‘CONVENÇÃO DE IOGA REÚNE CENTENAS DE PESSOAS EM SÃO PAULO’

É a primeira vez que uma representante da família Iyengar vem ao Brasil

Matéria de Iara Biderman, publicada originalmente no jornal
A Folha de S. Paulo, em 19/05/2019

Mais de 300 tapetinhos de ioga forram o salão do Tênis Clube Paulista. Localizado no bairro da Aclimação, entre o Paraíso e a Liberdade, o clube sedia as atividades da 3ª Convenção Brasileira de Iyengar Yoga.

Ao lado dos tapetes, blocos, mantas, cintos e cordas ajudam pessoas de diferentes idades e condicionamento físico a sustentarem os “ásanas” (posturas). São os “props”, objetos de apoio típicos da Iyengar.

Mesmo alunos menos experientes mantêm o equilíbrio, até em posturas complicadas, como as que ficam com as pernas para o ar e a cabeça para baixo, sustentando todo o peso do corpo.

Seguindo as instruções da professora, que indica as sequências de exercícios e corrige os alinhamentos corporais, nem parece ser algo tão difícil. Em alguns momentos, a sincronia dos corpos lembra uma coreografia bem ensaiada, embora seja a primeira vez que o grupo todo pratica junto. E com aquela professora.

Abhijata Iyengar, a mestra, é a alma da terceira convenção de Iyengar realizada no Brasil. A associação brasileira foi criada há 13 anos, mas é a primeira vez que um membro da família Iyengar vem ao país.

Neta de B.K.S. Iyengar (1918-2014), fundador dessa linha dentro da hata-ioga, ela é a sucessora responsável por manter o legado do avô, que sistematizou o aprendizado da prática milenar e, mesmo respeitando a tradição, transgrediu ao ministrar aulas mistas e democratizar o conhecimento das técnicas.

Tudo isso é encarado de forma simples e natural pela indiana de 36 anos, formada em bioinformática e mãe de dois filhos, de seis e dois anos. Este modo de ser é transmitido na aula.

“Quando você vê que tudo é simples, os nós na cabeça se desfazem naturalmente. Foi isso que B.S.K. me ensinou, é onde se apoia a prática do Iyengar”, diz ela.

O método não se baseia em explicações e divagações teóricas, o ensino parte do corporal, físico. “Não é para criar fantasias, dizer feche os olhos e medite. A pessoa pode estar de olhos fechados sonhando com o que vai comer no jantar. Isso não é meditação.”

O aprendizado começa com posturas em que a mente está ativamente envolvida com o corpo, concentrada na posição do quadril, no alinhamento dos pés ou de cabeça e ombros, por exemplo. A partir dos aspectos mais simples, a evolução no caminho da ioga ocorre de maneira tangível e compreensível, segundo Abhijata.

Descomplicar ou mesmo desmistificar a prática é um dos méritos de B.S.K. Iyengar, que mostrou ser possível conciliar o caminho (também espiritual) com as demandas da vida mundana.

Lição aprendida por Abhijata, que, como boa parte das mulheres fazem hoje, equilibra uma agenda de aulas, palestras, convenções, reuniões, trabalho e cuidados com a casa ou com os filhos.

“Como eu faço isso? Acho que é a vida. Tento estar inteira em cada coisa. Veja, tento, mas agora, por exemplo, estou pensando no que meus filhos estão fazendo”, diz.

Abhijata conversou com a repórter após passar mais de oito horas entre aulas e reuniões no primeiro dia da convenção em São Paulo. Ela está há quase dois meses em tour pela América Latina.

A ioga ajuda, é claro. “É o que me dá energia, foco. Sem a prática eu viveria totalmente dividida entre as inúmeras coisas que preciso e quero fazer”, diz.

Concentração, relaxamento ou alívio de dores são alguns dos benefícios da ioga, mas o que ela realmente oferece, segundo Abhijata, é integração e união entre a mente e o coração.

A oferta não é inalcançável nem exige de ninguém se afastar dos comuns-mortais e renunciar ao mundo. Ao contrário, é estar nele, só que de outra forma.

“O mundo está um caos porque estamos desconectados do que fazemos, das outras pessoas, da sociedade, da natureza. A prática da ioga conecta a pessoa consigo mesma; a partir daí, a harmonia com tudo o que está em volta se torna possível”, afirma Abhijata.

Para ler na íntegra (assinantes Folha de S.Paulo e UOL), acesse: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/05/convencao-de-ioga-reune-centenas-de-pessoas-em-sao-paulo.shtml

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Se você tem interesse no tema, conheça:

LUZ NA VIDA
A jornada da ioga para a totalidade, a paz interior e a liberdade suprema
Autor: B. K. S. Iyengar
SUMMUS EDITORIAL

Considerado o maior mestre de hata-ioga do planeta, o autor criou um método que permite a todos – inclusive idosos, portadores de deficiências ou de doenças crônicas – praticar ioga e recuperar ou aprimorar a saúde. Seus ensinamentos não têm nada de dogmáticos: usando de sabedoria, simplicidade e experiência, ele mostra como atingir a paz interior por meio da ação, da reflexão e do autoconhecimento. Obra imprescindível para os que buscam qualidade de vida.

