luta contra a discriminação e a opressão. Vários eventos estão acontecendo pelo Brasil para discutir políticas de direitos humanos e casos de sucesso.

O 1º Seminário Nacional de Lésbicas, organizado em 1996 pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj), teve um resultado simbólico: a letra L, de lésbicas, passou a fazer parte da sigla LGBT, firmando o compromisso do movimento homossexual com a pauta das lésbicas.

VangeLeonelParte das comemorações deste ano, na quinta-feira (28), em Brasília, a cantora paulistana Vange Leonel, morta aos 51 anos no último dia 14 de julho, recebeu uma homenagem. Além de cantora (Vange é a autora da música “Noite Preta”, tema de abertura da novela “Vamp”), ela era escritora e colunista. Escreveu os livros “Lésbicas”, “Baladas para as Meninas Perdidas” e “Grrrrls, Garotas Iradas”, além da peça teatral “As Sereias de Rive Gauche” e foi autora da coluna GLS da Revista da Folha, do jornal “Folha de São Paulo”.

Texto publicado no iGay em 29/08/2014. Para lê-lo na íntegra, acesse:
http://igay.ig.com.br/2014-08-29/no-dia-da-visibilidade-lesbica-29-de-agosto-o-igay-da-a-sua-contribuicao.html

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Conheça alguns livros das Edições GLS para o público feminino:

30037BALADA PARA AS MENINAS PERDIDAS
Autora: Vange Leonel

Imagine se Peter Pan, Wendy e Sininho fossem lésbicas à solta na noite de uma metrópole, e a Terra do Nunca uma boate da moda cheia de meninas perdidas?
Numa divertida releitura da clássica história, o novo livro de Vange Leonel retrata a cena clubber de jovens lésbicas modernas com toques de romance, música eletrônica, filosofia, fantasia e muito, muito sexo. Imperdível.

30038HEROÍNAS SAEM DO ARMÁRIO, AS
Literatura lésbica contemporânea
Autora: Lúcia Facco

Os romances lésbicos produzidos atualmente não chegam a ter o status de subliteratura, porém de paraliteratura: costumam ser ignorados tanto pela crítica quanto pela academia. Para preencher essa escandalosa lacuna, Lúcia Facco, mestre em Literatura Brasileira pela UERJ, analisa cinco romances escritos por e dirigidos a lésbicas. O formato de seu trabalho já lembra um romance, construído na forma de cartas que a personagem envia a amigas e professores a respeito de sua orientação sexual. Leitura acessível, raro estudo teórico sobre o tema.

30052ENTRE MULHERES
Depoimentos homoafetivos
Autora: Edith Modesto

Este livro traz depoimentos de mulheres lésbicas e bissexuais de várias idades, profissões e classes sociais. Os temas são variados: relações familiares, juventude, religião, trabalho e preconceito. Trata-se do relato vivo da experiência de cada uma dessas mulheres, que deixaram todo o conforto emocional do mundo convencional para viver a dura vida de homossexual em um país tipicamente machista.

30054AS LÉSBICAS
Mitos e verdades
Autora: Stéphanie Arc

Este livro destrincha as ideias preconcebidas sobre lesbianismo que circulam em nossa cultura e as comenta à luz de informações recentes e objetivas. Os temas vão de preconceitos sobre identidade, até concepções sociais. A autora aborda ainda a mistura de conceitos populares errôneos, as causas para que tenham se difundido, exemplos históricos e o que se sabe hoje a respeito do lesbianismo.

Veja todos os livros da GLS: http://www.gruposummus.com.br/edgls/?editora=edgls

COMO ENSINAR DIVERSIDADE ATRAVÉS DO CINEMA

Nota

30048
A convite da UNESP de Presidente Prudente (SP), Stevan Lekitsch, autor do livro Cine arco-íris (Edições GLS), irá proferir a palestra Como Ensinar Diversidade Através do Cinema. O evento ocorrerá no Centro Cultural Matarazzo, pertencente a Secretaria de Cultura da cidade, na sexta-feira (29 de agosto), às 19 horas.

Conheça o livro: http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1265/Cine+arco-%C3%ADris

REPORTAGEM DA REVISTA ISTOÉ CITA O LIVRO “A TV NO ARMÁRIO”

A edição 2303 da revista IstoÉ, publicada em 15 de janeiro, deu destaque para o livro A TV no armário (Edições GLS), do jornalista Irineu Ramos Ribeiro. A reportagem, intitulada “Um personagem contra o preconceito” – capa da edição – mostra como a atuação do ator Mateus Solano, 30057na novela Amor à vida, colocou o debate sobre a homossexualidade nos lares brasileiros. Leia a reportagem na íntegra: http://goo.gl/nwpdNB.

