‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘NÃO VACINAR PODE CAUSAR IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS’

Matéria de Luiza Tiné publicada originalmente no Blog da Saúde,
do UOL VivaBem, em 08/04/2019.

Sabia que no dia Mundial da Saúde o tema de destaque é imunização? Há 50 anos, o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Nessa época, o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. O impacto familiar, social, econômico e no sistema de saúde era grande.

Para entender melhor, os hospitais tinham enfermaria só para cuidar desses pacientes infectados por essas doenças, que atualmente são prevenidas por meio da vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). “À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização. A coqueluche, por exemplo, traz sequelas irreversíveis. “Faz com que a criança fique internada na UTI, e ela pode ir a óbito três dias depois de ter sido contaminada. Então, você imagina a sobrecarga para a família que vai ter que cuidar para sempre dessa pessoa”, conta Carla.

Além disso, uma consequência da redução no número de crianças vacinadas são as sequelas e a sobrecarga para os serviços de saúde que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que podem ser evitadas por meio da vacinação. “A vacina além de ser um mecanismo de proteção, evita o adoecimento, e sequelas irreversíveis como cegueira, surdez, paralisia infantil”, alerta a coordenadora.

Impactos familiar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas como explicar isso para sociedade, que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Sabemos que as pessoas podem escolher, mas o problema é que, será que todas sabem que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. “Nós tivemos agora um surto de sarampo que tiveram ocorrência de mais de 10 mil casos, com 13 mortes em crianças menores de 5 anos. Crianças que poderiam estar conosco, poderiam ter um futuro pela frente e não estão não mais com a sua família, porque não foram devidamente vacinadas” , relata a coordenadora.

Segundo a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova geração de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Morejon destaca ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Karen. Ela lembra que todas as vacinas necessárias são oferecidas pelo SUS.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância das campanhas e do combate aos movimentos antivacinas. “No caso do sarampo, o desenvolvimento neurológico é afetado, que vai afetar o desenvolvimento cognitivo dela para o resto da vida, ou seja, essa criança, ela vai ter dificuldade de aprendizagem, ela pode ter outros problemas de saúde que podem inclusive levar a morte, é isso que a população precisa entender”, comenta Domingues.

Impactos Social

Diante dessas preocupações, os que pensam que o problema é unicamente combater as doenças, estão totalmente equivocados, o impacto econômico e social é assustador. “Quando temos um surto as pessoas deixam de visitar nosso país, ou seja, o turismo diminui, os eventos internacionais tendo menos circulação de dinheiro no momento em que mais precisamos”, comenta Domingues.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além disso, Carla Domingues explica as consequências econômicas. “Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração”, explica.

Olhando para a causa

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde passou a olhar com mais cuidado o problema da baixa cobertura vacinal. “Há um movimento para resgatar a credibilidade da vacina e fazer com que a população entenda todos esses problemas pela falta de vacina”, alerta Carla. Para ela, o próprio sucesso do programa de imunização erradicando as doenças, fez com que os pais deixassem de vacinar seus filhos achando que as crianças não pegariam mais as doenças.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes.

 

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/08/nao-vacinar-pode-causar-impactos-sociais-e-economicos.htm

 

Saiba mais sobre o assunto com o livro:

VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

 

‘DORMIMOS CADA VEZ MENOS, E ISSO TRAZ IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE’

Publicado no Blog de Luiz Sperry, no UOL Viva Bem, em 01/04/2019.

O sono é o primeiro a ser sacrificado. Entre os estímulos vertiginosos que se apresentam na contemporaneidade, cada vez mais no virtual e menos no real, é bem verdade, o sono vai sendo encurtado por ambas as bordas. Nunca se dormiu tão tarde, embora já se tenha madrugado mais. De fato não vivemos numa época propícia para se dormir.

Não deixa de ser curioso que isso ocorra justamente numa época em que as pessoas saem tão pouco de casa. As supostas comodidades, como os serviços de streaming, tornaram hábitos como o cinema deveras obsoletos. E mesmo um passado próximo, como as locadoras que abundavam até o final do século passado, parece há anos-luz de distância da nossa realidade atual. A cena em que a Capitã Marvel despenca dentro de uma loja da Blockbuster me trouxe uma nostalgia assustadora.

E mesmo a noite, que era uma criança, envelheceu. Os mais novos, que sempre tiveram mais energia e menos compromissos, já não saem tanto como antes. Alguns dizem que a balada está morrendo e a culpa, claro, é dos millenials. Mas estas questões envolvem uma série de fatores sociológicos que as rixas geracionais sempre simplificam de maneira porca. A começar pelo modo que as pessoas se conhecem e interagem entre si. Há pouco mais de 10 anos era muito improvável que as pessoas se conhecessem através da internet ou por aplicativos de celular. Nem havia propriamente aplicativos. Se você queria conhecer alguém tinha que ser na raça. E isso demandava um monte de tempo, dinheiro e álcool. Hoje em dia é impensável sair, beber e dirigir como minha geração fazia. A civilização sempre cobra um preço.

