‘A DESCOBERTA DE UMA FRAUDE EM PESQUISA SOBRE AUTISMO’

………………………………………..Matéria de Fabiana Cambricoli, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, em 17 Setembro 2018

Jornalista desmascarou médico que mentiu em estudo relacionando vacinação com ocorrência de autismo

Foi numa trivial entrevista com uma mãe ativista antivacinas que o jornalista britânico Brian Deer percebeu que havia alguma coisa errada no estudo científico publicado em 1998 que ligava a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) à ocorrência de autismo.

Conduzida pelo médico britânico Andrew Wakefield e publicada na The Lancet, uma das revistas científicas mais renomadas do mundo, a pesquisa acompanhou 12 crianças que desenvolveram transtornos de desenvolvimento dias após serem vacinadas. Depois da divulgação do estudo, as taxas de cobertura dessa vacina no Reino Unido começaram a cair ano a ano, chegando ao seu nível mais baixo em 2003, com apenas 79% da população imunizada.

VACINAÇÃO

Foi nesse contexto que o então repórter do The Sunday Times, de Londres, resolveu investigar a controvérsia em torno da tríplice viral e descobriu uma das maiores fraudes da história da ciência mundial: o médico responsável pelo estudo havia manipulado dados dos paciente por interesses próprios.

“Quando entrevistei essa ativista, mãe de uma das crianças do estudo, vi que as informações que ela me passava não batiam com nenhum dos casos relatados na pesquisa. Achei estranho e fui procurar quem tinha financiado esse estudo. Foi então que descobri que Wakefield havia sido contratado por advogados para produzir dados contra a vacina para que eles pudessem ganhar dinheiro processando os fabricantes do produto”, resumiu Deer, em entrevista exclusiva ao Estado, concedida na semana passada, quando esteve em São Paulo para participar de um seminário do Instituto Butantã sobre os desafios da educação e da comunicação sobre vacinas.

Após a publicação da primeira reportagem sobre a fraude no estudo, em fevereiro de 2004, o jornalista continuou investigando Wakefield e descobriu outros conflitos de interesse. “Reunimos informações que mostravam que ele tinha registrado a patente da sua própria vacina contra o sarampo, que ele dizia ser mais segura.”

Até mesmo uma estratégia de Wakefield para negar as acusações acabou comprovando a fraude. “Ele resolveu me processar por causa das reportagens e, na ação, seus advogados de defesa anexaram os prontuários médicos dos pacientes que participaram do estudo. Nesses documentos, comprovamos que ele havia manipulado os dados. Em alguns casos, por exemplo, os pacientes relatavam que os sintomas de autismo tinham começado antes da vacinação e Wakefield falava no estudo que haviam começado dias depois da imunização”, diz o jornalista.

A série de matérias seguiu até 2010, quando o médico teve o registro profissional cassado e o periódico The Lancet revogou a publicação do artigo fraudulento.

Mesmo com tantas evidências de que o estudo foi manipulado e com diversas pesquisas posteriores demonstrando que o imunizante não causa autismo, movimentos antivacina no mundo, inclusive no Brasil, seguem disseminando a informação como verdade e acreditando em Wakefield – que hoje espalha suas ideias antivacina nos EUA.

Para Deer, essa crença permanece por três motivos: (1) as pessoas nem sempre têm condições de discernir a informação correta das chamadas fake news; (2) há uma crise de confiança em profissionais e instituições, o que faz os pacientes preferirem acreditar em dados divulgados em redes sociais do que nos seus médicos; (3) e os pais de crianças com transtornos de desenvolvimento que acreditam que o problema foi ocasionado pelas vacinas são constantemente usados por pessoas como Wakefield para comprovar suas teses.

Caminho

Para Deer, a busca pela informação séria e baseada em evidências é o melhor caminho contra as fake news que prejudicam a saúde pública. “Podemos comprovar isso vendo a situação do Reino Unido em meio ao surto atual de sarampo na Europa. As taxas da doença lá não são tão altas como as da Grécia e Itália justamente porque a fraude de Wakefield ficou muito conhecida e as pessoas voltaram a se vacinar. É o acesso à informação que leva a decisões acertadas.”

Para ler na íntegra (para assinantes ou cadastrados): https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,a-descoberta-de-uma-fraude-em-pesquisas,70002505464

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Quer saber mais sobre o assunto? Saiba tudo sobre vacinação com o livro recém-lançado pela MG Editores:
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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘MEDITAÇÃO PARA ANSIOSOS: VEJA OS BENEFÍCIOS E COMO FAZER’

………………….Matéria de Amanda Preto, publicada originalmente no portal VivaBem, do UOL, em 08/09/2018.

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Cada vez mais se fala em meditação e mindfulness (também conhecida como atenção plena). E dados os casos crescentes de ansiedade e estresse, não é de se estranhar: estudos já apontam como essas técnicas podem ajudar quem sofre com esse problema.

Estamos falando especificamente de uma revisão de estudos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que 47 pesquisas relacionamento meditação e saúde mental e perceberam que eles podem ajudar em casos de ansiedade, depressão e até dor. Apesar de ser uma redução moderada, ela abrange múltiplas dimensões negativas do problema.

A explicação é simples: o ansioso é aquele que está sempre no futuro tentando solucionar problemas que ainda não existem e que possivelmente nem existirão. “A meditação é uma forma de se colocar no aqui e agora, pois ajuda a tirar a mente das ocupações do futuro que são geradoras de ansiedade”, elucida Marcos Rojo, PhD em Ciência do Ioga e mestre pelo Departamento de Neurologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Duvida? Faça o teste

Dá para fazer o teste agora mesmo. Se você está se sentindo ansioso e sem foco, tente este exercício rápido para lhe trazer ao aqui e agora: enquanto lê este texto, preste atenção à sua respiração, ao modo como o ar entra e sai pelas suas narinas. Só o fato de respirar com consciência já lhe trará mais clareza e tranquilidade, benefícios que você também pode obter por meio da meditação.

