‘SETEMBRO AMARELO: AÇÕES CHAMAM A ATENÇÃO PARA O TRATAMENTO DA DEPRESSÃO’

Matéria de Flávia Albuquerque, da Agência Brasil, Publicada no UOL VivaBem em 02/09/2019.

Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha “Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema.

A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos) e participação do CVV (Centro de Valorização à Vida), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.

Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site do projeto, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.

“Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn, Elizabeth Bilevicius.

Depressão e suicídio

Segundo Bilevicius, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a doença como um problema que precisa ser tratado. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um ambiente social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse.

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.

O psiquiatra Teng Chei Tung, coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.

“Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou.

Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.

“Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.

Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/02/setembro-amarelo-acoes-chamam-a-atencao-para-o-tratamento-da-depressao.htm

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O psiquiatra Teng Chei Tung é autor da MG Editores. Conheça seu livro:

ENIGMA BIPOLAR
Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor:  Teng Chei Tung
MG EDITORES

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

‘ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA ESCOLA: O SEGREDO COMEÇA EM CASA’

Texto de Dr. Sylvio Renan, autor da MG Editores, publicado originalmente no Blog do Pediatra, em 11/08/2019

Mais um retorno às aulas e com elas a rotina da lancheira e a missão dos pais para torna-las atrativas e saudáveis. E nem sempre é uma tarefa fácil, uma vez que a tentação da bolacha recheada, o refrigerante, o salgadinho ou a batatinha frita da cantina ou de coleguinhas estão sempre presentes, não é mesmo?

Mas para tornar a resistência a essas tentações mais fáceis, é importante saber que ela se fortalece a partir dos hábitos bem estabelecidos na rotina da casa da criança.  Ou seja, se a família tem por hábito uma alimentação regrada, equilibrada, nutritiva, a criança naturalmente terá gosto por este tipo de alimentação e aceitará tanto uma lancheira mais saudável, quanto saberá selecionar elas mesmo os alimentos mais apropriados na cantina.

Mas e se os pais não cultivam o hábito da alimentação saudável em casa? Bom, nunca é tarde para começar, pela saúde da criança e de toda a família. E pode ser mais fácil do que muitos pensam desde que se respeite o tempo de cada um. Para os mais resistentes, pode-se começar aos poucos, com substituições que vão aumentando gradativamente até que toda a adaptação seja concluída.

Para todos os casos, o importante é não radicalizar, podendo-se estabelecer uma ‘folga’ para a criança e estipulando um dia em um período em que ela teria a lancheira ou a cantina com um alimento que foge da sua rotina equilibrada.

Além disso, é fundamental mostrar para seu filho que o lanche saudável não sinônimo de aparência ou gosto “ruim”, mas pelo contrário, pode ser muito atraente e gostoso, se feito com criatividade e os ingredientes certos.

Por aqui, algumas dicas para uma lancheira nutritiva

– Frutas: o ideal é não cortar, sob o risco de algumas ficarem escuras e tirarem o atrativo do sabor, e também inferir na perda de nutrientes até o a hora do recreio. Assim, prefira frutas pequenas que possam ser mordidas inteiras ou que possam ser descascadas na hora, tais como uva, morango, mini maça, banana.

– No lugar dos sucos artificiais, prefira os de fruta natural ou água de coco que, embora calóricos, são funcionais
– Derivados de leite sem corantes
– Pão ou biscoito integral, sem recheio
– Lanches naturais, com queijo branco no lugar dos processados (amarelo)

Para ler na íntegra, acesse:  https://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br/2019/08/11/alimentacao-saudavel-na-escola-o-segredo-comeca-em-casa/

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Conheça os livros do dr. Sylvio Renan, publicados pela MG Editores:

PEDIATRIA HOJE
Orientações fundamentais para mães, pais e cuidadores


Nesta obra, Sylvio Renan Monteiro de Barros selecionou os principais textos publicados em seu site, o Blog do Pediatra, e no portal Minha Vida. Seu olhar cuidadoso e sensato, permeado pelos ensinamentos de D. W. Winnicott e também pelas mais recentes atualizações da medicina, constitui um farol no caminho de pais, mães, cuidadores, educadores e profissionais de saúde.

SEU BEBÊ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS
Do nascimento aos 12 meses


Obra que reúne informações imprescindíveis para mães e pais de primeira viagem. Mas não se trata de um compêndio técnico sobre o “bebê-padrão”, e sim de um livro que aborda casos específicos atendidos pelo autor ao longo de três décadas de pediatria. Dividido em meses, traz perguntas e respostas sobre desenvolvimento físico e psicológico, alimentação, sono, comportamento, estímulos e cuidados com o bebê.


Quer saber mais sobre o assunto? Conheça também os livros na nutricionista Cláudia Lobo pela MG Editores:

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais


Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre


Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

‘EXERCÍCIO, DIETA, NÃO FUMAR, SORTE: O QUE REALMENTE PROTEGE VOCÊ DO CÂNCER?’