Em pleno século XXI, os meios de comunicação ainda abordam a questão da homossexualidade de forma preconceituosa. Embora se esforcem para ser “politicamente corretos”, na prática, são incapazes de lidar com a diferença. Para Ribeiro, a mídia, em geral, aponta a sexualidade com deboche, discriminação e caricaturização. No livro A TV no armário, ele analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.

Fruto de ampla pesquisa, desenvolvida durante dois anos, incluindo também a observação de toda a programação de TV, a obra abre caminhos para problematizar a maneira pejorativa como a comunidade LGBT é retratada na telinha. Ribeiro mostra, em quatro capítulos, que os meios de comunicação ainda precisam percorrer um longo caminho para retratar as diferenças de gênero, ajudando a reafirmar a identidade gay e a construir um mundo onde a diversidade seja respeitada. “A TV tem dificuldade de se pautar por abordagens que informam sobre a amplitude que o tema sexualidade implica. A consequência disso é que acabam se restringindo à reprodução de enfoques que estimulam o preconceito”, complementa o autor.

Ao longo da obra, o autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambiguidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1217/TV+no+arm%C3%A1rio,+A

MARILIA GABRIELA ENTREVISTA KLECIUS BORGES NESTA QUARTA, DIA 14 DE AGOSTO

O programa Gabi Quase Proibida, do SBT, apresentado por Marília Gabriela, entrevista nesta quarta-feira, dia 14 de agosto, à meia-noite, o psicólogo Klecius Borges. No bate papo, ele fala sobre homoafetividade, identidades sexuais, terapias de casais e do seu novo livro Muito além do arco-íris (Edições GLS). Veja programação no site da emissora: http://goo.gl/BqHBeh.

Será que os casais homossexuais têm os mesmos problemas de relacionamentos que os casais heterossexuais? As mesmas dúvidas, os mesmos dilemas, as mesmas preocupações? Para Borges, a resposta é simples: não. Pioneiro na aplicação da terapia afirmativa no Brasil – modalidade psicoterápica que se ocupa especificamente das questões comuns enfrentadas por esse público –, ele afirma que as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, segundo ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações.

No livro, o psicólogo começa a corrigir essa escassez de informação. Apresentando uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro//Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

JORNAL DAS DEZ, DA GLOBONEWS, ENTREVISTA KLECIUS BORGES NESTA SEXTA, 9 DE AGOSTO

O psicólogo Klecius Borges será entrevistado nesta sexta-feira, dia 9 de agosto, no Jornal GloboNews – Edição das 10h. Na entrevista, ele fala sobre a reação da família quando o filho assume a homossexualidade. Não perca!

Em seu novo livro – Muito além do arco-íris (Edições GLS), lançado em maio deste ano, Klecius  apresenta uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa. Segundo o psicólogo, as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, diz ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações. Na obra, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

Para saber mais sobre o livro, acesse:
http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/livro/1338/Muito+al%C3%A9m+do+arco-%C3%ADris

KLECIUS BORGES FALA SOBRE O PROJETO DA CURA GAY AO JORNAL DA CULTURA

O psicólogo Klecius Borges, especialista em terapia afirmativa e autor do livro Muito além do arco-íris (Edições GLS), concedeu entrevista ao Jornal da Cultura (TV Cultura), no dia 21 de junho. Ele falou sobre o polêmico projeto, batizado de Cura Gay, que foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Acompanhe a reportagem que começa aproximadamente aos 40 minutos: http://goo.gl/6Xv56

No livro Muito além do arco-íris, Borges apresenta uma seleção de casos tratados de uma perspectiva não heternormativa. Segundo o psicólogo, as questões sobre relacionamento estão no topo da lista dos assuntos levados ao consultório. O que falta para esse público, diz ele, é informação, já que são raras as referências ou representações sobre a natureza dessas relações. Na obra, ele aborda assuntos como autoaceitação, visibilidade social, homofobia e preconceito, abrindo caminho para a autorreflexão e a transposição de barreiras na busca de uma vida mais equilibrada e feliz.

“Por mais que certas questões relacionais sejam comuns a todos os indivíduos, afirmar que casais são casais, não importando sua orientação e identidade sexual, é no mínimo um reducionismo. Para mim, essa atitude é inaceitável”, diz Klecius.  Segundo ele, essa afirmação desconsidera as dinâmicas psíquicas e sociais envolvidas nas vivências e experiências de indivíduos e casais submetidos a uma cultura não apenas heteronormativa, mas muitas vezes opressora e dominada, ainda hoje, por práticas e atitudes fortemente discriminatórias.