As cidades se tornaram grandes e o transporte não acompanhou. Tudo é um pouco mais longe e mais difícil do que era antes. Mais cheio, mais caro. Não é de se estranhar que as pessoas fiquem cada vez mais tempo dentro de casa. Mas também estão quase sempre conectadas. O fato de passarmos a maior parte do tempo olhando para uma tela bem de pertinho acabou por afetar nosso funcionamento biológico e comportamental. Quase todas as pessoas desenvolveram algum grau de miopia funcional em decorrência do uso prolongado (excessivo?) de dispositivos eletrônicos que fazem com que nossos olhos passem o tempo todo fixando pontos muito próximos a eles.

O nosso sono também se prejudica por isso. Sabemos que a luminosidade no período noturno inibe a nossa produção de melatonina, que é o principal hormônio regulador do sono e do ritmo circadiano. A melatonina é importante não apenas no adormecer, mas também no despertar. De modo que o uso desses aparelhos muito frequentemente leva a uma desorganização da estrutura do sono. Porque não basta dormir. O sono deve ter todas suas fases, incluída ai a fase REM, onde ocorrem os sonhos. Além de dormir, é preciso sonhar.

Sabemos que a produção de melatonina diminui com a idade. Não é de se estranhar pois, que os idosos durmam menos. Não é de se estranhar pois, que com o envelhecimento da população, a qualidade do sono em geral venha piorando. Uma evidência a esse respeito é o consumo brutal de medicações para dormir. E inclusive, suprema graça, da própria melatonina que já não produzimos de forma suficiente. Estamos nos tornando velhinhos insones, ligadaços na tela do celular. E isso não é culpa dos millenials.

Para ler na íntegra, acesse:
https://luizsperry.blogosfera.uol.com.br/2019/04/01/dormimos-cada-vez-menos-e-isso-traz-implicacoes-para-a-saude/

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro da MG:

DURMA BEM, VIVA MELHOR
Autores: Stella TavaresPedro Paulo Porto JuniorPedro Luiz Mangabeira AlbernazMárcia CarmignaniAndrea Pen Mangabeira Albernaz

Quando os problemas de sono se repetem com frequência, é preciso admitir que se está diante de um caso de doença do sono e que é necessário tratá-la. Este livro, escrito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Albert Einstein, mostra os procedimentos corretos em termos de exames de diagnóstico, os diferentes tratamentos e seus efeitos. Obra útil para um grande número de pessoas que dorme mal mas desconhece as causas do problema.

 

‘MUDANÇAS DE HUMOR NÃO TORNAM VOCÊ BIPOLAR: VEJA COMO IDENTIFICAR A DOENÇA’

30Matéria de  Simone Cunha, publicada originalmente no
UOL VivaBem, em 22/03/2019

Sentir-se eufórico em um momento motivado por uma situação, um elogio, ou até mesmo acordar de bem com a vida e depois estar cabisbaixo e sem pique para nada são emoções naturais que permeiam a vida de qualquer pessoa. Portanto, é um erro chamar de ‘bipolar’ qualquer indivíduo que apresente um humor instável, afinal a oscilação emocional é algo normal e, não necessariamente, um sinal de doença.

A bipolaridade caracteriza-se pela oscilação de humor, no entanto, essas mudanças não ocorrem de uma hora para a outra: “Os episódios de humor no transtorno bipolar são longos, questão de dias a semanas, e os episódios de depressão podem durar meses”, explica Leonardo de Almeida Sodré, médico Psiquiatra, PhD e professor adjunto da Universidade Federal de Brasília (UnB).

Decifrando a doença

A bipolaridade é um transtorno de humor que pode se apresentar de maneiras e intensidades diferentes. Em geral, trata-se de uma predisposição a apresentar episódios de humor depressivos e outros que apresentam sintomas de humor exaltado, que pode ser eufórico ou irritado. Essas euforias são chamadas de hipomania ou mania (a depender da intensidade), podendo ter duração de quatro a sete dias, pelo menos. “É um transtorno crônico, que pode ainda ter episódios mistos, caracterizados por sintomas dos dois tipos”, diz Carolina Hanna, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês.

De acordo com Doris Hupfeld Moreno, do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo, o transtorno bipolar tem mais de um tipo. O mais grave é o tipo I que acomete 1% da população geral, sendo mais raro. “Nessas condições aparecem alucinações, sintomas paranoides (desconfiança), delírios de grandeza (acreditar ser uma pessoa famosa que teria dons que na realidade não possui) ou religiosos (achar-se um enviado por Deus, com poder de salvar pessoas)”, exemplifica.

Atingindo 5% da população geral, no tipo II acontecem hipomanias durante a vida, alternadas com períodos de depressão. Os sintomas da hipomania são os mesmos da mania, mas a pessoa não tem delírios ou outros sintomas da psicose. O tipo I acomete igualmente homens e mulheres, e o tipo II é mais frequente no sexo feminino.

Existe também a ciclotimia que começa na infância/adolescência e se caracteriza por sintomas leves de hipomania e depressivos alternados, durante pelo menos dois anos.

Como reconhecer a doença?