Matéria de Luisa Picanço, publicada no UOL VivaBem,
em 08/08/2019.

Câncer: está aí um tema que ainda assusta muita gente. Não é por menos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa é a segunda doença que mais provoca morte no mundo. No Brasil, a estimativa é que surjam 600 mil novos casos do problema por ano.

Por esse motivo, é comum pessoas questionarem o que funciona de verdade para evitar tumores, e se isso é realmente algo possível. A resposta é sim, pelo menos em algumas situações, e vamos mostrar a seguir o que realmente é capaz de inibir a doença.

Drible os fatores de risco Para começo de conversa, é importante saber que, mesmo que faça “tudo certo” –ou seja, leve uma vida só com bons hábitos –, qualquer pessoa pode ter câncer um dia. “Isso porque a idade é o principal fator de risco isolado da doença”, explica Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do A.C. Camargo Cancer Center.

Porém, de acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a Universidade Harvard (EUA), cerca de 114 mil casos de câncer no Brasil seriam inibidos com mudanças no estilo de vida que combatem os principais fatores de risco da doença, entre elas estão:

  • Não fumar;
  • Não se expor excessivamente ao sol;
  • Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados;
  • Manter-se no peso adequado e evitar a obesidade;
  • Ingerir ao menos cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia;
  • Praticar exercícios regularmente (ao menos 150 minutos por semana).

Segundo Mônica de Assis, médica sanitarista do Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), com essas atitudes é possível evitar, por exemplo, o câncer de pele, o câncer de pulmão, o câncer de boca, o câncer de cólon e reto, o câncer de mama e câncer de colo de útero, que são doenças passíveis de prevenção primária –ou seja, que o combate está associado ao estilo de vida.

Exames que ajudam a evitar a doença

Segundo o Inca, a prevenção secundária do câncer consiste em detectar a doença previamente e tratá-la no início ou até antes mesmo de se tornar um tumor –o que na maioria dos casos é determinante para o sucesso do tratamento.

Para isso, os médicos recomendam que exames periódicos sejam feitos na população de maneira geral, como no caso de mulheres entre 25 e 64 anos, que devem realizar o papanicolau anualmente nos dois primeiros exames e, se ambos tiverem resultado negativo, passar a fazer o teste a cada três anos. Essa é a principal forma de identificar lesões no colo do útero causadas pelo HPV (papiloma vírus humano), que podem virar um tumor.

Já o câncer de cólon e reto (no intestino) pode ter sua incidência reduzida com exames para identificação precoce e tratamento dos pólipos, lesões que podem progredir para um câncer.

Sem falar dos já conhecidos exames de PSA e toque retal, que devem ser realizados regularmente pelos homens a partir dos 50 anos para a detecção do câncer de próstata; e a mamografia, que o Inca recomenda que seja feita anualmente pelas mulheres também após os 50 anos, para prevenção do câncer de mama.

Vacinas que previnem tumores

Sim, existe ainda a possibilidade de inibir a doença com imunizações. É o caso do câncer do colo do útero e do câncer de fígado. Para o primeiro, existe no SUS (Sistema Único de Saúde) a vacina contra HPV, que deve ser dada para meninos e meninas com idade entre 9 a 14 anos.

Já o câncer de fígado está associado à infecção pelo vírus da hepatite B, e a vacina é um importante meio de evitar o problema.

E a questão genética?

Segundo o Inca, são raros os casos de cânceres que ocorrem exclusivamente devido a questões hereditárias. No entanto, existem fatores genéticos que podem tornar algumas pessoas mais sensíveis à ação de agentes ambientais (cigarro, obesidade, álcool etc.) que causam câncer.

“Quando há história de câncer na família é possível fazer um aconselhamento genético”, recomenda Lopes. Isso significa ir a uma ou mais consultas com um geneticista ou oncogeneticista para identificar o possível risco de desenvolver tumores. Assim, se necessário, a pessoa pode iniciar um tratamento precoce para evitar a doença ou atenuar consequências mais graves.

Se existe o risco hereditário também é recomendado que os exames de detecção precoce sejam realizados muito mais cedo do que para o restante da população.

Vale ressaltar que, para boa parte dos cânceres, somente 5% a 15% dos casos são hereditários e, geralmente, as mutações no DNA das células que levam ao surgimento de tumores são adquiridas ao longo dos anos, devido a um estilo de vida inadequado.

Câncer é uma questão de falta de sorte?

Há alguns anos, um trabalho científico realizado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins (EUA) levantou uma discussão se o câncer não seria apenas uma questão de falta de sorte.

No estudo, falou-se sobre a probabilidade de ocorrência de algum erro no momento da divisão celular –fenômeno que ocorre normalmente no nosso organismo ao longo de toda a vida –, gerando uma nova célula defeituosa.