Os níveis de desatenção no mundo atual são muito grandes, e os dados científicos nos indicam que em aproximadamente 47% do tempo não estamos atentos ao que estamos fazendo no momento, considera Marcelo Demarzo, médico, especialista em Medicina Preventiva e fundador e coordenador do Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde. “O estado de mindfulness seria então como um antídoto a viver desatento, no piloto automático, e reagindo sem consciência às situações”, explica o especialista.

O objetivo da meditação, portanto, é obter maior reconhecimento dos nossos estados internos, sensações corporais, emoções e impulsos. “A partir daí, podemos lidar melhor com o estresse do dia a dia, além de amenizar a ansiedade, depressão, dor crônica, e doenças crônicas em geral”, fala Demarzo.

Dicas para meditar mais facilmente

Meditar pode ser um pouco desagradável inicialmente a quem é ansioso. Limpar a mente dos pensamentos e focar no presente pode ser difícil para quem está condicionado a intercalar entre o passado e o futuro. Por isso, separamos algumas dicas dos especialistas:

  1. Não precisa demorar muito
    Meditação não tem relação com quantidade do tempo, mas sim com a qualidade. O mais simples e recomendado é começar observando a respiração, ainda que seja por apenas 5 minutos duas vezes ao dia, e ir aumentando gradativamente até 20 minutos, se for confortável
  1. Pratique sempre
    Escolha um horário do dia fixo para meditar. O mais recomendado é pela manhã, quando o corpo ainda está descansado e a mente mais tranquila e apta para relaxar. Mas qualquer momento em que você possa parar um pouco já ajuda.
  1. Escolha o lugar certo
    Medite em um lugar tranquilo e sem perturbações. Se ajudar, você pode até criar um “espacinho da tranquilidade”, com almofadas, incensos e elementos que lhe ajudem a entrar no clima.
  1. Cuide das expectativas
    Normalmente, a meditação é vista como uma experiência divina, em que você tem visões e revelações. Mas, na verdade, ela deve ser encarada como um momento de conexão com você, seu corpo e seus pensamentos. Apenas deixe que as sensações se aflorem e que a prática mostre o que você precisa.
  1. Não se preocupe com as divagações
    Para quem é ansioso, é normal que a mente se distraia. Do nada você pode se flagrar pensando em algum problema ou algo que precisa fazer depois, mesmo se estiver no seu local de tranquilidade para meditar. Na verdade, essa divagação da mente pode acontecer até com quem é mais tranquilo, pois a maioria das pessoas despende energia atenção e atenção em várias atividades ao mesmo tempo –o que favorece o mecanismo da ansiedade e da agitação. E tudo bem se isso acontecer!
  1. Não desista!
    Lembre-se de que a prática conduz ao aprimoramento. Nas primeiras vezes, pode ser difícil se concentrar e até respirar. O importante é estabelecer um curto período em sua rotina para que seu cérebro compreenda os efeitos da prática e peça por mais momentos assim.

Meditação simples em apenas três passos

Marcelo Demarzo ensina uma técnica de apenas três minutos de meditação mindfulness. “Faça antes ou depois de momentos estressantes, como uma reunião no trabalho ou alguma conversa difícil, pois ajuda a lhe tornar mais consciente e menos reativo em situações do tipo”, recomenda.

  1. Fique em uma posição confortável e deixe o corpo se acomodar. Aos poucos, leve a atenção para o seu corpo. Perceba as sensações físicas (contato com o chão ou cadeira; temperatura da pele, possíveis desconfortos ou pontos de tensão), como também o surgimento de pensamentos ou emoções presentes em sua experiência naquele momento;
  2. Comece a levar a atenção mais focada para as sensações e respiração –movimentos do tórax e do abdome na inspiração e expiração do ar; ou, ainda a sensação do ar entrando e saindo pelas narinas. É importante seguir o fluxo natural, sem tentar alterá-lo, apenas observando. Faça isso por um tempo;
  3. Antes de encerrar a sessão, atente-se de novo para tudo o que está sentindo. Sintonize sua atenção com os sons, a temperatura e outros elementos do ambiente. Encerre a prática devagar, abrindo os olhos com calma.

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/08/meditacao-e-ansiedade-veja-os-beneficios-e-como-fazer.htm

 

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Tem interesse sobre o assunto? Conheça o livro:


MEDICINA E MEDITAÇÃO

Um médico ensina a meditar
Autor: Roberto Cardoso
MG EDITORES

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

‘BRASILEIRAS COM CALVÍCIE ENFRENTARAM MEDOS E PASSARAM A SE ACEITAR’

Texto parcial de matéria de Vinícius Lemos, de Cuiabá para a BBC News Brasil, publicada no UOL em 02/09/2018

 

Na manhã de 11 de junho de 2017, Fernanda de Freitas, de 26 anos, colocou um ponto final em uma luta que travava desde a infância. Ela pediu ao marido que raspasse os fios que restavam em sua cabeça. Ao ficar totalmente calva, olhou-se no espelho e sorriu.

“Foi uma libertação para mim. Não apenas do cabelo, mas de todo o peso que carreguei ao longo da vida”, diz.

Na infância, aos três anos, Fernanda foi diagnosticada com alopecia areata, doença que causa queda de cabelo e de pelos do corpo. A partir de então, passou a consumir remédios e produtos para cuidar dos fios. Durante um período, chegou a tomar, diariamente, seis cápsulas de medicamentos com corticoide. Os fármacos apenas reduziam a intensidade da queda capilar, mas não evitavam que o cabelo continuasse caindo.

“Quando notava, eles (fios) tinham desaparecido. De repente, havia uma nova falha no meu couro cabeludo”, relata. Seu cabelo era uma das primeiras coisas em que pensava ao acordar. “Sempre ia para o espelho olhar se ainda tinha cabelo em minha cabeça.”

O fator emocional intensificava o problema. “Se eu estava muito feliz, caía. A situação se repetia quando eu estava muito triste. Não tinha o que fazer.”

A alopecia é um dos motivos mais associados a problemas capilares. Ela atinge homens e mulheres e representa a perda de pelo em qualquer parte do corpo. O problema pode ser causado por influências genéticas, processos inflamatórios locais ou doenças sistêmicas.