O paciente tem mais facilidade de perceber-se doente quando está no episódio depressivo da doença. E é nessa fase, que muitos portadores de transtorno bipolar procuram o tratamento. Os principais sintomas durante os episódios de depressão são:

  • Tristeza profunda;
  • Apatia;
  • Alterações de sono;
  • Esquecimentos;
  • Falta de sentido para a vida;
  • Ideação suicida, em casos extremos

Já no estado maníaco a pessoa se sente muito mais agitada e ativa, mas de uma forma descontrolada. Essa fase costuma vir acompanhada de uma perda da crítica sobre o próprio quadro. Para ajudar nessa autoavaliação, Moreno sugere observar algumas situações bem específicas em sua história de vida:

  • Episódios em que trabalhava horas a fio, mais que o normal;
  • Realizava exercícios físicos mais que o habitual, custando a se cansar;
  • Fases em que gastava mais, bebia mais, sentia maior necessidade de sexo.

“O transtorno bipolar é uma doença que vai e volta. Pode desaparecer espontaneamente por algum tempo, até anos, mas volta. Por isso, exige atenção e tratamento contínuo”, diz a especialista.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/22/mudancas-de-humor-nao-voce-tornam-bipolar-veja-como-identificar-a-doenca.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro do psiquiatra Teng Chei Tung:

 

ENIGMA BIPOLAR
Conseqüências, diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar
Autor: Teng Chei Tung
MG EDITORES

O transtorno bipolar é uma patologia cada vez mais comum – e, infelizmente, ainda mal compreendida. Este livro, escrito por um psiquiatra, esclarece e desmistifica os sintomas da doença, suas fases, os sintomas, as estratégias de tratamento mais modernas e os tipos de medicamento disponíveis. Fala, ainda, da importância do apoio do médico e da família no bem-estar do paciente.

 

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‘CIRURGIA BARIÁTRICA: ENTENDA OS TIPOS, COMPLICAÇÕES E QUEM PODE FAZER’

Publicado no Blog de Cintia Cercato, no UOL,  08/03/2019

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Cada vez mais pessoas sofrem com o excesso de peso e a obesidade. E as estatísticas tem mostrado que o número de casos graves também vem aumentando significativamente. De acordo com os dados de inquéritos populacionais brasileiros a obesidade grau 3 (índice de massa corpórea maior ou igual a 40 kg/m2) aumentou 255% entre os anos de 1975 e 2003. Uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica mostra que de 2007 a 2014 o número de pessoas com obesidade grau 3 praticamente dobrou, atingindo cerca de 6,8 milhões de brasileiros. E como reflexo desse crescimento, o número de cirurgias bariátricas aumentou 46,7% entre 2012 e 2017. Foram realizadas mais de 105 mil cirurgias em nosso meio no ano de 2017.

Para quem está indicada a cirurgia?

De acordo com a Resolução 2131/15 do Conselho Federal de Medicina, a cirurgia está indicada para pessoas com índice de massa corpórea (IMC) acima de 40 kg/m2 ou para aquelas que apresentam o IMC maior do que 35 kg/m2 e portadoras de doenças que possam ser agravadas pela obesidade e que melhoram quando a mesma é tratada de forma eficaz. A lista de doenças é extensa e inclui diabetes tipo 2, apneia do sono, doenças cardiovasculares, osteoartrose, refluxo gastroesofágico, entre outras condições.

O tratamento cirúrgico deverá ser proposto se a pessoa tiver realizado tratamento clínico por pelo menos dois anos e não tiver obtido um resultado satisfatório. A idade mínima para realizar a cirurgia deve ser de 18 anos, mas adolescentes com 16 anos completos e menores de 18 anos poderão ser operados, desde que haja a concordância dos pais ou responsáveis legais e que exista uma avaliação de risco-benefício cuidadosa por uma equipe multiprofissional que inclua o pediatra.

Quais os tipos de cirurgia mais realizadas?

As técnicas mais realizadas são as  restritivas e as mistas. As cirurgias que apenas diminuem o tamanho do estômago são chamadas de restritivas e incluem a banda gástrica e a gastrectomia vertical. A cirurgia de banda gástrica se caracteriza pela colocação de uma cinta que aperta o estômago deixando-o com o formato de uma ampulheta. A gastrectomia vertical se baseia na remoção de 70-80% do estômago, e tem sido cada vez mais realizada em nosso meio.

Nas cirurgias mistas além da redução do tamanho do estômago há também um desvio do trânsito intestinal. Em nosso país a técnica do Bypass gástrico com reconstrução em Y de Roux ainda é a mais realizada. Nessa técnica o estômago é grampeado sendo criado um novo reservatório gástrico com um volume de apenas 50 ml e cerca de um metro do intestino é desviado. Esse desvio promove uma mudança na produção de hormônios intestinais que participam da regulação de fome e saciedade, mas que também tem efeitos metabólicos.

Quais as principais complicações da cirurgia?

Muitos são os benefícios da cirurgia, uma vez que é o tratamento mais efetivo para perda sustentada de peso em longo prazo. Mas não é isenta de complicações. Existem complicações cirúrgicas, como fistulas, estenose de anastomoses, hérnias com oclusão intestinal. Além disso podem ocorrer complicações nutricionais, particularmente nas cirurgias mistas, como deficiência da absorção de vitaminas e minerais. Esse tipo de complicação pode ser evitado com uso de polivitamínicos. Outro problema, que já discuti aqui no blog é o aumento do risco de alcoolismo após a cirurgia. Por essas razões é fundamental o acompanhamento médico regular após o procedimento, para que os benefícios prevaleçam e os riscos sejam minimizados.