‘PESQUISA DA USP CHEGA A TRATAMENTO INÉDITO PARA FIBROMIALGIA’

De Gabrielly Borges e Pedro Teixeira, da Agência de Inovação da USP,
publicado no UOL VivaBem em 11/05/2019

Existe um novo meio de combate à fibromialgia, criado e aplicado por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, que conseguiu controlar a dor da fibromialgia em 90% dos pacientes. O tratamento é chamado de fotossônico e realizado a partir de um equipamento, considerado pioneiro no mundo, desenvolvido pela equipe que realiza a aplicação conjugada de ultrassom e laser terapêutico, de baixa intensidade. Tanto o protocolo da terapêutica como o aparelho utilizado são considerados inéditos.  Tradicionalmente, se apela à fisioterapia, realizada nos locais da dor, chamados de pontos gatilho ou tender point. O fotossônico, por sua vez, é aplicado em toda a palma da mão, sendo apenas três minutos em cada uma, duas vezes por semana. São necessárias dez sessões.

“O aparelho de ultrassom já é usado tradicionalmente na fisioterapia, em reabilitações. A propagação de ondas sonoras promove uma agitação e aquecimento nos tecidos biológicos, estimulando vasos sanguíneos, homogeneizando e melhorando a eficiência das ações metabólicas, enquanto o laser atua por meio da penetração da luz no nível bioquímico. Assim, desencadeia a liberação de endorfinas, inibindo a dor. Além disso, a emissão tem efeito regenerativo, como comprovado em diferentes casos de reabilitação, ou mesmo em cirurgias plásticas, na reposição de colágeno. A sobreposição dos dois métodos concilia os estímulos, gerando um resultado ampliado”, explica o professor Vanderlei Bagnato, diretor do IFSC ao Jornal da USP no Ar.

O físico conta que o método de tratamento da fibromialgia foi descoberto em um processo mais amplo. A empresa Finep buscou o IFSC para financiar uma pesquisa acerca de bisturis ultrassônicos. Como o Brasil não tem tecnologia na área, é obrigado a importar, resultando em um preço proibitivo das cirurgias laparoscópicas. Esse instrumental está em processo final e logo estará no mercado, mas o trabalho dos pesquisadores rendeu mais.

“O aprendizado desembocou no desenvolvimento de uma terapêutica para artrite e artrose, tanto em membros inferiores (principalmente joelho) como superiores (sobretudo mãos). Em um processo que já dura sete anos, mais de 500 pacientes já passaram por nós. O protocolo de ação teve muito sucesso, pessoas que não se locomoviam voltaram a ter um dia a dia independente. E, inspirados nisso, testamos o tratamento para a fibromialgia.” O professor relata que se trata de uma doença complexa, com diagnóstico difícil, que ninguém entende bem as causas. Os resultados foram novamente positivos, entre 60% e 70% tiveram um alívio muito bom da dor. Outra faixa reagiu em cerca de 50% ao tratamento, segundo os parâmetros de medição de incômodo. Isto é, conseguiu dormir mais facilmente e deixou de ter palpitação em certo lugar, mas ainda sente o quadro. E 10% não sentiram nenhum efeito. “São números expressivos, pois já tivemos muitos pacientes e a tendência é de melhora”, argumenta Bagnato.

Esses aparelhos estão em fase final de aprovação na Anvisa. Depois disso, essas inovações chegam de fato à sociedade. O professor salienta a importância do retorno dos profissionais, a partir do momento que têm essas ferramentas em mãos. Só assim se sabe o real efeito da pesquisa para o País, até para fora, dando a contrapartida necessária para a ciência também avançar. Além disso, o docente ressalta que todo cidadão do Estado de São Paulo, grosso modo do Brasil, tem a USP no seu dia a dia. “Seja por logística de transporte e construção civil, ou saúde, biotecnologia, novos fármacos, vacinas e até meio ambiente. Há um esforço geral de todas as universidades para contribuir.”

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/11/pesquisa-da-usp-chega-a-tratamento-inedito-para-fibromialgia.htm

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Quer saber mais sobre fibromialgia? Conheça o livro:
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FIBROMIALGIA SEM MISTÉRIO
Um guia para pacientes, familiares e médicos
Autor: Manuel Martínez-Lavín
MG EDITORES

Este livro esclarece vários aspectos de um problema de saúde polêmico e ainda não totalmente compreendido nem mesmo pela classe médica: a fibromialgia. Apresenta os principais sinais e sintomas dessa doença, explica por que seu diagnóstico é tão difícil e apresenta alguns conceitos importantes que explicam a provável causa e as possibilidades de tratamento do problema.

‘FALAR SOBRE BENEFÍCIOS DOS ALIMENTOS AJUDA A MELHORAR HÁBITOS DE CRIANÇAS’

Matéria de Roberta Jansen e Ana Paula Niederauer, do Estadão Conteúdo, e reproduzida no UOL VivaBem 09/05/2019

Reza uma das histórias mais queridas de especialistas em alimentação do mundo todo que quando as tiras do marinheiro Popeye surgiram, na década de 1930, o consumo de espinafre disparou entre crianças. Seria mesmo eficaz relacionar os benefícios dos alimentos de forma lúdica? Um estudo publicado nesta semana na revista científica Journal of Nutrition, Education and Behavior garante que sim.

Explicar para as crianças os benefícios de cada alimento é uma estratégia eficaz para fazer os pequenos comerem de forma mais saudável. A conclusão é de um estudo da Universidade Estadual de Washington e da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que frases como “se você comer lentilhas, vai ficar mais forte e correr mais rapidamente” eram mais eficientes para convencer crianças a comerem do que apenas oferecer os alimentos sem nenhuma explicação.

O trabalho revela que há o dobro de chance de as crianças aceitarem as comidas mais saudáveis quando são informadas sobre os benefícios em termos que possam entender.

“Toda criança quer ser forte, rápida, pular mais alto”, diz a principal autora do estudo, Jane Lanigan, professora do Departamento de Desenvolvimento Humano da Universidade Estadual de Washington. “Com esses argumentos, as comidas ficam mais atraentes.”