Ao longo da obra, o autor fala sobre temas difíceis, como modelos de relacionamento, modalidades de casamento, traição, ciúme, luto, identidade sexual, compulsão sexual, solidão, homofobia internalizada, o ódio de si mesmo, a idealização do amor pelo outro.

Os casos relatados no livro são uma mistura de histórias e de pacientes que buscam uma solução para os seus conflitos. “Questões como visão patológica da sexualidade e preconceito em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à homoparentalidade, entre outras, além de específicas desse grupo, carregam em si um elevado teor emocional que requer uma escuta distinta”, avalia o psicólogo.

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AS EDIÇÕES GLS APOIAM A LUTA CONTRA A HOMOFOBIA

“Para o armário, nunca mais! – União e conscientização na luta contra a homofobia” é o tema da 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, marcada para o dia 2 de junho.

Para celebrar o Mês do Orgulho LGBT, as Edições GLS oferecem TODOS os seus livros com 30% de desconto, apenas de 29 de maio a 2 de junho. Corra e aproveite!

Para mais informações sobre o Mês do Orgulho LGBT, acesse: http://www.paradasp.org.br/

Confira todos os livros em promoção, acessando http://www.gruposummus.com.br/gruposummus/categoria/GLS e conheça abaixo alguns deles:
APARTAMENTO 41
Nelson Luiz de Carvalho

Depois de quinze anos de casamento, Leonardo decide sacrificar sua vida estável a fim de descobrir novos sentimentos e uma identidade verdadeira. Excluído dos padrões estabelecidos pela sociedade, o personagem deve enfrentar conflitos comuns a todos nós – Como encontrar novos parceiros? Que lugares frequentar? –, acentuados pelo preconceito e pela falta do contato diário com o filho de cinco anos.

De R$ 39,90                        Por R$ 27,90

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CINE ARCO-ÍRIS
100 anos de cinema LGBT nas telas brasileiras
Stevan Lekitsch

Entediado com os filmes em que o mocinho fica com a mocinha? Em que o bandido é mau e o mocinho é bom? Eles estão longe da sua realidade?
Seus dias de filmes chatos acabaram! Neste pequeno guia, os mocinhos choram e ficam com os mocinhos; as mocinhas amam e batem nas mocinhas; bandidos e bonzinhos acabam juntos.
A obra também traz histórias de bastidor, curiosidades técnicas e muito mais.

De R$ 71,00                        Por R$ 49,70

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GRRRRLS – GAROTAS IRADAS
Vange Leonel

A festejada cantora, compositora e autora da peça As sereias da Rive Gauche comenta aqui, com ironia e muito conhecimento de causa, os variados aspectos da vida, da cultura e dos relacionamentos das lésbicas modernas.

De R$ 39,90                        Por R$ 27,90

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SEXO SECRETO
Temas polêmicos da sexualidade
Claudio Picazio

Autor do também pioneiro “Diferentes desejos”, o psicólogo Claudio Picazio aborda aqui os temas mais espinhudos e freqüentemente expostos pela mídia, com grande distorção: papéis sexuais, homo e bissexualidade, garotos de programa, travestis, drags e perversões sexuais, entre outros. Organiza a matéria para que educadores possam usá-la na disciplina de orientação sexual e para tirar dúvidas de maneira clara e despreconceituosa, abrindo caminho para um exercício da sexualidade mais responsável e consciente pelos adolescentes.

De R$ 38,40                        R$ 26,90

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LADO B
Histórias de mulheres
Lúcia Facco

“Eu vi. Ou melhor, eu a vi. Vinha andando com um colega, completamente molhada. A roupa colando no corpo, mas isso eu não vi. Eu vi apenas nascendo, nos cabelos curtos lisos e negros, fios de água que escorriam lentamente pela nuca […]”. Histórias sensíveis, inteligentes, sutis, de mulheres que vivem seus amores por outras mulheres sem alarde nem culpa. Da mesma autora de As heroínas saem do armário.

De R$ 32,20                        Por R$ 22,50

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PARA A SUA JUKEBOX
Márcio El-Jaick

1989. O adolescente Caco está às vésperas de prestar vestibular, mas não sabe para que curso. Também está ciente de sua homossexualidade, mas não tem ideia do que fazer com ela. Diante dos hormônios em ebulição, ele já não consegue mais disfarçá-la. Na claustrofobia desse universo, com um tanto de culpa, um tanto de medo e muita vontade, aos poucos Caco criará uma matemática própria para resolver suas equações.

De R$ 65,90                        Por R$ 46,10