Normalmente, nosso corpo é programado para reconhecer esses erros e destruí-los, mas, se esse mecanismo falhar, podemos ter a replicação dessa célula e a formação de um tumor. Há pessoas que nunca vão desenvolver alguns tipos de câncer apenas por seus bons hábitos, mas há pessoas que vão mesmo com um estilo de vida adequado. Na dúvida, para não contar só com a sorte, a recomendação é evitar se expor aos possíveis causadores.

“Sabemos que alguns vírus e hábitos elevam o risco da doença, mas o fato é que o conhecimento científico não consegue ainda explicar porque a presença de fatores ambientais e mesmo hereditários podem resultar em um câncer em alguns indivíduos e em outros, não” explica Almeida.

Portanto, é fundamental para a prevenção de tumores seguir a máxima de fazer exercícios regularmente, manter-se no peso ideal, realizar um check-up médico periódico, ter uma alimentação saudável, evitar o cigarro ou produtos ligados ao tabaco, maneirar no consumo de álcool e de alimentos ultraprocessados e proteger-se do sol.

Fontes: Mônica de Assis, médica sanitarista da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva); Liz Almeida, médica epidemiologista e chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca; e Ademar Lopes, cirurgião oncológico e vice-presidente do A.C. Camargo Cancer Center.

Para ler na íntegra, acesse:
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/08/08/treino-dieta-vacina-sorte-o-que-voce-realmente-ajuda-a-evitar-o-cancer.htm

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Quer saber mais sobre o assunto?  Conheça o livro:

CÂNCER E PREVENÇÃO
Organizadores: Ricardo CaponeroArtur Malzyner
MG EDITORES



Voltado para leigos, este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar, explica o que é câncer e como preveni-lo; aborda a prevenção primária por meio de cirurgias, medicamentos, alimentação adequada e hábitos saudáveis; esclarece sobre a importância do diagnóstico precoce; e fala sobre os principais tipos de tratamento existentes. Fundamental para pacientes, familiares, psicólogos, enfermeiros etc.

‘CUIDADOS AO FINAL DA VIDA: ENTENDA A IMPORTÂNCIA DOS TRATAMENTOS PALIATIVOS’

Artigo de Dante Senra, originalmente em sua coluna no
UOL VivaBem, em 15/06/2019

Os cuidados ao final da vida, também chamados de paliativos, tornaram-se uma especialidade da medicina. A palavra paliar etimologicamente vem do latim palium, que significa proteção. O termo era usado para nomear o manto que os cavaleiros usavam na época das cruzadas para protegê-los do vento, frio e tempestades pelos caminhos que percorriam.

Os médicos que escolhem esta especialidade exercem a arte de cuidar com competência e humanidade dos pacientes e familiares diante da finitude da vida. Em outras palavras, promovem qualidade de vida diante das doenças diante das doenças que ameaçam sua continuidade, prevenindo e aliviando o sofrimento através do tratamento da dor e de outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual.

Ao contrário do que se imagina, nestas condições são acrescidos cuidados, e não retirados. Esses cuidados tem como princípios básicos a aceitação dos valores próprios e prioridades dos pacientes, afirmando a vida e encarando a morte como processo natural. Assim, centram-se no bem-estar do indivíduo doente, ajudando-o a viver intensamente quanto possível até o fim. Baseia-se na disponibilidade e compaixão e somente é prestado quando bem aceito pelo paciente e familiares.

Por que isso é importante?

Tamanha é a obviedade desta pergunta que parece até estranho explicar por que aliviar a dor, mas cabe aqui um reforço. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) cerca de 18 milhões de pessoas morrem com dor desnecessária todos os anos no mundo devido acesso inadequado ao tratamento. Na tentativa de amenizar este problema, em 2012, autoridades da saúde de mais de 200 países aprovaram a primeira resolução de Cuidados Paliativos na Assembleia Mundial de Saúde. A ideia era viabilizar o acesso e tornar os cuidados paliativos como tratamento de prioridade.

Talvez as únicas coisas que podem amenizar a dor da perda (se é que é possível isso) são a sensação de realização plena de nossas tarefas e obrigações como familiares e médicos, bem como a certeza que o sofrimento do paciente foi abortado ou pelo menos reduzido em grande parte.

Por isso os pilares do tratamento paliativo baseiam-se no controle dos sintomas nesta difícil fase da vida (dor, fadiga, falta de ar, insônia, falta de apetite, distúrbios gastrointestinais e alterações cognitivas) e no apoio a família. Para tal, uma equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiras, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e até fonoaudiólogas) com formação específica na área é fundamental.