Para ler na integra, acesse: https://cintiacercato.blogosfera.uol.com.br/2019/03/08/cirurgia-bariatrica-entenda-os-tipos-complicacoes-e-quem-pode-fazer/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o livro da MG:

CIRURGIA BARIÁTRICA E PARA O DIABETES
Um guia completo
Autor: Marcos Giansante
MG EDITORES

A obesidade é fator de risco para diversas enfermidades, entre elas hipertensão, doenças cardiovasculares e, principalmente, o diabetes – que, em 2014, matou mais que o HIV. Hoje, a cirurgia bariátrica é um procedimento seguro e eficaz, e reduz sobremaneira o surgimento dessas doenças relacionadas.
Neste livro destinado a obesos e a seus amigos e familiares, o cirurgião Marcos Giansante expõe sua vasta experiência no tratamento da obesidade. Em linguagem clara e sem jargões técnicos – e de forma humana e integrativa –, ele responde às principais dúvidas relacionadas ao tratamento cirúrgico da doença, como:
• o papel da cirurgia bariátrica, principalmente na parte metabólica, como tratamento complementar de doenças como o diabetes;
• as principais técnicas cirúrgicas utilizadas e as mais indicadas para cada caso;
• o pré e pós-operatório;
• a importância da alimentação e de atividades físicas na qualidade de vida do obeso e pós-operado.

‘BENEFÍCIOS FÍSICOS DA MEDITAÇÃO’

O médico Roberto Cardoso, autor de Medicina e meditação,da MG Editores, fala em seu novo vídeo sobre os benefícios da meditação para a saúde física. Assista.

Visite o site do autor: https://www.robertocardoso.net

Conheça o livro:

MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

 

Assista aos vídeos anteriores:

‘Alguns desacertos conceituais com meditação’: https://www.gruposummus.com.br/blog/?p=7393
“O que é meditação”: http://www.gruposummus.com.br/blog/?p=7331
“O que não é meditação”: http://www.gruposummus.com.br/blog/?p=7280

‘FAKE NEWS DAS ANTIGAS, MOVIMENTO ANTIVACINA SEGUE COM FORÇA NAS REDES SOCIAIS’

Matéria de  Matheus Alleoni publicada originalmente no iG Saúde, em 13/01/2019.

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Notícias falsas, medo de efeitos colaterais e luta por liberdade individual são motivações do grupo que ameaça a saúde de milhões de crianças pelo mundo

A onda de notícias falsas que invadiu os debates políticos nos últimos anos vai, aos poucos, proliferando-se para outras áreas. E a ciência não é exceção. Um dos maiores exemplos disso é o crescimento do movimento antivacina, que cada vez mais. conquista pais e mães mal informados ao redor do mundo.

O movimento antivacina , ou Anti-Vaxxers, como o grupo ficou conhecido nos Estados Unidos, é contra a imunização e reúne pessoas com diversas motivações para odiar as vacinas. Para alguns, a vacinação pode causar autismo e outras doenças. Outros rejeitam a vacinação por motivos religiosos. Também existem aqueles que acham que os ingredientes das injeções não são “naturais” o suficiente.

Pegando carona com as redes sociais e o clima político divisivo, o movimento voltou a crescer na última década, em especial no Estados Unidos. O resultado? O estado de Nova York já vive seu maior surto de sarampo desde 1990. Foram 170 casos reportados de setembro do ano passado até janeiro e, segundo o governo do estado, a culpa é dos Anti-Vaxxers .

Para entender o movimento, seus adeptos e a série de consequências que o fez tão relevante em pleno 2019, no entanto, é preciso explicar suas origens, suas principais influências e seus perigos. Leia, abaixo, tudo o que você precisa saber sobre os Anti-Vaxxers.

A primeira vacina catalogada no mundo foi inventada por Edward Jenner que, em 1796, criou um método de imunização para a varíola, primeiro em vacas e depois em seres humanos. Já no século XIX surgiram os primeiros céticos em relação à eficácia e aos possíveis efeitos colaterais da imunização.

A técnica ainda era experimental e causava dúvidas em muitos, inclusive em pessoas de dentro da comunidade científica. A inoculação (ato de injetar o vírus em algum organismo para desenvolver a vacina) era feita em humanos e o processo de coleta do vírus vinha diretamente de feridas de infectados. Nesse caso, o ceticismo fez bem e ajudou no avanço das técnicas de imunização.

Após a vacina de Jenner ser fundamental no combate ao surto de varíola do século XIX, o francês Louis Pasteur desenvolveu uma téncica para deixar os vírus atenuados enquanto criava a vacina antirábica em 1885.

Ainda assim, boa parte da sociedade ainda tinha dúvida em relação à imunização. Sempre empurrados pela desconfiança de parte da sociedade, os pesquisadores da área foram avançando. Primeiro, veio a aprovação da comunidade médica, que passou a reconhecer a imunologia como um braço da prática. A vacina BCG, de 1909, combateu o tuberculose. Já em 1940, cientistas brasileiros conseguiram desenvolver a vacina contra a febre amarela.