Um dos tipos mais comuns de alopécia é a areata, que é uma doença autoimune – quando as células atacam o próprio organismo. Ela atinge aproximadamente 2% da população mundial, em diferentes níveis – pode afetar desde pequenas áreas do couro cabeludo até causar a completa ausência dos fios em todo o corpo.

Outro tipo comum da alopecia é a androgenética, que também é autoimune e causa o afinamento progressivo dos fios. Mais recorrente entre os homens, estima-se que atinja 5% das mulheres.

Conforme especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, há outros motivos que também causam a perda dos fios, como estresse, uso exagerado de processos químicos no cabelo, dietas, consumo de medicamentos e doenças que afetam outras áreas do corpo, como o hipotireoidismo.

Segundo a Sociedade Brasileira do Cabelo, 50% das mulheres têm alguma queixa sobre queda capilar.

De acordo com o médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, presidente da Academia Brasileira de Tricologia – área que se dedica a estudos do cabelo –, o número de mulheres com problemas capilares tem aumentado. “Hoje, ao menos 70% dos pacientes que atendo são mulheres. Não era assim quando comecei. Elas estão perdendo mais cabelo.”

Leite orienta que as mulheres procurem ajuda médica logo que perceberem os primeiros sinais de falhas no couro cabeludo.

No Sistema Único de Saúde (SUS) não há nenhum tipo de tratamento para pacientes que sofrem com a perda de cabelo.

Batalha de décadas

Desde a infância, Fernanda preferia esconder a doença de colegas e conhecidos. “Somente a minha família e amigos muito próximos sabiam. Para mim era inadmissível comentar sobre isso com outras pessoas”, relata.

Ela teve dificuldades para contar sobre a alopecia ao marido, com quem está há dez anos. “Nós estávamos no início do namoro e eu relutei, mas falei sobre o assunto. Ele me perguntou se a alopecia matava ou prejudicava algum órgão e respondi que não. Então, ele disse que eu não deveria dar tanta importância.”

Antes de decidir tornar-se calva, Fernanda tinha de lidar diariamente com a baixa autoestima ocasionada pela dificuldade em aceitar a perda de cabelo. “Para mim, era inadmissível uma mulher careca”, conta. Ela costumava passar horas em frente ao espelho antes de sair, para disfarçar as falhas no couro cabeludo. “Apesar disso, nunca me privei de pintá-lo ou deixá-lo maior. Eu tinha uma vida normal nesse aspecto.”

A psicóloga Rosane Granzotto explica que a dificuldade em aceitar a perda dos fios acontece em razão da relevância que as mulheres costumam atribuir ao cabelo. “Ele faz parte da imagem, do modelo estético que a cultura perpetua para a mulher. A perda dos fios é como a ausência de uma parte do corpo feminino e esse fato requer uma reconfiguração da autoimagem.”

Há três anos, Fernanda mudou os hábitos e passou a adotar uma rotina que considera mais saudável. Aprofundou-se em estudos sobre alimentação e começou a publicar vídeos no YouTube.

“Fui lendo sobre o assunto e percebi como os remédios eram prejudiciais para o meu organismo. Eu não comia alimentos industrializados, mas me entupia de medicamentos e decidi, há pouco mais de um ano, parar de consumi-los”, relata.

Mas, sem os remédios e com o estresse das provas da faculdade – ela cursa Nutrição -, os fios passaram a cair ainda mais e novas falhas apareceram. O cabelo ficou cada vez mais escasso.

“Eu já não conseguia mais disfarçar, mas tinha que gravar vídeos e atender meus clientes”, comenta Fernanda, que trabalha como life coach. Ela comprou uma peruca sob medida, com fios humanos. “O problema é que demoraria três meses para chegar, porque viria da China. Então não me restavam muitas opções, mas eu não cogitava voltar aos medicamentos.”

Diante da falta de opções, raspar os fios virou a melhor alternativa. “Eu chorei muito, mas não havia outra mas não havia outra saída”, diz. O marido apoiou a decisão da mulher. “Ele viu o meu sofrimento e me incentivou a ficar careca.”

Liberdade

Mas, ao se olhar no espelho, depois de raspar os fios, Fernanda teve a maior sensação de liberdade de sua vida. “Eu me enxerguei de verdade pela primeira vez. Parece que o cabelo me escondia”, conta. No mesmo dia, a jovem publicou uma foto mostrando o novo visual em suas redes sociais. “Contei toda a minha história com a alopecia areata. Muitas pessoas me elogiaram e me apoiaram. Foi muito lindo”, diz.

A jovem nunca chegou a utilizar a peruca comprada na China. “Quando ela chegou, usei algumas vezes por brincadeira, mas nunca para sair nas ruas ou algo do tipo. Hoje em dia me sinto mais bonita careca.”
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Para ler a matéria na completa, acesse:
https://universa.uol.com.br/noticias/bbc/2018/09/02/brasileiras-com-calvicie-enfrentaram-medos-e-se-aceitam.htm

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O médico tricologista presidente da ABT, dr. Ademir Carvalho Leite Júnior, é autor da MG Editores. Conheça seus livros:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.

 

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de forma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.
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SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

‘DEZ HÁBITOS QUE PREJUDICAM A SAÚDE DO SEU CORAÇÃO’

Matéria de Danielle Sanches, publicada no portal VivaBem, do UOL, em 31/07/2018.

Você sai de casa sem tomar café da manhã? Dorme mal a maior parte das noites durante a semana? Ou pratica exercícios físicos sem estar com uma garrafinha de água sempre à mão? Pois estes hábitos bastante comuns e aparentemente inocentes podem estar prejudicando a saúde do seu coração.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das mortes por doenças cardiovasculares – considerada a causa número um de mortes em todo o mundo – foram provocadas por ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC). E a grande maioria desses problemas pode ser evitada com mudanças no comportamento, ou seja, nos hábitos de vida.