A primeira infância é um período crítico para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. Mas, em um mundo repleto de ofertas de fast-food e doces, a maioria das crianças tem dificuldade de aceitar algumas refeições.

Para entender a importância da informação agregada, os especialistas ofereceram alimentos saudáveis a um grupo de 87 crianças de 3 a 5 anos. Antes de o experimento começar, pediram às crianças que informassem o quanto gostavam de quatro comidas: pimentão, tomate, quinoa e lentilha. Durante as seis semanas da experiência, os pesquisadores ofereceram os alimentos que as crianças menos gostavam com informações sobre os benefícios. Os demais alimentos eram oferecidos sem nenhuma explicação.

“Um mês depois do fim do experimento, descobrimos que as crianças estavam comendo o dobro dos alimentos sobre os quais receberam explicações, em comparação com os demais”, afirmou Jane.

A pesquisadora, que tem dois filhos, disse que poderia ter feito as coisas de forma diferente, se tivesse as informações que têm hoje. “Muitas vezes dizemos aos pais o que as crianças devem comer, mas não como fazê-las comer. E isso é muito importante.” O horário das refeições, diz, é um bom momento para que os pais estimulem a exploração de diferentes alimentos.

Exemplo

O pediatra Roberto Cooper, da Universidade Estácio de Sá, diz que a conversa com a criança é sempre crucial. Mas, segundo ele, o exemplo da família também é importante. “Não dá para cobrar da criança uma alimentação saudável, se a família não come de forma saudável. O exemplo de casa é anterior à explicação. Estamos falando de crianças de 1 ano e meio, que nem falam.”

A profissional de Educação Física Luciana Tella, mãe de Letícia, de 2 anos, sabe da importância do exemplo. Ela conta que a alimentação saudável é seguida tanto em sua casa como na dos avós. “Procuramos sempre comer salada, legumes e poucas frituras – e mais assados.”

Mãe de Gustavo, de 9 anos, e Vinícius, de 4, a empresária Rosana Venceslau também aposta no incentivo em casa, principalmente para o caçula, mais seletivo. Nesta Páscoa, aproveitou para falar da cenoura. “Para você correr como o coelhinho corre e enxergar bem igual ao coelhinho, tem de comer cenoura”, disse a Vinícius. “Ele prestou atenção e consegui convencê-lo”, garante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Para ler a matéria na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/05/09/falar-sobre-beneficios-dos-alimentos-ajuda-a-melhorar-habitos-de-criancas.htm?cmpid=copiaecola

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Tem interesse no assunto? Conheça :

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA
Conceitos, dicas e truques fundamentais
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

Todo dia surgem informações de como oferecer uma alimentação saudável aos filhos. Produtos que parecem ricos em nutrientes fazem sucesso, mas logo suas desvantagens são desmascaradas. Pensando nisso, a nutricionista Cláudia Lobo criou um guia para ajudar os pais a oferecer uma alimentação saudável às crianças. Mudança de hábitos, organização e perseverança são alguns dos ingredientes apontados por ela. Imperdível.

 

COMIDA DE CRIANÇA
Ajude seu filho a se alimentar bem sempre
Autora: Cláudia Lobo
MG EDITORES

Mostrando de maneira objetiva como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, este livro ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas. Também sugere falimentaormas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar e traz mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas.

 

‘ANSIEDADE E DEPRESSÃO PODEM OCORRER AO MESMO TEMPO?’

Matéria de Amanda Massarana, publicado originalmente no UOL VivaBem,
em 09/05/2019.

A ansiedade e a depressão são problemas distintos, cada um com suas próprias características, e muitas vezes são até considerados opostos. Porém, na realidade, essas duas condições podem, sim, coexistir em uma mesma pessoa. Fato é que tanto a ansiedade quanto a depressão envolvem comportamentos que atrapalham muito a rotina, gerando um alto prejuízo social, profissional e nos relacionamentos interpessoais de forma geral.

Ansiedade e depressão juntas: como começa?

Mas, afinal, a ansiedade leva à depressão ou é o contrário? Não há como saber exatamente. “Muitas vezes os sintomas acontecem simultaneamente e a relação entre eles pode não ser tão simples de ser identificada”, afirma o psiquiatra Fernando Fernandes, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

Para tentar traçar esse caminho, o psicólogo André Rabelo, pesquisador de pós-doutorado da UnB (Universidade de Brasília), traz o exemplo de uma pessoa com depressão. Esse quadro gera uma situação de falta de controle, porque a pessoa se vê triste, sem energia e, mesmo tendo motivos para fazer o que precisa, ela não tem ânimo. Ao passar muito tempo assim, pode-se gerar uma angústia tão grande que pode levar à ansiedade. Da mesma forma, uma pessoa com ansiedade que sofre muito com preocupações excessivas, acaba pensando obsessivamente em uma mesma questão e não consegue regular isso. Então, com o passar do tempo e o sofrimento dessa condição, ela vai ficando debilitada, se achando inferior, menos capaz. Tudo isso vai deixando-a desesperançosa, melancólica, chegando aos sintomas da depressão.

No entanto, Fernandes reforça que é preciso compreender que existe uma diferença entre ter o sentimento de ansiedade e ter de fato um transtorno ansioso, como transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno do estresse pós-traumático, por exemplo.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

“O sentimento de ansiedade é normal até certo ponto, mas pode se tornar patológico. É um sentimento que pode acontecer tanto nos transtornos ansiosos, quanto na depressão”, ele explica. Dessa forma, é possível que o sentimento de ansiedade faça parte de um quadro depressivo. Inclusive, de acordo com Fernandes, metade dos casos de depressão caminham junto com a ansiedade.