Em 1955, um dos maiores avanços da história da medicina: a invenção da vacina contra a poliomielite, que assolava recém-nascidos de todo o mundo. Hoje, a doença está praticamente erradicada . A desconfiança, no entanto, não acabou.

Surgiram, ainda no século XIX, as Anti-vaccination Leagues no Reino Unido. Na época, o país criou uma lei que tornava mandatória a imunização de crianças. Já nesse período, era possível ver que o grupo antivacina era bastante dividido: além daqueles que não acreditavam na imunização e temiam supostos efeitos colaterais, havia os que não queriam vacinar os filhos por motivos religiosos. A Igreja Católica chegou a se posicionar contra as vacinas

Os Anti-Vaxxers e as fake News

Depois de ficar dormente por algumas décadas, o movimento antivacina voltou a aparecer com força nos anos 70. Dessa vez, os religiosos fanáticos e aqueles que não acreditavam nos efeitos da imunização ganhavam a companhia de outro grupo: os adeptos dos produtos naturais. No auge do movimento hippie, muitos norte-americanos pararam de imunizar seus filhos pois consideravam o método artificial demais.

Outro fato que ajudou a esquentar o debate aconteceu na Inglaterra: 36 crianças acabaram tendo uma série de sequelas neurológicas após tomarem a vacina contra difteria, tétano e coqueluche. O caso foi bastante divulgado pela imprensa e rendeu até documentário. Alguns pais chegaram a processar o estado, mas acabaram perdendo na Justiça pois a relação entre as vacinas e as sequelas jamais foi confirmada.

Se um caso duvidoso já fez estrago nos anos 1970, foi em 1998, ainda antes do termo ‘fake news’ ser cunhado, que a indústria da imunização sofreu o seu mais duro golpe, que reverbera até os dias de hoje. Uma pesquisa publicada pelo Dr. Andrew Wakefield na  The Lancet , uma das mais respeitadas publicações sobre medicina do Reino Unido, tentava comprovar a relação entre a vacina para sarampo, rubéola e caxumba e casos de autismo em crianças.

Ao longo dos anos, a teoria do médico, que nunca foi aceita pelos colegas, foi exposta como fraudulenta. A Justiça tirou o diploma de Wakefield, considerando que ele agiu de má fé, no entanto, o artigo se espalhou e voltou a causar ceticismo na população em relação à imunização. Até hoje, Andrews é creditado pelo surto de sarampo na Inglaterra nos anos 1990. A doença era considerada erradicada no país.  Até hoje, Wakefield é um importante militante do movimento antivacinas. Em 2016, ele dirigiu o documentário “Vaxxed”, que volta a relacionar a imunização com o autismo.

Quem são os Anti-Vaxxers de hoje?

Nos dias de hoje, é possível dizer que Wakefield é o principal “influenciador” do movimento antivacina nos Estados Unidos, país onde o grupo tem mais força. No entanto, além das pessoas que acreditam que vacinas causam autismo e/ou outras doenças, os anti-vaxxers ainda contam com religiosos fanáticos, veganos e conspiracionistas.

Navegando por grupos antivacina nas redes sociais, no entanto, é possível perceber que a desinformação é a grande responsável pela crença da maioria dos adeptos desse movimento. Na internet, eles citam o artigo fraudulento de Wakefield como única fonte científica e também compartilham informações falsas e até memes contra as vacinas. Além disso, os integrantes frequentemente trocam histórias sobre como sofrem preconceito do resto da sociedade.

“Meus pais me julgam por não ter vacinado meus três filhos e meu irmão sempre tenta discutir sobre isso. Eu não quero discutir sobre nada, sinto vontade de chorar”, escreveu a participante de um desses grupos no Facebook. “Se vacinas fossem saudáveis, você poderia colocar numa colher e comer. Tente e você morrerá”, filosofou outra.

A histeria também é uma característica latente do grupo. “Meu marido vacinou minha filha sem a minha permissão, eu posso mandar prendê-lo ou processá-lo?”, perguntou uma mulher. “Meu médico quer que eu imunize as crianças e pare de utilizar óleos naturais. É claro que não vou fazer nenhum dos dois”, gabou-se outra.

O perfil geral é bastante homogêneo: mães, norte-americanas, na faixa dos 30 anos, suburbanas, de classe média-alta, donas de casa ou vendedoras em empresas de marketing multinível.

Famosos Anti-Vaxxers

Celebridades de Hollywood também têm grande responsabilidade pela força do movimento antivacina nos Estados Unidos. A mais vocal é a atriz Jenny McCarthy, que afirma que seu filho, Evan, “contraiu” autismo por conta das vacinas. O famoso ator e comediante Jim Carrey,  ex-companheiro de McCarthy e que foi padrasto de Evan, também milita contra as vacinas ao lado da ex.

A lista de famosos que se posicionaram publicamente contra as vacinas ainda conta com o comediante Charlie Sheen, as atrizes Alicia Silverstone e Selma Blair, a famosa ativista Erin Brockovich e o vencedor do Oscar Robert De Niro.