“Pela nossa experiência em consultório, notamos que os pacientes estão chegando cada vez mais jovens com esses problemas”, avalia o médico cardiologista Guilherme Sangirardi, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). “E a melhor forma de evitar essas doenças é realmente pela prevenção”, acredita o especialista.

Confira então 10 hábitos frequentes que podem fazer mal à saúde do seu coração:

  1. Colocar muito sal na comida

O excesso de cloreto de sódio – como é chamado o nosso sal – na alimentação está ligado ao aumento da pressão arterial – problema que acomete cerca de 24% da população brasileira, de acordo com o Ministério da Saúde. O órgão segue a recomendação da OMS e orienta que o consumo de sal não ultrapasse cinco gramas por dia. Porém, não é o que acontece.

“O brasileiro consome, em média, 10 gramas de sal por dia”, alerta o cardiologista Marcelo Cantarelli, diretor da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI). Segundo o especialista, se a pessoa já apresenta algum problema de aumento de pressão, o consumo deve ser de, no máximo, dois gramas por dia.

Além do sal nas refeições, Sangirardi chama a atenção para o sódio contido em alimentos industrializados, como embutidos e refrigerantes. “É preciso estar atento a esse consumo também para não jogar por água o esforço de cuidar do sal na alimentação do dia a dia”, explica o médico.

Vale lembrar que problemas renais estão associados ao aumento da pressão arterial, um dos principais fatores de risco para problemas do coração.

  1. Ingerir muito açúcar

Embora sejam fonte de energia, o alto consumo de qualquer tipo de açúcar – o que inclui tanto o refinado como a frutose ou o mel, por exemplo – tende a levar à obesidade. “Uma dieta rica em açúcar, especialmente a versão refinada, ainda pode levar ao aparecimento da diabetes tipo 2”, diz Cantarelli. A OMS recomenda que a quantidade do alimento ingerida diariamente não ultrapasse os 25 gramas (cerca de duas colheres de sopa); a entidade, no entanto, estima que, no Brasil, o consumo diário seja 50% maior do que o recomendado.

  1. Analgésicos em excesso

Um estudo recente publicado no British Medical Journal comprovou o que os médicos já alertam há anos: o uso de medicamentos anti-inflamatórios do tipo não-esteroides, muito utilizados para combater inflamações e dores, pode colocar a saúde do coração em risco. Remédios como o diclofenato, ibuprofeno e o naproxeno estariam associados a um aumento nos casos de ataques cardíacos a partir de uma semana de uso contínuo.

“Esse tipo de medicamento precisa ser usado com cuidado especialmente por idosos, já que há a possibilidade de ocorrerem sangramentos no estômago e insuficiência dos rins”, explica Cantarelli.

  1. Pular o café da manhã

Um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard (HSPH, em inglês), nos Estados Unidos, mostrou que homens que pulavam o café da manhã tinham 27% mais chances de sofrer um ataque cardíaco ou serem vítimas de alguma doença coronariana.

Mais: quem não tinha o hábito de fazer essa refeição geralmente tinham mais fome ao longo do dia e comiam mais de noite, provavelmente por mudanças metabólicas causadas pela falta do desjejum. “Pular o café da manhã significa privar o organismo de energia, prolongando o tempo de jejum”, diz Cantarelli. “Não é preciso ingerir uma refeição farta, mas comer um pouco já ajuda a manter o organismo preparado para as tarefas iniciais do dia”, explica o especialista.

  1. Não ingerir água durante o exercício físico

Parece simples, mas não se hidratar durante a prática de atividades físicas leva a uma queda da pressão arterial e aumento da viscosidade do sangue, tornando o trabalho do coração mais difícil. “Isso aumenta a frequência cardíaca durante o exercício e sobrecarrega o coração, que já trabalhando mais por conta do exercício”, explica Cantarelli.

  1. Noites mal dormidas

A lista dos problemas para o coração de quem não dorme a noite é enorme. Inúmeros estudos ligam a falta de uma boa noite de sono ao aumento da obesidade, da pressão arterial e ao risco de desenvolver diabetes – todas doenças que, indiretamente, afetam a saúde cardíaca. Diretamente, o risco também existe.

“Quando dormimos, nosso corpo relaxa, a pressão arterial é reduzida e a frequência cardíaca também cai. O coração, que nunca para, consegue descansar dessa dessa maneira”, afirma Sangirardi. Se isso não acontece, portanto, o órgão acaba sobrecarregado, aumentando os riscos de infarto.

Foi o que comprovaram os médicos da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que realizaram uma pesquisa sobre o impacto que a privação de sono ou mesmo uma noite mal dormida tem na saúde humana. De acordo com o estudo, publicado no European Heart Journal, quem dorme menos de seis horas por dia pode ter até 48% mais chance de desenvolver doenças cardíacas.

  1. Excesso de bebidas alcoólicas

Cirrose hepática, insuficiência cardíaca e hipertensão arterial são os principais problemas de quem abusa do álcool no dia a dia. A única bebida alcoólica que tem a simpatia dos médicos é o vinho tinto, feito a partir da uva, já que a bebida é conhecida por ter flavonóides – substâncias antioxidantes e que fazem bem à saúde. O consumo, no entanto, só é benéfico quando feito de forma moderada, ou seja, até uma taça por dia para a mulher e duas taças por dia para o homem.

O vinho tinto também tem efeito vasodilatador, reduzindo a pressão arterial. Mas Cantarelli explica que não é preciso começar a beber para conseguir esses benefícios. “O consumo de frutas vermelhas ou mesmo da uva in natura ou sucos delas também apresenta efeitos positivos no organismo”, afirma.

  1. Alto consumo de carne vermelha

Em 2015, a OMS divulgou um comunicado afirmando que as carnes vermelhas – provindas de animais como boi e porco – seriam “provavelmente carcinogênicas” aos seres humanos. O alerta na restrição de consumo também vale para a prevenção de doenças cardíacas.

“A gordura da carne é uma grande fonte de colesterol”, avalia Cantarelli. “O problema não é o consumo dela, mas o excesso, aliado a frituras”, explica.