Como saber se tenho depressão e ansiedade

Uma pessoa que esteja convivendo com os dois problemas poderá apresentar os sintomas comuns de depressão e de ansiedade, como também pode não ter os sintomas tão explícitos. Fernandes afirma, inclusive, que existem diversos casos em que o paciente busca ajuda querendo tratar a ansiedade, mas que na verdade essa pessoa tem um quadro depressivo e não sabe.

“Já em outros casos, a pessoa tem a depressão e tem a associação de um transtorno ansioso, aí nós chamamos isso de comorbidade”, ele afirma. Dessa forma, a maneira mais segura de conseguir um diagnóstico e, consequentemente, o melhor tratamento é buscando ajuda especializada.

Sintomas de depressão e ansiedade

Conheça mais sobre os sintomas de cada uma das condições:

– Depressão: é caracterizada por sintomas como humor deprimido, juntamente com a diminuição do prazer, desde as atividades diárias até a perda da libido. Alterações de apetite, como aumento ou diminuição, assim como desregulação do sono também podem ocorrer, além de quadros de fadiga, cansaço, indisposição, sentimento de culpa e inadequação e dificuldade para se concentrar.

– Ansiedade: temos como característica a ansiedade em si como conhecemos, a preocupação excessiva, não necessariamente com um foco. Essa preocupação não é controlada pelo indivíduo, é uma invasão da mente. Junto com a ansiedade, pode surgir a inquietação, o nervosismo, a fadiga e o cansaço, além da dificuldade para se concentrar. Também pode haver alterações de sono, mas nesse caso, o sono se torna mais leve e com pouca qualidade. Entre os sintomas físicos, estão a falta de ar, o suor, a mão gelada, boca seca, tontura e náusea.

Prevenção e tratamento

Para entender se é hora de procurar ajuda especializada, o melhor é observar os seus sintomas. O que vai ser determinante é a intensidade e a frequência com que eles aparecem no dia a dia. “Estar ansioso antes de uma prova é comum, mas sentir-se assim todo dia, a maior parte do dia não, já é um indicativo de algo mais sério”, diz psicóloga Juliana Leonel, professora do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. O mesmo serve para a depressão.

Fernandes acrescenta que existem tratamentos medicamentosos que podem ajudar a tratar a depressão, o transtorno ansioso e a depressão ansiosa, além de terapias, que são uma excelente forma de tratamento. “Para transtornos ansiosos e depressão, a terapia cognitivo comportamental funciona muito bem e é o método com uma maior evidência de eficácia”, ele destaca.

Entretanto, o ideal é estar atento para se prevenir dessas condições, apostando em qualidade de vida, melhora da rotina, em boas noites de sono e na alimentação. E, se sentir que algo está errado, não tente ignorar o problema, busque ajuda, seja de um psicólogo ou psiquiatra. “Não há porque ter vergonha e estigma em procurar um profissional da saúde mental. Ao reconhecer os sintomas, procure ajuda porque quer ficar bem, porque está preocupado com a sua saúde”, finaliza Leonel.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/09/ansiedade-e-depressao-podem-ocorrer-ao-mesmo-tempo.htm

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça:

transtornoestressTRANSTORNOS DE ANSIEDADE, ESTRESSE E DEPRESSÕES
Conhecer e tratar
Autor: Breno Serson
MG EDITORES

Insônia, falta ou excesso de apetite, falta de ar, tonturas, medos, aperto no peito, pensamentos angustiantes. Esses e outros sintomas físicos e mentais podem indicar um transtorno de ansiedade ou depressão, que atinge cada vez mais nossa sociedade contemporânea. Este livro objetiva partilhar conhecimento, em linguagem simples, estressesobre os transtornos ansiosos e depressivos e os tipos de tratamento disponíveis, refletindo sobretudo sobre a integração de tratamentos convencionais e de medidas gerais benéficas.

‘IDOSO TAMBÉM TRANSA: ATIVIDADE SEXUAL AUMENTA BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE’

Publicado originalmente no UOL Viva Bem, em 21/04/2019.

Chegar na terceira idade está longe de que o sexo acabou. Um novo estudo, publicado na revista científica Sexual Medicine, mostrou que a atividade sexual melhora o bem-estar entre os mais velhos e os ajuda a aproveitar melhor a vida.

Após entrevistar 6.879 ingleses com cerca de 65 anos, os pesquisadores computaram que homens e mulheres na terceira idade que tiveram qualquer tipo de relação sexual nos últimos 12 meses tinham um maior nível de satisfação com a vida do que aqueles que não eram sexualmente ativos.

E quando falamos de relação sexual, ao menos para as mulheres, não é só sobre penetração. As senhoras associaram uma melhora na qualidade de vida com a frequência de trocas de beijos, carinhos, carícias e até com a sensação de estarem emocionalmente próximas do parceiro durante o ato sexual. O sexo em si não teve uma relação direta a melhora do aproveitamento da vida entre elas.

Porém, ao se tratar dos homens com mais idade a satisfação com a vida sexual e a frequência de transas foi associada a um maior desfrute da vida. Aqueles que fizeram sexo ao menos duas vezes por mês registraram notas mais altas de bem-estar.

Para ambos, as preocupações sobre a vida sexual e problemas com a função sexual (como impotência ou dores) foram fortemente relacionados a níveis mais baixos de prazer na vida como um todo.