No cuidado paliativo todo o esforço é feito para que o paciente permaneça autônomo, com preservação de seu autocuidado sempre que possível. Apesar do número de doenças cardiovasculares e doenças infectocontagiosas estarem aumentando em nosso país e os números da violência serem assustadores, ainda é bem maior, segundo o DATASUS, a possibilidade de se morrer de uma doença crônica. Portanto, a necessidade desse cuidado pode não estar tão distante de nós.

Principais dificuldades dos cuidados paliativos

Somente não é possível a aplicação de cuidados paliativos quando a morte se instala de maneira súbita por doença, violência ou acidente. Mas, mesmo assim, sua aplicabilidade na prática é reduzida em nosso país. Diversos são os fatores dificultadores da atuação dos paliativistas.

A inclusão destes cuidados na atenção básica não ocorre. Outro fator que dificulta demais a sua aplicabilidade é quando estes cuidados são indicados na residência pois o preço alto dos medicamentos e o armazenamento, distribuição e descarte de opiáceos (medicamentos para dor controlados) praticamente inviabilizam o tratamento.

Mas, sem dúvida o maior dos obstáculos é o preconceito. Os profissionais desta área precisam vencer não só o preconceito de falar de cuidados paliativos tanto dos pacientes quanto dos familiares, como também a frustração do paciente devido a falência do tratamento da doença de base.

Com o entendimento de que a vida é finita a aceitação de cuidados paliativos talvez seja mais fácil, mas até hoje, famílias e pacientes ouvem de médicos e profissionais de saúde a frase “não há mais nada a fazer”. A médica inglesa Cicely Saunders sempre refutava: “ainda há muito a fazer”. Em 1967, ela fundou o St. Christopher´s Hospice, o primeiro serviço a oferecer cuidado integral ao paciente, desde o controle de sintomas, alívio da dor e do sofrimento psicológico. Até hoje, o St. Christopher é reconhecido como um dos principais serviços no mundo em Cuidados Paliativos e Medicina Paliativa.

Ela faleceu em 2005, em paz, sendo cuidada no St. Christopher. É dela a expressão que norteia e inspira essa excepcional especialidade médica: “Eu me importo por você ser você, eu me importo até o ultimo momento da sua vida e faremos de tudo o que está ao nosso alcance, não só para ajudar você a morrer em paz, mas também para você viver até o dia da sua morte!”

Para ler na íntegra, acesse:
https://vivabem.uol.com.br/colunas/danta-senrra/2019/06/15/cuidados-ao-final-da-vida.htm

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Se você é profissional de saúde e quer saber mais sobre o assunto, conheça:

CUIDADOS PALIATIVOS
Diretrizes para melhores práticas
Organizadores: Ricardo CaponeroMarcella Tardeli Esteves Angioleti SantanaAna Lucia Coradazzi
MG EDITORES



O conhecimento do ser humano evolui continuamente em todas as áreas. Na medicina, porém, o avanço de uma ampla gama de tecnologias voltadas para o prolongamento da vida – desejo primitivo dos seres humanos – deu lugar à tecnocracia. Esse movimento iludiu leigos (e muitos profissionais) e criou mitos, sobretudo o de que a morte poderia ser vencida. O problema é que essa obstinação terapêutica é hoje, muitas vezes, fonte de sofrimento – e paradoxalmente pode resultar no abreviamento do tempo de vida.
Assim, é fundamental resgatar a qualidade do cuidar, não só do ponto de vista biológico, mas também mental e espiritual. Não se trata de abandonar o desenvolvimento tecnológico, mas de integrá-lo à visão plural de cuidado.
Partindo desse pressuposto, esta obra – escrita por uma equipe multidisciplinar – se baseia numa prática integrativa, na qual todas as áreas de conhecimento trabalham juntas na busca da melhor qualidade de vida e da dignidade humana. Dividida em 16 capítulos, ela oferece protocolos seguros e eficazes que aliviam os principais sintomas dos pacientes que demandam atenção paliativa e traz uma série de opções de tratamento. Também são abordados temas como plano avançado de cuidados e diretivas antecipadas de vontade, além dos cuidados de fim de vida. Trata-se de uma referência fundamental num campo que está em franco desenvolvimento.

‘PESQUISA DA USP CHEGA A TRATAMENTO INÉDITO PARA FIBROMIALGIA’

De Gabrielly Borges e Pedro Teixeira, da Agência de Inovação da USP,
publicado no UOL VivaBem em 11/05/2019

Existe um novo meio de combate à fibromialgia, criado e aplicado por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, que conseguiu controlar a dor da fibromialgia em 90% dos pacientes. O tratamento é chamado de fotossônico e realizado a partir de um equipamento, considerado pioneiro no mundo, desenvolvido pela equipe que realiza a aplicação conjugada de ultrassom e laser terapêutico, de baixa intensidade. Tanto o protocolo da terapêutica como o aparelho utilizado são considerados inéditos.  Tradicionalmente, se apela à fisioterapia, realizada nos locais da dor, chamados de pontos gatilho ou tender point. O fotossônico, por sua vez, é aplicado em toda a palma da mão, sendo apenas três minutos em cada uma, duas vezes por semana. São necessárias dez sessões.