No mesmo comunicado, alimentos processados como linguiça, bacon, presunto e salsicha em excesso são apontados como causadores de câncer colorretal. Esse tipo de produto é rico em sódio, nitratos e gorduras saturadas, o que elevam as chances de desenvolver doenças coronarianas. “Não é preciso abolir da refeição, mas seria interessante escolher peças menos gordurosas, grelhadas e incluir legumes e verduras no prato”, aconselha o médico.

  1. Saúde dental frágil

Cuidar dos dentes, acredite, é fundamental para a saúde do coração. De acordo com Cantarelli, as bactérias encontradas em infecções dentárias ou gengivites podem causar infecções na membrana interna do coração. “A endocardite bacteriana pode, em casos mais graves, destruir a válvula cardíaca ou até levar a uma infecção generalizada”, explica.

A saúde bucal também pode avisar quando o resto do corpo tem problemas. Segundo a American Heart Association, pessoas com periodontite (como são chamadas as infecções na gengiva) frequentemente compartilham de alguns fatores de risco para doenças do coração, como consumo de cigarro, idade avançada e diabetes.

  1. Falta de tempo para a família e/ou para os amigos

O estresse causado pela solidão associado a fatores como fumo e pressão alta estão associados ao aumento no risco de desenvolver doenças cardíacas. É o que diz um estudo liderado pela University College London, do Reino Unido, e publicado na revista científica PLOS Medicine.

A análise envolveu indivíduos de três países da Europa Oriental – uma região em que as taxas de problemas cardíacos são consideradas extremamente altas. Os médicos descobriram que as doenças do coração eram mais comuns em pessoas que raramente encontravam os amigos e familiares, eram solteiros, desempregados e apresentavam sintomas de depressão.

A explicação é simples: encontrar os amigos ou a família faz com que o corpo libere hormônios responsáveis por sensações de prazer, amor e bem-estar – justamente os mesmos que ajudam a melhorar o sono, reduzir a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Tudo isso colabora para a saúde do coração, reduzindo a ocorrência de hipertensão arterial e infartos”, diz Cantarelli.
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Para acessar a matéria na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/31/10-habitos-que-prejudicam-a-saude-do-seu-coracao.htm

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Se você tem interesse pelo tema, conheça:

CORAÇÃO: MANUAL DO PROPRIETÁRIO
Tudo o que você precisa saber para viver bem
Autor: Dr. Mauricio Wajngarten
MG EDITORES

Neste livro do cardiologista Maurício Wajingarten, publicado com o apoio do Incor e da Jovem Pan, estão reunidas as informações que todos nós gostaríamos de saber sobre como funciona, como “quebra”, como se examina e como se conserta nossa preciosa máquina. Com fotos e ilustrações.

‘ANSIEDADE: SINTOMAS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS VÃO DE TAQUICARDIA A INSÔNIA’

………………… Texto parcial de matéria de Tatiana Pronin, publicada no portal VivaBem em 17/07/2018.

Todo mundo já teve essa sensação de que algo ruim pode acontecer, muitas vezes acompanhada por “batedeira no peito”, suor ou “embrulho no estômago”. A ansiedade é um estado que se parece muito com o medo e tem uma função importantíssima para a sobrevivência e adaptação ao ambiente. É o que nos permite lutar ou fugir, por exemplo, diante de alguém que não respeita a lei ou de um motorista que não viu o sinal ficar vermelho.

Além de motivos concretos para se preocupar, como assaltos, trânsito caótico, desemprego e doenças, cada indivíduo tem suas ameaças pessoais, ou “encanações”, que podem até não fazer muito sentido quando analisadas à luz da razão: se o filho não come verdura, não significa que vai adoecer. Se o marido chega tarde, não significa que tem uma amante. Algumas pessoas ainda chegam a passar mal, ou reagem de forma “desadaptativa”, a situações ou objetos que os outros consideram comuns ou até divertidos, como shoppings lotados, eventos sociais, aviões ou pontes.

Quando a reação é tão intensa que nos impede de se proteger e lutar de forma eficaz, é desproporcional ao estímulo ou torna-se crônica, há enorme sofrimento e perdas – é quando a ansiedade vira doença. Além do chamado transtorno de ansiedade generalizada (TAG), existem outros, como pânico, fobias e ansiedade social. O estresse pós-traumático e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) também são classificados como transtornos de ansiedade.

Prevalência

O Brasil ganhou o preocupante título de campeão de ansiedade no mais recente relatório sobre o tema publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 9,3% da população sofre com o problema de acordo com o documento, valor que é o triplo da média mundial, e supera de longe os Estados Unidos (6,3%). Assim como em outros continentes, as mulheres são as mais afetadas nas Américas: 7,7% sofrem de ansiedade, contra 3,6% dos homens.

Quando se considera o risco pessoal de sofrer com o problema, a proporção é mais alta: “Algo como 23% da população apresenta um transtorno de ansiedade ao longo da vida”, afirma Marcio Bernik, coordenador do programa de ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC/FMUSP). “Desses transtornos, os mais frequentes são as fobias, mais particularmente as específicas, que ocorrem muitas vezes na infância, como de insetos, altura e outras situações”, descreve. Em segundo lugar aparece a ansiedade (ou fobia) social, com quase 10%. Os transtornos de ansiedade generalizada (TAG) e de pânico têm prevalências menores.

Quais os sintomas de quem sofre de ansiedade?

As manifestações envolvem desde sensações subjetivas de medo e apreensão, além de pensamentos catastróficos e sintomas físicos. O corpo todo pode ser afetado pela liberação de substâncias como a noradrenalina e o cortisol, que ativam a atenção, aumentam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos para preparar o organismo para reagir. Sem perceber, a pessoa inala mais ar do que precisa (hiperventilação), o que piora tudo: “Diminui muito o nível de gás carbônico no sangue, acionando receptores que ficam nas carótidas e que mandam sinais equivocados ao cérebro”, relata Fernanda Sassi, médica do ambulatório de transtorno de personalidade e do impulso do IPQ – HC/FMUSP.