Mantenha a vida sexual ativa

Os cientistas concluíram que transar pode ser mais importante para os homens do que para as mulheres na terceira idade -ao menos quando o objetivo é potencializar o bem-estar. O prazer feminino nessa fase da vida se mostrou mais relacionado com as outras atividades sexuais.

De qualquer forma, a ideia da pesquisa é usar as revelações para promover mais conversas entre médicos e idosos sobre sexo onde o profissional incentive mudanças na rotina para o paciente manter a vida sexual ativa na terceira idade. “Sabemos que o bem-estar psicológico está intrinsecamente ligado à saúde física, encorajar e apoiar as pessoas a continuarem a ter uma vida saudável na velhice pode aumentar a qualidade de vida”, concluí a análise.

Para ler na íntegra, acesse: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/21/idoso-tambem-transa-atividade-sexual-aumenta-bem-estar-na-terceira-idade.htm

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Tem interesse pelo assunto? Conheça o livro:

SEXO E AMOR NA TERCEIRA IDADE
Autores: Robert N. Butler, Myrna I. Lewis

Butler e Lewis derrubam tabus e provam que o sexo e a sexualidade são experiências prazerosas, gratificantes e altamente saudáveis, após os 60 anos. É a época em que o ser humano possui maior experiência e disponibilidade de tempo para poder, apesar das dificuldades naturais, usufruir de uma vida sexual positiva.

‘BRASIL NÃO TEM PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO, CRITICA ESPECIALISTA’

Matéria de Yasmim Araujo Rodrigues, publicada originalmente pela
Agência de Notícias UniCEUB, em 25/03/2019

A psicóloga paulista Karina Okajima Fukumitsu sofria de uma inflamação cerebral. Ela prometeu que, se fosse curada, dedicaria a vida à causa de ajudar outras pessoas em situações de dor profunda, e transtornos mentais. Ela conseguiu e, em homenagem a esse destino, ministra palestras de pés descalços para manter sintonia com a terra. Pós-doutora e pesquisadora sobre prevenção ao suicídio, além de autora de livros e artigos sobre o tema, a psicóloga entende que é necessário trabalhar “as possibilidades e o propósito da vida de cada indivíduo”.

A especialista criticou que o Brasil não tem um plano nacional de prevenção de suicídio, documento previsto apenas para 2020, quando o país deverá comprovar redução de 10% na taxa de mortes por essa causa, conforme compromisso firmado com a OMS. No Distrito Federal, a taxa de suicídio até maio de 2018 foram 41 casos, em comparação com o ano de 2017 que foram 167 e em 2016 151.

A psicoterapeuta relata que a busca por evitar o suicídio deve vir do próprio indivíduo em tratamento. Ela explica que, entre o nascimento e a morte por suicídio, “restam fragmentos, histórias contadas e vividas. O processo de luto abarca vivências que ficam sem sentido, confusas, picotadas, estilhaçadas (…). Você precisa se aproximar de você, da sua vida, a gente não é treinado a se resgatar para pensar no seu próprio sofrimento”, disse a especialista em palestra no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Os dados são alarmantes. No Brasil, a cada 45 minutos um indivíduo comete suicídio. No mundo, a cada 40 segundos há uma tentativa de acabar com a própria vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem por esse motivo todos os anos. O suicídio não ocorre apenas em países de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões do mundo. De fato, 80% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda em 2016, no Brasil já foram registrados 11.433 mortes por suicídio em 2016.

Esses acontecimentos são , na maior parte deles, entre pessoas de 15 a 29 anos de idade e  o suicídio é agora a terceira maior causa de óbito nesse segmento. Tirar a própria vida é já a quarta causa de mortes em adolescentes, inclusive na Coreia do Sul e no Japão é a principal causa de mortes entre garotos e garotas no país.

Problemas psiquiátricos,  uso de drogas e álcool são fatores principais para analisarmos o real motivo do suicídio. Entretanto nem toda pessoa com problemas psiquiátricos têm essa pretensão. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostrou que mais de 30% das vítimas de apresentava teor alcoólico no sangue. Um esforço para mudar o alto índice  foi a decisão da Organização das Nações Unidas (OMS) de definir o dia 10 de setembro o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e promove a campanha nacional de Setembro Amarelo.

Além do uso de drogas e álcool estão também entre as causas que levam a uma pessoa abster de sua vida são problemas como depressão, ansiedade, bullying e situações temporais que despertam forte carga emocional, como o fim de um relacionamento amoroso ou a perda de algo muito importante na vida desse indivíduo. Em casos de uso de arma de fogo Estados Unidos grande parte de quem morre por arma de fogo comete suicídio logo depois e apenas em dez estados americanos, por exemplo, é obrigatório que os profissionais de saúde recebem treinamento sobre prevenção do suicídio. “O Brasil merece uma atenção para esses sofrimento,pois vemos dados alarmantes de suicídios acontecendo e não fazemos nada para parar”.