“O aparelho de ultrassom já é usado tradicionalmente na fisioterapia, em reabilitações. A propagação de ondas sonoras promove uma agitação e aquecimento nos tecidos biológicos, estimulando vasos sanguíneos, homogeneizando e melhorando a eficiência das ações metabólicas, enquanto o laser atua por meio da penetração da luz no nível bioquímico. Assim, desencadeia a liberação de endorfinas, inibindo a dor. Além disso, a emissão tem efeito regenerativo, como comprovado em diferentes casos de reabilitação, ou mesmo em cirurgias plásticas, na reposição de colágeno. A sobreposição dos dois métodos concilia os estímulos, gerando um resultado ampliado”, explica o professor Vanderlei Bagnato, diretor do IFSC ao Jornal da USP no Ar.

O físico conta que o método de tratamento da fibromialgia foi descoberto em um processo mais amplo. A empresa Finep buscou o IFSC para financiar uma pesquisa acerca de bisturis ultrassônicos. Como o Brasil não tem tecnologia na área, é obrigado a importar, resultando em um preço proibitivo das cirurgias laparoscópicas. Esse instrumental está em processo final e logo estará no mercado, mas o trabalho dos pesquisadores rendeu mais.

“O aprendizado desembocou no desenvolvimento de uma terapêutica para artrite e artrose, tanto em membros inferiores (principalmente joelho) como superiores (sobretudo mãos). Em um processo que já dura sete anos, mais de 500 pacientes já passaram por nós. O protocolo de ação teve muito sucesso, pessoas que não se locomoviam voltaram a ter um dia a dia independente. E, inspirados nisso, testamos o tratamento para a fibromialgia.” O professor relata que se trata de uma doença complexa, com diagnóstico difícil, que ninguém entende bem as causas. Os resultados foram novamente positivos, entre 60% e 70% tiveram um alívio muito bom da dor. Outra faixa reagiu em cerca de 50% ao tratamento, segundo os parâmetros de medição de incômodo. Isto é, conseguiu dormir mais facilmente e deixou de ter palpitação em certo lugar, mas ainda sente o quadro. E 10% não sentiram nenhum efeito. “São números expressivos, pois já tivemos muitos pacientes e a tendência é de melhora”, argumenta Bagnato.

Esses aparelhos estão em fase final de aprovação na Anvisa. Depois disso, essas inovações chegam de fato à sociedade. O professor salienta a importância do retorno dos profissionais, a partir do momento que têm essas ferramentas em mãos. Só assim se sabe o real efeito da pesquisa para o País, até para fora, dando a contrapartida necessária para a ciência também avançar. Além disso, o docente ressalta que todo cidadão do Estado de São Paulo, grosso modo do Brasil, tem a USP no seu dia a dia. “Seja por logística de transporte e construção civil, ou saúde, biotecnologia, novos fármacos, vacinas e até meio ambiente. Há um esforço geral de todas as universidades para contribuir.”

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/11/pesquisa-da-usp-chega-a-tratamento-inedito-para-fibromialgia.htm

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Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça o livro:
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FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘FALAR SOBRE BENEFÍCIOS DOS ALIMENTOS AJUDA A MELHORAR HÁBITOS DE CRIANÇAS’

Matéria de Roberta Jansen e Ana Paula Niederauer, do Estadão Conteúdo, e reproduzida no UOL VivaBem 09/05/2019

Reza uma das histórias mais queridas de especialistas em alimentação do mundo todo que quando as tiras do marinheiro Popeye surgiram, na década de 1930, o consumo de espinafre disparou entre crianças. Seria mesmo eficaz relacionar os benefícios dos alimentos de forma lúdica? Um estudo publicado nesta semana na revista científica Journal of Nutrition, Education and Behavior garante que sim.

Explicar para as crianças os benefícios de cada alimento é uma estratégia eficaz para fazer os pequenos comerem de forma mais saudável. A conclusão é de um estudo da Universidade Estadual de Washington e da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que frases como “se você comer lentilhas, vai ficar mais forte e correr mais rapidamente” eram mais eficientes para convencer crianças a comerem do que apenas oferecer os alimentos sem nenhuma explicação.

O trabalho revela que há o dobro de chance de as crianças aceitarem as comidas mais saudáveis quando são informadas sobre os benefícios em termos que possam entender.

“Toda criança quer ser forte, rápida, pular mais alto”, diz a principal autora do estudo, Jane Lanigan, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Universidade Estadual de Washington. “Com esses argumentos, as comidas ficam mais atraentes.”

A primeira infância é um período crítico para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. Mas, em um mundo repleto de ofertas de fast-food e doces, a maioria das crianças tem dificuldade de aceitar algumas refeições.