É claro que o atual presidente norte-americano, Donald Trump, não poderia ficar fora de mais essa polêmica. Em 2014, o hoje chefe de Estado relacionou vacinas com autismo em um tweet: “Uma criança saudável vai ao médico, leva uma injeção com muitas vacinas, não se sente bem e muda. AUTISMO. São muitos e muitos casos”, escreveu o republicano, que não fez nenhuma grande alteração no programa de imunização norte-americano desde que chegou à Casa Branca.

Debate sobre liberdade

Se quase todos os debates levantados pelos Anti-Vaxxers do século XXI são pautados por informações falsas, um ainda gera muita controvérsia mesmo fora da comunidade que não acredita nas vacinas: o da liberdade individual.

O argumento do movimento antivacina aprovado por grande parte da sociedade é o de que a vontade pessoal de cada pessoa ou dos pais deve ser soberana. Outros acreditam que a vacinação deve ser imposta pelo estado pelo bem da coletividade.

Nos Estados Unidos, muitas pessoas protestam contra a imunização obrigatória. Algumas delas não fazem parte de grupos antivacina, mas acreditam que os pais têm o direito constitucional de não imunizarem os filhos. Por lá, apenas três estados exigem a carteira de vacinação para que uma criança seja matricula numa escola pública: Califórnia, Virginia do Oeste e Mississippi. Nos demais, existem as chamadas restrições religiosas e/ou filosóficas.

No Brasil, é proibido por lei não imunizar as crianças por razões que não sejam médicas. A carteira da vacinação é obrigatória na hora de matricular os filhos nas escolas e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que pais que falham em vacinar os filhos podem levar multas ou ser processados por negligência e maus tratos.

Imunologista pediátrica com mais de 30 anos de carreira, a Dra. Delva Longhi acredita que o estado deve obrigar a imunização das crianças. “Muitas vezes, os pais nem têm conhecimento da importância da vacina. Outros não querem ou não podem perder um dia de trabalho para levar os filhos. Se não houver nenhuma exigência, nossos níveis de imunização vão cair muito”, explica a médica.

Anti-Vaxxers no Brasil?

Sobre o movimento antivacina no Brasil , a médica conta que o grupo ainda é tímido. “Entre meus pacientes, acho que não chega a 1%”, conta a imunologista, que também traça um perfil do grupo. “São sempre pessoas com boa condição financeira, aparentemente esclarecidas e muito influenciadas pela cultura dos Estados Unidos”, diz.

Ainda que de forma tímida, os Anti-Vaxxers vão deixando sua marca no País. De acordo com o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, a vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura nos últimos 16 anos em 2018.

Hoje, o Brasil vive dois grandes surtos de sarampo: um em Roraima e um no Amazonas. Foram 10.274 casos confirmados em apenas um ano.  No entanto, o Ministério de Saúde atribui a epidemia ao alto índice de imigração de venezuelanos para o País.

Os perigos de não imunizar

O debate sobre a vacinação vai além das liberdades individuais, uma vez que uma pessoa não imunizada pode representar riscos para os demais. “Pegando o exemplo de uma escola ou de um hospital, onde existem crianças de todas as idades. Um paciente de 5 anos que não está em dia com as vacinas pode contaminar uma criança mais nova que ainda não tem idade para determiandas vacinas”, explica a Dra. Longhi. “Isso pode ter consequências sérias para a saúde ou até mesmo causar a morte”, completa.

Sobre os efeitos colaterais, a médica admite que algumas vacinas podem causar mal-estar, mas diz que o “custo-benefício em se vacinar é muito maior”. O Ministério da Saúde, em seu site oficial, também fala sobre a importância da imunização. “Com respaldo técnico de equipes especializadas, o Ministério da Saúde garante que a vacinação é segura, sendo que seu resultado não se resume a evitar doenças. Vacinas salvam vidas”, diz o comunicado.

De olho no crescimento do  movimento antivacina  e outros grupos conspiracionistas, o Ministério da Saúde criou uma página apenas para desbancar notícias falsas espalhadas pelas redes socias. A iniciativa começou em agosto de 2018 e, apenas no primeiro mês, a pasta desmentiu seis fake news sobre imunização.

 

Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://saude.ig.com.br/2019-01-13/movimento-antivacina-anti-vaxxers.html

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Para esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto, conheça o livro:

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VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Desde o surgimento da primeira vacina, no fim do século XVIII, centenas de milhares de mortes foram evitadas e dezenas de moléstias, combatidas. Estima-se que, nos últimos dois séculos, as vacinas proporcionaram um aumento de cerca de 30 anos em nossa expectativa de vida.

Porém, nos últimos anos, um grande movimento internacional contra as vacinas tem chamado a atenção de pais, profissionais de saúde e educadores. Partindo de informações contraditórias e de dados sem comprovação científica, seus membros alegam ter o direito de escolher vacinar ou não os filhos. No entanto, essa decisão, que de início parece individual, tem consequências coletivas, fazendo por vezes ressurgir epidemias que se consideravam erradicadas.

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.

‘ANSIEDADE NÃO É TUDO IGUAL: CONHEÇA 10 SUBTIPOS QUE PRECISAM DE TRATAMENTO’

Matéria de Giulia Granchi, publicada originalmente no UOL VivaBem,
em 13/12/2018.