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Para ler na íntegra, acesse: http://www.agenciadenoticias.uniceub.br/suicidio/

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Conheça Vida, morte e luto, da Summus Editorial, do qual Karina Okajima Fukumitsu é organizadora e coautora:
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VIDA, MORTE E LUTO
Atualidades brasileiras
Organizadora: Karina Okajima Fukumitsu
Autores: Ana Catarina Tavares LoureiroAvimar Ferreira JuniorDaniel Neves ForteDaniela AchetteElaine Gomes dos Reis AlvesElaine Marques HojaijElvira Maria Ventura FilipeEmi ShimmaFernanda Cristina MarquettiGabriela CasellatoGilberto SafraGláucia Rezende TavaresLeo PessiniKarina Okajima FukumitsuMarcello Ferretti FanelliMarcos Emanoel PereiraMaria Carlota de Rezende CoelhoMaria Helena Pereira FrancoMaria Julia KovácsMaria Luiza Faria Nassar de OliveiraMayra Luciana GaglianiMonja Coen Roshi Monja Heishin Nely Aparecida Guernelli NucciPatrícia Carvalho MoreiraPedro Morales Tolentino LeiteProtásio Lemos da Luz, Teresa Vera Gouvea

Esta obra visa apresentar os principais cuidados e o manejo em situações-limite de adoecimento, suicídio e processo de luto, bem como reitera a visão de que, toda vez que falamos sobre a morte, precisamos também falar sobre a vida. Escrito por profissionais da saúde, este livro multidisciplinar atualiza os estudos sobre a morte, o morrer, a dor e o luto no Brasil. Destinado a psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais etc., aborda temas como: espiritualidade, finitude humana, medicina e cuidados paliativos; cuidados e intervenções para pacientes cardíacos, oncológicos e portadores de doença renal crônica; intervenção na crise suicida; pesquisas e práticas sobre luto no Brasil e no exterior; luto não autorizado; as redes de apoio aos enlutados; a tanatologia na pós-graduação.

‘SEJA AMIGO DA SUA VOZ’

No dia 16 de abril é celebrado o “Dia Mundial da Voz”. A data, iniciada no Brasil em 1999, passou a ter expressão internacional a partir de 2003 com diversos eventos organizados também nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia neste dia é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde, bem como realizar conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o câncer de laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

Saiba mais sobre a campanha da SBFa deste ano no site https://www.sbfa.org.br/campanhadavoz/

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Neste Dia Mundial da Voz, conheça os livros do Grupo Editorial Summus sobre o tema:

ESTÉTICA DA VOZ
Uma voz para o ator
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Escrito de forma simples e objetiva, este livro promove um encontro entre o teatro e a fonoaudiologia, analisando a criação teatral do ponto de vista da voz e da fala. Abordando desde o processo respiratório até o aquecimento vocal, a obra é útil para profissionais da voz que atuam nas mais variadas áreas.

 

O PODER DA VOZ E DA FALA NO TELEMARKETING
Treinamento vocal para teleoperadores
Autora: Eudosia Acuña Quinteiro
PLEXUS EDITORIAL

Atualmente, é fundamental que os operadores de telemarketing sejam capacitados, especialmente no que diz respeito ao treinamento fonoaudiológico. Este livro mostra que, se bem orientados, os teleoperadores serão mais produtivos e não terão problemas de saúde associados ao uso excessivo/incorreto da voz, além de sofrerem menos com o estresse diário. Obra dedicada a fonoaudiólogos, profissionais de RH, ergonomistas e médicos do trabalho.

 

TRABALHANDO A VOZ
Vários enfoques em fonoaudiologia
Autora: Léslie Piccolotto Ferreira
SUMMUS EDITORIAL

Este livro nos traz diversas abordagens no trabalho com a voz. Ensina a tirarmos o maior proveito da expressão pela voz, sem cansaços ou afonias, além de mostrar trabalhos relativos ao uso da voz no teatro, para professores e todos os que precisam da voz como instrumento de trabalho. Possui também capítulos de prevenção e tratamento dos diversos distúrbios da voz.

VOZ – PARTITURA DA AÇÃO
Autora:
Lucia Helena Gayotto
PLEXUS EDITORIAL

O ator em cena revela uma relação profunda entre seus recursos vocais e a situação vivida pelo personagem. Assim, a voz pode e deve interferir, modificar a situação e realizar-se como ação vocal. Para estudar essa ação vocal a autora criou uma partitura vocal para registrar os recursos vocais aplicados ao personagem, e, a partir daí, desenvolveu ferramentas para a elaboração da voz, em diferentes situações cênicas. O livro, fundamental na área teatral, amplia tais possibilidades, também para outros profissionais que utilizam a voz em seu dia-a-dia: conferencistas, locutores etc.

‘EXPOSIÇÃO ABDIAS NASCIMENTO: UM ESPÍRITO LIBERTADOR NO MAC NITERÓI (RJ)’

O IPEAFRO atua como correalizador, junto ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, da exposição dedicada a produção artística de Abdias Nascimento (1914-2011), pintor, poeta, dramaturgo e um dos maiores ativistas dos direitos da população negra brasileira. De 13 de abril a 4 de agosto de 2019, Abdias Nascimento: um espírito libertador apresentará ao público 36 obras criadas nas décadas de 1960 a 1990. Grande parte de suas pinturas diz respeito aos orixás e são constantes em suas imagens as presenças de Exu, Iemanjá, Xangô, Ogum e Oxossi, entre outros. Serão expostos alguns documentos como cartazes, matérias jornalísticas e fotografias. A curadoria é de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca, que disponibilizaram em primeira mão para o IPEAFRO, o seu texto que traz, por exemplo, informações de como chegaram ao título da exposição.

Além da individual de Abdias Nascimento no salão principal, o MAC Niterói vai abrir outras duas exposições: O país ocupado, da coleção João Sattamini, que conta com obras de Antonio Dias (1944-2018), Antonio Manuel (1947- ), Ivan Serpa (1923-1973) e Rubens Gerchman (1942-2008); e Farol, do dominicano Engel Leonardo, também com curadoria de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca. Dois desses artistas eram amigos e colaboradores de Abdias. Ivan Serpa doou um quadro de sua autoria ao Museu de Arte Negra, projeto do Teatro Experimental do Negro dirigido por Abdias. Rubens Gerchman conviveu com Abdias no exílio novaiorquino, e um de seus quadros da exposição no MAC , Exu Black Power, é dedicado nominalmente ao Gerchman. Além disso, as obras apresentadas nas duas exposições foram produzidas no mesmo período histórico.