Para entender a importância da informação agregada, os especialistas ofereceram alimentos saudáveis a um grupo de 87 crianças de 3 a 5 anos. Antes de o experimento começar, pediram às crianças que informassem o quanto gostavam de quatro comidas: pimentão, tomate, quinoa e lentilha. Durante as seis semanas da experiência, os pesquisadores ofereceram os alimentos que as crianças menos gostavam com informações sobre os benefícios. Os demais alimentos eram oferecidos sem nenhuma explicação.

“Um mês depois do fim do experimento, descobrimos que as crianças estavam comendo o dobro dos alimentos sobre os quais receberam explicações, em comparação com os demais”, afirmou Jane.

A pesquisadora, que tem dois filhos, disse que poderia ter feito as coisas de forma diferente, se tivesse as informações que têm hoje. “Muitas vezes dizemos aos pais o que as crianças devem comer, mas não como fazê-las comer. E isso é muito importante.” O horário das refeições, diz, é um bom momento para que os pais estimulem a exploração de diferentes alimentos.

Exemplo

O pediatra Roberto Cooper, da Universidade Estácio de Sá, diz que a conversa com a criança é sempre crucial. Mas, segundo ele, o exemplo da família também é importante. “Não dá para cobrar da criança uma alimentação saudável, se a família não come de forma saudável. O exemplo de casa é anterior à explicação. Estamos falando de crianças de 1 ano e meio, que nem falam.”

A profissional de Educação Física Luciana Tella, mãe de Letícia, de 2 anos, sabe da importância do exemplo. Ela conta que a alimentação saudável é seguida tanto em sua casa como na dos avós. “Procuramos sempre comer salada, legumes e poucas frituras – e mais assados.”

Mãe de Gustavo, de 9 anos, e Vinícius, de 4, a empresária Rosana Venceslau também aposta no incentivo em casa, principalmente para o caçula, mais seletivo. Nesta Páscoa, aproveitou para falar da cenoura. “Para você correr como o coelhinho corre e enxergar bem igual ao coelhinho, tem de comer cenoura”, disse a Vinícius. “Ele prestou atenção e consegui convencê-lo”, garante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/05/09/falar-sobre-beneficios-dos-alimentos-ajuda-a-melhorar-habitos-de-criancas.htm?cmpid=copiaecola

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Tem interesse no assunto? Conheça :

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere falimentaormas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

 

‘ANSIEDADE E DEPRESSÃO PODEM OCORRER AO MESMO TEMPO?’

Matéria de Amanda Massarana, publicado originalmente no UOL VivaBem,
em 09/05/2019.

A ansiedade e a depressão são problemas distintos, cada um com suas próprias características, e muitas vezes são até considerados opostos. Porém, na realidade, essas duas condições podem, sim, coexistir em uma mesma pessoa. Fato é que tanto a ansiedade quanto a depressão envolvem comportamentos que atrapalham muito a rotina, gerando um alto prejuízo social, profissional e nos relacionamentos interpessoais de forma geral.

Ansiedade e depressão juntas: como começa?

Mas, afinal, a ansiedade leva à depressão ou é o contrário? Não há como saber exatamente. “Muitas vezes os sintomas acontecem simultaneamente e a relação entre eles pode não ser tão simples de ser identificada”, afirma o psiquiatra Fernando Fernandes, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Para tentar traçar esse caminho, o psicólogo André Rabelo, pesquisador de pós-doutorado da UnB (Universidade de Brasília), traz o exemplo de uma pessoa com depressão. Esse quadro gera uma situação de falta de controle, porque a pessoa se vê triste, sem energia e, mesmo tendo motivos para fazer o que precisa, ela não tem ânimo. Ao passar muito tempo assim, pode-se gerar uma angústia tão grande que pode levar à ansiedade. Da mesma forma, uma pessoa com ansiedade que sofre muito com preocupações excessivas, acaba pensando obsessivamente em uma mesma questão e não consegue regular isso. Então, com o passar do tempo e o sofrimento dessa condição, ela vai ficando debilitada, se achando inferior, menos capaz. Tudo isso vai deixando-a desesperançosa, melancólica, chegando aos sintomas da depressão.

No entanto, Fernandes reforça que é preciso compreender que existe uma diferença entre ter o sentimento de ansiedade e ter de fato um transtorno ansioso, como transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno do estresse pós-traumático, por exemplo.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

Como saber se tenho depressão e ansiedade

Uma pessoa que esteja convivendo com os dois problemas poderá apresentar os sintomas comuns de depressão e de ansiedade, como também pode não ter os sintomas tão explícitos. Fernandes afirma, inclusive, que existem diversos casos em que o paciente busca ajuda querendo tratar a ansiedade, mas que na verdade essa pessoa tem um quadro depressivo e não sabe.