Sintomas psicológicos:

  • Apreensão
  • Medo
  • Angústia
  • Inquietação
  • Insônia
  • Dificuldade de concentração
  • Incapacidade de relaxar
  • Sensação de estar “no limite”
  • Preocupações com desgraças futuras
  • Pensamentos catastróficos, de ruína ou adoecimento

Sintomas físicos:

  • Sudorese
  • Falta de ar
  • Hiperventilação
  • Boca seca
  • Formigamento
  • Náusea
  • “Borboletas” no estômago
  • Ondas de calor
  • Calafrios
  • Tremores
  • Tensão muscular
  • Dor no peito
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Sensação de desmaio
  • Tonturas
  • Urgência para ir ao banheiro

Para ler a matéria completa, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/17/ansiedade-o-que-e-quais-os-tipos-os-sintomas-e-tratamentos-mais-eficazes.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro do psiquiatra especializado em transtornos de ansiedade e depressões, Breno Serson:

 

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘DORMIR TEM FUNÇÃO ANTIOXIDANTE, APONTA ESTUDO’

……………………..Texto parcial de matéria da BBC News, publicada no portal VivaBem, do UOL, em 12/07/2018.

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Por que dormimos? Essa pergunta não encontra uma resposta muito clara na ciência pois, em termos evolutivos, parece um contrassenso um animal ficar em repouso por tanto tempo, à mercê de predadores. Além disso, quando dorme, um ser humano obviamente não obtém comida e acaba praticamente não interagindo com o meio ambiente.

Mas um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Columbia, de Nova York, e publicado nesta quinta-feira pela revista PLOS Biology, traz uma conclusão pertinente sobre a função do sono: dormir tem um efeito antioxidante no organismo.

Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram uma variedade mutante da drosófila, inseto mais conhecido como mosca-da-fruta, adaptada justamente para ter sono mais curto do que o normal – mantendo de modo intacto seus ritmos circadianos, no entanto. E encontraram novas evidências de como a falta de sono traz efeitos negativos para a saúde.

A conclusão principal foi que a privação do sono faz com que os animais tenham uma sensibilidade maior ao estresse oxidativo agudo – ou seja, uma noite bem dormida tem propriedades antioxidantes.

Para os pesquisadores, o entendimento da relação entre dormir e o estresse oxidativo pode ser um passo importante na compreensão de doenças humanas modernas – de distúrbios do sono a doenças neurodegenerativas.

“A maior parte dos animais dorme. Os seres humanos dormem quase um terço de suas vidas. E ainda hoje as funções fundamentais do sono permanecem desconhecidas”, afirma a pesquisadora Vanessa Hill, do Departamento de Genética da Universidade de Columbia, uma das autoras do estudo. “Utilizamos a drosófila de sono curto para descobrir o papel do sono na resistência ao estresse oxidativo. E observamos que quanto mais aumentávamos o tempo de sono das moscas, maior era essa resistência.”

Estresse prejudica o sono

Mas a análise não para por aí. Os pesquisadores descobriram que se trata de uma relação de mão dupla, ou seja, o estresse oxidativo também interfere no sono. “Quando reduzimos o estresse oxidativo em neurônios das drosófilas selvagens, observamos que elas reduziam seu tempo de sono”, explica.

É uma relação intrigante: o estresse oxidativo desencandeia o sono, que então age como antioxidante tanto para o corpo como para o cérebro.

Estresse oxidativo é uma condição de quando o organismo apresenta um desequilíbrio entre a produção de reativos de oxigênio e sua remoção – por meio de sistemas enzimáticos ou não enzimáticos.

Em tese, todo organismo vivo precisa de um equilíbrio entre suas células. Perturbações desse sistema podem provocar a produção de peróxidos e radicais livres, o que acaba danificando os componentes celulares.

De acordo com os pesquisadores de Columbia, esse estresse oxidativo, resultado do excesso de radicais livres, pode levar a uma disfunção orgânica. “Se a função do sono é defender-se do estresse oxidativo, o aumento do sono deve aumentar a resistência ao estresse oxidativo”, afirma Hill.

A atual pesquisa, portanto, mostra que sono tem propriedades antioxidantes, evitando justamente esses danos. Nos seres humanos, o estresse oxidativo é apontado como fator de predisposição a um espectro de doenças como Alzheimer, Parkinson, Huntington e aterosclerose.

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/bbc/2018/07/12/dormir-tem-funcao-antioxidante-aponta-estudo.htm

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Tem interesse em saber mais sobre problemas do sono? Conheça:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz
MG EDITORES

Quando os problemas de sono se repetem com frequência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.

‘SIMPLES MUDANÇAS PODEM PREVENIR A OBESIDADE INFANTIL; VEJA RECOMENDAÇÕES’

…………….. Texto parcial de matéria de Paola Machado, publicada no portal VivaBem, do UOL, em 11/07/2018.

A obesidade é um assunto muito comentado e temos que dar a devida importância. De acordo com o POF (2010), em 1974 o sobrepeso entre meninos e meninas era de 10.9% e 8.6%, respectivamente. Em 2009, o número chegou a 34.8% em meninos e 32% em meninas. Já quando o assunto foi obesidade, as análises mostraram que, em 1974, 2.9% de meninos eram obesos e 1.8% das meninas, Em 2009, as porcentagens mostraram que a obesidade estava entre 16.6% dos meninos  e 11.8% das meninas.

Calcula-se que de 1 a 3 crianças e adolescentes –31% da população com idade entre 6 a 19 anos- apresentem algum grau de sobrepeso e obesidade, tendo uma chance de 80% em se tornar um adulto obeso.

De acordo com dados da VIGITEL de 2016, o excesso de peso cresceu em 26,3% em 10 anos. A prevalência de obesidade duplica a partir dos 25 anos de idade. Vale enfatizar ainda que mais da metade da população está com o peso acima do recomendado e 18.9% dos brasileiros estão obesos.

Trata-se de uma doença que pode ser caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal como conseqüência de um desequilíbrio energético, sendo que uma das principais causas pode ser explicada pelo consumo de energia excessiva ao seu gasto durante um período considerável.