A exposição no MAC coincide com a mostra Abdias Nascimento, a Arte de um Guerreiro, que o  IPEAFRO realiza no Centro de Artes da Maré (CAM), favela Nova Holanda, Rio de Janeiro, com visitação até o dia 14 de junho. Na abertura, no dia 14 de março de 2019, homenageamos Carolina Maria de Jesus, Abdias e Marielle Franco. Veja informações e fotos da abertura da exposição.  Realização do IPEAFRO em parceria com a Redes da Maré. Apoio do Itaú Cultural. Cooperação: Criola, Editora Perspectiva, 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo e FOPIR.

 

SERVIÇO

Exposições: Abdias Nascimento: um espírito libertador; O país ocupado; Farol
Local: MAC Niterói – Mirante da Boa Viagem, sem número, Boa Viagem, Niterói
Abertura: 13 de abril de 2019, sábado, às 10h. O museu abre às 10h, quem quiser ver a exposição pode ir nesse horário. Mas o evento de abertura é das 14h às 18h; a equipe do IPEAFRO estará presente nesse horário
Término: 4 de agosto de 2019
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h | A bilheteria fecha 15 minutos antes
Ingressos: No dia da abertura, basta se identificar como convidado para a exposição que é automaticamente oferecida gratuidade. Durante a temporada, R$ 10 (inteira). Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$ 5).  Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos
Informações: (21) 2620-2400 | mac@macniteroi.com.br | | facebook.com/macniteroi.oficial

Reprodução de texto enviado pelo IPEAFRO em 10.04.2019.

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Quer saber mais sobre Abdias Nascimento? Conheça o livro da Coleção Retratos do Brasil Negro:

ABDIAS NASCIMENTO
Retratos do Brasil Negro
Autora: Sandra Almada
SELO NEGRO EDIÇÕES

Dramaturgo, ator, acadêmico, político, artista plástico, poeta. Abdias Nascimento pertence à elite dos grandes intelectuais engajados nas lutas libertárias dos negros em âmbito mundial – e também na difusão do pan-africanismo. Esta biografia recupera a vida e a obra de Abdias, resgatando as origens da combatividade desse militante respeitado nacional e internacionalmente, para quem o racismo é “a forma assumida pela opressão que mantém na miséria milhões de africanos e afrodescendentes”.

Esta obra faz parte da Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O objetivo da Coleção é abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Para conhecer os outros volumes da coleção, acesse: https://bit.ly/2X3b1mi

 

‘VOCÊ SABE QUE MÉDICO PROCURAR PARA RESOLVER PROBLEMAS CAPILARES?’

Publicado no Blog da Adriana Vilarinho, no UOL Universa,
em 08/04/2019.

Nos últimos anos tem crescido muito a procura por tratamentos capilares. Mas no que eles consistem? Quem está apto a fazê-los? Vamos ‘começar pelo início’: você sabe o que é tricologia?

A tricologia é a área da dermatologia (especialidade médica) que estuda os fios de cabelo, o couro cabeludo e os pelos. A tricologia abrange o diagnóstico e tratamento dos distúrbios que afetam essas estruturas, como queda e quebra dos fios, inflamações, infecções e doenças do couro cabeludo.

Na prática, muitas vezes, uma simples queixa de queda de cabelo pode ser a manifestação secundária de alguma afecção na tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, doenças reumatológicas, entre outras. Por isso é tão importante a avaliação de um médico nesses casos.

A queixa mais comum nessa área é a de queda de cabelo e a calvície (tanto masculina quanto feminina). O dermatologista é responsável por identificar a causa, por meio da história (anamnese) e exame clínico durante a consulta médica e, se necessário, ainda solicitar exames complementares, para então chegar ao diagnóstico e plano de tratamento adequado.

Além da queda de cabelo, a tricologia também abrange tratamentos para perda de cabelos após quimioterapia, trata danos aos fios de cabelo causados por tratamentos e procedimentos estéticos químicos e físicos (como tinturas colorações e alisamentos) trata bem como de afecções no couro cabeludo, psoríase, micoses e foliculites, entre outras).

Atualmente devido a grande procura, a tricologia é uma área que atrai muitos interessados. No mundo inteiro tem crescido significativamente o número de pesquisas e descobertas de novos protocolos de tratamentos médicos nessa área. Se você tem problemas capilares, não deixe de conversar com seu dermatologista.

Para ler na íntegra, acesse:
https://adrianavilarinho.blogosfera.uol.com.br/2019/04/08/voce-sabe-que-medico-procurar-para-resolver-problemas-capilares/

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Quer saber mais sobre o assunto? Conheça os livros do médico tricologista Ademir Carvalho Leite Júnior, publicados pela MG Editores:

 

É OUTONO PARA OS MEUS CABELOS
Histórias de mulheres que enfrentam a queda capilar

Embora grande número de mulheres sofra com a queda acentuada de cabelos, não há literatura a respeito. O assunto é tabu, mas o autor enfrentou o tema com a delicadeza que ele exige. O livro aborda os diversos problemas de queda, os exames, os tratamentos e as causas – sempre recorrendo a histórias verídicas de pacientes para ilustrar os casos.


SOCORRO, ESTOU FICANDO CARECA!