De forma geral, a ansiedade, considerada um fenômeno biológico, é necessária para a sobrevivência dos seres humanos e alguns animais. Ela nos ajuda a reagir em situações de perigo, ficar vigilante e atingir metas.

Quando ficamos com frio na barriga antes de uma apresentação no trabalho, por exemplo, e a situação é isolada, a ansiedade é considerada normal. Mas se o sentimento toma conta da mente de forma exagerada e começa a atrapalhar nas atividades diárias, devemos nos preocupar. São sinais que o quadro se tornou patológico, chamado de transtorno de ansiedade, e um aconselhamento profissional é necessário.

Mas se engana quem pensa que todos que sofrem de ansiedade têm o mesmo transtorno. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria, existem 9 subtipos da doença, cada um deles com diferentes sintomas. Confira abaixo:

  1. Transtorno de ansiedade generalizada

Esse é o tipo o mais comum e frequente. É caracterizado por ansiedade e preocupação excessivas frequentes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes por pelo menos seis meses. Para que ocorra o diagnóstico, o quadro precisa estar associado com três ou mais dos seguintes seis sintomas: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, cansaço, falta de concentração, irritabilidade, tensão muscular e dificuldade para adormecer.

  1. Mutismo seletivo

Ao se encontrarem com outros indivíduos em interações sociais, as pessoas com mutismo seletivo não iniciam a conversa ou respondem reciprocamente quando os outros falam com elas. O quadro é mais comum em crianças, mas pode persistir na vida adulta. As situações de relacionamento interpessoal são marcadas por forte sensação de ansiedade e os indivíduos costumam ser prejudicados em suas relações pessoais e desempenho acadêmico ou no trabalho. A dificuldade na fala também pode interferir na comunicação social, embora as crianças com esse transtorno ocasionalmente usem meios não verbais, como usar as mãos para se comunicar.

  1. Transtorno de ansiedade de separação

Assim como o mutismo seletivo, este transtorno é mais comum em crianças, mas existem adultos com o problema também. Ele é caracterizado pelo medo ou ansiedade excessivo em relação à separação por apego, podendo ser com uma pessoa, animais com objetos e até lugares, como a mudança de casa.  Quando separadas das figuras importantes de apego, as crianças diagnosticadas podem apresentar dificuldade em socializar, apatia, tristeza ou dificuldade de concentração. Dependendo da idade, elas também podem criar medos excessivos de animais monstros, escuro, ladrões, acidentes e outras situações que lhes dão a percepção de perigo. Os indivíduos com o quadro limitam suas atividades independentes longe de casa ou das figuras de apego –muitas vezes não querem realizar tarefas básicas como ir à escola ou supermercado sozinhos.

  1. Transtorno de pânico

É caracterizado por episódios de ataques de pânico recorrentes, cuja característica principal é um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e costuma durar até meia hora. Os sintomas incluem taquicardia, sudoreses, tremores, falta de ar, sensação de asfixia, dores no peito, náusea, tontura, calafrios, parestesias (anestesia ou sensações de formigamento), desrealização (sensações de irrealidade), medo de perder o controle ou “enlouquecer” e medo de morrer.

Apesar de serem pontuais, os ataques podem se repetir sem gatilhos específicos, o que costuma gerar ansiedade e preocupação para sair de casa em pacientes que sofrem do quadro. Confira dicas para lidar com um ataque de pânico.

  1. Fobias específicas

É o medo excessivo em situações específicas, como entrar em um elevador, encontrar um rato, estar próximo de janelas altas… A resposta de medo, ansiedade e estresse é automática nesses casos, que se repetem toda vez que o paciente não consegue evitar a situação. Mas o que diferencia esse quadro do medo comum é a intensidade exagerada dos sintomas. Por exemplo, se a pessoa tem fobia de injeções, ela não conseguirá nem deixar que outra pessoa aplique uma vacina ou medicamento nela dessa forma, e já apresentará sintomas de pânico. Uma pessoa que tem um medo não patológico de agulhas consegue lidar com isso de forma um pouco melhor.

  1. Fobia social

É o nome dado ao medo ou ansiedade exagerados de ser exposto a possível avaliação por outras pessoas em situações sociais. O desconforto vai além da fala em público: pessoas com o diagnósticos se sentem constrangidas e humilhadas simplesmente ao serem observadas em atividades comuns, como comer, beber e escrever. O grau e o tipo de ansiedade podem variar em diferentes ocasiões.

  1. Agorafobia

É quando o indivíduo tem medo ou ansiedade de espaços que, em geral, não consideram seguros. Nesses casos, a insegurança é desproporcional ao perigo do que realmente pode acontecer. Pacientes com esse quadro sentem medo de serem atacados, não conseguirem sair do local em que estão ou não serem socorridos, e passam a evitar lugares ou pedirem companhia.

  1. Transtorno de ansiedade induzido pelo uso de substâncias

Acontece pelo uso excessivo de substâncias como drogas (maconha, ecstasy, cocaína…), excesso de cafeína, álcool, medicamentos como opioide e anfetamina. Os pacientes diagnosticados com este subtipo de ansiedade têm suas atividades diárias prejudicadas por preocupações excessivas e até ataques de pânico que acontecem junto ou separadamente do uso das substâncias.