“Já em outros casos, a pessoa tem a depressão e tem a associação de um transtorno ansioso, aí nós chamamos isso de comorbidade”, ele afirma. Dessa forma, a maneira mais segura de conseguir um diagnóstico e, consequentemente, o melhor tratamento é buscando ajuda especializada.

Sintomas de depressão e ansiedade

Conheça mais sobre os sintomas de cada uma das condições:

– Depressão: é caracterizada por sintomas como humor deprimido, juntamente com a diminuição do prazer, desde as atividades diárias até a perda da libido. Alterações de apetite, como aumento ou diminuição, assim como desregulação do sono também podem ocorrer, além de quadros de fadiga, cansaço, indisposição, sentimento de culpa e inadequação e dificuldade para se concentrar.

– Ansiedade: temos como característica a ansiedade em si como conhecemos, a preocupação excessiva, não necessariamente com um foco. Essa preocupação não é controlada pelo indivíduo, é uma invasão da mente. Junto com a ansiedade, pode surgir a inquietação, o nervosismo, a fadiga e o cansaço, além da dificuldade para se concentrar. Também pode haver alterações de sono, mas nesse caso, o sono se torna mais leve e com pouca qualidade. Entre os sintomas físicos, estão a falta de ar, o suor, a mão gelada, boca seca, tontura e náusea.

Prevenção e tratamento

Para entender se é hora de procurar ajuda especializada, o melhor é observar os seus sintomas. O que vai ser determinante é a intensidade e a frequência com que eles aparecem no dia a dia. “Estar ansioso antes de uma prova é comum, mas sentir-se assim todo dia, a maior parte do dia não, já é um indicativo de algo mais sério”, diz psicóloga Juliana Leonel, professora do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. O mesmo serve para a depressão.

Fernandes acrescenta que existem tratamentos medicamentosos que podem ajudar a tratar a depressão, o transtorno ansioso e a depressão ansiosa, além de terapias, que são uma excelente forma de tratamento. “Para transtornos ansiosos e depressão, a terapia cognitivo comportamental funciona muito bem e é o método com uma maior evidência de eficácia”, ele destaca.

Entretanto, o ideal é estar atento para se prevenir dessas condições, apostando em qualidade de vida, melhora da rotina, em boas noites de sono e na alimentação. E, se sentir que algo está errado, não tente ignorar o problema, busque ajuda, seja de um psicólogo ou psiquiatra. “Não há porque ter vergonha e estigma em procurar um profissional da saúde mental. Ao reconhecer os sintomas, procure ajuda porque quer ficar bem, porque está preocupado com a sua saúde”, finaliza Leonel.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/09/ansiedade-e-depressao-podem-ocorrer-ao-mesmo-tempo.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

transtornoestressTRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, estressesobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘NÃO VACINAR PODE CAUSAR IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS’

Matéria de Luiza Tiné publicada originalmente no Blog da Saúde,
do UOL VivaBem, em 08/04/2019.

Sabia que no dia Mundial da Saúde o tema de destaque é imunização? Há 50 anos, o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Nessa época, o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. O impacto familiar, social, econômico e no sistema de saúde era grande.

Para entender melhor, os hospitais tinham enfermaria só para cuidar desses pacientes infectados por essas doenças, que atualmente são prevenidas por meio da vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). “À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização. A coqueluche, por exemplo, traz sequelas irreversíveis. “Faz com que a criança fique internada na UTI, e ela pode ir a óbito três dias depois de ter sido contaminada. Então, você imagina a sobrecarga para a família que vai ter que cuidar para sempre dessa pessoa”, conta Carla.

Além disso, uma consequência da redução no número de crianças vacinadas são as sequelas e a sobrecarga para os serviços de saúde que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que podem ser evitadas por meio da vacinação. “A vacina além de ser um mecanismo de proteção, evita o adoecimento, e sequelas irreversíveis como cegueira, surdez, paralisia infantil”, alerta a coordenadora.

Impactos familiar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas como explicar isso para sociedade, que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Sabemos que as pessoas podem escolher, mas o problema é que, será que todas sabem que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. “Nós tivemos agora um surto de sarampo que tiveram ocorrência de mais de 10 mil casos, com 13 mortes em crianças menores de 5 anos. Crianças que poderiam estar conosco, poderiam ter um futuro pela frente e não estão não mais com a sua família, porque não foram devidamente vacinadas” , relata a coordenadora.

Segundo a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova geração de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Morejon destaca ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Karen. Ela lembra que todas as vacinas necessárias são oferecidas pelo SUS.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância das campanhas e do combate aos movimentos antivacinas. “No caso do sarampo, o desenvolvimento neurológico é afetado, que vai afetar o desenvolvimento cognitivo dela para o resto da vida, ou seja, essa criança, ela vai ter dificuldade de aprendizagem, ela pode ter outros problemas de saúde que podem inclusive levar a morte, é isso que a população precisa entender”, comenta Domingues.