Quem não se lembra daquela famosa marchinha que diz “é dos carecas que elas gostam mais”? Verdade ou mentira, o fato é que a grande maioria dos homens fica bastante infeliz com os primeiros sinais de calvície, que podem aparecer ainda na juventude. Escrito por um médico que sentiu o problema na própria pele, ou melhor, na própria cabeça, este livro aborda o tema da calvície de maneira leve e descomplicada, ao mesmo tempo que oferece informações científicas e atualizadas ao leitor. O autor explica por que surge a calvície, como se desenvolve, os fatores que a agravam e os tratamentos mais modernos e eficazes para combatê-la e amenizá-la.

TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO…
Como detectar, entender e tratar a síndrome dos ovários policísticos

Este livro traz duas informações muito importantes para adolescentes e jovens do sexo feminino que apresentam um ou mais dos sintomas a seguir de for20ma persistente: acne, pêlos em excesso, problemas menstruais, obesidade, infertilidade e queda de cabelos.

A primeira informação, não muito agradável, é que isso pode indicar a presença de uma doença denominada síndrome dos ovários policísticos.

A segunda é boa: a doença é tratável e curável! Conheça tudo sobre a síndrome – a sop – nesta obra de um dermatologista com especialização no assunto. O Dr. Ademir Júnior elaborou um texto cuidadoso, informativo e de fácil compreensão para ser lido por profissionais e por leigos interessados no assunto, jovens e adolescentes em especial.

‘NÃO VACINAR PODE CAUSAR IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS’

Matéria de Luiza Tiné publicada originalmente no Blog da Saúde,
do UOL VivaBem, em 08/04/2019.

Sabia que no dia Mundial da Saúde o tema de destaque é imunização? Há 50 anos, o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Nessa época, o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. O impacto familiar, social, econômico e no sistema de saúde era grande.

Para entender melhor, os hospitais tinham enfermaria só para cuidar desses pacientes infectados por essas doenças, que atualmente são prevenidas por meio da vacinação disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). “À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues.

Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização. A coqueluche, por exemplo, traz sequelas irreversíveis. “Faz com que a criança fique internada na UTI, e ela pode ir a óbito três dias depois de ter sido contaminada. Então, você imagina a sobrecarga para a família que vai ter que cuidar para sempre dessa pessoa”, conta Carla.

Além disso, uma consequência da redução no número de crianças vacinadas são as sequelas e a sobrecarga para os serviços de saúde que deixarão de atender outras doenças para cuidar dessas que podem ser evitadas por meio da vacinação. “A vacina além de ser um mecanismo de proteção, evita o adoecimento, e sequelas irreversíveis como cegueira, surdez, paralisia infantil”, alerta a coordenadora.

Impactos familiar

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas como explicar isso para sociedade, que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas? Sabemos que as pessoas podem escolher, mas o problema é que, será que todas sabem que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. “Nós tivemos agora um surto de sarampo que tiveram ocorrência de mais de 10 mil casos, com 13 mortes em crianças menores de 5 anos. Crianças que poderiam estar conosco, poderiam ter um futuro pela frente e não estão não mais com a sua família, porque não foram devidamente vacinadas” , relata a coordenadora.

Segundo a infectologista Karen Morejon, membro do Comitê de imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a nova geração de pais não viu ou não vivenciou os casos de sarampo porque foi vacinada quando criança. “Eles não sabem da gravidade da doença”, alerta a infectologista.

Morejon destaca ainda, que ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger. “Protejam o bem que mais amam. O bem que o pai e a mãe mais ama é o filho. Vacinar uma criança é um ato de amor”, orienta Karen. Ela lembra que todas as vacinas necessárias são oferecidas pelo SUS.

Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância das campanhas e do combate aos movimentos antivacinas. “No caso do sarampo, o desenvolvimento neurológico é afetado, que vai afetar o desenvolvimento cognitivo dela para o resto da vida, ou seja, essa criança, ela vai ter dificuldade de aprendizagem, ela pode ter outros problemas de saúde que podem inclusive levar a morte, é isso que a população precisa entender”, comenta Domingues.

Impactos Social

Diante dessas preocupações, os que pensam que o problema é unicamente combater as doenças, estão totalmente equivocados, o impacto econômico e social é assustador. “Quando temos um surto as pessoas deixam de visitar nosso país, ou seja, o turismo diminui, os eventos internacionais tendo menos circulação de dinheiro no momento em que mais precisamos”, comenta Domingues.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Além disso, Carla Domingues explica as consequências econômicas. “Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração”, explica.

Olhando para a causa

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde passou a olhar com mais cuidado o problema da baixa cobertura vacinal. “Há um movimento para resgatar a credibilidade da vacina e fazer com que a população entenda todos esses problemas pela falta de vacina”, alerta Carla. Para ela, o próprio sucesso do programa de imunização erradicando as doenças, fez com que os pais deixassem de vacinar seus filhos achando que as crianças não pegariam mais as doenças.

Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes.

 

Para acessar na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/08/nao-vacinar-pode-causar-impactos-sociais-e-economicos.htm

 

Saiba mais sobre o assunto com o livro:

VACINAR, SIM OU NÃO?
Um guia fundamental
Autores: Monica LeviGuido Carlos LeviGabriel Oselka
MG EDITORES

Escrito por dois pediatras e um infectologista, todos com vasta experiência em imunização, este livro apresenta:

  • um histórico do surgimento e da consolidação das vacinas;
  • os benefícios da imunização para a saúde individual e coletiva;
  • os mitos – pseudocientíficos e religiosos – associados a elas, como o de que a vacina tríplice viral provoca autismo;
  • as respostas da ciência a esses mitos;
  • as consequências da não vacinação para os indivíduos e a comunidade;
  • as reações adversas esperadas e como agir caso isso aconteça;
  • as implicações éticas e legais da vacinação compulsória.