Um estudo realizado pelo American Journal of Preventive Medicine mostrou que poucas calorias a menos por dia já é o suficiente para auxiliar na prevenção da obesidade infantil.

Os autores do estudo mostram que a redução de uma média de 64 calorias extras por dia é suficiente para auxiliar na prevenção de obesidade e melhora de qualidade de vida, se associada a diminuição da ingestão de alimentos calóricos e aumento de atividade física.

Pode parecer pouco, mas para crianças que têm um grande risco de obesidade é uma quantidade considerável. Um ponto muito importante é a questão do balanço energético que diz respeito à quantidade de calorias ingeridas versus o gasto calórico e as funções corporais e nível de atividade física.

Em particular, crianças e adolescentes que atualmente têm taxas mais altas de obesidade teriam que focar em uma maior redução no consumo calórico e aumento do gasto calórico para atingir a meta, com base na grande prevalência de obesidade infanto-juvenil nos últimos anos.

Para projetar quantos jovens seriam obesos em 2020, a pesquisadora Wang e seus colegas analisaram décadas de dados sobre as taxas de obesidade. Foram observados jovens de 1971 a 2008, com idade de 2 a 19 anos. Os estudiosos conseguiram a altura, peso, exames e até inquérito nutricional dos pacientes. Com base na tendência, os autores projetaram que a taxa de obesidade infantil seria de cerca de 21% em 2020.

Como sabemos que crianças e adolescentes que já estão com sobrepeso ou obesos precisarão de maiores reduções, e que prevenir a obesidade será mais eficaz do que tratá-la, devemos focar nossa atenção nas mudanças políticas e ambientais que possam ter mudanças precoces, amplas e impactos sustentáveis.

Os autores descrevem várias estratégias simples para prevenção da obesidade. São elas:

  1. Substituir todas as bebidas açucaradas (inclusive na escola) por água poderia reduzir a diferença energética em 12 calorias por dia.
  2. Participar de um de atividades físicas escolares poderia eliminar 19 calorias por dia entre crianças de 9 a 11 anos –o que temos no Brasil é bem diferente disso, as atividades físicas escolares são mínimas e cada vez menos incentivadas.
  3. Participar de um programa de atividades extra-escolares para crianças resulta em um adicional de 25 calorias gastas por dia.

Recomendações de alimentação infantil:

  • Adolescentes devem consumir uma quantidade de calorias adequadas às necessidades; privações ou excessos poderão comprometer o crescimento e o desenvolvimento.
  • Escolher alimentos com menos açúcar, sal e gorduras faz parte da educação alimentar.
  • Frutas e vegetais, cereais, leites e derivados, carne magra (ou ovos, peixe, frango, soja ou feijão) compõem uma alimentação saudável.
  • As frutas fornecem energia, fibras, minerais e vitaminas, podendo ser uma opção para lanches entre as refeições principais.
  • Alimentos ricos em ferro, como carne, peixe, verduras verde-escuro, grãos e castanhas devem ser consumidos com regularidade.
  • O leite é fonte de proteína e cálcio e deve fazer parte de uma alimentação balanceada.
  • Iogurte e queijo também podem ser opções de lanches entre as refeições, sobretudo aqueles com menor teor de açúcar/sal e gorduras.
  • Evitar alimentos e bebidas açucaradas entre as refeições ajuda na prevenção de excesso de peso e de cáries.
  • A ingestão regular de água também faz parte de um hábito de vida saudável.
  • Os hábitos alimentares dos pais servem de exemplos para os filhos. A alimentação da família tem que ser saudável e não apenas imposta a crianças e adolescentes.
  • Para completar um estilo de vida saudável, a prática de atividade física regular é essencial.

Recomendações da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica).

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://paolamachado.blogosfera.uol.com.br/2018/07/11/simples-mudancas-podem-prevenir-a-obesidade-infantil-veja-recomendacoes/

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Tem interesse no assunto? Conheça o livro:
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela.

CIRURGIA BARIÁTRICA CRESCE 47% EM CINCO ANOS NO BRASIL

……………………………………..Texto parcial de matéria de Gabriel Alves, publicada na Folha de S. Paulo, em 10/07/2018

Operações ainda são minoria no SUS, que atende os casos mais graves

​O número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil no último ano chegou aos 105,6 mil, crescimento de 47% em relação ao ano de 2012, quando foram feitos 72 mil procedimentos. Os dados são da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).

O aumento foi principalmente no setor privado, mas no SUS, que faz 9,8% do total de operações, também houve crescimento: 16,8% em relação ao último ano e 224% em relação a 2008, segundo o Ministério da Saúde.

No Brasil, quase uma em cada cinco pessoas adultas é obesa (18,9%). O índice é 60% maior do que o início da série histórica, em 2006, mas, depois de sucessivos crescimentos, parece ter estagnado nos últimos três anos, de acordo com a pesquisa Vigitel, feita por telefone, do Ministério da Saúde.

Já o sobrepeso atinge 53,8% da população que vive nas capitais. Doze anos atrás, esse índice era de 42,6% —homens são os mais atingidos.

É considerado obeso quem tem o IMC —índice de massa corpórea, calculado com o peso e altura da pessoa— maior que 40. A cirurgia bariátrica pode ser indicada em casos com IMC a partir de 30 (sobrepeso), a depender da gravidade das doenças relacionadas.

Pelas estimativas da SBCBM, 5 milhões de brasileiros atenderiam aos requisitos para passar por algum tipo de cirurgia bariátrica, que alteram o caminho natural do alimento no trato gastrointestinal, permitindo que o corpo absorva menos energia dos alimentos, além de promover alterações hormonais que favorecem a correção do diabetes e da obesidade.

Em uma conta simples, sem levar em conta mortes e novas indicações e considerando a estimativa de serem cerca de mil os cirurgiões habilitados a fazerem as bariátricas, levaria mais de 13 anos para essa fila ser zerada —isso considerando que eles fizessem uma operação por dia.