Impactos Social

Diante dessas preocupações, os que pensam que o problema é unicamente combater as doenças, estão totalmente equivocados, o impacto econômico e social é assustador. “Quando temos um surto as pessoas deixam de visitar nosso país, ou seja, o turismo diminui, os eventos internacionais tendo menos circulação de dinheiro no momento em que mais precisamos”, comenta Domingues.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além disso, Carla Domingues explica as consequências econômicas. “Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração”, explica.

Olhando para a causa

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde passou a olhar com mais cuidado o problema da baixa cobertura vacinal. “Há um movimento para resgatar a credibilidade da vacina e fazer com que a população entenda todos esses problemas pela falta de vacina”, alerta Carla. Para ela, o próprio sucesso do programa de imunização erradicando as doenças, fez com que os pais deixassem de vacinar seus filhos achando que as crianças não pegariam mais as doenças.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes.

 

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/08/nao-vacinar-pode-causar-impactos-sociais-e-economicos.htm

 

Saiba mais sobre o assunto com o livro:

VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

 

‘DORMIMOS CADA VEZ MENOS, E ISSO TRAZ IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE’

Publicado no Blog de Luiz Sperry, no UOL Viva Bem, em 01/04/2019.

O sono é o primeiro a ser sacrificado. Entre os estímulos vertiginosos que se apresentam na contemporaneidade, cada vez mais no virtual e menos no real, é bem verdade, o sono vai sendo encurtado por ambas as bordas. Nunca se dormiu tão tarde, embora já se tenha madrugado mais. De fato não vivemos numa época propícia para se dormir.

Não deixa de ser curioso que isso ocorra justamente numa época em que as pessoas saem tão pouco de casa. As supostas comodidades, como os serviços de streaming, tornaram hábitos como o cinema deveras obsoletos. E mesmo um passado próximo, como as locadoras que abundavam até o final do século passado, parece há anos-luz de distância da nossa realidade atual. A cena em que a Capitã Marvel despenca dentro de uma loja da Blockbuster me trouxe uma nostalgia assustadora.

E mesmo a noite, que era uma criança, envelheceu. Os mais novos, que sempre tiveram mais energia e menos compromissos, já não saem tanto como antes. Alguns dizem que a balada está morrendo e a culpa, claro, é dos millenials. Mas estas questões envolvem uma série de fatores sociológicos que as rixas geracionais sempre simplificam de maneira porca. A começar pelo modo que as pessoas se conhecem e interagem entre si. Há pouco mais de 10 anos era muito improvável que as pessoas se conhecessem através da internet ou por aplicativos de celular. Nem havia propriamente aplicativos. Se você queria conhecer alguém tinha que ser na raça. E isso demandava um monte de tempo, dinheiro e álcool. Hoje em dia é impensável sair, beber e dirigir como minha geração fazia. A civilização sempre cobra um preço.

As cidades se tornaram grandes e o transporte não acompanhou. Tudo é um pouco mais longe e mais difícil do que era antes. Mais cheio, mais caro. Não é de se estranhar que as pessoas fiquem cada vez mais tempo dentro de casa. Mas também estão quase sempre conectadas. O fato de passarmos a maior parte do tempo olhando para uma tela bem de pertinho acabou por afetar nosso funcionamento biológico e comportamental. Quase todas as pessoas desenvolveram algum grau de miopia funcional em decorrência do uso prolongado (excessivo?) de dispositivos eletrônicos que fazem com que nossos olhos passem o tempo todo fixando pontos muito próximos a eles.

O nosso sono também se prejudica por isso. Sabemos que a luminosidade no período noturno inibe a nossa produção de melatonina, que é o principal hormônio regulador do sono e do ritmo circadiano. A melatonina é importante não apenas no adormecer, mas também no despertar. De modo que o uso desses aparelhos muito frequentemente leva a uma desorganização da estrutura do sono. Porque não basta dormir. O sono deve ter todas suas fases, incluída ai a fase REM, onde ocorrem os sonhos. Além de dormir, é preciso sonhar.

Sabemos que a produção de melatonina diminui com a idade. Não é de se estranhar pois, que os idosos durmam menos. Não é de se estranhar pois, que com o envelhecimento da população, a qualidade do sono em geral venha piorando. Uma evidência a esse respeito é o consumo brutal de medicações para dormir. E inclusive, suprema graça, da própria melatonina que já não produzimos de forma suficiente. Estamos nos tornando velhinhos insones, ligadaços na tela do celular. E isso não é culpa dos millenials.

Para ler na íntegra, acesse:
https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2019/04/01/dormimos-cada-vez-menos-e-isso-traz-implicacoes-para-a-saude/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da MG:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz

Quando os problemas de sono se repetem com frequência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.