  1. Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

O transtorno é desenvolvido por causa da descoberta (comprovada clinicamente) de uma condição de médica, incluindo diferentes doenças e alterações físicas. Os sinais podem incluir sintomas proeminentes de ansiedade ou ataques de pânico, que compromete o funcionamento social do indivíduo.

  1. Especificado e não especificado

Esta categoria é destinada aos casos que, apesar do sofrimento persistente e avassalador, não entram nos critérios das especificações dos subtipos acima, ou não acontecem a tempo suficiente para que ocorra o diagnóstico.

Fontes: Higor  Caldato, psiquiatra pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e  Luiz Vicente Figueira de Mello, médico supervisor do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria FMUSP e médico assistente pela Fundação Faculdade de Medicina.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/13/ansiedade-nao-e-tudo-igual-conheca-9-subtipos-que-precisam-de-tratamento.htm

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Tem interesse no assunto? Conheça o livro do psiquiatra e psicoterapeuta Breno Serson, especializado no tema:

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, sobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘DICAS PARA MEDITAR’

O médico Roberto Cardoso, autor do livro Medicina e meditação, da MG Editores, traz em seu novo vídeo dicas para quem quer começar a meditar. Assista.

 

Visite o site do autor: https://www.robertocardoso.net

Conheça o livro:

MEDICINA E MEDITAÇÃO
Um médico ensina a meditar

Médico há mais de vinte anos e meditador há mais tempo ainda, o autor mostra com precisão várias técnicas de meditação e os seus benefícios para a saúde. Sem qualquer orientação religiosa, filosófica ou moral, trata-se de uma obra para ler, aprender e praticar. Edição revista, atualizada e ampliada.

 

29 DE SETEMBRO: DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

 

Criado no ano 2000 pela WHF – World Heart Federation, o Dia Mundial do Coração é comemorado neste sábado, 29 de setembro. Em 2018, a entidade está aumentando a conscientização sobre um fator de risco cada vez mais importante: a poluição do ar. Quase uma em cada cinco mortes por doenças cardiovasculares são causadas pela poluição do ar, um total de 3 milhões de mortes no mundo a cada ano.

Pesquisas revelam que 7 milhões de pessoas morrem prematuramente todos os anos por causa da poluição do ar: 1,4 milhão de acidente vascular cerebral e mais de 2 milhões por doenças cardíacas.

Uma pesquisa cientifica recente, publicada pela revista Nature, adverte que a exposição ao dióxido de nitrogênio e às partículas finas da poluição do ar está claramente ligada à mortalidade por doenças cardiovasculares. A má qualidade do ar também é classificada como a quarta causa de DALY (Disability Adjusted Life Years), ou seja, um ano de vida saudável perdida,  de acordo com o mais recente Estudo Global do Ônus das Doenças.

Para a WHD, a redução da exposição à poluição do ar tornou-se um desafio crucial que o mundo precisa enfrentar se quiser continuar avançando na meta de reduzir o impacto das doenças não transmissíveis, especialmente cardiovasculares.

Além de alertar a população sobre os riscos da poluição do ar, a celebração do Dia Mundial do Coração tem como objetivo reforçar junto ao público a importância de manter a boa saúde do coração. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil pessoas sofrem infarto agudo do miocárdio por ano. Infelizmente, para 30% delas, a doença é fatal.

Por isso, para os mais cuidadosos e preocupados com a manutenção desse órgão fundamental do corpo humano, o livro Coração, manual do proprietário: tudo o que você precisa saber para viver bem, escrito pelo cardiologista Mauricio Wajngarten, da MG Editores, explica tudo sobre o seu funcionamento. O livro é  um manual sobre o coração acessível a todos. Já no primeiro capítulo, o médico explica o funcionamento do órgão a partir de analogias e desenhos divertidos.

No capítulo Conversando com o seu ‘mecânico’, o cardiologista dá dicas de como o paciente e o médico devem se comportar durante a consulta, explica o que é anamnese, bateria de perguntas que o médico faz ao paciente, exame físico etc. As doenças que podem afetar o coração como arteriosclerose, angina, enfarto, derrame, entre outras, são descritas no capítulo Sinais de desgaste do equipamento.

Em Manutenção preventiva, ele explica como lidar com “fatores de risco controláveis” como diabetes, tabagismo, colesterol, triglicérides, estresse, depressão etc. e, também, com “fatores de risco incontroláveis” como herança genética, raça, sexo e idade. E o cardiologista ressalta que os fatores controláveis ou modificáveis são responsáveis por 70% das doenças do coração.

Apertando os parafusos mostra o que é possível fazer para consertar um coração meio entupido: angioplastia, ponte de safena, cirurgia das valvas; ou um coração que bate pouco: marcapasso, transplante de coração e ressuscitação cardiorrespiratória.

No livro, o cardiologista fala da necessidade de cuidar do coração nas diferentes fases da vida: infância, adolescência, maturidade e velhice. Também explica como cuidar do coração durante o sexo, no verão e no inverno. Quanto aos exercícios físicos, ele garante que basta caminhar meia hora por dia para manter o coração saudável.

Para saber mais, acesse: https://www.gruposummus.com.br/mg/livro/9788572550307