Para ler a matéria na íntyegra íntegra, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/07/cirurgia-bariatrica-cresce-47-em-cinco-anos-no-brasil.shtml

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Tem interesse e quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro recém-lançado pela MG Editores:

CIRURGIA BARIÁTRICA E PARA O DIABETES
Um guia completo
Autor: Marcos Giansante

A obesidade é fator de risco para diversas enfermidades, entre elas hipertensão, doenças cardiovasculares e, principalmente, o diabetes – que, em 2014, matou mais que o HIV. Hoje, a cirurgia bariátrica é um procedimento seguro e eficaz, e reduz sobremaneira o surgimento dessas doenças relacionadas.

Neste livro destinado a obesos e a seus amigos e familiares, o cirurgião Marcos Giansante expõe sua vasta experiência no tratamento da obesidade. Em linguagem clara e sem jargões técnicos – e de forma humana e integrativa –, ele responde às principais dúvidas relacionadas ao tratamento cirúrgico da doença, como:

  • o papel da cirurgia bariátrica, principalmente na parte metabólica, como tratamento complementar de doenças como o diabetes;
  • as principais técnicas cirúrgicas utilizadas e as mais indicadas para cada caso;
  • o pré e pós-operatório;
  • a importância da alimentação e de atividades físicas na qualidade de vida do obeso e pós-operado.

‘QUASE 10 MILHÕES DE PESSOAS AINDA NÃO SE VACINARAM CONTRA A GRIPE’

Matéria publicada no iG – Saúde, em 19/06/2018.

Crianças menores de cinco anos compõem o grupo com menos adesão do público-alvo para a campanha de imunização, com 4,4 milhões sem vacina

O Ministério da Saúde informou que 9,5 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não se vacinaram contra gripe. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (19), a apenas três dias para o fim da campanha nacional de vacinação, que termina nesta sexta-feira (22).

Deste total, 4,4 milhões são crianças menores de cinco anos. Por causa da baixa cobertura vacinal contra gripe , o governo já havia prorrogado a campanha por mais uma semana. A meta do governo é atingir 90% do público prioritário, que totaliza 54,4 milhões de pessoas, mas o índice de cobertura alcançado até agora foi 80,7%, o equivalente a 44,8 milhões de pessoas.

As crianças de seis meses a cinco anos de idade e as gestantes, um dos grupos prioritários mais vulneráveis à gripe, registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com cobertura de apenas 65% e 68,9%, respectivamente. Já o público com maior cobertura da vacina contra a gripe é o de professores, com 95,1%, seguido pelas puérperas – mulheres que deram à luz em até 45 dias -, com 94,1%. Os idosos, cujo índice de cobertura é de 88,7% e a população indígena, com 88,5% de vacinação, aparecem em seguida entre os públicos imunizados. Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 86,8%.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Por região

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62% do público-alvo imunizado. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura até agora: de 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%, informou o ministério.

Disponibilidade

Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação contra a gripe poderá ser ampliada para crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. Em nota, o Ministério da Saúde reforçou a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar contra a gripe os grupos prioritários, em especial crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62%. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura: 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%.

Dados

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 9 de junho, foram registrados 2.715 casos em todo o país, com 446 óbitos. Do total, 1.619 casos e 284 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 563 casos e 87 óbitos. Além disso, foram 259 registros de influenza B, com 30 óbitos e os outros 274 de influenza A não subtipado, com 45 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 1.227 casos e 204 óbitos por complicações relacionadas à gripe.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a média de idade foi 52 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes, segundo dados do ministério. Dos 374 indivíduos que foram a óbito por influenza, 267 (71,4%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para ler a matéria na íntegra, acesse: http://saude.ig.com.br/2018-06-19/gripe-vacinacao-campanha.html

 

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Tem dúvidas sobre vacinação? Conheça:
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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘COMO CONTROLAR A ANSIEDADE? DE ONDE ELA VEM?’

O cérebro fica em uma espécie de estado de alerta com relação a situações que ainda não ocorreram

Quando estamos prestes a enfrentar acontecimentos importantes, como uma prova difícil, ou mesmo diante de eventos do dia a dia, como o medo do chefe por aquele trabalho atrasado ou o receio do trânsito na volta para casa, não é incomum ficarmos ansiosos.

Nesses casos, colocamos nosso cérebro em uma espécie de estado de alerta com relação a situações que ainda não ocorreram.

“São situações de ameaça, mas de ameaça não concretizada, algo que imaginamos”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP. “Costumo dizer que a depressão é um excesso de passado, ao passo que a ansiedade é um excesso de futuro.”

Quando o cérebro entende que estamos em uma situação de perigo, ele reage. Há liberações altas de neurotransmissores e do hormônio cortisol, envolvido na reação de estresse –a respiração fica mais curta, os músculos tensionam, o sangue flui da extremidades para o coração, que passa a bater mais rápido.

De acordo com Nabuco, a tecnologia, a despeito de seus benefícios, colabora para criar ou intensificar situação de ansiedade.

“Tudo se processa hoje de forma quase instantânea. Toda hora somos procurados, estimulados, incitados… Esse excesso de estimulação estressa o cérebro”, diz. O Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, segundo dados da OMS: 9,3% da população.

O psicólogo sugere algumas medidas para controlarmos a ansiedade:

  1. Faça apenas uma coisa de cada vez;
  2. Respeite o ritmo biológico e busque manter uma rotina diária e semanal;
  3. Pratique atividades físicas regularmente;
  4. Tente fazer exercícios de respiração;
  5. Experimente fazer alguns minutos de meditação diária.

Em situações em que a ansiedade se torna crônica e a pessoa perde o controle das emoções, é recomendável que ela procure um psicólogo ou um psiquiatra.

O tratamento normalmente envolve terapia e uso de remédios, incluindo ansiolíticos, antidepressivos e sedativos, que não devem ser utilizados sem acompanhamento médico.

Publicado na Folha de S. Paulo, em 17/05/2018. Para acessar na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/05/como-controlar-a-ansiedade-de-onde-ela-vem.shtml

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro do psiquiatra Breno Serson, publicado pela MG Editores:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.